quarta-feira, 31 de março de 2010

$talinácio sofre ligeira pressão dos EUA para trair parceiros franceses e comprar caças da Boeing para a FAB

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alertawww.fiquealerta.net (atualizado nesta Quarta)

Por Jorge Serrão


O chefão $talinácio recebeu ontem uma leve pressão dos EUA para desistir de adquirir os caças franceses Rafale, traindo seus parceiros da Dassault, em favor dos norte americanos da Boeing – fabricante do F-18, Super Hornet, que está entre os três classificados na concorrência da FAB. Lula recebeu ontem a visita oficial do chefe do Comando Sul dos EUA, tenente-brigadeiro Douglas Fraser.

O militar norte-americano teria reafirmado a Lula a intenção dos EUA de fecharem a cooperação estratégica militar entre os dois países. O acordo seria baseado na compra de caças pelo Brasil e o interesse dos EUA em adquirir aviões de treinamento Supertucano produzidos pela Embraer. Fraser veio ao Brasil para organizar a viagem do secretário de Defesa dos EUA, prevista para meados de abril e também em retribuição da viagem de Nelson Jobim a Nova York, em fevereiro.

Os EUA aproveitaram a visita para propor a criação de uma base "multinacional e multifuncional" que teria sede no Rio de Janeiro. A base formaria, com duas já existentes, em Key West (EUA) e em Lisboa (Portugal), o tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista. A Polícia Federal do Brasil já tem um adido de inteligência trabalhando na base de Key West, na Flórida.

O grupo de agentes da força-tarefa de Key West tem como objetivo combater o cultivo, a produção e o transporte de narcóticos. Os governos britânico, francês e holandês contribuem com o envio de navios, aeronaves e oficiais. O grupo reúne ainda representantes de Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e outros países latino-americanos.

Assalto do Banco

As tarifas avulsas de serviços bancários subiram até 328% entre abril de 2008 e fevereiro deste ano.

O porcentual supera em 33 vezes a inflação do período (9,88%).

Triste constatação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostrando para quem realmente trabalha o Banco Central do Brasil.

Misterinho

O presidente Henrique Meirelles promete para logo mais a decisão quanto à sua saída ou permanência no Banco Central do Brasil.

Sua vontade era deixar o cargo e sair candidato ao Senado por Goiás.

Mas a candidatura Meirelles só queria confirmar em junho.

Mudou de ideia?

Até ontem, Meirelles pretendia alimentar, por mais alguns meses, o mistério se seria ou não o candidato a vice da Dilma – para terror de Michel Temer, presidente do PMDB, que deseja a mesma coisa.

Só que, de noite, pode ter mudado de intenção após reunião com o chefão Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do poder Executivo.

Na versão palaciana, Meirelles teria ouvido o pedido de Lula para que fique no BC do B as fim de "completar o trabalho" - mantendo a economia estabilizada e a inflação controlada e dar continuidade ao crescimento do País

Cidinha Livre

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro foi palco de um dos mais incisivos discursos contra a corrupção em nossos tempos atuais.

Veja o vídeo em que a deputada estadual e veterana radialista Cidinha Campos (PDT) atacou uma das máfias do Rio de Janeiro, com uma ênfase que devia ser adotada por todos os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira:

http://www.youtube.com/watch?v=G-SHAak_stc&feature=email

Presente para Rosinha

Ontem, quando completou seu aniversário de 175 anos de fundação, o município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, ganhou um presentão.

Foi criado o Observatório Social de Campos, coordenado pelo sociólogo Hamilton Garcia, para exercer controle sobre as contas públicas da cidade governada pela família Garotinho.

O Observatório é uma das atividades do Movimento Nossa Campos, entidade criada por meio de Projeto de Extensão da Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), junto com outras instituições como a OAB, o IFF (Instituto Federal Fluminense) e a UCAM (Universidade Candido Mendes).

Negar é preciso

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o advogado da Bancoop, Pedro de Abreu Dallari negaram ontem irregularidades na gestão da cooperativa.

Juraram que, quando o petista esteve sob comando do negócio, entre 2005 e fevereiro deste ano, tudo foi bem administrado.

E a gente que pensava que primeiro de abril era apenas amanhã...

Cidadão Boilesen

O Seminário Gramsci, a Associação Cultural e Ecológica Pau-brasil e a Associação Amigos do Memorial da Classe Operária vão celebrar 31 de março de forma inusitada.

Exibirão o documentário Cidadão Boilesen, do diretor Chaim Litewski (Brasil/ 2009, 92 min.).

A exibição ocorrerá nas dependências do Memorial da Classe Operária-UGT, rua José Bonifácio, nº 59, às 19h00, seguida de debate com os presentes.

Confira o trailer: www.youtube.com/watch?v=9TrocKiappo

Cidadão Santa Rosa

Hoje é dia do tão esperado discurso de saideira do General de Exército Maynard Santa Rosa.

A turma do $talinácio se prepara para ouvir mais um ataque à famigerada END – que nada tem de estratégia nacional de defesa, mas que pretende submeter as Forças Armadas a uma ditadura do Ministério da Defesa.

Santa Rosa também vai lembrar o 46º aniversário do Movimento Militar de 1964.

Feliz Páscoa

Os Irmãos Montenegro desejam aos amigos e leitores uma alegre comemoração de Páscoa.

Reflitam com a melhor música e imagens dos grandes mestres!

http://www.youtube.com/watch?v=lEP1Bd2P6O8&feature=player_embedded


Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Março de 2010.

terça-feira, 30 de março de 2010

Clubes de poder globais usarão tecnologia de transmissão fechada via Internet em seus próximos encontros secretos

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta Terça)

Por Jorge Serrão


A Oligarquia Financeira Transnacional inova, tecnologicamente, para promover seus encontros, abertos ou não, sem a presença incômoda de ativistas contra o globalitarismo. Sexta-feira passada, sem o devido destaque da mídia tupiniquim, os controladores do mundo promoveram, simultaneamente, em quatro capitais do planeta, o State of the Planet 2010 (http://www.stateoftheplanet.org/).

Os debates globais entre Nova York e quatro hubs diferentes (Beijing, Nairobi, Nova Deli e Londres) foram possibilitados pelas soluções de TV da Ericsson – empresa sueca líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços para operadoras de telecomunicações. A partir de agora, encontros reservadíssimos, como os do Clube de Bilderberg, poderão ocorrer via webcast, sem a presença física dos participantes em um mesmo local – o que gera riscos e gastos elevados com segurança.

O evento foi comandado pelo economista Jeffrey Sachs, diretor do The Earth Institute, e um dos expoentes do pensamento globalitário. O Príncipe Albert II de Mônaco, o presidente do México Felipe Calderón e a Princesa Máxima, da Holanda, participaram diretamente do encontro que reuniu professores, doutores, políticos e empresários para discutir, sob a ótica globalitária, os temas: mudança climática, pobreza e reposicionamento econômico.

Tempo sobrando

O chefão $talinácio minimizou ontem à noite a provocação de uma repórter de que esta terça seria o último dia do prazo para Henrique Meirelles tomar uma decisão sobre seu futuro político, a tempo de ser publicada no Diário Oficial sua exoneração.

Lula comentou que só Meirelles pode dizer se deixara ou não o cargo e soltou uma de suas frases enigmáticas a um repórter que lhe indagou sobre a pressa do presidente do BC do B:

"Tem muito tempo ainda, meu filho. Para mim, 24 horas é um tempo infinito."

Campanha permanente

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, sustenta a tese de que Lula poderá fazer campanha normalmente para sua Dilma, desde que nos fins de semana e fora do expediente de trabalho.

O comando petista quer Lula no palanque de Dilma sob a crença de que Lula transfere votos.

Não seria mais fácil Lula renunciar, no auge de sua popularidade, e fazer campanha à vontade para sua candidata?

Silêncio do Inocente?

O advogado Nélio Machado informou à Justiça que José Roberto Arruda só vai falar quando tiver acesso a todos os documentos dos autos do Inquérito 650, que investiga o suposto esquema de corrupção.

Ontem, Arruda usou o direito de ficar calado e se recusou a responder ao questionário da Polícia Federal sobre o esquema de corrupção do Detrito Federal, no qual é acusado de ser o mandante.

Preso desde 11 de fevereiro, com outras cinco pessoas, acusado de obstrução da Justiça e tentativa de corrupção de testemunha do inquérito, Arruda vivia reclamando que ninguém queria ouvi-lo...

Veja antes que saia do ar

Faz sucesso na internet o vídeo em que Reinhold Stephanes Júnior chama Josef Dirceu de bandido e Dilma do Chefe de seqüestradora e assaltante.

A crítica seria uma mera gritaria se o rapaz não fosse filho do ministro da Agricultura de $talinácio...

http://www.youtube.com/watch?v=HtH9uIKBXio

TFP censurada

Uma "ordem que veio de muito alto" foi a justificativa do provedor para bloquear o site http://www.ipco.org.br/home/,

A página iniciava uma campanha de mobilização contra o nefando PNHD.

Curiosamente, o site, censurado desde o dia 23, é mantido pela TFP – o movimento ultra-católico Tradição Família e Propriedade.

Acredite se puder

Serginho Cabral afirmou confiar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no próprio Legislativo, para que o Rio não seja prejudicado pela nova regra proposta para a divisão geral dos royalties do pré-sal.

Cabralzinho aposta que a chamada emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) será alterada no Senado, com o apoio de Lula:

O Congresso brasileiro nunca me faltou. Confio no presidente Lula e também confio muito no Congresso. O presidente Lula botou uma pitada de açúcar no pré-sal. Com a intervenção do presidente, o pré-sal agora virou pré-doce”.

Recorde dos quadrinhos

Um exemplar da edição de 1938 da revista em quadrinhos Action Comics Nº 1 foi vendida ontem, pela bagatela de US$ 1,5 milhão, no site de leilões ComicConnect.com.

A publicação, que marca a estreia do Super-Homem, é considerada o Santo Graal dos quadrinhos.

Acredita-se que existam cerca de cem cópias da Action Comics Nº 1, mas poucas em bom estado.

Atraso brasileiro

O Diário do Comércio de São Paulo publica hoje um furo de reportagem do jornalista Armando Serra Negra que é mais uma prova de nosso atraso como Nação:

Um projeto futurista do arquiteto francês Jacques Pilon para que o Rio de Janeiro ganhasse um metrô, no distante ano de 1951.

Além de nunca ter saído do papel, o projeto fica guardado, a sete chaves e com acesso dificultado a pesquisadores, na biblioteca da Faculdade de Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Confira: A história do metrô carioca que nunca saiu do papel

Rubinho Rousseff, não!

Sam Michael, diretor-técnico da equipe Williams de F1, avalia que Rubinho Barrichello é um dos melhores pilotos da atualidade:

Por que Rubens nunca foi campeão do mundo? Para nós, ele é o melhor piloto possível. Traz o carro em casa, não comete erros, aproveita todas as oportunidades que estão pelo caminho e é um desenvolvedor de carros incrivelmente bom. Apesar da sua idade, ainda é extremamente rápido”.

Pelas declarações do inglês, fica comprovado que Roberto Jefferson cometeu uma grande injustiça com Rubinho ao compará-lo com Dilma do Chefe.

Vida que segue...

