sábado, 15 de outubro de 2011

A exdrúxula Comissão da Verdade

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Osmar José de Barros Ribeiro

Longe de nós buscarmos as causas que nos trouxeram à atual situação de descalabro político-administrativo, onde desponta o descontentamento de ponderáveis parcelas da sociedade nacional, inclusive de setores militares. Para fazê-lo, existem pessoas melhor qualificadas. Assim, buscamos somente apresentar o despretensioso esboço de um quadro que, cedo ou tarde, terminará em tragédia.

Os recentes governos, pondo em prática as teorias criadas por Antonio Gramsci e seguindo os exemplos da Argentina e do Uruguai, puseram-nos em marcha batida para a ditadura socialista buscada pelo Foro de São Paulo. Pena que, apesar de todos os indícios, muitos ainda não se tenham dado conta da profunda e progressiva dominação do poder pela esquerda organizada. E tudo se torna ainda mais sério e preocupante quando observada a lenta e progressiva desvirtuação das Forças Armadas, tudo aliado à sua sutil tentativa de cooptação.

É nesse quadro, por demais semelhante ao que se passa nas nações platinas, que sob o guante de antigos e empedernidos terroristas, surge a malfadada Comissão da Verdade, cujo relator no Senado Federal foi militante ativo, cúmplice de assaltos e ex-motorista de Marighela, este último um ícone dos comunistas.

E o que pretende tal Comissão, cujos filhotes surgem às pencas nos Estados? Condenar aqueles que, no estrito cumprimento de ordens legais, venceram de forma irretorquível os que se lançaram na luta armada. Como complemento, embora de importância, acabará por apontar as Forças Armadas de ontem como divorciadas das atuais, uma forma de deixar desamparados os velhos combatentes.

Que moral tem, para agir dessa forma, aqueles que de forma fria, covarde e traiçoeira, assassinaram inocentes, assaltaram bancos, quartéis e hospitais, aleijaram simples transeuntes em vias públicas, seqüestraram representantes diplomáticos, explodiram bombas, traíram as Forças Armadas e, não poucas vezes, torturaram e mataram seus próprios companheiros?

Na Argentina, diz Pilar Rahola, lobos dogmáticos vendem idéias reacionárias, disfarçados de cordeiros progressistas,... essa esquerda algum dia terá de dar explicações à História por haver traído os valores da liberdade. ... Vocês (refere-se aos argentinos, mas bem poderia dirigir tais palavras aos comunistas brasileiros) somente choram uma parte das vítimas. As outras, desgraçadamente, não são ninguém, são depreciadas e esquecidas. Como se aqueles que empunharam armas, mataram e queriam impor uma ditadura comunista, fossem libertadores. Como se as vítimas fossem culpadas do próprio assassinato! Que inversão de valores, assassinar impunemente em nome da liberdade dos povos!

No Brasil, não há como fugir da verdade: aqueles jovens de ontem, hoje encanecidos governantes, seguiam e seguem, ao pé da letra, embora por outros meios, o conselho de Guevara: é preciso, acima de tudo, manter vivo o ódio intransigente ao inimigo; ódio capaz de levar o homem além dos seus limites naturais e transformá-lo em uma fria, seletiva, violenta e eficaz máquina de matar.

Os terroristas buscavam, de forma insana e cruel, a imposição de um regime marxista-leninista. Sem apoio popular, derrotados nas cidades e no campo, lobos em pele de cordeiro, mudaram apenas de tática e sentem-se, hoje, fortes para matar moralmente, de forma seletiva, violenta e eficaz, seus vencedores.

Abandonaremos nossos heróis à própria sorte? Esqueceremos que eles nos livraram da escravidão comunista? A Verdade prevalecerá sobre a falsidade e a mentira?

Só o futuro dirá.

Osmar José de Barros Ribeiro é Tenente Coronel na Reserva do EB.

2 comentários:

Mario Rangel disse...

Os crimes praticados devem ser apurados, julgados e condenatos, se for o caso. Mesmo sob ordens, os repessores do regime militar no Brasil, que foram além de suas atribuições, como tortura e assassinato, devem pagar pelos seus crimes, pois representavam o Estado e este, não pode praticar a barbárie.

Anônimo disse...

é Esdrúxulo. Não que correção ortográfica resolva o principal problema do texto...