terça-feira, 7 de setembro de 2010

Com qualquer um o País estará mal servido

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Márcio Accioly


As chamadas “lideranças” políticas nacionais conseguiram, em 510 anos de Brasil, se aninhar no mesmo saco de gatos, revelando perfis semelhantes que em nada diferem de alhos ou bugalhos. Não temos instituições, eis o principal.

As candidaturas presidenciais são tão iguais, a fuçarem no mesmo cocho, que nem mesmo textos brilhantes (produzidos por luminares da imprensa vinculada a setores ditos de oposição), são capazes de mobilizar corações e mentes em torno de uma causa que o povo de forma geral sabe ser perdida.

Se alguma vantagem existe, na eleição de um ou de outro, contempla apenas os partidários e os que habilmente mudam de lado tão logo detectam a possibilidade de vitória de quem quer que seja. Quem é que se interessa por uma porção de pilantras cuja atividade principal tem sido a de saquear impunemente os cofres públicos?

O ex-presidente FHC (1995-2003), aquele que certa vez chamou os aposentados de “vagabundos”, publicou artigo nos jornais no último domingo em que prega valores éticos e morais aos menos informados.

É o mesmo cidadão que se assustou quando se tentou instalar CPI dos cartões corporativos (criados por ele em seu “governo”), pois temia fosse apurado que algum recurso houvesse sido enviado para sustentar o filho que teve com a jornalista Miriam Dutra, levado com a mãe para Barcelona (Espanha), para evitar possível escândalo.

Sem falar no outro filho que teve com a então empregada do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), sobre quem a imprensa noticiou o caso de sua ex-excelência não dispensar maior atenção, talvez pelo fato de a mãe ser negra. Que belo exemplo!

Quem compulsar os jornais da época do escândalo dos cartões corporativos vai levantar com rapidez as informações. Uma ministra caiu fora, mas outros continuaram pendurados nos cargos, inclusive o ministro Orlando Silva que não é aquele famoso cantor, mas gasta como se fosse uma multidão.

De maneira que os cartões corporativos continuaram no mesmo volume de saque na boca do caixa e com restrições de apuração dos desmandos cometidos, por conta da tal de “segurança nacional”, argumento empregado pelo então regime militar (1964-85), quando queria calar opositores. São escândalos a se movimentarem de pá.

Da mesma forma que de grão em grão a galinha enche o papo, de pouca vergonha em pouca vergonha os nossos “dirigentes” transformaram o país neste bordel que aí se encontra: sem transporte público, sem saúde ou educação, sem sistema prisional e sem segurança. E supostamente todos aplaudem e dão boas-vindas.

O desejo que vem é o de se viver no país apresentado pela propaganda eleitoral. Nela, como nas novelas e nos filmes de Hollywood, tudo funciona e as coisas acontecem no exato momento em que são necessárias e indispensáveis.

De resto, é ignorância das chamadas elites imaginar que o povo é imbecil e não sabe votar. O povo vota de acordo com suas próprias conveniências e o Congresso Nacional é formado por representantes que compram mandatos a peso de ouro para continuarem com suas lambanças e acordos malandros que se perpetuam.

Na parte de cima, no Executivo Nacional, o eleito e seus mais chegados dão sequência à entrega de nossos minérios e riquezas infindas, criando reservas indígenas e outras ditas florestais, com o intento único de se eternizarem e terem suas faltas esquecidas, até que outras eleições cheguem e tudo continue assim como se encontra.

Não se sabe até quando isso irá permanecer, pois o colapso econômico está vindo e a natureza anuncia graves catástrofes. O que se sabe é que todos são iguais e tanto faz um quanto outro. A população já descobriu isso há séculos sem fim!

Márcio Accioly é Jornalista.

3 comentários:

Anônimo disse...

Prezado jornalista Márcio Accioly (postado por Jorge Serrão), bom dia.

O seu artigo relata com exatidão o que penso. Não é necessário tirar nem acrescentar nada.

Contudo, se me permite, é meu desejo aprofundar-me em uma parte do seu artigo em que "cita" de leve.
O povo tem sim, como deixas subentendido, parcela de culpa na situação que se perpetua em nossa classe governante. Pois, alguns ao tentarem manter a situação que lhe beneficia, perpetua também, os podres políticos (e seus asseclas) em seus podres hábitos de gatunagem...

Então, não é só a mosca que continua a mesma, são também os interesses que se mantêm, para o gáudio e necessidades dos eternos sugadores dos cofres brasileiros.

Parabéns pela lucidez do seu artigo.

Anônimo disse...

Prezado Sr. Marcio Accioly,
De que país estão falando? Certamente não deve ser do Brasil. Dizer que tanto faz um candidato ou outro é pensamento bucéfalo demais. Basta uma análise superficial para ver as propostas que aí estão. Olhe o PNDH3 para ver o que se espera para o país. Lembre das sucessivas investidas vergonhosas na política internacional. Informe-se sobre as FARC e o estreito relacionamento com o governo. Veja a completa destruição das instituições brasileiras. Veja a degradação das forças armadas.
Faça um favor a voce mesmo, vá se informar antes de continuar dizendo que tanto faz um ou outro. A internet está aí para identificar os bons e os medíocres jornalistas. Fique atento para não ser incluído no segundo caso. Para mim vc já está lá. Vai precisar muito trabalho para reverter.

Anônimo disse...

Prezado Sr. Marcio. bom dia.
Fizeram uma votaçáo pedindo para o povo escolher entre presidencialismo, parlamentarismo e monarquia.
o povo nem sabe o que é parlamentarismo. Pra que fazer isso com os coitadinhos analfabetos brasileiros hein!!!!