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Março de 2010.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Serra e Yeda correm risco de intervenção federal em seus estados porque insistem em não pagar dívidas judiciais

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta Segunda)

Por Jorge Serrão

Além de ser forçado a inaugurar obras inacabadas às pressas, José Serra corre o risco de enfrentar um outro grave desgaste político antes de deixar o governo. Por descumprir sistematicamente a lei, deixando de pagar precatórios (dívidas de decisões judiciais), São Paulo corre risco real de intervenção federal. Basta que o plenário do Supremo Tribunal Federal coloque em votação 23 pedidos para intervir no Estado que dá um calote judicial de exatos R$ 6 milhões 307 mil 125 reais e 6 centavos.

O mesmo problema pode afetar outra tucana: Yeda Crusius. O Rio Grande do Sul tem uma pendência ainda maior em precatórios: R$ 25 milhões 675 mil 368 reais e 43 centavos. No Supremo, também existem pedidos de intervenção contra os estados de Goiás, Paraná, Paraíba e Espírito Santo. Se os Estados não apresentarem ao STF um cronograma de pagamento dos precatórios, o risco de intervenção é real. O ministro Gilmar Mendes ameaça fazer a lei ser cumprida até sua saída da presidência da Corte Suprema, em 23 de abril.

Sob a desculpa de que não têm dinheiro para quitar as dívidas judiciais, Estados e Municípios aplicam calotes que podem chegar a um total de R$ 100 bilhões. Para piorar a situação de descumprimento de decisões da Justiça, em dezembro, o Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que dá “legalidade” ao calote dos precatórios. Trata-se de um verdadeiro atentado ao precário estado democrático de direito vigente no Brasil.

Assim que for promulgada pelo Congresso, a nova regra determina que apenas 50% dos recursos reservados para pendências judiciais devem ser pagos em ordem cronológica. O resto só seria pago via leilões de dívidas ou por câmaras de conciliação. Ou seja, no Brasil, a decisão judicial só valerá pela metade.

Indústria da multa de trânsito

O Código Brasileiro de Trânsito determina que 5% do valor arrecadado em multas deve ser aplicado em educação e prevenção ao trânsito.

Acontece que o governo $talinácio e seu antecessor FHC nunca cumpriram tal norma.

Mais de 60% de 1,12 bilhão arrecadado, desde 1998, para o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito foi parar na conta do famigerado superávit primário das contas públicas.

Ou seja, R$ 675 milhões foram parar nos cofres dos banqueiros que recebem, em dia e sem atraso, o pagamento das dívidas federais.

Saideira

Militares da ativa e da reserva aguardam, ansiosos, o teor do discurso do General de Exército Maynard Santa Rosa.

Será proferido no dia 31 de março, quando o militar é obrigado a ir para a reserva.

Os ouvidos de Nelson Jobim, ministro da Defesa do END das Forças Armadas, já estão tremendo previamente.

Aliás, Jobim odiou o artigo que o General de Exército Paulo Cesar de Castro publicou neste Alerta Total: Estratégia Nacional de Defesa... É mesmo?

Reza Forte

No 46º Aniversário da Contra-Revolução de 31 de Março de 1964, a ONG Terrorismo Nunca Mais convida para a missa em sufrágio das almas dos heróis brasileiros que tombaram na luta armada no combate ao comunismo e em defesa da democracia.

O ato religioso será realizado às 19h desta terça-feira (dia 30), na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (SHIS EQ/QL 06/08, Conjunto “A“, Lago Sul, em frente ao Gilberto Salomão).

Após a missa haverá um coquetel de confraternização no Salão Paroquial.

Senador FHC

Como o Alerta Total antecipou ontem em primeira mão, Fernando Henrique Cardoso não vem apenas candidato ao Senado por São Paulo.

O plano dele, ano que vem, é ocupar a cadeira hoje ocupada por José Sarney.

O anúncio da candidatura de FHC ao Senado será dia 10 de abril, no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília.

No mesmo dia, José Serra confirma, finalmente, que será candidato a Presidente pelo PSDB.

Tumor

Nervoso com as pressões sofridas por seu filho Fernando, o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), terá se submeter a uma pequena cirurgia para retirada de um tumor benigno na região da boca, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

O mais triste é que, em função da operação, prevista para esta semana, Sarney deve ser obrigado a raspar seu famoso bigode.

Sarney, que já havia retirado outro tumor semelhante na boca no início de 2010, vai ficar meio estranho de cara limpa...

Corrida Maluca Presidencial

Inimigo figadal dos petistas, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, pegou pesadíssimo com a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff:

"Dilma está bem nas pesquisas. Afinal há dois anos o presidente Lula faz campanha antecipada para ela. Entretanto, ela não é vencedora, pois não participou de nenhuma eleições. Ela é Dilminha Barrichello, ameaça mas não conquista nenhuma pole position".

Pô, Jefferson, o heróico piloto de Fórmula 1, Rubens Barrichello, não merecia uma comparação destas...

Se for nesta balada de críticas, daqui a pouco você será obrigado a dizer que o $talinácio é o Dick Vigarista da “Corrida Maluca” - um velho desenho animado de Hanna Barbera.

Ficou feio para o Palhaço do Planalto

O lindinho prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, venceu, de lavagem, com 68% dos votos, as prévias do PT para a escolha do nome que vai disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.

Além de superar a Benedita da Silva, Lindberg derrotou a dupla $talinácio e Josef Dirceu que apoiava a atual secretária estadual de Assistência Social de Serginho Cabral.

O resultado triste para o Palhaço do Planalto foi anunciado – muito a contragosto - pelo presidente do diretório regional do partido, deputado federal Luiz Sérgio.

Eterno sonho de Paulinho

Depoimento sincero de Paulo Salim Maluf ao caderno Alias do Estadão, no domingo, sobre sua prisão, em 2005:

"Não há político que se sobressaiu e não tenha sido perseguido. Gandhi e Mandela foram presos. Washington Luís e Juscelino, também. Getúlio só não foi porque se matou. Você se lembra de mais algum que tenha sido preso? Eu digo: o Lula. Então, ainda tenho chance de ser presidente um dia."

Maluf se diz "comunista em comparação com o presidente Lula", quando o assunto é política de juros, já que "o maior defensor dos banqueiros brasileiros é o BC do PT".

Fala, Arruda

Cassado, preso e humilhado, o ex-governador José Roberto Arruda será obrigado a dar hoje a versão dele sobre o esquema de corrupção do DF, investigado pela Operação Caixa de Pandora.

Arruda será ouvido, às 14 horas, na Superintendência da PF em Brasília, no inquérito 650, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que investiga o Mensalão do DEM – regiamente pago por empresários detentores de contratos superfaturados no governo do Detrito Federal.

Na verdade, é o primeiro passo para libertação de Arruda, que poderá passar o feriado da Semana Santa em casa.

A previsão é que as revelações dele compliquem a situação de várias pessoas, sobretudo o ex-governador Joaquim Roriz.

Loucos por carros

Vem aí o V Salão do Carro Acessórios 2010, o maior evento do segmento na América Latina.

Será de 17 a 21 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Para mais informações sobre o evento ou seus expositores, acesse o site http://www.salaodeacessorios.com.br/

Prêmio Jabuti

Estão abertas, até 31 de maio, as inscrições para o principal prêmio literário do País, o Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Podem concorrer editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers que tenham produzido obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009.

Mais informações pelo site http://www.blogger.com/

Que alívio

O metrô de Moscou foi sacudido hoje por duas explosões que mataram ao menos 37 pessoas e deixaram 38 feridos.

O atentado foi praticado por mulheres terroristas suicidas.

Ainda bem que, no Brasil, ex-terrorista não age com tanta violência.

Apenas se candidata a Presidenta da República com o apoio do Movimento Social Terrorista – que promete um abril vermelho de muita batalhas no campo, para arrumar voto para a sua candidata.

Vida que segue...

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Março de 2010.

domingo, 28 de março de 2010

Pensando como Rita Cadillac?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

Carlos Lacerda acusava adversários de “raciocinarem com o intestino”, quando faziam ou pronunciavam alguma escatologia. Pois Lacerda acaba de ser superado pela eterna chacrete Rita Cadillac. No documentário que Toni Venturi produziu sobre a “Lady do Povo”, com lançamento marcado para o próximo dia 9 de abril, Rita confirmou como ela pensa:

“A Rita Lee diz que sou uma bunda que pensa. E sou mesmo. Tenho, na verdade, um cérebro dividido em duas partes: uma na cabeça e a outra na bunda”. O Velho Guerreiro, onde quer que esteja, deve sentir o maior orgulho das palavras de sua velha musa. O curioso é que a sinceridade de Cadillac se aplica ao modo de pensar da maioria dos políticos brasileiros na atualidade. Parecem merdas pensantes.

$talinácio é um exemplo radical disso. Fala, faz e pensa merda. Seu desrespeito público à Justiça Eleitoral e suas eternas críticas à imprensa que não o elogia são apenas alguns defeitos genéticos deste “Filhote da Ditadura” – como bem definiu Leonel Brizola. $talinácio agora caiu numa armadilha ideológica e sua face autoritária pode vir à tona por completo. A blogueira cubana Yoani Sanchez pediu a Lula que interceda junto aos irmãos Castro para que a deixem visitar o Brasil. Se Lula nada fizer pela editora do blog Generación Y, seu lado totalitário fica mais evidente ainda.

Por falar em armadilha política, uma informação de primeira: o corinthiano carioca Fernando Henrique Cardoso vem candidato ao Senado por São Paulo. Na verdade, o ex-Presidente queria o lugar de Lula, mas preferiu não correr o risco de um duplo desgaste: uma briga interna contra seu inimigo José Serra e uma eventual derrota para a candidata do seu amigo-corinthiano Lula. Teremos uma defesa das drogas em campanha. Literalmente e sem trocadilho.

O anúncio da candidatura de FHC ao Senado será dia 10 de abril, no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília. No mesmo dia, José Serra confirma, finalmente, que será candidato a Presidente pelo PSDB. A guerra, agora, é para definir quem será seu vice. Serra preferia uma chapa puro-sangue com Aécio – o que é praticamente improvável. Não quer aliança com o DEM. Mas os demos insistem em emplacar a senadora Kátia Abreu ou o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior. Francisco Dornelles, do PP, corre por fora.

$talinácio espera convencer o banqueiro Henrique Meirelles a compor a de seus sonhos para o milagre eleitoral da inexpressiva Dilma Rousseff. Lula não aceita Michel Temer. Mas pode ser obrigado a engoli-lo. Para piorar, Meirelles anda arredio e fazendo docinho. Sonhava mesmo é ser candidato a Presidente. Como o Procurador-Geral da República, Robert Gurgel, o livrou do inquérito sobre remessa ilegal de dinheiro ao exterior, Meirelles pode abrir mão da imunidade parlamentar que a eleição ao Senado lhe garantiria.

O enigma se desfaz esta semana. A decisão sobre seu futuro depende da Oligarquia Financeira Transnacional. O poder real mundial, que decide as eleições por aqui antecipadamente, anda tirando onda com a cara do $talinácio. JPMorgan e UBS, dois grandes bancos globalitários, advertiram que: há bolhas em formação no Brasil; a economia do País corre o risco de "superaquecer"; e o real está "supervalorizado". Ao que parece, o tal modelo econômico estável do Meirelles não anda tão confiável quanto a propaganda oficial tenta vender.

Enquanto a inconsistência do modelo dependente se evidencia, surge alguma novidade na sucessão presidencial. Um candidato dos partidos pequenos (PT do B) conseguiu 1% na pesquisa Datafolha. O nome dele é Mário Oliveira. Fruto do discurso com propostas para a redução de impostos, segurança pública e ação das Forças Armadas. Três temas que os demais adversários terão problemas para atacar durante os debates sucessórios. É bom ficar de olho no que o Mário tem a dizer.

Mas a grande novidade política é que devemos ter, no Brasil, o Dia Nacional do Sexo. A data deve ser comemorada em 14 de janeiro. Isso se for aprovado o projeto de lei do deputado federal Mão Branca (PV-BA). O argumento do parlamentar é que precisamos de um dia de reflexão para se discutir as várias maneiras de fazer sexo: segura, responsável e prazerosa.

Do jeito que a coisa na vai, na política e na economia, daqui a pouco daremos razão completa ao modus pensante da velha musa Cadillac, em um País com tanto bundão no poder.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Março de 2010.

sábado, 27 de março de 2010

Poeira Vermelha

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net


Por Arlindo Montenegro


Alguns analistas do movimento comunista internacional afirmam, que a extrema violência aplicada aos milhões de chineses que ocupavam a Praça da Paz Celestial, resultou de um erro de avaliação. A manifestação teria sido organizada nos bastidores do mesmo PC Chinês, deveria ser limitada, controlada, para justificar as reformas econômicas em gestação.


O mundo ocidental se encarregaria de difundir a ideia de reformas democráticas oriundas da vontade da população, negociadas com os estudantes e aceitas pelo comitê central do PC. A força brutal foi utilizada porque a manifestação foi engrossada por contingentes de todas as áreas, ultrapassando os limites desejados pelo governo, que ficou sem alternativas diante do assédio da imprensa capitalista.


O próprio Gorbachov visitou Pequim naqueles dias, para discutir as reformas com seus camaradas chineses. Pode-se ouvir assistindo aos vídeos, que os estudantes cantavam um mesmo hino, pouco conhecido no mundo ocidental, exceto pelos comunistas de carteirinha. Não eram estudantes democratas, eram estudantes comunistas entoando o hino internacional dos comunistas do mundo inteiro.


“De pé, ó vítimas da fome! De pé, famélicos da terra! (...) Bem unidos façamos, Nesta luta final, Uma Terra sem amos, A Internacional. (...) Messias, Deus, chefes supremos, Nada esperemos de nenhum!” É este o apelo contido nos versos do Hino, que substituiu os hinos nacionais de todos os países que foram tomados pelos comunistas. Substituirá o Hino Nacional Brasileiro? É o que os governantes querem.


Documentou-se mesmo que os estudantes, semanas antes haviam construído uma estátua semelhante à Estátua da Liberdade, naquela praça. Um detalhe apenas? Em que país comunista as autoridades permitem a construção de uma escultura, em praça pública, representativa do regime político contrário?


Em outro vídeo, vê-se que dois rapazes retiram da cena, o estudante que enfrentou o tanque, sumindo com ele na multidão. Ora, ser a ordem era massacrar, como de fato aconteceu, por que os soldados iriam poupar a vida do moço? Infere-se que a cena foi preconcebida e pouparam apenas a vida de um camarada em missão.


Existem versões de que foi preso e morreu na prisão. Mas uma historiadora e um professor universitário chinês, asseguram que isto não aconteceu. A universidade saberia. Saberia, do mesmo modo como sabem os acadêmicos daqui, que disseminam há anos o ensino do coletivismo como organização excelente da sociedade.



Privam os jovens do saber comparativo, das escolhas livres, colocando antolhos ideológicos. Saberiam, como sabem os nossos professores universitários, quais as intenções camufladas no PNHD, que o Presidente assinou “sem ler” e dona Dilma assinou plenamente convicta. Sabia que firmava o decreto de condenação das instituições do estado democrático no Brasil.


Este decreto que impõe mais de 500 reformas à Constituição, garante uma constituição e um estado nos moldes dos estados totalitários, que nem a China, Coréia, Cuba. O ambientalismo, esta religião que nos querem impor, já saiu na frente, perseguindo e punindo, prendendo e limitando o movimento de pequenos agricultores familiares no interior do Brasil.


Este mesmo ambientalismo ameaça com a criação de reservas ecológicas como a da Mantiqueira, que ameaça famílias que vivem há gerações na terra, propriedades que foram reflorestadas pelos donos, que agora são acusados de agressores do ambiente. Pessoas que há gerações vivem de criar galinhas caipira, tirar o leite de meia duzia de vaquinhas e plantar para colher e vender o excesso nas cidades, não sabem o que vai ser de suas vidas.


Talvez engrossar as fileiras dos miseráveis que sobrevivem sob viadutos, esperando uma indenização que o estado, como é costumeiro, protela e não paga. Os tais precatórios, isto é promessas de dívida, se pagos como de direito, levariam à falência alguns estados brasileiros. O assalto à propriedade privada, se intensifica.


Um dos capítulos essenciais do PNDH, indica a formação de conselhos, sindicatos e grupos organizados, submetidos às políticas coletivistas, que atuarão em primeira instância, defendendo invasores de terras e conjuntos residenciais. A Justiça, o Direito, perdem espaço para a vontade do Estado. E já não é assim?


Vejam Wake up callno You Tube.


Arlindo Montenegro é Apicultor.

À porta do desenvolvimento

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Dimas de Mello Pimenta II


A indústria é um dos principais agentes fomentadores da inclusão social, considerando sua elevada participação no PIB, valor que agrega à massa salarial, divisas que internaliza com suas exportações e atuação de numerosas empresas empregadoras de mão-de-obra intensiva.

Por isso, foram particularmente gratificantes para o setor as recentes informações sobre o crescimento da classe média, bem como as conclusões do estudo “Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Felizmente, o grave crash globalizado não provocou o aumento da miséria no País. Mantivemos os ganhos verificados entre 2003 e 2009, período no qual quatro milhões de brasileiros ascenderam ao mercado de consumo, significando redução de 26,8% na taxa de pobreza.

Os números atestam os avanços do Brasil nas últimas duas décadas, em especial a partir da estabilidade econômica alcançada nos quase 16 anos desde o advento do Plano Real. Também são inegáveis os resultados de algumas políticas sociais na presente década, incluindo a melhoria de renda nas faixas salariais menores, inclusive para quem ganha o mínimo.

As estatísticas positivas, porém, não mascaram o fato de persistem no País, em especial nas áreas metropolitanas, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, e alguns bolsões do Norte e do Nordeste, cerca de 15 milhões de indivíduos ainda totalmente excluídos.

Como se não bastasse, parte expressiva da população brasileira situa-se numa faixa de renda muito próxima da pobreza e alijada de assistência médica e ensino de qualidade, além de pouco acesso a outros itens fundamentais, como cultura e segurança jurídica.

Essa rápida análise mostra que o Brasil, a despeito de todo o progresso dos últimos vinte anos, está comprimido entre dois mundos: o universo dos emergentes, cada vez mais importante no contexto da economia mundial, e os antigos grotões do subdesenvolvimento. São duas dimensões absolutamente antagônicas, em cuja interação não há equilíbrio possível. Não há dúvida de que, ao emergir com grande mérito da crise mundial, o País precisa de um projeto de curto e médio prazos para solucionar o seu problema de identidade como nação.

É impossível continuar convivendo durante muito tempo com esses contrastes socioeconômicos, considerando que o imenso déficit social é um grande obstáculo ao desenvolvimento. Ante esse desafio, é interessante observar análise feita pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) sobre os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O trabalho, que também inclui a África do Sul, aponta esse grupo de emergentes como “prováveis locomotivas do crescimento mundial nas próximas décadas”.

O estudo evidencia o fato de o Brasil ser o grande representante latino-americano nesse conjunto de nações e salienta que, dentre estas, é a que apresenta o menor grau de dependência do comércio exterior. Ressalta, ainda, que a economia brasileira tem aumentado, desde a década de 90, a diversificação de sua pauta de exportações e importações. Entretanto, no âmbito dos BRIC, continua sendo a mais fechada.

Essa análise da Cepal permite aludir, cruzando-se suas conclusões com o estudo do Ipea sobre a pobreza, que a menor dependência externa favoreceu o enfrentamento da presente crise mundial pelo Brasil e estabeleceu melhores condições para se evitar o recrudescimento da miséria.

Por outro lado, num cenário de médio e longo prazos, a menor abertura constitui-se em fator que mitiga nosso progresso e inserção na economia globalizada. De fato, no período focado, entre 1990 e 2006, o avanço da participação do País no PIB mundial foi pífio, passando de 2,11% para 2,19%. A China deu um salto de 2,63% para 5,44%.

Obviamente, o grau de abertura da economia brasileira também é limitado pelo comprometimento de nossa competitividade devido aos conhecidos fatores dos juros altos, impostos estratosféricos, câmbio inadequado e custos exagerados atrelados às relações trabalhistas, transportes, energia e infraestrutura.

É preciso resolver esses problemas crônicos. Devemos aproveitar o bom momento do País, o crescente reconhecimento internacional, nossa capacidade de fornecer, em grande escala, energia limpa e gêneros alimentícios e os fundamentos econômicos positivos conquistados nas duas últimas décadas. Estamos à porta do efetivo desenvolvimento. É hora de ingressar no primeiro mundo!

Dimas de Melo Pimenta II, economista, é presidente da Dimep e diretor do Departamento Sindical (Desin) da Fiesp.

Trilogia de um sincalismo cada vez mais abominável

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Fernando Alves de Oliveira


Primeira cena:

Sem grande alarde, acha-se em tramitação na Câmara o Projeto de Lei 6708/09, originário do Senado e de autoria do petista Paulo Paim (RS) que torna compulsória a contribuição assistencial.

A mesma que nos dias atuais é paga somente pelos trabalhadores sindicalizados. Isto é, aqueles que, além de recolher a contribuição sindical obrigatória são sócios espontâneos do sindicato, pagando a mensalidade imposta pela entidade. E isto não vale só para trabalhadores, não. É extensivo às empresas, no segmento patronal.

Vale acentuar que a tal contribuição está literalmente vedada pelo Enunciado Normativo 119 do Tribunal Superior do Trabalho TST, que considera inconstitucional sua cobrança pelos não sindicalizados. Para deixar bem claro: só é obrigado a pagá-la quem for associado do sindicato. A sua cobrança, no papel que tudo aceita, foi intentada com o objetivo de servir de custeio às despesas inerentes e decorrentes das convenções coletivas de trabalho e dissídios salariais, além de respaldar outras eventuais atividades assistenciais do sindicato. Na prática, contudo, sua arrecadação destina-se para reforçar o caixa das entidades. Na quase totalidade, autêntico saco sem fundo!

Ao leigo ainda fica dúvida, representada pela óbvia indagação: mas a Constituição não reza que ninguém é obrigado a ser sócio de sindicato? Como se observa, ser “sócio” é ato de vontade pessoal e que não invalida a obrigatoriedade de pagamento da contribuição sindical obrigatória, decorrente de exercício de atividade profissional ou empresarial e estatuída na Consolidação das Leis do Trabalho, por meio do Decreto-Lei 5452, consoante os artigos 578 e seguintes.

Aliás, devemos essa ambigüidade, essa verdadeira estúpida dualidade aos Constituintes que promulgaram a Carta Augusta de outubro de 1988. Certamente premidos pela falta de vergonha que –desde idos tempos- rege os meios políticos deste país, e do indestrutível lobbie que reina no sindicalismo brasileiro, conseguiram a proeza de manter a unicidade sindical, porém permitindo a criação de novos sindicatos, preservando a contribuição sindical obrigatória e desatrelando o Estado do meio sindical (ainda que também somente no papel, persistindo até nos dias atuais nesse faz-de-conta) e –não bastasse- criando uma outra contribuição, a confederativa, felizmente natimorta, já que dependendo de Lei Ordinária complementar, jamais teve sopro de vida.

Conclusão: dos quatro mil sindicatos existentes à época, beiramos hoje a quase vinte mil, o Estado continua responsável pelo registro de entidades sindicais, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego e se beneficiando no rateio do bolo sindical com 20% de toda contribuição sindical paga neste país por trabalhadores e empresas.

A contribuição sindical (mãe de todos os vícios e mazelas do sistema) persiste inexpugnável e agora o representante do PT (sempre o partido que se arvora em ser o protetor do trabalhador...) volta à carga tentando, sob a pena do Direito, dar cunho compulsório a uma contribuição que é exigível somente daqueles que são sindicalizados e sob a eterna lengalenga de que o seu produto é “fundamental para a manutenção dos sindicatos”.

Convém igualmente não olvidar que as centrais sindicais (entes inexistentes na legislação igualmente citada) foram reconhecidas e legalizadas pelo atual inquilino do Planalto através de Lei 11.648, de 31-03-2008, o que possibilitaria que ditas centrais passassem a receber doravante a metade do que cabe ao Estado da arrecadação do bolo sindical.

Só que feita ao arrepio da Constituição, tal quizila é agora objeto de decisão pelo Supremo Tribunal Federal, que tem em sua pauta o julgamento da ADIM (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4067. Conclusão: as centrais estão naturalmente iradas, pois julgavam que já neste exercício iriam colocar a mão na massa, que, aliás, é o produto que a elas verdadeiramente interessa (mais de R$ 120 milhões). Aturdidas, praguejam a ação intentada pelo DEM (partido dos Democratas) e com sofreguidão aguardam pela decisão do Supremo. Já disse em comentário anterior e repito: esse choro e ranger de dentes vai ser cada vez mais estrepitoso e longo.

Isto tudo num ano eleitoral é ótimo para que trabalhador e empresário (de vez que ambos são alvos e vítimas dessas contribuições obrigatórias) saibam verdadeiramente quem é quem neste País, especialmente no setor sindical, que virou escada ascendente à vida política. Portanto, a hora e vez da profilaxia estão aí, próximas.

Aliás, já passou da hora e da vez do eleitor identificar, claramente, quem está sempre ao seu encalço a fim de meter a mão no seu bolso. Ou contribuinte de sindicato (profissional e patronal) não vota nas eleições majoritárias e proporcionais? Se ele nunca levou o aspecto sindical em conta, é bom começar a fazê-lo a partir de outubro próximo.

Como tal, não há justificativa que, coerentemente, dê respaldo legítimo à propositura do senador em questão. Ela não passa de mais um ato lesivo ao bolso do contribuinte, de vez que na quase totalidade dos sindicatos brasileiros este é um dos poucos (senão o único real serviço) que se presta ao contribuinte, ou seja, a efetivação de convenções coletivas (tratativas e consecução) que, quando não pactuadas entre as partes (categorias econômicas e profissionais) terminam em dissídios salariais, arbitrados pelos juízes do Tribunal.

Essa, pois, é mais uma cantilena do PT, que, com certeza, será rejeitada –especialmente no plenário do Senado, que ainda não foi em sua maioria cooptado- por estéril, vazia e comprovadamente lesiva aos contribuintes dos sindicatos. Diante disso, é exagero dizer-se que isto aqui (e entenda-se como isto aqui os rincões cada vez mais dizimados em termos do interesse verdadeiramente público e comum aos brasileiros e não dos seus governantes) virou ou não uma república sindicalista? E que, sem exagero, corre o risco de transformar-se em coisa ainda pior!

Segunda cena:

Ainda sobre o tema da contribuição assistencial, O “Consultor Jurídico” em uma de suas últimas edições, traz a prova de que o setor sindical está mesmo no fundo do poço. Pois não é que o Sindicato dos Empregados em Hospedagem e Gastronomia de São Paulo e Região (Sinthoresp) está tentando mudar o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho -TST acerca do sigilo de identidade de seus trabalhadores sindicalizados em ações de cobrança que tratam do repasse da contribuição assistencial. Senão vejamos.

Enquanto o TST sustenta o óbvio, isto é, que a empresa tem o direito de saber os nomes dos trabalhadores que são filiados para que elas, empresas, os identifiquem e promovam o desconto e repasse da tal contribuição (que só é devida pelos sindicalizados, ficando aqueles que não são e não desejam ser sócios espontâneos desobrigados de tal encargo) o Sinthoresp insiste que tal entendimento pode gerar retaliações contra os seus filiados.

Como se observa, em campo realismo versus extremado subjetivismo. Ora, a manutenção até os dias atuais dessa legislação de 1943 chega a ser aviltante, pois obriga o empresário a servil e gracioso agente de cobrança. Desconta e repassa ao sindicato profissional. Assim como ele paga diretamente ao seu sindicato patronal a contribuição devida, o mesmo deveria ocorrer com o empregado. A ele (e somente a ele trabalhador) cabe o direito e o dever de pagar diretamente a contribuição imposta por seu sindicato. Assim como ele procurou (diretamente) a entidade representativa de sua categoria profissional e a ela espontaneamente se filiou, a ele cabe o direito e a obrigação de pagar o que for devido.

Ao contrário disso, o empresário além de ser obrigado, por Lei a fazê-lo no tocante à única contribuição efetivamente respaldada em Lei, que é a contribuição sindical compulsória, ainda funciona como um serviçal no desconto e repasse da contribuição assistencial, devida por seu trabalhador sindicalizado. E se isso não bastasse, sofre o constrangimento de não ter o direito de saber quem é ele, pelo alegado temor mencionado pelo sindicato profissional, dele, trabalhador, sofrer retaliações do seu empregador. Ora, neste caso que o sindicato profissional denuncie ao Tribunal a empresa por atitude antissindical.

Enquanto a mesma fonte anuncia que alguns juízes de Varas do Trabalho já concederam direito ao sigilo, identicamente destaca a incisiva discordância do juiz Luiz Paulo Pasotti Valente, da 41ª Vara do Trabalho de São Paulo e representante da Associação dos Magistrados do Trabalho da 2ª Região, ao salientar “Que a solicitação do Sinthoresp é inconstitucional, além impedir o direito do princípio do contraditório e da ampla defesa, considerando ainda um absurdo que a empresa efetue recolhimentos sem saber de quem está fazendo”. Culmina por exarar argumento que nos parece absolutamente inobjetavel: “Não é necessário o Sinthoresp querer proteger o empregado, pois ser sindicalizado não é ilegal.”

Ao final, o advogado da entidade, Antonio Carlos Nobre Lacerda, depois de afirmar que a contribuição assistencial deveria ser obrigatória a todos os trabalhadores da categoria, pois assim evitaria o risco do empregador descobrir a identidade dos filiados, acaba por explicitar aquilo que todos os analistas do ramo sindical já se habituaram à decadência e até sordidez do sistema e, como tal, nem fiquem mais chocados ou surpresos com o inusitado ou até o surrealismo que norteiam a mentalidade e o linguajar dos dirigentes de entidades de trabalhadores ou de seus representantes, Leiam e pasmem: “A lógica que queremos passar é que o repasse seja feito a todos. Somente assim todos os sindicalizados ficarão livres das retaliações”.

Em outras palavras: arrombemos os cofres e nos apossemos dos recursos de Roma para cobrarmos a dívida de Nero!

Razão mesmo -principalmente neste Governo de turno- tem o velho e eterno adágio popular: “cada povo tem o governo que merece”. O mesmo axioma vale para o sindicalismo brasileiro.

Terceira cena:

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo, também conhecida como Fecomércio, está em processo eleitoral. Exigência natural, estatutária, obrigatória e altamente salutar, especialmente quando há disputa pela alternância de poder. Porém, e lamentavelmente, como amiúde ocorre nessa sexagenária federação, se constata apenas o registro e existência de uma única chapa concorrente.

Ora, em decorrência dessa ausência de disputa pelo poder, poderiam muito bem seus “velhos novos” dirigentes serem eleitos por aclamação, sem dar-se ao trabalho de processo eleitoral. Certamente, porém, como têm de dar curso a prescrições estatutárias, os dois principais jornais de São Paulo publicaram em 09 de março último o Edital de chapas registradas, onde consta a relação descritiva dos candidatos componentes da chapa, tendo à frente, como é óbvio, o presidente Abram Szjamam, que há tempos tomou assento na cadeira presidencial. Nos demais cargos, claro, só não constam os nomes dos que já partiram para o além.

Mas o curioso mesmo, digno de registro, (já que o fato do continuísmo e da perenidade de poder no âmbito sindical é fato recorrente e em alguns casos, até encarada como ação entre amigos ou de capitania hereditária) foi à nomenclatura originalíssima da chapa, cognominada de “Guia, Modernidade, Credibilidade”.

Que saudades do reformista Dr. Lázaro Antônio Infante, então presidente do Sincomavi, filiado àquela Federação, que pregava pelo incremento da prática do associativismo e, principalmente, por reformas estruturais e institucionais naquela entidade em aprofundados e dignificantes artigos publicados pelo “Diário do Comércio” –órgão jornalístico até hoje editado pela Associação Comercial de São Paulo.

Isto, senhores, há mais de 20 anos! Como eles foram úteis em minha vida profissional, em termos de formação profissional, de ética e de dignidade! Mas, enfim, inversão de valores é um processo tão corrosivo quanto inevitável num país como o Brasil, especialmente após sua redemocratização, onde até a palavra do então democrata de ontem destoa e contraria em extremo oposto o discurso do candidato a déspota de hoje.

E para encerrar. Realmente, como é dura e sofrida a vida do dirigente sindical, patronal ou laboral, principalmente dos que se eternizam em seus cargos anos a fio, desprovidos de quaisquer interesses -até mesmo o de simplesmente massagear o ego- senão os de servirem fiel e diuturnamente às bases...

Fernando Alves de Oliveira é Consultor Sindical Patronal e dos livros O sindicalismo brasileiro clama por socorro (fev/2001) e S.O.S.SINDICALpt (março/2009) ambos pela Editora LTr. Outros artigos em http://falvesoliveira.zip.net/

Entre votos e gols

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por João Guilherme Sabino Ometto

Transcorrem quase despercebidos em meio ao otimismo quanto às perspectivas da economia nacional em 2010, os 25 anos da eleição (15 de janeiro) e posse (15 de março) daquele que foi o primeiro governo civil no País após o golpe de estado de 1964.

Ao lado das “Diretas Já”, em 1984, e da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, os dois fatos históricos, ocorridos em 1985, são os marcos da reconquista da liberdade política e dos direitos individuais e coletivos pelos brasileiros.

E nossa democracia disse a que veio! As instituições fortaleceram-se: problemas agudos, como o afastamento de um presidente da República e casos graves de corrupção, que antes estremeciam muito a República, solucionaram-se por vias legais. Substituímos a exceção pelo direito!

Na economia, os frutos também são substantivos, em especial se somarmos os avanços verificados nos quatro últimos mandatos presidenciais. Vencemos a inflação, mérito das duas gestões consecutivas de Fernando Henrique Cardoso.

No primeiro e no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, promovemos grande processo de inclusão social (30 milhões de pessoas acabam de ascender à classe média), multiplicamos exportações, conquistamos o investment grade e estabelecemos, com reservas cambiais superiores a 200 bilhões de dólares, resistente blindagem às intempéries financeiras globais.

Os resultados positivos da redemocratização evidenciaram-se com imensa clareza no contexto do crash de 2008 e 2009: o Brasil foi um dos primeiros países a vencer a crise; em 2010, nossa economia deverá incluir-se entre as que mais crescerão; o mercado interno está aquecido; tivemos em janeiro o recorde histórico, para esse mês, de criação de empregos; a inflação segue sob controle e os índices de confiança do empresariado e dos consumidores estão crescendo.

Sem dúvida, o País vive um bom momento. Portanto, é fundamental aproveitá-lo para solucionar antigos problemas, cuja persistência ainda se interpõe como obstáculo ao crescimento sustentado do PIB. Refiro-me aos gargalos da infraestrutura, aos impostos exagerados, à burocracia, à criminalidade, aos gastos públicos elevados, à precariedade do ensino e da saúde e aos vícios da corrupção. Não podemos ignorar tais desafios, pois se os conseguirmos superar teremos dado imenso passo em nossa saga rumo ao primeiro mundo.

Também devemos repudiar proposituras de leis e medidas que atentem contra a liberdade de imprensa, a segurança jurídica, as prerrogativas de produzir e o direito inalienável à propriedade urbana e rural. Trata-se de conquistas pétreas, garantidas na Constituição de 1988! Subvertê-las seria imenso retrocesso.

Com certeza, todos esses temas relevantes pontuarão o debate político a ser travado nas campanhas relativas às eleições de outubro. Espera-se que, procurando reparar o que está errado, partidos e candidatos comprometam-se com a continuidade do processo de desenvolvimento, lembrando que a Nação está muito acima de bandeiras ideológicas e interesses pessoais e de grupos.

Essa, aliás, foi a grande lição na transição do Governo FHC para o de Lula. Mantiveram-se as conquistas e se acrescentaram outras! Práticas civilizadas como essa contribuem para que, mesmo neste 2010 de Copa do Mundo, o Brasil já não seja mais identificado como mero “País do Futebol”. Somos a nação que venceu a inflação, emprestou dinheiro ao FMI, reduziu os índices de pobreza, enviou força de paz ao Haiti, superou a crise mundial...

Cá entre nós, temos, como nunca, a prerrogativa sem culpa de parar tudo e resgatar a “Pátria de Chuteiras” a cada jogo de nossa seleção nos gramados da África do Sul. Porém, para continuar desfrutando desse direito, precisamos exercitar com a máxima responsabilidade o dever eleitoral em outubro. Entre a seriedade dos votos e a alegria dos gols, haveremos de converter nossa democracia em desenvolvimento, sem perder a identidade pluralista deste povo mestiço e feliz!

João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (EESC/USP), é presidente do Grupo São Martinho e vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sem partido, pelo Brasil

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

É difícil hoje definir esquerda ou direita. Mas é fácil saber quem tem consciência do significado de políticas coletivistas, aquelas defendidas por partidos rotulados de direita ou de esquerda, mas que se vendem igualmente e facilitam o jogo do poder global. São políticas predadores de braços abertos para as ongs que nem wwf e greenpeace, mensaleiros e também os engajados nas políticas ambientais. Estes, desinformadas dos reais propósitos de seus líderes, pensam defender propostas nobres.

Para a população em geral, a coisa política anda mais suja que pau de galinheiro. Aí é que o voto acaba sendo "contra alguém" e a favor compulsório do que parece ser o oponente. Entre Serra, dona Dilma, dona Marina ou os chefões do PSOL e do PSB a eleição não passa de um jogo entre amigos da mesma ideologia coletivista. Todos amigos íntimos, aplaudem os ditadores cubanos que prendem dissidentes e controlam até o pensamento.

Para estes o Estado dá as cartas e a nação deve obedecer calada. O objetivo é o governo mundial, o poder internacional. A economia continua capitalista, pois todos sabem que, na economia do estado marxista, os trabalhadores, funcionários públicos todos, ganhando a mesma merreca, sem que se considerassem os méritos individuais, perdem a motivação. Fazem o mínimo. Erram muito. A qualidade final é desastrosa. E a inovação é proibitiva. Isto é inadmissível no mercado global.

A produtividade, a qualidade atributos do interesse individual, têm razão de ser, no ambiente competitivo, natural na economia capitalista. O modelo produtivo foi admitido pelos comunistas da Russia, China e satélites, propiciando alguns confortos até então desconhecidos e criando em muitos ocidentais, a ilusão de que o comunismo acabou. A riqueza continua concentrada em mãos do Estado capitalista, patrão e controlador maior. Alguns sócios são admitidos, os amigos do rei. É o que os coletivistas sonham aplicar por aqui, para fortalecer sua organização multinacional, o foro de São Paulo.

A União Européia, começa a sofrer os incômodos de uma autoridade não eleita e sim indicada por interesses das grandes corporações do bloco. As novas políticas e diretrizes econômicas resultam na redução de liberdades e aumento da insegurança. Na perseguição religiosa. No medo à invasão mulçumana. No aumento de grupos anárquicos insatisfeitos e desempregados em manifestações de violência. O poder político centralizado do que foi a URSS está sendo testado no mundo capitalista.

Aqui se ensaia o bolivarianismo e estamos começando a presenciar a discussão dos políticos que invadem os lares pela tv, contando lorotas. Os cidadãos que começam a discutir possibilidades, aqueles alfabetizados, são premidos a defender o mal menor, esquecendo que também é mal e pode vir a ter a mesma estatura do mal maior, que parece estar sendo descartado. Ainda não vivemos, nem os velhos, menos ainda as novas gerações, um ambiente em que o direito, a lei funcione como escudo protetor de todo cidadão honrado.

Não conhecemos a segurança que um estado democrático de direito pressupõe. Um estado mínimo, com a máxima liberdade para que a livre iniciativa e os empreendimentos sejam facilitados para multiplicar a riqueza, com a garantia de uma divisão digna, honesta. E não serão as políticas coletivistas que se fundamentam no estado todo poderoso, corrupto, corruptor e burocrático para vender facilidades aos amigos, os facilitadores da liberdade responsável.

Ao contrário, todos adotam políticas que sacrificam o indivíduo, para aumentar o poder dos que governam para o coletivo social, esquecendo que sem as escolhas e satisfação individual, o coletivo perece, se acomoda. As decisões de gestão se concentram num pequeno grupo de poder que assume o papel ditatorial, personificado em qualquer lider fabricado pela propaganda, pela marquetagem.

A pergunta é: você sente mais orgulho por ser brasileiro ou membro militante de qualquer partido? Que é mais importante, a defesa de interesses do Brasil nação ou do partido comprometido com um grupo de oligarcas e banqueiros, locais e transnacionais? Suas economias devem ser aplicadas para criar empregos ou para alimentar desempregados e agitadores políticos de um partido?

O fato é que existem muitas teorias, muitos brasis, muita promessa e muita falação. "Quem muito fala pouco faz". O país possui recursos invejáveis, mas não os controla. Soma crises continuadas, mais que sucessos. A iniciativa estatal realiza, contra a burocracia, impostos extorsivos e promessas de estado que dificulta a distribuição de renda, a educação, a segurança, os serviços de saúde e saneamento. O resultado das políticas impostas é o distanciamento da participação política, facilitando-se o domínio das idéias exóticas e da improbidade. Assim, nos condenamos a continuar colonia pela eternidade.

Chegamos a um ponto de ruptura. E para restaurar a qualidade de vida, para restaurar o orgulho de ser brasileiro, para restaurar o estado e confiar sua condução aos melhores cérebros, a convicção cívica carece alastrar-se, derramar-se e inundar as mentes em todos os rincões: fora com ongs, fora com políticas que prestigiam bancos e corporações corruptoras, nenhum voto aos "ficha suja".

Vamos dar o poder a quem possa liderar a marcha para fazermos o que nos benificie e não para fazer o que tem beneficiado unicamente os propósitos internacionalistas. Vamos escolher e executar uma terceira via democrática de direito. A solução não é dos políticos encerrados em seus partidos, nem é dada por instituições e empresas caabide de emprego de ativistas, que desviam fortunas tão fabulosas não se sabe prá quem, nem como, nem prá quê.

Vamos unir para inaugurar o contrário do que experimentamos até agora. Vamos aprender a praticar a democracia assumindo todos os deveres, todas as responsabilidades pela condução, pelas escolhas das nossas vidas e da educação dos nossos filhos. Se cada um for educado para superar-se sempre, se o governo apenas gerenciar na forma da lei, a liberdade e a segurança poderão florescer, com resultados diferenciados para a construção de uma nação independente e soberana, de fato e de direito.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Reforma ou cosmética política?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Thomas Korontai

Existem vários projetos de reforma política no Congresso e outros que são encaminhados por diversas entidades. O problema que se observa, nessa nossa pseudo-democracia tupiniquim, é o alvo. Mira-se nos efeitos e se esquece da causa.

É difícil afirmar que isso seja premeditado, negociado ou falta de visão mesmo. As propostas estão focadas em fidelidade partidária, listas partidárias, financiamento de campanhas e de partidos políticos. Mas esses problemas são apenas efeitos e tentar resolvê-los só vai piorar o problema político-partidário-eleitoral no Brasil.

Objetivamente uma reforma política atacaria causas como:

a) voto cumulativo (prerrogativa dada a filiados com cargos para acumular direito a mais votos, o que cria feudos internos);

b) exclusão do filiado das decisões estaduais e nacionais dos partidos, através de cláusulas especificas, categorizando quem pode e quem não pode votar, cujos muros são os diretórios estaduais e o nacional;

c) possibilidade de alterações estatutárias (que ocorrem na calada da noite) pelos grupos de poder formados pelo voto cumulativo e demais técnicas de legislação estatutária;

d) coligações de partidos antes de eleições, sacrificando muitas vezes, o Programa partidário, dentre outros princípios, quando existem...

e) sistema de representação interna através de delegados eleitos pelos filiados, mas com liberdade plena de negociar suas posições nas convenções estaduais e nacional.

Por conta desses fatos, podemos dizer que não existem partidos políticos e sim, apenas legendas. A verdadeira reforma política deveria começar eliminando o voto cumulativo – partido não é S/A, incluir o poder de decisões especiais para os filiados através do voto, tais como, alterações estatutárias, aceitação de políticos com mandato provenientes de outros partidos e indicação de dirigentes internos e candidatos externos dos partidos.

É preciso transformar os delegados em ratificadores de decisões das urnas internas dos partidos nas convenções considerando pesos eleitorais de cidades ou estados no colégio eleitoral – será o fim das negociatas internas sobre indicações.

Do ponto de vista da legislação eleitoral, a proibição absoluta de coligações, financiamento público de partidos e campanhas, e fim da exigência de abrangência nacional possibilitando a criação de partidos locais ou regionais, sendo fundamental ainda, uma cláusula constitucional de acesso ao Congresso, com base no desempenho eleitoral, cujo percentual poderia ser de 10% do eleitorado nacional, uma forma de limpar o Congresso da miríade de legendas que nada representam. Ok, a questão financeira vai gerar muita discussão, mas o espaço é curto, fica para outro dia.

