domingo, 10 de julho de 2011

MISSÃO: Defender o Coronel USTRA

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso, 14/04/2006

Situação. O Coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra é réu em um processo aberto no Estado de São Paulo — Fórum Central Cível João Mendes Júnior - Processo nº 202853/2005 — cujos autores são CESAR AUGUSTO TELES, CRIMÉIA ALICE SCHMIDT DE ALMEIDA, EDSON LUIS DE ALMEIDA TELES, JANAINA DE ALMEIDA TELES e MARIA AMELIA DE ALMEIDA TELES, cujo valor da causa — pasmem — é de mil reais.

Claro está que esse fio de novelo não pode ser puxado sob pena de abrir o precedente para que os terroristas, guerrilheiros, assassinos, ladrões, de então, alguns exercendo parcela do poder, direta ou indiretamente, outros já repelidos pela sociedade, que por seus passados de desvio de conduta, endoideceram diante de tanto dinheiro, sujaram-se novamente, mas não satisfeitos com as régias indenizações concedidas por eles próprios a si mesmos, querem estender os benefícios a outros, condenando no fórum cível quem os deteve, ou pelo menos perturbando, já que não conseguirão realizar tal intento.

Já é um abuso, exorbitância e acinte colocar no banco dos réus o Cel Ustra, após tantos anos de prescrição, sequer desnecessária, diante dos dispositivos constitucionais e legais, que impedem apreciação na Justiça, até porque os criminosos que atentaram contra o Estado, tiveram a aceitação pacificadora da anistia que os acolheu de novo ao berço da sociedade.

Quando adotaram o descaminho o fizeram com os riscos da ruptura primária da família, afastando-se de pais e mães, que apreensivos, na maioria das vezes não concordes, sofreram muito com o destempero de uma juventude, usada e explorada por gente que morreu velha; pais que enxergavam, mas não conseguiam convencer, vendo seus filhos lutarem na guerra suja que empreenderam, sendo avós de netos desconhecidos, sem o aconchego e o calor do colo da avó, cuja responsabilidade por essa negação cabe tão somente a quem trilhou pela senda criminosa e não a quem estava a serviço da lei.

Assim, a missão que não é somente do Cel Ustra, precisa ser analisada à luz dos fatores da decisão, para se chegar a um bom termo das ações a realizar.

Quanto ao terreno, particularmente no campo jurídico, a despeito do elevado ônus advindo da agressão ao conceituado militar, por se ver envolvido nessa trama diabólica, fatalmente atingindo a sua família, há os honorários advocatícios, deslocamentos e hospedagem em São Paulo, onde não reside. Os fundamentos legais que delineiam o horizonte lhe são favoráveis nas condições normais, mas imprevisíveis diante das imponderáveis facilidades de acesso aos recursos financeiros envolventes e influências psicológicas, passados 30 anos de doutrinação.

O inimigo conhecido do passado, inegavelmente empurrado pela audácia e ideologia, hoje se apresenta como herói que foi à luta em defesa da democracia e está a fim de auferir recompensas, reconhecimento público se possível, mas principalmente indenizações com respaldo da Justiça e em conseqüência abrir caminho para condenar os que, cumprindo ordens, os levaram à derrota na intenção de fazer do Brasil mais um estado totalitário, modelo cubano, renegado, hoje, por alguns desses que no passado, Fidel se lhes aparecia como grande líder.

Grande parte da imprensa é aliada dessa gente, com significativo apoio, mas não mais com a unanimidade do passado, nem com a credibilidade das Forças Armadas e de grande parte da juventude, a qual lhe esconderam parte da História.

Como meios disponíveis há que se iniciar pelo Exército, que não é desse ou daquele Comandante, cuja entidade está indelevelmente combinada com a honradez e a tomada de decisão dos generais da estirpe de um Gen Walter Pires em defesa da democracia e dos que lutaram por ela, esculpindo um compromisso, uma lição aos seus sucessores: “Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia.”

Que o atual Comandante se aproxime do Presidente e lhe recorde das palavras de esquecimento, repetidas nas palestra do Clube Militar, ao conhecê-lo, ser convidado e aceitar o convite, convencido dos seus bons propósitos, chamando os seus ministros e delegados, concitando-os a desistência do processo.

Que os generais do Exército, da ativa ou inativos, se apressem em dizer ao seu Comandante da insatisfação no seio da classe e do apoio a ser dado ao Cel Ustra.

Que o Clube Militar, reviva o passado, como em CARLOS LACERDA, A vida de um Lutador, fl. 181: “Mas a Tribuna continuou a chamar Lutero de mandante do tiroteio da Tonelero. A declaração de Lutero, ... “foi uma manobra para quebrar o ímpeto da reunião de hoje do Clube Militar”, na qual 1.500 oficiais do Exército levantaram-se para aplaudir, em delírio, a proposta de um major para que o clube insistisse na renúncia de do presidente.” Quantos de nós estaremos lá para defender Ustra ou pedir o impedimento de Lula? Quando chegaremos ao que foram os 1.500? Ou como da mesma fonte: “No Clube da Aeronáutica, a 10 de agosto, centenas de oficiais se alvoroçaram com o irado Eduardo Gomes e ouviram....”

