sábado, 26 de novembro de 2011

Europeus em auto-destruição

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Kuing Yamang

A sociedade européia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

Dentro em pouco, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...

Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia e querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais,estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

Os europeus vão diretos a um muro e a alta velocidade...

Kuing Yamang é professor de economia. Chinês, viveu na França.

9 comentários:

lgn disse...

Concordo com parte do argumento do economista. Devagar com o andor, pois ele relevou um vício notável que está inserido no DNA de muitos empresários. A visão do lucro pelo lucro. Se considerarmos, por analogia, o dinheiro que circula na economia com o sangue que circula pelas veias e abastece cada órgão de acordo com sua necessidade e função, então perceberemos que existem bolsões de células cancerígenas incrustadas no corpo social e econômico. Há que se procurar um equilíbrio onde cada parte se alimente daquilo que é necessário para sua existência. Há uma luta entre dois modelos que, historicamente, apesar de ainda serem curtas suas existências, se digladiam tentando mostrar suas faces mais inspiradoras e socialmente aceitáveis, o modelo estatal onde tudo é determinado pelo poder que lhe é próprio, e o modelo liberal, onde o Estado é mínimo e a economia se processa pelo encontro natural entre oferta e procura, o mercado. Dada a imperfeição do homem, tanto um como outro, em sua forma radical, nos levam a sucessivas crises. Há que se procurar um modelo que, à semelhança de um corpo sadio, tenha cada parte do organismo atendida dentro de suas necessidades. Se assim não for, administre-se a crise que se tornará permanente. Um outro problema não apontado pelo economista é o modelo democrático que adotamos que permite a qualquer um chegar ao poder sem o mérito e qualidade inerentes à função. O que volta à situação anterior. Células impróprias participando equivocadamente de tecidos que não lhes dizem respeito.

sicário disse...

Serrao...

Não sou economista mas me parece que em uma economia globalizada cedo ou tarde governos acabam/acabarão fazendo equilibrismo sobre um rolo.
Não entendo porque seria diferente na China: o professor poderia explicar qual a grande diferença da China para os outros países? por acaso ela se autosustenta em tudo, independendo de outras nações?
Quem sabe é porque o trabalhador chines é um escravo cuja mão de obra barata não lhe permite ter o tempo e as "regalias" sociais dos europeus?
Acaso o sistema vigente naquela nação, não é afeito a funcionários públicos vivendo às custas de governo para manter o sistema?
Mesmo para um professor de economia, que viveu na França e escreve sobre outras economias e não a da "sua" China, para quem come todo tipo de inseto e vermes, cachorros, cobras e lagartos, doar sacos de arroz é muita pretensão...
Penso que se escrever sobre a economia da "sua" China, seja ele quem vai em alta velocidade ao muro/paredão.
abs.

Sicário

Anônimo disse...

O prof Kuing fez uma crítica razoável sobre o modelo econômico seguido pela Europa.

Contudo faço duas observações que não devem ser esquecidas:

Primeira:
Este modelo é EXATAMENTE o mesmo que está sendo seguido pelo Brasil:

- o modelo social é muito exigente financeiramente
- os europeus não querem trabalhar, só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV – sonhos miúdos

- os industriais se mudam porque não podem suportar o custo de trabalho (impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada)

- seus filhos não poderão pagar a conta

- votam orçamentos sempre deficitários

- seus governos sangram os contribuintes com recorde mundial da pressão fiscal (um verdadeiro inferno fiscal para aqueles que criam riqueza)

- não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando

- aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas - uma inversão de valores

- existem funcionários públicos demais, UM emprego/vaga em cada CINCO pessoas.

- o governo acha que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado

Os europeus vão diretos contra um muro e a alta velocidade!

E nós também.

Segunda observação:
A China sobrevive da escravidão de seus trabalhadores.
Enquanto o europeu tem direitos trabalhistas pesados demais para as empresas, o chinês não tem nenhum direito trabalhista.

Além de ter que sustentar uma multidão de funcionários públicos com altos cargos muito bem remunerados.

É muito fácil sobreviver do trabalho escravo!
Mas por quanto tempo?

GRIFAO disse...

