terça-feira, 30 de novembro de 2010

FARC usarão PCC e aliados no Brasil para assumir narcovarejo no RJ se CV e ADA “caírem”

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Jorge Serrão

A “geopolítica” do narcotráfico no Brasil pode sofrer profundas mudanças no curto e médio prazos. A facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital já costura um acordo com seus parceiros das FARC no Brasil para assumir a hegemonia dos negócios de distribuição de drogas e aluguel de armas no Rio de Janeiro. Tudo depende do estrago estrutural sofrido pelo Comando Vermelho na guerra de enxugamento de gelo contra o narcotráfico no Complexo do Alemão – que era o principal centro logístico do CV. Também depende do futuro da principal rival da facção criminosa carioca, a Amigo dos Amigos, que pode se enfraquecer se eventualmente ocorrer uma mega-operação contra o narcovarejo na Rocinha – área dominada pela ADA.

O cenário é desenhado pela área de inteligência militar – que monitora a ação das FARC na parceria com as facções criminosas (PCC, CV e ADA) no Brasil. As FARC são os maiores fornecedores das drogas para o eixo RJ e SP. Em troca, recebem dinheiro e material (principalmente carros e peças de veículos roubados) que garantem a sobrevida da guerrilha colombiana, apesar do permanente ataque imposto pelo governo de lá, em parceria com a indústria bélica norte-americana. Agora, dirigentes das FARC já pensam em usar seus laranjas e simpatizantes no Brasil para tomar o negócio do narcovarejo no RJ, caso o sistema policial desmonte a estrutura do CV (principal parceiro, via Fernandinho Beira-Mar) e da ADA.

Analistas de inteligência avaliam que uma das opções táticas das FARC seria fortalecer seus laços com o PCC. A facção paulista tem uma estrutura logístico-administrativa muito mais profissional que as quadrilhas cariocas. O PCC opera como uma holding, que comanda vários negócios invisíveis, inclusive no setor financeiro informal. O PCC esquenta dinheiro emprestando dinheiro em comunidades carentes de São Paulo. Além de prestar “serviços de segurança”, os empresários-laranjas mantidos pelo PCC se transformam em lideranças comunitárias, Assim, o PCC vai ganhando força política e econômica para crescer.

Só em três dias de operação, o CV teve um prejuízo aproximado de R$ 68 milhões, com apreensão de drogas e armas – o que pode afetar a sustentabilidade de seus esquemas mafiosos. O prejuízo do Comando Vermelho pode ser ainda maior, já que não foram contabilizados nas perdas, os revólveres, pistolas e granadas apreendidas. O CV pode demorar a se recuperar do baque sofrido no Alemão, com seus membros se reorganizando nas favelas do Complexo de Manguinhos e a Mangueira, ambas na zona Norte do Rio de Janeiro. As FARC e parceiros político-econômicos contam com tal demora.

Por isso, os mesmos analistas de inteligência interpretam o que estaria por trás dos ataques profundos, por enquanto, apenas contra o Comando Vermelho: a intenção de desestruturar o CV, para que outra facção (seja a ADA e, mais adiante, o PCC) tomem conta dos negócios gerenciados, atrás das grades, pela turma de Fernandinho Beira-Mar (vulgo Luiz Fernando da Costa) e Marcinho VP (vulgo Márcio dos Santos Nepomuceno) – marginais que têm gente muito maior por trás deles, no campo político e empresarial.

Origem da “guerra”

Serviços de inteligência daqui e do exterior têm informações seguras de que a onda de violência no Rio de Janeiro resultou de um impasse nas negociações financeiras entre policiais corruptos e representantes de chefes de quadrilha.

Os bandidos teriam quebrado o pacto de não-agressão porque se recusaram a reajustar a tabela de propinas pagas às autoridades.

Não passa de mero ilusionismo a versão do governo Serginho Cabral de que a onda de violência foi provocada pelo Comando Vermelho por causa da implantação de Unidades de Polícia Pacificadora, as famosas UPPs.

Palavra de especialista

O sociólogo Luiz Eduardo Soares, autor dos livros “Elite da Tropa I e II”, descarta a hipótese de que os ataques do narcotráfico ocorreram em resposta à implantação das UPPs.

Enigmático, o ex-secretário Nacional de Segurança Pública no primeiro governo Lula, adverte que a verdade surgirá ao fim de investigações - que correm em segredo de Justiça.

Luiz Eduardo conhece muito bem como funciona a relação entre policiais corruptos e políticos da mesma espécie, porque foi derrubado do governo por este esquema narcopolíticomafioso.

Longa duração

O Exército e a Marinha terão de trabalhar como “Polícia Militar” durante muito tempo no Complexo do Alemão.

O governador Sérgio Cabral definiu ontem o prazo de longos sete meses para instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro.

O mistério é saber qual será o tamanho do desgaste para as Forças Armadas ocupando um território inimigo e fazendo o papel de PM, por tanto tempo...

Pós-graduação criminosa

O que será que os narcovarejistas do Comando Vermelho aprenderam de novo na prisão de segurança máxima de Catanduva, onde estavam hospedados?

Lá estavam, junto com eles, os sequestradores do publicitário Washington Olivetto (12/2001), pertencentes ao grupo de extrema esquerda e depois terrorista Frente Patriótico Manuel Rodrigues, autônomo (FPMR-A).

O líder deles, Hernández Norambuena, além das penas no Brasil, tem que cumprir duas condenações perpétuas pelo sequestro de Cristián Edwards (filho do empresário e proprietário do principal jornal chileno, El Mercurio) e pelo assassinato do senador Jaime Guzmán, ambos no início dos anos 90.

Boa vida do Chefão

Quando entrar para o grupo dos ex-presidentes da República, a partir de janeiro do próximo ano, o chefão Luiz Inácio Lula da Silva terá a sua disposição oito funcionários públicos.

Serão quatro seguranças e dois motoristas treinados pelo Gabinete de Segurança Institucional, além de dois carros oficiais.

Todos os funcionários - custeados pela Presidência da República e lotados na Casa Civil - receberão gratificações, além de seus salários básicos.

Como os presidentes não recebem nenhum tipo de pensão quando deixam o cargo, e Lula já tem três aposentadorias que recebe regularmente, terá uma boa vida pela frente...

Vida que segue...


Ave atque Vale!


Fiquem com Deus.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2010.

Como tocar a boiada

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Vivemos no limiar de decisões que vão determinar uma "nova era" para a humanidade. É difícil determinar quando as decisões que mais afetam o indivíduo e as liberdades conquistadas com a evolução desta civilização, vão ser implementadas com uma assinatura abaixo do aviso: "passa a vigorar na data da publicação". É tortuoso projetar possibilidades neste ambiente viciado e vicioso em que o estado se impõe, contra todos.

Há já algum tempo este blog tem grafado assuntos concernentes à Nova Ordem Mundial, uma "coisa" que a gente ouve na boca de líderes mundiais, na boca do nosso ex metalúrgico, ou se lê, en passant, em uns poucos artigos da mídia oficial e muitos da blogueria marginal. O assunto tem versões e vídeos para todos os gostos nas páginas da internet, onde, durante algum tempo, os Bilderberger foram citados com alguma frequência como os maiores diabos, graças a Daniel Estulin.

Hoje a quase totalidade dos blogs especializados em assuntos políticos, de direitos humanos, filosóficos e adjacências que se ocupam da humanidade (não oficiais ou puxa sacos de alguma área específica) grafam a violência no Rio de Janeiro, as mazelas políticas domésticas, o quem-é-quem e quanto se espera da nova nomenklatura governamental. Projeções, palpites, blá-blá-blá, deixando de lado a fofocagem, a manada segue para o curral da NWO.

Estes blogs servem a que? Servem a quem? A informação que trazem reproduz o que esta nos jornais que poucos lêem, nas revistas que menos ainda lêem e nos noticiários de televisão, todos repetindo as mesmas pautas. Nestes dias, por indicação de um amigo que não conheço pessoalmente, estive dedicado à leitura de livros que parecem ignorados no Brasil.

Um destes livros é fascinante! E não resistí em fazer a tradução, que resume tudo quanto se fala sobre a tal Nova Ordem Mundial, documentando e expondo os nomes, datas e ações. Descobrí que os Bilderberger são o terceiro time e pude entender os meandros da "conspiração" que existe de fato e tem todo o apoio dos nossos governantes.

A partir de hoje, em cinco partes, este blog se propõe disponibilizar para os leitores, a tradução livre do livro de Antony Sutton, "A Organização Secreta da América - Uma introdução à Ordem Skull & Bones". O capítulo primeiro, em pdf já está bem aí, abaixo, à disposição dos leitores.

Vai ser possível identificar as linhas mestras da ação do governo brasileiro e entender por que razão estamos sendo o laboratório dos que querem implantar a Nova Ordem Mundial. Melhor ainda, vai ser possível entender o que é esta "coisa", onde e como atua. Entender o ponto de encontro entre democracia e socialismo.

Espero estar contribuindo para a defesa de valores e princípios esquecidos que parecem esquecidos neste debate onde se magnifica e destaca o estado e os direitos humanos coletivos. Sutton nos prova que a mobilização em defesa urgente das liberdades individuais, tão afastadas do debate, é o que menos interessa aos "socialistas democráticos".

É prioritário e urgente defender o pouco que temos, não reconhecemos e desprezamos: liberdades individuais que somente são asseguradas num estado de direito democrático, com educação universal suficiente, livre, adequada às necessidades de desenvolvimento, tão soberano quanto seja possível, na relação com as outras nações.

Precisamos defender com unhas e dentes, os fundamentos da nossa cultura e um estado menor a serviço das pessoas, diferente do estado coletivista, paternalista, totalitário...gigante... ou qualquer outra denominação e discurso que desloca a compreensão do assunto primordial: liberdades individuais, liberdade de religiões, liberdade para a família crescer como núcleo fundamental da sociedade.

Nada de segredos, nada de iluminados, nada de um político ou personalidade boçal ditando o que é direito. É a inteligência nacional – que carece desenvolver-se através do estudo e do trabalho científico – quem deve dizer ao estado o que fazer e exigir o cumprimento das diretrizes escolhidas por todos, que pagam pelo serviço que os eleitos deveriam prestar à nação. Sem sofismas, sem malandragens, sem negociatas.

Para ler online, baixar para seu computador e/ou imprimir direto da internet o primeiro capítulo do livro abaixo, traduzido, clique  aqui.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

A incompetência e os interesses escusos de nossos governantes – II

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por João Bosco Leal

Em Aruba, o que também me chamou muito a atenção foi o respeito dos motoristas para com os pedestres. Não é necessário sequer dar início a uma caminhada pela faixa de pedestres para que os veículos que trafegam pela rua parem e esperem sua travessia.

Bastava me posicionar ainda sobre a calçada, mesmo em algum ponto onde não houvesse a faixa de pedestre, mas de modo a indicar que pretendia atravessar, para que os veículos parassem. E, nesse caso, quem estava descumprindo as leis de trânsito era eu, que não busquei uma faixa de pedestres, mas, mesmo assim, tanto veículos pequenos como ônibus circulares e caminhões paravam e pacientemente esperavam a travessia.

Sentia até vontade de rir em pensar no que ocorreria se fizesse isso aqui no Brasil, mas não precisei de muito tempo para rever nossa realidade.

Três dias após minha chegada, me dirigi a uma rede de supermercados internacional, que possui uma loja perto de casa. Ao tentar estacionar o veículo em uma das diversas vagas destinadas aos deficientes físicos, comuns nessas grandes redes exatamente pelo respeito que em outros países se dispensa a esse ou a qualquer outro tipo de pessoa com necessidades especiais, tive dificuldade de encontrar uma vazia.

Não porque eram poucas vagas, pois eram muitas, mas, pensei, provavelmente hoje todos os deficientes de minha cidade vieram ao supermercado ao mesmo tempo. E nem tive tempo de descer do veículo, que estacionei em uma vaga comum, quando observei uma madame bem tipo perua, muito saudável, entrando em seu carro em uma vaga especial.

Ainda olhava admirado para a mesma quando vi um outro senhor, com uniforme de policial, também retirando seu veículo de uma dessas vagas. E outra pessoa, funcionária do supermercado que lá trabalha como segurança exatamente no estacionamento do prédio, olhava tudo passivamente, na maior naturalidade.

Após fazer minhas compras, em decorrência de minha dificuldade de locomoção, me dirigi ao caixa destinado ao atendimento de idosos e deficientes. Nesse caso, um único caixa aberto para esse tipo de atendimento, entre os praticamente cinquenta caixas dessa loja abertos para os seus outros clientes, os "normais".

Em minha frente nessa fila estavam duas moças, de aproximadamente vinte e poucos anos, segurando em suas mãos capacetes de motociclistas e empurrando um carrinho de compras. Riam, brincavam, conversavam e não notei, em nenhuma das duas, nenhum sinal físico que demonstrasse qualquer espécie de deficiência. Perguntei então a uma delas se aquele era o único caixa destinado ao atendimento preferencial, ao que a mesma respondeu afirmativamente e lá continuou como se nada estivesse ocorrendo.

Perguntei então ao caixa se eu teria preferência na fila por ser deficiente, e me respondeu afirmativamente, mas uma das moças, rindo, disse que soube ontem que estava grávida e que, portanto, também tinha preferência.

Caiu a fixa. Realmente havia voltado e estava no Brasil. Uma pena ter que falar assim do país que tanto amo e pelo qual nutro tantas esperanças de um futuro melhor, mais brilhante, pois é a terra de meus netos, a quem desejo tudo de melhor.

Ao desrespeitarmos nossos idosos, estamos desrespeitando nossa história e não há futuro sem passado.

Nossos governantes são incompetentes em conscientizar a população e educá-la, mas são bastante competentes para fazer com que continuem assim, despreparados e dependentes do Estado com suas "bolsas e vales", pois é assim que continuam votando nos que hoje aí estão e assim continuarão.

João Bosco Leal é Produtor Rural. www.joaoboscoleal.com.br

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Futuro Comandante do Exército cuidará da ocupação do Alemão até UPP ser implantada



Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/


Por Jorge Serrão


O militar cotado para futuro Comandante do Exército na gestão Dilma Rousseff, General de Quatro Estrelas Antônio Gabriel Ésper, passará por uma difícil prova de fogo nos próximos meses. Como atual Comandante de Operações Terrestres do EB, Esper será o principal gestor pelo sucesso da arriscada ocupação, para policiamento ostensivo, que o Exército fará nas favelas do Complexo do Alemão, até que a Polícia Militar do Rio de Janeiro tenha condições de instalar, por lá, uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

O governador Sérgio Cabral pediu ontem ao Ministro da Defesa, Nelson Jobim, que ocupe o Complexo do Alemão com suas forças de segurança. Cabral negociou seu pedido com o ministro Nelson Jobim e com três militares: o comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, o chefe do Estado Maior do Ministério da Defesa, General José Carlos de Nardi, e o Comandante Militar do Leste, General Adriano Pereira Junior. Apesar da grande experiência em combate no Haiti, que parece muito com tudo que passamos por aqui, o risco de desgaste para o EB é grande, se o Estado demorar demais a colocar no Alemão um mínimo de 2.200 policiais necessários para botar a UPP para funcionar.

A previsão é que a ocupação do Alemão conte com a participação de três mil PMs. Cabos e soldados têm a promessa de receber um aumento salarial bancado pelo governo federal para que nenhum policial que participe da futura ocupação receba menos de R$ 1.400 no mês. Cerca de sete mil policiais, bombeiros e agentes penitenciários estão em fase de preparação para atuar nas UPPs a serem implantadas.

Não vai ser fácil

Até agora, as Forças Armadas, amadas ou não pelos ideólogos do atual governo e do próximo, cumprem muito bem a difícil missão de ajudar a enxugar o gelo na guerra assimétrica promovida o narcotráfico e seus terroristas, no Rio de Janeiro.

Mas os bandidos ainda têm muita bala na agulha para reagir, já que na fuga da Vila Cruzeiro para o Alemão, os levaram com eles uns R$ 2 milhões, em dólares e reais.

O dinheiro foi carregado em sacos dentro de uma caminhonete usada para transportar os bandidos da parte baixa da Vila Cruzeiro até o alto, numa região de mata.

Imagens dos bandidos fugindo no veículo foram registradas por um cinegrafista da TV Globo de dentro de um helicóptero da emissora na última quarta-feira, quando policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) - com ajuda de blindados da Marinha - tomaram a favela.

Conto do PACo

O chefão Lula da Silva espera que a confusão no Alemão acabe depressa, para que ele possa inaugurar as obras feitas por lá (filme acima).

A menina dos olhos é o teleférico, um sistema de transporte que vai ligar vários pontos do conjunto à estação de trem de Bonsucesso.

Curioso é indagar como o governo conseguiu tocar uma obra tão grande, em um lugar que era totalmente dominado pelo narcotráfico – conforme admitem todas as autoridades, do governador do Estado ao Cabo da faxina.

É um sinal de que havia um pacto entre autoridades e os traficantes, que acabou quebrado e que gerou a confusão que redundou na operação militar do Alemão e adjacências.

Investimento pesado

As favelas do Complexo do Alemão ganharam o maior investimento do Programa de Aceleração e Crescimento (PAC), do governo federal.

Foram destinados R$ 495 milhões para melhorar a vida de cerca de 97 mil pessoas, segundo o IBGE, que moram na região.

A região onde fica o conjunto de favelas já foi uma importante área industrial, mas ao longo dos anos foi perdendo espaço para a violência.

Desgaste esquecido


O General Antônio Gabriel Ésper deve mesmo assumir o Comando do Exército na gestão Dilma Rousseff, pois já foi esquecido o problema que ele teve com a petralhada quando foi chefe do Cecomcex (Centro de Comunicação Social do Exército), na primeira gestão Lula.

Esper foi responsabilizado de ter soltado, em 17 de outubro de 2004, em pleno governo do PT, uma nota oficial defendendo o regime de 1964.

Na época, Lula exigiu e obteve uma nota de retratação pública do então comandante do EB, General Francisco de Albuquerque – que depois foi para a reserva e foi “promovido” para o Conselho de Administração da Pertrobrás – que foi presidido pela futura Presidenta da República, Dilma Rousseff.

Vida que segue...


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2010.

domingo, 28 de novembro de 2010

Narcotráfico forever e a cilada para as Forças Armadas

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Jorge Serrão

O narcotráfico no Rio de Janeiro não vai acabar. Nem sofrer um baque estrutural, apesar da “guerra” a ele declarada pela administração Serginho Cabral. É sério o risco de desmoralização da parceria do governo fluminense com as Forças Armadas e a Polícia Federal. A presente batalha campal no Complexo do Alemão é apenas mais uma encenação midiático-policial-militar, no pretenso combate do Poder do Estado ao Poder Paralelo das facções criminosas. Na verdade, nada acontecerá contra o Crime Organizado, porque ele só existe na interação entre a máquina estatal e os criminosos – incluindo os políticos que se beneficiam dos esquemas criminosos.

Não importa o resultado da “Batalha do Alemão”. Seus efeitos serão idênticos ao da famosa Batalha de Itararé – aquela que não ocorreu, na década de 30 do século passado. O gerenciamento do narcotráfico apenas vai mudar de mãos. Pouco munda, em essência, na previsível rotatividade da ilegal atividade comercial de venda de drogas e aluguel de armas pesadas. Os traficantes A, da facção X, serão trocados pelos traficantes B, da facção Y. Todos, claro, parceiros do crime estatalmente organizado. Enfim, o que as “Forças de Segurança” fazem agora, no Rio de Janeiro, tem o efeito prático de um profundo enxugamento de gelo.

O narcotráfico não vai ser extinto no Rio e alhures. Por vários motivos simples. Indagar não ofende. Por acaso, a cadeia de consumo das drogas sofreu ou vai sofrer alguma alteração significativa? A demanda pelas drogas diminuiu, para que o tráfico seja extinto pela simplória via do combate armado? A prisão de dezenas de operários do narcotráfico é realmente significativa para acabar com a atividade criminosa? Os verdadeiros sustentáculos da máquina do tráfico realmente foram (ou serão) presos ou tirados definitivamente de circulação? As parcerias internacionais dos vendedores de drogas no Brasil (com grupos guerrilheiros ideologicamente identificados com o Foro de São Paulo) serão combatidas pelo poder vigente?

O narcotráfico é uma atividade econômica altamente lucrativa. Os economistas Sergio Guimarães Ferreira e Luciana Velloso, da subsecretaria estadual de Fazenda, elaboraram, em abril de 2009, o estudo: “A Economia do Tráfico na Cidade do Rio de Janeiro: uma tentativa de calcular o valor do negócio”. Os números da estimativa de consumo anual apavoram: Maconha (90 toneladas). Cocaína (8,8 toneladas). Crack (4,3 toneladas). A Quantidade de delinquentes envolvidos no tráfico é de 16.387 pessoas (estimativa da Polícia Civil).


Faturamento anual do Tráfico (ajustando a subestimativa das pesquisas diretas): Maconha (108,1 milhões de reais). Cocaína (423,2 milhões de reais). Crack (102,1 milhões de reais). Total: 633,4 milhões de reais. Custo Anual Estimado: Pessoal (158,7 milhões de reais). Custo de compra das drogas (193,9 milhões de reais). Armas (24,8 milhões de reais). Perdas por apreensões (19,4 milhões de reais). Total: 396,8 milhões de reais. Lucro operacional: (236,6 milhões de reais). Estudo completo pode ser visto e baixado em: http://www.fazenda.rj.gov.br/portal/ShowBinary/BEA%20Repository/site_fazenda/transpFiscal/estudoseconomicos/pdf/NT_2008_35.pdf

Tudo nessa guerra exibida midiaticamente é um jogo de ilusão. Ontem, o chefão Luiz Inácio Lula da Silva deixou isto claro - em Georgetown, onde participou de uma cúpula de emergência da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Avisou que as Forças Armadas mobilizadas nas operações contra a violência no Rio de Janeiro não fariam prisões. Com isto, Lula quis apenas ressaltar que as tropas de elite das Forças Armadas se tornaram meras coadjuvantes, sob comando do Governo e da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ou seja, na bagunda institucional promovida por Lula e seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Exército e a Marinha viraram “forças auxiliares”.

