sábado, 26 de novembro de 2011

Política Brasileira e Crise Mundial

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Antonio Pagliosa

Algo realmente difícil de explicar é o fascínio dos intelectuais a regimes autoritários de esquerda. Tais regimes já infernizaram a vida de muitos milhões de seres humanos em todo o mundo.

Mario Lago era um brasileiro famoso e dono de um senso crítico afiado e perspicaz. Por várias décadas ele apoiou projetos de esquerda e foi preso “n” vezes. Por seus vínculos fortes e duradouros com o partido comunista, visitou a Rússia em 1957, a convite do governo daquele país. E decepcionou-se com o regime comunista quando o viveu na pele, porque o pecado maior do sistema é o excesso de autoritarismo.

Mario era um boêmio multifacetado. Um homem que se antecipou aos intelectuais da época quer nas artes cênicas, quer na música e na poesia, mas essencialmente na política. Ele nunca se confinou a um único reduto razão porque se lhe abriram diversas possibilidades em sua vida profissional e ensinava a outros comunistas: “Mintam sempre. Informem que vocês foram torturados e que sofreram as agruras da ditadura militar. É importante para a causa.”

Gabriel Garcia Márquez, prêmio Nobel de Literatura, é amicíssimo e grande admirador de Fidel Castro. Isso há décadas.

Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Luiz Fernando Veríssimo, são alguns exemplos de intelectuais brasileiros que apóiam Fidel e seu sistema de governo. Um sistema tão ditatorial que opiniões divergentes tem apenas duas alternativas:Cadeia ou paredón!

O comunismo instalado na ilha de Cuba há cerca de sessenta anos, faliu o país, destroçou sua economia e a repressão política matou sumariamente mais de sete mil cubanos que ousaram desafiar as ideologias do ditador Fidel.

Principalmente a partir de 2005, o governo brasileiro se aproximou perigosamente de vários líderes tiranos, envergonhando a nação brasileira perante as democracias mundiais mais relevantes. Fomos ridicularizados pela adoção de um viés esquerdista e sem respeito a direitos humanos.

Bem, neste ponto é conveniente parafrasear o grande Millor: “Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem.”

O filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), dizia: “Homo hominis lupus.” “O homem é o lobo do homem.”

Autoritarismo excessivo, exatamente por isso, não deve ocorrer jamais. O homem precisa freios para conter sua ambição e seu poder e considero a DEMOCRACIA como o regime político mais adequado e o CAPITALISMO como o sistema econômico mais interessante e justo para todos os cidadãos.

Porém, nada disso funciona a contento e nada satisfaz a população de todas as classes sociais, se não existir amor cristão entre as pessoas. Aliás, é este amor cristão que precisa atenuar as diferenças de poder aquisitivo entre as diversas classes sociais.

Mais que nunca entendo que o governo brasileiro deve paralisar suas muitas ações de viés gramsciano, porque isto nunca nos levará a um progresso real e sustentado e é de uma insanidade absoluta. Altamente prejudicial a seu povo.

O nosso querido Brasil, é um país de características únicas no planeta e um porto seguro e assaz atraente de aplicação de capital estrangeiro. Vale ressaltar:

-Temos estabilidade econômica e política. Estamos há dezessete anos com inflação sob controle e com política econômica responsável.

-PIB crescendo. Nosso PIB cresce bem acima do PIB dos EUA ou de qualquer país europeu.

-Consumo crescente da população: Nos últimos dez anos, seguramente 38 milhões de cidadãos brasileiros ascenderam socialmente e o consumo de bens desta gente, deu salto significativo, melhorando toda a cadeia econômica.

-Celeiro de alimentos. O Brasil, pela extensão de suas terras aliado a clima perfeito e tecnologia avançada, é hoje o maior exportador de alimentos do mundo, com ênfase para a soja, carne bovina e suína e de aves, suco de laranja, café, algodão e açúcar.

-Infraestrutura: As nossas deficiências estruturais são enormes. A construção e revitalização de estradas, portos, aeroportos e ferrovias, são oportunidades fantásticas para investidores.

Sei que é hora de planejar, arregaçar as mangas e trabalhar. O resto é resto.

E como propalava Albert Einstein;”Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.”

Com carinho e orando para que insanos recuperem a razão.

João Antonio Pagliosa é Engenheiro Agrônomo pela UFRRJ em 1972.

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