O pula-pula entre partidos políticos terminará pelas leis morais e éticas invisíveis que regem a relação dos políticos com a Sociedade e com os próprios filiados dos partidos políticos, sem agredir a Constituição no direito de ir e vir, e as listas partidárias serão definidas pelo processo eleitoral interno de cada partido, claro com o sistema de um filiado, um voto.

Reforma não pode ser cosmética. Reforma deve atacar as causas e não efeitos. As legendas se transformarão em partidos políticos de verdade – partes associativas da Sociedade – sendo um grande propulsor para a moralização da política e da prática partidária no Brasil.

Thomas Korontai é presidente nacional do Partido Federalista (em formação – www.federalista.org.br)

quinta-feira, 25 de março de 2010

O carry trade brasileiro feito por Londres

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Dennis Small and Gretchen Small

Obs: “carry trade” significa tomar dinheiro emprestado em um país a juros baixos, aplicar numa região que pague juros mais altos, pegar o lucro e aplicá-lo em outro país.

A profissão de mágico é antiga – talvez a mais antiga. O dicionário define um mágico como sendo aquele que é “perito em enganar as pessoas por destreza manual ou aparelhos preparados”. Shakespeare era mais direto: para ele mágico era um enganador, um falsário.

Na política é um estratagema mortal executado como política pela oligarquia Veneziana, que os leitores de “The Ghost-Seer” de Friedrich Schiller, ou de “The Bravo” de James Fenimore Cooper, irão se lembrar, talvez com um arrepio. A intenção dos mágicos venezianos é confundir suas vítimas convencendo-as que aquilo que seu sentido de percepção lhe diz, não importando o quanto seja bizarro, é a realidade. Dessa forma, não passa de um tipo extremo do empiricismo e utilitarismo Aristoteliano que permeiam a moderna sociedade e que são hoje incentivados por quase todas as universidades do mundo.

As vítimas desse embuste veneziano são fortemente pressionadas a rejeitar seu próprio julgamento sobre o que estão “vendo”. Mas, para ter sucesso, o mágico também necessita que a vítima deseje abandonar sua descrença, ou seja, que, em determinado estágio, concorde em ser enganada.

E, naturalmente, todo mágico de sucesso sabe que deve colocar um ou dois parceiros no meio da platéia para testemunhar, reforçando a argumentação de forma que todos ouçam: “Vejam! Vejam! A Lua é realmente feita de queijo verde! Eu vi com meus próprios olhos”

É o caso da União Européia e seu sistema monetário baseado no euro. Está totalmente falida, desmoronando a partir de um centro – não na Grécia, como a mídia internacional esta cansada de mentir – mas na Espanha e no Reino Unido, tendo como agente destruidor principal o banco espanhol, dirigido por Londres, o Santander.

Para os ingênuos, a ilusão mágica de liquidez financeira na região foi mantida até há pouco tempo por uma inflada bolha imobiliária (notadamente na Espanha e Inglaterra), e, especialmente, pelo carry trade do Brasil, um esquema internacional Ponzi, que, por décadas, tem dado aos especuladores financeiros uma taxa anual de 25% de retorno no capital aplicado proveniente de uma rapinagem extrema da população brasileira e da nação.

Nesse caso, o papel de mestre dos mágicos está sendo feito pela Casa Rothschild – instalada no Brasil há mais de 200 anos. Entre seus alvos despreparados, estão ainda as nações estratégicas da Rússia, China e Índia (...)

A mágica dos enganadores chama sua fraude de BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), uma concha vazia, uma ilusão com a única finalidade (...) de convencer esses países que os Estados Unidos e seu dólar estão sendo destruídos e que o sistema Britânico do euro vai tomar seu lugar, com o apoio do carry trade brasileiro.

Em fevereiro desse ano, LaRouche declarou:

“Por exemplo, vejamos o caso da Rússia. Atualmente lá se instalou uma facção, comandada por pessoas como Chubais, Gorbachev e outros traidores, que alega ser a controladora não só da existência política da Rússia, como também do chamado Grupo dos Quatro (o BRIC), criado há pouco tempo. Esse grupo está alicerçado quase que inteiramente na suposição de que o carry trade brasileiro representa dinheiro verdadeiro. Estão errados. O carry trade se fundamenta em nada, nada, essencialmente. E agora, está desmoronando. O atual sistema financeiro internacional está agonizando.”

Examinando o carry trade brasileiro, o que faremos em detalhes mais baixo, vem à lembrança o escândalo do jogador de futebol Ronaldo, que em abril de 2008, após deixar sua namorada em casa, foi caçar prostitutas. Com três delas, já no motel, Ronaldo descobre que elas eram realmente eles. Na polícia, Ronaldo declarou que eles tentaram extorquir-lhe, liderados por Andréia – André Luiz Ribeiro Albertino.

Conclusão: as aparências enganam. Isso se aplica inteiramente tanto ao universo físico e político da Rússia, China e Índia, já que foram enganadas da mesma forma que Ronaldo. O carry trade brasileiro, como “Andréia”, não é aquilo que aparenta ser.

O sistema financeiro é um defunto

Em 16 de fevereiro, LaRouche resumiu a situação financeira global.

É necessário perceber que a bolha financeira internacional que domina o mundo atualmente, é uma bolha inglesa, caracterizada pelo grupo que a criou, sendo Lord Rothschild a peça chave desse grupo. E a natureza da situação é muito mais grave do que a imprensa noticia.
A maior parte da riqueza nominal no mundo é baseada em diversas falácias, ou seja baseada em mostrar as riquezas de outros povos como riquezas suas, sendo bastante difícil encontrar riquezas reais em toda essa bagunça.

Um caso típico é o Banco Santander. Está totalmente falido. O que aconteceu nele é que foram registrados como créditos os débitos de terceiros! Não existe ganho! Tudo é fraude. Ninguém está de posse dos ativos, do valor real, que terceiros dizem ser deles. Assim, se criou um cenário onde a real massa de transações relacionadas com a produção ou a propriedade, encolheu a um percentual irrisório do total da riqueza nominal.

A riqueza nominal total está desestruturada, ou seja, manda-se dinheiro que não se possui para terceiros, fazendo viagens de ida e volta. Então, quando se quer reconciliar esses débitos, utilizando os bens reais que deveriam garanti-los, não se encontra nada.

Essa perspectiva colocou todo o sistema mundial em estado de colapso. A qualquer momento, com o detonador adequado, essa porcaria de sistema vai simplesmente desmoronar. Todo o sistema financeiro internacional será destruído. Principalmente a parte controlada pelos britânicos.

E qual é o papel do carry trade brasileiro nessa fraude?

O que é o Brasil? O Brasil não passa de um grande carry trade. Quais são os bens que lastreiam esse carry trade? O medo dos credores da execução. Todo mundo receia a execução, porque se alguém resgata seus ativos, outros também vão querer por a mão em ativos reais.

A riqueza do Brasil – mesmo em seu comércio e sua produção – depende do capital que passa pelo carry trade, que na verdade é um carry trade controlado pela Inglaterra, internacionalmente dirigido até agora, por Lord Rothschild. O mesmo Rothschild que, com sua benção pessoal, nos deu de presente o governador da Califórnia. A mesma família Rothschild que controlou em seu favor as ações de Napoleão, até que se livraram dele.

O carry trade se baseia em nada – essencialmente em nada. E agora, o carry trade está afundando. O atual sistema financeiro internacional está agonizando. Na hora em que alguém deixe de acreditar no carry trade, tudo desmoronará numa reação em cadeia. É idiotice querer acreditar que o cadáver não está morto, ou seja, ficar levando o cadáver de um lado para outro.
“Carry trade” significa tomar dinheiro emprestado em um país a juros baixos, aplicar numa região que pague juros mais altos, pegar o lucro e aplicá-lo em outro país.

Devemos examiná-lo fisicamente. O mundo atualmente não está produzindo os bens necessários para manter a população e a economia mundiais. A parte que está garantida pelo valor real, o valor produtivo, está encolhendo, enquanto o débito está aumentando em ritmo astronômico, para saldar as promissórias que são emitidas lá fora para cobrir novos empréstimos, usados para saldar débitos atrasados.

Essa realidade simples, descrita por LaRouche, é negada com veemência pela mídia internacional, que está comprometida com a tola versão de fingir que somente existe “uma crise de pagamentos grega que está afetando a zona do euro”.

Mesmo uma rápida análise nos débitos pode mostrar que, entre os países que a mídia inglesa gosta de chamar de PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), a Grécia tem menos de 10% na participação do débito total – público e privado – dos PIIGS, que está em fantásticos 3,4 trilhões de dólares.

Nenhum desses países pode saldar tais dívidas empurradas neles pelos bancos: nem a Grécia, nem a Irlanda (710 bilhões de dólares) e principalmente a falida Espanha (944 bilhões de dólares). O próprio Reino Unido provavelmente é o mais falido de todos, com uma gigantesca bolha imobiliária e uma indústria de base entrando em colapso. Como o “Guardian “ de Londres, reportava em 18 de fevereiro de 2010: “A Inglaterra possui um déficit relativamente alto e sua baixa taxa de crescimento aliada a inflação em alta estão levando alguns especularem que ela pode ser o próximo pais a alarmar os mercados globais”.

(...) O pior disso tudo são as bolhas imobiliárias secundárias, criadas por Londres e aplicadas pelo Banco Santander na Espanha aliado ao “Grosvenor Properties of London” dirigido pelo primo da rainha, o sexto duque de Westminster, Gerald Grosvenor. (...)

Em toda Europa esse programa está sendo posto em prática há pelo menos cinco anos, lidando com quantias inimagináveis, mas que certamente são maiores que o débito da própria bolha. Assim, se a dívida de 3, 4 trilhões de dólares, sozinha, é impagável, das bolhas secundárias nem se fala. Mas, mesmo assim, Londres requer austeridade e sacrifício humano para manter seu esquema Ponzi em ação.

O carry trade arruinando o Brasil

E qual é a fonte nominal de divisas necessária para manter viva a ilusão dos mágicos? O carry trade brasileiro.

Em recentes anos passados, os bancos internacionais, como o banco Santander gerenciado pelos ingleses, tomaram emprestados bilhões de dólares do Banco Central Europeu, ou do FED (USA Federal Reserve) a baixíssimos juros de 1% ao ano. Então, transportaram esses fundos (carry) para lugares como o Brasil, onde são transformados em letras do tesouro nacional em reais, remunerados pela mais alta taxa de juros no mundo, em média 16% ao ano, nos sete anos em que o Brasil foi governado por Lula (desde 2003).

A conseqüência disso é que o total de juros pagos pelo Brasil, nesta década a partir de 2000, para os compradores de bônus tanto nacionais como internacionais, atingiu a inacreditável cifra de 1,564 trilhões de reais (só juros - um valor de 870 bilhões de reais, se atualizados ao câmbio atual) quase três vezes maior que o valor da dívida original que em 2000 era de 563 bilhões de reais

Qual é a mágica que o Brasil faz para manter tais remunerações? Na maior parte, captando mais capital para investir em mais bônus, que serão transformados depois em dívida – o clássico esquema Ponzi. Como conseqüência disso, a dívida pública do Brasil cresceu de 563 bilhões de reais em 2000 para 1,35 trilhões de reais em 2009, ou seja 782 bilhões de reais de novas dívidas.

