segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Indiferença do MP ao Genocídio dos Brasileiros

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antonio Ribas Paiva

Desde a suposta redemocratização do Brasil em 1985, foram assassinados 2 milhões de brasileiros, por falta de política – decisão do que fazer – de combate ao crime, competência dos Governos Estaduais e, subsidiária do Governo Federal.

Sem a política, não se estabelecem estratégias e o combate ao crime se restringe ao nível tático. As polícias limitam-se a combater criminosos, pontualmente e, consequentemente, o crime prevalece e se organiza, com a participação de agentes públicos.

A esterilização do exercício da cidadania, pelo controle social, forma sutil de ditadura, inviabiliza a consecução dos objetivos nacionais permanentes, comprometendo o futuro da nação e do país e propiciando o morticínio de inocentes.

O Ministério Público, a instituição que deveria exigir do Poder Executivo a adoção de Políticas de combate ao crime, não toma essa iniciativa, mostrando-se indiferente ao genocídio de 2 milhões de brasileiros, nos últimos 20 anos.

Ao invés disso, uma parcela significativa dos quadros do Ministério Público, Federal e Estadual, dedica-se a tentar esclarecer como tombaram os cerca de 300 brasileiros, de ambos os lados, durante a guerra revolucionária dos anos 60/70.

Essa tertúlia, revela evidente subversão do interesse público, porque, enquanto se perde tempo revolvendo o passado, pacificado pela lei de anistia, centenas de brasileiros estão sendo assassinados diariamente, em todo o Brasil, pelo crime organizado, em razão de inexistência de Políticas claras de combate ao crime.

Essa distorção dos objetivos do Ministério Público, insensível aos milhões de assassinatos, que continuam a vitimar a sociedade, contraria a razoabilidade constitucional, resvalando para a ilegalidade. É imperioso o cumprimento do dever de ofício! A sociedade, dona das instituições, necessita da proteção do seu Ministério Público; que tem ao seu alcance os instrumentos legais, para tanto.

Onde está você, Ministério Público?

Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é Presidente da Associação dos Usuários de Serviços Públicos.

Um comentário:

Sérgio da Costa Accioly disse...

Porque não se usa a reserva do Exército, é Constitucional.
Os militares conseguem derrotar o crime organizado, aqui no Brasil e em qualquer lugar do mundo.
Com as polícias, é claro.