quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Planalto quer Serra, mas Marina avança

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marcio Accioly

O que é o que é? Quando os escândalos aparecem, quando a roubalheira fica difícil de explicar, quando sigilos fiscais e bancários são violados impunemente, o governo joga um produto oleoso, viscoso e preto em cima dos brasileiros, tentando abafar sua malandragem e pouca vergonha?

Trata-se do petróleo (pré-sal), a mais de oito mil metros de profundidade, proclamada auto-suficiência no campo dessa fonte energética, embora paguemos a gasolina mais cara do mundo. Espertos e imbecis repetem que “nossa economia vai muito bem”, igualzinho ao que ouvem dia e noite nos principais canais de televisão.

O petróleo que jorra das declarações governamentais diariamente, no nosso caminho, seria suficiente para oferecer a tão sonhada independência, acabando de vez com o déficit comercial nesse setor.

Mas como vivemos num país de faz-de-conta, com leis elaboradas por cambada de bandidos que deveria estar na cadeia (aliás, presídios inexistem), eis que engolimos a pantomima com cachaça e pagode, na falta de educação explícita a corroer todas as estruturas.

Qual a diferença entre o PSDB de José Serra e o PT de Dom Luiz Inácio? Será a quantidade de dinheiro gasta nos célebres cartões corporativos? Alguns dos quais considerados de segurança nacional, pois falam direto a saques monumentais na conta da Presidência da República? Bom lembrar que tais cartões foram criados por FHC.

Qual a diferença entre a candidata presidencial Dilma Roussef e o ex-presidente Collor de Mello, que a apoia sem reservas, inclusive colando seu nome ao dela na disputa governamental que empreende (mais uma vez), no estado de Alagoas?

A Dilma, quem se dispuser a pesquisar na internet (e é muito fácil), é capaz de ilustrar relatos aterradores, tais como humilhar de forma inaceitável os seus semelhantes, humildes servidores e até graduados, se cometerem algum deslize ou deixarem de cumprir de maneira subserviente suas ordens e caprichos.

Coisa assim como o exemplar vice-presidente da República, José de Alencar. Flagrado numa ação judicial em que se recusa a assumir a paternidade da filha (tida com pobre mulher do Interior), saiu por aí a dizer que a mãe da hoje senhora é prostituta, que certamente não está à altura de merecer o respeito de tão elogiável lorde!

O jornal Estado de S. Paulo, perto das eleições que levaram Collor de Mello ao poder, noticiou que sua excelência, certa feita, jogou em cima da empregada doméstica de sua residência uma tigela cheia de macarrão, sujando a moça da cabeça aos pés. Era sua forma de reclamar porque detestava massa e não queria se servir “daquela porcaria”.

Por todos os relatos que aí circulam a Dilma não está distante desse comportamento. Agora está calminha, sorrindo, depois de ter construído o Brasil com Dom Luiz Inácio (diz isso na TV com grande cara-de-pau), e depois de inventar possuir títulos sem fim, como se amálgama vivo de Kepler, Isaac Newton e Albert Einstein.

No livro “Viagens com o presidente”, escrito pelos jornalistas Eduardo Scolese (Folha de S. Paulo) e Leonencio Nossa (Estado de S. Paulo), o tratamento dispensado por Dom Luiz Inácio a seus subalternos não são menos humilhantes. Se o país prestasse atenção em muita coisa que aí é publicada, a máscara de sua excelência já teria caído.

Agora, o Planalto está em polvorosa, atrás de mágica fórmula para derrubar Marina, a presidencial do PV. Não vai conseguir, pois o segundo turno se tornou inevitável. A questão é saber se a população descobriu que Marina é a mínima possibilidade de mudança ou se vai insistir numa dualidade sem futuro, entre Dilma e Serra.

Márcio Accioly é Jornalista.

2 comentários:

jc disse...

Marina eh mudanca? Era petista ateh semana passada. Para...essa mulher nao me engana.
Serra ao menos eh integro e tem projetos claros.

Mudanca mesmo no BraZil, nunca!

Anônimo disse...

Serrão:

Hoje comprei duas cópias da obra de A.J.Langguth, A Face Oculta do Terror e após ter entrevistado o filho de Mitrione quando o mesmo afirmou que a CIA armou para o pai dele vejo que o servidor público é sempre igual em qualquer lugar do planeta pois quando vende a alma para Belzebu, não tem volta...

O Serra só ganha essa eleição se assassinarem o Lula ou Dilma antes do pleito eleitoral de Domingo.

A assaltante quando subir a rampa vai fazer o Adhemar de Barros virar na tumba e protagonizar o ditado que "Ladrão que rouba ladrão tem 4 anos de eleição"