domingo, 19 de dezembro de 2010

Brasil e EUA: mais rivais que aliados

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Fabian C. Alle

Algo começa a mudar, nas relações entre os EUA e o Brasil, com o decorrer dois meses e dos acontecimentos mais recentes, como a derrota de Obama nas eleições e o efeito WikiLeaks. Isso irá confirmar um maior grau de cautela nas relações entre os EUA e o Brasil.

Esta nova percepção no âmbito de análise e decisão dos EUA tem como um de seus mais fortes reflexos o documento intitulado “Dilemas da Grande Estratégia Brasileira” do Instituto de Estudos Estratégicos do Exército daquele país e publicado há alguns meses. Nele, se conclui que a lógica presente e futura entre os dois países tende mais para a rivalidade do que para a aliança.

Nesta transição, houve a divulgação pelo WikiLeaks de milhares de informações de baixo, médio e médio-alto grau de segurança do Departamento de Estado sobre a relação com o Brasil. Exemplos: a suposta decisão do governo do Brasil de orientar a compra de aviões de combate da Europa e não dos Estados Unidos \ o conhecimento prévio que existiria no Brasil sobre a presença das FARC na Venezuela \ o comentário de um ministro brasileiro sobre uma forte atitude antiamericana por parte de Marco Aurélio Garcia e Samuel Pinheiro \ as supostas detenções por parte da polícia de suspeitos de terrorismo internacional e que não foram acusados formalmente \ e os pedidos informais a países árabes moderados e a empresários influentes para que usassem seus bons ofícios para evitar a presença do extremismo islâmico no Brasil.

A vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais não fez mais do que reforçar a ideia de que esta política exterior crescentemente ativa e desafiante está destinada a permanecer nos próximos anos. Esses processos deveriam ser uma realidade inescapável para os atuais e futuros tomadores de decisões em matéria de política externa e de defesa da Argentina.

Mais ainda quando se revela o que parece ser, uma estabilização positiva da relação entre a Argentina e os EUA. Ponto de partida seriam os acordos específicos, como a não proliferação de armas e as tensões com o regime iraniano. A estratégia do Brasil de “cara a cara”, terá um olhar atento de Washington.

Trechos do artigo do professor de relações internacionais da Universidade Di Tella (Argentina), FABIÁN C. ALLE, selecionados por Cesar Maia e publicados no ex-blog do dia 17 de dezembro de 2010.

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