quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Petralhas querem aprovação da Emenda 29 para justificar novos recursos com legalização dos jogos no Brasil

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

A legalização do jogo no Brasil. Eis a principal intenção oculta por trás da insistência dos petistas, em conluio com parte da base aliada, para botar em votação e aprovar a famigerada Emenda 29 – que obrigaria a União, Estados e municípios a investirem mais na área da saúde. Os recursos viriam da taxação direta sobre a jogatina. Os petralhas têm interesse no negócio pois já têm laranjas prontos para entrarem de sócios dos futuros investidores do jogo legalizado no País.

O nada discreto lobby petralha para a legalização dos “jogos de azar” no Brasil é comandada por um trio de peso: José Genoíno, Antonio Palocci e José Dirceu. O “crupier” desta jogatina política pró-Emenda 29, o deputado federal petista Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, explicitou ontem as verdadeira intenções de seu grupo político: “Como deputado, acho que nós temos que ver a legalização dos jogos e usar o dinheiro dos jogos para a saúde”.

Até a Presidenta Dilma Rousseff, em entrevista à rádio Jornal do Comércio, em Pernambuco, entrou no jogo dos lobistas: “Presente de grego eu não quero. Agora, eu quero um presente para a saúde, que é o seguinte: eu quero saber como é que todos os investimentos necessários para garantir que o nosso povo tenha saúde de qualidade, da onde vão sair?”. Mais cedo, Vaccarezza já tinha respondido que a grana viria da legalização do jogo – coisa que o governo prefere não assumir publicamente, para não entrar em conflito com a Igreja Católica, historicamente contra a medida.

Sob o patrocínio oculto do lobby da jogatina, a Emenda 29 tem tudo para ser votada no fim do mês. Trata-se de mais uma ideia completamente soviética – que engessa completamente o orçamento público. A regra imporia gastos anuais obrigatórios para os entes federativos. Para municípios, 15% do orçamento; para estados, 12%; e, para a União, o gasto do ano anterior, corrigido pela inflação mais o crescimento do PIB, a soma de tudo que é produzido pela economia. Atualmente, União, estados e municípios não são obrigados a cumprir um percentual mínimo de gastos com a saúde.

Jogo de cena

O Palácio do Planalto nega que esteja discutindo a criação de um imposto para a saúde.

Mas, para tentar disfarçar que apenas defende a legalização do jogo como forma de financiar a Emenda 29, o deputado Cândido Vaccarezza chegou a especular ontem sobre aumentar a cota da saúde no DPVAT, aumentando ainda mais este imposto.

A ideia também interessa ao esquema de seguradoras que administram os recursos do tal “seguro obrigatório” – pago pelos “propriotários” de veículos para indenizar vítimas em acidentes de trânsito.

Mentirinha soviética

O esquema de propaganda do governo Dilma espalha, na abestada mídia amestrada, a mentirinha de que “reduziu os juros dos empréstimos para microempreendedores” – atualmente na absurda faixa de 40% de pura usura.

A Caixa já estaria liberando empréstimos de até R$ 15 mil, com juros de 8% ao ano, com pagamento em até 24 meses, para quem inicia ou já tem um pequeno negócio.

Para pegar a grana emprestada o trabalhador autônomo ou pequeno empresário não precisa estar formalizado, mas terá de apresentar o famigerado “fiador”.

Além desta exigência descabida, quem pegou a grana será sovieticamente fiscalizado por assessores de crédito contratados pela Caixa, para verificar se o dinheiro é bem ou mal usado.

Vai dar em nada...

O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) e o deputado federal Duarte Nogueira pediram ontem ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que investigue a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente Lula.

Ambos por suspeitas de crime de peculato e improbidade administrativa.

O pobre Lula entrou na dança sob a alegação de ter sido conivente com uma decisão da empresa Itaipu Binacional – que demitiu Gleisi, pagando-lhe R$ 40mil de indenização, na véspera do lançamento da candidatura dela ao Senado, em 2006.

Impunidade parlamentar

Desde 2005, só quatro de 33 deputados processados tiveram o mandato cassado: José Dirceu (PT), Roberto Jefferson (PTB), Pedro Corrêa (PP), pelo mensalão, e André Luiz (sem partido-RJ), por extorsão.

Ontem, em votação secreta, a Câmara derrubou o pedido de cassação do mandato da deputada Jaqueline Roriz, do PMN do Distrito Federal.

Dos 451 parlamentares que estavam em plenário, 265 votaram contra a cassação, 166 a favor e 20 se abstiveram.

Suspeita (com direito a filmagem) de envolvimento com o mensalão do Democratas de Brasília, a deputada fica com seu foro privilegiado garantido para o inquérito que a investiga por crime de peculato: o uso do cargo público para obter vantagem pessoal.

Freud explica

Explicação dada pelo ex-prefeito Cesar Maia para o PT não apoiar a cassação da Jaqueline Roriz:

"Há uma razão óbvia. Se a deputada fosse cassada todos os envolvidos no mensalão do PT, com saque demonstrado na boca do caixa, também teriam que ser. Afinal, não há diferença comprobatória entre ser filmado e receber dinheiro num banco, assinar recebimento e registrar carteira de identidade. E ainda mais grave: no e para o exercício dos mandatos. Se o PT votasse pela cassação, em seguida todos os envolvidos no mensalão de 2005 estariam também cassados, por clara equidade de tratamento. Bastava chegar um requerimento na comissão de ética e levá-lo ao plenário".
Prova de que, com mensaleiros, não há quem possa... Eita esquadrão de ouro...

Funcionalismo

Dados fresquinhos do professor Ricardo Bergamini sobre o serviço público no Brasil:

1 - Dentro do serviço público federal há uma variação na média salarial entre o maior e o menor salário de 72,38%.

2 – No período o salário médio/mês dos trabalhadores formais das empresas privadas foi de R$ 1.517,78 (IBGE), ou seja: 89,99% menor do que o maior salário médio dos servidores da União e 63,77% menor do que o menor salário médio dos servidores da União.

3 – No período o salário médio/mês dos aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência Social (INSS) foi de R$ 761,70 (STN), ou seja: 94,98% menor do que o maior salário médio dos servidores da União e 81,82% menor do que o menor salário médio dos servidores da União.

Tamos fundidos?

As drogarias São Paulo e Pacheco, do Rio de Janeiro, fundirão suas operações para a criação da Drogarias DPSP.

A gestão da nova empresa será compartilhada entre os grupos Carvalho (dono da São Paulo) e Barata (que controla a Pacheco).

A nova líder do segmento de farmácias nasce com 691 lojas, em cinco estados, e faturamento de R$ 4,4 bilhões nos últimos 12 meses.

Vai copiar, Kassab?

As prostitutas que trabalham nas ruas de Bonn, na Alemanha, terão de pagar um bilhete de 6 euros por noite para ocupar o espaço público.

Se forem flagradas sem o comprovante de pagamento, poderão ser presas e condenadas.

Será que Gilberto Kassab vai copiar essa ideia para dar uma faturada nas primas que atuam nas ruas de São Paulo?

Endoidou, São Pedro?

Ontem, São Paulo foi colocada em estado de atenção por causa da baixa umidade relativa no ar (25%) e pelo forte calor.

Agora, São Paulo está em estado de atenção por causa da chuva forte e do frio.

Kassab devia chegar a um acordo amigável com São Pedro, porque assim não dá...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Agosto de 2011.

Dirceu e um desgoverno paralelo?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Os ingênuos chegam a vislumbrar ressentimentos entre a Presidente e o seu mentor, por causa dos diletos assessores cheios de graça e rabo preso que herdou, ou os que escolheu por indicação do famigerado. Foram os ossos do oficio.

Ao sair do nada para a mais alta posição, o custo seria alto. Ela é limitada e ruim em conectar os neurônios.

Por isso, reclamar jamais e decretou como recomendado, o fim de uma faxina na qual não deu a primeira, nem pode impedir as demais vassouradas. Límpido assim.

Basta acompanhar os périplos do Ex aqui e no exterior, de avião pra lá e pra cá, de palestra em palestra, e de soslaio mirar seus cumpanheiros de viagens, de andanças demagógicas, em Cuba e adjacências para saber que lá estavam, entre outros próceres da bandalheira, o nefasto Dirceu.

Dirceu acusado e afastado foi brindado pelo seu ex – chefe com palavras sobre sua magnificência, sobre a sua grandeza, sobre a sua conduta impar. Na saída do cargo, recordemos como Dirceu saudou a “cumpanheira de armas”. Foi tocante.

Assim, se alguém dúvida que estejamos falando da mesma quadrilha, do mesmo acumpliciamento, pretendendo visualizar um desgoverno paralelo, vai morrer imaginando bobagens.

Estejam certos tantos quantos não acreditam em Papai Noel e no Coelhinho da Pascoa, que o Dirceu se locomove hoje com tanta ou mais desenvoltura do que antes, mas não para enfraquecer o atual desgoverno, na verdade, oficiosamente engendra tramoias, encena arrufos, apenas para desviar atenções e confundir ameaças.

Não esqueçam que uma parte substancial da mídia e o próprio gestor da mídia do desgoverno, o Franklin Martins foi um dos convivas das viagens de sua majestade. O quanto e como tramaram, nem o diabo sabe.

Juntos confabularam, planejaram e soltaram torpedos enganadores.

O contexto faz parte de uma ação diversionária para confundir e criar impressões falsas. No fundo, devem gargalhar dos equívocos que plantam na cabeça dos ingênuos.

A atual investida contra São Paulo sublinha o maquiavelismo que se esconde nas confabulações da asquerosa cúpula.

Felizmente, não dominaram toda a imprensa e, ainda, são surpreendidos com reportagens investigativas, que ao demonstrarem o poder de Dirceu, apenas comprovam que sua liberdade de ação é tão descarada que somente com o conhecimento, a orientação e o financiamento da cúpula do desgoverno, ele poderia transitar tão leve e solto.

A leitura correta seria buscar, como por detrás dos bastidores, além da falsa impressão de liderar um desgoverno paralelo, o que realmente está acontecendo, seria olhar mais ao longe, por detrás dos muros, por detrás dos morros, para descortinar qual a verdadeira missão do senhor Dirceu.

Enfraquecer a Presidente no momento atual, seria a última ação a ser praticada pelo petismo, seria o tiro no pé, seria atestar que a terna senhora foi um tremendo equivoco do seu guru.

Por tudo, cuidado com as conclusões precipitadas, o bando é um só, uns menos, outros mais vermelhos, mas todos têm um objetivo comum, submeter esta Nação.

Eles são mestres em criar falsas impressões, subverter mentes, iludir os incautos. Não esqueçamos de que eles eram terroristas, mas hoje, como num passe de magica, são cultuados como heróis.

Dirceu, carinhosamente, é o que podemos denominar de "o aloprado oficial" do atual desgoverno.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Guerra ideológica: Folhateen exalta revolucionário Dirceu, e Maria do Rosário condena site da Rota “pró-64”

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

A permanente guerra ideológica contra os militares ganhou ontem dois capítulos patéticos na mídia amestrada tupiniquim. Na página 7 do Folhateen (suplemento da Folha de S. Paulo para jovens e adolescentes), a reportagem “Quando eu tinha a sua idade – Virei Garoto-Propaganda do Regime Militar”, exalta o ex-revolucionário José Dirceu de Oliveira e Silva, 65 anos, como um modelo a ser seguido. Curioso que este Dirceu é o mesmo que aparece na capa da revista Veja, na reportagem “O Poderoso Chefão” – mostrando o poder paralelo que ele exerce nos bastidores do governo petista.

