domingo, 1 de maio de 2011

Inflação, aumento de preços e “macropaciência”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Thomas Korontai

A diferença entre ambos é abissal, embora não pareça. Inflação é desvalorização da moeda. Complicado, quando se observa a desvalorização do dólar diante do Real. Mas o Real também desvaloriza, diante do seu público. A razão é exatamente a enxurrada de dinheiro no mercado, tanto pela internalização dos dólares especulativos, que têm de ser trocados no Banco Central pela moeda nacional, quanto pelo crédito disponibilizado pelo BNDS, em face das obras de infra-estrutura e financiamento de grandes empresas. Imaginem quando o trem bala for financiado...

Alta de preços, seja por aspectos climáticos como alegam ministros da Economia – Mantega não foi o primeiro a dizer isso - ou por aumento da demanda, não é inflação. É puro aumento de custos, apenas isso. É certo que o componente inflacionário já venha a fazer parte dos preços, mas o custo real é o que predomina, pela lógica, quando não existe forte espiral, obviamente, do tipo que existia no passado. Em situações normais, o mercado faz o preço. O mercado diz até onde aceita pagar e o leilão diário, ou às vezes, horário, ocorre continuamente, até um limite. Esse limite, estabelecido pelos compradores, faz os preços subirem.

Na queda dos preços é a mesma coisa. Quando o mercado começa a comprar, os preços param de cair.

O problema é intervenção do governo no mercado. Desregula tudo. Perde-se parte das referências dos custos reais. Inflados ou deflacionados por decretos, por compulsórios bancários, por tributos, por regulações, enfim, tudo isso e mais influi mais nos preços do que as variações naturais de demanda do mercado.

O melhor meio de se permitir ajustes não especulativos de mercado é o comercio exterior, com barreiras mais baixas quando os preços tendem a subir demais, se – repito “SE” - o mercado estiver livre de tantas interferências diretas dos governos como as que citei acima. Basicamente é isso. Nada muito complicado... elles é que complicam para que o povo não entenda nada e engula o que elles impuserem, com discursos cada vez mais mirabolantes, como esse, com a nova expressão: “macropudenciais”. Haja “macropaciência”...

Thomas Korontai é fundador e líder do Movimento Federalista – www.movimentofederalista.org.br

Um comentário:

fernad.pontes disse...

Brasil e América do Norte com o dólar em baixa!(?)
Interpretando! Significa que a geladeira que o Brasil fêz emprestimo pra comprar, com moeda dólar a $1,60; amanhã no dia que quiseram mudam o cambio com alta do dólar pra $3,00 e só descobre a gelada que enfiaram o Brasil na inflação tarde demais. É velha ingenuidade latina, vedendo mercadoria ao Chinês, como o grande negócio da China, com moeda dólar em baixa e amanhã pagando juros ao Banco Mundial, etc. com o dólar na alta, endividados pelo crédito cedido dos financiamentos. Isso lembra alguma coisa do passado recente? São os Bancos diante do diapasão do Maestro mercantilista, regidos pela mão da expertise comercial do vendedor mais velho dos povos da Terra! Não querem moeda mas ouro e poder mundial! Quem é que são? Advinhas?
Não querem Deus porque inventaram o Big Bang, o gênio abissal que veio da anarquia do nada, ciando o Universo duma mega explosão. A cada explosão urge que apareça do nada o criador do Universo. Isso me lembra o mágico do circo diante dos olhos surpreendidos pela fumaça da explosão circense, maravilhando as platéias das mentes infantis, que aparece o mago surgindo do nada, entre nuvens esfumaçantes, na figura que busca as palmas da admiração pelo pódium artificial dos seus truques!
Eu ficaria rindo, não fosse despertado pelas palavras do Apocalipse, do momento que inventariam o Deus da Babilônia, que podemos qualificar como o abissal Big Bang, inventado o criador do Universo!
E vai saber pra entender como que é que o Big Bang ama a humanidade!
Será que querem dizer que o Big Bang é uma explosão de amor?
Eu nunca vi adesivo em carro escrito: "Love Big Bang". Mas um dia do acaso pode aparecer um materialista ferrenho, que é amante do nada por ter encontrado o Big Bang, descobrindo que a explosão é seu deus! E se antes os povos primitivos dançavam em suas crenças em volta do fogo, hoje certamente evoluímos pulando sob explosões em homenagem ao Big Bang. O problemas é de que as explosões fazem um buraco danado, com perigo de cairmos dentro deles. Acho melhor voltar á dança do fogo que é mais seguro, você não aha? É perigoso ficar pulando qual macaco nas explosões ao deus Big Bang pelos sacerdotes da guerra, com suas cruzadas de idéias medievais!
Deus não é religião porque viver não é crença!
Povo digno: Brasil sem aborto!
Do Amigo!
Fernand Pontes