domingo, 3 de julho de 2011

Amor e Revolução

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aimar Baptista da Silva

O "Jornal da Orla" (23/24 de abril de 2011), aqui de Santos, publicou um artigo com o título supra, originado da novela do mesmo nome posta no ar pelo SBT. Não me surpreendeu a unilateralidade dos comentários do seu autor, jornalista Christian Moreno. Não foi o primeiro, nem será o último a, de tempos em tempos, "requentar" um assunto com o qual se tenta degradar as Forças Armadas, não o deixando ser esquecido pela... "opinião pública". Subversão a longo prazo! Entretanto, há que fazer-lhe alguns reparos, a bem da verdade! A demora em responder os meus amigos sabem qual é.

Ao que consta, a decisão de "passar a limpo os anos de chumbo do regime militar” (melhor diríamos civico-militar!) no Brasil, não foi propriamente um ato de coragem, como afirma Christian Moreno, mas, sim, de premente necessidade, com o objetivo de se salvar o SBT da derrocada causada pelo Banco Pan-americano, pertencente àquele complexo midiático. Não foram poucos os órgãos de imprensa que denunciaram tal "chuncho", envolvendo a utilização imoral, ilegal e indevida de dinheiro público, como se fosse uma espécie de... "PROER do Llulla" (mestre, aliás em “proeres” outros, inclusive internacionais).

E como os cinco cantos da administração pública do Estado brasileiro estão aparelhados pelos "cumpanheros", empedernidos e estúpidos escravos do bolchevismo internacional, via “aparat” do comuno-terrorismo sindicalista tupiniquim, pressentiu-se a oportunidade de, mais uma vez, tentar denegrir, perante o povo, as Forças Armadas, Exército em particular. Assim, "Amor e Revolução" constituiu a contrapartida a que se obrigou o SBT para "salvar o pelo"! “TUDO POR DINHEIRO”!!!

O grupo de militares que, segundo o autor, tentou, judicialmente, tirar a novela do ar, precipitou-se um pouco. Isto porque a novela, carecendo de argumentos novos (e verdadeiros!), que não existem, tornar-se-á cada vez mais chata, repetitiva. Vai cair de podre nos "ibopes" da vida! Mais ainda porque o povo não é trouxa e sabe, muito bem, distinguir o que é verdade do que é mentira.

A insistência em chavões tipo "golpe militar", "página negra da nossa História", "anos de chumbo", “repressão”, “autoritarismo”,..., e em mostrar cenas escabrosas de tortura e massacres contra angelicais revolucionários , vai cansar o povo e fazê-lo ver que existe um outro lado e uma outra razão dessa história, cujos fatos são ou omitidos ou distorcidos pelos “camaradas”, que, assim, negam ao povo o direito de saber a verdade verdadeira! Velha tática comunista que os curiosos da História bem conhecem.

O articulista observou, também, que esse grupo (de militares!) temia que a sociedade se voltasse contra as Forças Armadas. Temor infundado porque a Instituição Militar, apesar dos ataques que os comunistas pés-duros, mais simpatizantes, mais colaboradores, além da “magna et concomitante catervae” sempre lhe fazem, é uma das Instituições de maior credibilidade no seio da sociedade brasileira. Seriam necessárias algumas centenas de novelas daquele tipo para começar a abalar o prestígio popular das Forças Armadas.

E se tivermos a pachorra de observar a “telinha”, veremos que não é só “amor e revolução” que está no ar. Outras séries, em outras emissoras, também estão por aí , fazendo seu trabalho deletério! Assim, não há que se preocupar com essas frágeis, infantís mesmo, investidas da subversão, o que não significa deixá-las sem resposta. Afinal, a cainçalha ladra, desesperadamente, mas a caravana continua a passar. Com a impassibilidade que a caracteriza!

O Christian "pisou na bola, com as quatro patas", ao comentar outro argumento daquele grupo de militares. Vejamos: "Também a trama retrata a questão de forma maniqueista com os militares sendo os vilões da parada". E completa: "Bem, e por acaso não foram?" Com tal pergunta o jornalista mostra que lê pela metade que lhe interessa os relatos a respeito dos "anos de chumbo" do regime militar (Chumbo? O Moreno não sabe o que é chumbo. E do grosso! Fidel Castro, “musa dos bolcheniquins”, bem poderia explicar-lhe!).

Ora, bem disse outro jornalista, que não morre de amores pelos militares (direito dele!), que "um bom investigador, precisa prestar atenção em qualquer pista que lhe surja pela frente (ÉPOCA, 01 de Março de 2004)". Complemento-o: não só à frente, mas à esquerda, à direita, atrás e, ainda por dentro e por fora! Assim, se se conduzisse por um jornalismo investigativo, sério e imparcial, deveria, antes de dar sua "meia versão", verificar o outro lado da questão e da verdade. Se não o fez já bem demonstrou a que espécie de ideologia se rendeu incondicionalmente.

Assim, o Moreno poderia começar por tentar compreender a destinação constitucional das Forças Armadas, resumida numa singela frase:"defender a Pátria". Segundo por procurar entender que "a Pátria é uma fraternidade de homens, fundamentalmente iguais, ligados entre si pela raça, língua, religião, tradições, costumes, aspirações, direitos e deveres, vivendo em concórdia e liberdade, e que para se preservar, no tempo e no espaço, tem de se defender."

Ora, defende-se a Pátria de quem, por variados e insanos argumentos, justificativas e motivações, pretende atacá-la, destruí-la, entregá-la aos seus inimigos. Defende-se a Pátria de quem quer substituir suas instituições e estruturas, alicerçadas no Amor e na Justiça, por outras, desumanas, cruentas e anacrônicas, baseadas na violência e na injustiça.

O articulista poderia tentar encontrar a explicação (e certamente a encontraria!) para o fato de, não apenas nos idos de 1964, mas em outros idos (1935, 1968) também, as Forças Armadas sempre combaterem os comunistas e o comunismo, impedindo-os de implantar, nestas plagas, o... socialismo. Duvida o autor de que aí está o motivo pelo qual os partidos comunistas no Brasil, sempre foram excluídos, via judicial, da participação política e remetidos a uma clandestinidade que só os favoreceu?

Poderia tentar esclarecer porque esses partidos e chefetes “bolcheniquins” sempre manifestaram fidelidade canina a regimes e ditadores comunistas (estes tipo Stalin, Mao, Fidel e outros menos votados), além de abjeta e incondicional submissão às determinações e sinistros desígnios de partidos comunistas (PCUS, PC Chinês, ... e PC Cubano), e nunca exprimiram um mínimo de amor a sua (sua?) Pátria, e respeito e consideração a seus (seus?) patrícios.

Poderia tentar elucidar porque, durante o regime militar, os "comunas" se juntaram com inimigos da Nação brasileira para sabotar a profícua e febril atividade desenvolvimentista dos "generais de plantão", que fez o Brasil dar um salto de qualidade, e assim, fato incontestável, alinhar-se entre as dez maiores economias do globo.

Poderia questionar porque, se os comunistas proclamavam-se nacionalistas e propalavam lutar pelo desenvolvimento econômico-social do Brasil, não se aliaram aos "milicos" na persecução desses objetivos.

Poderia tentar explicar sua própria pergunta: "Por que este triste capítulo de nossa história não pode ser apresentado às massas." Ora, o autor "dá uma" de desinformado, pois, sobre o mais que se escreveu em termos desse..."capítulo" da História do Brasil, foi justamente sobre os tempos do regime militar (melhor seria "regime cívico-militar"!) .

As livrarias estão cheias de publicações com as versões vermelhas desse... "capítulo". São centenas, ou milhares, de livros, jornais, revistas, filmes, peças teatrais, entrevistas, e vai por aí, narrando a saga, ou seja, a lenda, a utopia, a ilusão, de uma minoria fanática cujo objetivo final era fazer do Brasil uma republiqueta bolchevista, atrelada à hoje defunta União Soviética. Neles está estampada uma história de traição, distorcida e reconstruída segundo os cânones gramscistas .

Os "camaradas botocudos" batem sempre na mesma tecla (e o articulista não tem motivos para desconhecê-la) de que é necessário abrir os arquivos da repressão. Pois é justamente isso que os militares mais querem, desde que também se abram as "negras caixas pretas" da subversão. Aqui e no exterior! Afinal, é necessário investigar, comparar, analisar e confrontar os dois lados dessa história. Certamente as massas ficariam abismadas com tamanhas canalhices, fanatismo e traição do lado de lá!.

