terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma incauta “PROCURAÇÃO”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Valmir Fonseca

A próxima eleição presidencial tornou - se uma simples questão de glorificar ou não o “pinóquio nativo”. A disputa entre a Dilma e o Serra é quase uma brincadeira de salão, pois qualquer um dos dois serve, mas é claro; é melhor a Dilma, pois acena com a possibilidade do continuísmo, mais bolsas, mais vantagens para todos, mais liberdade para o sindicalismo, mais assistencialismo governamental e, portanto, as suas perspectivas são mais promissoras.

A massa popular está acostumada a inebriar - se com a superficialidade, com os apitos e os ensurdecedores guinchos das vuvuzelas, e não se importa com o quê se esconde por detrás do muro.

No antegozo da farra que acredita perdurará, apressa - se em eleger um POSTE, pelo simples fato de que o seu alter ego assim determinou.

Realmente, a massa leviana vive sob a vigência da fartura e da bonança, da época das bondades, das bolsas, dos salários aumentados (funcionalismo e mínimo), da “minha casa”, dos cortes pontuais e oportunistas do ISS, do PAC 1, do PAC 2, das inaugurações fajutas e, por isso, viva este desgoverno, que deixará de herança, por nossa exclusiva opção, mais um período de folguedos.

Já abordamos como a Nação vem concedendo, através do seu depauperado Legislativo e pusilânime Judiciário, poderes ditatoriais ao Executivo, o que por si já é um tremendo perigo para a democracia, agora, não bastasse entronizá – lo com o direito incontestável de mandar e desmandar na Nação, ao pretender eleger a sua marionete, avaliza, sem titubear, projetos futuros reconhecidamente antinacionais.

Na verdade, a delegação será o prêmio, a paga pelo uso descarado da máquina e dos recursos públicos, o troféu arrebatado pela quebra do decoro, a medalha conquistada pela transgressão das leis e a certeza de que o fim justifica os meios. Com pompa e circunstância, e na caminhada inconseqüente, estaremos entregando aos inimigos do Estado, um mandato para levar - nos à matroca.

Nossas palavras não refletem apenas um insosso presságio às últimas tentativas do petismo de controlar e estabelecer um regime ditatorial de esquerda, elas são mais do que meros indícios ou assombrações fantasiadas pelos preocupados com o futuro. Corretos estão aqueles que consideram que o próximo desgoverno, se eleito segundo os desígnios de sua excrescência, mergulhará esta Nação no rol dos países marxistas.

Se estávamos na ante - sala da esbórnia lulo - petista, o funesto acontecimento será o verdadeiro início do réquiem para a democracia nacional e, neste caso, assistiremos à aprovação do 3º PNDH e de outros logros.

A campanha eleitoral conduzida pelo desgoverno ao arrepio das leis, sem ligar para o certo ou errado, para o justo ou injusto, sem sofrer qualquer admoestação digna de nota, apenas expõe até aonde eles irão para alcançar seus objetivos, e comprova que não possuem adversários ou limitações para os seus atos.

Logo, mais do que a possibilidade de elegermos um fantoche, devemos temer o que o próximo desgoverno perpetrará, diante da delegação que lhes será passada, e com tal alforria, é de esperar - se pelo pior, sem que seja esboçada a menor reação diante da cumplicidade e do acovardamento.

A dominação será paulatina, com movimentos e armadilhas acobertadas sob o título de “politicamente corretas”, e contando com a valiosa colaboração do Legislativo e do Judiciário, aqueles vetustos e impolutos poderes, aquinhoadas nas últimas pesquisas com os “soberbos” índices de confiança junto à opinião publica de 33% e 28%, respectivamente.

Pelo andor da carruagem, no vacilo das oposições, delegaremos poderes, e com eles, o ouro, a camisa, a dignidade e o futuro.

Alea jacta est!

Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada Reformado do EB.

Nenhum comentário: