quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Banqueiros e sócios dos governantes



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Arlindo Montenegro

A Suíça acaba de aprovar a "Lei de Restituição Patrimonial de Origem Ilícita de Pessoas Politicamente Expostas". Assim os ex presidentes e ditadores que quiserem sacar a grana das contas numeradas e secretas, só vão poder fazê-lo se provarem que a grana foi obtida de modo lícito, dentro da Lei. A nova lei, também é conhecida como Lei Duvalier. Dizem que é pra valer! Pelo menos limpa a cara dos Bancos Suíços e do tal segredo bancário de contas dos governantes ladrões.

Depois de identificadas e bloqueadas, os bancos suíços terão dez anos para confiscar a grana dos proprietários de contas secretas e devolver ao país roubado, passando por um processo jurídico em que o país deverá provar: ser um estado "frágil", provar que a corrupção é "notória" e que o enriquecimento do ladrão foi "exorbitante". Assim... sei lá!

Dizem que a Suíça já devolveu um pouquinho da grana aos países "espoliados pelos tiranos". Para as Filipinas 672 milhões de euros roubados por Ferdinand Marcos, para a Nigéria 508 milhões e valores menores para o Peru, Angola, Casaquistão, Congo... Agora em Janeiro foram congeladas as contas de Ben Ali, ex presidente de Tunisia e de Laurent Gbagbo, da Costa do Marfim.

Os bancos suíços são muito discretos, tolerantes, educados. Esta coisa tem um cheiro estranho. Por que esta Lei atinge apenas "pessoas politicamente expostas"? Lavagem de dinheiro de drogas não é crime? Lavagem de dinheiro de obras super faturadas, não é crime? Corrupção não é crime? Desviar dezenas de bilhões de dólares de uma empresa privada ou estatal não é crime? Isto que até um descerebrado sabe, pesa muito para os estados "frágeis". Melhor, fragiliza continuamente os estados que dependem das políticas do FMI.

Mas é prática comum de bancos na Suíça, Uruguai, Antilhas Holandesas, Ilhas Cayman, Hong Kong, Aruba, Ilhas Maurício, Panamá, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Jersey e dezenas de outros. E a verdade é que, se a Suíça, berço dos paraísos fiscais, está parecendo ajudar as "frágeis" nações "vitimas da corrupção "notória" em cifras "exorbitantes" (o que é isto?), as centenas de outros endereços sabidos e não sabidos, continua com o sigilo absoluto.

Os banqueiros, que agem em parceria com os controladores do mundo, são mestres em disfarçar a origem, mestres em lavar dinheiro e manipular ações ao portador que impedem de saber quem está por trás da falcatrua. São mestres em fraudes, roubos, desvios de recursos financeiros e operações comerciais ilegais. Por mais sério e aparentemente confiável que seja um banco, é bom lembrar que todos estão interligados como uma única mega empresa, utilizando vários nomes e disfarces para submeter todas as nações.

Tanto quanto nas contas secretas de criminosos, traficantes de armas e drogas, está nas contas declaradas de gente que vira grande empresário da noite para o dia. Num ano é empregado de zoológico ou vendedor de pastel e no ano seguinte, fazendeiro, dono de emissora de tv, socio de empresas de telefonia e informática e o mais que somente os bancos sabem, calam e se beneficiam. Na nova ordem mundial o crime financeiro compensa e dá poder.

Um destes grandes bandidos, babou bilis pela tv negando a fortuna pessoal calculada pela Revista Forbes em 900 milhões de dólares, enquanto os cubanos na ilha passavam fome. Detalhe, ele possui um Banco em Londres. O endereço está em http://www.londononline.co.uk/profiles/75372/ . As ações deste banco estão em nome de Fidel Castro Ruz, segundo a propria pessoa que foi encarregada de abrir este banco e mais 277 companhias, todas rentáveis e algumas dedicadas ao tráfico de drogas.

A economia do coletivismo comunista, segundo Raul Castro, fracassou. Mas não para a família Castro, que há mais de meio século ocupa o poder. Aparecem na cena os Hugo Chávez ou Evo Morales e o resultado é o que se vê hoje na Venezuela e na Bolívia. São fatos: miséria em Cuba, medo e caos na Venezuela e na Bolívia os preços de amendoim, arroz, fubá, trigo, azeite, sobem e sobem depois que fracassou o golpe da gasolina.

Para os ditadores e para os governantes populistas tudo vai bem. Os banqueiros garantem. As mega empresas privilegiadas que desnacionalizam a enonomia garantem. Nem Castro nem muitos outros que ocupam os governos dos nossos países, vão sofrer qualquer represália.

Nem vão devolver um tostão do dinheiro desviado. São empresários de sucesso. O seu Fidel vai construir hotéis no Brasil. Eis a história contada por quem a fez. São os grandes negócios onde se escondem fortunas que sangram os PIBs nacionais e conduzem a gente à insegurança.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

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