quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Último Ato Mesquinho de um Político Menor

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Gilberto Barbosa de Figueiredo

Afinal, quem é esse Sr Vannuchi? Definitivamente, não se trata de um político de reconhecido sucesso. Célebre? Talvez por seus ataques de rancor, nunca por ter gerado algum ato construtivo. Manteve-se como secretário do governo Lula, muito mais em consideração a uma longa amizade com o primeiro mandatário do que por contribuições efetivas ao governo. Sim, porque inúmeras foram as oportunidades em que sua insistência em revelar seu caráter revanchista e totalitário provocou constrangimentos desnecessários dentro da equipe governamental.

Já próximo ao apagar das luzes da gestão Lula foi protagonista de um malfadado Programa Nacional de Direitos Humanos 3 que, de tão ruim, teve de ser revisto poucos dias após ter vindo a público – ruim, autoritário e totalitarista, um verdadeiro atentado contra os princípios democráticos. Conseguiu desagradar amplos e variados segmentos da sociedade brasileira. Através de um decreto, cujo texto o presidente alegou nem ter chegado a ler, expôs sua verdadeira face, sua ânsia em ideologizar o dia a dia dos cidadãos, sua real intenção de desconstruir o acervo cultural amealhado, em nosso país, ao longo dos séculos da vida nacional.

Direitos humanos, em sua concepção, significam qualquer coisa em que o governo deva meter sua colher, ainda que de forma arbitrária. Com uma canetada, pretendeu santificar terroristas e assassinos, tornar letra morta, unilateralmente é claro, a lei de anistia, censurar a mídia, abolir princípios e valores cristãos, substituir a justiça por comitês marxistas, em casos de invasões de terra, provocar uma lavagem cerebral em nossos alunos, através da revisão do material didático e da indicação de livros para leitura.

Foi justamente nessa última área que engendrou seu derradeiro ataque. Foi anunciado que sua Secretaria, nos últimos momentos de seu governo, em parceria com o Ministério da Educação, iria distribuir à rede escolar um CD ROM, mostrando os “horrores da ditadura militar”. Poucas iniciativas poderiam ter sido mais inoportunas. Em um tempo em que as parcelas mais representativas da sociedade procuram consolidar um clima de conciliação; em um tempo em que expressivas lideranças de esquerda falam que não é hora de se cultivar rancor; em um tempo em que a própria presidente recém empossada prega, em seu primeiro pronunciamento, a união entre todos os brasileiros, surge tal esdrúxula medida.

Logo na educação, tão carente em nosso país de ajustes positivos. Segundo relatórios da UNESCO, há real insuficiência na qualidade educacional, a partir da má gestão dos sistemas e das escolas, da formação ineficaz dos profissionais da educação e de suas precárias condições de trabalho. Não é, pois, sem motivo que ainda sofremos com números em repetência e abandono da escola entre os mais desfavoráveis da América Latina, o que nos leva a baixos índices de conclusão da educação básica.

Logo na educação, área em que repetidas pesquisas expõem uma grande parcela de alunos, em todos os níveis, com deficiências graves em disciplinas críticas, resultando em baixa capacidade de absorção de conceitos científicos, prejudicando, dessa forma, a inclusão desses indivíduos no mercado de trabalho e comprometendo a própria capacidade do País de se desenvolver de forma sustentada.

Logo na educação, campo no qual o Brasil tem amargado sucessivas frustrações em termos de cumprimento de metas, particularmente quanto ao plano do MEC em vigor. De acordo com esse plano, deveríamos estar hoje com uma taxa de 4% de analfabetismo – estamos nos 10%. O mesmo descompasso verifica-se no outro extre-mo da escala, no ensino superior. Longe da meta de 30%, ainda patinamos em 14%.

Logo na educação, tão carente de material de qualidade. Mas de material sério, nunca de objetos cujo único sentido está na disseminação do ódio e da mentira.

Caso o secretário e o ministro julguem mesmo importante relembrar, com nossos alunos, o tempo do regime militar, deveriam ter, pelo menos, a honestidade de mostrar ambos os lados. Deveriam informar que as últimas grandes obras de infraestrutura – em estradas, portos, energia, comunicações, etc – foram feitas naquele período. Deveriam informar, com especial ênfase, as atrocidades cometidas por bandidos terroristas que almejavam transformar o Brasil em uma grande Cuba e hoje posam como defensores da democracia.

Nota:


Os crimes cometidos pela esquerda armada no Brasil podem ser encontrados no endereço: www.ternuma.com.br


Gilberto Barbosa de Figueiredo é General de Exército e Ex-Presidente do Clube Militar.

2 comentários:

ultradireitaemmarcha disse...

NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM QUE PEGOU EM ARMAS CONTRA O REGIME MILITAR QUERIA IMPLANTAR UMA DEMOCRACIA NO BRASIL; NÃO HAVIA NENHUMA DITADURA, NA ACEPÇÃO DA PALAVRA; DE 1964 AS 1986, QUEM QUISESSE PODERIA VENDER TODOS OS SEUS BENS E IR EMBORA DO PAÍS - DIFERENTEMENTE DE CUBA, COREIA DO NORTE E OUTROS PAÍSES COMUNISTAS, DE ONDE SÓ SE SAI MORTO. O QUE OS TERRORISTAS QUERIAM, E QUE FOI FRUSTADO NO GOVERNO DE JANGO, ERA ESTABELECER, ÀS FORÇA, O REGIME COMUNISTA NO BRASIL. HOJE, O FILME SE REPETE, QUALQUER UM VÊ ISSO.

Coronel Humberto Pinto disse...

Exmo. Sr. General
GILBERTO FIGUEIREDO


Atenção para sucessora do Sr. Paulo Vanucchi na Sec. de Direitos Humanos, Sra. Maria do Rosário Nunes. No discurso de posse já referiu sobre a Comissão da Verdade, a saber:

I) Escolha

Em 8 de dezembro de 2010, a Presidente eleita, Dilma Rousseff, confirmou a escolha da parlamentar gaúcha para ocupar a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, que tem status de ministério. Maria do Rosário aceitou o convite e mostrou-se bastante contente com a confiança da Presidente. É esperado que Maria do Rosário, como ministra, trabalhe para que o Estado brasileiro cumpra a sentença condenatória da Corte Interamericana de Direitos Humanos em relação à lei de anistia. Para tal, deve lutar junto ao Congresso Nacional pela aprovação do projeto de lei que cria a Comissão de Verdade .

II) Posse

Maria do Rosário recebeu, no dia 1° de Janeiro de 2011, no Palácio do Planalto, o título de Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República das mãos da presidente Dilma Rousseff. Tomou posse no dia 3 de Janeiro, pedindo ao Congresso a aprovação do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade e prometendo cumprir as metas do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos.

fonte: wikipédia

Humberto Pinto cel