terça-feira, 17 de abril de 2012

O Exército de ontem e o de hoje

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Para alguns a indagação persiste: “O Exército de hoje é o mesmo de ontem”?

Sim, afirmarão os que pesquisaram a fundo a História da Evolução desta impoluta Instituição.

Aqueles que esmiuçaram a evolução do Exército Brasileiro, criado oficialmente em 1824, sabem que nenhuma entidade nasce capaz de estabelecer parâmetros e princípios a serem seguidos pelos seus integrantes com uma simples canetada.

O respeito, a admiração, a credibilidade, o acatamento às normas regulamentares são frutos de algo muito mais perene do que a criação de normas e regulamentos.

Os militares de hoje, como os de ontem, possuem a mesma convicção, não importando quem esteja no momento à sua frente, pois como tantos, eles e elas serão passageiros.

O que importa, afirmam os militares de escol, é a Instituição que possui um lastro, que construiu uma identidade maior até do que a imagem de seus maiores próceres.

Não importa que na atualidade, a Instituição cumpra tarefas, pois será um crime designá-las de missões, das mais esdrúxulas; sendo algumas, deploráveis, e procure atendê–las, da melhor forma possível.

Uma portentosa imagem, cuja belíssima moldura poderá ser enxovalhada, enodoada, mas por pouco tempo; pois logo, mudam – se os pintores, os pichadores, e os novos idealistas surgirão, naturalmente, para promover a limpeza certa.

Portanto, ao sabermos que diversos militares, de todos os níveis hierárquicos estão abandonando a carreira das armas, por falta de motivação, pelo salário miserável que recebem, ficamos tristes, mas esperançosos.

Pois a própria História nos ensina, que os desgovernos e chefes de agora serão figuras de triste memória, e farão parte da História do Exército Brasileiro, e os estudiosos e psicólogos sabem que a grandeza é fruto de bons e de maus momentos, e até os mais execráveis, conjuminam - se para forjar ainda mais a personalidade desta Instituição, que emergirá mais forte.

Sim, este é o mesmo Exército que em fins de 1866, após o fracasso aliado em Curupaiti, o Governo decidiu entregar a Caxias, em 19 de novembro, o comando das forças brasileiras em operações no Paraguai.

A Guerra entrara em período de estagnação. Caxias encontra a tropa em péssimas condições físicas e moralmente abatida, consumida pelas epidemias e pela carência em suprimentos básicos.

Os recrutas, com apenas três ou quatro meses de caserna, voluntários incorporados com dificuldade, formavam efetivos aquém do desejado e de precárias qualidades, pois os apelos do governo não tinham sensibilizado a mobilização popular necessária. Tal situação obrigou a incorporação de escravos, muitos selecionados por seus patrões por serem de má conduta, apresentados em troca de benesses ou dispensa de aparentados, contingentes que dificilmente poderiam tornar - se um exemplo de disciplina.

O Exército Brasileiro não apresentava as condições materiais e morais necessárias para empreender as operações exigidas para enfrentar um inimigo determinado, que ocupava posições vantajosas.

Após um período de reajustamento do dispositivo, reorganizadas e aprovisionadas as forças, bem como elaborados novos planos, é retomado o movimento ofensivo em julho de 1867: era a fase da Tomada de Humaitá à conquista de Assunção.

Assim, depois de prolongado período de paralisação, assume Caxias, reestruturando e recompondo o sistema militar, num grande esforço para refazer a capacidade combativa imprescindível para a conquista de Curupaiti e de Humaitá, principal reduto do sistema defensivo inimigo, e que detivera os aliados por cerca de dois anos.

A Tomada de Humaitá se concretiza em 25 de julho de 1868 e anima as forças para novas conquistas.

O resto, todos sabem, é uma Instituição com uma capacidade incrível de reerguer – se e de seguir em frente, como ocorreu com a gloriosa Força Expedicionária Brasileira, nos campos gelados da Itália, na II Guerra Mundial.