As demais Forças e Clubes irmãos não pensam de forma diferente. São meios disponíveis, assim como as Revistas e periódicos afinados com a verdade, todos apelando para uma expressiva e determinada presença, com faixas, alto-falantes, carreata, etc, nos momentos e locais oportunos.

As tribunas do Congresso Nacional e das Assembléias façam ecoar, por seus representantes, o respeito à lei da anistia e se manifestem com veemência contra essa insanidade que busca mais acirrar os ânimos no contexto da corrupção que grassa pelas instituições.

Arquivo já a esse ignominioso processo.

Que a Páscoa ilumine os melhores caminhos para todos e não para alguns, que acham que está tudo bem, somente com bombons nas panças, brindes de felicidades da boca p’ra fora e cabeças alienadas.

Palavras e sentimentos melhores há, mas não afloram neste momento de solidariedade ao Coronel CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA, por seu passado e presente de honra e luta.

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Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia.” (Gen Walter Pires)

COMO?

Por Ernesto Caruso, 19/11/2006

“Estaremos sempre solidários com aqueles…” Como, Ministro? Como, Excelência? Como, General? Diga p’ra nós...Alma ilustre, nos ilumine.

O compromitente e autor da expressão do epíteto devia saber o como fazer, já que célebre ficou a frase atribuída ao Presidente Figueiredo — Chame o Pires — diante das crises efervescentes; homem de extrema confiança, firme nas decisões e posições, um líder que deixou um rastro de dignidade, um nome para a História que não estava brincando, nem blefando quando se pronunciou em nome da Instituição, fez um juramento, estendeu uma capa protetora aos que “cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”. Dele não partiriam palavras soltas, pusilânimes.

Solidário... Solidário....Solidário.... Está bem...somos solidários, V. Excia. que não está mais entre nós, o senhor, você, você e você, eu também, conclusão: nós somos solidários. Mas, palavras, palavras e somente palavras não resolvem. O passo seguinte se impõe. Há que se criar barreiras sucessivas que impeçam a progressão sobre a pessoa do Cel Ustra, ações efetivas de demonstração de força e de não aceitação a qualquer tipo de condenação, venha de onde vier, por afronta às regras da anistia.

Em Brasília programaram um almoço de desagravo. Viva! Isto é uma ação.

O dia 27 de novembro está aí a nos fazer lembrar de 1935. É uma grande oportunidade de reunião em torno do ideal democrático pelo qual morreram companheiros de farda, assassinados pelos mesmos seguidores das doutrinas comunistas que mais mataram na história da humanidade e hoje agridem um que não só os enfrentou em combate, vencendo-os, como um bom, devotado e humano soldado, mas que ousou submeter à opinião pública a sua versão dos fatos. Isto a camarilha não engole, não admite. Eles podem tudo, até receber as indenizações pelo terrorismo que praticaram, pelos assaltos que fizeram, pelo dinheiro que repartiram.

Mas, Ministro Walter Pires, general de fibra, diga o como fazer .

Uma convocação feita pelo Exército ao Cel Ustra para novamente vestir-lhe a farda que honrou e anunciar à sociedade que o defenderá em qualquer circunstância, não poria um ponto final nessa perseguição?

Não restabeleceria o brio, não elevaria o moral dos seus integrantes acuados e desprestigiados pelos vencidos, torpes ao extremo que querem mais um pouco do sangue vivo, como desprezíveis vampiros, que não se contentaram com o do Tenente PM Alberto Mendes Júnior que lhes respingou no corpo sujo em Registro ao ter o seu crânio esfacelado impiedosamente por coronhada de fuzil?

As solenidades do dia 27 não teriam um significado importante como ponto de reação? Outros almoços e assembléias não seriam necessários?

Se os generais se reunissem e cobrassem do Comandante do Exército atitude franca e combativa, não seria uma ação positiva? Será que o Cmt não os receberia?

O que mais precisamos fazer? Já que os vários grupos manifestaram solidariedade, assim como os presidentes dos Clubes Militar e da Aeronáutica, como entendido, além de civis, inclusive da imprensa, contestando a ação contra o Cel Ustra, que um dia defendeu a Bandeira republicana e democrática que nesta data se comemora, cujo vermelho admissível é o do sangue dos heróis e não do comunismo internacionalista.

Dizer, falar, escrever, repudiar, tomar atidude.

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

2 comentários:

Anônimo disse...

O Cel. Ulstra, como torturador, não passa de um bandido, marginal da lei, como todos os outros marginais! qUANDO VCS VÃO ENTENDER ISSO, SEUS CATURRAS?

Celso disse...

O editor deve ser filho desse ditador e torturador USTRA