A verdade é que as massas não estão nem aí para todo este "charivari". O que elas querem é bons empregos, melhores salários, excelente sistema de ensino, sistema de saúde eficaz, habitação, abastecimento, lazer, enfim tudo o que eleve seu padrão de vida, continuamente rebaixado desde que aqui se instalou, a partir de 1985, a chamada neorepública. Desde então, as realizações do regime militar foram rebaixadas a... “entulho autoritário”, a “maracutaia” substituiu a subversão, o subversivo virou ladrão. "E haja tetas na viúva!".

O articulista poderia esclarecer porque jovens imberbes e estúpidos, pouco mais que meninos, engajaram-se numa luta inglória cujos reais motivos eles desconheciam. Poderia tentar entender porque esses jovens, de cabeça oca, deixaram-se levar pelas manobras caborteiras dos raposões do bolchevismo tupiniquim. Entenderiam, esses jovens, a doutrina marxista ou estavam sendo vítimas de uma inconcebível, mas real, pedofilia ideológica?

Os militares que o autor da novela define como democratas e contrários à implantação de uma ditadura (militar!) no Brasil e, complemento, em razão disto eram chamados "nacionalistas", nada tinham de democratas, justamente porque apoiavam os "comunas" no seu afã de impor aos brasileiros uma "ditadura do proletariado".

Tampouco nada tinham de nacionalistas porque a doutrina marxista-leninista que, enrustidamente, professavam, é essencialmente internacionalista. Enquanto os militares que defendiam o Brasil eram apodados de... "gorilas", os poucos atrelados aos "bolcheniquins" eram conhecidos por "melancias", ou seja, verdes por fora e vermelhos por dentro. Eram isto sim, "comunas" e perjuros (será que se lembram: "... e dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria..."). A Intentona Comunista de 1935, bem demonstra os seus escusos objetivos!

O Moreno poderia perceber que os diálogos de uma novela de inspiração nitidamente comunista só poderiam provir das "charlas" dos charlatões do movimento comunista internacional. Poderia comprovar que tal parolagem nada mais é que um conjunto de chavões, "slogans", palavras de ordem, cuja finalidade é bombardear, ininterruptamente, as mentes dos inocentes úteis (e dos inúteis, também!), assim aplicando-lhes (como deve ter sido feita com o autor!) uma sutil e terrível lavagem cerebral, que visa a esvaziar completamente os cérebros do público alvo, destruindo o espírito burguês que neles existe e substituindo-o pelo... “espírito de porco socialista".

O Christian poderia se perguntar, no que tange aos depoimentos feitos no final de cada capítulo, pelos "perseguidos da ditadura") contendo relatos chocantes das atrocidades a que foram submetidos pelos... “agentes da repressão": porque essas pessoas foram submetidas a vários tipos de tortura? Afinal, não se tortura ninguém por conta de seus belos olhos, de sua inteligência. Deve ter havido algum motivo e ele corresponderia a algo de mal, de perigoso, de nefasto ao Brasil e seu povo, mal que esses "perseguidos" estavam tramando. Provam-no, sem a mínima possibilidade de contestação, as “relações perigosas” mantidas por esses... “românticos revolucionários”. Afinal, chamar de democratas a magarefes como Lenin, Trotski, Stalin, Mao. Hoxha, Ceausescu, Pol Pot (o democrático cortador de cabeças!) e Fidel Castro, entre outros, e inspirar-se em seus atos e atitudes, conselhos e exemplos, é um sinal de estupidez irreversivel

E, nesses casos, a tortura é uma forma preventiva de se defender a Pátria, que se institucionaliza conforme a conjuntura. Universalmente, ou seja, torna-se válida em todos os países ameaçados. Aqui no Brasil, com raras exceções, não foi assim tão grave como querem, os subversivos, fazer parecer. Depõe contra eles as declarações dos seus “mestres” cubanos, que os consideravam como “revolucionários de três tapas”: um para que eles abrissem o verbo, dois para fazê-los parar de falar.

Daí que faz sentido os “camaradas” falarem tanto em tortura, pois ela serve como desculpa para a “deduração” que levou à queda de vários agrupamentos comuno-terroristas e à morte de muitos “militantes” em entreveros (combates) com a repressão. Aliás, o “cumpanhero” José Genoíno, a se crer no Correio Braziliense, é exemplo “cuspido e escarrado” dessa “deduração”. E, como Genoíno, muitos outros, cuja maioria esmagadora deve ter “aberto” ante a ameaça de um tapa na cara ou um chute no saco! Pena que o Moreno não tenha tido curiosidade e/ou disposição e/ou tempo para investigar a reportagem do Correio.