Já no Estadão, quem ganha espaço para criticar os militares é a ministra dos Direitos Humanos. Maria do Rosário voltou a defender que a Comissão da Verdade, cujo projeto tramita no Congresso Nacional, seja votado ainda este ano. Rosário voltou a destacar que tem se empenhado pela aprovação da proposta que visa esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar. Maria do Rosário também bateu no governo de São Paulo e criticou o site da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) por enaltecer o tempo dos presidentes militares:

“Eu considero que todos os Estados da Federação devem fazer também o seu esforço pelo direito à verdade e à memória e pela democracia. Uma página oficial do governo estadual, em um período democrático, que presta homenagem à deposição de um presidente, legitimamente eleito, do presidente João Goulart… Eu me senti aviltada de fato por isso e eu tenho certeza que o governador Geraldo Alckmin tomará providências diante disso porque é uma estrutura do Estado de São Paulo. Não se pode comemorar golpe, não se pode comemorar a violação do Estado democrático de Direito, sob pena de plantar-se novas violações”.

Curiosamente, a favorável reportagem pró-Dirceu na Folhateen desmente a versão de que todos os inimigos do regime militar foram vítimas de tortura, como insiste Rosário e a turma dela. No depoimento de Dirceu (tratado carinhosamente pela Folha como “Ex-ministro e Ex-deputado”), ele revelou: “Em 1968, fui preso. Não fomos torturados. Pelo contrário, fizeram tratamento de dente para mostrar que não havia tortura”.

A reportagem traz outros bons exemplos do passado de Dirceu para a os jovens. Na chamada de capa:”José Dirceu conta que era coroinha, mas foi expulso por roubar hóstia”. No texto interno, Dirceu conta que se sentiu muito bem no exílio em Cuba: “A gente tinha supostos empregos, mas fazíamos treinamento militar. Você podia (se especializar em) clandestinidade, explosivo, tiro, guerrilha. Fiz sem paixão, por dever de ofício”.

Brizolando

Outro defensor da mentirosa comissão da verdade, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), aproveitou para reclamar ontem que a imprensa nacional coloca um "manto de silêncio" sobre a memória do ex-presidente João Goulart (1919-1976) e do ex-governador Leonel Brizola (1922-2004):

"A grande mídia, que controla a informação no país, particularmente do centro do país, quando fala em Jango ou em Brizola o faz com ironia ou com a adjetivação de que eram populistas. Esse manto de silêncio não é gratuito. Os dois representavam a entrada das classes trabalhadoras na cena política e pública".

Comemorando a "Semana da Legalidade", em homenagem à mobilização popular pela posse na Presidência de Goulart em 1961, Tarso Genro protestou que a "elite da direita conservadora e reacionária" tem "porta-vozes" para manter essa situação.

Engraçado é que, quando o velho caudilho Brizola era vivo, a petralhada só vivia metendo o pau nele...

As pedras não falam...

O consultor José Dirceu reagiu com indignação à matéria publicada pela revista que o apresentou como “O Poderoso Chefão”.

Dirceu alegou que é "de morrer de rir" a insinuação de que conspirava com ministros, senadores e deputados para aproveitar-se politicamente da queda do ex-ministro Antonio Palocci, que pediu demissão no começo de junho após suspeitas em torno da evolução do seu patrimônio:

"Até as pedras sabem que eu sou governista. Pode ter alguém que apoie tanto quanto eu [o governo Dilma], mas é difícil”.

Manda investigar

Dirceu justificou por que usa um hotel para despachar com integrantes do governo Dilma e parlamentares:

"Por que eu não vou ao Congresso? Porque eu fui cassado. Eu só vou ao Congresso no dia em que ele me dar anistia. É o mínimo de dignidade que eu tenho que ter, já que fui vítima de uma violência jurídica. Depois que o Supremo me absolver, que eu espero que ocorra o mais rápido possível, vou pedir anistia ao Congresso".

Um gênio destes não merece um emprego de redator na volta do programa global Casseta & Planeta Urgente?

Sempre coitadinho

O criativo Dirceu, que sempre posa de vítima da História, ainda comparou a tentativa de invasão do seu quarto no hotel pela reportagem da Veja ao escândalo dos grampos feitos pelo jornal sensacionalista britânico "News of the World", do magnata Rupert Murdoch:

"A matéria em si não diz nada. O grave é a violação da lei. O hotel já pediu uma investigação para a Polícia Civil e para a Polícia Federal. Isso é o equivalente ao que acontecia no Reino Unido, nas empresas do Murdoch".

Nesta toada, quem acabará contratando a consultoria humorística de Dirceu é o CQC da Band...

Sucatão poluente

Após cinco anos no estaleiro, o porta-aviões São Paulo, da Marinha do Brasil, voltou a cruzar os mares do Rio espalhando poluição.

A Marinha informou que a fumaça preta foi decorrente de reparos no navio, que ficou cinco anos sem funcionar.

O porta-aviões é um triste exemplo de como as Forças Armadas não podem embarcar,de gaiato, nas promessas de reequipamento – que, quando ocorrem, seguem o modelo desta desastrada compra de um problemático navio francês, feita no governo FHC.

Reclame com o Bispo?

Quem flagrar emissão de fumaça, em casos semelhantes ao do porta-aviões, pode registrar denúncia junto à Capitania dos Portos de sua região.

É preciso informar local, hora e características da embarcação para que ela seja identificada e vistoriada.

No Rio, as reclamações podem ser feitas pelo telefone 2233-8412 ou pelo e-mail ouvidoria@cprj.mar.mil.br

Corrupção

Há uma enquete no site do Senado pesquisando a opinião pública sobre um projeto de lei que vai colocar corrupção no rol dos crimes hediondos.

Até agora 97% dos votos foram “a favor” mas foram menos de dois mil votos!

Acesse o link abaixo e a enquete está na barra do lado direito da página:

http://www.senado.gov.br/noticias/principal.aspx
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2011.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Abin, corrupção e Petrobras

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

Em agosto de 2000, recebi, em minha residência, na cidade de Itaperuna (RJ), a “visita” de três agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – sucessora do famigerado SNI, ninho dos temíveis arapongas.

Aos agentes da Abin, eu confirmei minhas denúncias sobre tráfico de influência para favorecer determinada empresa junto a órgãos do governo. Não só confirmei minhas denúncias, como também apresentei dezenas de documentos que a embasaram.

O fato acima mostra que, naquela época, a Abin se preocupava com o tráfico de influência praticado junto a órgãos do governo.

Acontece que os tempos mudaram: de 2004 para cá, venho fazendo denúncias infinitamente mais graves que aquelas que motivaram a “visita” acima citada, e a Abin não esboçou qualquer manifestação a respeito.

Das duas, uma: ou o órgão máximo de inteligência do país já não atua mais em assuntos relativos a tráfico de influência (atividade cuja irmã siamesa é a corrupção), ou a rede de cumplicidade formada para blindar o caso Gemini conseguiu lançar seus tentáculos também sobre a Abin.

O caso Gemini

A Gemini é uma sociedade formada pela Petrobras com a mesma empresa que foi acusada de se beneficiar do tráfico de influência gerador da “visita” dos agentes da Abin à minha residência na época do governo FHC. Ela foi constituída, no governo Lula, com o objetivo de produzir e comercializar gás natural liquefeito (GNL).

Proporcionando gigantescas vantagens à sua sócia privada em detrimento do interesse público, a Gemini foi arquitetada no período em que Dilma Rousseff acumulava os cargos de Ministra de Minas e Energia e Presidenta do Conselho de Administração da Petrobras (cargo que só veio a deixar quando teve que se desincompatibilizar para participar da campanha presidencial).

A divisão acionária da Gemini – com a Petrobras ficando com 40% das quotas e a empresa privada com “os restantes” 60% das quotas – fez com que o Tribunal de Contas da União (TCU) se julgasse impedido de apurar os desmandos a ele denunciados; isso, porque a União não é a controladora da sociedade.

Em outra decisão desastrosa, a Gemini contratou sua sócia majoritária para prestar todos os serviços necessários à operação da empresa (liquefação do gás natural, armazenamento e transporte do GNL até as instalações dos clientes, etc.).

Passados cerca de cinco anos da entrada em operação da Gemini, concretizou-se a preocupante previsão: a Gemini está totalmente dependente de sua “sócia majoritária prestadora de serviços”. Conforme se esperava, aconteceu o que havia sido projetado com eficiente malícia por parte da empresa privada e com absurda inocência (ou criminosa má-fé) por parte da Petrobras.

Imagine-se, por exemplo, o serviço de transporte do GNL da usina de liquefação situada em Paulínia (SP) até as instalações dos clientes, que se encontram espalhados num raio de cerca de mil quilômetros.

Tal transporte tem que ser feito em carretas fabricadas especialmente para transportar GNL. Por necessidade do serviço, a transportadora (leia-se sócia majoritária) possui hoje uma frota de dezenas dessas carretas, frota esta que vai crescendo à medida que o tempo passa. Isso faz com que tal transportadora seja insubstituível. Falar em fazer concorrência para “selecionar a empresa que ofereça melhores condições à Gemini” só serve para enganar quem está doido para ser enganado.

A corrupção denunciada pelo Sindipetro

Os diversos aspectos lesivos ao interesse público descobertos na Gemini são tão escandalosos que o próprio jornal do sindicato dos trabalhadores na indústria de petróleo (Sindipetro) teve a ousadia de publicar a mais explícita denúncia de corrupção passível de ser divulgada: a charge que emoldura determinada matéria publicada sobre a Gemini mostra uma pessoa com uma mala recheada de dinheiro, na qual se encontra gravado o nome da sócia da Petrobras.

Na realidade, não sei o que levou o Sindipetro ser tão categórico com suas denúncias de corrupção (em outra edição do seu jornal, enquanto o texto da matéria esclarecia que a empresa que se associou à Petrobras pertencia a um grupo norte-americano, a charge mostrava Tio Sam acionando um cilindro de gás do qual jorrava dinheiro).

O que sei é que muitos dos motivos da acusação de corrupção feita pelo Sindipetro podem ter se originado nos estratégicos ralos para superfaturamentos deixados no Acordo de Quotistas que se encontra vinculado ao Contrato Social da Gemini.

Conforme tal Acordo de Quotistas, a sócia majoritária da Gemini pode (somente se quiser, é bom que se esclareça) superfaturar desmesuradamente contra a Petrobras. E, o possível superfaturamento é contratualmente legal, pois se utiliza de brechas deixadas no “genial” Acordo de Quotistas.

Em princípio, ninguém pode afirmar que a sócia majoritária da Gemini está se aproveitando do “genial” Acordo de Quotista para maximizar seus lucros com a prestação de serviços à sociedade. Porém, ninguém pode negar que, se ela quiser, ela superfaturará dentro da lei, conforme se encontra explicado detalhadamente em diversos artigos publicados originariamente no Alerta Total (www.alertatotal.net).

