quinta-feira, 30 de junho de 2011

Desgovernabilidade: aliados podem impor a Dilma rombo de R$ 50 bi aos cofres públicos

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Por Jorge Serrão

Vendida, marketeiramente, durante a campanha presidencial como “a grande gerente”, Dilma Rousseff deu ontem mais uma prova de que não tem controle sobre as ações de seu governo. Coagida e pressionada pela base aliada – que pratica o “fogo amigo” vazando detalhes de escândalos do PT para a mídia abestada e amestrada -, Dilma teve de contrariar sua equipe econômica e torrar R$ 4,6 bilhões para prorrogar o pagamento das emendas parlamentares dos restos a pagar de 2009.

Mas a previsão é de um rombo ainda maior no caixa público. Em troca de poder e cargos, porém também jogando para plateia, aliados ameaçam aprovar pelo menos dois projetos que podem custar R$ 50 bilhões. Os “medinhos” da burocracia econômica recaem sobre a Emenda 29 (que injetaria mais recursos para a saúde, ministério cujas compras são controladas pelo feudo do PMDB) e sobre a PEC 300 (que aumenta o piso salarial de policiais militares e bombeiros nos estados).

O governo petralha vive seu momento de grande perigo. Além do permanente toma-lá-dá-cá com a base “aliada”, que no fundo é mais inimiga que os oposicionistas, Dilma tem duas estacas enfiadas em seu peito político. Primeiro, a ainda imprevisível evolução do escândalo de Campinas (que envolve diretamente a cúpula petista, incluindo José Dirceu e até o ex Luiz Inácio Lula da Silva). Segundo, a evolução da tática (até agora bem sucedida) de abafar o caso Palocci (que continua operando os negócios petistas com o governo, por fora).

Se as operações abafa falharem – e surgirem novas denúncias em outros pontos críticos para o governo -, Dilma ficará completamente refém do PMDB, que tem o vice-Presidente da República Michel Temer pronto para tomar para si o governo, caso ocorra qualquer “emergência”. Ontem, Dilma comprovou que pouco adiantou nomear a amiga Ideli Salvatti para a coordenação política do governo. Ideli não tem condições de controlar a permanente ferocidade e gula da base aliada.

Ameaça real

Não é o escândalo do dossiê dos aloprados contra José Serra (assunto velho e já digerido) que ameaça o ministro Aloísio Mercadante em sua ida à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

O risco é que a turma do PMDB e do DEM teria mapeado negócios que esbarram em interesses pessoais e familiares do ministro da Ciência e Tecnologia.

Uma poderosa empreiteira, muito amiga do governo, já está acuada pelos oportunistas, situacionistas e oposicionistas, que ameaçam contar detalhes do economista Mercadante também operando como “consultor”, no melhor estilo Palocci.

Tem remédio?

A cúpula da Oligarquia Financeira Transnacional não perde tempo para garantir a hegemonia sobre estratégicos e promissores negócios.

O CEO mundial da General Eletric, John Dineen, jantou ontem, no Rio de Janeiro, com Paulo Gadelha, o presidente da Fundação Oswaldo Cruz.

Na sobremesa, o interesse da GE em fechar uma “parceria” com a Fiocruz para a produção e desenvolvimento de diagnósticos e vacinas em plataforma digital.

A Fiocruz, que tem a expertise no assunto, cederá, gentilmente, tais informações aos “parceiros”.

Invendável

Ninguém quer comprar o conteúdo de e-mails de Dilma Rousseff e do comissário-consultor Josef Dirceu - violados por um jovem hacker de Taguatinga, cidade satélite da Ilha da Fantasia cercada de políticos no Planalto Central do Brasil.

A turma do DEM e do PSDB preferiu não compartilhar do crime cometido pelo jovem “Douglas”, de 21 anos.

Mas o episódio deixa claro que é fácil, extremamente fácil, monitorar, com detalhes, a vida e os negócios dos supostos “puderosos”...

Libertinagem fiscal

O ex-Imperador do Piranhão, avae Cesar Maia, divulga um link para quem quiser conhecer o número de empresas beneficiadas por setor e proporção dos favores fiscais na receita tributária do Estado do Rio.

Até a Solarium e Monte Carlo, famosas casas de massagens e saliências, figuram como beneficiadas.

É só clicar: http://www.flickr.com/photos/45753634@N04/5887577718/

Vai explicar?

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro enviou, na segunda-feira, ofício ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) solicitando explicações sobre a sua viagem à Bahia, no dia 17, usando um jatinho Legacy do empresário Eike Batista.

Cabral foi comemorar o aniversário de um amigo, o empresário Fernando Cavendish, da Delta Construções, que tem mais de R$ 1 bilhão em negócios com o Estado do RJ.

Mas a festa acabou não acontecendo porque houve um acidente com o helicóptero que transportava sete pessoas, entre elas a namorada de Marco Antônio Cabral, filho do governador.

Revisão geral

Cabral deu uma entrevista ontem à Rádio CBN, prometendo rever sua conduta, e soltou esta pérola de declaração:

Eu sempre procurei separar minha vida privada da minha vida pública. De fato há uma discussão sobre isso e eu quero também assumir este debate de um código de conduta. Jornalistas também têm esses códigos. Quem sabe não construímos juntos uma solução para isso? Posso garantir que jamais tomei uma decisão pública, envolvendo dinheiro público, baseado em amizades pessoais".

A Velhinha de Taubaté, que escutava atentamente à entrevista, me garantiu que acredita na sinceridade de Cabralzinho.

De Mestre?

Definição perfeita do advogado brasileiro do grupo francês Casino, José Carlos Dias, para definir o audacioso plano de Abílio Diniz para fundir Pão de Açúcar e Carrefour, com a ajudinha do BNDES e di Banco Pactual, de André Esteves:

Isto é um Golpe de Estado Corporativo”.

Sócios de Diniz, e inimigos figadais do Carrefour na França, os controladores do Casino compraram ontem, na BM&F-Bovespa, mais de R$ 1 bi em ações ordinárias (com direito a voto) do Pão de Açúcar para ganhar força na hora de aprovar ou rejeitar a eventual “fusão”.

CVM pegando

O Jornal do Commercio informa que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pode ser chamada a se manifestar sobre um possível conflito de interesse no processo que culminará na incorporação da operação brasileira do grupo francês pela empresa controladora do grupo Pão de Açúcar e que reúne o Casino, também francês, e o empresário Abílio Diniz.

Pela proposta, as ações preferenciais da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), controladora do Pão de Açúcar, serão trocadas por ações ordinárias, à razão de 0,95.

Já para as ações de Diniz e Casino, a relação seria de 1 para 1.

Conflito de interesses

A CVM terá de avaliar se a relação de troca das ações proposta é justa e se há direito de voto, já que há um regime diferenciado para as ações ordinárias nas mãos de Diniz e do Casino em relação ao restante do mercado.

Com a possível vantagem, tanto Diniz quanto Casino, que é contra o negócio, poderiam ser impedidos de votar sobre a operação, por estarem em possível conflito de interesse.

Se isso ocorrer, a decisão fica para os demais acionistas – o que reforça o interesse do Casino em comprar correndo novas ações do Pão de Açúcar.

Chê rima com eme-esse-tê?
Para quem vem de fora é muito fácil analisar a situação. Para quem vive a realidade cotidiana é mais difícil. Por isso não é bom perguntar a quem vem de fora sobre a realidade do teu país, porque não tem base sólida para falar. Como trabalho com o MST há tanto tempo, uma das coisas que sempre tenho visto é a necessidade de repartir a terra, fazer uma reforma agrária profunda. Para que este país possa solucionar de verdade seus problemas de sua gente mais simples, do campo. Isso eu posso dizer. Mas, como o Brasil vai, só os brasileiros sabem. Vim participar da conferência de agroecologia em Londrina”.

Comentário da pediatra Aleida Guevara, de 50 anos, filha do famoso revolucionário argentino-cubano Che Guevara, em entrevista à Folha de São Paulo.

O que a doutora quis dizer ninguém entendeu, mas pelo menos a militante da base do Partido Comunista Cubano confirmou que é parceira do MST há muito tempo.

Indo

Piadinha nos meios diplomáticos, depois que o governo venezuelano cancelou encontro de cúpula dos países da América Latina e Caribe, revisto para terça que vem:

A saúde do Hugo Chávez é tão boa quanto a da economia da Grécia, e do Euro”.

A doença de Chavez, internado em Cuba, permanece um segredo de Estado...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.



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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Palocci ajuda na fusão Pão de Açúcar-Carrefour, e escândalo em Campinas apavora Dirceu & Cia

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Por Jorge Serrão

O próspero consultor Antônio Palocci Filho continua cuidando de assuntos de interesse do governo de forma tão ou mais intensa do que quando estava na Casa Civil. Palocci é um dos articuladores da complicada negociação para que o BNDES libere R$ 4 bilhões para ajudar a “fusão” entre os grupos Pão de Açúcar, Carrefour e banco BGT Pactual. Consultores concorrentes de Palocci reclamam que ele “continua despachando como sempre”.

Além de garantir a grana do BNDES para a complicada operação, Palocci e outros consultores ligados ao governo petralha terão de armar o terreno para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) não crie obstáculos à fusão – do mesmo jeito que ocorre com a Brasil Foods (Sadia + Perdigão). O caso também pode gerar problema com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por causa da súbita subida de cotação das ações do Pão de Açúcar na BM&F Bovespa.

O empreendimento - que criaria uma empresa com R$ 65 bilhões em faturamento - só corre risco de dar errado se o grupo Casino, atual sócio de Abílio e concorrente do Carrefour, atrapalhar. O risco de dar “m” é grande. O Casino já denunciou às autoridades francesas que o negócio é ilegal. Dificilmente, o Casino aceitará perder o direito contratual de controlar o Pão de Açúcar a partir de 2012. Diniz gostaria de se livrar dos sócios franceses que tolhem seus movimentos. A pressa no negócio é grande porque o Carrefour quer se desfazer, de qualquer maneira, de suas unidades fora da França, tendo o máximo de ganho.

Enquanto articulam mais este ilusionismo empresarial - chamando de fusão a assimilação de uma empresa por outra, criando uma nova, com um banco de sócio, e tendo controladores estrangeiros, mas um suposto comando operacional de brasileiros -, os consultores petralhas dedicam a máxima atenção ao escândalo na Prefeitura de Campinas. O consultor José Dirceu de Oliveira e Silva é um dos mais alarmados. Teme que sejam revelados detalhes operacionais de suas “consultorias” a empresas ligadas ao prefeito e à primeira dama campinenses.

Escutas telefônicas podem revelar negócios da cúpula petista com o prefeito Doutor Hélio e a esposa dele, Rosely Nassim. Um grampo legal já revelou indício de tráfico de influência entre o publicitário João Santana, Doutor Hélio, o Palácio do Planalto e a empresa chinesa de banda larga Huawei. Dr Hélio pediu a Santana para fazer lobby junto à Presidenta Dilma Rousseff em favor dos chineses.

O Caso de Campinas, como tantos outros escândalos, deve dar em nada. Mas os articuladores da “operação abafa” nunca tiveram tanto medo de que suas manobras pela impunidade possam dar errado. Se a falcatrua ganhar destaque no noticiário, como é a tendência, tudo pode esbarrar até em Luiz Inácio Lula da Silva – tão amigo de Doutor Hélio quanto seu companheiro José Dirceu.

Delta em todas

O Globo revela que uma das campeãs em obras no estado do Rio de Janeiro, a empreiteira Delta, não limita seus ganhos a construções.

Em maio de 2004, em parceria com outra empresa, a Delta assumiu quase 80% do sistema de medição de consumo de água da Cedae.

Os novos hidrômetros renderam até hoje pelo menos R$ 377 milhões em contratos para o consórcio Novoperação, formado pela Delta e pela Emissão Engenharia e Construções.

Sem licitação

Após seis anos estendendo o contrato com termos aditivos - prazo máximo permitido por lei -, o estado contratou, a partir de maio do ano passado, sem concorrência e sob a alegação de emergência, o mesmo grupo por mais um ano.

Somente sem licitação foram R$ 49,8 milhões do total de R$ 377 milhões.

Os serviços incluem a instalação e a leitura de hidrômetros.

Seis por meia dúzia

Diante dessa nova denúncia, a piada-séria ouvida na Assembléia Legislativa Fluminense era:

Já que a Delta manda tanto no governo, melhor seria trocar o governador Sérgio Cabral pelo empreiteiro Fernando Cavendish”.

Porque ninguém está acreditando no velho ditado: “amigos, amigos, negócios à parte”.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Junho de 2011.

Problemas para o PT do Rio

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Cesar Maia

A avalanche de privatizações realizadas pela Prefeitura do Rio e, em especial as privatizações na Educação Pública e na Saúde Pública, colocam o PT do Rio de frente com seu eleitorado de origem. Os contratos da Saúde com OSs -atropelando o concurso público e as licitações- já superam os 540 milhões de reais, desde fins de 2009. Os contratos da educação com Institutos privados já caminham para 1 bilhão de reais em 2 anos e meio, ignorando o magistério. E, agora, entram na dança das privatizações os serviços públicos de conservação na área portuária e parte do centro da cidade.

São dois os segmentos -base política tradicional do PT- que reagem e protestam contra tais políticas: os sindicatos e associações profissionais, com a CUT na frente, e os setores médios, cujo voto tem apontado para a esquerda. Dois segmentos que são o próprio DNA do PT.

A opção por transferir o tempo de TV ao PMDB e apoiar o prefeito deste à reeleição, significará trocar este tempo de TV por sua base orgânica. Como em política não há vácuo, essa opção levará seu eleitorado tradicional em outras direções. Especialmente o eleitorado que aponta para a esquerda, que deverá optar pelo PSOL, como alternativa. Em 2010, as votações dos deputados Chico Alencar e Marcelo Freixo e do candidato ao senado Milton Temer -naqueles corredores- mostraram nitidamente isso.

Da mesma maneira, o repressivismo -destacado- contra os mais pobres, aponta no mesmo sentido. E a discriminação contra os servidores da prefeitura do Rio, que tem perdido direitos e que, agora, correm o risco de ver as suas aposentadorias e pensões serem reduzidas daqui para frente.

São "4 cavaleiros do apocalipse" contra a história do PT: privatizações na Saúde; privatizações na Educação (sem falar nos Serviços de Conservação que recém se inicia); repressivismo contra os mais pobres; e perseguição aos servidores municipais ativos, aposentados e pensionistas. Um cardápio cuja indigestão política já se torna inevitável, e que em 2012 poderá tornar definitiva a migração de seus eleitores, num caminho sem volta.

Cesar Maia, Economista, foi Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro.

Desmandos e Gatunagens de todos os dias

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

No momento em que a Justiça do Illinois condena o ex-governador daquele Estado (Rod Blagojevich), em 17 das 20 acusações a que estava respondendo, eis que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), envolvido em falcatruas e ladroagens das mais vergonhosas, continua solto e no cargo!

Nos EUA, o ex-governador ainda terá a sua sentença anunciada e poderá alcançar 300 anos de cadeia. Ele é do mesmo partido do presidente Barack Obama. Fosse no Brasil, correligionários moveriam céu e terra para abafar e impedir a prisão. Como fazem com Cabral e todos os outros assim pilhados.

Basta ver que nada aconteceu a Renan Calheiros: depois de transformar o Senado em motel, sua excelência continua aí dando as cartas. O falecido senador ACM (DEM-BA) e o então senador José Roberto Arruda (PMDB-DF), renunciaram aos mandatos e evitaram o Conselho de Ética, mas retornaram tranquilos no pleito seguinte.

São eles que elaboram as nossas leis e pedem que a sociedade cumpra deveres. Estão acima de tudo e, principalmente, de todos. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), detido numa blitz no Rio de Janeiro, recusou-se a fazer teste de bafômetro. O mesmo aconteceu com o ex-candidato a vice-presidente de José Serra, Índio da Costa.

As leis são discutidas, elaboradas, vão de Comissão em Comissão, votadas em plenário, mas somente cumpridas de acordo com conveniências. Num país onde metade (ora, metade!) da população é analfabeta, onde a TV veicula pornografia e futebol o dia inteiro, os monstros são criados e cevados.

Não se espera bom resultado de um país onde a bandalheira prospera, onde os dossiês para atingir adversários são elaborados nos gabinetes ministeriais, à luz do dia, e onde o então presidente da República (Dom Luiz Inácio) escapa de possível impeachment, no caso do mensalão, porque seu antecessor não agia de forma diferente.

Basta ver o caso da votação da emenda que aprovou o segundo mandato para FHC (PSDB-SP), o do imensurável ego, num caso suspeito onde pelo menos três deputados renunciaram ao mandato evitando maior explicação.

Em artigo que tira a fala do maior incréu, Palmério Dória, autor de “Honoráveis Bandidos” (que prova que o presidente do Congresso Nacional, José Sarney, PMDB-MA estaria preso num país supostamente sério), a história do filho que FHC teve com a jornalista Miriam Dutra é narrada em detalhes mínimos.

Diz o Dória que é “falso” o DNA agora “brandido” pela família Cardoso, tentando evitar mais um herdeiro que irá dividir a fortuna a ser deixada pelo ex-presidente, quando partir desta para melhor. Vejam só a que ponto chega o despautério dos nossos homens públicos.

No Paraguai, o ex-bispo da Igreja Católica, pessoa que galgou postos de extrema importância na hierarquia do catolicismo, Fernando Lugo, teve de fazer diversos exames de DNA diante da enxurrada de acusações de que seria o pai de inúmeras crianças paraguaias, tão logo foi eleito presidente daquele país.

Alguns dos exames deram positivos, outros não. Fato é que sua excelência, ex-reverendíssima, não limitava suas ações apenas ao âmbito do confessionário. Ia mais além. Triste Brasil, triste continente sul-americano! O fato é que, a se confirmar tal afirmativa de Palmério Dória, o papel de calhorda excede toda e qualquer expectativa.

Aqui, há sempre um escândalo a encobrir outro, dividindo atenções. É como a fundação de um partido político: no peneirar de opções há sempre de se pular de uma legenda para outra, não há como inventar novos personagens. Os espaços estão sempre bem ocupados. Será que os desmandos de Sérgio Cabral vão passar em branco?

Márcio Accioly é Jornalista.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Procurador Geral da República é acionado para dizer se investiga ou não cartel dos gases

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Por Jorge Serrão

Incansável lutador contra as artimanhas do cartel dos gases industriais no Brasil, o professor de matemática e ex-membro do Conselho Nacional do Petróleo João Batista Pereira Vinhosa aciona mais uma vez os poderes da República. Protocolou, no último dia 24, uma carta ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, cobrando uma informação. Vinhosa quer saber se a denúncia que encaminhou em 19 de outubro de 2010 originou, ou não, um procedimento administrativo no Ministério Público Federal (MPF).

Confira, abaixo, a íntegra da carta de Vinhosa ao Procurador.

Excelentíssimo Senhor Dr. Roberto Gurgel, Procurador-Geral da República, antes de tudo, Dr. Roberto Gurgel, informo que estou protocolando esta carta na representação da Procuradoria da República no município de Itaperuna (RJ) para que me sinta seguro que ela chegará às suas mãos. Por meio dela, estou colocando sob suas vistas o anexo artigo “O procurador-geral da República Roberto Gurgel e o tráfico de influência na Gemini: vai apurar?”, publicado no Alerta Total em 14 de junho de 2011.

Em tal artigo (HTTP://www.alertatotal.net/2011/06/o-procurador-geral-da-republica-e-o.html), deixei claro minha indignação pelo fato de não ter ainda sido informado se a denúncia que encaminhei a V. Exª. em 19 de outubro de 2010 originou, ou não, um procedimento administrativo no Ministério Público Federal (MPF). Como é do conhecimento público, citada denúncia comprova, de maneira inequívoca, a ocorrência de tráfico de influência na constituição da empresa Gemini – sociedade altamente lesiva ao interesse nacional, formada pela Petrobras para produzir e comercializar gás natural liquefeito (GNL).

Se – decorridos mais de oito meses que protocolei referida denúncia – não fui informado sequer se foi instaurado um procedimento administrativo pelo MPF, a quem devo recorrer, Dr. Roberto Gurgel?

Todos sabem que tráfico de influência é um crime de difícil comprovação. Para citar um exemplo recente, nem mesmo a incrível evolução patrimonial do ex-ministro Palocci deu origem a um processo no qual poderia ser investigado o provável prejuízo aos cofres públicos. A necessidade de comprovação, na denúncia, que os fabulosos ganhos com consultoria foram obtidos de maneira ilícita nivela, de maneira inconcebível, qualquer evolução patrimonial. Aparentemente, a multiplicação por vinte do patrimônio do consultor provocou o mesmo efeito que teria provocado se o patrimônio fosse multiplicado por cem ou duzentos; desde que ele declarasse à Receita Federal, naturalmente.

Não se alegue que eu não citei o nome do responsável pela rede de cumplicidade que levou o sindicato dos trabalhadores na indústria do petróleo (Sindipetro) a publicar em seu jornal diversas matérias com categóricas acusações de corrupção (ou será que uma charge mostrando uma pessoa com uma mala de dinheiro na qual está gravado o nome da sócia majoritária da Gemini não é uma acusação de corrupção explícita?). Tal alegação não pode ser acolhida, já que detalhei inúmeras evidências de prejuízo ao interesse público. Chegar aos responsáveis é tarefa para o MPF ou outra instituição que tenha o poder de polícia.

