domingo, 2 de outubro de 2011

Bonecas Globalitárias

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

O eleitor brasileiro é aquele que defende valores conservadores e quer mais Estado na economia, sendo mais otimista do ponto de vista pessoal que em relação ao País. Eis o retrato pintado por uma pesquisa GPP, encomendada pelo DEM, feita entre 20 e 21/08/2011. Tal informação deve balizar os próximos movimentos da marketagem política tupiniquim. Os eleitores sinalizam nosso rumo para um País com características capimunistas, com o poder estatal (e seus líderes) se metendo cada vez mais na economia e, por conseguinte, na vida das pessoas.

Uma grande maioria (45,9%) indicou que o Governo deve intervir mais na sociedade. Outros 40% acham que deveria intervir menos. A tradução dos percentuais sugere duas coisas. Primeiro, que os brasileiros consideram a mesma coisa Governo e Estado. Segundo: aquilo que se entende por “governo”, na verdade, é a ação pró-ativa de um governante (principalmente o presidente da vez). Ou seja, atribui-se um poder ou responsabilidades quase divinais àqueles que se apresentam, marketeiramente, como “salvadores da Pátria”.

Visão de futuro? O brasileiro se indica como um otimista. Pelo menos 47,8% acham que o Brasil está no caminho certo. Outros 36,3% avaliam que vamos pelo caminho errado. Existem 15,9% que nem sabem para onde estamos indo. A justificativa para irmos errado aponta por que tende a ser bem sucedida politicamente a marketagem do Palácio Planalto em relação à “Faxina”. As razões apontadas para irmos no caminho errado são: Corrupção (39,2%), Violência (17,7%), Políticos e maus governantes (14,9%), Pobreza (8,3%) e Saúde 7,9%.

Por que o eleitorado enxerga a corrupção e a violência - que são conseqüências do Governo do Crime Organizado – como as principais vilãs? A resposta é elementar. Ambas afetam a maioria, de maneira bem próxima. A própria marketagem política, nas campanhas eleitorais desde 1988, demoniza a tal “roubalheira” promovida pelos “políticos e maus governantes”. As mensagens político-publicitárias e a propaganda ideológica recomendam que a “tal corrupção” precisa ser combatida em “caças aos marajás” ou em “faxinas”. Assim, o eleitorado sabe que existem “ladrões”. No entanto, demonstra cegueira em relação ao verdadeiro sistema que comanda o Crime Organizado em parceria com o Estado.

Errando no diagnóstico, pecamos na solução. Assim, nos tornamos escravos de problemas cada vez mais longe de serem resolvidos. A cada dois anos, quando temos eleições, os papos furados se repetem politicamente. E o sistema do Crime Organizado se aprimora. O Brasil segue em sua sina histórica de ser aquela rica colônia de exploração mantida artificialmente na miséria pelo poder paralelo que serve aos interesses da Oligarquia Financeira Transnacional.

O esquema globalitário já nos apresentou até seu fiel da balança política. Trata-se do PSD – o partido centrista do Gilberto Kassab. Quem consegue fundar um partido no Brasil, com tantos adeptos, se não tiver um padrinho poderoso pelas costas? Alguém já parou para pensar por que o prefeito de São Paulo mantém um secretário municipal (Walter Feldman) trabalhando na velha cidade de Londres (onde fica o centro de poder da Oligarquia Globalitária)?

Kassab foi untado pelos controladores da Nova Ordem Mundial para entrar no teatro político de operações como um aliado situacionista com poder de interferir na complicada relação entre PT e PMDB. Junto com a ascensão de Kassab, a Oligarquia usa seu poder midiático para promover a imagem de Dilma. A “Dynamite” é preparada como uma “alternativa a Lula” (programado para voltar em 2014), caso algo de errado aconteça com ele, pelos mais diversos motivos.

O jogo é simplório. Teremos nossa atenção desviada para a atuação política das Bonecas Globalitárias, nos bastidores ou fora deles. Enquanto isso, a Oligarquia Financeira Transnacional escala seus outros marionetes, nas expressões política, econômica e ambiental do poder, para nos vender seu discurso de suposta ordem (Faxina) e suposto progresso (somos parceiros da Nova Ordem Mundial, como Dynamite proclamou na ONU).

As bonecas globalitárias já estão em cena. E bem patrocinadas... Vamos brincar com elas? O perigo é sentar no brinquedo... Estou fora...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


© Jorge Serrão 2006-2011. Edição do Blog Alerta Total de 2 de Outubro de 2011. A transcrição ou copia deste texto é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Temos notoriamente e sem nenhuma dúvida, um Governo do Crime Organizado, inaugurado com o maior traidor em 500 anos de nossa Historia, lulla! Não só traidor, mas também corrupto e prevaricador relapso e contumaz com inúmeros atos de crime lesa-pátria e alta traição a favor da putativa Nova Ordem Mundial e da Oligarquia Financeira Transnacional.

Ordem, já não temos. Progresso se foi com o encerramento de inúmeras indústrias incapazes de exportarem devido à também putativa alta do US$ por ordem do traidor lulla que, não satisfeito, elegeu a terrorista e também putativa China como nosso parceiro comercial. Ainda me lembro das palavras desse porralouca para justificar essa anormalidade, que era para ajudar as classes D e E com produtos de baixo preço!