sábado, 15 de outubro de 2011

"Comissão da Verdade" (1)

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aimar Baptista da Silva

Comunista é criatiiiiiiiiiivo! Partindo de um Plano Nacional de Direitos Humanos-I (PNDH-I), elaborado durante o (des)governo do “camarada Mr. ex-presidente”, FHC, e “burilado” pelos (des)governos Lula (o inimigo nr 1 das Forças Armadas e dos militares!) e Dilma (a arrivista mór!), inventou-se uma tal de “Comissão Nacional da Verdade”, à semelhança de vários países sulamericanos, governados, em períodos recentes de suas histórias, por ditaduras militares.

Sua finalidade, segundo o projeto que a cria, será “efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover (!) a reconciliação nacional (Mais tarde trocou-se a expressão “reconciliação nacional” por “consolidação da democracia”!). A CNV, que terá dois anos de vigência, deverá esclarecer as graves violações dos direitos humanos entre 1946 e 1988, mediante a análise de casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres ainda que ocorridas no exterior (Operação Condor?).

Deverá, também, identificar e tornar públicos as estruturas, os locais (Já estou vendo quartéis sendo transformados em arquivos e museus da... “verdade históri ca”!), as instituições e as circunstâncias relacionadas à prática das violações de direitos humanos, suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade (Típica “caça às bruxas” invertida! Ou seja, “agora as bruxas é que estão caçando”!). Além disso deverá encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos (Tirando pelas ossadas da guerrilha do Araguaia, missão impossível! A não ser que...!).

A CNV será composta por sete membros (e vejam que 7 é conta de mentiroso!), nomeados pela presidente, exigidas de cada um reconhecidas idoneidade e conduta ética. Insubstituíveis, terão completa autonomia para ...revirar a história em busca da verdade. Os “escolhidos” deverão ser pessoas desvinculadas de partidos, ONGs e dos quadros da administração pública que tenham a mais absoluta e possível isenção em relação aos fatos que irão esclarecer. Resta saber se dita Comissão seguirá os preceitos de Norberto Bobio, socialista italiano, que recomenda, nesses e em outros casos, “neutralidade com imparcialidade” (vide declaração do deputado Chico Alencar mais abaixo!). Tenho cá as minhas dúvidas!

Afinal, o escolhido no Senado para relatar o projeto da CNV é simplesmente um antigo militante comunista ligado ao mais violento grupo terrorista, a Ação Libertadora Nacional (ALN). Sua militância é “invejável”: homem de confiança do chefe da ALN, Carlos Marighella; responsável em Paris pela coordenação do sistema de comunicação entre Cuba e o Brasil; “emérito” assaltante do trem-pagador Santos-Jundiaí; atualmente senador da república pelo PSDB. Nome: Aloysio Nunes Ferreira Filho; codinome “Lulu”! Quero ver onde os sete “camaradas”escolhidos, com “currículos” semelhantes irão buscar comprovantes de idoneidade e conduta ética! Conclusão: a “coisa” começou mal!

Coisa inusitada: a Comissão não é obrigada a divulgar tudo aquilo que “apurar” (divulgará, então, apenas, o que lhe interessa?). Assim, teremos “processos” que correrão em... “ segredo de justiça”. Ora, se a intenção é fazer a verdade emergir clara e cristalina porque, então, ocultá-la?

O texto do projeto foi concertado (Vejam bem onde e como se aprovam leis para o Brasil e seu povo!) no WC do gabinete do presidente da Câmara de Deputados, que, para tanto (!), lá se trancou junto com outros poucos, entre os quais o ministro da justiça, José Cardozo, a ministra dos direitos (dos... ) humanos, Maria do Rosário, o ministro da defesa, Celso Amorim, e o assessor especial (Faz o quê?) do ministério da defesa, José Genoíno.

Vejam o comentário a respeito recolhido no Portal Nacional do PPS, na Internet: “Toda a conversa ocorreu no diminuto banheiro do gabinete da presidência da Câmara.” Vejam, também, o comentário do deputado Maia, presidente da Câmara: “Foi inusitado (E põe inusitado nisso!). Em função da falta de espaço, meu banheiro chegou a s er usado por seis pessoas. É a busca da privacidade” (E que privacidade!!!). “Em seguida, no mesmo local, o texto foi submetido, via telef?nica, à presidente (ela mesma interessadíssima na sua rápida aprovação no Legislativo!), que, se não sentiu o cheiro, certamente ouviu o barulho. Dilma aprovou o texto acordado que foi à votação (e aprovação definitiva!) no mais que desgastado e comprado Congresso Nacional.

O ministro Cardozo afirmou que “a resposta que buscamos é única: a verdade, o que aconteceu (?!), onde estão os desaparecidos. Vamos esclarecer e virar essa página”. Segundo o ex-deputado Genoíno, um genuíno “dedo duro” (a crer no Correio Braziliense), atualmente, repito, assessor especial do ministério da defesa (Faz o quê!), não há riscos de a investigação descambar para o revanchismo nem de se colocar na agenda a lei da anistia ou a punição dos torturadores.

Genoíno garante que “a comissão não será palanque nem discutirá o que já foi resolvido pela anistia”. O “camarada” assessor certamente está ou mal informado ou agindo de má-fé (Prefiro esta!) Afinal, foi com a chegada do PT, partido de Genoíno, ao governo que muitos ativistas da esquerda e velhos militantes da luta armada (vg. Vanucchi, Nilmário, Tarso, et alii), de há muito estão se movimentando para que a CNV, passando por cima da lei da anistia, tenha poder de punir (Judiciário paralelo! Aceitarão a Magistratura, o Ministério Público, a OAB et alii tal aberração? Sei não! Sei não!).

Mas a esquerda oposicionista também deu o ar de sua graça. Vejam o que sugeriu, com “rara” sutileza, o “camarada” Chico Alencar, estrela do PSoL: “Não há como ter imparcialidade frente à prisão ilegal, tortura, morte, desaparecimento de corpos, censura, covardia da repressão do Estado contra a cidadania”. Implicitamente, Alencar considera o roubo, o sequestro de pessoas, o sequestro de aeronaves, o assassinato indiscriminado, o justiçamento isto é, assassinato de “companheiros suspeitos de traição”, a sabotagem, o terrorismo, a guerrilha,e vai por aí. , como sendo atributos da cidadania. Não seriam crimes políticos, mas, sim, crimes comuns e por isso mesmo inimputáveis.

Nessa mesma linha, que reflete a tática do “água mole em pedra dura...”, como já se comenta, por aí, o importante é investigar a atuação dos militares durante o regime, já que a atuação dos grupos de esquerda já seria conhecida por meio de relatos e outros documentos. Contudo, seria bom para a “verdade histórica”esclarecer porque eles cometeram esses crimes.

Assim, para “colaborar” com os “camaradas” da CNV, propus-me a oferecer-lhes uma série de verdades (além da “única” do ministro!) que fundamentam os fatos que levaram à sua formação e levem à sua leitura e reflexão!.

Aimar Baptista da Silva é Articulista, professor e Coronel Reformado do EB.

Um comentário:

Anônimo disse...

Chiste, somente querendo entender:

Nos ultimos 16 anos tivemos os governos de FHC, do Luiz Inácio e atualmente Dilma, tidos como perseguidos pelos militares, os quais tinham o poder nas mãos e não se interessaram em abrir os arquivos da época da Ditadura.
Será que tanto os ditos como perseguidos e os respectivos persiguidores tem alguma coisa que não querem que seja revelado, ou é somente uma obra de ficção.