Finalizando, confirmo tudo que até agora afirmei – antes da denúncia, na denúncia e depois da denúncia. E, entre o que afirmei, destaco: “no artigo Dilma tem vergonha de ser a “Mãe da Gemini”?, foi transcrita correspondência encaminhada à diretora de gás e energia da Petrobras Maria das Graças Foster. E o anexo IV de tal correspondência, protocolada na sede da Petrobras, é a denúncia encaminhada ao Dr. Roberto Gurgel sobre o tráfico de influência num dos maiores crimes de lesa-pátria já levado a efeito no setor petróleo-gás”.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Programa imperdível logo mais à noite

Acordo do BG Group com Banco da China libera US$ 1,5 bilhão para negócios de óleo & gás

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Por Jorge Serrão

Comunismo e Capitalismo são almas gêmeas na hora de dar pleno emprego aos fatores econômicos estatais. Os ingleses dão mais uma prova de que têm controle da economia capimunista chinesa, usando seus recursos para alavancar novos negócios na China e pelo mundo afora. O BG Group plc e o Banco da China assinaram hoje um acordo de cooperação que permite até US$ 1,5 bilhão em novas opções de financiamento para os negócios anglo-chineses, principalmente na área de óleo e gás.

Parte dos recursos pode ser aplicado no Brasil, na futura exploração da camada pré-sal. O meganegócio tanto interessa a ingleses e seus parceiros chineses. O memorando de entendimento foi assinado pelo presidente do Banco da China, Xiao Gang, com o Executivo-chefe do BG, Sir Frank Chapman. É mais uma prova de que a Oligarquia Financeira Transnacional não brinca em serviço para garantir a hegemonia de empreendimentos estratégicos.

Além de garantir recursos adicionais para o programa de exploração offshore em andamento na China, o acordo BG Group-Bank of China identifica outras áreas de potencial cooperação, incluindo serviços de investment banking, produtos derivados, depósitos bancários, de seguro, além de facilidades de financiamento do comércio. Os ingleses são fornecedores estratégicos de Gás Natural Liquefeito (GNL) para os chineses – que cada vez demandam mais energia.

O BG Group plc é líder mundial em gás natural. Opera em mais de 25 países nos cinco continentes. No Brasil, o BG controla a Comgás, em São Paulo.

Boi premiado

Os ingleses da Oligarquia Globalitária sabem muito bem como seduzir vaidosos dirigentes de países estratégicos para seus negócios.

Em seus dois mandatos presidenciais, Mister Lula da Silva recebeu, da realeza britânica, a Ordem de Bath – fundada pelo Rei George I, em 1725.

Também ganhou, em 2009, o prêmio Chattam House - do Royal Institute of International Affairs – cujo principal patrocinador é a Royal Dutch Shell plc.

Boi Arquivado

O procurador do Ministério Público Federal, Carlos Alberto Natal, determinou o arquivamento do inquérito civil público, que tinha por objetivo apurar possíveis irregularidades na operação de aquisição de debêntures da JBS pelo BNDES:

A emissão de debêntures da JBS seguiu todos os procedimentos aplicáveis, tendo sido uma operação privada, por meio da qual acionistas da companhia tiveram direito a subscrever os títulos na proporção de sua participação no capital da mesma”.

Segundo o relatório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, a operação realizada pelo banco de fomento estatal estava de acordo com a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) estabelecida pelo Governo Federal e a situação financeira da JBS não era falimentar no momento da subscrição das debêntures em ações pela BNDESPar.

Assembléia do Ternuma

O Grupo “Terrorismo Nunca Mais” (TERNUMA) agendou sua reunião bimestral para o próximo dia 30 de junho, na sede da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, SGN 913, Módulo F, em Brasília.

Das 19 às 20 horas, haverá apresentação da Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal, e dos novos Membros de Brasília, e Votação do novo Estatuto.

Presidido pelo General de Divisão Reformado, Valmir Fonseca Azevedo Pereira, o Ternuma fará uma homenagem ao General de Divisão Walter Bischoff, falecido recentemente.

Palestra

A partir das 20h 30min, o Ternuma será palco de uma palestra.

Quem fala é o General de Exército da Reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira.

Como o tema é A Segurança das Fronteiras – que tanto interessa à cúpula do PMDB – pode ser que o vice-presidente Michel Temer mande algum enviado especial secreto ao evento...

Para universitários

Apoiada pelo Banco Sandander, a Universia Brasil lança mais um canal no Portal: o Shopping Universia.

Trata-se de uma loja virtual que oferece cursos de inglês e espanhol exclusivos e desenvolvidos em parceria com professores doutores da USP.

Os cursos são online e no caso do Programa de Espanhol, a certificação é feita pela España Aquí, centro examinador da Universidade Pontifícia de Salamanca, na Espanha.

Como estudar?

Por meio do link http://shopping.universia.com.br/ é possível ter acesso a loja virtual e efetuar a compra das licenças de ambos os programas.

O valor de cada curso é de R$ 130 e o combo, com o curso de inglês e de espanhol, é de R$ 250.

Em breve, o Shopping Universia vai disponibilizar cursos de Mandarim, Português para estrangeiros e Francês, que já estão em desenvolvimento.

Cinema árabe

Raja Amari, diretora do filme tunisiano “Segredos Enterrados”, e Lina Chaabane Menzli, produtora, participam de debate sobre o Mundo Árabe e seu cinema.

O debate será realizado na Cinemateca de São Paulo (Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, 11 3512-6111), dia 29, logo após a exibição das 20h do filme, e será aberto a quem assistir à sessão.

Com mediação de Aimar Labaki, as convidadas apresentarão um panorama da situação atual da Tunísia após o levante que ocorreu no início deste ano, sobre a arte de fazer cinema no Mundo Árabe e sobre as produções árabes atuais e o mercado cinematográfico.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Junho de 2011.

domingo, 26 de junho de 2011

Boiolice Midiótica na Engenharia Social

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Nos embalos de sábado à noite, como legítima representante da mídia amestrada e abestada, a Rede Globo usou sua novela Insensato Coração para cometer insensatez em termos de propaganda ideológica. Voltou a ser a porta-voz do Protagonismo Homossexual. Claro, a costumeira saidinha do armário teve tudo a ver com a Parada Gay que deve parar São Paulo neste domingo.

No folhetim televisivo das nove da noite, o personagem jornalista (que tem ideias conservadoras) foi esculachado e devidamente enquadrado por ter sido contra um negro gay que trabalhava no mesmo bar que ele. Curioso que o “jornalista” é viciado em jogo, trata mal a ex-mulher e precisa trabalhar como garçom para sobreviver. Portanto, ele se torna um desqualificado para reclamar de alguém ou qualquer coisa.

Em outra cena, na ostensiva propaganda homossexual, o rapaz que fora agredido pelo jornalista e um outro personagem gay voltam a falar do preconceito. Mas aquele que foi vítima dá tudo como superado. Afinal, já tinha denunciado o patrão ao Ministério do Trabalho, que aplicou uma multa ao estabelecimento onde ocorreu o delito homofóbico. Nova cena, e o professor de uma universidade vai para a boate paquerar. Um aluno (outro personagem vilão) o encontra lá e tem uma briguinha com a namoradinha, porque desconfiou de que seu mestre fosse “boiola”.

Nova cena, e o professor na danceteria vai ao encontro de seu amor. É um outro personagem da novela, que namora uma adolescente, mas, na verdade, se sentiria melhor se pudesse namorar com alguém do mesmo sexo. Ambos vão dançam,fazem carinho um no outro e saem de cena, insinuando que iriam para um lugar mais íntimo. Só faltou o beijinho na boca – que a novela global ainda não tece coragem da promover. O SBT, na novela Amor & Revolução, que violenta a imagem das Forças Armadas no Brasil, realizou ocaliente beijo entre duas personagens lésbicas.

Insensato Coração não parou por ali no casalzinho gay. Nova cena faz uma crítica à violência e intolerância (estas sim atitudes absurdas) praticadas contra homossexuais. Na saída da boate, outro casal gay corre em socorro de outro casal que sofria espancamentos promovidos por uma gang de skinheads. A cena foi mais uma ação psicológica subliminar para indicar que é preciso reagir contra tal violência, aprovando a Lei da Homofobia no Congresso Nacional.

Fora o ativismo gay, dentro do processo de desestruturação da imagem familiar, o capítulo de sábado da insensata novela terminou com um drama de uma vilã. Ela decidiria se trairia o marido dando uns beijos e uma transadinha com outro personagem canalha. Toda essa propaganda ideológica aconteceu na novela. Na vida real, a coisa parece ainda pior. E com o apoio integral do governo petralha.

Na sexta-feira, por volta das 18 horas, a Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional da Petrobras solta um importante comunicado aos meios de comunicaçãoe jornalistas. Não falava de assunto ligado à indústria do petróleo ou aos negócios da companhia. O título era: “Petrobras apoia Parada LGBT e reconhece isonomia de direito de casais homossexuais”. Mais uma peça de propaganda, que merece ser transcrita, na íntegra, nos parágrafos abaixo:

Abre áspas: “Neste domingo (26/6) será realizada mais uma edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), a maior do gênero no mundo, segundo os organizadores. O tema deste ano será "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!" - 10 anos da Lei Estadual 10948/01. Rumo ao PLC 122" (Projeto de Lei da Câmara, que propõe a criminalização da homofobia). A Petrobras patrocina o evento desde 2007”.

Mais áspas: “Empresa pioneira em iniciativas de respeito à diversidade, a Petrobras reconhece, desde 2007, o direito a benefícios previdenciários de casais de mesmo sexo. No mesmo ano, a cobertura do Programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde foi estendida a parceiros do mesmo sexo. Hoje, mais de 100 funcionários, entre homens e mulheres, usufruem o direito de incluir os seus companheiros no plano de saúde da Companhia. Essas ações são acompanhadas pela Comissão de Diversidade da Petrobras”.

Ainda áspas: “Em ambos os casos o critério adotado pela Companhia é o mesmo para a admissão de companheiros heterossexuais. A forma de comprovação do vínculo se dá por meio da apresentação de documentos como as declarações de União Estável registrada em cartório e do imposto de renda em que conste o companheiro, ou a companheira, como dependente do beneficiário titular. Esses dados são reportados no Relatório de Sustentabilidade e também na carteira do Índice Dow Jones”.

E tem mais áspas: “Todas essas iniciativas e princípios também fazem parte do Programa Pró Equidade de Gênero da Petrobras, coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres que, em 2010, foi reconhecida pelos esforços de implementação de políticas neste sentido, recebendo pela terceira vez consecutiva o Selo Pró Equidade de Gênero. Este programa inclui, entre suas ações, o combate à homofobia, que está relacionado à agenda de direitos humanos da comunidade LGBT no Brasil”.