Em suma, é o mesmo Exército. Embora, surjam hoje os apelidos de “novo Exército”, de “novos enfoques”, de “novos pensamentos”, de “novos...”.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada na Reserva.

4 comentários:

Anônimo disse...

Serrão;

Hoje, o "Alerta Total" me deixou ficar na dúvida. O artigo (muito bem escrito) "Fábrica de homens falida por defeito de fabricação", escrito por Sarides Ferreira de Freitas e que sequencia este, nos remete ao questionamento: "Em quem acreditar?".
Com a palavra os nossos nobres Comandantes (atuais, evidentemente!).

Com um fraterno abraço deste teu amigo amazônida,

Roberto Santiago

Manoel Vigas disse...

Saudações.


PARA MUITOS QUE AINDA DESCONHECEM A HISTÓRIA DE 1964 . . .


UMA ATUALIZAÇÃO URGENTE QUANTO À REALIDADE BRASILEIRA DE 2012 FAZ-SE NECESSÁRIA.

É BOM LEMBRAR QUE OS TAIS APELIDOS QUE HOJE DENIGREM O EXÉRCITO BRASILEIRO SURGIRAM A PARTIR DE 12 DE OUTUBRO DE 1977 QUANDO FOI INAUGURADO O “novo Exército”, COM “novos enfoques”, COM “novos pensamentos”, E COM “novos...”.

O RESTO É SAUDOSISMO DE PATRIOTAS COMO EU QUE AINDA PENSAM COMO ANTES, EM VALORES TAIS COMO PATRIOTISMO, CARÁTER E HONRA.

POBRE BRASIL.

TUDO ACONTECEU NAQUELA APÁTRIDA MANHÃ DE 12 DE OUTUBRO DE 1977, DIA DA DERROTA DOS MILITARES BRASILEIROS, VENCIDOS PELA FRATRICIDA IDEOLOGIA COMUNISTA.
( TUDO TORNOU-SE POSSÍVEL QUANDO O general ernesto geisel em perfeita sintonia com o anti “linha dura” general golbery, DEMITIU O HONRADO E DIGNO MINISTRO DO EXÉRCITO SYLVIO FROTA).


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PARA TAL,......

..... UM BOM COMEÇO SERIA CONFERIR O LÚCIDDO ARTIGO POSTADO NESTA TERÇA-FEIRA .dia ... 17 de abril de 2012: ::


Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net


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Fábrica de homens falida por defeito de fabricação


Por Sarides Ferreira de Freitas

Sarides Ferreira de Freitas é 2º Sargento Reformado do EB.


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Atenciosamente.
Manoel Vigas

Anônimo disse...

"O Exército de hoje é o mesmo de ontem"?

Não, evidentemente que não è, nem sequer uma pálida sombra!

Não temos generais condutores de homens! Não temos generais com carisma! Não temos generais com experiência de guerra! Não temos porra alguma!

Temos sim civis vestidos de militares e com estrelas vermelhas nos ombros protegendo este regime soviético, corrupto e internacionalista, pensando apenas que com sua "dedicação canina" possam vir a ter uma boquinha quando se aposentarem!

Soldados que não têm rancho e comandantes que não reclamam, è admissível? Mas há dinheiro para estadios, jogos militares do jobim, ajuda a Cuba e por ai vai.

Não, não temos nada! Só m@rda de cachorro!

Comandantes em chefe das FA no mesmo lugar há 9 anos? Pode? Se isso não è a sovietização deste regime, o que será então?

Não temos exercito! Só temos uma frota de taxis aéreos que pomposamente se auto designam por FA deste regime corrupto para transportar petistas, criminosos, terroristas, corruptos e safardanas!

E a marinha sonhando com um engenho nuclear para metê-lo onde? No conselho de Segurança da ONU?

G Silva disse...

O mau triunfa, quando os bons se acovardam.