sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Petralhas articulam tramóias para tentar desmoralizar Barbosa assim que Britto se aposentar no STF

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Será que o operador do Mensalão, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, com condenação à prisão praticamente sacramentada, pode cometer um ato de vingança, deixando vazar algum dossiê que destrua a imagem pública e até leve para a cadeia alguém mais que ficou de fora da Ação Penal 470? O mesmo também pode ser feito pelo publicitário Duda Mendonça, caso também seja condenado ao cárcere? Eis a grande dúvida que atormenta a petralhada até o final do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Calculando tamanho risco, sob o comando do chefão Lula da Silva e do poderoso-réu José Dirceu, os petistas já têm acertada uma tática defensiva programada. Se a condenação é inevitável que se tente diminuir as penas ou até criar embaraços para atrasar o desfecho do julgamento para que alguns crimes prescrevam. Já está certo que os advogados dos réus tentarão embargar decisões dos ministros do STF, para que o resultado final seja arrastado para o ano que vem.

A pressão política de bastidores sobre os ministros do STF acontecerá na fase de dosimetria das penas. Quem deve tomar cuidado máximo é o futuro presidente do STF, Joaquim Barbosa. Arma-se, nos mafiosos bastidores petralhas, alguma tramoía para tentar desmoralizar o relator do Mensalão tão logo ele assuma o comando do Supremo, com a aposentadoria, em novembro, do presidente Carlos Ayres Britto. A transformação de Barbosa em herói público desagrada ao alto-comando petralha. O nome dele já figura na lista de risco como potencial adversário para a sucessão presidencial de 2014.

Risco de vingança

O que fortalece o risco de Marcos Valério cometer alguma vingança contra os petistas é que eles o escolheram como instrumento para a detonação de Aécio Neves (outro concorrente do PT em 2014), quando o julgamento do chamado Mensalão Mineiro acontecer no STF, provavelmente ano que vem.

A questão é se Marcos Valério – que até hoje sempre se manteve calado e nunca comprometeu ninguém da cúpula petista – aceitará tal jogo passivamente.

A pista para tal tática de guerra petralha (com risco grande de haver um troco) ficou evidente em um comentário do ministro José Dias Toffoli, ontem, durante mais uma condenação aplicada a Marcos Valério e seus sócios por lavagem de dinheiro.

Alvos mineiros

Dias Toffoli frisou que o plenário atestou que o chamado valerioduto de fato existiu.

Toffoli também fez questão de recordar e frisar que “a tecnologia de movimentação financeira” das empresas de Marcos Valério já havia sido usada “por parte de um grupo proveniente de Minas Gerais”.

Toffoli se referiu ao mensalão tucano, em análise pela Justiça Estadual em Minas Gerais e, em breve, pelo STF, pois existem réus com foro privilegiado.

Número perigoso

Pelas condenações, até agora, por corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro, Marcos Valério já faz jus a uma condenação mínima de 13 anos de prisão em regime fechado.

Treze é exatatamente o número do PT.

Como o 13 é a carta da morte no tarô, é bom que os envolvidos tomem cuidado para o jogo não ficar mais perigoso do que já está...

Aliviando

O advogado e ex-sócio de Valério, Rogério Tolentino, recebeu dois votos por sua absolvição.

Vieram de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli...

Os dois ministros alegaram que não se comprovou que o réu fosse mais do que advogado de Marcos Valério.

Escaparam

Duas rés foram absolvidas no julgamento de ontem.

A ex-diretora do Banco Rural, Ayanna Tenório, foi inocentada por unanimidade.

Geiza Dias, ex-secretária de Valério, chamada de mequetrefe por seu gaiato advogado, acabou absolvida por sete votos a três, por não saber da origem e destinação ilícita dos recursos.

Bom velhinho em ação

Marco Aurélio de Mello discordou dos ministros que absolveram Geiza, opinando que “ela tinha domínio da tramóia”:

Aos 66 anos, não posso acreditar em Papai Noel. Minha experiência de vida é conducente a votar reconhecendo configurada a prática do delito de lavagem do dinheiro”.

Pelo visto, Geiza ganhou um presente antecipado de Natal...

Próximo passo

No julgamento de ontem, os ministros entenderam que o esquema operado por Marcos Valério, com ajuda de dirigentes do Banco Rural, usou de mecanismos para ocultar e dissimular a origem do dinheiro público desviado para abastecer políticos da base aliada do então governo Lula.

O próximo passo agora é votar se são culpados ou inocentes os políticos que foram beneficiados pelo valerioduto mensaleiro.

A tendência é que sejam condenados...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Setembro de 2012.

3 comentários:

Unknown disse...

Caro amigo Serrão.