As Forças Armadas caíram em uma cilada institucional. A atuação deles nesta operação de Garantia da Lei da Ordem não tem amparo legal. Os políticos não regulamentaram a ação constitucional do Exército, Marinha e da FAB nestas situações de emergência. Se a “batalha” do Alemão demorar demais, a chance de desgaste de imagem para as Forças Armadas é imensa. Se os militares forem obrigados a entram em combate, a vero, gerando “vítimas” no “meio civil” (aliado ou não do narcotráfico), acabarão atacados virulentamente pelos pretensos defensores dos “direitos humanos”, sempre háveis em relacionar as Forças Armadas com ações autoritárias.

Enquanto o pau canta na Cidade Maravilhosa – sendo visto no mundo inteiro -, a Presidenta eleita Dilma Rousseff toma uma decisão previsível. Decide dar continuidade à política internacional do governo Lula – alinhada ideologicamente com o radicalismo socialista na América Latina. Dilma manterá no cargo de Aspone Internacional o ilustre top-top Marco Aurélio Garcia – um dos principais dirigentes do Foro de São Paulo. Garcia fará o meio campo de Dilma com o PT e seus aliados externos. Por isto, tudo vai continuar como dantes, nas bocas de fumo do Abrantes.

Repetir conceitos corretos é preciso. Crime Organizado é a associação entre criminosos e servidores públicos. Sem a proteção do Estado o crime não se organiza. Cada vez mais organizado, o crime joga contra a Ordem Pública, que é o patrimônio jurídico mais importante para a sociedade, pois garante a vida e a liberdade dos cidadãos. Ou seja, agora, no Rio de Janeiro, o crime organizado não é combatido.

O crime organizado corrompe e destrói as instituições – que são a concretização da vontade da Nação (cristalizadora da vontade de um povo). A ação criminosa inviabiliza a Democracia, que é a segurança do direito natural. No Brasil, o sistema delitivo obedece, ideológica e politicamente, a esquemas externos que nos mantêm permanentemente colonizados, sem soberania efetiva. O crime não é um fim. É um meio.

O crime organizado emprega duas sofisticadas modalidades de violência radical. Tudo para minar as instituições e constranger o senso comum a não identificar o verdadeiro inimigo. A intenção é usar o medo como fator de contenção social. Isto dificulta ou impede uma reação efetiva da sociedade. E quem não reage rasteja. Perde qualquer guerra antecipadamente.

A organização criminosa promove a Guerra de 5ª geração. Também chamada de guerra assimétrica, é toda tentativa de origem externa, por quaisquer meios, que objetive minar o cenário político – econômico – tecnológico – psicossocial – ambiental – militar de um País, através de agentes internos ou externos. No teatro de operações carioca, o que se combate agora é o “operariado” do narcovarejo, cujos gerentes custam caro ao contribuinte nos Hotéis de Segurança Máxima. E os verdadeiros chefões dos gerentes, alguém vai combater? Jura que vai?

Ou seja, por todos estes conceitos objetivos, a “batalha” do Alemão vai dar em nada. No Brasil, como bem afirma o provérbio francês, tudo parece que muda para ficar sempre a mesma coisa. O próximo governo apenas dará continuidade a tudo que está aí. Certamente, com pequenas alterações na escalação do time do Crime Organizado. Tomara que os segmentos esclarecidos não caiam em mais uma armadilha do ilusionismo ideológico que comanda a verdadeira Organização Criminosa.

Por enquanto, a sociedade do espetáculo se aliena com uma pretensa guerra que se torna "real" com a colaboração da mídia amestrada tupiniquim. Aonde vamos parar? Nem o herói-fictício Coronel Nascimento saberá responder...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

Recibo do Fracasso

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/


Por Maria Lucia Barbosa

O Rio de Janeiro é o cartão postal do Brasil, sonho de turistas estrangeiros. E não faltam belezas naturais em todo Estado do Rio. No entanto, o que se vê nestes tristes dias é a explosão descomunal de um processo de violência vinculada ao narcotráfico, se bem que tiroteios, assaltos, assassinatos faz tempo atemorizam a população carioca.

Segundo consta, começou com Leonel Brizola o que hoje é o Estado paralelo do crime. Para se eleger, Brizola fez acordo com bicheiros e a polícia não podia subir os morros para não incomodá-los. Dos bicheiros aos narcotraficantes foi tramado o enredo tenebroso que se alastrou pelo tempo sustentado pela corrupção das autoridades, pela impunidade, pela indiferença social.

Se esse câncer social não é de agora, é preciso lembrar que Lula da Silva iniciou seu primeiro mandato prometendo que tudo iria mudar. Foram prometidos doze presídios de segurança máxima, mas só um foi construído em Cantanduvas – PR. Uma ideia megalomaníaca acenava com a regularização de todas as favelas do Brasil e, claro, nada foi feito nesse sentido. Alçado ao posto de redentor dos pobres, pela propaganda e pelo culto da personalidade, Lula da Silva vive se gabando que praticamente acabou com miséria no País. Mas, se o Brasil é um paraíso sem pobreza e desemprego, o que leva jovens favelados a se unirem aos narcotraficantes como única opção para uma breve e bestial vida?

Na verdade, a explosão do terrorismo nunca antes vista no Rio de Janeiro e nesse país é o recibo do fracasso dos governos Federal e Estadual na área da Segurança Pública. E quando os criminosos continuam a por fogo em ônibus e outros veículos, mesmo diante de todo aparato policial e do apoio das FFAA, o recado está dado para as autoridades: vocês não valem nada, somos nós que mandamos.

Dirá o governador Sérgio Cabral, eleito com espetacular votação, que as Unidades de Polícia Preventiva asseguraram a paz em algumas favelas cariocas e, que por isso, bandidos de lá fugiram para por fogo nas ruas. De fato, não deixa de ser interessante a presença da policia junto à população, mas as UPPs, que valeram votos para a candidata do presidente, não são suficientes. Há que ter no governo um sistema de inteligência capaz de rastrear com antecedência as manobras dos traficantes e das milícias, prisões sem trégua para retirar os marginais do meio social, juízes que não soltem os bandidos facilmente, ação constante de confisco de armas e drogas, uma polícia bem paga e bem armada que não dê trégua aos criminosos.

No tocante à remuneração dos policiais, o estabelecimento de um piso salarial nacional, projeto que tramita no Congresso, já foi detonado por Lula da Silva. Ele quer mesmo o trem-bala, desperdício não menos faraônico do que seria a construção de uma ONG em forma de pirâmide, que serviria unicamente para cultuar o presidente da República e facilitar seus negócios.

Sobre a ação da Polícia Militar e Civil, especialmente do Bope, é justo louvar a coragem e o heroísmo dos policiais que arriscam suas vidas numa guerra sem fim. E se a magnitude da violência ultrapassou a violência cotidiana e demandou o apoio das FFAA, esse apoio devia ser habitual para que não se chegasse ao que se presencia agora. Portanto, apesar dos discursos e poses de autoridades federais e estaduais para TVs é lógico afirmar que governos fracassaram redondamente quanto à Segurança da população. Relembre-se que, se o problema é mais acentuado no Rio, existe em todo país.

Não basta, então, dizer que os acontecimentos derivam da fuga de bandidos das favelas por causa das UPPs. O problema é muito mais profundo e estrutural. Seria também necessário maior controle das fronteiras por onde entram drogas e armas, especialmente na Tríplice Fronteira e nas fronteiras com a Colômbia e a Bolívia.

No tocante às sanguinárias Farc, é conhecido seu intercâmbio com traficantes brasileiros, mas, lamentavelmente, o presidente Lula da Silva recusou o pedido do então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para classificar as Farc como terroristas. Além disso, existe liderança das Farc morando no Brasil com o privilégio de ter sua mulher nomeada para cargo governamental. Sem falar que altas autoridades do governo Lula, que continuarão no governo Rousseff, frequentam o Foro de São Paulo onde se reúnem as esquerdas latino-americanas, incluindo, as Farc, das quais são muito amigas.

Resumindo, o espetáculo da guerra do tráfico no Rio de Janeiro é o retrato do final de oito anos do governo Lula que passa recibo do fracasso na Segurança Pública. É também um dos aspectos da herança maldita que Dilma Rousseff vai receber. Outras maldições continuarão na Saúde, na Educação, na infraestrutura, na gastança, na dívida pública, no descontrole da inflação que o reconduzido ministro Mantega quer camuflar. O povo quis. O povo terá.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. www.maluvibar.blogspot.com

Economia Desnacionalizada (I)

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Adriano Benayon

De janeiro a setembro deste ano, o déficit de transações correntes com o exterior acumula US$ 35 bilhões, e seu crescimento prossegue acelerado. Esse montante equivale a três vezes o do mesmo período em 2009.

Isso significa que o saldo negativo líquido nas contas de “rendas e serviços” - formadas principalmente pelas rendas do capital estrangeiro (lucros e dividendos, além de juros) - foi de cerca de US$ 51 bilhões, pois a balança comercial teve saldo positivo de US$ 14 bilhões, e as transferências unilaterais (remessas de trabalhadores brasileiros), cerca de US$ 2 bilhões. Resumindo: 51 bi menos 16 bi = 35 bi.

Mantido até o fim do ano o atual ritmo, esse déficit nas rendas de capital chegará a US$ 68 bilhões. Mais provavelmente, US$ 70 bilhões, já que, em dezembro, as remessas aumentam.

O Brasil exporta grandes quantidades, mal pagas, de seus excelentes recursos naturais e, além disso, muito valor de trabalho agregado por sua mão-de-obra nos produtos industrializados. Entretanto, não mais consegue grandes superávits na balança comercial, agora em queda, devido à depressão em mercados importadores.

Mesmo com essa retração na demanda, o Brasil ainda exporta demais. Porém, tem que pagar por importações cujo valor unitário é muitíssimo mais alto que o das suas exportações. Em consequência, o saldo comercial é, de longe, insuficiente para equilibrar a conta corrente com o exterior, devido ao crescente e enorme dispêndio com as remessas de ganhos do capital estrangeiro.

O que os economistas do sistema apontam como remédio para compensar o déficit nas transações correntes com o exterior é a entrada de mais capital estrangeiro, “equilibrando” assim o balanço de pagamentos. Ou seja: pretendem – ou fingem pretender - afastar a doença, fazendo o paciente ingerir quantidades cada vez maiores das toxinas que o fizeram ficar doente.

Ora, o investimento direto estrangeiro instalou-se no País exatamente para transferir riqueza deste para fora, através das “rendas de capital e ‘serviços’”. E não só por essas contas, mas também manipulando os preços no comércio de mercadorias. A balança comercial teria saldos positivos muito mais altos do que tem, se os preços de exportações e de importações não fossem usados para transferir renda para o estrangeiro.

Na realidade, os investimentos diretos estrangeiros são a plataforma e os vetores de lançamento, para o exterior, da riqueza e do produto do trabalho dos brasileiros. O capital estrangeiro acumula-se, cada vez mais, através da capitalização de lucros obtidos no mercado interno e, além disso, seu estoque cresce no País com ingressos em moeda estrangeira, principalmente dólares, facilmente fabricada nos países de origem.

Os investimentos diretos estrangeiros são aplicados nas subsidiárias “brasileiras” das transnacionais (também chamadas multinacionais), para: a) aportes de capital nessas subsidiárias; b) fusões com empresas de capital nacional ou com subsidiárias de outras transnacionais; c) aquisição dessas empresas; d) privatizações.

Nos casos a), b) e c), as transnacionais prevalecem-se de seu acesso a capital barato (lucros no exterior, lucros no Brasil aqui reinvestidos, empréstimos tomados no exterior a juros hoje em torno de zero e até juros a taxas especiais no Brasil. No caso d), o das privatizações, o qual supera todos em matéria de escândalo, o ingresso de dinheiro externo é só “para inglês ver”. De fato, as transnacionais passam a controlar empresas estatais donas de altíssimos patrimônios e elevada rentabilidade, e, em vez de pagar por elas, recebem incríveis subsídios da União federal brasileira (!!!).

As modalidades a), b) e c) permitem às transnacionais desalojar do mercado as empresas de capital nacional, pois, ademais das vantagens de obter capital barato, e o das empresas nacionais tem alto custo, a política econômica governamental (!!!) favorece as transnacionais em detrimento destas. A primeira modalidade abre o caminho para as duas outras: a empresa nacional, em dificuldades, vê-se acuada a aceitar a fusão com a transnacional ou, desde logo, ser adquirida por esta.

Deve ser dito que o processo de desnacionalização da economia brasileira é muito antigo e se intensifica desde 1954, a partir da conspiração e do golpe regido por serviços secretos de potências imperiais, que derrubou o presidente Vargas naquele ano.

Isso explica as crises recorrentes no Balanço de Pagamentos do País, sempre causadas pela transferência de nossos recursos, via contas de serviços e rendas e manipulação dos preços das mercadorias na balança comercial. Elas surgem em razão do crescimento da dívida externa, resultante do acúmulo de déficits sucessivos.

O real ou falso ingresso de capital estrangeiro, em parte sob a forma de empréstimos, equilibra o Balanço de Pagamentos por um tempo. É assim que a dívida se avoluma, dando mais pretextos para a elevação das de juros. Os juros vão se capitalizando e acrescendo à dívida. Isso tudo culmina nos pacotes do FMI, Banco Mundial e dos bancos “credores”, em benefício dos quais essas instituições intervêm.

Cada crise nas contas externas - como as de 1961, 1964, 1982, 1987, 1991, 1998, 2002 – foi explorada para tornar a economia brasileira ainda mais subordinada às determinações da política imperial, no sentido de elevar a dependência do País em relação ao capital estrangeiro e de sufocar seu desenvolvimento, através de políticas de falsa austeridade, cujo objetivo sempre foi elevar a mortandade das empresas brasileiras, fazendo-as falir ou se entregar ao controle de transnacionais.

Até à eclosão de cada crise – e a próxima parece não estar distante – a política econômica inclui: 1) fazer investimentos públicos na infraestrutura; 2) prover recursos financeiros, a juros favorecidos, para investimentos das grandes empresas e especialmente das estrangeiras, através dos bancos públicos.”

Quando a crise aparece, passa a ser prioridade o encolhimento do mercado, fazendo baixar o nível de consumo da população (exceto a super-rica), arrecadando dinheiro para os pagamentos do serviço da dívida pública, inclusive a externa. Contando só a partir do estelionato inserido na Constituição de 1988, para tal fim, os juros e encargos da dessa dívida acumulam despesa superior a 6 trilhões de reais, até 2010.

Em vez de sucumbir desse modo humilhante, inclusive com as vergonhosas privatizações, dever-se-ia ter reestruturado a economia em bases saudáveis, assentadas sobre capitais nacionais, públicos e privados. Ao contrário do que diz a enganação reinante, não há dificuldade alguma para formar esses capitais no País, sem qualquer recurso a capital estrangeiro. Basta, para isso, ter governo autônomo.

As copiosas privatizações, de 1996 a 2000, constituíram o auge da colocação do País de joelhos, fazendo-o entregar - e pagar para entregar - a nata do patrimônio nacional, a pretexto de que os falsos recursos gerados para a União e Estados nos leilões de venda de estatais seriam usados na redução da dívida externa e de seu serviço. Ao contrário, ambos cresceram enormemente, junto com a alienação criminosa do patrimônio público.

Apesar de ter sido, de longe, o País mais saqueado do Século XX, - alguns o comparam somente ao caso da Rússia de Yeltsin – o Brasil conseguiu ampliar um tanto seu mercado, graças: 1) à pujança dos recursos naturais; 2) ao imenso território aproveitável, sem paralelo no Mundo: 3) à população em expansão (mesmo reprimida); 4) ao razoável progresso da indústria e da tecnologia nacionais, anterior à ocupação pelo capital estrangeiro.

Mas o resultado obtido não passa de pequena fração do correspondente àquele estupendo potencial, que deixa de ser realizado por causa da inimaginável sugação a que o País é submetido.

O pior é que se torna cada vez mais volumosa a plataforma, e se tornam mais numerosos os mísseis de lançamento, que transferem os recursos do Brasil para o exterior, assegurando seu endividamento, seu empobrecimento e seu subdesenvolvimento.

Para dar um flash do próximo artigo, nos anos 70 do Século XX, a grande maioria dos setores mais importantes da indústria de transformação já estava oligopolizada sob o predomínio das transnacionais. Isso se intensificou nos decênios seguintes, e estendeu-se aos serviços públicos, como eletricidade, saneamento, água, telecomunicações etc., privatizados nos anos 90. Arrebatou-se então, ainda, aos brasileiros o controle do maior banco estadual do mundo.

O capital estrangeiro passou, com subsídios de bilhões do governo FHC, a abocanhar também importantes bancos comerciais privados. Controla as consultorias e financiadoras de fusões e aquisições de empresas e outros segmentos do mercado de capitais. Controla, ademais, as maiores redes de supermercados, grande parte da hotelaria, penetra na construção civil e nos empreendimentos imobiliários. Mais notável, apossa-se rapidamente de grande parte das usinas de etanol e plantações do agronegócio, sem falar na mineração em que sua presença dominante, de há muito, não é novidade.

Em todos os setores da economia, as transnacionais vêm ampliando e aprofundando seus domínios. Em 2001, 59,6% de seus investimentos foram no setor de serviços, 33% na indústria, e 7,1% em agropecuária e mineração. Em 2008, esses percentuais passaram a 38%, 32% e 30%.

Em 2001, o principal da indústria já estava ocupado, mas, ainda assim 33% dos investimentos estrangeiros ainda iam para esse setor, percentual quase mantido em 2008 (32%). Em 2001 a ênfase já estava nos serviços (59,6%): consolidava-se a vertiginosa ocupação dos serviços públicos através da privatização, entrava-se fundo nos bancos etc. Em 2008, o principal foco ainda eram os serviços, mas o setor primário ascendia a 30%.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

sábado, 27 de novembro de 2010

Se a mídia fosse realmente livre...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Arlindo Montenegro

Nas páginas do site Wikileaks, encontramos algumas justificativas plausíveis, para o vazamento de documentos secretos. Entre outros argumentos de peso, as informações expostas permitem facilitar uma linha de investigação, sem que se fosse começar pelo nada: "O título, autor ou números de página de um documento importante podem acelerar uma investigação, mesmo que o conteúdo não tenha sido confirmado."

A informação é disponibilizada para mobilizar "a mídia, a sociedade civil ou investigações oficiais." Quem poderia ser contra? Depende do país em evidência. Lá nos EUA, lembra o texto do Wikileaks: "Em sua histórica decisão sobre os Papéis do Pentágono, a Suprema Corte dos EUA determinou que "só uma imprensa com liberdade irrestrita, pode efetivamente expor as fraudes no governo."

Quem não estaria de acordo? É claro que tal iniciativa "é uma força motivadora para os governos e corporações agirem com justiça.Se agir de forma justa é mais fácil do que agir de forma injusta, a maioria das ações será justa." É mais fácil sim, num país onde o valor das liberdades é significativo e sua defesa, um dos traços culturais mais fortes e presentes. Funcionaria no Brasil dos mensalões, das cpis, das obras super faturadas, dos caixa 2, do assassinato para silenciar testemunhas...?

Aí está a diferença entre o estado de direito democrático, o estado onde a ética e a honra das pessoas é valorizada e o estado acima do direito, o estado que distribui propinas e vende privilégios para enriquecer um grupo de burocratas e predadores. As pessoas se queixam, a justiça acaba por não aceitar as provas contra os homens acima das leis.

Como diz o texto do Wikileaks: " isso gera um viés de percepção, voltado para a imensidão do invisível. Voltado para as conseqüências não intencionais de omitir e voltado para todos aqueles que estão emancipados por um clima de liberdade de expressão." Um tipo de consciência e coragem, uma emancipação que parece bem distante da nossa realidade midiática.

Seguindo o texto: "É cada vez mais óbvio que as fraudes corporativas devem ser tratadas de forma eficaz. Nos EUA, os responsáveis pela a maior revelação de fraudes são os funcionários, seguidos pelos órgãos reguladores da indústria, da mídia, os auditores (...) que expoem cerca da metade de todos os riscos de fraude. A exposição das informações em conjunto com o relato corajoso, vai derrubar as administrações, que dependem de esconder a realidade de seus próprios cidadãos".

"A corrupção corporativa assume muitos feitios. O número de empregados e volume de negócios de algumas empresas excede a população e o PIB de alguns Estados-nação. Comparando países, tamanho da população e PIB, é comum comparar também o sistema de governo, os grupos de maior poder e as liberdades cívicas disponíveis para suas populações."

"Fazendo comparação das grandes corporações com um Estado-nação revelam-se as seguintes analogias:

1.O direito de voto não existe, exceto para acionistas (análogo aos proprietários de terra) e ainda há poder de voto proporcional à propriedade.

2.Um comite central tem todo poder sobre os problemas.