Para que seja avaliado o risco que corre o dinheiro público com a Gemini, basta ver, a seguir, alguns dos casos em que a sócia da Petrobras é acusada de superfaturar.

Os superfaturamentos da sócia da Petrobras

A empresa foi multada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em R$ 2,2 bilhões por integrar um cartel que, entre outros crimes, fraudava licitações e superfaturava contra nossos miseráveis hospitais públicos. Deve ser destacado que R$ 2,2 bi é a maior multa já aplicada pelo órgão responsável por defender a livre concorrência de mercado no país. Deve ser destacado, também, que o valor da multa foi aumentado pelo fato da empresa ser reincidente.

A empresa praticou, durante anos seguidos, gigantescos superfaturamentos contra o Hospital Central do Exército (HCE). Isso levou o TCU a determinar a devolução de 6,8 milhões de reais aos cofres públicos.

A empresa foi condenada pela Justiça Federal na Ação Civil Pública contra ela movida por superfaturar contra o órgão máximo de inteligência do país (atual Abin). Tal processo, que levou o n°. 2001.34.00.033944-5, tramitou na 13ª. Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, e se encontra, desde março de 2009, em grau de recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A ousadia da empresa neste caso merece um capítulo à parte. É o que será mostrado a seguir.

A Abin ridicularizada

O que mais se destaca na aquisição de produtos feita pelo órgão máximo de Inteligência (atualmente chamado Abin) junto à sócia da Petrobras na Gemini é a maneira como ela tripudiou em cima de tal órgão.

A empresa usou de certidão enganosa para tornar inexigível a licitação, e, na condição de fornecedora exclusiva, superfaturou gananciosamente contra a Abin.

Tal fato originou uma Ação Civil Pública.

Em sua defesa, a sócia da Petrobras alegou que não poderia ser condenada, pois, para tanto, seria indispensável a juntada de peças do processo licitatório. E (pasmem todos!) tal processo havia sido “extraviado” nas dependências da Abin.

De fato, depois de ter sido objeto de matéria jornalística, o processo fraudulento “extraviou-se” nas dependências do órgão. Tudo leva a crer que aplicaram a tática do bicheiro flagrado ao fazer o jogo: engole a lista para sumir com a prova da contravenção.

Contudo, a empresa foi condenada, pois as cópias de folhas do processo que eu havia xerocado antes de seu “extravio” foram consideradas suficientes. O processo encontra-se em fase de recurso.

A pergunta que fica

Nesta época de faxina, será que a Abin vai botar o guizo no pescoço do gato (ou da gata)?

João Vinhosa é engenheiro - joaovinhosa@hotmail.com

A Corrupção e a Privatização da Coisa Pública

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Flavio Lyra

“O caráter materialista e egoísta da vida contemporânea não é inerente à condição humana. Muito do que parece ‘natural’ hoje em dia data dos anos 1980: a obsessão pelo acúmulo de riqueza o culto da privatização e do setor privado, a crescente desigualdade entre ricos e pobres”. Tony Judt, in O “Mal que Ronda a Terra”, Ed. Objetiva Ltda.(2010).

A corrupção de políticos, funcionários públicos, cientistas, pesquisadores, intelectuais e jornalistas é um fenômeno em crescimento acentuado, já há algum tempo, nas democracias ocidentais.

Os ocupantes dessas profissões estão cada vez mais atuando como representantes ou porta-vozes do poder econômico, utilizando seus dotes profissionais mais para o enriquecimento pessoal e o atendimento dos interesses privados das organizações a que pertencem do que para defenderem os interesses básicos da população.

Não sem fortes razões, as pessoas comuns mostram-se cada vez mais indignadas diante dos casos verdadeiramente chocantes de corrupção de que tomam conhecimento. Infelizmente, não como resultado da ação dos órgãos de controle e da Justiça, como seria de esperar-se.

Já não se respeitam nem os recursos públicos para atender aos atingidos por catástrofes, nem para a doação de medicamentos e alimentos aos mais desassistidos como é o caso da merenda escolar para crianças de escolas públicas.

Essas notícias vêm à tona, freqüentemente, através de vazamentos que se derivam de disputas internas entre as pessoas e grupos envolvidos nos atos de corrupção, ou através do esforço de pesquisa de intelectuais independentes que enfrentam grandes riscos ao denunciarem tais condutas.

No filme documentário, “Inside Job”, produzido recentemente pelo cineasta norteamericano, Charles Fergusson, tomou-se conhecimento da conduta iníqua de altos funcionários do governo dos Estados Unidos, de congressistas e de professores de universidades de renome.

Todos estes mantiveram relações espúrias com Wall Street, o centro do mundo financeiro, com atuação importante na promoção e defesa da desregulamentação das atividades inerentes e extinção de instrumentos de supervisão pública dos mercados financeiros, que possibilitaram as falcatruas e excessos que levaram à crise iniciada em 2008 e que, ainda, ameaça todo o mundo.

Sabe-se que o presidente do FED, o Banco Central dos Estados Unidos, teve conduta complacente durante vários anos com a expansão descontrolada dos mercados financeiros, o que ele eufemisticamente denominou de “exuberância dos mercados”. Contribuiu ele, assim, para o maior desastre econômico de que se tem notícia no mundo, depois da crise de 1929, em nome da crença cega de que o mercado financeiro é auto-regulável e eficiente, conforme propalado em textos ortodoxos da sombria ciência econômica.

O povo dos Estados Unidos, já está pagando muito caro o preço da catástrofe em andamento, com os salários dos trabalhadores em declínio, taxas de desemprego em torno de 10% da força de trabalho, redução dos gastos com as políticas sociais e perda de moradias por trabalhadores em face da incapacidade de amortizar as prestações dos empréstimos hipotecários utilizados para adquirir imóveis sobreavaliados em função da especulação nos “santificados mercados”.

O descompromisso do capitalismo das grandes corporações privadas com a maioria da população fica evidenciada com o que está ocorrendo com a classe média dos Estados Unidos, em processo de encolhimento.

Na época que em o crescimento do consumo supérfluo e o desperdício favoreciam a acumulação de riqueza nas mãos dos capitalistas a classe média cresceu, tornando-se a mais afluente do mundo. Agora, que as fortunas dos capitalistas estão ameaçadas, a classe média deixa de ser importante e o governo destina recursos extraordinários para salvar os bancos.

Ninguém desconhece o enorme custo de salvação da falência de grande número de bancos privados, alguns dos quais tão grandes que não podem falir, pois levariam todo o sistema à bancarrota. Todos eles realizaram operações de alto risco e irregulares, por isto, requereram ajuda pública estimada na impressionante cifra de 800 bilhões de dólares. Daí, redundando necessidade de conter o déficit fiscal resultante, cortando benefícios da classe trabalhadora, em vez de aumentar a tributação sobre os ricos.

Por outro lado, a tentativa de reativar a economia norteamericana com a desvalorização do dólar, com base em vultosa expansão da emissão dessa moeda, que funciona como padrão de valor internacional, espalhou seus efeitos deletérios por todo o mundo, valorizando as moedas dos demais países e produzindo desequilíbrios crescentes na conta corrente do balanço de pagamentos dos países de economias mais frágeis.

Alguns agentes do mercado financeiro dos Estados Unidos, como Bernardo MadofF, um dos operadores mais antigos e famosos do mercado financeiro de Wall Street, que fraudou operações de seus clientes, produzindo-lhes vultosos prejuízos, estimados em 50 bilhões de dólares, acabou na prisão, dando a impressão de que a Justiça resolveu o problema. É apenas jogo de cena, as instituições que levaram à crise permanecem intocadas e agindo segundo os mesmos moldes anteriores.

O Globo de hoje menciona que o grande investidor norteamericano William Buffet, ganhou em um dia 1,3 bilhão de dólares com a valorização das ações do Bank of America por ele adquiridas, enquanto milhões de trabalhadores estão desempregados. Cabe muito bem a pergunta: Que capitalismo é esse?

Aqui no Brasil, nos últimos dois meses, três importantes ministros renunciaram ao cargo, após terem sido denunciados pela realização de negócios suspeitos, envolvendo tráfico de influência e fraude no uso de recursos públicos. Num quarto ministério foram descobertas operações de uso indevido de dinheiro público.

É sabido que esses casos que vêm à tona são apenas uma amostra do que ocorre no funcionamento normal de nossas democracias liberais, em que juízes, políticos e dirigentes da administração pública se deixam corromper em troca de benefícios financeiros, para favorecerem interesses de empresas privadas.

Em que medida trata-se apenas de um problema de pessoas, cuja execração pública seria suficiente para desestimular outros a cometerem os mesmos deslizes? É evidente que é preciso punir os infratores da lei, mas se estamos preocupados em atacar à raiz do problema é preciso ir mais fundo e entender as questões estruturais que moldam nossa sociedade.

Em um artigo recente, “A Verdadeira Utopia”, ed. Nº 31, o notável filosofo esloveno, Slavov Zizek, ao tratar da luta emancipatória associada à constituição de um novo tipo de sociedade, traduzindo em linguagem atual um texto do divulgador do cristianismo, Paulo de Tarso, no Novo Testamento, diz textualmente:

“nossa luta não é contra indivíduos corruptos concretos, mas contra todos aqueles no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e a mistificação ideológica que a sustenta”.

Quanta energia, pessoas bem intencionadas aqui no Brasil gastaram na INTERNET nas últimas semanas, discutindo se os membros de uma quadrilha que estava desviando recursos do Ministério do Turismo deviam ter sido ou não algemados ao serem detidos. Todos estavam, de certo modo, fazendo repercutir o tema que ocupou as manchetes de jornais e da televisão.

Por certo, a maioria dessas pessoas não se dá conta de que o assunto discutido não vai mudar em nada a realidade do país, pois para cada quadrilha presa surgirão outras, pois o terreno institucional atual é muito fértil para a germinação do crime organizado que ataca os cofres públicos.

A ideologia neoliberal e a ordem econômica privada, da qual é produto e resultado, com o individualismo e o hedonismo exacerbados e a busca do lucro e da riqueza a qualquer custo, num mercado indiferente às reais necessidades da população, são as causas reais do problema. Vivemos uma época de profunda crise na organização econômica e política de nossas sociedades.

Nossa situação atual é semelhante à de peixes num aquário contaminado por vírus, sendo pouco provável que escapemos de ser em alguma medida contaminados. É preciso trocar a água e esterilizar o recipiente para que os peixes voltem a ser saudáveis.

Por outro lado, não faz o menor sentido nos deixarmos manipular por interesses vinculados às elites tradicionais do país, que mobilizam os meios de comunicação aos quais são ligados para criarem um clima favorável ao retorno ao poder das oligarquias econômicas que submetem o grosso da população à exploração em favor da acumulação de riqueza.

Não é uma tarefa fácil, mas é indispensável nesta hora, em que o mundo e nosso país encontram-se numa encruzilhada, saber identificar e separar quais são as forças políticas e lideranças que estão do lado dos interesses da população daquelas que pretendem retornar ao poder para reforçarem os mecanismos de dominação e de submissão do povo a seus objetivos ligados à ordem econômica que privilegia os interesses das grandes corporações privadas nacionais e estrangeiras.

