quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Comissão fará Estória

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Eduardo da Rocha Paiva

Uma avaliação da Lei da Comissão da Verdade - CV (Lei Nº 12.528, sancionada em 18/11/2011) revela sua falsa imparcialidade. Na Lei, os objetivos da CV exalam facciosismo e maniqueísmo.

Um deles é “promover o esclarecimento (---) de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres”. Por que não “promover o esclarecimento”, também, de atentados terroristas, sequestros de pessoas e aviões e justiçamentos, crimes típicos da luta armada, alguns não elucidados? É falso dizer que todos ex-guerrilheiros são conhecidos, cumpriram suas penas e, por isso, não precisam ser ouvidos. Alguns nunca foram presos e muitos foram libertados em troca da vida de gente sequestrada.

Outro objetivo é “identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos (---) e (---) eventuais ramificações nos (---) aparelhos estatais e na sociedade”. Por que não “identificar e tornar públicos”, também, os locais de cativeiro de sequestrados, de atentados terroristas e execuções, cometidos pela guerrilha, e os covis de homizio e conspiração de partidos, então ilegais, e de grupos armados, para implantar uma ditadura como as da URSS, China e Cuba?

A Lei estabelece que “as atividades da [CV] não terão caráter jurisdicional ou persecutório”. Porém, o contexto político atual e as perspectivas futuras indicam o contrário. O Ministro Ayres Brito do STF reconheceu, em parecer, o direito das vítimas moverem ações civis indenizatórias contra ex-agentes do Estado à revelia da Lei de Anistia, quando é o Estado - concessor do perdão - quem deve assumir tais indenizações. A OAB, apesar de o STF ter confirmado a abrangência da anistia, insiste na submissão do Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que não a reconhece para ex-agentes do Estado.

Posição insustentável, pois o Brasil aderiu à Corte para violações após 1998. A Presidente Dilma, quando Chefe da Casa Civil, defendia a revisão da anistia e a investigação pela CV para punir apenas os ex-agentes do Estado, tendo endossado, para sanção do então Presidente Lula, as propostas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos neste sentido. Em tão pouco tempo, mudou de posição por convicção ou recuou só por pragmatismo?

Setores nacionais e estrangeiros e autoridades dos três Poderes pressionam pela punição de ex-agentes do Estado. Em 2014, tudo indica que um relatório unilateral e maniqueísta da CV, um STF renovado à feição do Governo e a contínua pressão interna e internacional ampliarão as possibilidades de êxito da campanha de revisão da Lei de Anistia. Como a CV está autorizada a “convocar (---) pessoas que possam guardar (---) relação com os fatos (---) examinados”, os ex-agentes ouvidos arriscarão produzir provas contra si próprios. Anistia relativizada, insegurança jurídica decretada.

Se a intenção fosse revelar a verdade e não uma versão facciosa, a CV teria de apresentar quem planejou e executou assassinatos, sequestros e atentados, ou atuou na logística, bem como os participantes de tribunais de justiçamento de guerrilheiros que abandonavam a luta armada. Todos deveriam ser expostos à Nação como o serão os ex-agentes do Estado. Afinal, se outro objetivo na Lei da CV é “a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos, (---) para que seja prestada assistência às vítimas de tais violações”, é imprescindível que as cometidas pela luta armada sejam, também, esclarecidas.

Eis aí um dilema! E se uma autoridade atual, seja ela quem for (inclusive a Presidente), tiver participado direta ou indiretamente, portanto co-responsável, de um crime com vítimas? Estas precisarão conhecer os responsáveis por suas sequelas, para mover-lhes ações civis indenizatórias à revelia da anistia, conforme o parecer do Ministro Ayres Brito, ou serem indenizadas pelo Estado. A justiça não pode ser parcial!

A Lei da CV reza ainda que: seu funcionamento será na Casa Civil; caberá à Presidente da República a designação de seus membros; não poderão integrá-la pessoas que “não tenham condições de atuar com imparcialidade”; e que seu propósito é “(---) esclarecer as graves violações de direitos humanos (---) a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica (---) e promover a reconciliação nacional”. Tudo encenação a camuflar o revanchismo.

A CV não será autônoma, pois funcionará no Executivo onde há forte influência da esquerda radical. A Presidente Dilma, ex-guerrilheira, não é isenta nem tem autonomia, de fato, para escolher os seus membros. A maioria será, no mínimo, simpática à investigação unilateral, pois é ilusão crer em imparcialidade onde há ideologia. A CV tinha de ter representantes dos dois lados investigados e em igual efetivo. Onde houvesse impasse, as duas versões constariam do relatório para que cada cidadão avaliasse de per si.

Direito à memória e à verdade histórica? O Brasil nunca precisou de CV para conhecer sua História, bastando o trabalho de historiadores. Reconciliação nacional? Não há cisão social oriunda do regime militar ou as Forças Armadas não estariam entre as instituições de maior credibilidade no País. A anistia não visou pacificar a sociedade, mas sim grupos radicais, à esquerda e à direita, que dificultariam a redemocratização. A Nação apoiou o Estado contra a esquerda revolucionária, que não foi reconhecida por nenhuma democracia, nem pela ONU ou pela OEA, como representante do povo brasileiro ou defensora da liberdade. Seu apoio vinha das ditaduras comunistas soviética, cubana e chinesa, responsáveis pelas maiores violações aos direitos humanos.

O Legislativo fisiológico, submisso ao Governo e carente de senso de justiça foi conivente ao não corrigir as distorções do Projeto de Lei da CV, comprometendo sua autonomia, imparcialidade e confiabilidade. A versão facciosa e maniqueísta dessa Comissão chapa branca será uma estória oficial, nunca a verdade.

Luiz Eduardo Rocha Paiva é General de Divisão na Reserva do EB.

6 comentários:

Ronald disse...

Gen. Paiva,

Ler textos como o Vosso só aumenta meu ódio, desprezo e repulsa por essa cambada de vagabundos canalhas PTralhas.
Se a estória que a Comissão da Mentira produzir colocar as FFAA nas ruas novamente com as tropas para persegui-los e aniquila-los, então eu já começo a tomar gostinho pela mesma.

Caso isso venha a ocorrer espero que as FFAA não deixem um só meliante PTralha escapar com vida. Não somente os vermes mas todos os seus familiares, desta vez a faxina deverá ser COMPLETA.

Obrigado pelo texto, estarei repassando para minha lista de contatos.

Sds

Anônimo disse...

General, fiquemos atentos para que não inventem fatos e omitam fatos. Mas essa bos-ta de comissão da mentira fará tanto sucesso quanto a novela Amor e Revolução que o Sílvio Santos teve que mandar produzir por pressão do ex-presidente canceroso. Hoje, os terroristas estão no poder, roubando o Brasil, matando prefeitos (Celso Daniel e Toninho) e emburrecendo a juventude para tentar dominá-la. Mas, sabemos muito bem, a história é que inverte os fatos. Amanhã o governo do crime organizado certamente estará por baixo. Aí os brasileiros sérios, cidadãos com princípios e valores familiares, não poderão errar uma segunda vez.

Anônimo disse...

Ainda vamos ver muitos generais, coronéis, capitães e outros militares na cadeia por causa da soviética "Comissão da Verdade" que de imparcial não tem, bem pelo contrário, pois basta ver a terrorista mal educada escolher os oito membros da CV.

Vai suceder o mesmo que na Argentina, Uruguai, Chile.

E tudo por lá começou com uma "Comissão da Verdade"!

Quanto ao soviético ayres brito do STF bolchevique, está apenas fazendo seu papel de ditador! Tenho poder, logo f**o os militares!

Por aqui os petralhas, ou soviéticos atuam como querem, quando querem, fazem as leis que são aprovadas por senadores e deputados corruptos. Enfim, Brasil tornou-se uma anarquia institucional ao serviço da Internacional Soviética!

Quanto à terrorista, só não vê quem não quer! Onde está a legitimidade dela em governar o Brasil se foi eleita por urnas eletrônicas comprovadamente 100% manipuláveis e sem direito "legal" à recontagem de votos!

Querem mais provas que vivemos sob o domínio soviético?

Militares na cadeia? Falta bem pouco!

Anônimo disse...

Quando um sistema ou governo produz mais mentiras e acontecimentos degradantes dos que os órgãos de comunicação e cérebros humanos têm capacidade de noticiar e assimilar se tem como resultado a anestesia. Um dia você simplesmente passa a não se importar mais com a degradação, tenta olhar para outro lado e se convencer de haver coisas mais importantes do que se revoltar contra a miséria que lhe é imposta, apesar dessa lhe custar caro materialmente, pois continuará sendo você quem paga a conta. Você tenta se isolar e refugiar em sua vida particular, mas não há vida particular, há apenas a Vida. Você raciocina, o mundo é assim mesmo! Acontece que o mundo não é lá fora, o mundo é sua vida particular também. A interligação de tudo com tudo nos torna capazes e responsáveis por agir. Não agir é indigno.

QUIROGA

jorge vanderley pedroso da silva disse...

Concordo plenamente com o Senhor. O problema maior das FFAA é que aceitaram os mandos e desmandos de Collor, FHC e o PT de Lula e Dilma deram continuidade. Infelizmente, nossos Oficiais acataram a tudo sem pelo menos ter dito alguma coisa. Entregaram o MINISTÉRIO DA DEFESA para os civis. Foi aí a maior punhalada que as Forças Armadas levaram. Hj, apenas resta lamentar.
jorge vanderley pedroso da silva - SGT R/1

Anônimo disse...

Top 10: países mais perigosos do mundo.

Veja a lista dos países capazes de causar os maiores danos ao maior número de pessoas na próxima década.

10. Venezuela

Ok, Chavez não vai começar nenhuma guerra mundial. Mas pense em seu alcance desagregador ao redor do hemisfério, seu apoio às FARC e seu cultivo de laços com Rússia, China e o Oriente Médio e fica claro que esse é o personagem mais provável de causar mais danos para muitas vidas na América Latina no futuro próximo.

9. Iraque e Arábia Saudita (empate)

O capítulo final ainda não foi escrito no Iraque. Sadam pode não ter se mostrado uma ameaça tão grande quanto Bush o fez parecer, mas a fragmentação de seu país (especialmente no Curdistão) pode ser muito desestabilizadora na região e criar sérios problemas com a Turquia, o Irã e a Rússia. Os sauditas apoiam o terror, o futuro de sua sucessão é sombrio, eles podem ser um dos primeiros a responder ao programa nuclear iraniano com seu próprio programa, e eles controlam a OPEP. É difícil não incluí-los também.

8. União Europeia

A Europa deveria ser uma fonte de estabilidade para o mundo. Mas uma UE sem um mecanismo de política externa efetivo, sem a habilidade de amparar sua parte do fardo militar associado com manter o mundo a salvo, com um euro vacilante e com membros demais cria um grande vazio onde o mundo precisa de força. Às vezes a maior ameaça vem daqueles que poderiam se manifestar para preservar a estabilidade, mas não o fazem.

(...)

http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/top-10-paises-mais-perigosos-do-mundo/