domingo, 2 de janeiro de 2011

Usura e Ditadura

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Jorge Serrão

Ontem foi a festinha. Hoje, a natural ressaca. A partir de amanhã, é hora de voltar à realidade. Sorte que o ano novo de 2011 ainda não está plenamente em vigor. Só começa, pra valer, depois do Carnaval. Apesar disto, custa nada ir logo se despindo de fantasias. Sobretudo aquelas irrealizáveis. Do contrário, o pesadelo pode ser fatal.

Os jornalões são quase unânimes em pregar que a Presidenta Dilma Rousseff – com sonhos muito íntimos de superar o chefão que a antecedeu – precisa descascar, imediatamente, o pepino dos cortes no orçamento. Para elegê-la e para manter o ilusionismo econômico, Lula gastou além do que podia e devia. Mesmo fingindo que nada cortará, a tesoura da sucessora terá de funcionar. Surgirão os primeiros desgastes para Dilma.

Se não quiser ser logo chamada de Presidanta, a Presidenta terá de enfrentar, imediatamente, outros desgastes no campo econômico. O principal deles é baixar os juros. Mas como nossa heroína fará isto? Ela não manda nada no Banco Central – que no Brasil ainda é público, mas segue a ordem dos banqueiros privados. Precisamos sempre lembrar que Dilma é fantoche da Oligarquia Financeira Transnacional. Se traí-la, os reais poderosos lhe tiram o poder com a ferocidade de um linfoma.

Nessa guerra quase perdida para baixar os juros – o que não interessa aos banqueiros que lucram com a usura -, Dilma ainda tem outro flanco contra si. Estados e grandes municípios brasileiros ensaiam uma rebelião. Exigem que o governo federal aceite uma readequação dos contratos de rolagem da dívida pública. A bronca é de governadores e prefeitos é contra a abusiva taxa de juros e os absurdos índices de atualização monetária embutidos na rolagem das dívidas ocorrida entre 1997 e 2000.

Os contratos de rolagem de dívidas são fontes perenes de desequilíbrios fiscais nos estados e municípios. Atualmente, os encargos no pagamento de juros das dívidas já consomem a média de 10 por cento ou mais das receitas municipais e estaduais. Se não mexerem nos juros altos e no índice de atualização monetária (IGPI-DI), o pagamento tem tudo para levar à falência as administrações públicas - daqui a uns 20 anos, ou menos.

Dilma sofrerá pressão imediata para mexer no vespeiro. Se alterar o atual sistema de juros e o indexador monetário, desagradará aos banqueiros que faturm alto desde quando a União emitiu títulos para “quitar” as dívidas dos estados e municípios, na gestão do inesquecível FHC. Que preço pagará Dilma se contrariar, agora, a velha moda da Lei de Responsabilidade Fiscal imposta pelos organismos transnacionais (FMI, Banco Mundial e etc), sempre agindo na lógica da Oligarquia Financeira Transnacional que manda no Brasil?

E como a Presidenta vai explicar os cortes no orçamento, atrasando o pagamento daquelas obras (que mal começam e nem sempre acabam) combinadas com os empreiteiros que bancaram a campanha dela? Logo em um primeiro ano sem grandes realizações, Dilma pode ser vítima da armadilha da inevitável comparação com a Era Lula, quando tudo parecia bom.

Dilma terá de robolar para manter a ditadura da usura. Tal linfoma é capaz de arrasar com a “saúde” econômica de qualquer país. Sobretudo do Brasil, onde o pretenso crescimento econômico se viabiliza através da política de concessão de crédito a juros altíssimos – e não por meio da valorização da produção e do trabalho.

Para a Presidenta virar uma Presidanta, basta trocar uma letrinha...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 2 de Janeiro de 2011.

3 comentários:

Anônimo disse...

Frattini: «Su Battisti l'Italia non cede
Siamo pronti al ricorso all'Aia

corriere de la serra

RESERVAER disse...

Mensagem à Turma PRESIDENTE MÉDICE - Aspirantes da AMAN - 2010.

Patrono da Turma PRESIDENTE MÉDICE, cadetes da AMAN declarados Aspirantes a Oficial em dezembro de 2010

Senhores cadetes!

__ "Soubemos do constrangimento público a que os senhores foram submetidos em sua formatura pela escolha do Presidente MÉDICE como seu patrono. - Nesta oportunidade desejamos nos solidarizar com a feliz e oportuna escolha que sinaliza a existência de um grupo de jovens que forjaram o seu caráter na têmpera do aço de suas espadas.

Para nós que integramos a Família Militar e que temos o privilégio de representá-la na totalidade de seus mais de 5 milhões de pessoas assistidas pelas 28 entidades do Sistema CONFAMIL, é por demais gratificante saber que um grande líder do passado foi relembrado e consagrado com um título que irá acompanhá-los ao longo de suas vidas.
Todos reconhecemos que a grande carência da juventude de hoje é a ausência de um grande líder como referência de vida, e essa escolha foi a inequívoca prova de que os senhores acharam essa referência e seguramente seguirão o seu exemplo pleno de honestidade, retidão e firmeza de atitudes, e principalmente o seu desabrido amor a pátria.

Digo isso aos senhores para mostrar-lhes que ao curso de nossas vidas, muitas vezes seremos conduzidos a presenciar situações de incompreensão e de tibieza moral que nos espanta pela coragem irresponsável com que elas se apresentam sob a forma de uma proposta de supressão de um registro histórico. A considerar-se o fato de uma situação dessa ter como origem a palavra de um agente público, é tão mais grave e tão mais desalentador na medida em que se vê violentado um princípio básico de compostura social e de afronta a uma ato de livre escolha. Fica-nos difícil admitir que já estejamos trilhando os passos de um autoritarismo dentro de nossas organizações militares.

Desejo colocar aos senhores que existem pessoas que são indignas de pisar no solo sagrado de nossas escolas de formação, pelo quanto de líderes que elas forjam, principalmente quando essas pessoas têm um passado marcado por atitudes que ignoram a vontade manifesta de representantes da população. Peço aos senhores que ignorem esses indivíduos que se quer dignificam a missão para a qual foram designados, confundindo política com posturas de uma função institucional. Tais indivíduos, senhores cadetes, nada mais são do que biltres que, infelizmente, ainda poluem a vida política do País.
A Confederação Nacional da Família Militar – CONFAMIL, através do seu Sistema Confederativo repudia a afronta que foi dirigida aos senhores cadetes e se solidariza com a indignação de terem audaciosamente atingido uma liderança militar querida e respeitada por todos aqueles que colocam suas vidas a serviço da Pátria."

- Waldemar da Mouta Campello Filho - Capitão-de-Mar-e-Guerra
- Presidente da CONFAMIL - Coodenador do Sistema CONFAMIL

Anônimo disse...

FRAUDE NAS ELEIÇÕES DE 2010

http://wikileaks-brasil.blogspot.com/2010/11/democracia-hackeada-como-o-pt-fraudou.html?spref=tw