Calma, ainda não acabou a propaganda: “A Petrobras amplia sua atuação nesta área através do patrocínio a projetos para a promoção da equidade de gênero e para a defesa da diversidade sexual. São exemplos iniciativas como os projetos Centro de Formação Juvenil para o Turismo Patativa do Assaré, do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB), e CACTO - Centro de Cultura, Arte, Comunicação e Tecnologia, da Fábrica de Imagens, contemplados na Seleção Pública 2010 do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. Os projetos têm foco na promoção dos direitos humanos e questões de gênero, diversidade sexual e juventude, atuando na capacitação profissional de jovens para a área de turismo e comunicação”.

Espera, estão acabando as áspas: “O apoio à Parada LGBT está consonante com um dos dez valores descritos no Planejamento Estratégico da Petrobras: a valorização da diversidade humana e cultural nas relações com as pessoas e instituições, garantindo os princípios de respeito às diferenças, de não discriminação e de igualdade de oportunidade”.

Bonito o texto. Propaganda ideológica de primeira qualidade. Boa justificativa para explicar o dinheiro da empresa investido na lucrativa Parada Gay – um negócio que movimenta muitos milhões em São Paulo. O release da Perobrás está em conformidade com o pensamento “politicamente correto” que nos é avassaladoramente imposto pelos esquemas formadores e deformadores de opinião patrocinados pelo Globalitarismo. Tudo bancado pela Oligarquia Financeira Transcional - que controla a política e os negócios globais, usando e abusando de suas corporações transnacionais.

Antes que algum patrulheiro ideológico Zé Ruela tenha a pretensão de alegar que este artigo é “homofóbico” (ou qualquer bobagem anti-conceitual afim usada pelos deformadores de opinião para formar midiotas em larga escala), faço algumas ressalvas. Homossexuais sempre existiram e vão existir. Cada um tem o livre arbítrio para escolher e adotar o comportamento que lhe convier.

O que não existia era a descarada propaganda ideológica. O que não deve ocorrer é esta imposição de um comportamento de minoria sobre a maioria, produzindo um artificial conflito entre segmentos sociais. Tudo para dividir a sociedade, que passa a debater questões irrelevantes (que só ganham relevância por causa da propaganda ideológico-midiótica). Enquanto se discute bobagem, os poderosos deitam e rolam com a massa criticamente deformada.

Tudo isso faz parte da Engenharia Social. Somos bombardeados pelo processo político-ideológico de construção psicossocial de regras padronizadas de conduta humana. Os ideólogos tentam regular nossa linguagem e nosso modo de agir, através da adoção prática de termos e expressões politicamente corretos. A Comunicação - o instrumento básico de construção do Poder Real – é usada para deformar mentes, construir, destruir e reconstruir conceitos que interessam ao sistema dominante.

A Engenharia Social usa a Comunicação, suas mídias e seus profissionais (agentes conscientes e inconscientes) para difundirem ideologias e conceitos subjetivos, imprecisos ou sem base na verdade concreta e objetiva. Tudo para moldar a sociedade dentro do pensamento globalitário da Nova Ordem Mundial – sob comando da Oligarquia Financeira Transnacional. Em uma sociedade com Educação precária, o terreno fica escancarado para a midiotização em massa (isto é, o uso da mídia para formar idiotas coletivos).

Este processo merece a denominação de “Boiolice Midiótica” – o uso transgressor da mídia, espalhando ideias fora do lugar, para formar e deformar idiotas (ou imbecis) coletivos. Só existe um jeito de neutralizar a boiolice midiótica: contrapondo-a com educação, democracia e conceitos corretos, com base na verdade real, concreta e objetiva. Os valores familiares, em sua essência, são fundamentais neste processo.

Se não formos capazes de conter os efeitos negativos da Engenharia Social contra a humanidade, seremos vítimas do pior dos totalitarismos: aquele que não parece autoritário, pois é travestido pelo pensamento “politicamente correto” da Nova Ordem Mundial. Em resumo: devemos ser tolerantes. Mas não podemos ser coniventes com os erros. No meio termo, o desafio democrático e humanista.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Junho de 2011.

"Conspiração" só para constar

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Os “teóricos da conspiração” advertem o mundo há dezenas de anos sobre os passos dos Rockfeller, Bilderberger e outros “mocinhos” que secretamente chegaram ao domínio dos recursos do mundo, manobrando com seu poder, através do Banco Mundial, FMI, Fundações gigantes, Institutos de Pesquisa, Universidades e a Organização das Nações Unidas, para implantar a Nova Ordem Mundial, eliminando a soberania econômica e política das nações.

Neste ambiente que os bons moços da nossa imprensa ignoram olímpicamente, os Bilderberger se reuniram mais uma vez, agora em Junho, em S. Moritz, na Suíça. Um dirigente banqueiro daquele país, anonimamente, abriu o verbo para um jornalista russo, Peter Odintsov () revelando as sujeiras dos senhores do mundo, que mantêm contas especiais de trilhões de dólares fora da contabilidade dos bancos suíços, para financiar assassinatos, guerras e golpes de estado.

Na entrevista fica bem claro que o entrevistado teme pela segurança da própria Suíça: ... "São trilhões, completamente não-auditados, ilegais e fora do sistema fiscal. A maioria dos diretores dos bancos suíços não são mais locais, eles são estrangeiros, principalmente anglo-saxões, ou americanos ou britânicos, E eles não respeitam a nossa neutralidade, não respeitam os nossos valores, eles são contra os nossa democracia direta, eles apenas usam os bancos suíços para os seus meios ilegais".

A coisa funciona assim: os banqueiros recebem cartas cifradas de serviços secretos estrangeiros. São ordens de pagamento de “dinheiro criado do nada”, a partir de contas secretas fora da contabilidade oficial dos bancos. “Eles buscam o poder e destroem países inteiros, como Grécia, Espanha, Portugal ou a Irlanda, e a Suíça será uma das últimas da fila. E eles usam a China como seus escravos trabalhadores. (...) Eu sei que certas pessoas que fazem parte do grupo Bilderberg estavam envolvidas em tais ordens. Quer dizer, eles deram as ordens para matar.”

Todos os envolvidos neste grupo trabalham tradicionalmente com os dois lados – democracias e comunismos. “...querem controlar tudo, e qualquer um que fique em seu caminho é removido.” Nesta altura o jornalista perguntou se era bom estar expondo pessoas tão poderosas e a reposta veio como sendo a única alternativa para enfrentá-los. O entrevistado respondeu que “A melhor maneira de pará-los é dizer a verdade, colocar o holofote sobre eles. Se não forem impedidos, vamos acabar como os seus escravos”. (http://www.revelacaofinal.com/)

Bilderberg 2011: The Rockefeller World Order and the "High Priests of Globalization"

O jornalista Andrew Gavin Marshall, publicou recentemente no site (www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25302) um artigo sobre a reunião de Junho dos Bilderberger, anotando que o grupo inclui o fundador Príncipe Bernhard, da Holanda que foi membro do Partido Nazista e trabalhou para o gigante industrial IG Farben, que produziu o gás Zyklon B, utilizado nos campos de concentração. Do lado americano americano estão: David Rockefeller, Dean Rusk, Joseph Johnson do Conselho da Fundação Carnegie, J.J. McCloy, ligado ao Conselho do banco Chase Manhatan e à Fundação Ford.

Destaca que as fundações Rockefeller, Carnegie e Ford, foram fundadas no começo do século XX com a finalidade de construir o consenso de elites e acordos de poder, além de funcionarem como mecanismos da engenharia social, atuando corrosivamente nas democracias sociais, comprando talentos, promovendo disputas e influenciando na sociedade, para alcançar radicais mudanças na estrutura social. O objetivo sempre foi uma ordem econômica e política internacional, contra os interesses dos trabalhadores, do Terceiro Mundo e das minorias.

No encontro atual, os Bilderberger discutem a situação da Grécia que piora a cada dia. George Papaconstantinou, Ministro das Finanças grego e muitos banqueiros e homens de negócios foram convidados para o encontro. Pela primeira vez serão admitidos dois convidados chineses: o professor de economia da Universidade de Pequim, Huang Yiping e o Vice Ministro das Relações Exteriores, Fu Ying.

Tudo se esclarece quando o repórter do Guardian tenta um contato com David Rockfeller e tem a resposta do assessor de imprensa: “A conclusão de Mr. Rockefeller (sobre os Bilderberger) é que esta é uma batalha entre o pensamento racional e o irracional. Os racionalistas defendem a globalização. Os irracionais preferem o nacionalismo”.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

sábado, 25 de junho de 2011

FHC quer THC?

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Por Nelson Bruni

Pilotar motocicletas e dirigir veículos em nosso País, quer seja em pequenas ou grandes cidades, tem se tornado cada vez mais um ato de coragem e aventura. Vemos nos noticiários o grande número diário de mortos em acidentes de transito, sendo a insegurança no transito em grande parte promovida por motoristas em atitudes que vão contra normas básicas de convívio social.

Outra parte promovida por alcoolismo e drogas ao volante. Nas drogas e no álcool, ou seja, drogas ilícitas e/ou lícitas, estão o grande problema que fatalmente potencializam os atos inseguros no transito.

Uma minoria de nossa Sociedade, vem solicitando exaustivamente através de companhas e passeatas a descriminalização das drogas, em especial a Cannabis sativa, vulgarmente conhecida como Maconha.

A maconha é uma droga de abuso, e a forma mais comum de seu uso é através da inalação de sua fumaça de cigarros, confeccionados com partes estruturais da planta Cannabis sativa L, trituradas ou fragmentadas. Pode também ser eventualmente fumada por meio de cachimbos. Existem outras formas mais raras de consumo, através de chás, aspiração (rapés) ou misturada a alimentos.

Os cigarros de Maconha variam tanto em peso, quanto em concentração de seu princípio ativo, o THC – delta-9-tetraidrocanabinol, responsável pelos principais efeitos farmacológicos da planta. Estima-se pelas observações realizadas no IML, que cada cigarro de maconha contenha entre 500mg a 1,0 g de erva, porém nos últimos anos o teor de THC da Cannabis vêm aumentando. Pelas estimativas atuais hoje ela é três vezes mais potente do que as distribuídas nos anos 70. A maconha distribuída atualmente pode conter entre 1 a 4% de princípio ativo (THC).

Após o início do ato de fumar a maconha, os efeitos começam em poucos minutos, são máximos em torno de 20 minutos e geralmente perduram por cerca de 2 a 3 horas, raramente ultrapassam de cinco a oito horas.

Não existe dose tóxica estabelecida para a maconha, os efeitos observados frente ao uso da droga através de cigarros dependem da dose, frequência, da exposição, da personalidade do indivíduo e das circunstâncias em que a droga é consumida, o consumo diário varia muito de indivíduo para indivíduo,

A maconha possui amplo espectro de efeitos farmacológicos, as vezes são diversificados devido a diferença de dosem experiência e expectativa do usuário. A maconha produz efeito sobre o humor, memória, coordenação motora, capacidade de percepção sensorial e propriopercepção.

Após fumar um cigarro de maconha (efeitos agudos – exposição a curto prazo) o mais comum é o indivíduo sentir uma sensação de euforia e bem estar (imagine este indivíduo na direção de um veículo) e posteriormente há uma sensação de relaxamento e sonolência, que quando em grupo a sonolência é menos pronunciada, e frequentemente ocorrem risos espontâneos.