É preciso dar um basta à crescente privatização e mercadorização de todos os elementos que conformam as condições de vida da população e deixar espaço para o que é público (comum a todos) ocupe o espaço necessário. Somente assim, as condições de vida dos que não possuem riqueza acumulada poderão melhorar, mediante o acesso à alimentação, à educação, à saúde, à habitação e à cultura.

A corrupção é apenas uma das faces da sanha privatizante que ameaça penetrar todos os poros da sociedade. Neste caso, com a privatização dos recursos públicos em favor do enriquecimento de corruptos e corruptores.

A construção de uma sociedade mais justa, mais segura, mas pacífica e menos destruidora da natureza não pode ficar na dependência exclusiva de atividades baseadas na geração de lucro e acumulação de riqueza por minorias privilegiadas.

Mudar essa forma de organização econômica e social é que é o real desafio, para o qual os homens de boa vontade estão convocados.

Flavio Lyra é Economista. Cursou doutorado de economia na UNICAMP. Ex-técnico do IPEA.

Como se destrói um País

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Edvaldo Tavares

A política externa americana está baseada no emprego de estratégias que levem a se apoderar das riquezas dos países os quais foram estabelecidos como alvos.

No presente momento os interesses estão focados na manutenção do prestígio dos dólares espalhados pelo mundo, embora os USA não tenham lastro algum, como o ouro ou qaisquer outros tipos de riquezas, que dêem sustentáculo à imensidão de papel-moeda que foi rodada nas maquininhas da sua fábrica de dinheiro.

E, o petróleo é a comoditie que querem, como pode ser deduzido do que aconteceu ao Iraque e do que atualmente está acontecendo à Líbia. Quando o Nióbio for o escolhido, no devido momento, sendo o Brasil fornecedor quase que absoluto, com 98% das reservas mundiais, se houver resistência do povo, governo, entidades nacionais e Forças Armadas Brasileiras, o cidadão brasileiro pode tomar conhecimento do que acontecerá ao Brasil na declaração de um antigo assassino econômico americano - CLIQUE AQUI: http://aeiou.expresso.pt/assassino-economico-como-se-destroi-um-pais-video=f659998

Cabe a cada brasileiro fazer uma analogia das declarações do antigo assassino econômico com a demarcação de reservas indígenas e a criação de nações indígenas (Reserva Indígena Ianomâmi e Reserva Indígena Raposa/Serra-do-Sol), principalmente na Amazônia, norte da Amazônia (Morro dos Seis Lagos - São Gabriel da Cachoeira na Cabeça do Cachorro) e demarcação de áreas quilombolas. Merece ser citada a aprovação na ONU, Governo Lula, da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. Que não seja esquecida a destruição do VLS (Veículo Lançador de Satélites) na plataforma, em 2003 e a tentativa que ainda perdura, arquivada na Câmara dos Deputados Federais em Brasília/DF, de apoderação da Base de Lançamento de Satélites, Alcântara/Maranhão, e demais insinuações.

Estou neste momento na Europa (França e Portugal), onde escrevi este artigo e noto acentuada ênfase dada pelas TVs daqui (Paris, Lisboa, Coimbra e Viseu) sobre a queda de Khadafi (irmãozinho do Lula) e a insinuação de que esteja refugiado em Cuba ou Venezuela.

Diante do conhecimento do conteúdo deste vídeo, tomado aqui em Portugal, fico em dúvida se a extinção do atual regime líbio interessa ao povo líbio ou ao império americano ou, em conjunto, americano, inglês e francês e demais países hegemônicos.

Edvaldo Tavares é Médico e diretor executivo da instituição Raiz da Vida – http://www.raizdavida.com.br/

O QUE NÓS (meia dúzia?) também sabemos de...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Sabemos que é inconfiável.

Sabemos que é imprestável, ou seja, se os outros pedirem, negaremos.

Sabemos que não é maior por falta de espaço.

Sabemos que é um embromador.

Sabemos que o seu hobby é a sacanagem.

Sabemos que é um gozador.

Sabemos que é um quiabo.

Sabemos que é metamórfico.

Sabemos que é camaleônico.

Sabemos que é canastrão.

Sabemos que é um crápula.

Sabemos que adora bolsas.

Sabemos que nada construiu.

Sabemos que é um engenheiro de obras feitas.

Sabemos que gosta de inaugurações e reinaugurações.

Sabemos que delira num palanque.

Sabemos que é um aproveitador.

Sabemos que é um melífluo demagogo.

Sabemos que é um mentiroso boca grande.

Sabemos que é cretino demais para ser verdade.

Sabemos que é um preguiçoso.

Sabemos que é chegado a um copo de ...

Sabemos que é um espaçoso.

Sabemos que é um medroso.

Sabemos que é um pulha.

Sabemos que é um enganador.

Sabemos que é um anistiado, mas não sabemos por quê.

Sabemos que recebe indenização pela lei da Anistia, mas não sabemos por quê.

Sabemos que idolatra as mordomias, e muito.

Sabemos que é grosseiro.

Sabemos que é maroto.

Sabemos que adora o poder, demais.

Sabemos que ele se ama de paixão, e muito.

Sabemos que adora sacanear, os milicos.

Sabemos que gosta de manipular os outros.

Sabemos que venera Fidel.

Sabemos que tem receio do Chávez.

Sabemos que gostaria de ser rei ou ditador.

Sabemos que perdeu uma parte (muito importante) do corpo e foi aposentado.

Sabemos que é um espertalhão.

Sabemos que vive de repartir... o que é dos outros.

Sabemos que deixou uma boa herança maldita.

Sabemos que deu emprego para milhões de brasileiros, os filiados e os afilhados.

Sabemos que promoveu as dicotomias sociais.

Sabemos que gosta de viajar, principalmente para o exterior.

Sabemos que inventou a Lei da Impunidade.

Sabemos que sacaneou os aposentados.

Sabemos que não gosta de ler, mesmo quando ditos importantes.

Sabemos que nunca entra em fria, quando em perigo, seu lema é, não sei, não ouvi, não estava.

Sabemos que gosta de italianos, em especial terroristas.

Sabemos que transformou a hipocrisia numa virtude e a dignidade num ato falho.

Sabemos que é expert em relações internacionais.

Sabemos que gosta de aparecer, e muito.

Sabemos que sem ele nem estaríamos aqui, nem respirando, nem pensando, nem indo ao banheiro, nem comendo, nem ...

Sabemos que é decidido, e decidiu bagunçar com São Paulo.

Sabemos que é um fora de série. Após juntar tanta cretinice num corpo só, Deus de raiva jogou a forma fora.

O que não sabemos é se merecemos o “dadivoso”.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Divisão Reformado.

A Aliança entre Dilma e FHC

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mauricio Grillo Jr.

A crise econômica mundial que se aproxima rapidamente vai estabelecer um divisor de águas entre as elites que governam esse país. Dessa divisão, redundará uma disputa acirrada pelo butim. Serão donos do troféu aqueles que conseguirem se apoderar do maior número de jazidas naturais embutidas no sagrado solo brasileiro. Do ouro ao petróleo, a corrida e a disputa serão tão acirradas, que não restará poeira para contar a história. Estamos vivendo, nesse milênio, o fim dos tempos de um modelo agonizante e que por isso mesmo, não poupará absolutamente ninguém que se intrometa em seu caminho a fim de tentar impedir o vôo-contrabando de nossas riquezas.

E o governo brasileiro fará o que diante dessa realidade? Milagres não haverá. Aliás, não existe milagre econômico capaz de “salvar a pátria” dessa morte lenta por que passa a economia mundial. Não há reserva cambial capaz de deter essa avalanche que passará como um tsunami carregando consigo o que encontrar pela frente. Nossa combalida economia, lastreada por um dólar já em fase de extrema-unção, será também arrastada pela força dessa onda gigantesca, que nesse momento, afoga economias européias muito mais fortalecidas do que a nossa.

Haverá saída então para o Brasil? Tudo vai depender de como o governo vai diagnosticar e tratar essa doença. Essa é daquelas que somente tratamento de choque resolve. E é ai que mora o perigo. Haverá disposição do governo para salvar o barco ou os que estão lá vão aderir ao butim? De que lado estará esse governo, afinal?

A lógica nos aponta que, diante do quadro dramático dessa crise, a opção do governo vai ser o de atender as necessidades do mercado. A oligarquia financeira internacional tem claramente a certeza de que o governo Dilma é confiável o suficiente para, na hora H, responder positivamente com as atitudes necessárias que possibilitem que nossas riquezas estratégicas sirvam de reforço aos combalidos caixas dos países que estarão enterrados até o pescoço nesse lodaçal.

A questão é saber se o governo Dilma, que se aproxima rapidamente de FHC, o que é sintomático diante do quadro que se apresenta, vai adotar medidas preventivas para garantir nossa sobrevivência diante da crise. Se FHC tiver conseguindo interferir no governo, podemos esperar o pior. FHC é um dos mais influentes representantes da Oligarquia Financeira Internacional no Brasil e seu papel, nesse momento, é enquadrar o governo Dilma, definitivamente, aos interesses dessas forças econômicas. Diante disso, só mesmo um milagre pode salvar esse país. Com a crise se aproximando e com FHC como “comandante” do processo de reação à crise do governo brasileiro, só apelando a Deus.

O que devemos imaginar como solução para esse quadro é uma reação contundente e uma boa dose de remédio amargo para os investidores por parte da equipe econômica de Dilma. Não podemos mais, por exemplo, conviver com uma liberdade cambial que protagoniza o mais fantástico butim de juros do planeta, promovido pela parceria governo/especulação financeira mundial. Em tempos de “guerra” a economia deve também se comportar assim.

Resta saber então, de que lado ficará o governo. Como não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo, o governo terá que escolher baseado na realidade do país que governa. Se optar em ficar do nosso lado, terá que adotar medidas que se contraponham aos interesses estrangeiros ou, se optar em ficar contra nós, terá que assumir o ônus político dessa decisão e, a qualquer momento, defender com unhas e dentes, ou melhor, com armas e munições, o patrimônio de quem ainda mantém esse país na dependência, sempre extraindo do nosso subsolo, a riqueza que nos cabe como filhos legítimos dessa terra.

As conseqüências dessa decisão ninguém poderá prever. Talvez, o que devemos fazer enquanto sociedade é começar a nos preparar para o pior.

Mauricio Grillo Jr. é Professor de História.

domingo, 28 de agosto de 2011

A Guerra aos Poderes Paralelos

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Os bons e velhos comunistas também se arrependem. Vide as palavras cruéis do arquiteto Oscar Niemeyer sobre uma de suas mais famosas criações: "Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores para vocês usarem como pinico. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de Avião e sim de Camburão...”.

Na verdade, o Brasil se parece não com um camburão – mas sim um enorme presídio a céu aberto, sob o Governo do Crime Organizado. Um marciano que baixar por aqui neste fim de semana, e der uma lida na revista Veja, verá apenas a confirmação disto. Dentre os vários esquemas paralelos que dominam a gestão pública tupiniquim, destaca-se aquele comandado por José Dirceu de Oliveira e Silva. Sim, aquele mesmo denunciado como o chefe da quadrilha do mensalão – crime, aliás, próximo de prescrever, para alegria geral da petralhada.

