domingo, 24 de julho de 2011

O DNA do Petismo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Barbosa de Figueiredo

Em maio deste ano, divulguei um texto que denominei “A VERGONHA QUE ERA POUCA SE ACABOU”, parafraseando uma conhecida cantiga de rodas e tratando da sucessão interminável de escândalos que povoam a administração petista, desde o primeiro, mais surpreendente, mais escandaloso, mais escabroso de todos – o que ficou conhecido por “mensalão”. Sem sombra de dúvida, aquele episódio se constituiu em uma das mais vergonhosas atuações de um partido político na história republicana brasileira.

"Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber. No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada", afirmou o Procurador-Geral da República, Dr Roberto Gurgel, nas suas alegações finais sobre o caso, enviadas ao STF.

Essa monstruosidade cometida contra a ética foi perpetrada, recorde-se bem, pelo partido que subiu ao poder com o discurso de que iria modificar os viciados costumes políticos brasileiros e erradicar, de vez, a corrupção no trato da coisa pública. Mas, infelizmente para os cidadãos honestos que acreditam no bem e no direito, aconteceu o inverso. Foi um dos mais retumbantes casos de estelionato eleitoral de que se tem notícia no país.

Após assumir o poder, pouco a pouco, o PT começou a tomar a feição do antigo PTB getulista, em que o peleguismo passa a ser a marca mais visível. Com antigos sindicalistas refestelados em postos importantes em ministérios e estatais, nutridos com polpudos salários, a antiga austeridade moral, que chegou a enganar a muitos, veio por água abaixo. O puritanismo rapidamente cedeu lugar a um peleguismo desenfreado.

No artigo acima citado procurei mostrar, relembrando alguns dos males praticados pelo governo petista, que a vergonha ao ver-se nas manchetes dos jornais e revistas, por participar de atos de corrupção, tinha-se acabado completamente entre petistas e aliados. Após a divulgação, alguns amigos me lembraram que se tivesse esperado um pouco mais teria o caso Palocci para relatar. É verdade! E um tanto mais de espera e seria o escândalo do Ministério dos Transportes que estaria à disposição.

O enriquecimento estrondoso de Palocci que conseguiu multiplicar por vinte seu patrimônio em escassos quatro anos foi emblemático. Parece que não houve o menor constrangimento para chegar a tal enriquecimento. Mais do que isso, faltou qualquer resquício de vergonha nas tentativas de explicá-lo à opinião pública. Ou consideraram-nos perfeitos idiotas, a ponto de acreditarmos em argumentos tão inverossímeis, ou passaram a se considerar acima do bem e do mal e a não ligar mais ao que possa pensar o povo brasileiro.

Quanto ao Ministério dos Transportes, poderia alguém afirmar que os fatos foram protagonizados por membros do PR e não do PT. Acontece que todos eles foram escolhidos por Lula e mantidos nos cargos por Dilma. Sem dizer, como não poderia ser ao contrário, que tem petista também envolvido. E pôde-se observar, ainda, a atitude oscilante da presidente.

Primeiro, intervém no Ministério dos Transportes, mas diz que o ministro está prestigiado para, pouco tempo depois, demiti-lo. Uma vez destitui liminarmente todos os servidores citados como envolvidos em corrupção pelos órgãos de imprensa, para, logo em seguida, convidar um senador, no mínimo suspeito, para ministro. Inicialmente, afasta o diretor-geral do DNIT, para, no momento seguinte, declará-lo em férias, quando ameaçou contar tudo que sabia e, em nova oportunidade, outra vez declarar intenção de exonerá-lo.

Assim, pode-se notar que era falso o discurso exposto à exaustão, colocando o partido como força do bem, enquanto era oposição. O que está no DNA do PT, na realidade, é a fome pelo exercício do poder pelo poder, permitindo a manutenção dos “companheiros” em altos e bem remunerados cargos. Para conseguir tal intento tudo vale, inclusive agredir, seguidamente, os princípios da ética e da honestidade.

Gilberto Barbosa de Figueiredo é General de Exército, antigo membro do Alto Comando do Exército e ex-presidente do Clube Militar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Saqueei de dizer que tudo isso e feito com a subserviência dos comandantes militares, que estranhamente só acordam desse pesadelo quando vão para a reserva.

Anônimo disse...

E onde estão, meu caro General, a Ética e a Moral do Povo Brasileiro, e do nosso querido EB, que ponham fim a este triste período da História do Brasil?