domingo, 8 de maio de 2011

Contra a Natureza

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

O ministro que confessou ter introduzido uma cláusula fraudulenta na Constituição em vigor, - fato que ficou por isto mesmo, sem um pio jurídico contrário, sem que os “nossos representantes” legisladores em causa própria, corrigissem o vergonhoso passa moleque, (que no entender castiço é crime) - acaba de anunciar numa visita ao complexo do alemão que o casamento homossexual, aprovado pelo STF, logo será aceito pelas forças armadas.

A legislação vai receber algumas mudanças, autorizando os comandantes de quartéis e de navios a oficiar os casamentos entre os integrantes da tropa? Os casais poderão dormir juntos nos alojamentos da tropa? Como serão tratados os casos de infidelidade conjugal? Fica dispensada a continência entre os cônjuges? Que critério prevalece: o dever militar ou o amor entre nubentes?

Um velho oficial, daqueles do tempo em que as Forças Armadas eram profissão de homens exemplares, que honravam as calças e o dever para com a Pátria, acaba de me lembrar que a ideologia dos ativistas sexuais da ONU está superando as forças de natureza, ignorando as diferenças entre um homem e uma mulher. Arquivaram as leis de atração e repulsão que a física ensina e que qualquer criança comprova.

Quantas vezes ouvi comentários irônicos nas rodas juvenis: “dois bicudos não se beijam” ou “mulher com mulher dá jacaré”. A repulsa era natural mas ninguém julgava ou condenava os adultos sabidos por estranhos hábitos. Uma coisa era o relacionamento profissional respeitoso. Outra coisa bem diferente era o relacionamento íntimo com aqueles seres em sua privacidade de sofrimento insatisfeito com a própria condição.

Pareciam mais viciados, que nem fumantes ou cachaceiros extremados, que por uma razão não sabida, atentavam contra o próprio corpo, a própria vida, vendendo a alma ao diabo para obter o objeto do vício a qualquer custo, mesmo que fosse a desonra, a vergonha, a marginalidade pela incapacidade de constituir uma família, objetivo natural de qualquer humano racional e até dos irracionais.

O que era um detalhe confuso na paisagem naturalmente ordenada, passa a figurar como norma, lei imposta como prática no convívio social e familiar. Exemplo para a família que nada mais conserva de autoridade, de responsabilidade compartida para a educação e bem estar espiritual e físico dos filhos, família que perde a condição de esteio da sociedade. Instituição arquivada, por ser o oposto da nova ordem decretada contra os comportamentos naturalmente aceitos e praticados.

Os novos filhos servirão ao estado, serão educados pelo estado, filhos do estado, que os situará na condição de serviçais na escala hierárquica de cada classe social. Os mais atrevidos poderão até ser aceitos e premiados com a passagem de uma classe para outra, por méritos físicos bem provados ou por serviços prestados à ideologia política coletivista.

Sinto profunda tristeza enquanto grafo esta página, pensando se mereço usar um cilício ou aplicar-me umas chicotadas, como penitencia por perder tempo, que poderia ser aplicado a plantar umas couves, brincar com os cachorros ou apenas caminhar observando os movimentos naturais, deixando fluir os pensamentos mais positivos e nobres sobre o futuro da humanidade.

Sei o que todas as pessoas comuns sabem: o Estado coletivista esta enforcando a instituição familiar, impondo ditatorialmente a vontade de uns poucos ativistas políticos, contra a vontade da maioria que escolhe sua vida amorosa, heterossexual para preservar a vida, ou homossexual por incapacidade de manter o compromisso monogâmico procriador, desde que se tem registro dos comportamentos humanos.

O alvo da política coletivista é a família. O objetivo é que sejamos todos filhos do Estado. “Ouso dizer que é a serviço cego de uma comunidade cega, ou de cegos como são todos os Estados, (...) incapazes de entender a complexidade dos povos, (...) que a imposição, (...) atrelada às paixões e interesses de uma pessoa, não servem de fato à comunidade, mas a escravizam e aviltam”. (Romain Roland, 1917).

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Um comentário:

Edson Marangoni disse...

Prezado Arlindo:

Leio com muito interesse seus artigos. Especificamente sobre esse fato da ONU estar patrocinando campanhas visando a redução da população, eu gostaria de saber da sua opinião sobre um outro fato, muito relacionado a esse: essas campanhas da ONU não tem influência alguma sobre a população muçulmana. Hoje os muçulmanos representam 22% da população mundial. Mas a sua taxa de nascimento supera em muito a de todos os outros crentes. Prevê-se que até o final deste século eles atinjam 50% da população mundial. Dessa forma, não estaria a ONU dando um tiro no próprio pé e acelerando o domínio muçulmano?
Abs!
Edson Marangoni