A reportagem da Veja, mostrando como e onde Dirceu manda no governo, não saiu de graça. Faz parte de um esquema para unificar os vários poderes paralelos que operam hoje no País. Na verdade, a tal faxina não é promovida pela “Faxineira-Presidenta”. Quem dirige a operação são interesses transnacionais que já identificaram em Dilma Rousseff “uma gerente” mais confiável para tocar os grandes interesses deles por aqui. Por isso, o sombrio Dirceu foi exposto aos holofotes da mídia escandalosa. O mesmo acontecerá, em breve, com Luiz Inácio Lula da Silva.

A ordem globalitária é prestigiar Dilma. A revista Fortune proclamou que ela é a terceira mulher mais influente do mundo. A revista Economist também a colocou em chamada de primeira página, elogiando sua faxina (que na verdade é uma mera arrumação de fachada, limpando do poder apenas inimigos muito indesejáveis). E no próximo dia 20 de setembro, para ampliar a promoção global da Dilma, a Presidenta do Brasil receberá o prestigiado “Prêmio Woodrow Wilson de Serviço Público”. O mesmo que Lula recebeu, em 2009, Woodrow Wilson International Center for Scholars.

Lula já era. O negócio (literalmente) agora é a Dilma. E todos os obstáculos que puderem atrapalhá-la devem ser “removidos”. Esta é a ordem do sistema de controle globalitário. Por isso, os poderes paralelos de Lula, Dirceu, Sarney e outros menos votados correm sério risco de exposição e demolição, para que seja implantada uma nova direção, sob comando da “confiável” Dilma Rousseff. Tudo que acontecerá de agora em diante vai seguir esta linha político-estratégica.

Os tempos serão de terror para a petralhada e seus aliados. Se a autofagia não detoná-los, vão tomar pancada de sistemas de informação e contra-informação muito mais poderosos que eles.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


© Jorge Serrão 2006-2011. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Agosto de 2011. A transcrição ou copia deste texto é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

Massacres imperiais

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Adriano Benayon

Em outro artigo em que trato do colapso financeiro, ponho em dúvida que o império esteja no fim, inclusive porque ainda é o poder militar que sustenta o dólar. Nessa linha, a oligarquia financeira perpetrou mais um latrogenocídio, para alijar da Líbia um regime cujo crime, aos olhos imperiais, foi melhorar muito as condições de vida de seu povo.

Em 24.08.2011, a NATO (organização composta pelas potências imperiais e satélites), relatou ter, nos últimos cinco meses, realizado 20.121 missões aéreas, incluindo 7.597 bombardeios. Não mencionou quantos mísseis destruidores lançou dos navios sobre alvos na Líbia, nem o número de mortes de civis, inclusive crianças, nem ter destruído a infra-estrutura, escolas, hospitais etc.

Essa é a “ação humanitária” alegada pelos sucessores de Goebbels. O atual período faz lembrar os anos 30, e as agressões hitleristas contra uma sucessão de países vitimados. Estavam os países centrais em depressão, ganhavam espaço o fascismo e novas empreitadas colonialistas.

Uma diferença é que a Alemanha nazista afetava estar de lado contrário ao dos controladores da City de Londres. Isso não era verdade. Hitler adorava a oligarquia britânica, a qual, de resto, patrocinou a ascensão dele ao poder. Banqueiros ligados à finança mundial complotaram para derrubar o chefe do governo, de menos de dois meses, de Kurt von Schleicher, ex-chefe do Estado-maior, apoiado por setores sociais com excelente plano de recuperação econômica, muito superior às idéias de Keynes.

A oligarquia jogou a carta de Hitler, que prometera, e cumpriu, atacar a União Soviética. Hoje, os continuadores do nazismo estão todos do mesmo lado, reunidos na OTAN.

Estas são algumas das razões pelas quais a Líbia foi covardemente violentada:

1) ter Gaddafi convertido em ouro dólares das reservas líbias e posto esse ouro a salvo de banqueiros estadunidenses; ademais, propôs que os países africanos passassem a realizar transações internacionais através de moeda própria a ser criada regionalmente;

2) ter a Líbia sido considerada, principalmente antes da agressão, presa fácil do ponto de vista militar. Ademais, as divisões tribais deveriam facilitar o êxito da subversão financiada, superarmada pelas potências hegemônicas e executada por tropas especiais da OTAN e do Catar. Não contaram com a resistência popular, favorável ao regime de Gadafi, incomparavelmente mais democrático que as “democracias” ocidentais. Nestas, o sistema representativo não representa os eleitores, mas, sim, quem os controla. Eleições e o pluripartidarismo não passam de engodos.

3) ter Gaddafi facilitado a tarefa criminosa da OTAN, ao fazer, desde há alguns anos, concessões às potências hegemônicas pensando em aliviar pressões. Isso acentuou a fraqueza da vítima, como aconteceu também no caso do Iraque, país militarmente mais poderoso que a Líbia (antes de ser massacrado). Ainda por cima, os sistemas anti-mísseis do Iraque eram britânicos e foram desativados pelos detentores dos códigos dos chips.

4) o objetivo de praticar o genocídio contra a Líbia, como ponto de partida para guerra mais ampla, estendendo-a à Síria e ao Irã. Setores da oligarquia anglo-americana influenciam o Pentágono no sentido de desencadear guerra de maior porte, até como válvula de escape face a movimentos de cidadãos norte-americanos e britânicos (entre outros) revoltados por estar sendo sugados e enganados pela oligarquia.

5) em conexão com o projeto de guerra, testar a China e a Rússia, passivas desde a capitulação de não ter vetado a resolução do Conselho de Segurança da ONU. Se essas duas potências (?) não assumirem posição mais firme, a escalada colonialista prosseguirá.

6) privilegiar as companhias do cartel anglo-americano e afastar as chinesas, russas e indianas do petróleo líbio; além disso, os predadores ocidentais querem saqueio livre e, não um governo, como o de Gaddafi, que cobrava impostos para investir em seu país e menos suaves que os dos protetorados tipo Arábia Saudita, Coveite, Catar, Emirados etc.

Dir-se-á: “por que a França participou tão ativamente, tendo suas FFAA, junto com as britânicas, feito a maior parte do trabalho sujo?” Bem, desde Napoleão, à exceção da era De Gaulle, a França sempre foi manipulada pela oligarquia britânica e depois anglo-americana. Ademais, há as águas do Grande Rio, projeto vitorioso de Gaddafi, que as companhas francesas Suez e outras querem fazer privatizar, como têm feito mundo afora.

Sarkozy deve sua carreira política à oligarquia anglo-americana. Esta o ajudou de novo, massacrando Dominique Strauss-Kahn, que seria candidato à presidência da França, embora o objetivo principal fosse forçá-lo a deixar a direção do FMI, pois DSK, entre outras coisas, apontou que não existem as alegadas reservas de ouro dos EUA.

De fato, O Estado policial dos EUA e serviços secretos foram acionados para prender DSK, em Nova York, de forma humilhante e injusta. Depois, ele ficou em prisão domiciliar, foi substituído no FMI por uma apaniguada de Sarkozy e, só após mais de três meses, acaba de ser liberado para retornar à França, por não haver provas das infames acusações que determinaram sua prisão, efetuada com arbitrariedade nunca antes vista.

É sob o impacto de tantas e tão contundentes demonstrações de indecência, que se aproxima o décimo aniversário, em 11 de setembro, de outra conspiração criminosa: a implosão, planejada pelos oligarcas, das torres gêmeas de Nova York, para, junto com outras mentiras, aterrorizar as pessoas e condicioná-las a ver os “islâmicos” como inimigos e causadores do terror.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

sábado, 27 de agosto de 2011

Imagem que Lula já pede para esquecer...

Edição de Fotos no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Vendo esta foto, com o democrata da Líbia Muamar Kadafi, agora em desgraça e ainda reagindo para não ser definitivamente tirado do poder, o esperto Luiz Inácio Lula da Silva deve estar pensando: “Será que a minha casa também pode cair?”. Pois é, companheiro Extalinácio: nada como um dia após o outro!

O famoso Efeito Orloff (eu sou você amanhã) não acontece até com quem só bebe água mineral. Com o apoio formalizado pela Oligarquia Financeira Transnacional à Dilma Rousseff, para Lula, de agora em diante, todo cuidado será muito pouco. E quem avisa nem seu amigo é...

O poder globalitário agora tenta detonar Kadafi, desde 1969 no poder, porque agora lhe convém controlar mais uma região estratégica - riquíssima em petróleo e perfeita para servir de base para outras operações que garantirão grandes lucros à indústria bélica no mundo arabe.

Imagina o que este poder pode fazer com alguém bem menos poderoso que Kadafi, caso o sujeito deixe de comer na mão e seguir, feito um bonequinho, as ordens dos controladores transnacionais? É só esperar para ver o que pode acontecer...

Memórias do Araguaia

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aloísio Rodrigues dos Santos

Não me surpreendi com a Portaria do Ministério da Defesa, que trata do resgate de ossadas de integrantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B) mortos no Araguaia nos anos de 1972/73/74, nem com as suas repercussões na imprensa, nem com as declarações de seus militantes, particularmente Criméia Alice Schmidt de Almeida, sobre a qual farei considerações a respeito da sua saída da área de guerrilha no sudeste do Pará, no segundo semestre de 1972.

Já fiz inúmeras observações sobre a guerrilha, onde destaco as características físicas da área; o aliciamento, a doutrinação e o recrutamento de jovens; o tratamento às vítimas; a realização de cursos no exterior; os combates de encontro; o apoio político e o apoio financeiro do exterior; a transferência do foco para o P C do B; e outras, todas citadas em textos publicados na internet. Algumas dessas considerações constarão, parcialmente, deste texto para sua melhor compreensão.

No início da década de 60, provavelmente após o congresso de fundação do PC do B (11 a 18 de fevereiro de 1962), bem antes da contrarrevolução de 31/03/1964, militantes do partido foram designados para a realização de cursos de guerrilha rural na Academia Militar de Pequim, sob os auspícios do Partido Comunista Chinês.

Ao mesmo tempo, o comitê central do partido já sistematizava diretrizes, procedimentos e ações, visando ao reconhecimento de áreas no interior do Brasil propícias ao desenvolvimento da guerra de guerrilhas. Essas áreas deveriam estar distantes das regiões mais desenvolvidas e dos grandes centros urbanos, do poder político e dos órgãos de segurança do Estado; ser de difícil acesso, com uma população rarefeita e abandonada pelo poder central e com amplos vazios demográficos; e outras características que favorecessem a implantação, o crescimento e o desenvolvimento da guerrilha rural, que seria o instrumento e o estímulo visando a criação de um “Exército Popular de Libertação”.

Dentre as áreas que possam ter sido alvos de interesse por parte do partido, destaco uma no sudeste do Pará; outra no norte de Goiás (hoje Tocantins), na região conhecida como Bico do Papagaio; uma terceira em Mato Grosso; e por último uma localizada na divisa de Goiás com Mato Grosso. Outras foram descartadas por inúmeras razões.

Definido o sudeste do Pará como área prioritária, em 1966 os primeiros militantes já se homiziavam na região, reconheciam detalhadamente o terreno e se aproximavam da humilde população rural e urbana dos pequenos núcleos habitacionais, para definir e propor ao comitê central os locais mais adequados para receber os futuros “guerrilheiros”, recrutados e aprovados pela direção do partido.