De fato, essas novas dívidas perfazem exatamente a metade dos 1,564 trilhões de reais de juros pagos. A outra metade vem do esfolamento dos brasileiros (190 milhões de pessoas) cujo consumo doméstico foi drasticamente reduzido em detrimento às exportações para conseguir caixa para pagar o débito.

Como o Brasil consegue continuar atraindo tais volumes de capital estrangeiro? Em parte, oferecendo exorbitantes taxas de juros. Mas também, garantindo a valorização do real frente ao dólar, que assegura aos especuladores estrangeiros uma adicional margem em suas contas. Realmente, o dólar se valorizou em cada ano que Lula foi presidente, com exceção de 2008, quando houve a crise mundial.

Como conseqüência disso, a media de retorno do carry trade estrangeiro no governo de Lula, foi de assombrosos 24% ao ano. Nos seus seis anos sob o controle de Londres, o equivalente a 859 bilhões de dólares (ou cerca de 123 bilhões de dólares por ano) foram rapinados da economia brasileira e de seu povo.

Porém, como acontece com todos os esquemas Ponzi, no momento em que a escalada do fluxo pára, todo o castelo de cartas desaba, e a ilusão dos mágicos mostra sua verdadeira face: fumaça, espelho e genocídio.

Pairando sobre o topo do lucrativo carry trade brasileiro está uma casa bancária que é o principal banco do Império Britânico, desde o tempo de Napoleão: a Casa Rothschild. Ao se analisar superficialmente as operações dos Rothschild no Brasil, imediatamente se depara com a operação do Império Britânico chamada BRIC, colocando o Brasil como falso líder com objetivo de destruir a Rússia, China e Índia.

O relacionamento dos Rothschild com o Brasil é tão profundo que no site da família Rotschild há uma página dedicada ao Brasil, a única nação a merecer tal honra. Eles se gabam que a “ligação entre NM Rothschild & Sons e a nação brasileira vem desde a própria fundação do banco”, na primeira década do século 19.

O Brasil declarou sua independência da Portugal em 1822, mas não se tornou uma república: foi governado como império até 1889. Durante isso, NM Rothschild foi o principal banqueiro do Brasil, um império baseado na posse de escravos até 1888, somente um ano antes da sua queda.

Existiam pessoas, entre os que fundaram a república, que queriam aplicar aqui o sistema americano de economia de Alexander Hamilton, mas seus planos de industrializar o Brasil logo foram destruídos. Como o próprio arquivo dos Rothschild explica secamente: apesar de terem sido pegos de surpresa pela proclamação da república em 1889, “eles rapidamente se ajustaram à situação... O novo governo republicano manteve suas obrigações da dívida com os Rothschild”, que continuaram como banqueiros europeus para o governo brasileiro, “ajudando” a criar o novo banco central e o Banco do Brasil.

Nesta década, o processo ganhou velocidade. Na corrida eleitoral de 2002, o capital começou abandonar o país, devido ao medo que o governo de Lula transformasse a economia em um caos Jacobino, e até mesmo rompesse com os bancos. O receio de Londres aumentou em junho de 2002, com a visita ao país de Lyndon e Helga LaRouche, quando o sr. LaRouche se transformou em cidadão honorário de São Paulo. Nessa cidade promoveu várias conferências mostrando a necessidade de se abandonar o falido sistema financeiro internacional.

Londres também se esforçou para ganhar o Brasil. O banco Santander manteve suas linhas de crédito abertas para o Brasil; e Mario Garnero, o empresário que Lord Jacob Rothschild chama de “meu quarto filho” organizou uma viagem para os Estados Unidos para o alto escalão do PT, encarregado da campanha de Lula, onde tiveram uma agenda carregada, com reuniões inclusive em Wall Street e na Casa Branca com Bush.

O recado está dado: “Lula é o NOSSO homem do ano”

O que significa “nosso”? Garnero opera desde 1975 fora da empresa que fundou e dirige até hoje, o Grupo Brasilinvest, que foi o pioneiro nas privatizações e na globalização da economia brasileira. O Brasilinvest, que se descreve como o primeiro banco mercantil brasileiro, engloba a ralé que surgiu no topo do sistema financeiro anglo-veneziano, com acionistas e dirigentes como o filho de Jacob Rothschild, Nat, o Banco Santander; o infame banco HSBC, cm sua herança da guerra do ópio; o mais antigo banco do mundo, o Banca Monte dei Paschi di Siena, da Itália; a FIAT, da família Agnelli; o sócio de Soros, Carlo de Benedetti, presidente da Companie Industriali Riunite (CIR) e o Generale Bank, da Bélgica, com sua herança de terror praticada no Congo.

Em uma reportagem bajulatória, feita pela revista IstoÉ em 26/05/04, são descritas as armadilhas imperiais e as discussões que aconteceram na perdulária conferência anual do Conselho Internacional do Brasilinvest, ocorrida em Londres, sob a direção do próprio velho Jacob Rothschild e tendo como principal conferencista George H.W. Bush.

Foi nela que Jacob chamou Garnero de “seu quarto filho” e que o príncipe Andrew anunciou que o Brasil seria peça chave “tendo um papel estratégico na implantação de novas relações internacionais de comércio”, com Garnero atuando como um embaixador informal do Reino Unido. Andrew elogiou Garnero como um exemplo “de como o Brasil pode liderar para aproximar ainda mais as relações comerciais entre o Ocidente e os novos mercados do Oriente.”

Nessa “conferência” ainda participaram e ainda são membros da diretoria do Brasilinvest, dois empresários que também são peças chave da operação BRIC dos Rothschild: o rei do alumínio da Rússia e amigão de Nat, Oleg Deripaska, e o marajá imobiliário chinês e empresário, David Tang, da DWC Tang Development.

O lacaio dos Rothschild, Garnero foi quem apresentou Lula a Deripaska.. Foi ele também que, antes da primeira viagem de Lula como presidente à China, trouxe uma delegação com a diretoria do fundo de investimentos do governo chinês – CITIC – para um encontro em Brasília com Lula, sete ministros e outros funcionários do alto escalão do governo brasileiro.

Em seus sete anos de governo, Lula tem sido um joguete nas mãos dos mágicos britânicos – como a espoliação do carry trade atesta em frias cifras. Portanto, não é surpresa sua indicação por todos para “Homem do Ano”, desde o fórum internacional de mega empresários de Davos, passando pelo jornal francês “Le Monde”, até ao Royal Institute for International Affair, controlado pela Inglaterra.

Porém, não existem premiações, cortinas de fumaça ou espelhos que possam perpetuar a ilusão do carry trade. Como em todos os esquemas tipo Ponzi, através da história, ela vai desaparecer como fumaça de mágicos. A pergunta que fica é: será que ela também vai levar consigo toda a população do planeta?

Dennis Small and Gretchen Small são Jornalistas. Artigo originalmente publicado na Revista EIR- 05/03/2010. Tradução. L Valentin

A maioria do povo brasileiro é virtualmente escrava

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Lyndon LaRouche

O problema atual do Brasil é que o povo não tem consciência do caráter ilimitado da criatividade da pessoa humana. Lá se vê uma imensa classe pobre preguiçosa, sem criatividade, vagando sem destino, acreditando que é educada.

O carry trade parece um desfile de caixões. Eles te levam quando tudo acaba. Não se tem um propósito na vida. Ou seja, o brasileiro típico, composto pelos pobres, está condenado a ser, nada mais que um carregador, sem outro objetivo na vida que carregar as tralhas do patrão. A maioria da população do Brasil, é virtualmente escrava. Um país que manteve a escravidão negra até por volta de 1880.

Porém, alguns dizem que o Brasil é um grande país. Sim, é grande em tamanho, com algumas grandes riquezas, mas o tratamento dado ao povo não é invejável.

Repare as ruas do Rio de Janeiro. Olhe as ruas de suas principais cidades. O que se vê? Crianças – pequeninas – pelas ruas, com facas de todos os tamanhos e cacos de vidro, assaltando e matando. Crianças pequenas, em bandos como gafanhotos, rondando as ruas. Ninguém se atreve a sair na rua em determinadas áreas sem tomar algum tipo de cuidado ou proteção, mesmo no que eles chamam de “vizinhanças do hotel”. Ninguém ousa passar desses limites. É um pesadelo! Isso é país?

Qual é a causa? Essa situação provém de um grupo privilegiado, que, como tiranos sem criatividade, governa esmagando o povo, não o considerando humano, nem que sua humanidade reside na criatividade potencial que eles têm, pois se esta fosse desenvolvida, teriam uma existência humana infinita, num universo ilimitado.

O que se pode dizer a um povo desse tipo, que não tem tal consciência? Apenas que ele está corrompido. Essa é a questão. Estamos lidando com uma sociedade cujo povo não tem consciência dos direitos elementares inerentes à vida.

Lyndon LaRouche é um líder conservador norte-americano. Artigo publicado na EIR de 5 de março de 2010.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Estratégia Nacional de Defesa... É mesmo?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Paulo Cesar de Castro

Por meio do Decreto Nº 6703, de 13 de dezembro de 2008, o Presidente da República aprovou a Estratégia Nacional de Defesa, referendada por dois de seus ministros, o da Defesa e o Secretário de Assuntos Estratégicos.

Estratégia do Estado ou do Governo brasileiro?

A cerimônia de assinatura, as entrevistas, os aplausos e o semblante de júbilo dos políticos participantes do ato de assinatura daquele Decreto levaram-me a imaginar tratar-se de Estratégia do Estado e não do Governo. Sobre este relevante aspecto a Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008, menciona Estado duas vezes1, citações que reforçaram minha esperança de que, de fato, estaria em minhas mãos um documento do Estado brasileiro.

Qual não foi a minha surpresa ao ver impresso, na capa do documento, o símbolo verde-amarelo-azul-branco-e-vermelho que identifica tudo o que emana do atual Governo Federal. Surgiu-me a primeira das dúvidas, será esta Estratégia Nacional um documento do Estado ou tão-somente mais um documento do Governo? O tempo dirá e quem viver verá.

Estratégia Nacional não é!

É sabido que qualquer estratégia nacional é a expressão do como empregar o poder nacional para conquistar os objetivos nacionais identificados e relacionados como tal na política nacional que, necessariamente, a antecede. Sem política nacional, como saber aonde se quer chegar com a estratégia nacional? Quais os objetivos nacionais que se quer atingir?

Por seu turno, a política nacional decorre de sérias, amplas, profundas e acuradas análises dos ambientes nacional, regional e internacional, o que inclui diagnosticar, também, o poder nacional. A estes passos a Escola Superior de Guerra, denomina “Fase de Diagnóstico” 2.

Pode-se, pois, afirmar que uma estratégia nacional de defesa consistiria em como aplicar o poder nacional para a consecução dos objetivos nacionais de defesa, estabelecidos em outro documento de Estado, prévio à própria estratégia, a política nacional de defesa. É óbvio que estes conhecimentos são de pleno domínio dos formuladores estratégicos, a exemplo dos militares, profissionais das armas, guerreiros preparados, sérios, dedicados, experientes e capacitados, em sucessivos e exigentes cursos, a elaborar planejamentos estratégicos.

Trabalhos nesta área profissional não são tarefas para amadores, curiosos, intelectuais alienígenas, políticos sem passado na área, especuladores cheios de boas intenções, marinheiros de primeira viagem ou outros do mesmo naipe. À formulação estratégica nacional cabe como uma luva a conhecida máxima: “profissionais não se improvisam!”

