quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vazamento de patriotismo?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Primeiro foi a “BRITISH PETROLEUM”, agora foi a “CHEVRON”, uma empresa norte-americana. Pelo jeito, competência por competência, os anglo-saxões não são muito mansos em lidar com vazamentos de petróleo no mar. Eu fico imaginando se fosse a “PETROBRAS”, que prato feito para uma “apropriação humanitária da nossa área pré-sálica em nome da ecologia para o bem da comunidade internacional”.

Essa possibilidade/expectativa, porém, não passa pela cabeça dos nossos, probos e patriotas, governantes e políticos. Minha gente, quem não tem competência não se estabelece! A estatal desta nação euro-afro-tupiniquim, que um dia já foi brasileira, teria, no mínimo, a mesma capacidade evidenciada pelas suas congêneres para contornar e remediar as escabrosas conseqüências de um desastre de tal magnitude? Sim porque, ao que se sabe, o País ainda não dispõe de um plano de ação para administrar vazamentos do porte do ocorrido na bacia de Campos.

No Golfo do México o governo de Obama cobrou com juros da empresa britânica pelos prejuízos causados ao “maior lago americano”. Afinal de contas, em se tratando de compadres de língua inglesa, tudo deve ter sido ajustado com o menor prejuízo para ambas as partes. E agora, que cacife temos para, na justa medida, exigirmos o ressarcimento pelos prejuízos causado em nosso litoral?

Parece que estou vendo a retórica vazia, no Senado e na Câmara de Deputados, exigindo o acerto de contas da empresa alienígena, uma autêntica tertúlia de ébrios que priorizam a discussão da distribuição dos royalties afins, postergando matérias de maior relevância como a da criação de condições para maior capacitação da PETROBRAS na prevenção/debelação de sinistros. Isto sem falar no aspecto estratégico/militar da capacitação nacional para garantir este manancial petrolífero marítimo. Ninguém está nem aí para tanto.

Brasileiros e brasileiras, o jargão de notório senador, quando inebriado pelas suas baboseiras sem pé nem cabeça na tribuna do parlamento, está mais do que apropriado: “atentai bem!”

Os sapos estão se apresentando para serem engolidos e, não tarda, vamos continuar a deglutí-los, pois, se o povo não se mobiliza, não vai ser a politicalha que vai se incomodar.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior. Publicado no “Jornal do Comércio” de Porto Alegre em 23 de novembro de 2011.

2 comentários:

Anônimo disse...

E vazamento continua tranquilo, tranquilo, e as televisões mostrando sempre uma fenda de 1 metro vazando, quando a fenda tem 300 metros!

Tanta hipocrisia deste governo terrorista!

Anônimo disse...

A Petropetê está tão cupinizada que não sabe nem por onde começar.Proposta: Band-Aid?
paulo