Há um prejuízo da memória a curto prazo. Quando em doses altas, pode levar a ilusões, alucinações, ideações delirantes, exacerbação dos sentidos (as cores parecem mais vivas e sons mais vibrantes) e paranoia.

O tempo passa mais lentamente, e por vezes perdem a relação do espaço, onde também observamos; aumento do apetite, secura da boca e garganta, hiperemia de conjuntiva e taquicardia.

A dosagem sanguínea de seu princípio ativo (THC) não possui qualquer valor médico-legal, pois segundo a maioria dos autores o THC possui lipotropismo, isto é, tendência a fixar-se em tecidos gordurosos, e sua presença só pode ser alterada no sangue após os primeiros vinte minutos de inalação/aspiração.

A maconha não causa dependência física, segundo a maioria dos autores desenvolve somente dependência psíquica e portanto, não produz síndrome de abstinência ou privação.

Em altas dose e uso prolongado, após a interrupção abrupta da droga podem ser observados os seguintes sintomas: irritação, distúrbios do sono, perda de apetite, náuseas, vômitos, diarreia, sudorese, salivação e tremores.

Estes sintomas podem descrever síndrome de abstinência, que é considerada leve e que tende a persistir durante 1 a 3 dias. Contudo frente ao grande número de usuários da droga em tela e a influência das informações sobre os problemas advindos da parada do uso da maconha, a síndrome de abstinência não parece ocorrer na maioria dos casos, a grande maioria dos autores, admitem que não existe comprovação de privação por uso de maconha.

Segundo a maioria dos autores em trabalhos científicos, concluiu-se que de 0,2 a 0,3 g/l – equivale 1 copo cerveja, 1 cálice peq.vinho, 1 dose uísque ou de outra bebida destilada. As funções mentais começam a ficar comprometidas. A percepção da distância e da velocidade são prejudicadas. Motivo pelo qual houve necessidade de ajuste na Legislação pois antes o limite era até 0,6 g/l, e hoje é zero, onde o limite de até 0,2 g/l é a calibragem do aparelho, e que acima deste valor (0,2 g/l) é passível de punição.

A maconha inalada, de 1 ou 2 cigarros, preparados com 1 ou 2 gramas, bastam para produzir embriaguez. Em alguns o cigarro da maconha produz loquacidade, sensação de grande bem estar, vontade de dançar, sono e fome excessiva. Noutros, irritação, agressividade, delírio de perseguição com alucinações visuais e auditivas, imaginem motoristas dirigindo sob a influencia desta droga.

Diante do exposto podemos constatar o risco para a saúde e segurança no transito, no caso de motoristas que venham a dirigir ou pilotar motocicletas sob a influencia de drogas, amparados por uma possível liberação para o consumo livre.

Atualmente possuímos uma Legislação própria para poder punir eventuais motoristas que venham a ser flagrados dirigindo sob a influencia do álcool.

E quanto a maconha?

a) motoristas vão poder fumá-la em quanto dirigem?

b) Seria criada uma legislação própria para maconha?

c) Profissionais que trabalham em atividade de risco poderão fazer uso?

A percepção cognitiva, reflexos e raciocínio são seriamente afetados com o uso de maconha, sendo temerário qualquer possibilidade de que esta droga venha a ter seu uso liberado, pois será irracional, motoristas dirigirem amparados por uma legislação que autorize o uso e porte livre de maconha.

Podemos também imaginar que pilotos de avião poderão pilotar suas aeronaves, transportando centenas de passageiros, cirurgiões poderão realizar cirurgias cardiológicas e neurológicas, Policiais poderão andar armados e trabalhar livremente após 1 ou 2 “cigarrinhos” de maconha.

Piloto Motocicleta há 34 anos e dirijo carros há 31 anos, fico muito preocupado com qualquer movimento ou hipótese de que drogas de abuso venham a ser liberadas e usadas livremente para consumo. Ou é uma grande irresponsabilidade ou falta de conhecimento sobre o assunto. O transito já está terrível como está, e não necessita de ajuda para piorá-lo.

Nelson Bruni é Médico legista,do trabalho e do trânsito (Título de Especialista pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego – ABRAMET. Professor da Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Diretor Clínico do Serviço Médico da Academia da Polícia Civil e Diretor Adjunto de Ciência e Tecnologia da ADESG/SP.

A liberação da marcha da maconha

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Por Archimedes Marques

O Supremo Tribunal Federal (STF), nossa Corte do judiciário de última instancia, ao garantir na quarta-feira (15/06/2011), o direito de cidadãos realizarem manifestações pela legalização de drogas em todo o Brasil, decisão esta proferida por unanimidade dos oito ministros que participaram do julgamento, pondo fim de vez a celeuma sobre o assunto e consentindo, a partir de agora, a livre manifestação de protestos e eventos públicos, como a marcha da maconha e tantas outras do gênero que queiram fazer, abre sério e grave problema para a nossa sociedade.

A Corte que julgou ação proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que defende o direito a manifestações pela descriminalização das drogas, sem que isso seja considerado apologia ao crime, deixa a dubiedade da interpretação da sentença, vez que, o uso de drogas ilegais é crime previsto em lei no nosso país.

A decisão do Supremo teve como base o direito, garantido na Constituição, de expressar ideias e se reunir para debater sobre elas, ou seja, o direito de livre expressão do cidadão.

Para não muito me alongar no texto, cito somente algumas frases justificativas de votos de dois ministros do STF: O relator do processo, ministro Celso de Mello, defendeu a liberdade de se manifestar desde que seja pacífica e não haja estímulo à violência. Para ele, as chamadas marchas da maconha não fazem apologia às drogas, apenas promovem um debate necessário, ao argumentar: “No caso da marcha da maconha, do que se pode perceber, não há qualquer espécie de enaltecimento defesa ou justificativa do porte para consumo ou tráfico de drogas ilícitas, que são tipificados na vigente lei de drogas. Ao contrário, resta iminente a tentativa de pautar importante e necessário debate das políticas públicas e dos efeitos do proibicionismo”.

A Ministra Ellen Gracie asseverou: "Sinto-me inclusive aliviada de que minha liberdade de pensamento e de expressão de pensamento esteja garantida".

Assim, dos motivos alegados pelos citados ministros da Suprema Corte, baseados que foram no principio da liberdade de expressão, convicto de que a minha liberdade de pensamento também há de ser garantida, é que venho de público, após manifestar o meu respeito pela decisão proferida, discordar da mesma em sua totalidade.

Comungando na cartilha dos cidadãos brasileiros discordantes desta suprema decisão, o Juiz de direito, Onaldo Rocha de Queiroga, da Justiça do estado da Paraíba, em seu artigo intitulado A MARCHA, assim se expressa: “Essa decisão esvazia a aplicação do delito de Apologia ao Crime. E mais, dizer que essa marcha não incita o crime é querer negar o óbvio. É muita filosofia e pouca realidade. Diante dessa elasticidade de liberdade, o STF abriu uma porta muito perigosa, pois amanhã outros cidadãos poderão reivindicar, dentro desse espírito democrático, o direito de organizar outras marchas, agora com a finalidade de defender o Neo Nazismo, a descriminalização do estupro, da tortura, do latrocínio, do homicídio. Aliás, sem medo de errar, tenho consciência de que mais de 50% dos homicídios praticados hoje no Brasil d ecorrem do tráfico de drogas. O aumento de furtos e roubos, como outros delitos, estão também ligados ao tráfico de entorpecente”.

Partindo desse principio, desta decisão histórica, certamente teremos em breve também as marchas pelo haxixe, ecstasy, morfina, heroína, ópio, LSD, cocaína, merla, paco, codeína, crack, oxi...

Por falar em crack e oxi, as duas piores das drogas, tão perigosas quanto avassaladoras, devastadoras e mortais em todos os sentidos, principalmente por conter nas suas composições químicas o lixo da cocaína que é diluído com o ácido sulfúrico, misturados e manipulados com a cal virgem e o bicarbonato de sódio, querosene ou gasolina, transformando os seus usuários em verdadeiros mortos-vivos.

Seria cômico se não fosse trágico, ver um verdadeiro exército de zumbis a se levantar do imundo chão, das nojentas calçadas, das pegajosas marquises, dos espaços disputados com os ratos e baratas, das fétidas sarjetas provenientes dos lixões da crackolandia paulista e tantas outras, para reivindicar os seus direitos em marcha do crack e oxi.

Um batalhão de maltrapilhos que ferem o princípio da dignidade humana, barbudos, imundos, se mimortos ou mortos-vivos, precisando tão somente e exclusivamente da mão do governo para salvá-los em última instancia via tratamento de saúde, psiquiátrico e psicológico, a gritar pelas ruas por seus direitos de usarem essas drogas, ou então da possibilidade de que sejam as mesmas de vez liberadas para consumo legal...

Em contrassenso, a decisão suprema também deixa uma missão espinhosa para a polícia, que terá que garantir a segurança dos manifestantes em tais marchas e ao mesmo tempo coibir o uso dessas drogas. Incompreensível, para não dizer, inexplicável.

Ao mesmo tempo em que a nossa Carta Magna garante a liberdade de expressão, também conduz em seu texto a observância de princípios fundamentais, como o da dignidade humana, da proteção à família e o da moralidade, todos no mesmo patamar de aplicação, entretanto, aparece aos meus ingênuos olhos e pensamentos confusos que a liberdade de expressão no caso em pauta, sobrepõe os outros princípios citados.

Devemos primar, pela moral e pela família. A liberdade de expressão não está acima da moralidade nem tampouco acima da dignidade humana, vez que é de fato indigno para qualquer ser humano ver o seu semelhante se arrastando como imundo verme nas crackolandias que se espalham a olhos vistos nos quatro cantos do país, matando ou morrendo por um cigarro de maconha, por uma cheirada de cocaína, por uma pedra de crack ou oxi, enquanto seus entes queridos, desprotegidos, choram em lágrimas de sangue suas perdas em vidas como se mortos estivessem.

Se existem leis frágeis, com a máxima vênia, também há decisões igualmente frágeis.

Archimedes Marques, Delegado de Policia Civil no estado de Sergipe, é Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS. archimedes-marques@bol.com.br

No Brasil, o que se diz não se firma

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

Quem acreditou na versão da então candidata presidencial, Marina Silva (PV-AC), que diz estar o mundo num processo de aquecimento global, e que temos de plantar com urgência algumas árvores para recuperar tipo de clima que não se sabe bem qual é, perdeu seu tempo.

Na verdade, Marina Silva queria que cada qual fosse para o quintal soprar, na esperança de em pleno meio-dia fazer com que o Sol do Nordeste baixasse de 40 graus para 23 graus. Graças a Thor (e também ao pai dele, Odin, que jamais me faltou), nunca fui nessa conversa.

Dona Marina segue a cartilha dos ingleses e a do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore que, juntamente com um vigarista da Goldman Sachs, criou história fantasiosa de bolsa de valores de carbono e ganhou rios e mais rios de dinheiro. Para eles, deu certo. Nos EUA, Al Gore responde a pendengas judiciais e poderá se sair mal.

Ao se investir na tal bolsa de carbono, alguém ligado ao inteligente esquema corre desesperado para colocar plantinhas no vaso, regando-as religiosamente enquanto por lá ficarem os caraminguás investidos por mortais cheios de culpa. É tudo suposição, mas deve funcionar nesse diapasão.

O certo é que os sabichões ensinam à população, aos que acreditam em fadas, anjos e gnomos, que o homem controla a temperatura no planeta. E como não desejam jogar tanta sabedoria ao léu, sem qualquer compensação, vão enriquecendo a olhos vistos. A quem investe só resta observar com rigor as instruções.

Claro que não se deve descartar hipóteses, até porque nosso mundo se conduz em permanente dialética. No conflito ou atrito entre posições, constrói-se a vida na fugacidade que nos ilude algum tempo, como se realidade fosse. Até mesmo vigarista como Al Gore poderá, algum dia, trazer conjectura que sirva. Mas não a do clima.

Já faz algum tempo (1969) que o cientista britânico James Lovelock criou a teoria Gaia, formulando a ideia de que a Terra é organismo vivo e acertou em cheio. Mas errou de forma contundente quando previu ser “o aquecimento global irreversível”. O mundo está esfriando, não esquentando.

Já faz algum tempo, também, que Robert Felix vem perturbando os Al Gore da vida com dois livros retumbantes (sem tradução em português), detalhando de forma minuciosa como ocorreu a última era glacial e assegurando que ela acontece a cada 11 mil e 500 anos. Segundo cálculos, nós estamos mergulhando fortemente em nova era.

O desaparecimento de animais (dinossauros, antes creditado a meteoros que teriam atingido o planeta), ganha nova versão com a camada branca de neve que soterrou a tudo. Imagine-se nevar o correspondente a nove andares, todos os dias, sem parar, por incontáveis anos.

A extinção de mamutes gigantes, cujos corpos são exumados perfeitos e inteiros até os dias de hoje, tigres de sabre e outros animais gigantescos, deu origem a novo livro no qual o autor fala sobre reversão magnética e desmonta a teoria darwiniana da evolução das espécies. Morreram eletrificados!

Pois, agora, o cientista britânico Piers Corbyn, o maior estudioso de fenômenos solares, que previu os recentes terremotos que atingiram a Nova Zelândia, apareceu na TV Al Jazeera e avisou que da próxima segunda-feira (27), até o sábado, 2 de julho, terremotos de magnitude devastadora e ainda o mau tempo, juntos, em várias regiões do planeta, deixarão a maioria assombrada.

Como se não bastassem as cinzas do vulcão chileno que soterram cidades inteiras da Argentina e não se toma conhecimento pela mídia dita normal. Está muito mais feio do que Marina Silva pensava. Não vai adiantar apenas soprar no quintal.

Márcio Accioly é Jornalista.

Corrupção na estrutura estatal: até quando?

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Por Manuel Cambeses Júnior

O povo brasileiro, ultimamente, de forma avassaladora, tem tomado conhecimento, cada vez com maior assiduidade, de fatos e situações que, por sua sordidez, confirmam a existência de destacados e numerosos focos de corrupção incrustados na estrutura estatal.

Há algum tempo a imprensa tem dado destaque a algumas revelações verdadeiramente escandalosas sobre o envolvimento de políticos e autoridades governamentais em atos desairosos e denunciado o enriquecimento ilícito de maus patriotas no exercício da função pública.

Dentre os casos mais recentes e mais retumbantes, destacam-se os escândalos envolvendo políticos de diversos níveis, mancomunados com empresários inescrupulosos.

Se adicionarmos a estes lamentáveis casos as denúncias e investigações que envolvem, em diferentes oportunidades, funcionários do setor administrativo, inclusive colaboradores diretos da Presidência da República, chega-se à conclusão de que a maré de anomalias, torpezas e suspeitas está profundamente enraizada nos Três Poderes do Estado.

É correto que muitos desses deploráveis acontecimentos estão sendo investigados pela Justiça, numa pálida tentativa de dar conta à opinião pública do que tem sido realizado para coibir atos desta natureza. Entretanto, é importante salientar o efeito desmoralizador que tal acúmulo de irregularidades e canalhices produzem no ânimo coletivo.

É muito difícil para a opinião pública assimilar o caudal de informações deprimentes que golpeiam, diariamente, a sensibilidade dos cidadãos, sem que seja experimentado um profundo desalento moral e observado, com um fundo de incredulidade, o funcionamento das instituições sobre as quais repousa a ordem republicana.

Ante esta dura realidade é imprescindível criar-se, o quanto antes, as condições que permitam reconstruir o prestígio da Organização Estatal, hoje fortemente afetado pela sordidez desses maus brasileiros.

Uma sociedade que não confia em suas instituições dificilmente poderá caminhar com passo firme na direção de metas perduráveis de progresso, justiça e bem-estar. A honorabilidade dos homens públicos, qualquer que seja o nível e a natureza de sua função, é um oxigênio insubstituível para o desenvolvimento da capacidade criativa do corpo social, que dificilmente mobilizará, com profundidade, suas energias espirituais e materiais, se considerar que o fruto de seu esforço será aproveitado, desavergonhadamente, pela voracidade, ambição, vileza e falta de escrúpulos de uns poucos.

À imprensa lhe corresponde uma missão fundamental nesta empreitada de reconstrução nacional. Na maioria das vezes tem sido a mídia o instrumento de denúncia de manejos ilícitos por quem exerce o poder (seja de quem tenha chegado à função pública pelo voto popular ou de quem desempenha cargo de confiança em virtude de nomeação).

É alarmante imaginar quantos focos de corrupção teriam permanecido ocultos se os profissionais de imprensa não lhes houvesse focado a luz. Daí ressalta-se o valor estratégico da liberdade de expressão como pilar da ordem constitucional.

Frente à onda de seguidos fatos e focos de corrupção que ameaçam erodir os alicerces do Estado, toda a sociedade brasileira deve pôr-se de pé, para exigir que os atos ilícitos identificados e denunciados pela imprensa - desde que devidamente comprovados - sejam punidos exemplarmente, e que os controles do sistema democrático funcionem com eficácia e em plenitude, na salvaguarda da transparência moral, que é a virtude suprema da República. Coronel-aviador reformado da Força Aérea.

Manuel Cambeses Júnior é Coronel Aviador da Reserva. Artigo originalmente publicado no Monitor Mercantil de 21 de junho de 2011. www.monitormercantil.com.br

Lutando pelo poder

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Por Ricardo Faria

Impera a ignorância, os desiguais precisam lutar. Ainda que desiguais, lutam desejando não ser, imaginando que não serão, empunhando bandeiras da igualdade. Por isso lutam, precisam do poder para salvarem-se do desconhecido que os atormenta.

Lutaremos sempre enquanto estivermos nesse planeta azul onde ninguém sabe de onde veio, o que faz aqui e muito menos para onde vai.

Só resta lutar e tentar assumir o poder. É o que resta, ilusão retratada no poema de Francisco Octaviano de Almeida Rosa? Quem passou pela vida em branca nuvem, E em plácido repouso adormeceu; Quem não sentiu o frio da desgraça, Quem passou pela vida e não sofreu, Foi espectro de homem, não foi homem, Só passou pela vida, não viveu.?

Ainda assim, na luta pelo poder, penso que somos somente a Chapeuzinho Vermelho tentando levar broas e geléia para a avozinha doente e sozinha numa casa da floresta. Lá chegando indagaremos:

- Oh, vovozinha, que boca enorme você tem!

Como na fábula, vamos escutar:

- É para engolir você melhor!!!

E você, leitor, o que acha?

Ricardo Faria é editor do site www.vejosaojose.com.br

O fracasso gerencial de Eduardo Paes

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Por Cesar Maia

Com dois anos e meio de gestão, faltando apenas 1 ano até o início da campanha eleitoral, o que se vê é um enorme fracasso político e gerencial. Deslumbrado com o volume de recursos em caixa, que fazem parte da rotina da prefeitura do Rio desde 1994, a partir do ordenamento da gestão fiscal, que permitiu a prefeitura elevar para pelo menos 10% das receitas constitucionais seus investimentos por mandato, e transferir aos governos seguintes quase toda a receita do IPTU, como assinalou a presente administração na primeira semana de governo em 2009, informando que havia em caixa, disponíveis para o gasto, 1,2 bilhão de reais, na capa do Globo.

O fracasso político se desdobra em 4 planos. O primeiro é a perseguição aos servidores e seus direitos. Em geral, economistas que vêm do mercado financeiro sem ter tido experiência no setor público carregam preconceito contra o setor público e cometem este equívoco. Fazem uma curva ABC de despesas e focam na maior despesa que é a de pessoal. As funções precípuas dos governos são realizadas por servidores e não por máquinas e, por isso, as despesas de pessoal devem ser a maior rubrica de todas. A atual administração não entendeu que servidor é capital e não custeio. Lacerda, por experiência própria, quando atrasou os salários em junho de 1965, afirmava que, no Rio, ninguém vence eleição contra os servidores públicos.

O segundo fracasso político é a utilização da repressão como bandeira de propaganda. Entre 1993 e 2008 o número de ambulantes na cidade do Rio caiu de 65 mil para 16 mil com crachás, e 1.000 "paraquedas". Agora são 18.500 com crachás e 1.500 "paraquedas". O número da população de rua, permanentemente levantado, dobrou, passando de 2 mil para 4 mil em dois anos. A repressão pela repressão é intimidação, o que leva, inexoravelmente, à corrupção, à extorsão. O choque de ordem, aplicado dessa forma, tem produzido como resultado o aumento da desordem e a humilhação dos mais pobres.

A ânsia pela privatização afeta a educação pública e a saúde pública, entrando na ilusão da euforia pelas terceirizações, mais caras e menos produtivas. As OSs, na Saúde, com gastos de 538 milhões de reais, por dados oficiais da prefeitura (entre fins de 2009 e início de maio de 2011), é prova cabal disso. E, na educação pública, a utilização de fundações e institutos privados como forma de substituir o magistério, se transformou num desesperado esforço de treinamento dos alunos para ver se conseguem algum aumento no IDEB em 2012. Mas, assim mesmo, só apresentam as provas de treinamento para os alunos que atravessaram os testes preparatórios.

Finalmente, a gestão operacional. Num desespero juvenil em produzir notícias e imagens para a imprensa, vão se sucedendo projetos os mais diversos, com croquis coloridos, nunca executados, como o fechamento da Avenida Rio Branco, o viaduto saindo do viaduto da Paulo de Frontin, teleféricos, equipamentos de todos os tipos, projetos para a área da rodoviária, etc., às centenas. Ganham espaço e publicidade e nada acontece.

Enquanto isso, os serviços públicos vão perdendo eficiência pela improvisação e uso de cabos eleitorais na gestão. Todos os problemas de conservação -produto da concentração de investimentos no PAN 2007, depois superados em 2008- são hoje nada, perto do desmonte dos sistemas profissionais na área viária cujo maior exemplo é a sistemática falta de limpeza dos bueiros, acarretando enchentes com qualquer chuvinha, a iluminação pública que se agrava a olhos vistos -apesar da criação da taxa de iluminação, cujos mais de 100 milhões de reais não se vê onde estão aplicados- o volume de asfalto aplicado que caiu a menos da metade, segundo informam os servidores, etc. A limpeza urbana está declinante a olhos de ver e a interrupção dos garis comunitários deixou as favelas ao abandono.

E, finalmente, a área de urbanismo, completamente abandonada. Todos os dias surgem projetos e seus croquis, e aprovam-se leis para a euforia do setor imobiliário. Urbanismo, como intervenção no espaço urbano para a qualificação da relação entre as pessoas e os espaços, rigorosamente, nada acontece. E vamos ficando por aqui. Em outro Ex-Blog agregaremos outros setores à análise.

Cesar Maia, Economista, foi Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro.

Dize-me com quem andas, Sérgio Cabral

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Por Carlos Newton

Por muito menos, pediram o impeachment de Fernando Collor. Não há comparação entre as trajetórias do então presidente e a do atual governador do Rio de Janeiro. Os “empresários” Marcelo Mattoso de Almeida, que morreu pilotando o helicóptero na Bahia, Fernando Cavendish, Sergio Luiz Côrtes da Silveira e Arthur Cesar Soares de Menezes Filho – são estes os principais parceiros de Sergio Cabral Filho, um jovem suburbano que abraçou a política e daí passou a flertar com a elite e frequentar o eixo Leblon-Angra dos Reis-Miami-Paris.

Parceiro 1 – Marcelo Mattoso de Almeida era um ex-doleiro, que se autoexilou em Miami, fugido de uma operação da Polícia Federal, onde abriu uma revendedora de carros de luxo (por coincidência, o nome da agência era First Class, o mesmo do empreendimento na Bahia). Voltando ao Rio de Janeiro, passou a frequentar a casa do governador, tornando-se assíduo no Palácio Laranjeiras. Por coincidência, há informações circulando de que na semana passada Cabral voltou de Paris fazendo escala em Miami.

Parceiro 2 – Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, era um empreiteiro de terceiro time e rapidamente se tornou um dos mais ricos do país, depois que se aproximou do governador Sergio Cabral Filho, ganhando as mais importantes licitações do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a reforma do Maracanã e a construção das novas lâminas do Tribunal de Justiça.

Parceiro 3 – Arthur Cesar Soares de Menezes, o “Rei Arthur”, assim chamado porque é o grande artífice e planejador das terceirizações e licitações no governo Sergio Cabral. Em 2008, recebeu 23,5% (R$ 357,2 milhões) de tudo o que o governo estadual pagou. Na verdade, o reinado de Arthur César, do grupo Facility, se iniciou na gestão de Anthony Garotinho e desde então jamais foi destronado. Mas nem Garotinho ousou pagar tanto, em 2003, por exemplo, Arthur César só levou R$ 58,5 milhões.

Parceiro 4 – Sergio Luiz Cortes da Silveira é o homem de Cabral na área da saúde. O governador tentou emplacá-lo como ministro do governo Dilma Rousseff, que declinou quando viu a lista dos processos que o secretário responde por improbidade administrativa. A corrupção de Côrtes virou manchete dos jornais e ele jamais explicou como comprou o luxuoso apartamento de cobertura na Lagoa, que seu salário de Secretário de Saúde não poderia pagar. A atuação de Cortes rendeu ao governador uma interpelação judicial no STJ (IJ nº 2008/0264179-0), promovida pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e pela Federação Nacional dos Médicos.

Além dos quatro parceiros, o governador tem forte apoio da própria mulher, Adriana Ancelmo Cabral, que se tornou o maior fenômeno da advocacia nacional. Saiu da função de advogada assistente na Alerj (2001 a 2003) para catapultar sua carreira e fundar, em 2004, o Escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados Associados, sociedade que mantém o maior número de causas milionárias em que o Estado do Rio de Janeiro, suas autarquias e fundações funcionam como parte ou contraparte.

***

O ENRIQUECIMENTO DE CABRAL

Sérgio Cabral Filho vem de uma família de classe média baixa, nasceu no Engenho Novo e foi criado no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio. O pai, conhecido jornalista e crítico musical, se candidatou a vereador e foi eleito em 1982 e reeleito em 1988 e 1992. Cabral Filho se integrou à equipe do pai, acabou nomeado diretor da TurisRio, no governo Moreira Franco.

Em 1990, pegou carona no nome do pai e foi eleito deputado estadual, tornando-se uma espécie de político-modelo. Recusou as mordomias da Alerj, não usava o carro oficial, dirigindo seu modesto Voyage. Defendia duas classes sociais: os jovens e os idosos, organizando os famosos bailes da Terceira Idade, primeiro no Clube Boqueirão do Passeio, depois no Canecão. Fazia uma carreira impecável, trocou o PMDB pelo PSDB e tinha tudo para dar certo na política.

Até que se candidatou a prefeito do Rio, em 1992, e descobriu as famosas “sobras de campanha”. Foi quando começou a enriquecer. Reeleito deputado estadual em 1994, ligou-se a Jorge Picciani, que durante 6 anos foi primeiro-secretário da Alerj, no período em que Cabral presidiu a casa (1995-2007). Em 1994, foi novamente candidato a prefeito, amealhando “mais sobras de campanha”.

Em 1998, tinha declarado um patrimônio de R$ 827,8 mil, mas já dava demonstrações explícitas de enriquecimento ilícito. Ainda estava no PSDB, mas rompeu com o então governador Marcello Alencar, que o denunciou ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa (adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda de agente público), pela compra de uma mansão no condomínio Portobello em Mangaratiba, e pela aquisição também de um luxuoso apartamento no Leblon.

Mas essa investigação foi arquivada pelo subprocurador-geral de Justiça Elio Fischberg, em 1999, porque Cabral alegou que fazia “consultoria política” para a agência do publicitário Rogério Monteiro, que lhe pagaria R$ 9 mil por mês, quantia insuficiente para justificar os elevados gastos de Cabral, mas o subprocurador parece que não era bom em aritmética.

Em 1999, Cabral volta para o PMDB, e ainda como presidente da Alerj, se aproxima do então governador do estado, Anthony Garotinho, que o ajuda a se eleger senador em 2002, e depois o apóia na campanha para governador em 2006, com mais “sobras de campanha”.

Como governador, estrategicamente Cabral logo rompeu com seu protetor Garotinho, mas manteve o “reinado” de Arthur César Soares de Menezes Filho. E se ligou aos outros três mosqueteiros: Marcelo Mattoso de Almeida, o ex-doleiro que morreu sexta-feira pilotando o helicóptero na Bahia, o empreiteiro Fernando Cavendish, e o secretário Sergio Luiz Côrtes da Silveira. Com isso, foi aumentando desmesuradamente a fortuna, que já não dependia dos serviços de “consultoria” à agência do amigo Rogério Monteiro.

Hoje, o deslumbramento e o exibicionismo novo rico da família Cabral chega a tal ponto que uma foto publicada por O Globo esta terça-feira diz tudo. O filho de Cabral, Marco Antonio, aparece usando um relógio Rolex Oyster Perpetual Daytona de Ouro Branco, que custa nas melhores lojas do país a bagatela de R$ 50 mil. Não é preciso dizer mais nada.

Carlos Newton é Jornalista. Originalmente publicado no site da Tribuna da Imprensa de 21 de junho de 2011.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Invasão de sites oficiais é só primeira retaliação de italianos contra libertação de Battisti

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Leia mais artigos no site Fique Alertawww.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão

A libertação e concessão de visto permanente para o ex-terrorista italiano Cesare Battisti são o verdadeiro motivo por trás dos recentes ataques de hackers (sediados na Itália) aos sites da Presidência da República, da Secretaria de Imprensa da Presidência, do Senado, do Ministério dos Esportes e do Exército Brasileiro. Por enquanto, as retaliações ao Brasil por não extraditar Battisti ocorrem por meio de crimes eletrônicos. Mas têm tudo para partir para o campo político e pessoal, com efeitos negativos nas áreas comercial, financeira e criminal.

Os invasores italianos tiveram acesso aos dados e movimentações de uma milionária conta corrente no banco norte-americano Wells Fargo. O correntista (aparentemente vítima de violação) é o filho de um ilustre palestrante brasileiro que teve papel decisivo na permanência de Battisti no Brasil. O padrinho (godfather) do italiano já recebeu avisos diretos para não pisar em território italiano. Tanto que cancelou apresentações que faria por lá. Os familiares dele também foram advertidos de que não serão bem recebidos por lá. A cidadania italiana lhes será de pouca serventia. Quem tem (dinheiro lá fora) tem medo – como nunca teve antes na História do Brasil. O “amigo” de Battisti que se cuide...

Os ciberterroristas deram apenas um indicativo de que agem politicamente, sem explicitar os reais motivos da ação criminosa de invasão dos sites. Pelo microblog twitter, enquanto recrutavam hackers brasileiros para ajudá-los,os invasores italianos avisaram que promoviam uma “jangada contra governos corruptos”. Tecnicamente, eles não roubaram ou apagaram informações do governo brasileiro. Apenas congestionaram o acesso aos sites usando um sistema de robôs para promover um “Denial of Service” (ataque de negação de serviço).

Safadeza

Na ação mais sacana, o grupo de hackers LulzSecBrazil postou no twitter um link para um arquivo com supostos dados pessoais da Presidenta Dilma Rousseff.

Aparentemente, as informações sobre Dilma foram obtidas diretamente de Balanços Oficiais da Petrobrás.

Como manda a Lei das Sociedades Anônimas, todo ano, a companhia publica alguns dados pessoais que qualificam, juridicamente, quem são os membros de seu Conselho de Administração.

Hoax

Tudo que agora saiu na Internet sobre Dilma já fora antes veiculado em caríssimos cadernos especiais, pagos a peso de ouro, em jornais de grande circulação.

Os dados da Presidenta também podem ser conseguidos em cartórios eleitorais, tribunais eleitorais e em vários documentos que podem ser baixados da internet, como prestação de contas e relatórios.

Portanto, a agora propalada “quebra de sigilo de Dilma por hackers” não passa de uma lenda de Internet (ou hoax).

Italianagem

Outra suposta vítima dos hackers foi o prefeito Gilberto Kassab – que tem ótimas relações pessoais com italianos.

A suprema maldade é que, por ironia do destino, um dos melhores amigos dele nasceu naquele país...

Até o santo nome da mãe do prefeito paulistano acabou informado pelos supostos hackers, junto com os números do CPF e do PIS, data de nascimento, telefones, signo e e-mails pessoais.

Pirão desandando

O Verdadeiro Supremo é Deus”.

Foi com esse recadinho que o senador Magno Malta (PR-ES) deu ontem aos ministros do Supremo Tribunal Federal, em discurso na Mega Marcha para Jesus, organizada por evangélicos, em São Paulo.

O ataque indica que os evangélicos pegarão pesado contra o casamento entre homossexuais e a descriminalização da maconha – pontos aos quais os ministros do STF têm se mostrado favoráveis.

Cor do Patrocínio

Bárbara Gancia brinca, na Folha de S.Paulo de hoje:

Pensei que o Pelé jamais usaria o blazer vermelho do Arrelia”.

Pois o Rei, na partida em que seu Santos venceu a Libertadores não bancou o palhaço...

Apenas vestiu as cores do Santander – seu patrocinador oficial e que também é o banco que banca a Copa Libertadores...

É mesmo?

Hoje é dia de São João?

Pois parece que é todo dia...

Afinal, no Brasil todo dia é dia de quadrilha...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Junho de 2011.

A Desmoralização é Geral

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

As pessoas tendem a acreditar de maneira geral que seu Estado é pior do que o dos outros e que algumas unidades de nossa Federação funcionam melhor e são mais atraentes. Antigamente, quando só existiam os jornais diários, trazendo impressas as notícias do dia anterior, essa crença era mais forte. A internet vai mudando tal opinião.

O ser humano, na tentativa de mitigar, aliviar, abrandar suas dores, apega-se de forma inconsciente a estratagemas dos mais diversos e esquisitos, pois o mundo nu e cru em que vivemos é muitas vezes impossível de ser aturado.

Mas uma coisa é tida como certa: nenhuma organização social terá condições de funcionar corretamente exibindo a quantidade de dirigentes desonestos, bandidos, ladrões, assaltantes dos cofres públicos e salafrários como a encontrada no Brasil.

E foi preciso gravíssimo acidente de helicóptero para revelar o espúrio relacionamento entre o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB) e as empreiteiras que cuidam da reforma do Maracanã. O governador carioca posa de vestal, como todos os outros flagrados com a mão e o braço inteiro na botija.

No último dia 4, Sérgio Cabral chamou de “vândalos” e “irresponsáveis” os bombeiros que invadiram o Quartel Central, na Praça da República (centro do Rio de Janeiro), reivindicando salário de dois mil reais, pois já não conseguem mais sobreviver. A maioria ganha 950 reais. A invasão foi a única forma de chamar a atenção pública.

O fato é que ninguém liga mais para nada e nossas “autoridades” se encontram tão preocupadas em desviar recursos financeiros públicos que não têm tempo para outra coisa e se irritam profundamente quando perturbadas no ofício. Têm tanta certeza da impunidade que agem descaradamente, a céu aberto.

Daí que o desastre de helicóptero na Bahia mostrou Cabral viajando no jatinho de Eike Batista e de braços dados com Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta, justamente a responsável pela reforma do Estádio do Maracanã, obra que já ultrapassou a faixa de um bilhão de reais! E os bombeiros é que são irresponsáveis e vândalos.

Em Brasília, Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz (PC do B) está envolvido em falcatruas das mais vergonhosas juntamente com o senador Gim Argello (PTB). A movimentação traz, ainda, a participação do ex-presidente Dom Luiz Inácio. E conta com Renan Calheiros (PMDB-AL) que salvou Argello da cassação no Senado.

Quando o então governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), foi obrigado a renunciar (ele já havia renunciado certa feita ao Senado por ter violado o painel de votação em cumplicidade com o também senador Antônio Carlos Magalhães, DEM-BA), a Câmara Distrital elegeu Rogério Rosso governador tampão.

O advogado Rosso, ex-integrante do grupo do ex-governador Joaquim Roriz, de quem se afastou, estava ligado ao deputado Tadeu Filipelli (PMDB), ex-genro de Roriz. Foi o maior desastre que poderia ter acontecido ao DF. Brasília mergulhou no caos, o mato cresceu, os órgãos públicos deixaram de funcionar e o lixo invadiu as ruas.

Sem alternativa, o único nome que conseguiu agregar maior número de apoios foi o do ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz, acusado agora de vários crimes, mas mantendo-se no cargo porque ainda não apareceu a fita que se diz existir (rodada por Durval Barbosa, o delator do mensalão de Brasília), expondo Agnelo vexatoriamente.

No Brasil, as instituições não funcionam. As prisões duram espaço de horas e servem apenas para fazer escândalo. Os escândalos vão cansando e o risco em tais sociedades é a população descobrir que Justiça mesmo só se feita com as próprias mãos.

Não se sabe se a Receita Federal irá apurar o enriquecimento de Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz e outros figurões. O que se sabe é que viver no de Brasil hoje é muito arriscado, pois o governo oferece os piores exemplos e o clima é de total insegurança.

Márcio Accioly é Jornalista.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

“Privatização” do Galeão é negócio que une Cabral, Eike, Cavendish e grandes empreiteiras

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Leia mais artigos no site Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão

O generoso empréstimo de um sofisticado jatinho Legacy para um passeio particular na Bahia, onde comemoraria o aniversário de um empreiteiro que tem R$ 1 bilhão em contratos com o governo do Estado do Rio de Janeiro, é apenas uma pista de um ambicioso plano de negócios que une o bilionário Eike Batista e o governador Sérgio Cabral. Na verdade, ambos articulam um alto voo: a concessão do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim.

Com Cabral de “padrinho” do meganegócio junto ao governo Dilma Rousseff, Eike já tem articulada uma parceria para abocanhar o Galeão junto com as empreiteiras Odebrecht, Camargo Correa (que está saindo da área de obras para ficar só com negócios de concessões de estradas e aeroportos) e OAS. O amigo de Cabral e de Eike, empreiteiro Fernando Cavendish, também entraria no empreendimento com sua Delta Construções. Dilma postergou a decisão sobre o modelo de concessão para o Galeão por causa das pressões do PMDB, via Cabral, para abocanhar o aeroporto estratégico para o turismo brasileiro.

Com amizade e sem licitação?

A Assessoria de Imprensa da Delta faz um convincente juramento:

"Sua atuação não é pautada pelo relacionamento pessoal do empresário Fernando Cavendish com o governador Sérgio Cabral".

A empresa alega que as concorrências das quais participa estão dentro da legalidade.

Mas dados vazados ao jornal O Globo por tucanos inimigos de Serginho Cabral revelam que a Delta foi contemplada somente este ano, até este mês, com R$ 58,7 milhões para a realização de obras, sem concorrências públicas.

Show do Bilhão

O valor representa 24,8% - praticamente um quarto - do total de R$ 241,8 milhões empenhados (recursos reservados para pagamento) só para a construtora no primeiro semestre de 2011.

De 2007 até hoje, a construtora acumula contratos - com e sem concorrência - de R$ 1 bilhão com o estado.

A Delta participa de consórcios à frente de obras caríssimas, como a do Maracanã e a do Arco Metropolitano.

Gol contra o cofre

A empresa também se mostrou craque em reajustar valores de obras.

A reforma do Maracanã, inicialmente orçada em R$ 750 mil, foi reajustada para R$ 1 bilhão.

A Delta alegou que parte da cobertura original do estádio está seriamente danificada e precisa ser refeita.

Vulnerabilidade


O Centro de Coordenação para Tratamento de Incidentes de Rede do Exército investiga como um hacker invadiu, sábado passado, o banco de dados da Força Terrestre.

O Fatal Error Crew divulgou links no Twitter com informações pessoais de quase mil funcionários das forças armadas, em blocos de 300 cadastros por vez.

As informações vazadas contêm nome, número de CPF, função que exercem na corporação e um número de série.

O invasor também quebrou o acesso a mais de 300 logins, senhas e e-mails de pessoas registradas no banco de dados do Exército.

Ultraje a rigor

O Conselho Nacional de Justiça definiu ontem que os tribunais possuem autonomia para decidir sobre os trajes a serem usados dentro das instalações do Poder Judiciário.

A decisão se baseou no artigo 99 da Constituição Federal, que prevê a autonomia administrativa e financeira do Poder Judiciário.

Assim, o CNJ não aceitou um recurso da OAB Flumimense, reclamando que a juíza da 5ª Vara do Trabalho de Duque de Caxias não teria cumprido a Resolução nº 233/2011 da OAB/RJ, que autoriza os advogados usarem, no verão, apenas calça e camisa sociais.

A magistrada suspendera uma audiência alegando que um advogado não estaria em trajes adequados para um tribunal.

Tomara que dê certo

Presidentes de tribunais de todo o País reúnem-se hoje, no Plenário do Conselho Nacional de Justiça, para conhecer o Processo Judicial Eletrônico.

O PJe é o sistema de informática desenvolvido pelo CNJ em parceria com os tribunais para a automação do Judiciário.

Será feita a apresentação mais detalhada do sistema e distribuída uma espécie de manual para auxiliar os técnicos na instalação dos software que prometem o milagre de tornar a Justiça brasileira mais ágil.

Endividando

O endividamento das famílias que moram nas capitais brasileiras cresceu quase 24% de janeiro a maio, na comparação com igual período do ano anterior, e chegou a R$ 13,5 bilhões.

O aumento ocorreu apesar das medidas de contenção ao crédito tomadas pelo governo.

O cálculo é da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP).

Repercutindo lá fora

O diário econômico britânico Financial Times adverte que a proporção de empréstimos com pagamentos atrasados por mais de 90 dias vem crescendo rapidamente nos últimos meses no Brasil.

O calote deve chegar a 8% até o final do ano, na avaliação da agência de avaliação de crédito Serasa Experian.

O Financial Times comenta que a inadimplência dos consumidores brasileiros ainda está em um nível considerado razoável, mas já está acima da maioria dos outros grandes mercados emergentes.

Pode não...


Juca Kfouri revela que a a Sport+Markt, empresa de pesquisa especializada nas coisas do esporte, ouviu 8221 brasileiros durante os primeiros dias deste mês para saber o que o País acha de investir dinheiro público em estádios de futebol.

De todo o universo pesquisado, 29,9% não tem opinião formada sobre o tema.

Mas apenas 25,4% concordam com o uso de dinheiro público em estádios, contra 44,7% que discordam.

Museu Pelé

O Banco Santander será o patrocinador do Museu Pelé, que reunirá acervo pessoal do ex-jogador,com inauguração prevista para dezembro do ano que vem.

O museu será construído em Santos, no antigo Casarão do Valongo, situado no Largo Marquês de Monte Alegre, Centro Histórico da cidade.

Antes de receber o acervo, o edifício construído em 1865 terá as fachadas restauradas e o interior reestruturado.

O investimento será de R$ 3 milhões por meio da Lei Rouanet.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Junho de 2011.