Assim, concluída a primeira fase para a futura ocupação da área, em 24/12/1967 os primeiros jovens aliciados chegavam ao seu destino final. Duas rotas de acesso à região foram definidas pelos “estrategistas” do partido. Uma pelo nordeste, considerada secundária, passava por Imperatriz(MA).

A principal iniciava-se por São Paulo(SP), passava por Anápolis e Araguaína em Goiás e chegava em Xambioá no Pará, com suas variantes. A grande maioria dos aliciados foi conduzida por essa rota pelos integrantes do comitê central, considerada também a principal rota de saída.

De dezembro de 1967 a março de 1972 - 4 anos e 4 meses- aproximadamente 60 jovens foram levados e incorporados ao grupo que lá havia se instalado desde 1966. Efetivo muito reduzido para quem se propõe a criar um exército de libertação. Um sonho. Uma irresponsabilidade de homens e mulheres idosos, comunistas fanáticos, experientes e inescrupulosos, que não titubearam em tirar jovens do seio de suas famílias, conduzi-los ao Araguaia e induzi-los a resistir até à morte.

Identificada a área pelos órgãos de segurança, praticamente todos os “guerrilheiros” foram abandonados à própria sorte pelos seus dirigentes, que não mais lá retornaram nos anos subsequentes. O simples reconhecimento da região permitiu a prisão dos primeiros militantes, alguns subnutridos, que se entregaram pacificamente, sem esboçar qualquer reação.

Foram bem tratados. Mudaram de partido.

De certa forma julgo emblemática a prisão da militante Rioko Kayano, que mais tarde se casaria com José Genoíno.

Elza de Lima Monnerat, dirigente que, clandestinamente, a conduzia para se integrar a área, abandonou-a e a delatou aos agentes que revistavam o ônibus em que viajavam, retornando de imediato à São Paulo.

Mas, a comissão militar da guerrilha e o núcleo mais importante dos dirigentes do comitê central, esses a mais de 2.000 Km de distância da área, exigiam o cumprimento espartano das decisões e a aceitação indiscutível de procedimentos, tudo imposto pela comissão militar. Dentre essas normas, destaco pela relevância uma decisão com os seus desdobramentos e um procedimento imposto, apenas, às “militantes comuns”.

A decisão refere-se à segurança da área, que assim pode ser objetiva e sinteticamente resumida: “quem entrar na área não pode dela sair, qualquer que seja o motivo, pois a saída poderá comprometer a segurança da área e do partido”. As exceções eram prerrogativas dos dirigentes de maior nível.

Para fazer cumprir essa decisão, algumas ameaças, veladas ou não, foram transmitidas ao conjunto como orientações importantes para a segurança da guerrilha e do partido, estimulando o cumprimento das normas e inibindo os que se propusessem a abandonar a área.

-Primeira: “se você for preso pelo Exército, você será torturado até a morte”, o que levou a grande maioria dos militantes a resistir até à morte no decorrer das operações.

-Segunda: “se você abandonar o seu ponto de apoio (como eram chamados os locais de moradia) e o seu destacamento, você não sobreviverá no interior da selva”.

-Terceira: “quem entrar na área não poderá dela se ausentar, mesmo temporariamente, ou sair sem autorização da comissão militar ou do comitê central”.

Nessa última ameaça poderíamos enquadrar o destino do militante ”Mundico”, Rosalindo de Souza. Disposto a abandonar a área, foi “justiçado” por decisão da comissão militar, episódio acobertado e, até hoje, não explicado de forma conveniente e convincente pelos dirigentes partidários.

Quanto ao procedimento específico para as mulheres, a gravidez exigia a realização de um aborto, pois a saída da área, para a segurança do recém nascido e para o sucesso do parto, poria em risco a segurança do partido e da guerrilha. Tal circunstância levou uma gestante e seu companheiro, ameaçados pela direção que exigia o aborto, a se evadirem da área, ambos retornando à sua cidade de origem, onde permaneceram na clandestinidade.

Em contrapartida, a militante Criméia Alice Schmidt de Almeida foi autorizada a sair da área em condições semelhantes, ao final de 1972, pois mantinha relacionamento familiar com um dirigente do P C do B (Criméia era companheira de André Grabois, filho de Maurício Grabois membro da comissão militar).

Dois pesos, duas medidas.

Essa mesma militante, em reportagem ao jornal “Estado de São Paulo” de 24/06/2009, “representante da comissão dos familiares dos mortos e desaparecidos na ditadura militar(1964-1985)”, afirmou que a presença do Exército na região “é uma estupidez”, ao mesmo tempo em que exigia, praticamente, que a comissão nomeada pelo Ministério da Defesa(MD) fosse transferida para outro órgão, retirando do Exército as responsabilidades que a sua coordenação impunha. Com a divulgação deste artigo, Criméia saiu dos noticiários em 2009 e evita fazer qualquer "marolinha".

Finalizando, pergunto: Que autoridade tem essa senhora para exigir do MD, pela imprensa, que o Exército deva ser um mero coadjuvante na busca das “ossadas” e não o ator principal?

Por que reprisar a farsa anterior da comissão de anistia, onde o representante do Exército se constituiu em um mero legitimador dos trabalhos e das decisões dessa comissão?

Já se esqueceram ou ainda se lembram(?) de uma integrante da comissão, que dela se demitiu, em caráter irrevogável, em razão da parcialidade das votações sempre aprovadas por uma maioria injusta, partidária, ideológica e comprometida?

A senhora Criméia se julga melhor ou superior à militante do Ceará (Cristina) que fugiu da área de guerrilha, com o seu companheiro (Pedro), para concluir a gravidez e se tornar mãe?

Não sente vergonha de ter sido privilegiada e de ter tido apoio para se afastar da área, enquanto a outra e seu companheiro tiveram de fugir e enfrentar os desafios e os perigos que a selva impõe aos inexperientes?

Aloísio Rodrigues dos Santos é General na Reserva do EB.

Insensatez

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Bosco Leal

Nos últimos dias voltaram a ocorrer manifestações contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Anos atrás essas manifestações eram realizadas em favor da Reforma Agrária, por grupos de intelectuais, universitários, artistas, escritores e tantos outros, que nunca se aproximaram da realidade da vida no campo, mas saiam às ruas, bradavam e escreviam a favor da reforma agrária, sem enxergar os crimes cometidos pelos chamados "Sem Terra", liderados por homens inescrupulosos, muitos criminosos já condenados, com um objetivo único: acabar com a propriedade rural privada no Brasil, em busca da mudança do regime político no país.

Foram bilhões de dólares gastos, milhões de hectares de terras desapropriados, milhares de famílias de produtores saqueados e retirados violentamente das terras onde nasceram, cresceram e produziam, para que esses cidadãos que se manifestaram a favor da reforma agrária, percebessem o crime cometido.

Raríssimas pessoas com verdadeira vocação rural foram assentadas. A grande maioria, desempregados urbanos sem qualificação para os empregos oferecidos atualmente, foi assentada sem saber sequer a época de plantio de qualquer hortaliça, grão, ou como tirar leite de uma vaca. O fracasso foi redundante e até hoje somente 5% dos assentados nos projetos de reforma agrária do país foram emancipados, vivem sem a ajuda do governo.

Os outros 95% dependem de ajudas como dos programas de "Vales e Cestas", ou de trabalho braçal em propriedades vizinhas. O agronegócio privado, por outro lado, segundo o próprio governo, representa atualmente 100% do superávit da balança comercial brasileira, deficitária em todas as outras atividades exportadoras.

Os manifestantes contrários à construção da Usina Belo Monte, alegam que ela vai influir no ecossistema da região, desalojar uma tribo indígena que vive no local e algumas onças e outros animais terão de ser realocadas.

Esses manifestantes estão sendo no mínimo cegos, por não verem as necessidades brasileiras e as possibilidades existentes. Meses atrás se discutia a impossibilidade do Brasil crescer a taxas superiores a 5% ao ano por não possuir infraestrutura necessária para tal, como rodovias, ferrovias, portos e principalmente energia.

Existiriam alternativas, mas atualmente inviáveis. As usinas nucleares, que tanta destruição e mortes já provocaram estão, por isso mesmo, e por exigência de suas populações, sendo desativadas em praticamente todos os países desenvolvidos do mundo. A energia eólica ainda é excessivamente cara, tanto para a implantação como em relação à sua produção e a energia solar, possui os mesmos impedimentos atuais da eólica.

Esses manifestantes não sabem sequer que a grande maioria dos residentes no interior dos estados brasileiros, das regiões centro oeste, norte e nordeste, moram em locais sem energia elétrica constante, que só possuem energia à noite, gerada por motores a diesel, muito mais poluentes e dispendiosos, além de milhares de moradores rurais, que sequer à noite possuem energia e ainda vivem com iluminação de lamparina, que os ativistas mais jovens sequer sabem do que se trata, pois tiveram uma vida mais fácil, nasceram, cresceram e vivem em grandes centros, onde nunca faltou energia nem para os aparelhos de ar refrigerado.

Esses brasileiros, universitários, artistas e intelectuais, novamente estão se deixando levar por "ondas", mas o Brasil é talvez o único país do mundo capaz de ainda crescer muito com energia barata e limpa, como a hidrelétrica, motivo pelo qual devemos explorar ao extremo essa nossa capacidade que, futuramente poderá e deverá ser complementada por outras gerações também limpas e renováveis como a eólica, a solar e o etanol para que possamos crescer mais e melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros.

É insensato deixarmos de gerar energia que iluminará casas, hospitais, creches e indústrias, que melhorarão a vida de milhares de brasileiros, simplesmente para não locomover, até em melhores condições de habitação, educação e saúde, algumas centenas de nativos locais, ou transferir o habitat de alguns animais.

João Bosco Leal é Produtor Rural. www.joaoboscoleal.com.br

Será que estamos mortos e não percebemos?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Pedro Porfírio


"Por mim, creio que estamos mortos há muito tempo: morremos no exato momento em que deixamos de ser úteis". (Jean Paul Sartre)

Que país é esse? Que mundo é esse? O que se passa na cabeça de cada ser humano, seja daqui, seja dacolá? Onde estão os indignados de todas as gerações, de todos os recantos? Nada lhes ofende, lhes mareja os olhos, lhes desperta a cólera e lhes motiva o protesto diante de tanta ignomínia? A tormenta que desce sobre as africanas terras líbias não é de sua conta?

Noites insones e dias tensos nada explicam: antes, para o meu desespero frenético não oferecem a menor chance de uma réstia de luz que enseje uma resposta, que sinalize o sintoma dessa letargia.

Meus Deus! O que estou fazendo dia nte de um computador ligado ao vazio de pessoas e de idéias, de cara para a inércia mais atormentadora, convertida numa contemplação pusilânime de um ritual movido a indignidades, abusos, violências, transgressões, usurpações, mentiras e hipocrisias?

Serei eu um débil mental que ainda não teve a lucidez de se olhar no espelho? Que mira pela fresta errada e não vislumbra um óbvio pútrido? Por que uma agressão criminosa a um país, agora esfacelado e desconstruído, toca a tão poucos e cada vez mais raros? Por que meio mundo se deixa entorpecer pela semântica de encomenda, pela desfaçatez do panfleto midiático enganador?