Diga-se de passagem que, nesses “entreveros”, também morreram inúmeros “agentes da repressão” e até mesmo inocentes civis que estavam no lugar errado, na hora errada. Deles ninguém se lembra! E por que essa hecatombe? Porque, para implantar o regime comunista no Brasil, os comunistas botocudos julgavam necessário tanto a doutrinação do proletariado nativo quanto a eliminação física dos... reacionários e o desencadeamento da luta armada.

O articulista informa, "democraticamente", que "também há espaço para os defensores do regime (militar!), embora a direção da novela alegue que tem encontrado pouca gente disposta a falar". Falar o quê? Que foi feita uma tremenda “faxina antisubversiva”? Que, posta a Casa em ordem, eles se retiraram para os seus quartéis, deixando um efetivo mínimo, mas mínimo mesmo, de militares especializados em atividades contrarrevolucionárias, a velar pela nossa segurança, pela nossa liberdade? Um mínimo de “agentes repressores” cuidando para evitar que uma recidiva comuno-terrorista voltasse a nos ameaçar. E, diga-se de passagem, voltou, ameaçou e eles tiveram muito trabalho para anulá-la!

O que os subversivos “pés duros” querem é fazer parecer que as Forças Armadas, com todo o seu efetivo, mergulharam de cabeça na repressão. Não é verdade: elas continuaram, porque nunca interromperam, a realizar suas atribuições constitucionais, planejando, instruindo, defendendo, estudando, pesquisando, mapeando, assistindo, construindo. Afinal, tinham muito que fazer visando ao desenvolvimento do Brasil e seu ingresso no seleto clube dos países do Primeiro Mundo.

Enquanto isso, durante todo o regime militar, os subversivos iam buscar, nos países dominados pelo bolchevismo, inspiração, apoio material e humano, “grana”, armas e munições para derrubar a “ditadura militar” e implantar aqui, na “capiaulândia” (Axé, FHC!), a ditadura do proletariado que fez da Rússia, da Albânia, da China, da Coréia do Norte,... e de Cuba, modelos de países atrasados sob todos os pontos de vista.. E é àqueles caras e a estas nações que gente como o Moreno admira incondicionalmente. Tem dó!

Os “camaradas” das redações, como o Christian, ignoram que “por mais que os tempos passem e os homens se sucedam, o processo de alienação ideológica continua o mesmo”. Assim, fala-se de democracia apenas para “engrulhar” o povo e justificar a implantação de um regime cruento, discricionário, materialista e anacrônico, cuja meta final é a absoluta escravização do ser humano, reduzido, então, a uma simples condição numérica.

Veja o Moreno que “a moral da tática comunista é hoje a mesma dos primeiros dias do bolchevismo: mentir, conspirar, achacar, contaminar, enfraquecer, ameaçar, roubar, desmoralizar, aterrorizar, violentar e depois apossar-se do que restar”. Os “bolcheniquins” não deixaram por menos: mentiram, conspiraram, achacaram, contaminaram, enfraqueceram, ameaçaram, roubaram, tentaram desmoralizar, sequestraram, aterrorizaram, violentaram, assassinaram, “justiçaram”, desencadearam atos de guerrilha urbana e rural, tudo visando à... “guerra popular prolongada”.

Disso safou-se o povo brasileiro! Graças aos militares!

Diz antigo brocardo que “o diabo, enquanto descansa, amola as moscas com o rabo”. A moral da estória é que “não se deve crer na sinceridade das pessoas más quando dizem que mudaram”.

Termino afirmando que o Christian pode até não ler este artigo, pois o patrulhamento ideológico é intenso. O mais engraçado de tudo isto é que o patrulhamento visa não a mim nem aos meus escritos mas ao autor e seus companheiros. É o Christian que está submetido a ele, não eu. E, por incrível que pareça, ele não percebe tal cerco. Urge-lhes tirar os antolhos comuno-terroristas antes que todos fiquem ideologicamente cegos!

Assim, remeto o articulista a dois versos do nosso cancioneiro popular, que bem demonstram o que quer o povo brasileiro:

“Cheio de gratas lembranças

Eu choro os dias passados

Dias outrora felizes

E hoje tão desgraçados!

Justos céus! Homens honrados

Por hordas tão insolentes

Não querem ser governados!”

É isto aí!

Aimar Baptista da Silva, Coronel Reformado do EB, é Articulista, professor e coronel reformado do EB.

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