Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro
Em 2007, os presidentes da rede de autopeças Dpaschoal e do Grupo Gerdau, reuniram-se com os bancos Itaú, Bradesco e Santander, fundaram o programa Todos pela Educação, estabelecendo cinco metas que poderiam ser avaliadas periodicamente até o ano de 2022.
O grupo convidou as empresas jornalisticas, radio e tv, jornalistas, acadêmicos e artistas para lançar uma campanha massiva, destinada a convencer a opinião pública e aos governantes sobre a necessidade inadiável de garantir uma educação de melhor qualidade.
Entre as metas do programa Todos Pela Educação incluía-se a permanencia de todas as crianças na escola até a idade de 17 anos. Cinco anos depois, assistimos atônitos, sem compreender claramente as razões para a greve que paralisou a quase totalidade das Universidades durante 4 meses.
Ouvimos dizer que foi celebrado um acordo com o governo, mas o protesto dos docentes continua enquanto os alunos somam prejuízos diversos para assistir a reposição de aulas a toque de caixa, sacrificando o período de férias.
Projetos, planos e promessas também foram anunciadas em relação à saúde, campo onde as greves desaguáram. A insatisfação atinge também outros serviços públicos, como correios e polícias. E nas manifestações públicas destes grevistas, as imagens mostram as bandeirinhas vermelhas dos apoiadores de base deste governo. Pressão calculada? Pressão organizada? Pressão encomendada?
Para muitos grevistas, como para muitos dos prejudicados pela greve, o objetivo é obter o mais no menor tempo. É correr mais depressa para chegar mais longe, chegar lá! No ponto que vem a ser apenas a manutenção do espaço de sobrevivência. Isto é o mesmo que correr para trás. Ou acreditar na iminência do apocalipse.
Resultado das políticas financeiras. Resultado das prioridades impostas pela nova ordem mundial a que este governo está atrelado, atolado e comprometido, privilegiando as operações que carreiam para o exterior, a título de pagamento de juros e remessas de lucros, o sangue dos brasileiros ativos.
São as políticas anunciadas pelos teóricos da ideologia que dita as escolhas dos governantes e sócios da tal base aliada. Todos alinhados com o lado podre do capitalismo, representado aqui por empresas como a Monsanto que mantém no cabresto as atividades dos produtores rurais e do ramo da pecuária. As políticas impostas por decreto, para que os bem pagos senhores do Congresso Nacional legitimem.
As políticas e decisões em defesa dos interesses de uma GE, que somente em 2010 ficou isenta do pagamento de impostos na ordem de 3.1 bilhões de dólares nos EUA enquanto arrecadou em suas sucursais pelo mundo afora 14.2 bilhões de dólares. Alguns desses bilhões saíram daqui.
Estamos falando dos gigantes estrangeiros que dominam a nossa indústria, extração mineral e estão presentes em todas as atividades, incluindo a educação. Não lhes interessa que formemos nossas crianças e jovens ao ponto que possam reagir contra esta cultura ditatorial, nem contra as drogas que espalharam para manter o controle mental e o terror do banditismo.
Estamos falando da disseminação de meias verdades contidas na propaganda sobre a excelência da educação, da saúde e da segurança, serviços essenciais, prioritários, ignorados. Ou no sofisma da propaganda sobre cidadania, como se alguém pudesse foamar opinião sem conhecer a coisa ou assunto referido.
Numa de suas palestras, o filósofo e professor Olavo de Carvalho, cita o espanhol Julian Marías quando lhe perguntaram sobre a instituição da pena de morte: “sou contra por um simples motivo: não sei o que é a morte e não tenho o direito de condenar um sujeito a uma coisa que eu não sei o que é; sei o que é prisão, trabalhos forçados, mas morte, eu não sei o que é e esses senhores também não.”
Arlindo Montenegro é Apicultor.
2 comentários:
Traduzindo, no afã de engrossar o caldo, o Primeiro Escalão “nacional” usa de todos os meios de dissuasão. Então, eles puxam os vagões dos blá, blá, blá da saúde, educação, et cetera . Quem não possui o nível de informação do articulista pensa que essa gente realmente quer fazer, “mas as dificuldades ou obstáculos não os permitem.”
Lamentavelmente, sabemos que não é assim; na verdade trata-se tão somente da arte de ILUDIR . Resumindo: “por quê trabalhar por um Brasil Soberano?”
Resta-nos então sobreviver com a maior tragédia global:
o império do “SALVE-SE QUEM PUDER”. Esta expressão, tremendamente objetiva e certeira, absorvi em um certo talk radio. Sou grato; muito da minha liberdade intelectual credito a vocês.
Abraço fraterno
A Educação deixou de existir por ordem da Nova Ordem Mundial. O núcleo familiar está em contínua desagregação, valores morais não mais são respeitados, as escolas deixaram de ensinar e as universidades só produzem idiotas úteis.
Basta lembrar a lei das cotas que dão acesso a 50% de analfabetos ás universidades, colocando de lado os que de fato estudaram para terem acesso. Logo, Que vão lá fazer esses idiotas úteis que uma putativa lei bastarda e petista declarou serem gente em pé de igualdade com o os 50% que entram por mérito?
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