Incrível, penso em lamentos quase lacrimosos: ag ora que o mundo se tornou tão pequeno pela interação instantânea internáutica não seria o caso de uma mais cálida compreensão entre os seres humanos? Ou esse mundo que ficou pequeno tem o despudor de um brinquedo obsceno, uma abstração, de um exercício compensatório de ilusões forjadas?

Vi um patrono de uma turma de Direito declarar que nossa geração fracassou. No mesmo diapasão ele também se referia ao subproduto mais degenerado desse fracasso: a erupção de um individualismo desalmado nas gerações de agora, embaladas pelo metálico do som ensurdecedor ou pelo medíocre do funk que aportou entre nós como cavalo de tróia de uma gangrena mental.

E vi seus 99 formandos no culto paté tico de uma ansiedade ensimesmada, intelectualmente empobrecida, sem qualquer visão de contexto, como se nada lhes motivasse naquela noite de júbilo senão o olhar flamante na causa própria, no futuro pessoal, na esperança de que o mundo esteja cada vez mais conflitado para que disso tirem o seu sustento e disso façam sua razão de viver.

Vi jovens barbaramente envelhecidos pela balada altissonante do "salve-se quem puder", o "daqui pra frente é com cada um" ou, no máximo, com o círculo de prediletos, como se o diploma conferido fosse a munição para a mais terrível das guerras, a sôfrega competição profissional nas pegadas dos exemplos herdados da esperteza como única via da sobrevivência, do acesso ao conforto e ao prazer.

Enquanto isso, a mídia capta e exacerba todas as torpezas, fazendo delas elementos tão preponderantes no comportamento humano que nelas se inspira no vôo cego de um cotidiano destituído de todos os valores restantes, no confronto explícito com os pulverizados pigmentos das virtudes em extinção.

Não causa surpresa que ninguém se sinta obrigado hoje em dia a reagir às barbaridades perpetradas pelos senhores do ágio e das armas, hipertrofiando a própria torpeza, num super dimensionamento da ambição voraz.

É certo alguém chegar em sua casa para determinar como deve ser sua relação com o clã? É tolerável alguém jogar seus filhos, uns contra os outros, para imobilizar a todos e se apoderar de suas posses?

Será que ninguém tem mais olhos para ver assaltos tão grotescos como os que países decadentes, endividados, em crises sistêmicas, enrolados em suas próprias pernas, promovem na maior sem-cerimônia para se apoderar das riquezas finitas de outros povos?

Você vê isso à luz do dia e não se sente nem um pouco atingido? Você quer o que, que chegue a nossa vez? Essa modernidade mal grada está nos impingindo o silencioso suicídio nacional em d oses homeopáticas, está nos bestializando, nos acostumando ao convívio indolor com o massacre dos mais fracos, na configuração psicanalítica de uma apatia crônica, na qual nos servem brotos de papoulas imobilizantes encapados em papel celofane com as cores lustrosas da ilusão ótica minúscula e temporária.

Esse espetáculo da mais trágica alienação não poupa ninguém. Minha geração se repete na ladainha de um fracasso mensurado pela descontinuidade do sonho. Mas pode ser que aqueles rueiros dos anos sessenta tenham blefado e agora, lépidos e fagueiros, se desdizem no leme dos podres poderes.

Ou, como se pode constatar, você não percebeu até que nossa vez já chegou, na intervenção sibilina e camuflada que varou a imensidão do território desguarnecido em pomposas mistificações em nome da demarcação de territórios gigantescos convertidos em flancos para a mais sofisticada pirataria alienígena?

Curioso: aqui quem quiser ver massa nas ruas só lhe resta contemplar os milhões das paradas gays e dos desfiles pentecostais.

Fora disso, meia dúzia de gatos pingados tenta chamar atenção para algumas tragédias pontuais que já não sensibilizam o povaréu. Por que a maioria já renunciou ao direito ao conhecimento, às obrigações do Estado com sua saúde e ao respeito devido à dignidade de todos.

Tal é o traste da alma humana que até a solidariedade se profissionalizou em organizações especializadas na terceirização do pensamento, da ação, da insatisfação social e dos deveres oficiais. Aqui, nesta terra invadida por Pedro Cabral, está cada vez mais difícil falar em dignidade e autoestima, eis que de migalha em migalha a massa enche o papo.

Diante desse quadro de cores pálidas veio-me uma despropositada indagação, que faço a você, envolto na mais pungente perplexidade: será que somos mortos vivos, almas penadas, corações sangrados, mentes entorpecidas e inebriadas?

Será?

Pedro Porfírio é Jornalista e Escritor. Originalmente publicado no jornal Imprensa Popular.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Oligarquia Transnacional promove imagem de Dilma para continuar no poder, e Lula teme ser alvo de trairagem

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Dificilmente, Luiz Inácio Lula da Silva terá condições geopolíticas e econômicas para se candidatar à Presidência da República, em 2014. A Oligarquia Financeira Transnacional iniciou um movimento para enfraquecê-lo e neutralizá-lo, ao mesmo tempo em que infla a imagem da transnacional da Dilma Rousseff. Se estiver bem de saúde, a Dilma já é a escolhida pelos clubes de poder globalitário para continuar “gerenciando” o Brasil. Para eles, é claro!

O tríplice aposentado (por invalidez pelo INSS, como anistiado político e como ex-presidente), que atualmente fatura centenas de milhares de dólares com suas palestras pelo Brasil e mundo afora, já coloca sua elegante barba de molho. Lula já sabe que a oposição terá “apoio externo” para a campanha de combate à corrupção que visa a atingi-lo. O principal temor de Lula é que os ataques para atingi-lo comecem com seus filhos virando alvos de dossiês midiáticos. Ou, pior ainda, que volte à tona investigações de verdade sobre o assassinato de Celso Daniel (prefeito de Santo André barbaramente assassinado com torturas e sevícias). Lula já foi descartado. Resta saber se será poupado ou incinerado politicamente.

Na mão inversa, já são evidentes os sinais internacionais de que Dilma é “a eleita” pelos “controladores”. Reportagens em revistas influentes, como a The Economist, falam bem dela e ajudam a promover sua imagem interna de “faxineira” contra a corrupção. Não foi de graça que a revista Fortune a colocou em seu ranking como a terceira mulher mais influente no mundo. E agora, no próximo dia 20 de setembro, em Nova York, Dilma receberá o prestigiado “Prêmio Woodrow Wilson de Serviço Público”. O mesmo que Lula recebeu em 2009.

Dilma será homenageada pelo Woodrow Wilson International Center for Scholars na véspera de se tornar a primeira mulher a abrir os debates da Assembleia Geral das Nações Unidas. Os empresários Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas, empresa brasileira global do setor têxtil, e John Melo, o principal executivo da Amyris, empresa de biotecnologia da Califórnia com investimentos crescentes no Brasil, serão os presidentes de honra do evento. A Alcoa, o Grupo Gerdau, a Merck e a Coca-Cola Company são Patrocinadores Globais da homenagem à Presidente da República. Os Patrocinadores Internacionais incluem Embraer, Bunge e Cummins.

A justificativa para a premiação da Dilma vem da “presidenta” e principal executiva do Woodrow Wilson Center, Jane Harman: “A história da Presidente Dilma Rousseff inspira milhões de mulheres em todo o mundo a buscar posições de liderança em variados campos. Estamos felizes por poder honrar a dedicação da Presidente do Brasil ao serviço público e à liderança, quem tão bem traduz o legado de Woodrow Wilson”.

Jantar Beneficente

No release oficial de divulgação do evento, informa-se que os fundos arrecadados no jantar em homenagem a Dilma serão dedicados inteiramente a apoiar as atividades do Brazil Institute, do Wilson Center.

“Apartidário, o Brazil Institute dedica-se a promover uma maior compreensão dos temas brasileiros na capital dos Estados Unidos. O instituto, que é dirigido pelo jornalista Paulo Sotero, realiza sua missão por meio de pesquisas, palestras, conferências e missões de estudos de temas de políticas públicas relevantes para o Brasil e suas relações com os Estados Unidos. Nos últimos anos, o Brazil Institute tem-se voltado crescentemente para temas globais como inovação, mudança climática e governança democrática, que dão lastro à ascensão do Brasil na esfera regional e como ator global”.

Informações mais detalhadas sobre o programa do Brazil Institute estão disponíveis no site www.wilsoncenter.org/brazil ou em seu mais recente Relatório Anual (http://www.wilsoncenter.org/publication/2009-2010-annual-report)

Outros premiados

O Prêmio Woodrow Wilson celebra líderes de governos, de empresas, de organizações cívicas, das artes e das ciências que trabalham para melhorar o mundo ao seu redor, refletindo o espírito de Woodrow Wilson, que governou os Estados Unidos de 1912 a 1921 e é um dos três presidentes dos EUA ganhadores do Prêmio Nobel da Paz.

Além de Lula, e, agora, Dilma, já receberam o prêmio a médica pediatra Zilda Arns (2007), fundadora da Pastoral da Criança que morreu no terremoto de janeiro de 2010 no Haiti, e o jornalista Ruy Mesquita (2006).

Já os empresários Maurício Botelho e Jorge Johannpeter Gerdau foram agraciados com o Prêmio Woodrow Wilson de Cidadania Corporativa em 2006 e 2007, respectivamente.

Piada Monumental

Circulou ontem, na Internet, uma das mais monumentais piadas dos últimos tempos:

“O Governo Federal vai investir 13 milhões de reais em uma estátua com a imagem do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, maior que o Cristo Redentor, que será construída em Brasília e servirá como monumento do patrimônio público”.

O bom piadista ainda “informou” que a Presidenta Dilma assinou a liberação do dinheiro para dar início à obra que, segundo os petistas, será, em breve, a oitava maravilha do mundo.

Sinal maçônico

A próxima demonstração do poder real de Dilma será a mudança na presidência da Petrobrás.

Se ela conseguir emplacar no cargo, em setembro, a sua amiga Maria das Graças Foster, estará confirmado seu enlace com a Oligarquia Financeira Transnacional.

“Graça” é casada com Colin Vaughan Foster – que é um “poderoso irmão” na Maçonaria Universal.

Mera coincidência

Colin Vaughan Foster é Grão-Mestre Distrital da Divisão Norte da Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo “Grand Master” é o Príncipe Edward George Nicholas Paul Patrick – primo da Rainha Elisabeth.

Quem comanda a Grande Loja Unida da Inglaterra, junto com o príncipe, é Peter Lowndes membro do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS).

Foster é dono da empresa C Foster Serviços e Equipamentos - que é fornecedora da “estatal”.

Na periferia do Reino de Deus

O Bispo Honorilton Gonçalves – considerado o segundo na escala da Igreja Universal - estaria em desgraça na Rede Record e no próprio Reino de Deus.

O Bispo Edir Macedo, proprietário da emissora, estaria muito descontente com ele.

Se for verdade, também balança e pode cair da presidência da Record Alexandre Raposo – publicitário.

Macedo pode elevar à presidência da Record o jornalista Douglas Tavolaro, atual vice-presidente de Jornalismo.

Rádio Record News

A Record se prepara para fazer mais uma clonagem das Organizações Globo.

Está em adiantada gestação a Rádio Record News – que seguiria a linha da CBN e da Band News.

A nova rede nacional de rádio do Bispo Macedo juntaria suas emissoras AM no Rio e São Paulo com as FMs recém adquiridas da Rede Transamérica.