E o que sabemos a respeito da Política Nacional de Defesa? Nada? Ela não existe? Não acredito! Mas nós, os contribuintes, não pagamos a um ministro e a um secretário de assuntos estratégicos para que a formulem e a proponham ao dirigente máximo? Como ousaram?

E como é possível formular Estratégia Nacional de Defesa sem se saber os Objetivos Nacionais de Defesa? Milagre? Mágica? Inspiração? Alquimia? Sexto sentido? Premonição? Deixo as possíveis respostas à reflexão do leitor. Posso garantir que militares, por mais experientes, conhecedores, estudiosos, profissionais da arte da guerra e da paz, não se arriscariam a formular estratégias sem saber aonde se quer chegar, ou seja, desconhecendo os objetivos nacionais a atingir. Mas não é que a tal Estratégia Nacional de Defesa foi aprovada sem Política prévia? Que feio! “Um mico!”

Entretanto, muni-me de otimismo e procurei, na Estratégia Nacional de Defesa, a concepção de emprego do Poder Nacional para conquistar os Objetivos Nacionais de Defesa. A pesquisa e a leitura fizeram-me listar algumas dúvidas mais. Pergunto-me, ainda hoje, quais as ações estratégicas que caberão ao (à):

- Ministério das Relações Exteriores? Como a diplomacia atuará em cada Hipótese de Emprego?

- Ministério das Comunicações?

- Ministério dos Transportes?

- Ministério da Justiça? Como a Polícia Federal será empregada?

- Ministério da Agricultura?

- Ministério da Saúde?

- Ministério da Fazenda?

- Gabinete de Segurança Institucional?

- Governos dos Estados e do Distrito Federal? As Forças Auxiliares serão empregadas? Como?

Lamentavelmente, nada encontrei. A conclusão não poderia ser outra, este documento não é uma Estratégia Nacional de Defesa! Alguns chegaram a acreditar, mas, em verdade em verdade, concluí que o Brasil não tem Estratégia Nacional de Defesa! Que pena! Então, que raios de Estratégia é esta?

Estratégia de Defesa Nacional?

A página eletrônica do Ministério da Defesa permite ao pesquisador acessar a Política de Defesa Nacional, aprovada em 30 de junho de 2004, por meio do Decreto nº 5484, assinado pelo mesmíssimo Presidente da República que assinou a Estratégia Nacional (sic) de Defesa, em 2008. Referendaram-na o então Ministro da Defesa e o, ainda hoje, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

A Política de Defesa Nacional, vigente à época em que se formulou a Estratégia objeto destas reflexões e ainda vigente, é um documento primoroso. É voltada, preponderantemente, para ameaças externas, estabelece objetivos e diretrizes para o preparo e o emprego da capacitação nacional, com o envolvimento dos setores militar e civil, em todas as esferas do Poder Nacional. Ao estudá-la, constata-se, de imediato, que resulta do trabalho de profissionais competentes, sérios, capacitados, preparados e reflexivos.

Aos estudiosos e leitores da Estratégia Nacional (sic) de Defesa recomendo prévia abordagem da Política de Defesa Nacional. Lá estão os Objetivos da Defesa Nacional3, vale dizer, lá está o que se deseja alcançar com a Estratégia de Defesa Nacional. Lá está o que se deve alcançar com a dita Estratégia Nacional (sic) de Defesa, se esta for aquela. As Orientações Estratégicas seguem-se aos Objetivos e as Diretrizes finalizam a Política de Defesa Nacional.

Então, já que o documento de 2008 não é Estratégia Nacional de Defesa, resta-lhe ser Estratégia de Defesa Nacional, sem o que, não lhe sobra alternativa. Ainda bem!

A Estratégia atende à Política! É um Plano?

Voltei-me para aquela que não é Estratégia Nacional, com esperança e quase certeza de que estaria lendo a Estratégia de Defesa Nacional. Li, reli, tornei a ler, pedi para que outros lessem e, incrível, não encontrei qualquer menção à Política de Defesa Nacional em vigor! Pode isto? Pois é, pode.

“Que maneiro”, ambos são documentos assinados pelo mesmo Presidente da República! Ah, diriam, a Política de Defesa Nacional deve ter sido revogada... Mas não foi! Ela vige! A confusão aumentou ainda mais. Será que não é nem Estratégia Nacional (sic) de Defesa, nem Estratégia de Defesa Nacional? Deus me ajude!

A Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, a que já me referi, textualmente, dirige-se ao Presidente da República dizendo que “5. O Plano é focado em ações estratégicas de médio e longo prazo e objetiva modernizar a estrutura nacional de defesa...”

Ah, acho que encontrei, não é uma Estratégia, é um Plano! Será que li Plano com maiúscula? Sim, é isto mesmo que está escrito. Então é Estratégia ou é Plano? Quem quiser que assuma a responsabilidade pela resposta, mas eu não me arrisco. “Saravá, pé-de-pato, mangalô três vezes!” É nisto que dá entregar tarefas profissionais a amadores curiosos.

Chegamos então a este ponto: a Estratégia Nacional (sic) de Defesa não é o que seu título leva a crer. Ela, se for a Estratégia de Defesa Nacional, não atende e nem decorre da Política de Defesa Nacional vigente. Ela é chamada, por seus formuladores de Plano. Incrível, não é mesmo? Mas seria válido esperar mais do que isto?

A Estratégia sem Recursos

Em The Utility of Force4, o General Rupert Smith afirma claramente que sem dinheiro não há estratégia5. Esta verdade cristalina levou os profissionais das armas, no Brasil, a vibrarem com a assinatura da Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Enfim, o Governo Federal irá alocar recursos para que possamos atender à destinação constitucional das Forças Armadas. Que bom!

O Exército Brasileiro, por exemplo, sabe exatamente o que precisa e quer,
quando precisa e quer e quanto custará. Apresentou aos que assinaram e referendaram a Estratégia um planejamento exemplar, intitulado Estratégia Braço Forte, trabalho de profissionais com vistas voltadas exclusivamente ao cumprimento de sua missão! Desconheço, mas estou convicto de que as Forças co-irmãs procederam de igual forma. Admiro-as e amo-as, também.

E o que fez o laborioso Governo Federal? No orçamento de 2009 nada consignou para implementar sua própria Estratégia Nacional (sic) de Defesa.

Argumentam os otimistas que o orçamento 2009 já estava pronto antes da aprovação da Estratégia. Os que assim pensam não aceitam falar de créditos extraordinários e suplementares, sem o que ficariam sem a escada. Ficou nisto? Não!

O Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, signatário da Estratégia e da Lei Orçamentária, contingenciou os orçamentos das Forças Armadas. E fê-lo a tal ponto que levou o Comandante do Exército a planejar o licenciamento antecipado dos recrutas e a reduzir, também antecipadamente, o expediente de sua Força.

Felizmente, graças a todos os santos e orixás, o respeitável Senhor descontingenciou o orçamento no final do ano e foi possível ao Exército comer e trabalhar. Que magnanimidade!

Mas os crentes tiveram outra frustração, o orçamento de 2010. Esse sim? Nada! E como é que fica a tal Estratégia (sic)? Mera carta de intenções? Não é assim, “meu”, diriam meus camaradas paulistas, é em longo prazo!...Ah, bem, conformo-me.

Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas

A doutrina militar brasileira, produto da experiência, estudo, exercitação, conhecimento, capacitação, profissionalismo e saber de seus marinheiros, soldados e aviadores, contempla dois conceitos distintos: conjunto e combinado. À justa exceção dos amadores, sabemos nós que a distinção prende-se a: haver unidade de comando, como no caso de operações combinadas e de comandos combinados; e a não haver comando único, mas coordenação de ações. Qualquer principiante em Ciências Militares sabe disto.

Mas nossos amadores optaram por traduzir diretamente do Inglês o modelo que os extasiou. Para satisfazê-los deveremos fingir que aceitamos a tradução literal, o que os levou a criar algo esdrúxulo, o Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas. Este futuro órgão, que a meu simples ver, nada mais foi do que tentar impor mais um nível de comando entre o Presidente da República e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Afinal, o que o tal Estado-Maior fará que o atual Estado-Maior de Defesa não pudesse fazer? Fiquei sem resposta. Você, ilustre leitor, já viu a proposta de como se estruturará esta magnífica invenção? Ao futuro chefe do estado maior conjunto subordinar-se-ão três outros oficiais-generais de quatro estrelas! Pois é, eis o se pode esperar quando se entrega a amadores tarefas como esta. E olha que não falei das intenções do Governo que representam: confiáveis? Será?

CONCLUSÕES

É triste, mas sou forçado a afirmar que:

1. Não há qualquer garantia de que a Estratégia Nacional (sic) de Defesa seja um documento do Estado Brasileiro.

2. Não existe Política Nacional de Defesa que fixe os Objetivos Nacionais de Defesa, o que inviabiliza qualquer tentativa séria de formular uma verdadeira Estratégia Nacional de Defesa.

3. O documento que o Governo intitulou de Estratégia Nacional (sic) de Defesa poderia, quando muito, ser algo como mera tentativa de formular uma Estratégia de Defesa Nacional.

4. Está em vigor a Política de Defesa Nacional, documento primoroso e exemplar de planejamento de defesa.

5. A Política de Defesa Nacional e a Estratégia dita Nacional (sic) de Defesa são assinadas pelo mesmíssimo Presidente da República.

6. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa ignorou totalmente a Política de Defesa Nacional, o que a afasta de se apresentar como genuína Estratégia de Defesa Nacional.

7. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa é um Plano, segundo a exposição que seus ministros formuladores apresentaram ao Presidente da República.

8. Sem dinheiro não há estratégia. É o caso em apreço.

9. O tal Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas é esdrúxulo por concepção:
um quatro-estrelas chefiando outros três quatro-estrelas! Para quê?

10. O dito Estado-Maior Conjunto (sic) é tentativa de copiar um modelo alienígena, com o objetivo não explícito de diminuir o poder dos Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica.

Para terminar, lembro a todos: PROFISSIONAIS NÃO SE IMPROVISAM!

Então, por que não nomear um almirante-de-esquadra ou um general-de-exército ou um tenente-brigadeiro para ser o Ministro da Defesa? Ah, eles não confiam? Por quê?
E nós, confiamos? Por quê? Somos obrigados a confiar? Por quê? Até quando?

Que Deus nos abençoe!

Paulo Cesar de Castro é General de Exército.

1 - No parágrafo 4. “... e em função da natureza do seu conteúdo ser dirigido à concretização dos interesses do
Estado e de toda a sociedade...” E no parágrafo 9. “... formular um planejamento de longo prazo para a defesa
do País é fato inédito no Estado brasileiro.”
2 - Brasil – Método para o planejamento estratégico. Rio de Janeiro: A Escola, 2009.
3 - Em 5. OBJETIVOS DA DEFESA NACIONAL, da Política de Defesa Nacional.
4 - Alfred A. Knopf, NewYork, 2007.
5 - Página 21 de The Utility of Force.

Bibliografia:

- Brasil. Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.
- _____. Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008.
- _____. Estratégia Nacional de Defesa, anexa ao Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.
- _____. Política de Defesa Nacional, aprovada pelo Decreto nº 5484, de 30 Jun 05. Em:
www.defesa.org.gov.br.
- Smith, General Rupert. The Utility of Force. New York, 2007.