terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A Guerra do Fim do Mundo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Arlindo Montenegro

As especulações são tantas e de natureza tão variada, que nenhuma análise pode ou deve merecer confiabilidade, sem que se identifique a fonte. No virar das páginas do último ano, enquanto se consolida a cubanização da Venezuela, o povo cubano amarga os piores momentos de miséria, fome e repressão, enquanto os ditadores do Partido Comunista negociam as fatias da restauração da economia capitalista, resguardando o controle sobre tudo e todos.

Controle do estado sobre a opinião pública, sabe-se agora com mais clareza, é uma ferramenta sistematicamente utilizada, com metodologia sistematizada no decorrer do último século por todos os governantes. O que muda é a dinâmica: violentamente repressiva entre os ditos revolucionários ou subvertendo e comprando consciências, entre os "democratas". Daí a necessidade de identificar as fontes primárias de qualquer informação, para aproximar-se do significado dos fatos.

Ora essa! E pra que saber destas coisas? Sou andorinha só, buscando sobreviver. O estado é poderoso, está armado, pode aumentar seus gastos sem limite e mandar a conta para nós, exigir mais trabalho, legislar em causa propria. Estas são as inferências do lido e ouvido. Mas se pode insistir, enquanto existe algum resquício de liberdade, em saber sobre o terreno que pisamos, antes de cair na areia movediça que engole os incautos.

Pouco antes do Natal, o jornal suiço "Le Temps", publicou algumas declarações de um professor brasileiro que atuava como representante especial da OEA no Haiti: "Não será a comunidade internacional ou ONGs que resolverão os problemas do Haiti". "Basta da comunidade internacional querer dar lições". "O Haiti não é uma ameaça internacional. Não estamos em situação de guerra civil. O Haiti não é nem o Iraque nem o Afeganistão. E, no entanto, o Conselho de Segurança (da ONU), diante da falta de alternativa, impôs a presença dos capacetes azuis desde 2004, após a saída do presidente (Jean-Bertrand Aristide)".

Foi bastante dizer o que pensava, para ser destituído sem a mínima formalidade de um comunicado oficial. Uma fonte diplomática teria informado à agência Efe, no sábado, sobre a decisão. Ao saber da destituição, o brasileiro Ricardo Seitenfus disse: "Imagino que eu seja um espírito livre demais para a organização."(Site Terra, ANDRESSA TUFOLO). O secretário-geral da OEA, o socialista chileno José Miguel Insulza, insulta a nossa inteligência desde o affaire hondurenho.

Os fatos ganham significado diante do sensacionalismo do wikileaks, cujas revelações bombásticas revelam apenas que a diplomacia funciona mais como um clube de comadres. O conteúdo já era sabido. O tratamento é o mesmo de desprezo à opinião pública, que paga as custas, mas fica alheia aos métodos e resultados, mutáveis apenas quanto à coloração política do momento. Como no momento interessa aos controladores políticos a política coletivista, os fatos reforçam os foros patrocinados para fomentar tais políticas.

O site de esquerda Opera Mundi aborda a notícia destacando outros aspectos da declaração do Professor Ricardo Seitenfus: "Trata-se, para a ONU, de congelar o poder e de transformar os haitianos em prisioneiros de sua própria ilha". E mais, sobre a independência do Haití em 1804: ..." um crime de lesada altivez para um mundo inquieto. O Ocidente foi, então, um mundo colonialista, escravista e racista que baseia sua riqueza na exploração de terras conquistadas. Então, o modelo revolucionário haitiano deu medo às grandes potências"... "Existe uma relação maléfica e perversa entre a força das ONG e a debilidade do Estado haitiano".

Anunciam os arautos do terrorismo que o ano de 2013 será catastrófico, devido as atividades do sol. A NASA e a Academia Nacional de Ciências dos EUA publicaram o relatório sobre um acontecimento solar esperado para 2012 com devastadoras consequências para a Terra, atingindo satélites, transmissão de dados, telefones e redes de energia.

Unindo tudo quanto já propalam na Europa encontramos Daniel Cohn-Bendit, o estudante alemão que liderou a revolta de Maio de 68 que uniu toda a juventude esquerdista na França agora, deputado do congresso europeu em Bruxelas, liderando ativistas verdes que, seguramente participarão do Forum Social Mundial. Intelectuais verdes e esquerdistas já estão de malas prontas, com projetos e diretrizes para o encontro anual, desta vez em Dakar, no Senegal.

Mais um encontro de reflexão sobre o socialismo do século XXI, para anunciar a derrota do imperialismo capitalista e a vitória esmagadora do capimunismo, sasamento da economia capitalista negando Marx e estado totalitário como queriam Lenin, Stalin, Trotsky, os Harriman, a Escola de Frankfurt, os Castro, Kissinger e o núcleo forte dos banqueiros internacionais chefiados pelas casas Rotschild e Rockfeller.

Como todas as disciplinas, todo o conhecimento, todo o saber e toda decisão está interligada e interdependente, os mortais sobrevivem do seio que os amamenta, da nutrição material propiciada pela economia: que criou o sistema para trocas entre nações, que financia todas as formas de terrorismo, toda forma de estado e se impõe a qualquer tipo de governo.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Nenhum comentário: