quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os Antibrasileiros (VIII)

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Março chega às portas e, com ele, a preocupação dos que têm em mira, de imediato, livrar-se da penosa tarefa de cumprir as exigências da Receita Federal. Penosa tarefa, sim, salário é o pagamento devido pelo empregador a seu funcionário, público ou privado, por serviços prestados, portanto, não é renda.

É na visão do montante que se tem de transferir ao tesouro que os muitos pensamentos de repúdio à gastança irracional do governo, recrudescem, mais violentos, mais encorpados de revolta, por terem os contribuintes certeza de que os ratos, de todos os naipes do poder, já estão à espera na boca da toca.

Aguardam, ansiosos, o momento da locupletação desbragada, com a nova fornada de dinheiro público para as trocas de favores de todos os calibres e conchavos de gabinetes. Isto não é leviandade, a diversidade de formas de corrupção é matéria constante de uma revista semanal.

É a Receita Federal que diz, aqui sintetizado, que em 2012, somente com as arrecadações, que batizaram de “atípicas”, serão recolhidos uns simplórios R$ 16 bilhões. O total de impostos arrecadados no mês de janeiro bateu o recorde com a bagatela de R$ 102,57 bilhões. Os números não param de crescer e a notícia complementa que com o recolhimento atrasado do IPI e o crescimento do IOF, “os recolhimentos aos cofres da União chegaram a quase R$ 500 milhões.” [1]

Tudo isso entrou nos cofres públicos, sem contabilizar, ainda, o imposto de renda que fará gargalhar as hienas insaciáveis da ZEE governamental (Zona da Esquerda Escatológica).

A secretária-adjunta da Receita, Zayda Bastos Manatta, informa que o crescimento ficará entre 4,5% e 5%. Segundo outras fontes que alimentam o noticiário sobre o assunto será mais de um trilhão de reais que engordará o erário, de acordo com uma prévia contabilidade dos entendidos, amantes dos números. Mais de um trilhão que irá percorrer os caminhos da maquinação política para a compra de ‘fidelidade’, fabricação de dossiês, ou favorecimento de amigos.

Esta é a época, de a parte responsável da sociedade, que sustenta a nação, reabastecer a cornucópia furada para mais molecagem fazerem com os impostos retirados dos espremidos salários do verdadeiro povo brasileiro. Se toda essa dinheirama recolhida redundasse em melhorias à nação, os contribuintes sentir-se-iam recompensados, por estarem vivendo num país civilizado.

Ao contrário, sabem, de antemão, que da arrecadação dos 27,5% de sua “renda”, parte irá abastecer os cofres dos irmãos Castro, em Cuba, a fundo perdido, como benesses a velhos irmãos de ‘lutas democráticas’. O que o Brasil tem a ver com esse porto de Mariel, só a “companheira de armas” sabe. Longe vai o tempo que, de Havana, só chegava aos ouvidos brasileiros o melodioso som dos “Românticos de Cuba”!

Somos ferrenhos adversários do regime gramscista de governo, dos desvalores como norma de conduta, da ausência de estudos desses desclassificados, incapacitados, portanto, de administrarem a nação. Contudo, continuamos a sustentá-los e, agora, também as burras castristas, pelas mãos escorregadias da búlgara de origem, cubana de ideologia e, para grande infelicidade do país, brasileira de nascimento.

Esse tríplice hibridismo étnico-ideológico despersonaliza e desorienta essa presidente que, numa atitude gêmea à do corsário Lula, quando de sua visita ao decrépito Fidel, na sua ilha infelicitada, prometeu conceder ao ditador infame os suados reais dos contribuintes brasileiros. E o pior, falam, sem autorização, em nome dos surrupiados contribuintes que já sustentam os seus alienados eleitores. Ambos são veros representantes da velha politicagem brasileira.

Enquanto isso, o país sem defesa, as Forças Armadas sem armamentos, desmotivadas, sem soldos dignos, ficam à mercê da histérica ideologia do atraso e do rosário de estupidez que alimenta a insânia da Maria dos direitos desumanos.

Gonçalves Dias, não o do bolo de aniversário, mas o poeta maranhense, muito antes da Era Sarney, no seu poema I-Juca-Pirama, pôs na voz do velho Tupi uma imprecação contra o próprio filho, considerado covarde, por ter o jovem guerreiro sido aprisionado pelos Timbiras, seus figadais inimigos.

As palavras do pai, por achar-se desonrado com a suposta fraqueza do filho, são tidas, na literatura universal, como as mais contundentes em matéria de execração humana, só comparáveis às lançadas por Jesus a Ahsverus, o “Judeu Errante”, conforme conta a lenda.

A sugestão é que o deletério Congresso, a população de murídeos que convive com a chefe de estado(?) e seus mentores atocaiados em sorrateiros aposentos de hotéis, suspendam, por instantes, a contagem das cédulas e busquem a obra do grande poeta indianista e fiquem conhecedores da terrível maldição do Tupi indignado. Só assim ficarão sabendo o que, certamente, a parte que sustenta as vorazes goelas governamentais, com sobras para os frios criminosos da Ilha do Caribe, deseja aos que assaltam o dinheiro público.

Como são ateus, não se preocuparão com o mítico judeu da história cristã, que continua a vagar pelo mundo, indefinidamente, provação por ausência total de sentimento de solidariedade.

Lembrem-se os tripulantes da nau “Brasília”, encalhada no infecto pântano planaltino, que praga de contribuintes fulos da vida, por verem o dinheiro de seu trabalho ir pelos ralos fétidos da república, não é coisa que se deva desprezar.

[1] Dados da Receita Federal retirados em: http://jmonline.com.br/novo/?noticias,1,GERAL,58040

Aileda de Mattos Oliveira é Professora Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de Defesa.

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