sábado, 25 de setembro de 2010

Pesquisa e pão quentinho

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Valmir Fonseca

Um dos mistérios que cercam a atual conjuntura pré - eleitoral é o surgimento inesperado, como um passe de mágica, de pesquisas de toda ordem, cujos resultados enaltecem o desgoverno e projetam a camaleônica candidata do “Supremo e Acima das Leis”.

A rapidez com que elas surgem espanta mesmo os mais céticos, e os resultados, nem se fala. E no momento adequado.

Basta uma derrapada da Dilma, uma brecha por menor que seja na trôpega campanha do POSTE, para no momento seguinte, zás - traz, sai do forno um resultado cada vez mais desmoralizante para os seus adversários.

A dama é fogo. A cada escândalo, a cada descoberta desabonadora, a cada falseada nas entrevistas, pimba, milagre. Ela sobe e os outros descem.

A invasão na privacidade dos parentes do candidato da oposição (?), escabrosos escândalos sem - fim no seu antigo gabinete e mais importante instrumento de gestão putrefata do executivo, podridão explícita da sua companheira e indicada para substituí-la, nada, absolutamente, nada, roça a trajetória gloriosa do POSTE, pelo contrário, a cada demérito, as pesquisas apontam que o céu é o seu limite.

Agora, a menção de que teria ou teve ligações afetuosas pouco ortodoxas, a simples referência, verdadeira ou falsa, como o brasileiro é chegado a uma sacanagem, poderá, definitivamente, colocá – la acima dos 60% de preferência do eleitorado.

Incrível. Extraordinário.

Não é a toa que a humilde dama, recentemente, chegou à conclusão de que nem Cristo seria capaz de retirar - lhe o cetro.

Concluiu o óbvio, pois de há muito foi abençoada pelo seu representante no Brasil.

E um clima do “já ganhou” irrompe na sede do PT.

Quanto maior a besteira, quanto mais oca a candidata Dilma, mais pesquisas mais pão quentinho, e maior a sua aceitação popular, maiores adesões aos seus programas, às suas promessas, e, principalmente, a de que vai continuar ou até melhorar tudo o que está acontecendo.

Na verdade, o povinho está pouco se lixando para o que realmente está acontecendo. Interessa-lhe o brilho que resplandece do fétido estrume, e comodamente despreocupa - se com a verdade por detrás do muro.

Incauta, mas conscientemente a trêfega galera entra no mundo do faz – de – conta, rumo à riqueza para todos, à cornucópia das benesses, dos direitos sem fim e sem limites, entregando seu destino para um estado policialesco, que em troca de benefícios extraídos da pequena parte da sociedade que trabalha e produz, cria uma massa submissa e incapaz, porém que vota, e como vota.

Assim, convenientemente, para gáudio dos fãs do irascível metamorfose (o Divino Gajo, apesar das pesquisas favoráveis, anda possesso, a cada dia mais violento e virulento. Ai tem coisa), o forno da padaria estabelecida para levantar o moral e a alegria do povo e balançar a cabecinha dos indecisos, produz mais um pão quentinho.

Aqui, em nossa caverna, decidimos não escrever uma linha sequer contra a candidata, e juramos que as linhas acima, não são de denúncias, nem de reclamações, nem de acusações, elas traduzem apenas uma formidável ou miraculosa constatação.

Não importa o quanto a candidata patine, vacile, enrole ou emita um sonoro arroto, tudo serve para inflar seus índices de popularidade. Não importam as derrapadas de seus marqueteiros e os deslizes dos mentores de sua campanha, a cada denúncia, temos veementes negativas, o que basta para turbinar a sua campanha.

Portanto, o macete é elogiar. E ai vai - ela é uma “gracinha”.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada Reformado.

Nenhum comentário: