terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mundo convulsivo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ary Avellar Diniz

Reportando-nos somente ao primeiro semestre do ano em curso, 2011, presenciamos, nesse período de tempo, acontecimentos desagradáveis, provocados pela natureza e pelo próprio homem.

Temperaturas baixas, nevascas, enchentes (a Coreia do Sul não presenciava tão grandes volumes d’água em seu país há mais de cem anos); Etna outra vez em erupção; no Japão, os tsunami e o desastre nuclear da Usina de Fukushima Daiichi, provocados por terremotos sucessivos, seguidos de outros na Nova Zelândia (Christchurch) e no Chile; intensos tornados no sul e no centro-oeste dos Estados Unidos; fome a espalhar-se pela África…

O homem, por sua vez, também tem sido agente ativo de situações convulsivas motivadas por insatisfações e, consequentemente, preâmbulos de violência e morte: o mundo, cenário atual de revoltas políticas, já depôs no Egito Hosni Mubarak, no poder há décadas e prestes a ser condenado à morte; na Líbia, Gadaffi, pressionado pelas forças rebeldes apoiadas pela França e Reino Unido; a Tunísia forçou a deposição do ditador Zine Ben Ali; o ditador da Síria, Bashar el-Assad, tem resistido à sua deposição… mas até quando?

Osama Bin Laden, assassinado no Paquistão; os Estados Unidos por sua vez, depois de tantas participações nos conflitos que empestaram o mundo após Segunda Guerra Mundial — tais como a do Vietnam, da Coreia, do Iraque, do Afeganistão e com posições ostensivas de tropas em vários países do mundo —, hoje se deparam com uma batalha econômico-financeira dentro do próprio Império. Essas ações beligerantes custavam aos cofres do governo trilhões e trilhões de dólares; e, em função disso, os detentores de títulos públicos do governo americano começaram a sentir-se atemorizados, principalmente a China (1 trilhão e 300 milhões de dólares)…

Fato lamentável, o massacre em Oslo e na ilha de Utoeya na Noruega, provocado pelo psicótico Anders Behring Breivik, mancomunado com as forças do mal.

A imprensa mundial tem mostrado a crítica situação econômica em que se encontram Portugal, Espanha, Itália e Grécia, países lembrados por quem os visita pela sua gastronomia (principalmente os latinos), belezas territoriais, etnia agradável de se ver, cultura e educação de povos iniciadores de civilização mundial. A Grécia, por sua vez, além da cultura plurissecular e belezas inerentes ao país, destaca-se pela originalidade de sua filosofia antiga.

Voltando a refletir sobre o primeiro semestre de 2011, e agora aterrissando no Brasil — atualmente considerado a 8.ª potência econômica do mundo —, entristecem aos brasileiros os constantes casos de corrupção provocados pelos desvios de verbas do cenário público, ocorridos amiúde, além de fazer estarrecer a perpetuação no poder do atual presidente da CBF, mantido na função a despeito das graves e generalizadas acusações de enriquecimento ilícito.

Presume-se, e tem-se muita fé, que a atual presidente do Brasil, caracterizada pela austeridade e pela honestidade, possa corrigir tais desconcertos.

Diante de tantos desastres no mundo inteiro, qual a consequência direta para o Continente brasileiro? — Todos os brasileiros querem mais: anseiam por ufanar-se de um Brasil sério e próspero. Ainda assim, é oportuno salientar que nunca se presenciou no planeta Terra tamanha sucessão de tragédias em tão pouco espaço de tempo.

Serão os sinais dos tempos já se anunciando?

Ary Avellar Diniz é Diretor Geral do Colégio e da Faculdade Boa Viagem - aryavellardiniz@yahoo.com.br

Nenhum comentário: