quarta-feira, 13 de junho de 2012

Soberania ladeira abaixo

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Marcos Coimbra

Soberania Nacional caracteriza-se pela "manutenção da intangibilidade da Nação, assegurada a capacidade de autodeterminação e da convivência com as demais Nações em termos de igualdade de direitos, não aceitando qualquer forma de intervenção em seus assuntos internos, nem participação em atos dessa natureza em relação a outras Nações, significando também a supremacia da ordem jurídica em todo o território nacional".

Com o advento da globalização, imposta pelos “donos do mundo”, através da maciça manipulação dos centros de irradiação de prestígio cultural, em especial dos meios de comunicação de massa, passa a ser prioritário para os apátridas, que cumprem as determinações oriundas do sistema financeiro internacional, destruir o Estado Nacional Soberano. Neste processo, tentam ridicularizar a noção de Soberania Nacional, procurando “vender” a idéia de soberania relativa.

Para isto é indispensável erodir as Instituições Nacionais (Igreja, Escola, Família, Forças Armadas e outras), o que vem sendo feito com relativo sucesso pelos títeres do capital transnacional. Os meios de comunicação sediados no Mundo e no Brasil (na mão de cinco grandes famílias), principalmente, dedicam-se incansavelmente a tentar desmoralizar nossos valores e princípios, a moral e a ética. A cada dia vão, através de insidiosas operações psicológicas, minando nossas crenças, distorcendo nossa História, desmoralizando nossos heróis e tradições, subtraindo do povo brasileiro nossa auto-estima.

São condições básicas para um país ser independente, no mundo de hoje, a auto-suficiência em alimentos, energia e remédios. Um exemplo disto pode ser encontrado observando-se a atuação da potência hegemônica, os EUA. Possuem capacidade de produzir alimentos, não só para abastecer o mercado interno, como também para exportarem para o Resto do Mundo. No campo de medicamentos, também dominam a tecnologia de vanguarda, sendo capazes de prescindir de auxílio externo. Contudo, na área de energia são dependentes. Daí é explicável a ação dos EUA no Oriente Médio, em especial no Golfo Pérsico, onde com o apoio de Israel conseguem controlar toda a região, mantendo em permanente defensiva o Irã. Até no Brasil, a quebra do monopólio estatal do petróleo é um indício flagrante das intenções dos nossos irmãos americanos.

Analisando a situação brasileira, diagnosticamos que no setor alimentos, há possibilidade de triplicar nossa atual produção de grãos, com a mesma área cultivada. Basta investir em pesquisa, assistência técnica e tecnologia. E ainda existe a possibilidade de expansão da área cultivada. Contudo, no setor de energia, o Brasil, até há pouco tempo atrás, tranquilo, passa a viver problemas com a construção de hidrelétricas, mercê de pressões externas de toda ordem. Somente com a ascensão ao poder de uma administração nacionalista, competente e verdadeiramente comprometida com os anseios nacionais, é que será possível retomar o caminho da independência no setor, perfeitamente viável no médio prazo.

Nossa maior vulnerabilidade reside justamente no setor medicamentos, pois somos muito dependentes dos alienígenas. Será necessário um esforço gigantesco, mas não impossível, da sociedade brasileira, para, com base na rica biodiversidade existente em particular na região Amazônica, aplicar investimentos vultosos em pesquisa, objetivando tornar a nação auto-suficiente em uma geração, pelo menos no tocante à medicina curativa essencial.

Infelizmente, a conclusão extraída da atual conjuntura é a de que a Soberania Nacional corre cada vez mais risco. A ordem jurídica não é mais respeitada no território nacional. As autoridades locais submetem-se a diretrizes determinadas pelo Resto do Mundo. E Soberania não possui meio termo. O país tem ou não tem.

Como principais exemplos de atos lesivos à Soberania Nacional, nas últimas duas décadas, em uma lista não exaustiva, citamos a seguir. De início, no período Collor, a demarcação da “reserva Ianomâmi”. Com FHC, a assinatura do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e a criação do ministério da Defesa. No período Lula, a demarcação da “reserva Raposa/Serra do Sol” e a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Indígenas. Na administração Dilma, o triste episódio de aceitação passiva da direta intervenção da Comissão de Direitos Humanos da OEA em assuntos internos do Brasil, passando por cima da Justiça brasileira, no episódio ocorrido na AMAN, resultante da morte do cadete Lapoente.

Para mantermos os Objetivos Nacionais Brasileiros, em especial a Soberania Nacional é indispensável o urgente fortalecimento das nossas Instituições, em especial de nossas Forças Armadas, além da existência de um governo apto a enfrentar o que será talvez um dos maiores desafios da nossa História. Preservar para os nossos filhos aquilo que foi tão duramente conquistado pelos nossos antepassados. Afinal, o Brasil é dos brasileiros!

Marcos Coimbra é Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br - Página: www.brasilsoberano.com.br

Um comentário:

Carlos Bonasser disse...

Por que o Comandante do Exercito amarelou?
Se é para defender a soberania que se inicie pelos que detem o comando dos braços armados do País.
O que está faltando para por isto em prática?
ISSO É O QUE DAR RECONDUZIR ESSES SERVIDORES, os Comandantes das Forças Singulares, AO CARGO POR UM OU DOIS PERIODOS, ficam viciados, tolidos e amarelados com poucas oportunidades de praticar o jogo de cintura na manutenção de sua autonomia.
Sem auternância do poder, em todas as esferas da administração publica, as coisas vão tomando certos rumos tenebrosos e temerários, coadunando-se com ideologias carcomidas e já globalizadas, deve-se ter muito cuidado.
Uma pena.
Abraços