quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cenários Africanos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Arlindo Montenegro

O primeiro encontro do Foro Social Mundial foi em Porto Alegre. Como o Foro de São Paulo estava progredindo nas sombras, a vitrine da versão mundial da organização em 2001, projetaria o Fundador do Foro Regional, Lula da Silva e personalidades que formariam seu governo oficial e o lado "clandestino" integrado por Pedro Stédile, agitador do MST e quadros radicais do PT e pares identificados como socialistas. Tudo como se decidiu após a reunião de Lula, Fernando Henrique e outros com o Rockfeller, no Diálogo Interamericano.

Os agentes da nova ordem economica e política, postados nas agências dos governos americano, inglês, israeli, holandês e outros controladores dos recursos mundiais e agentes da ONU, estão aflitos para decidir de uma vez por todas, dar o xeque mate e reduzir todas as nações a sesmarias do governo único. Dentre seus instrumentos, estão os inocentes úteis guiados pelo Foro de São Paulo e sua versão globalitária: o Foro Social Mundial.

Neste ano, as organizações da esquerda mundial estão reunidas em Dakar, entre os dias 6 e 11 de Fevereiro. Um evento de grande magnitude com a presença de quase 100.000 participantes. O sr. Lula da Silva estará presente, junto com seu ex ministro Gilberto Gil, Hugo Chávez e Evo Morales. Os senhores "antiimperialistas" do mundo inteiro, fingindo ser contrários à globalização econômica, nesta nova versão do Foro Social(ista) Mundial, fingirão discutir as crises do sistema econômico.

No espetáculo de abertura, cerca de 10 mil participantes, entre os quais estava o "star" Evo Morales, marcharam pelas ruas da capital do Senegal, demonstrando a contrariedade santa contra a globalização da economia, embora todos estes governantes sejam dependentes e sócios dos banqueiros que criticam; dependentes e sócios corruptos do comércio que criticam.

Em quase mil oficinas, os "trabalhadores" estudantes, intelectuais e políticos profissionais representando mais de 1.200 ongs e partidos políticos, estarão conhecendo as diretrizes prviamente dispostas em "resoluções", que vão ser aclamadas: "o capitalismo em crise", "a crise das civilizaões", políticas agrícolas e comerciais, mudanças climáticas, movimentos migratórios, fome, mulheres, saúde ... Vão solucionar tudinho, para a construção de um mundo melhor... entregue a um governo mundial ditatorial socialista-democrático-escravagista.

Por "coincidência" estes encontros acontecem sempre depois de outro Foro Mundial, aquele que reune em Davos, na Suiça seletos governantes e banqueiros para aprovar as diretrizes, negociar "ajudas", "financiamentos", "investimentos", tudo visando um relacionamento "justo", sempre para acabar com a fome no mundo ou suspender barreiras comerciais, sempre no proveito dos mais ricos que encenam o colonialismo autoritário escudados na "crise" eterna e intransponível.

Enquanto em Davos e Dakar, reúne-se uma centena ou 100 mil, fingindo discutir soluções para os impasses econômicoa que determinam a organização social cada vez mais vertical e autoritária, a gente continua morrendo de fome e doenças, de feridas de guerra e mordida de cobra ou de cachorro louco. Os agricultores continuam curtindo a pele e abastecendo os mercados. Proprietários de terra que empatam a reforma agrária de Stédile. A vida e o trabalho que gera os impostos continua.

Noutro cenário africano, os Estados Unidos, Inglaterra e Israel, temem um perigo diferente. No Egito, há mais de uma semana, as ruas do Cairo foram tomadas, não por 100, nem por 100 mil. Mas por quase um milhão de pessoas! Exigem a saída do presidente Moubarak. Entre os participantes a organização apreciada por cerca de 30% da população: os "Irmãos Muçulmanos". E o medo de que os mecanismos eleitorais previstos para Setembro falhem. Que uma revolução tipo aquela do aiatolá Komeini, chegue ao poder.

O modelo democrático ocidental seria substituído por um governo radical islâmico, reforçando a posição do Ira, ameaçando mais ainda a existência do estado de Israel que reza e age para extinguir o enclave palestino, numa guerra sem fim, sem acordo, sem negociação que não acabe em mais bombas, mais mortandade, mais sofrimento. Abdelmounaim el Fattah, filho de Hassan Al Banaâ o fundador do movimento Irmãos Muçulmanos, coincidentemente, é professor da Universidade de Oxford e acalma a galera: "Temem que cheguemos ao poder pela força ou pela democracia, como temem qualquer oposição porque isto será feito pela via democrática".

Outra autoridade analista, que "acalma" os temores ocidentais é o suiço muçulmano Tarik Ramadan, também professor de Oxford e convidado por universidades norteamericanas, que prega que o Islamismo e a Democracia são complementares e não conflitivas. Pois o Professor Tarik também falou que "os "Irmãos Muçulmanos" integram um movimento de oposição... Eles não estão no comando do jogo e há cinco dias estão formando sob a bandeira de Mohammed El Baradei."

No ocaso da primeira metade do século passado, os agentes radicais da nova ordem mundial, associados ao comunismo internacional, postados nas altas esferas do governo americano, promoveram o ataque dos japoneses a Pearl Harbour. Facilitaram a morte de compatriotas e destruição de navios e aeronaves americanas, para forçar o governo americano a entrar na guerra. O desembarque das tropas na Normandia, para defender a democracia e a liberdade na Europa, acabou com a divisão amigável do mundo entre os democratas e comunistas.

Agora, estes senhores manobram para unificar as forças num só domínio mundial totalitário. As ameaças de guerra virão a ser guerra e o lado militarmente mais fraco será dizimado, realizando a redução de população programada até o ano 2050. Isto, se uma eventualidade qualquer, no meio do caminho... uma pedra no meio do caminho... determinar novos rumos para a humanidade, diferentes da escravidão programada.

Estas guerras e guerrilhas são estúpidas e insensatas. Como são as eternas discussões políticas entre coletivistas e os que defendem a liberdade e organização da sociedade tomando coo base as liberdades individuais e a claudicante democracia. Acabam em acordos ou armistícios de parca duração. Seria bem melhor se começasse tudo por um acordo pétreo pela vida em liberdade.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Nenhum comentário: