domingo, 7 de agosto de 2011

Escravidão com neocolonização não vale

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ronaldo D. Fontes

Visto pela comunidade internacional como uma espécie de estoque de matérias-primas mundiais, o Brasil vem, desde o início do século passado, sofrendo uma escalada sórdida sobre sua soberania, sem que os brasileiros percebam.

Em 1930, o missionário britânico Horace Banner foi o primeiro branco a viver entre os caiapós, em Gorotire. Banner fazia parte de uma entidade chamada "Missões dos Campos não Evangelizados". Realizou um trabalho inicial que foi utilizado por Darrell Posey na década de 80, pesquisando seu arquivos na Inglaterra.

Em 82, Posey conseguiu um posto na Universidade do Maranhão, onde desenvolveu o "Projeto Caiapó". O financiamento para o trabalho provinha da Fundação Ford, WWF-EUA, Sociedade Geográfica Nacional e do CNPq. Assim Posey se transformou em um “membro de alto nível no cenário científico brasileiro”, apesar de ter como lema: "escrever artigos científicos dá muito trabalho, prefiro escrever matérias jornalísticas". Por isso era duramente questionado nos meios científicos norte-americanos.

Esse foi o início e um pequeno exemplo, entre inúmeros, da obstrução promovida ao desenvolvimento brasileiro, com impedimento da liberação de empréstimos do Banco Mundial para projetos de hidrelétricas, rodovias, ferrovias, assentamentos agrícolas.

Tudo em nome desses “estudos sobre preservação ambiental”. Somos iludidos pelo questionável conceito de "impacto ambiental" que até os nossos dias, quase um século depois, ainda faz muito sucesso, principalmente se realizados por “autoridades cientificamente ilibadas” dentro do território nacional.

Os brasileiros devem ler, atentamente, o livro “Uma Demão de Verde” (Rio de Janeiro: Capax Dei, 2007, 528 p). A autora Elaine Dewar investiga sete grandes ONGs canadenses ou com sede no Canadá (WWF, Pollution Probe, Amigos da Terra, Comitê de Áreas Selvagens do Canadá Ocidental (WCWC), Fundação Harmonia, Sobrevivência Cultural, Energy Probe Research Foundation/Probe International). Todas com atuação no Brasil, indicando que tipo de “desenvolvimento” devemos adotar.

Escravidão com neocolonização não vale!

Ronaldo D. Fontes, Cirurgião Cardiologista, é Coordenador do Foro do Brasil.

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