Na reestruturação de poder dentro do grupo Record, tudo indica que Douglas Tavolaro também vai assumir o comando deste projeto.

Troco no caso Battisti?

O Ministério Público Federal teme que o ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, de 67 anos, busque abrigo no Consulado da Itália no Rio, como exilado, para fugir do Brasil, igual fez em 2000.

O grande temor é que a Itália aceite proteger Cacciola, para dar o troco ao governo brasileiro na concessão de asilo e cidadania ao ex-terrorista Cesare Battisti.

Cacciola pode ter o apoio, na operação, da namorada Mirela Hermes, que conheceu em Roma, e com quem pretende viver.

Obrigações

Solto ontem, Cacciola receberá uma carteirinha de condenados que cumprem pena em liberdade, e está proibido de deixar o País.

Condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de gestão fraudulenta e desvio de dinheiro público, Cacciola terá de comparecer periodicamente à Justiça do Rio para bater uma espécie de ponto.

Durante os próximos cinco anos, terá de manter residência fixa, da qual não poderá se mudar sem comunicar à Justiça.

Recorrendo

O MPRJ já interpôs na Vara de Execuções Penais o recurso de agravo em execução penal contra o ex-banqueiro.

O objetivo é reverter a decisão que concedeu o benefício de liberdade condicional a Cacciola.

O MP argumenta que ele não pode gozar deste direito sem haver reparado o dano que gerou à União.

Quem ganha?

De janeiro a junho deste ano, as reservas internacionais brasileiras geraram um prejuízo de R$ 44,5 bilhões para o Banco Central.

Mas como a acumulação de reservas é uma política de governo, ficou acertado que o Tesouro Nacional cobre, integralmente, eventuais prejuízos acarretados por essa operação.

Assim, os banqueiros internacionais (que aplicam a nossa grana) sempre ganham, no final das contas.

Aliás, é um "segredo de Estado" os nomes dos bancos onde nossas reservas são aplicadas.

Motivos Oficiais

A revelação sobre as “perdas internacionais” (como diria o falecido caudilho Leonel Brizola) está no balanço do primeiro semestre da autoridade monetária, aprovado ontem pelo Conselho Monetário Nacional.

O prejuízo é dividido em duas partes.

A primeira, de R$ 15,7 bilhões, refere-se à diferença entre a rentabilidade das reservas e o custo dos recursos utilizados pelo BC para comprar dólares.

A segunda parte é decorrente da perda de valor em dólar das reservas, por conta da valorização cambial de 6,31%.

Apesar dessa forte perda, o BC anunciou que teve um lucro de R$ 12,2 bilhões no primeiro semestre, o melhor resultado para o período desde 2003, basicamente em função das operações de compra e venda de títulos públicos. O motivo para isso é que, como a

BBB

Em mais uma indicação de que o Governo Dilma precisa ter sua imagem inflada para cima, a agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) deu uma subidinha nas notas do Brasil.

Atualmente, com nota é "BBB ", o rating do Brasil pode subir para "A", um status que sinaliza mais confiança a investidores em títulos da dívida pública..

A S&P também informou que mantém o rating da dívida de longo prazo em moeda estrangeira de longo prazo em "BBB-".

Já a dívida de longo prazo em moeda local fica "BBB ".

Aos vermes...

No governo passado, cientistas da Fiocruz, por encomenda do Palácio do Planalto, resolveram fazer a seguinte experiência: Quatro lombrigas foram colocadas em quatro tubos de ensaio separados.

A 1º em álcool, 2º em fumo, 3º em esperma, 4º em água mineral.

No dia seguinte, o Pesquisador mostra o resultado:

A 1º lombriga, em álcool, morreu.

A 2º, no fumo do cigarro, faleceu.

A 3º, em esperma, também cantou pra subir.

A 4º, em água mineral, é a única viva e saudável.

O cientista pergunta aos clientes:

- O que aprendemos com esta experiência?

E, de pronto, responde um puxa-saco:

- Temos que beber, fumar e transar para não termos lombrigas! E se quisermos ter um verme na presidência vamos lhe dar só água mineral.

Resultado: O aspone acabou demitido, por justa causa.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Agosto de 2011.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quem daria este golpe?

Edição de fotos enigmáticas no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Não é montagem. Talvez, uma sacanagem. O olho da câmera de Wilton Júnior, da Agência Estado, imortalizou um momento de ironia vivido pela chefona-em-comando das Forças Armadas e Faxineira-Presidenta da República. Quem gostaria de enfiar uma espada na Dilma Rousseff? Os petralhas a quem ela desagrada e não a engolem? Os peemedebistas que sonham em lhe tomar o poder se o câncer linfático voltar a se manifestar? Ou o companheiro Extalinácio que anda de mal com ela?

Sorte da Dilma que tudo não passa de uma ilusão de ótica eternizada pela mágica da fotografia.

Decisão judicial para servidor ganhar acima de R$ 26,7 mil beneficia Sarney com proventos de R$ 62 mil

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

O imortal José Sarney foi um dos maiores beneficiados com a decisão judicial que liberou que servidores do Senado possam ganhar acima do teto constitucional de R$ 26,7 mil. O poderoso companheiro Sarney embolsa mais que o dobro limite para o funcionalismo. Recebe, mensalmente, R$ 62 mil em proventos de senador. E o milionário Sarney, Imperador Republicano do Maranhão e do Amapá, ainda acumula mais duas aposentadorias.

Ao entrar com a ação para limitar os salários dos marajás no Senado, em 2009, o Ministério Público Federal revelou, no processo, que Sarney recebe as aposentadorias como ex-governador do Maranhão e como servidor do Tribunal de Justiça do estado. Na época, as duas aposentadorias rendiam a Sarney R$ 35.560,98 por mês, em valores de 2007. Como hoje o salário de senador é de R$ R$ 26.723,13, a remuneração de Sarney chega a R$ 62.284,11. Em 2014, ele ameaça se aposentar, de verdade, da vida pública. Alguém acredita?

O Tribunal de Contas da União calcula que a administração pública federal tenha sofrido,em 2009, um prejuízo de R$ 157 milhões com os supersalários no funcionalismo federal. Deste total, R$ 11 milhões teriam sido pagos para 464 servidores do Senado. O imortal aposentado (mas que nunca sai da ativa) foi um dos grandes beneficiários da decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1). Deve ter sido em menção a Sarney que o desembargador Olindo Menezes alegou que a liminar contra o não pagamento dos supersalários “atentava contra a ordem pública”.

No Brasil, desde que o General João Figueiredo saiu pela porta dos fundos do Palácio do Planalto, e uma doença acidental da História vitimou Tancredo Neves, em 1985, criando a falaciosa “Nova República”, José Sarney parece representar “a ordem pública” no Brasil. Sarney devia aproveitar que hoje é Dia do Soldado para soltar foguetes ao General Leônidas Pires Gonçalves, verdadeiro responsável pelo golpe institucional de 1985 que permitiu que ele se tornasse Presidente da República, sem que houvesse uma nova eleição após a morte de Tancredo.

Desde então, a Ditadura Civil faz a festa com o Governo do Crime Organizado. Azar de um povo que aceita, passivamente, tudo de errado.

Palestra fundamental

A Teoria Geral dos Conflitos e o Poder Nacional”.

Eis a palestra que será proferida pelo Coronel Gélio Augusto B. Fregapani, na próxima quinta-feira (1º de setembro), das 10 às 12 horas, no Rio de Janeiro.

Promovido pelo Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos e pelo Clube da Aeronáutica, o evento acontece no próprio auditório do clube, que fica na Praça Marechal Âncora nº. 15 – Centro, ao Lado do COMAR III.

Crise à vista

Começa a dar problema o modelo de consumo baseado no dinheiro pego emprestado nos bancos.

Mesmo sabendo que paga juros absurdamente altos no cheque especial e no crédito rotativo do cartão de crédito, o iludido consumidor brasileiro não consegue escapar das armadilhas.

Os juros do cheque especial chegaram, em julho, a 188% ao ano – o maior patamar dos últimos 12 anos.

Calote subindo

No mês passado, a dívida dos brasileiros nessa opção estava em R$ 19,9 bilhões.

A necessidade de usar linhas de crédito mais caras, somada ao elevado endividamento do brasileiro, impulsionou também o aumento da inadimplência.

Em julho, os calotes chegaram a 6,6% do total emprestado, o maior percentual desde maio de 2010.

Combinou com os bancos?

O governo federal promete desembolsar R$ 843 milhões até 2013 para bancar uma redução de 87% na taxa de juros das operações de microcrédito produtivo.

Batizado de Crescer, o programa lançado ontem pela Presidenta Dilma Rousseff prevê queda dos juros de 60% para 8% ao ano, redução de 3% para 1% do valor da operação da Taxa de Abertura de Crédito (TAC) e metas de empréstimos a serem atingidas pelos bancos públicos.

O problema é que os bancos privados não aderem ao modelo e faturam alto em cima dos consumidores.

A armação

Desde 2004, os bancos são obrigados a aplicar 2% dos depósitos à vista em operações de microcrédito, mas não fazem isto.

Só que alegam o alto custo das operações e não liberam o dinheiro barato.

Os bancos preferem deixar o dinheiro depositado, sem remuneração, nos cofres do Banco Central.

Polícia a pé

De 39 veículos da Polícia Civil do Rio de Janeiro inspecionados por técnicos do Detran, pelo menos 21 já foram reprovados.

O número preliminar indica que não devem passar no teste mais da metade dos cerca de 300 carros das delegacias da capital (1ª DP a 44ª DP) – que serão vistoriados no próximo dia 3 de setembro, a pedido da chefe da Polícia Civil, Martha Rocha,

Além de problemas mecânicos, os carros estão com pneus carecas, extintores de incêndio fora do prazo de validade, além de faróis e setas queimados.

Cadeia da Legalidade

Enquanto o mundo todo observa o golpe globalitário para derrubar o ditador da Líbia Muamar Kadafi, pouca gente sabe ou lembra que o Brasil esteve perto de uma guerra civil, em 25 de agosto de 1961.

Hoje faz 50 anos a Cadeia da Legalidade - movimento desencadeado pelo então governador Leonel Brizola no Rio Grande do Sul para garantir a posse do conterrâneo e cunhado João Goulart na Presidência da República, após a renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto.

Entrincheirado no Palácio Piratini, sede do governo estadual, Brizola liderou uma cadeia nacional de rádio, que conquistou o apoio das tropas do III Exército, defendendo o cumprimento da Constituição para a posse do vice, que viajava pela China.

Tirando o mérito político-ideológico da radical operação do falecido Brizola, a Cadeia da Legalidade é uma lição histórica de que a soma do apoio popular e do militar também são uma forma de pressão, dentro da lei e da ordem, para fazer cumprir a Constituição, sem que se precise dar um tiro...

Dia do Soldado

Quartéis de todo Brasil celebram hoje o Dia do Soldado.

Que a sociedade brasileira se lembre da data para ter certeza de que precisa valorizar a Força Armada – que é a instituição asseguradora da soberania e da unidade nacional, em tempos de paz ou de guerra.

E que os militares também se lembrem e façam lembrar que precisam, urgentemente, de uma melhor estrutura, em termos estruturais e salariais, para cumprir sua nobre missão.

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