domingo, 13 de fevereiro de 2011

Guerra e Humanidade

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Arlindo Montenegro

As guerras de conquista e dominação, cuja história foi escrita com informação capada, muita omissão em versões prepotentes com creditos exclusivos ao personalismo, resultaram em perdas totais para as populações envolvidas: morte de milhões de jovens soldados-bucha de canhão, luto e dificuldades de órfãos e familiares, rearrumação das economias em novas fronteiras, negociadas como restos de feira entre os participantes dos armistícios.


No século XX, os cenários de violência suprema em duas guerras, consagraram o genocídio: na primeira guerra a limpeza étnica da população armenia, que os turcos até hoje justificam dizendo que que os cristãos armênios morreram porque havia uma guerra e apoiavam os inimigos russos. "Havia uma guerra"... quem decidiu? Quem lucrou? Quem mais perdeu?

Inaugurou-se a guerra química a aviação dos britânicos e alemães nos bombardeios; na Primeira Guerra, nos campos de concentração contabilizaram mais de de 1 milhão de mortos, enquanto 65 milhões de jovens sangravam em campos de batalha. Governantes e fornecedores de armas, aviões, navios, submarinos, Ingleses, Franceses e Russos, bem como os Estados Unidos que abasteciam os contendores e só foram ao campo de batalha no último ano, lucraram, negando a humanidade como característica dos homens.

Na II Guerra, repeteco com a experiência de tecnologias mais avançadas. Dizem que pela "salvação da democracia", uma idéia, que encobria manobras de conquista e submissão. Fortunas haviam saído da Inglaterra e dos Estados Unidos para construir o socialismo bolchevique e formação da URSS. O mesmo para possibilitar a ascenção de Hitler e mistificação do povo alemão, que se enfileirava aos milhões buscando emprego e um pedaço de pão.

Hitler, com apoio da União Soviética que treinou tropas alemães e passou a "tecnologia" dos campos de concentração e controle de massas através da propaganda, mobilizou os investimentos industriais para a restauração do orgulho do povo alemão. E o povo o endeusou. Começou a guerra expansionista. Cristalizou as atenções do planeta com sua agressividade conquistadora. Inglaterra e Estados Unidos temeram a perda da hegemonia, sobre territórios e mercados. Decidiu-se então barrar a carnificina e redividir as áreas de influência.

Os mesmos aliados da Primeira Guerra, Inglaterra, França, URSS, Estados Unidos agiram e partilharam o planeta em zonas de influência que apelidaram "democracia ocidental" e "comunismo", este ávido de expansão para dominar todo o planeta. Tanto quanto os "democratas" que inventaram a "Guerra Fria" um rótulo estratégico para justificar as rentáveis guerras futuras. O comunismo foi privilegiado pelos "grandes líderes democratas" em conluio com Stalin, o "bondoso Tio Joe" da foto oficial do armistício. Quem decidiu? Quem lucrou? Quem mais perdeu?

A Alemanha invadiu a Polônia. França e Inglaterra reagiram para assegurar seu poder. Os empresários do complexo industrial militar já tinham feito as contas e começado a faturar: rações alimentares, medicamentos, uniformes, indústria naval, aviões e armas com a tecnologia mais avançada disponível para todos os contendores. Saldo: 28 milhões de civís mortos em bombardeios e campos de concentração, sendo o pior dos casos o genocídio dos ucranianos, até hoje negado pelo governo russo.

Fala-se mais na matança específica de judeus pelos nazistas. Os comunistas bons moços, aliados dos democratas, foram tão ou mais cruéis que Hitler. Mas a Ucrânia e Katyn ficaram no segredo! Além das dezenas de milhões de mortos, cidades e zonas rurais arrasadas, algumas fábricas surpreendente e misteriosamente foram poupadas pelos bombardeios na Alemanha, que perdeu 6 milhões ou mais de jovens soldados, além das sequelas e dívidas.

O objetivo maior e não revelado pelos historiadores ficou na contabilidade de dívidas incalculáveis no crédito dos banqueiros ingleses, americanos e fornecedores industriais. Depois da guerra os Estados Unidos escolheram o Japão para fazer a "primeira experiência" com a bomba atômica, desenvolvida por cientistas alemães e americanos. A maior potência militar estava por cima da carne seca. Matou de lambuja mais uns 200 mil japoneses.

E os moços americanos, cheios de orgulho, marcados para morrer em outras guerras: Coréia, Vietnam, Guerra do Golfo, Afeganistão, saindo ganhadores e prestigiados os comerciantes de armas e os influentes militares, congressistas e seus agentes nos Estados Unidos, Inglaterra e a discreta Israel, que tornou-se a potência militar hegemônica no Médio Oriente, em associação com os americanos e ingleses, com projetos expansionistas secretos para dominar toda a área.

Nisto tudo o Brasil perdeu alguns navios, 1.000 soldados nos campos da Itália e Getulio ainda perdoou a dívida de guerra dos fornecimentos feitos aos beligerantes, para a reconstrução da Europa. Bondade? Prometeram algumas vantagens futuras para o Brasil, como haviam prometido territórios à Italia durante a Primeira Guerra. Não cumpriram. Nem os descendentes das vítimas civís, dos navios brasileiros bombardeados, foram indenizados até hoje.

Agora a guerra é pelo poder total e dominação, une os mesmos aliados, Inglaterra, Estados Unidos, Russia mais a expansão comunista da China e satélites, contra todas as nações empenhadas em construir estados democráticos. Independência o que! Autonomia o que! Soberania? Que nada! Governo mundial, sem voto, mas com o poder, um poder econômico total e um poder avassalador para organizar a sociedade nos moldes ensaiados pelas ditaduras comunistas. E diziam que a ONU era para pacificar as nações!!

Esta é uma da faces do cenário. As consequências omitidas ficam para as famílias, para os jovens que vão morrer, para os que trabalham e produzem riquezas dia e noite, sem saber que servem ao governo invisível (nem tanto!) No Brasil a guerra das leis de apoio ao governo mundial está a todo vapor. Estamos desarmados e desinformados. Quem s'importa? O adestramento para a passividade é presente, real e a propaganda é utilizada para repetir mentiras até que sejam "verdades".
Arlindo Montenegro é Apicultor.

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