3. Não há equilíbrio na divisão de poderes. Não há nenhum quarto estado. Não existem júris e inocência não se presume.

4. Falha no cumprimento de qualquer ordem pode resultar no imediato banimento.

5. Não há liberdade de expressão.

6.Não há direito de associação. Qualquer namoro entre homem e mulher, sem aprovação, muitas vezes é proibido

7.A economia segue um planejamento centralizado.

8.Existe vigilância generalizada sobre os movimentos e comunicações eletrônicas.

9.A sociedade é fortemente controlada, ao ponto de muitos empregados serem informados quando, onde e quantas vezes ao dia, eles podem ir ao banheiro.

10.Existe pouca transparência e algo parecido com o Freedom of Information Act é inimaginável.

11.Grupos de oposição interna, tais como sindicatos, estão proibidos, vigiados e / ou marginalizados, sempre que e onde seja possível."

As práticas empresariais estarão sendo implantadas nos órgãos públicos? Estará o estado copiando o modelo de gestão empresarial? Será por isto que a cada dia se restringem mais liberdades cívicas? Será por isto que se multiplicam as câmeras do big brother nas ruas, nos elevadores, na repartições, nas escolas, nas lojas? Dizem que é "para manter a segurança". Isto é uma confissão da falha do estado no cumprimento estrito dos interesses da nação.

Assim nos países onde a democracia funciona apenas como um rótulo obrigatório para o convivio entre civilizados, as empresas de todo porte têm campo aberto para os lobistas, para manipular políticos, juízes e todos os que tomam decisões de poder. Se se quer mesmo um estado democrático e uma nação livre, as grandes corporações, negócios e personalidades de estado tem de ser vigiados de perto. Se as midias fossem realmente livres, esta tarefa estaria facilitada.

É exatamente o mais intenso campo de ação cultural predatoria dos que desejam erigir a Empresa Terra S.A. É por isso que se prepara o maior controle da informação.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

O atestado de óbito de uma política de segurança baseada na criminalização das comunidades pobres

"Isso é uma guerra. É uma guerra e guerra tem de ser enfrentada como guerra. Direitos humanos devem ser respeitados sempre, é nossa filosofia, Mas isso é uma guerra". (Sérgio Cabral, 11 de novembro de 2007).


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Pedro Porfírio

Como no filme TROPA DE ELITE 2 (obra prima do cinema nacional que você não pode deixar de ver) essa interminável sequência de desafiadores ataques criminosos, responsáveis por um clima de pavor generalizado no Estado do Rio de Janeiro, é, antes de mais nada, o atestado de óbito da política de segurança do governador Sérgio Cabral, que engabelou muitos cidadãos ingênuos com a idéia de que assegurava proteção aos burgos com a ocupação policial de algumas favelas, enquanto bancava a tática dos confrontos e o patrocínio da maior matança de jovens das comunidades pobres.

Essa política parte do princípio de que a um cidadão apavorado serve-se o cardápio da SENSAÇÃO de segurança como calmante para seus nervos à flor da pele. A violência urbana pode continuar em alta, mas a notificação da presença policial em algumas comunidades pobres e criminalizadas, numa declarada disputa de territórios, sugere o bloqueio de redutos e a imobilização do "poder paralelo", com a consequente redução da criminalidade.

A essa cortina de fumaça adiciona-se o espetáculo da matança em pencas, como aconteceu no Complexo do Alemão, em 2007 (convém ler o Relatório do Comissário da ONU, Philip Alston, sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias no Rio de Janeiro) e a sucessão de massacres na favela da Coréia, em Senador Camará.
Marginais mostram sua força

Fosse real e consistente o método usado para dourar essa míope e desastrada "política de segurança", isso que está acontecendo agora, no portal do período natalino, não poderia ter chegado ao ponto que chegou. O governo estadual, com todo o apoio do federal, teria "cortado as linhas inimigas", reduzindo o seu poder de fogo e instalando feixes de proteção sobre os bairros do asfalto.

No entanto, temos neste momento uma população acuada, atacada por todos os flancos e exigindo que se faça qualquer coisa, que se mate qualquer suspeito, enquanto um sistema policial desmoralizado e em pandarecos pede ajuda pelo amor de Deus às Forças Armadas, que, pela primeira vez, fugindo à sua finalidade constitucional, põem seus tanques em favelas planas e oferece o escopo de uma guerra efetiva contra focos da delinquência selecionados no palpite, que permaneceriam intocados se as cidades da região metropolitana não tivessem sido atacadas em insólitas ações incendiárias.

É claro que estamos num momento de grande comoção, com a virtual paralisação das atividades nas urbes afetadas e a disseminação de um sentimento de impotência e revolta entre os cidadãos. O que todos querem de cara, enfatizo, é ver o fim imediato dessa beligerância e a punição sumária dos responsáveis por esse estado de choque que afeta a quase todo mundo.

E é provável que as forças da repressão ofereçam as cabeças cortadas de centenas de suspeitos, em atos compensatórios que serão aplaudidos freneticamente.

Por que negaram educação de verdade aos pobres

Mas nada disso representará o restabelecimento do mínimo de segurança da população. Se o ódio de classe e a hegemonia das elites racistas e excludentes não tivessem triunfado sobre a estratégia de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, se desde aquele 1983 os governos tivessem investido em massa nos CIEPs, as escolas de tempo integral, oferecendo carinho e conhecimento aos meninos pobres, se as áreas marginalizadas das cidades não fossem vistas apenas como "santuários do crime" e currais eleitorais de políticos canalhas, certamente não teríamos chegado a esse ambiente de guerra de desdobramentos imprevisíveis.

Ao contrário, a visão lúcida de Brizola foi usada contra ele com a chancela de uma mídia entre empresarial e superficial, mídia que exibe diariamente pela televisão centenas de mortes em filmes que glamorizam o crime.

Prevaleceu a política da matança "exemplar", com incursões programadas nas áreas onde moram milhares de trabalhadores que não podem pagar o alto custo da habitação num país em que os bancos controlam o sistema imobiliário e remetem quem ganha pouco para os barracões dos morros e da beira-rio.

Sérgio Cabral transformou a suposta defesa dos cidadãos pacatos numa guerra declarada de disputa de territórios. Num mata-mata que vitimou também muitos policiais e confinou a responsabilidade da segurança nos limites bélicos, envernizados pelas tinturas do ódio de classe: vencerá quem tiver mais bala na agulha, quem dominar mais territórios nos morros e nas zonas proletárias.
A farsa da ocupação de algumas favelas

Cabral investiu nas vitrines pontuais e tentou fazer acreditar que estava semeando proteção aos cidadãos com as suas UPPs. A bem verdade, seu abre-alas é uma farsa picaresca. Refiro-me, sim, ao espetáculo das festejadas unidades de polícia pacificadora.

Pelo noticiário de uma mídia que morre de medo do morro, esses grupos policiais teriam livrado doze comunidades do domínio do tráfico. O que aconteceu, de fato, foi uma espécie de acordo virtual: a "rapaziada" trocou a exibição de seu armamento pelo "sapatinho" e continuou vendendo seus tóxicos. Nenhum "chefão" dessas áreas ocupadas foi preso. Aliás, quase ninguém saiu de circulação - apenas caiu na clandestinidade consentida.

Mas a meninada sem atenção familiar adequada, em número cada vez maior, continuou tendo onde pegar sua droga. Até o "delivery" e as vendas pela internet foram implantados com sucesso. Em suma, se o objetivo fosse fechar o mercado, tal não aconteceu.

Veja um exemplo: na terça-feira passada, policiais da delegacia da Taquara prenderam 11 integrantes de uma quadrilha de 21 traficantes, que enviavam drogas da Cidade de Deus (segunda comunidade "pacificada") para o complexo do Alemão. Todos os presos moravam e operavam no antigo conjunto favelizado de Jacarepaguá.

Mesmo que tivesse cessado o comércio de drogas nas áreas ocupadas pela polícia, isso não produziu nenhum efeito real sobre a cidade: os criminosos continuaram praticando seus assaltos, matando e levando pânico, principalmente nas grandes vias de acesso e na adoção de práticas novas, como o sequestro do cidadão para suas próprias casas, onde fazem a limpa e saem levando um refém até escaparem em direção aos seus redutos: no caso de Jacarepaguá, onde esse tipo de assalto prolifera, os bandidos fazem questão de informar que são da Cidade de Deus.
A matança dos jovens das favelas não reduziu a criminalidade

Para reforçar mais essa SENSAÇÃO de segurança, o governador Sérgio Cabral deu continuidade com maior ênfase à matança de jovens dessas áreas, sempre com o registro de "auto de resistência".

Com isso, o Rio de Janeiro galgou um patamar olímpico: a polícia fluminense mata por ano mais pessoas em "confrontos" do que todas as 21 mil corporações dos Estados Unidos, segundo revelação do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

No governo de Sérgio Cabral, a polícia radicalizou: já entra nas favelas atirando no primeiro suspeito. Isso representou um aumento de 30% de jovens e adolescentes mortos nas comunidades pobres em relação a 2006.

Se compararmos com oito anos atrás, a diferença é brutal: os dados oficiais do Instituto de Segurança Pública registraram 1.186 mortos em "autos de resistência" de janeiro a dezembro de 2007. Em 1999, as mortes nessa rubrica foram de 299 jovens e adolescentes.

Sob Cabral, patrocinador da "política de enfrentamento", foi atingida a marca de 147 mortes praticadas por policiais em um mês, quase cinco por dia. Isso ocorreu seguidamente em abril e maio de 2008. Foi o ápice dos autos. Segundo pesquisa do IPEA, encomendada pela Assembléia Legislativa, em 2008 a polícia do Rio prendeu 23 pessoas para cada morte em autos de resistência. Em São Paulo, foram 348 prisões para cada morte. Nos Estados Unidos, essa média é de 37 mil prisões para cada caso de resistência seguida de morte.

Essa política de extermínio não reduziu a criminalidade. Para cada suspeito morto, há três na fila desse emnprego macabro.
Sem essa de perda de território

Não é apenas essa sequência de assassinatos perpetrado pelos agentes da Lei que levou a essa reação dos bandidos. Nem também "a perda de territórios", como alega Cabral. De fato, neste caso, as grandes favelas permanecem fora da planilha: Rocinha, Complexo do Alemão, Jacarezinho, Manguinhos, Complexo da Penha, Vila Vintém, Rebu, entre outros não estão nos planos de ocupação, pelo menos por agora.

Nessas áreas, a polícia prefere as incursões ocasionais de extermínio. O populoso Complexo da Maré, ao longo da Avenida Brasil, ganhou até um Batalhão, que fica de frente para a Linha Vermelha: e, no entanto, nada mudou, ou mudou para pior: há uma semana, policiais da Ilha do Governador trocaram tiros com quatro PMs da Maré, que estavam num carro roubado. E a Linha Vermelha conrinua sendo uma das mais vulneráveis vias de risco.

Tudo isso tem a ver com uma espécie de "radicalização de hábitos" dos criminosos e também com a revolta diante da transferência de seus parceiros para presídios federais distantes, sem o respeito à Lei das Execuções Penais (por conta de um acordo extra-judicial do governo do Estado com o Tribunal de Justiça).

Sob certo aspecto, tocar fogo num carro estacionado, incendiar um ônibus dessas empresas que mandam e desmandam na Prefeitura, prestando péssimos serviços à população, é uma variável de viés político. O governador proclamou o combate ao crime como uma guerra - os bandidos pegaram a deixa e partiram para a sua própria "guerra de guerrilha", onde exibem uma alarmante onipresença, deixando todo mundo sem saber onde há um porto seguro.

Daqui para frente, enquanto tiverem pessoal disponível, os marginais vão causar pesados prejuízos às cidades fluminenses, que dependem agora da mão forte das forças federais. A polícia do Estado perdeu essa guerra, até porque nunca teve esse combate sob uma ótica decente - todo mundo sabe que é difícil encontrar um policial realmente disposto a ser um "capitão Nascimento".

Espero que você não ache que estou escrevendo para justificar essa onda assustadora de ataques a carros e ônibus, que levou O GLOBO a dedicar todo um caderno especial ao assunto. E que fez esse mesmo jornal comparar a participação de alguns tanques dos Fuzileiros Navais ao desembarque que mobilizou 3 milhões de soldados dos Estados Unidos, Inglaterra e Canadá na Normandia, naquele decisivo 6 de julho de 1944, durante a II Guerra Mundial.

Apavorado, qualquer um perde a tranquilidade e a capacidade de raciocinar. Mas se você ainda tem condição de pensar, ponha-se no seu próprio lugar e recorra aos seus conhecimentos de lógica: Cabral está pagando por sua miopia, por sua incompetência, por sua vocação elitista. Cidades estão paralisadas e nossa sorte depende agora de uma intervenção federal de fato, a mesma que o agora deputado eleito pelo PDT, Sérgio Zveiter, queria, quando presidente da OAB, para afastar Brizola do governo do Estado, na década de 90.

Pedro Porfírio é Jornalista e Escritor. http://www.porfiriolivre.info/

Guerra no Rio de Janeiro

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Ricardo Gennari

O que assistimos no Rio de Janeiro não é apenas um bando de bandidos e traficantes . O Rio vive a tempos uma guerra irregular levando medo ao Estado e a sociedade.

O modus operandi dos criminosos são os mesmos utilizados em guerrilhas, ou seja, determinados, de baixo impacto e de grande repercussão levando a tensão e o terror.

Técnicas utilizadas:

• ações psicológicas para intimidar a população e o Estado;

• operações de combate subterrâneo - (Ostensiva e Clandestina);

• ações compartimentada em células buscando pontos determinados e sem reação;

• dispõe de informantes observadores e de proteção para suas operações;

• suporte logístico e de suprimentos aos grupos armados;

• situação demográfica e topográfica do Rio favorece os ataques criminosos;

• a posição de cobertura dos criminosos dentro dos morros favorece a sua proteção;

• baixo custo dos ataques x recursos disponííveis do Estado;

• organizações verticalmente organizada; (ordem determinada e medo dos seus subordinados).

Infelizmente o governo administra essa crise como se fosse mais uma ação isolada.

O Brasil precisa repensar sua Política de Segurança.

Política Preventiva - políticas sociais, educacionais, saúde e habitacionais são importantes para o desenvolvimento e a sustentabilidade da população.

Política Proativa de Segurança - Uma nova doutrina de Política de Segurança. Primeiro definir o que e quem são os inimigos do Estado e da sociedade e combater a guerra irregular existente no nosso país.

Nunca devemos esquecer que desarticular as forças irregulares, é necessário atender a dois pré-requisitos: VENCER A GUERRA DE INFORMAÇÕES - (INTELIGÊNCIA) E CONQUISTAR O APOIO DA POPULAÇÃO.

Se esses pré-requisitos falharem o combate já começa perdido. Todos falam em Inteligência nessas horas, mas se esquecem que Inteligência necessita de investimento no homem e em tecnologia, o que não vêm ocorrendo no Brasil.

A Inteligência antecipa os acontecimentos e assim as ações do Estado serão mais precisas e cirúrgicas.

Se a situação não for definida rapidamente a população começa a perder a confiança no Estado, dando mais munição aos bandidos e traficantes.

Nesse momento estamos na fase do gerenciamento de crise pois a Crise já está instalada na cidade.

Volto a perguntar:

• Já está definida a crise?

• Quais são os recursos?

• Quem está gerenciando essa crise?

• O local de gerenciamento está definido?

Não adianta colocar o efetivo inteiro da Polícia nas ruas pois as ações são determinadas. O que necessita é um planejamento eficaz e ações como:

• Ênfase nas operações de Inteligência para evitar mais efeitos colaterais;

• Estabelecer os pontos sensíveis da crise e estabelecer prioridade de segurança nessas áreas;

• Adoção de uma autoridade central única,

• Reorientação das forças policiais;

• Negar e combater refúgios para os bandidos;

• Suprimento e logística para a força policial e outras;

• Capacidade de operar e colaborar em conjunto com outras corporações policiais e agências, (deixar o orgulho de lado);

• Intensificar as operações psicológicas perante a população e enfraquecer o espírito e poder de fogo dos bandidos;

• Incentivar a utilização de forças especiais nas operações cirurgicas com apoio da Inteligência;

• Liderança e Legitimidade.

Acorda Brasil!

Ricardo F. Gennari é Especialista em Segurança. www.troiaintelligence.com.br e http://troiathinktank.blogspot.com/

Sem parar. Agora é tudo e não há lugar para o nada!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Cláudio Falcão

Desde o dia 21, temos assistido a ousadia dos bandidos, no Rio de Janeiro, revelando total desrespeito com os “Direitos Humanos”, das pessoas “De Bem” e “Do Bem”.

Mesmo assim, ainda há na população quem acredite que são “coitadinhos e desfavorecidos”. Ora, vamos deixar a hipocrisia de lado por um momento, senhores. Vamos nos voltar aos atos criminosos que essa raça malfeitora e maldita tenta perpetrar à em nossa sociedade, agindo como se estivesse tudo nos conformes quando queimam transportes coletivos, atiram em inocentes e deixam claro que são os “donos do pedaço”, fazendo e promovendo toda a sorte de crimes.

Não é possível essa corja de vagabundos, traficantes, criminosos e desclassificados continuem a emporcalhar o nosso lindo Rio de Janeiro. Essa ação policial, que foi intitulada por Polícia Pacificadora, demorou muito para acontecer. Mas isso não pode ficar só na ocupação. Tem de ter apoio constante do Estado para que a corja criminosa não tome conta novamente. Cabe aos políticos de bom senso e seriedade modificarem as leis, principalmente no tocante a ataques contra os órgãos públicos, entidades e principalmente a população, levando ao extremo da pena a quem o pratica.

Os sensacionalistas e aproveitadores de plantão, verdadeiros oportunistas, com certeza irão tentar de todas as formas pegar carona nos possíveis erros durante as ações policiais, pois não há como controlar e se livrar das inúmeras armadilhas preparadas pelos criminosos contra as forças policiais em ação. Brutais ou não, agora é tudo ou nada.

Basta, é isso que o povo diz a uma só voz. Não se aguenta mais tanta impunidade, tantos crimes, tanta regalia para esses cretinos, destruidores de vidas, exterminadores de sonhos e de famílias inteiras.

As forças policiais e o governo do Estado do Rio de Janeiro não devem esmorecer e parar o que começaram, deixando essa ação pela metade. Sigam em frente e transformem o Rio em exemplo para outros Estados onde as tais facções criminosas se colocam como mandatárias e poderosas. Mostrem agora que a força do bem, mesmo com o rótulo da “Brutalidade” , que alguns desclassificados e ignorantes lhes colocam. Sejam muito mais fortes do que essas quadrilhas do mal.

Força à malha protetora da sociedade, de gente “do bem” e “de bem”.

Claudio Falcão,Tenente da Reserva da Polícia Militar de São Paulo, é Radialista. www.bordadocampofmtv.net

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Chefão Lula libera Forças Armadas na pura marketagem de guerra contra o narcotráfico

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Jorge Serrão

As Forças Armadas, amadas ou não pelos ideólogos do atual governo e do próximo, foram oficialmente convocadas para ajudar a enxugar o gelo na guerra assimétrica promovida o narcotráfico e seus terroristas, no Rio de Janeiro. Depois de muita pressão política do governador-aliado Sérgio Cabral, agravada pelas imagens da mídia alimentando o sentimento de medo na opinião pública, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou a Diretriz Ministerial nº 14, que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao Governo do Rio de Janeiro nas operações de combate à onda de criminalidade que afeta a cidade.

Jobim prometeu enviar ao Rio de Janeiro 800 militares do Exército para auxiliar no suposto combate à violência. Em mais um espetáculo de marketagem de guerra, O chefão Lula da Silva aparece como “o líder que autorizou a liberação dos reforços contra o terrorismo criminoso”. Mas a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) só se tornou viável graças a um lance de sorte e competência. Ontem, 88 fuzileiros, com o apoio de seis veículos blindados, ajudaram outros 55 homens da Polícia civil e militar do RJ a derrubarem o mito de que os complexos de favela da Penha e do Alemão seriam territórios inexpugnáveis do narcotráfico.

O problema é que os militares enviados pelo chefão Lula e pelo genérico Jobim serão apenas "utilizados na proteção de perímetro de áreas conflagradas a serem tomadas pelas forças estaduais e pela Polícia Federal". Ou seja, a ação das Forças Armadas tem papel estratégico apequenado. Auxiliar polícias é mera ação tática. Até que os militares acabem dispensados pelo governo, tão logo os narcotraficantes promovam um cessar-fogo. A fragilidade de tal “ajuda” é que não há lei especifica amparando a ação militar. Justamente por culpa dos políticos – que se elegem com a ajuda do crime e não votam a regulamentação de ações de Garantia da Lei e da Ordem.

Por isso, mais uma vez, as Forças Armadas ajudarão a enxugar gelo. Além das tropas, o governo federal prometeu mandar para o Rio dois helicópteros da Força Aérea e dez veículos blindados de transporte, Também serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação, além de óculos para visão noturna. Uma festa para cineasta de guerra nenhum botar defeito.

Ainda no jogo de cena político, a Polícia fluminense tentará instalar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, e no Complexo do Alemão. O probleminha operacional é que a UPP – o jeitinho brasileiro de fingir que combate o narcotráfico – demanda uns 2.200 Policiais Militares – atualmente indisponíveis. Por isso, as Forças Armadas agora se tornam necessárias para cobrir a falta de estrutura real da Polícia no Rio de Janeiro – resultante de anos de desinvestimento real e objetivo em Segurança Pública.

Portanto, tudo será jogo de cena no espetáculo de marketagem política-guerreira, que já tem até programação para a mídia, na hora do almoço. O governador Sérgio Cabral se reúne logo mais, às 13h, no Palácio Guanabara, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame. Depois, entrevista coletiva para a retórica do enxugamento de gelo em um pretenso combate ao crime que o próprio Estado ajuda a organizar nos bastidores.

Palavra de especialista

O Rio de Janeiro, hoje, parece o cenário de mais um novo filme Tropa de Elite mas, infelizmente, a realidade é bem diferente da ficção. O Brasil tem lei de combate ao crime organizado, mas não tem procedimento. Com isso, o Estado acaba se tornando refém do Congresso para implementar medidas de segurança mais severas. Os projetos não caminham sequer para votação”.

Assim resume o criminalista Antonio Gonçalves - especialista em Criminologia Internacional: ênfase em Novas armas contra o terrorismo pelo Istituto Superiore Internazionale di Scienze Criminali, Siracusa (Itália) - sobre o conflito na cidade do Rio de Janeiro.

Gonçalves acredita que a solução ainda estará longe de ser resolvida enquanto não existir uma análise mais rápida sobre as questões urgentes, no que tange a segurança nos projetos de lei pendentes no Congresso:

São Paulo parou em 2006 pelas ondas de ataques do crime organizado, hoje o Rio de janeiro também está parado. O que o Congresso vai esperar para criar subsídios para Estados poderem trabalhar em função da segurança, protegendo o cidadão?”

Vida que segue...


Ave atque Vale!


Fiquem com Deus.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Novembro de 2010.

Controle populacional ou Genocídio Silencioso

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Redução de população da terra? Há dez anos atras diria sorrindo: papo furado! Hoje, depois de ler dezenas de livros antigos e outros modernos firmados por cientistas e pesquisadores, visitar sites atravancados de artigos, notícias, declarações que chegam de toda parte, entendo de outro modo. São tantas evidências que somente cegos, surdos e mudos, ou robôs, são incapazes de admtir como fato.

Nos artigos anteriores estão referências variadas. Hoje o assunto é monumento: marcos históricos ou símbolos, que remetem a reflexões de importância espiritual ou material. Que nem o Cristo Redentor, monumentos a heróis de guerras, artisticos ou aqueles da natureza, burilados pacientemente durante milênios. Vamos ver imagens de um monumento sui generis: os Marcos de Pedra da Georgia (Georgia Guide Stones).

Pedras de granito maciço com a inscrição de dez orientações que indicam como preservar a humanidade no mundo futuro. Isto na visão do grupo de financiadores anônimos. A mensagem está escrita em 12 idiomas (o que lembra os 12 apóstolos, os doze signos do zodíaco, os doze meses do ano): sânscrito, babilônico cuneiforme, hieróglifos egípcios e grego clássico, Inglês, russo, hebraico, árabe, hindi, chinês, espanhol e suaíli.

O local escolhido Elberton, na Geórgia é aberto para os quatro pontos cardeais e recebe a luz do nascer e do por do sol, tanto no solstício de inverno quanto no verão. Reúne detalhes simbólicos e esotéricos significativos e não aparece em nenhum panfleto ou roteiro turístico do estado da Georgia. Data de 1979. E proclama seus "10 mandamentos":

1. Manter a humanidade abaixo dos 500 milhões (de pessoas) em eterno equilíbrio com a natureza. (Nos documentos e declarações dos que executam a nova ordem mundial, há uma elasticidade que preserva a vida de 2 milhões de pessoas. Uma redução menor que os 85% propostos).

2. Guiar a reprodução de maneira sábia, promovendo a cultura física e a diversidade. (Na agenda em execução o aborto, a eutanasia, pílulas, redução da natalidade, os "direitos humanos" do cinismo, a violência, drogas, homossexualismo ensinado a partir da infância e tensões culturais permanentes, são políticas que preenchem este segundo mandamento.)

3. Unir a humanidade, dando vida a um novo idioma. (Um novo idioma imposto? Um novo idioma gerado pelo conhecimento e comunicação entre povos distintos?)


4. Controlar a paixão - fé - tradição - e todas as coisas com razão moderada. (Esta orientação parece direcionada para a abolição do cristianismo e outras religiões, adotando-se o que a ONU propõe, o culto à "mãe Gaia" como religião única)


5. Proteger as pessoas e as nações com leis e tribunais justos. (Você acredita em Papai Noel?)


6. Deixar que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em uma corte mundial. (O estado elaborando, determinando e executando as leis! Que legal!!!)


7. Evitar leis mesquinhas e funcionários inúteis. (Ou seja estado global tipo orwelliano. Já temos as câmeras vigiando as ruas, escolas, transportes e locais de trabalho, já temos os programas de tv para exercitar e disseminar a "normalidade" tecnológica, já temos os gps, celulares, cartões de crédito, que identificam e controlam, sem funcionários inúteis.)


8. Balancear direitos pessoais com deveres sociais. (Os escravos recebem a ração se cumprirem as metas do eito no fazendão estatal)

9. Valorizar a verdade - beleza - amor - procurando a harmonia com o infinito. (Aqui sugerem-se os mistérios simbólicos, preparando a religião única voltada para a natureza e o cosmos)

10. Não ser um câncer na terra - Deixar espaço para a natureza - Deixar espaço para a natureza. (Declara-se que certas e marcadas pessoas, (principalmente os pobres que provocam a explosão demográfica) são um câncer na terra. Cânceres devem ser extirpados para que se restaure o equilíbrio fundamental.

Qualquer semelhança com o que você perceba no seu dia a dia, não é “mera coincidência”, nem é materialização do que você foi adestrado para reconhecer como “teoria da conspiração”. Denunciar é um dos primeiros passos para impedir a continuidade do genocídio silencioso.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

A incompetência e os interesses escusos de nossos governantes - I

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por João Bosco Leal

Na semana passada, durante minha estada em Aruba, fazia especulações sobre a vida local quando me deparei com um dado que me chamou bastante a atenção: os habitantes da pequena ilha de 120.000 habitantes são pessoas de 40 nacionalidades diferentes.

Claro que isso não chamaria a atenção se fosse em um país da dimensão do Brasil, mas naquele local a população total é menor do que muitos bairros de cidades de médio porte de nosso país. A felicidade reinante entre todos os habitantes, qualquer que seja sua posição social, cultural ou financeira, é visível.

Andando por toda a ilha, desde centros comerciais a pontos turísticos, reservas e até a prisão local, não avistei um mendigo sequer. Não pude ver nenhuma pessoa desempregada e, perguntando sobre isso, a resposta era sempre a mesma: "Não existe desemprego onde se quer trabalhar".

Motoristas de ônibus, táxis, vans, jeeps fretados para turistas, comerciantes, habitantes locais e turistas eram unânimes também em outro ponto: a total segurança do local.

Todos caminham por toda a ilha com joias, relógios, sacolas de compras, bolsas femininas e câmaras fotográficas de enorme valor sem qualquer tipo de preocupação.

Nos hoteis, qualquer que seja o setor, da camareira ao chefe de cozinha, do cozinheiro que produz uma média de 1.500 omeletes por dia aos profissionais que fazem a limpeza dos prédios, faxineiros, chama a atenção o sorriso estampado no rosto dessas pessoas.

Isso me intrigava e, pensando sobre o assunto, me lembrei de um negro simpaticíssimo que nos levou a um tour por toda a ilha. Disse ele que quinze anos atrás, quando acabou a exploração do ouro na ilha, os habitantes ficaram em uma situação lastimável, pois na ilha de formação rochosa, nascida de uma erupção vulcânica, literalmente nada se produz.

Surgiu então a idéia de transformá-la em um centro turístico, por suas belezas naturais, principalmente o mar de águas extremamente claras, comuns nas ilhas do Caribe. Em apenas quinze anos, a ilha se transformou no que é agora, com emprego para todos e muita alegria, tanto dos habitantes quanto dos turistas. As maiores redes de hoteis, shoppings, lojas de todas as grandes grifes mundiais e dos mais diversificados produtos são hoje encontrados na ilha.

De domínio holandês, como outras ilhas vizinhas, Aruba se sobressaiu, mesmo com suas dificuldades, visto que a ilha não possui sequer uma nascente de água, que é toda proveniente do mar e dessalinizada para poder ser consumida e, do vapor gerado pela dessalinização, é produzida a energia que se soma à produzida por geradores movidos a diesel e às 10 torres de geração eólica, únicas fontes de energia no local.

Mas, como me disse esse guia, a população entendeu que sua única saída seria o turismo e que agradeciam a Deus por poder atender aqueles que os visitam, que, nessa época, além dos que lá chegam de avião, há também uma média de 3 grandes navios atracados por dia, com uma média de mais 6000 turistas.

Voltando ao Brasil, concluo que, com tanta riqueza natural e, consequentemente, com muito menos dificuldades para projetos diversos, se ainda possuímos pobreza e desemprego em nosso país, não há outra explicação que não seja a incompetência e os interesses escusos de nossos governantes.

João Bosco Leal é Produtor Rural. www.joaoboscoleal.com.br

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Retórica de Dilma esconderá risco descontrole no câmbio, inflação e gastos para 2011

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/


Por Jorge Serrão

Além de definir a formação da equipe de governo, em negociações tensas com os aliados do PMDB, o maior problema da Presidenta eleita Dilma Rousseff é esconder que o ano de 2011 tem previsões de encrencas econômicas. Câmbio descontrolado (com Real valorizado além do normal frente ao Dólar), inflação crescente (com bancos e empreiteiras prevendo taxas de 8 a 12%) e gastos públicos acima do normal (resultado do esquema para ganhar a eleição) são os cenários que assustam Dilma.

A entrevista coletiva dos futuros ministros de Dilma deixou tais problemas nas entrelinhas e fugiu da retórica “desenvolvimentista” que os marketeiros de Dilma pretendem usar e abusar. Guido Mantega, que continua na Fazenda, pregou que é preciso conter gastos públicos. A atual gerente do Plano de Aceleração do Crescimento (PACo) e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, embarcou na mesma conversa e defendeu que o maior desafio do próximo governo é racionalizar o uso dos recursos públicos para atender as “prioridades” já definidas pela Dilma: erradicação da miséria, educação para todos, saúde de qualidade e investimentos em infraestrutura.

Alexandre Tombini, que vai assumir o Banco Central do Brasil no lugar de Henrique Meirelles que correu do pau, faz a média. Ressaltou que a presidenta eleita, Dilma Rousseff, lhe disse que não espera "nada menos" do que a total autonomia do BC na condução da política monetária. Merece o prêmio de humorista do ano, já que todo mundo sabe que a tal “autonomia” do BC do B significa: atender aos banqueiros nacionais e seguir as diretrizes globalitárias da Oligarquia Financeira Transnacional.

Cotações

Antonio Palocci deve mesmo assumir a Secretaria-Geral da Presidência.

O atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, pode pegar a Casa Civil ou outro ministério.

Apesar das besteiras no ENEM, o ministro Fernando Haddad deve permanecer na Educação por pressão do PT paulista.

O nome dele é Moreira...

O maçom enrustido Michel Temer exige que o ex-maoísta Wellington Moreira Franco tenha um ministério de peso.

O vice da Dilma queria emplacar Moreira na Presidência da Caixa, mas aceita que ele acabe, no mínimo, num ministério dos Transportes.

Por seu passado brizolista, Dilma tem bronca de Moreira que faz o meio de campo do PMDB com o governo desde quando o presidente era FHC...

Sarney atendido

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) volta para o Ministério das Minas e Energia.

Seguirá o bom trabalho que faz no interesse de seu padrinho, o senador José Sarney.

Dilma compra briga até com Temer, mas com Sarney ela cumpre o velho pacto de aliança firmado pelo chefão Lula.

Fogo aceso

Esquenta cada vez mais a chapa na briga pela vaga do ministro Eros Grau no STF.

Márcio Thomaz Bastos joga pesado para que seja indicado seu amigo Arnaldo Malheiros.

O PMDB faz pressão contra, jogando a maldade de que o criminalista fora defensor de Delúbio Soares – um dos mais enrolados no escândalo do Mensalão.

Bastos exige que Lula cumpra o pacto de fidelidade com ele, emplacando Malheiros no STF.

Blogueiro Lula

Luiz Inácio Lula da Silva avisou ontem que irá se tornar twitteiro e blogueiro, assim que deixar o trono do Palácio do Planalto:

“Quero ficar quatro meses sem fazer nada, quero desencarnar primeiro, para a gente começar a conversar. Pode ficar certo de que serei twitteiro, blogueiro. Eu vou ser um monte de coisa que eu não fui até agora.”

O recadinho de Lula foi dado em entrevista coletiva a blogueiros amigos do poder...

Vai ficando...

Nelson Jobim é pule de dez para continuar à frente do Ministério da Defesa.

Sua missão é cuidar dos bilionários investimentos para as Forças Armadas, que envolvem acordos com transnacionais estrangeiras e parcerias com grandes empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht.

O papel dele também será acalmar eventuais militares que torcem o nariz em bater continência para a ex-guerrilheira Stelinha Rousseff...

Pode tudo, pode nada...

O Supremo Tribunal Federal considerou ontem constitucional o artigo da Lei de Licitações que diz que o governo não é responsável pelo pagamento de direitos trabalhistas como o FGTS de seus funcionários terceirizados.

O STF julgou que, ainda que a empresa a que o terceirizado está ligado não pague esses débitos trabalhistas, não é responsabilidade da administração pública fazê-lo.

Os ministros mandaram pro saco uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) movida pelo então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, que evocava uma súmula editada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) mandando o governo arcar com as despesas trabalhistas de seus contratados terceirizados.

Máfia bem estudada

Toda a complexidade das organizações mafiosas e de suas articulações no campo político, econômico e informacional é esmiuçada por pesquisadores e juristas de diferentes países no livro Novas tendências da criminalidade transnacional mafiosa.

Alessandra Dino, professora da Universidade Estadual de Palermo, e Wálter Fanganiello Maierovitch, presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, são os responsáveis pela coletânea.

O livro, de 318 páginas, sai por R$ 45 reais pela Editora Unesp.

Dois séculos de Justiça

O ministro do Superior Tribunal Militar, Flávio Flores da Cunha Bierrenbach, lança no próximo dia 1º de dezembro o livro “Dois Séculos de Justiça – Presença das Arcadas no Tribunal mais antigo do Brasil”

Será às 18h 30min, na sede do Superior Tribunal Militar, na Praça dos Tribunais Superiores, Brasília.

O livro devia ser lido por vários ministros do STF que estão doidos para esvaziar o papel da Justiça Militar.

Encontro fechado

Especialistas e líderes empresarias convidados participam de uma mesa de debates sobre desafios para o próximo governo no próximo dia 26 de novembro, às 10h, no Espaço FranklinCovey (Rua Flórida, 1568), no Brooklin, em São Paulo.

Conduzido pelo jornalista Heródoto Barbeiro, o evento é organizado pelo escritório Cerqueira Leite Advogados Associados, que será representado pelo seu sócio-fundador Ricardo Cerqueira Leite, mestre em Direito Comercial Internacional.

Também participará do encontro Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil, uma das principais consultorias do mundo, responsável por desenvolver treinamentos para 75% das 500 maiores empresas listadas na Revista Fortune.

Interrupção forçada

Ginecologistas e obstetras de São Paulo interrompem atendimento aos planos de saúde dia 30 de novembro.

Deverá ser garantido o atendimento às urgências e emergências.

O intuito é alertar a comunidade, os gestores da saúde suplementar e as empresas de planos de saúde sobre os aviltantes honorários recebidos atualmente pelos especialistas de São Paulo.

Mordida do Kassab

Empresas de serviços cadastradas no município de São Paulo e que emitem Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) têm de comprar um certificado digital para acessar o sistema da prefeitura a partir de janeiro.

Os preços variam entre R$ 110 e R$ 465, de acordo com o fornecedor, a validade, o tipo e a forma do “documento”.

A contadora da Apress Consultoria Contábil Priscila Lima recomenda o certificado A3, com validade de 3 anos e no suporte cartão inteligente (smart card), com leitora, para doer menos no bolso dos prestadores.

Receita no Natal

Cerca de 100 servidores da Receita fiscalizam, desde segunda-feira, 170 lojas, num total estimado de 1.000 pontos de venda na Região da Rua 25 de março.

A Receita Federal está autorizada a promover o arrombamento, em dois prédios da região, de lojas, depósitos ou ainda em salas de escritório com indícios de estarem sendo usadas como depósito de mercadorias falsificadas ou sem comprovação de sua regular entrada no País.

O Superintendente-adjunto da Receita Federal do Brasil na 8ª Região Fiscal, Marcos Fernando Prado de Siqueira, estará no local e concederá entrevista coletiva logo mais, às 15 horas, para fazer um balanço da operação.

Lançamento literário-musical

Roberto Twiaschor convida para o lançamento do seu livro “Memórias e outras histórias de um irrequieto violinista - O triste fim do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo”.

Será dia 2 de Dezembro, das 19 às 22h, na Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Higienópolis.

Aos 78 anos, Roberto Twiaschor relembra sua participação em eventos importantes, como na execução da “Missa da Coroação”, de Mozart, por ocasião da inauguração de Brasília, concerto em Lucca, na Itália, por ocasião da V Sagra Musicale Lucchese e muitos outros.

Direito e medicina

Quem quiser discutir “O Direito e a Medicina no Início e no Fim da Vida” deve comparecer quarta-feira que vem, das 9 às 12h, ao Auditório “Júlio Fabbrini Mirabete” - Rua Treze de Maio, 1.259, térreo – Bela Vista - São Paulo.

O evento é direcionado a membros, estagiários e servidores do Ministério Público de São Paulo, Magistrados, Advogados, Profissionais da Saúde, e o público em geral.

Inscrições: www.esmp.sp.gov.br

Premiados pela Monsanto

O pesquisador Mateus Gomes de Godoy, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autor do trabalho “Produção de Lipase Microbiana e Destoxificação Simultânea de Rejeitos Agroindustriais”, faturou o 2º Prêmio Agroambiental Monsanto.

Entre os estudantes, o vencedor foi Leandro de Oliveira Feitosa, da Universidade de Sorocaba (SP), com o projeto “Avaliação da Genotoxicidade de Formulações de Micropartículas Poliméricas Contendo Herbicidas Visando Aplicações no Agronegócio”.

Os primeiros colocados foram anunciados terça à noite, em cerimônia realizada no Centro Brasileiro Britânico, na capital paulista.

O Prêmio Agroambiental Monsanto foi lançado em 2008, com o objetivo de reunir e estimular o desenvolvimento de propostas sustentáveis para a agricultura, inéditas no Brasil e ainda não utilizadas comercialmente.

Propaganda bem feita

Assistam à propaganda da Nova Rio-Petrópolis.

Um show de marketing bem feito, para uma obra muito necessária, que deve gerar lucros astronômicos à concessionária e aos tocadores da empreitada.

http://www.youtube.com/watch?v=KwsOskRmb1U

Na padaria

Tem novidade saindo do forno!

Uma empresa espanhola, a Publipan, inova com publicidade direcionada a padarias.

Sacos de papel reciclado e 100% ecológicos substituirão mais de 25 milhões de sacolas plásticas só no primeiro ano de implantação.

Cidades históricas

Estruturação do turismo nas cidades com sítios históricos, estratégias de marketing e promoção e exemplos de boas práticas em destinos que são referência em turismo cultural.

Estes são alguns dos assuntos em pauta no II Fórum Nacional das Cidades Históricas e Turísticas, que o Ministério do Turismo promove nos dias 25 e 26, no Teatro Guarany em Santos (SP).

Serão apresentadas também experiências de programas de revitalização do patrimônio histórico e cultural, por meio da apresentação do estudo de caso de Santos.

Brasilidade na rede

Vale a pena visitar o Blog Brasilidade (www.cultura.gov.br/brasilidade).

É uma iniciativa do Ministério da Cultura para a cobertura da série de eventos via redes sociais e espaços de interatividade.

O blog traz ainda textos sobre o homenageado do Brasilidade, Darcy Ribeiro, sobre a Ordem do Mérito Cultural, além da rota gastronômica de estabelecimentos que integram o Brasilidade.

Rock do Brazil

Maior revelação do Rock mundial, MindFlow, está firmando seu espaço no Brasil.

Formada pelos brasileiros Danilo Hebert (vocais), Rafael Pensado (Bateria), Ricardo Winandy (Baixo) e Rodrigo Hidalgo (guitarrista e violão), a banda se prepara para uma série de shows nas capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Para conhecer a músicas e saber um pouco mais sobre a MindFlow acessem: http://www.mindflow.com.br/
Cães-guias

O Instituto Cão-Guia Brasil, participa da ONG Brasil, que acontece entre os dias 25 e 27 de Novembro, no Expo Center Norte, Pavilhão Vermelho, em São Paulo.

A ONG espera conquistar parceiros para continuar formando cães-guia.

No Brasil, de acordo com o CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia - estima-se que existem hoje, mais de 5 milhões de pessoas com deficiência visual (cegos ou de baixa visão), apenas 90 possuem um cão-guia e outras 12 mil na fila de espera.

Prorrogada

As Construções de Brasília, exposição promovida pelo SESI-SP e pelo Instituto Moreira Salles (IMS) será prorrogada até 30 de janeiro de 2011.

Em cartaz desde setembro na Galeria de Arte do SESI-SP, a mostra está aberta à visitação pública gratuita e conta com 140 fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles, além de uma seleção de cerca de 60 obras de linguagens variadas, de artistas modernos e contemporâneos, que abordam a imagem da capital federal.

A Galeria de Arte do SESI-SP fica na Avenida Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp.

Vida que segue...


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Novembro de 2010.