sábado, 20 de agosto de 2011

A Herança Maldita do Golbery

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mauricio Grillo Jr

Todas às vezes, nos últimos nove anos, que um novo governo assume, transfere-se para o que sai, a responsabilidade pela má gestão econômica. Foi assim com Lula logo em seus primeiros meses em 2002. Diante da realidade encontrada e dos problemas que os lulistas teriam que enfrentar, imprimiu-se a lógica menos trabalhosa. Culpou-se o governo anterior pelas mazelas. Na ocasião a frase que mais se lia e se ouvia era de que o Lula havia herdado de FHC uma herança maldita.

A questão é que entre o fim do governo de um e o começo do governo do outro houve uma fase de transição em que ambos os lados dividiram a responsabilidade pelos números econômicos e pela agenda política dos contratos a serem cumpridos. Portanto, não poderia haver surpresa alguma para a equipe do Lula quanto ao futuro que iriam viver dali em diante. Sabiam de tudo e assinaram em baixo. Não denunciaram as mazelas e são por isso, co-responsáveis por elas. A tal herança maldita não era uma desconhecida.

Já com a Dilma foi diferente. Porque fazer equipe de transição de um governo que sucedia o si mesmo? Bastou uma troca de gentilezas para se cumprir o ritual “democrático” de troca de governo. Não podemos esquecer que Dilma era integrante do governo Lula e também sabia o que teria que enfrentar pela frente já que conhecia intimamente os bastidores do governo que acabava de deixar o planalto.

Passados os seis primeiros meses, tudo indica que a realidade econômica e política têm mantido o seu ciclo de ilusões. Se em 2002 a esperança deveria vencer o medo, nove anos depois o medo parece ter derrotado definitivamente a esperança. Com a inflação descontrolada e a corrupção desenfreada, a síndrome de poder que assolava o governo Lula parece não querer recuar impedindo que Dilma imprima sua própria marca. Essa parece ser uma situação que tem incomodado o atual governo. As demissões em série de aliados de primeira hora do Lula, provocadas pelos escândalos no Ministério dos Transportes, pareceu querer acenar com a independência necessária para que se consiga governar sem a interferência descarada imposta por um apadrinhamento sem freios, mesmo que seja para governar com o comprometimento de manter a política econômica dos governos FHC e Lula. A questão, portanto, não é o receio de um rompimento com o modelo econômico e político. A questão é de controle do poder.

Se for essa a questão então podemos esperar mais para frente um acirramento na luta política interna no governo. Os dois grupos que governam começam a se desentender quanto o rumo a ser seguido. Não será surpresa se o grupo lulista ganhar força ao longo do embate já que conta com o apoio de figuras tradicionais da política brasileira com forte influência nos bastidores. Quanto ao grupo da Dilma, o horizonte não parece iluminar claramente o futuro.

De José Dirceu a Collor passando por Sarney e Temer parece que essa contenda já está decidida. Como aliados de Lula mais do que de Dilma, essa tropa de choque comandada por um chefe disposto a expor até as fragilidades do governo ao julgamento público sem receio de maiores conseqüências, como já o fez outras vezes, para garantir o controle do poder, deixa claro que o Brasil não é mais nosso. Somos hoje, meros expectadores de uma nova elite política que assumiu o poder em 2002, mas que na verdade foi criada pelas tramas de um mago que comandou a ditadura dos anos 60 e 70.

Como bem dizia Brizola, o PT é filho do Golbery.

Mauricio Grillo Jr. é Professor de História da rede particular em Nova Friburgo.

2 comentários:

GRIFAO disse...

Mas não só Lulla é um gênio, também o são os militares que forjaram Lulla da Silva como líder inconteste e deram-lhe proteção na corrupção e impunidades, da mesma forma que desde à José Sarney e sucessores, chegando até dona Dilma Roussef.

E vozes se alevantam contra as demissões no meio político, dessa forma surgindo já oposição à presidente e notícias sutilmente plantadas na mídia de que ela poderá não terminar o mandato, por injunção daqueles temerosos de investigações, com os tolos presumindo que Lulla não estaria envolvido, o que é, sugiro, falácia, pois ele como os militares que sempre o apoiaram, todos estão envolvidos num plano maligno, o de um golpe militar escudados na rejeição de grande parte da população à situação.

E tal golpe que foi engendrado por uma nação estrangeira a décadas, sendo modificado e adaptado ao longo dos acontecimentos, tinha como objetivo criar isso mesmo que vemos, quase a ingovernabilidade pelos crimes contra a Nação, tendo como objetivo a criação de uma ditatura militar pró linha Pequim, ao estilo Cingapuriano (com o massacre de detentos, políticos e fechamento do Congresso) e a posterior criação de duas classes, o povo e ELLES.

E conseguiram chegar quase até ao final do plano esses generais -14- que se reuniram recentemente no Clube Militar, mesmo que à custa do aviltamento diário das FFAA, seja nos soldos, seja na disciplina e no reequipamento. No caminho vieram sutilmente abreviando nossos direitos mínimos, tais como a proibição do porte de armas e censura constante nos meios de comunicação.

Claro, a nação estrangeira que tudo isso criou, tinha como objetivo o expansionismo e aumento do poderio, auxiliando mesmo o inicio da atual crise econômica para asfixiar o gigante norte americano e o restante Ocidente. A eleição de Hussein Barack Obama, golpe de sorte ou ação dessa mesma nação, não sei, mas está ligada ao que ocorre aqui, sempre inteligado com objetivos da Irmandade Muçulmana.

E essa nação é a China, e esses militares brasileiros, sugiro que são aqueles que sempre se mantiveram calados, mas recentemente acordaram para a manifestação de incormidade com uma situação que sempre ardilosamente aceitaram.

E muitos, ingenuamente, estão dando um voto de confiança para esses militares, supondo que são mesmo patriotas, sem o saberem que são da linha chinesa.

Só DEUS O ONIPOTENTE para nos salvar e abortar tão tremenda e maligna conspiração.

Ronald disse...

O bruxo se vira no caixão quando "vê" que sua cria se tornou um sub-ser sub-reptício, repugnante e absolutamente desprezível.
O escroque é a própria figura do demônio.
Vade retro, vudu nordestino.