quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Hidrelétricas: vulnerabilidade estratégica

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Alguém já pensou de raspão na importância da defesa antiaérea e na situação periclitante do material pertinente, atualmente ainda em uso pela artilharia do nosso Exército? Atenção, perigo! Estaríamos em condições de garantir as nossas principais fontes geradoras de energia, no caso de um conflito com algum país da “gang do CS/ONU” ou mesmo com alguma nação latino-americana?

Que ninguém se iluda, até a Venezuela, hoje, chega bem com os “caça sukoy” de última geração adquiridos da Rússia, seja em Itaipú, quanto mais em Tucuruí. E daí? Como neutralizar esta possibilidade de um oponente, seja ele quem for? Três grupos desta artilharia com material de ponta, um para cada hidrelétrica, futuramente também para Belo Monte, bastariam? Que o povo exija providências.

Todavia, que felicidade ter muito a defender, pois nem a Venezuela nem mesmo a Argentina são tão bem aquinhoadas. Em contrapartida, é incrível, a sociedade não se liga, muito menos os governantes, quiçá os políticos. Que se diga, os militares estão sempre alertando nos relatórios: “quem quiser a nação de joelhos vai de pronto neutralizar estas usinas”.

Eis que os “mercadores da morte” já se eriçam para a negociata de mão única com quem ainda precisa comprar material bélico para viabilizar sobrevida às suas Forças Armadas. Ainda em outubro, a “Krauss-Maffei Wegmann”, fábrica alemã de veículos militares, quis “vender o peixe” de um blindado sobre lagartas de serventia antiaérea e levou a cabo, no Campo de Instrução de Formosa, Brasília/DF, uma exposição das possibilidades do material para profissionais do metier.

Ao que tudo indica, para felicidade nossa, alguns oficiais-generais foram de parecer que os 30 milhões de euros pedidos por 36 destes carros, necessários para “modernização” das nossas unidades antiaéreas, não devem pagar a obsolescência precoce do “GEPARD”, uma viatura desenvolvida nos anos ”1960”, de tecnologia já ultrapassada e retirada do serviço pela Alemanha, Bélgica e Holanda.

Então vamos abdicar da defesa de nossas usinas? Acho que a indagação deva ser repassada ao parque industrial do Estado de São Paulo, já que, como as usinas, vai constituir um alvo decisivo para quebrar a resistência nacional.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior. Originalmente publicado no “Jornal do Comércio” de Porto Alegre em 8 de novembro de 2011.

5 comentários:

marcelo disse...

Em termos de equipamentos, os quartéis não dão conta nem das suas próprias seguranças...que dirá da segurança da nação?

Anônimo disse...

Serrão,

Muito boa e oportuno o texto sobre a defesa das nossas hidrelétricas.
Sobre a Hidrelétrica de Tucuruy, que, para quem "não sabe" ou "não se lembra", foi construida durante o govêrno militar, o seu projeto considerou a possibilidade de ser atingida por bombardeio aéreo, assim, a construção foi reforçada, incluindo a subestação, nas quais até as chamadas "casas de relés", as instalações dos geradores de emergência (dois grupos Diesel Cummins com gerador Negrini) e as instalações das bombas anti-incêndio são bastante reforçadas, com concreto extra-forte e com espessura considerável.
Mas, apesar destes cuidados, são instalações que já têm 30 anos, e agora as bombas aéreas são mais eficientes e de maior poder de destruição.
Nosso povo, e principalmente os nossos jovens, precisa de menos greves por motivações absurdas, tais como protestar para poder fumar maconha nas Universidades, e "se ligar" mais na situação de absoluta vulnerabilidade da Pátria.

Com um fraterno abraço deste seu amigo amazônida,

Roberto Santiago

Anônimo disse...

Vamos abdicar da defesa de nossas usinas? Que nada! Ponham os terroristas do MST para as defenderem! Eles sabem!

Entretanto, deixem os nossos briosos militares defenderem a nossa soberania nas favelas do Rio de Janeiro! Temos que ser realistas!

Anônimo disse...

Com todo o aparato encontrado com os alunos da USP (bombas, etc) e com todo o armamento dos traficantes cariocas, o melhor seria entregar a segurança da nação para eles...

Anônimo disse...

Quem sabe os políticos possam resolver o problema da inSegurança Nacional atual?

Enquanto vocês estão pensando em "defender hidrelétricas", o mercado de drogas cresce assustadoramente neste país e cada vez mais jovens brasileiros estão indo para o abismo, junto com as suas famílias...

Filosofias e mais filosofias...hipocrisias e mais hipocrisias.