domingo, 13 de novembro de 2011

Dever Cidadão – Complemento aos Amigos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Tenho recebido muitos comentários favoráveis à mensagem que lhes enviei e que chamei de “Dever Cidadão”. Junto com estes, evidentemente, recebo também algumas críticas, de dentro e de fora dos quartéis.

Fico feliz com todos, elogios e críticas! Gosto mais da crítica, porque dela tiro ensinamentos, do que da concordância dos que pensam como eu. Aperfeiçôo meu pensamento mantendo a coerência, porquanto, hoje, em reserva, meu discurso é o mesmo de quando estava na ativa.

Há militares que, com todo o direito, discordam de mim e insistem em aceitar e aprovar a opção pelo afastamento institucional da vida cidadã e da formação da opinião pública, mas, obviamente, como cidadãos e eleitores, individualmente e despidos da farda, têm opinião própria e, pela formação ética e moral adquirida na caserna, unem-se em pensamento e revolta aos que abominam e condenam as mazelas e malfeitos que se tornaram a marca registrada da classe política e dirigente do País.

O alienamento e o completo alijamento coletivo dos militares do sagrado e democrático direito/dever de opinar encontra, portanto, respaldo interna e externamente aos muros do quartel.

Tudo explicado pelo “temor”!

Uns temem o contraditório, outros o poder do prestígio histórico, não atual, dos militares.

Os primeiros, devido à inação imposta pela disciplina, desacostumados ao debate, temem não ter argumentação suficiente para defender seus pontos de vista e, pior, temem, mais do que tudo, acossados pela hegemonia do pensamento, a pecha de usurpadores, truculentos, arbitrários e autoritários, entre outras adjetivações não menos injustas.

Os outros temem o poder de convencimento de instituições que, por mais que tenham tentado desmoralizar, continuam sendo as mais confiáveis da Nação. Estes, fanáticos, ideológica e financeiramente interessados em dominar o pensamento e as atitudes coletivas da sociedade, intimidam-nas com o estabelecimento de um castrador e arbitrário padrão “politicamente correto” de comportamento!

Seja como for, amigos, continuarei a dizer o que penso. Sou soldado por vocação e amor e entendo que, hoje, devo satisfação unicamente à minha consciência e esta me afirma que tenho o direito/dever de insistir na busca do que, mais de uma vez, sugeri a meus superiores enquanto vestia, com incontido orgulho, a farda do Exército de Caxias:

“O Brasil precisa e quer saber quais são as posições e as opiniões de seus soldados sobre todos os assuntos que lhes são afetos pela Constituição Federal, posições e opiniões estas que, por serem isentas de vieses políticos ou ideológicos, servirão de base sólida para que a Sociedade possa democraticamente polemizar e discuti-los, em busca do que, pela vontade esclarecida da maioria, é entendido como o melhor para os destinos da Pátria.”

Paulo Cesar Chagas é General de Brigada da Reserva do EB.

Um comentário:

Anônimo disse...

Os militares enquanto militares, logo cidadãos brasileiros que não possuem opinião, são militares castrados e essencialmente covardes, defendendo a todo o custo seu emprego, já que a vida e o mercado de emprego não estão fáceis. E retórica, não è seu forte! Poucos generais no ativo tiveram esse dom. A maioria só o descobre depois de deixar o ativo. Adianta de muito!

Além de serem castrados e covardes, são congenitamente melancias, pois defendem implícita e explicitamente as suas idéias, quanto pior, melhor!

Enfim, a proverbial e atual covardia castrense. Em vez de dizerem um sonoro SIM ou NÃO, balbuciam putativo, covarde e gentil NI.

O completo ale amento coletivo dos militares do sagrado e democrático direito/dever de opinar encontra, portanto, respaldo interna e externamente aos muros do quartel.

Tudo explicado pelo "temor"! Temor? Qual temor! Covardia, isso sim! Enucos vestidos de macho quando não o são! Generais machos é coisa do passado! Saco grande, bem de macho, não existe entre os generais do ativo! Só voltam a crescer depois do ativo! Prestigio histórico? Eles envergonham-se dele!