Señor Jorge Serrão: Não fique aborrecido, mas sugiro que o texto acima é um Hoax, conforme:
"MARCO SANTOS — 23/02/2011 @17:45
O VENERÁVEL PROFESSOR CHINÊS É UM BOLO
Os textos que nos chegam via email podem ser ex­tre­ma­mente en­ga­na­dores quanto à sua origem.

Um dos úl­timos da ines­go­tável cor­rente de ver­dades de La Pa­lisse atribui al­gumas de­cla­ra­ções sobre a Eu­ropa a um «ve­ne­rável pro­fessor de Eco­nomia chinês Kuing Ya­mang, que viveu du­rante muitos anos em França».

O texto é com­posto por ci­ta­ções de uma en­tre­vista que o pro­fessor terá dado à te­le­visão. Ya­mang faz al­gumas cor­ro­sivas con­si­de­ra­ções sobre o mo­delo so­cial e eco­nó­mico eu­ropeu em «auto-des­truição».

De­pois de de­nun­ciar al­gumas ver­dades já re­co­nhe­cidas por muitos eu­ro­peus como se ti­vesse aca­bado de des­co­brir a pól­vora (a forma como os ci­da­dãos hi­po­tecam o fu­turo re­cor­rendo ao cré­dito fácil, a men­ta­li­dade in­di­gente de al­guns fun­ci­o­ná­rios pú­blicos, o ex­cesso de im­postos pra­ti­cado pelos Go­vernos), o pro­fessor avisa que dentro de al­gumas ge­ra­ções «nós» [re­fe­rindo-se ob­vi­a­mente aos chi­neses] vamos ul­tra­passá-los».

E lança uma ameaça nada subtil: «Eles tornar-se-ão os nossos po­bres. Dar-lhes-emos sacas de arroz…»

Al­guém sentiu o cheiro a pro­vo­cação xe­nó­foba que tre­sanda nesta parte do texto?

Claro que tudo isto é falso. O texto que cir­cula já em por­tu­guês re­sulta da trans­crição das le­gendas (ori­gi­nal­mente em francês) de uma en­tre­vista numa te­le­visão chi­nesa.

Acon­tece que os dois ho­mens – o hi­po­té­tico pro­fessor e um jor­na­lista – não estão a dizer o que está le­gen­dado: na ver­dade, estão a falar da Ex­po­sição Uni­versal de Shangai. E é a le­gen­dagem falsa que acaba por dar origem a esta cor­rente «para ler e re­flectir».

Quem foi o autor? A pró­pria pessoa que co­locou o vídeo no You­Tube. A sua in­tenção foi a de en­ganar a blo­gos­fera po­lí­tica fran­cesa, pondo-a a dis­cutir afir­ma­ções que nin­guém pro­feriu.

Também não existe ne­nhum pro­fessor Kuing Ya­mang – o autor da fraude criou este nome em re­fe­rência a um bolo francês, o Kouign Amann. Pois, para ler e re­flectir."
http://bitaites.org/geekosfera/o-veneravel-professor-chines-e-um-bolo/

GRIFAO disse...

Reenvio mensagem anteriro, pois parece surgido erro.

Mestre Jorge Serrão, parece que a mensagem acima é um Hoax:

"MARCO SANTOS — 23/02/2011 @17:45
O VENERÁVEL PROFESSOR CHINÊS É UM BOLO
Os textos que nos chegam via email podem ser ex­tre­ma­mente en­ga­na­dores quanto à sua origem.

Um dos úl­timos da ines­go­tável cor­rente de ver­dades de La Pa­lisse atribui al­gumas de­cla­ra­ções sobre a Eu­ropa a um «ve­ne­rável pro­fessor de Eco­nomia chinês Kuing Ya­mang, que viveu du­rante muitos anos em França».

O texto é com­posto por ci­ta­ções de uma en­tre­vista que o pro­fessor terá dado à te­le­visão. Ya­mang faz al­gumas cor­ro­sivas con­si­de­ra­ções sobre o mo­delo so­cial e eco­nó­mico eu­ropeu em «auto-des­truição».

De­pois de de­nun­ciar al­gumas ver­dades já re­co­nhe­cidas por muitos eu­ro­peus como se ti­vesse aca­bado de des­co­brir a pól­vora (a forma como os ci­da­dãos hi­po­tecam o fu­turo re­cor­rendo ao cré­dito fácil, a men­ta­li­dade in­di­gente de al­guns fun­ci­o­ná­rios pú­blicos, o ex­cesso de im­postos pra­ti­cado pelos Go­vernos), o pro­fessor avisa que dentro de al­gumas ge­ra­ções «nós» [re­fe­rindo-se ob­vi­a­mente aos chi­neses] vamos ul­tra­passá-los».

E lança uma ameaça nada subtil: «Eles tornar-se-ão os nossos po­bres. Dar-lhes-emos sacas de arroz…»

Al­guém sentiu o cheiro a pro­vo­cação xe­nó­foba que tre­sanda nesta parte do texto?

Claro que tudo isto é falso. O texto que cir­cula já em por­tu­guês re­sulta da trans­crição das le­gendas (ori­gi­nal­mente em francês) de uma en­tre­vista numa te­le­visão chi­nesa.

Acon­tece que os dois ho­mens – o hi­po­té­tico pro­fessor e um jor­na­lista – não estão a dizer o que está le­gen­dado: na ver­dade, estão a falar da Ex­po­sição Uni­versal de Shangai. E é a le­gen­dagem falsa que acaba por dar origem a esta cor­rente «para ler e re­flectir».

Quem foi o autor? A pró­pria pessoa que co­locou o vídeo no You­Tube. A sua in­tenção foi a de en­ganar a blo­gos­fera po­lí­tica fran­cesa, pondo-a a dis­cutir afir­ma­ções que nin­guém pro­feriu.

Também não existe ne­nhum pro­fessor Kuing Ya­mang – o autor da fraude criou este nome em re­fe­rência a um bolo francês, o Kouign Amann. Pois, para ler e re­flectir.

http://bitaites.org/geekosfera/o-veneravel-professor-chines-e-um-bolo/

Anônimo disse...

Shoppings irão monitorar cada passo dos clientes através do celular

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/privacidade/15706-shoppings-irao-monitorar-cada-passo-dos-clientes-atraves-do-celular.htm#ixzz1eqhu8E7D


Sistema entrará em testes na Black Friday norte-americana e já está levantando questões sobre privacidade.

É hora de encarar os fatos. Nós somos apenas dados que precisam ser monitorados para que as grandes lojas possam traçar nossos hábitos de consumo para poderem direcionar melhor as vendas. E mais um exemplo disso vai acorrer na próxima sexta, durante a famosa “Black Friday”.

Dois shoppings nos Estados Unidos irão monitorar toda a movimentação dos visitantes enquanto estiverem no local. Mesmo que os dados coletados sejam anônimos, será possível acompanhar os passos de cada pessoa sem que ela tenha permitido tal controle.

O sistema, chamado de FootPath Technology, funciona através de uma série de antenas posicionadas nas dependências do shopping center que captura o número de identificação único que existe em cada aparelho celular (como se fosse um número IP) e, então, monitora o movimento através de cada loja.

Embora os responsáveis pelo sistema afirmem que é impossível coletar informações pessoais dos aparelhos, como o número do telefone, essa ação está gerando controvérsias. No ano passado mesmo já vimos um caso em que hackers divulgaram uma lista com mais de 100 mil números de identificação e emails de proprietários de iPads 3G.

Aparentemente, a única maneira de não ser monitorado durante as compras é desligando o celular. Ou indo ao concorrente. E você, leitor do Tecmundo, o que faria se isso fosse implantado nas nossas lojas?

Anônimo disse...

Um professor universitario não fala assim! Muito menos chinês e eu nem gosto dessa raça colonizadora, exploradora e escravagista!

Tem razão o comentador Grifao.

Anônimo disse...

Por falar em auto-destruição. Pèla boca morre o peixe e segundo dizem, o traidor e psicopata lulla está ficando sem as cordas vocais. Coragem câncer, cumpre a tua missão!

Anônimo disse...

Economia e Moral jamais devem andar separadas. Pois acaba virando exploração de um sobre outro (Estado sobre o cidadão ou lucro acima de tudo). Sugiro a voces a leitura de uma resposta dada a um leitor no site da associação cultural montfort a respeito da economia do ponto de vista da moral cristã. http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=politica&artigo=20050319112251&lang=bra