O processo de desmoralização do MINISTRO RELATOR JOAQUIM BABOSA, foi iníciado no dia 2 de agosto, com o texto lido por ele sôbre o PROCESSO Nº 470 - MENSALÃO, e vai continuar até o término do mesmo em 2013.
Por iniciativa do MINISTRO REVISOR, que resolveu contestar toda a acusação feita no processo pelo MINISTRO RELATOR.
Senão vejamos:

O PAPEL DO MINISTRO RICARDO LEWANDOVSKI AO NOSSO VER NÃO É PRÓPRIA DE
UM REVISOR, PORQUE FOGE TOTALMENTE DA DEFINIÇÃO DO VERBO REVISAR, VEJAM;
"ignificado de Revisar
v.t. Visar novamente; fazer a inspeção ou revisão de: revisar um processo.
Rever; corrigir, emendar: revisar provas tipográficas.
Todo texto deve ser submetido a diversas fases de revisão; as primeiras e a última pelo próprio autor, mas outras pessoas devem revisar o trabalho para que os diversos tipos de problemas sejam reduzidos ao mínimo.
O autor, devido à sua familiaridade com o assunto e proximidade ao texto, quase sempre comete lapsos e equívocos que ele próprio não identifica em sucessivas leituras de seu trabalho. Mesmo os orientadores acadêmicos, formalmente responsáveis pelo acompanhamento da produção, pelos mesmos motivos, estão sujeitos a tais enganos e lapsos.
Os revisores profissionais trabalham melhor se o texto lhes for entregue “pronto”, inteiro, de forma que depois de revisado não sofra mais modificações. A última fase será a conferência por parte do autor das interferências do revisor, para verificar se suas intenções e ideias foram corretamente interpretadas."

NO NOSSO ENTENDIMENTO, O TEXTO DO MINISTRO RELATOR, FOI IGNORADO TOTALMENTE PELO MINISTRO REVISOR.

EM MOMENTO ALGUM, ELE SE REFERIU AO RELATÓRIO FEITO PELO MINISTRO RELATOR.
A REVISÃO DO MINISTRO REVISOR FOI FEITA ENCIMA DO SEU PRÓPRIO RELATÓRIO, QUE SEPAROU OS RÉUS DE ACORDO COM A SUA PRÓPRIA VISÃO, UM POR UM.
TOTALMENTE DIFERENTE DO RELATÓRIO DO MINISTRO RELATOR, QUE O FEZ, SEPARANDO-O EM SETE PARTES DISTINTAS.(SETE ITENS)

ESTÁ TENTANDO DESSA FORMA ENROLAR A ACUSAÇÃO DO RELATOR, COLOCANDO EM DÚVIDA, AS ACUSAÇÕES FEITAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, E PELO MINISTRO RELATOR, JOAQUIM BARBOSA.
O QUE NÓS ESTAMOS ASSISTINDO NADA MAIS É QUE O MINISTRO REVISOR, CONTESTAR O MINISTRO RELATOR, ITEM POR ITEM DA SUA ACUSAÇÃO, PARA DESACREDITAR O MINISTRO RELATOR DENTRO DO COLEGIADO.
TENTANDO DESSA FORMA ABSOLVER O MAIOR NÚMERO DE RÉUS POSSÍVEL.

O QUE ACONTECERÁ ATÉ O ÚLTIMO ITEM A SER RELATADO.

O MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI, SE APRESENTA COMO O MAIOR ADVOGADO DOS RÉUS DO MENSALÃO.
EM TODA A SUA REVISÃO, TRAZ A BAILA, AS DEFESAS DOS ADVOGADOS DOS RÉUS, RELENDO OS RELATÓRIOS DE DEFESA DOS MESMOS E PROCURANDO DAR AJUDA A ELES, COM ENFASE MAIOR DO QUE ELES DERAM QUANDO DEFENDERAM OS SEUS CONSTITUINTES.
DEFENDE OS RÉUS COMO SE FOSSE O ADVOGADO DE DEFESA DELES.
VOLTOU A ÉPOCA EM QUE ELE ERA ADVOGADO. TALVEZ ESQUECENDO QUE HOJE FAZ PARTE DA SUPREMA CORTE DO PAIS, COM A MISSÃO DE JULGAR OS RÉUS E DECIDIR SÔBRE A SENTENÇA DOS MESMOS.

Esperamos que o Ministro Relator saia vencedor desta contenda.

Anônimo disse...

POLÍTICA PARA LEIGOS

FILHO PERGUNTA PARA O PAI:

- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola!

Posso te fazer uma pergunta?

- Claro, meu filho, qual é a pergunta?

- O que é política, pai?

- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país.

- Não entendi. Dá para explicar?

- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: Sou eu quem traz dinheiro para casa, então eu sou o poder econômico. Sua mãe administra, gasta o dinheiro, então ela é o governo. Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o povo. Seu irmãozinho é o futuro do país e a Zefinha, babá dele, é a classe trabalhadora.

- Entendeu, filho?

- Mais ou menos, pai. Vou pensar.

Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino, foi ver o que havia de errado.

Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado.

Foi ao quarto dos pais e viu que sua mãe estava num sono muito profundo.

Foi ao quarto da babá e viu, através da fechadura, o pai na cama com ela transando ........

Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou para o quarto e dormiu.

Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou para o pai:

- Pai, agora acho que entendi o que é política..... ...

- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.

- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!

Anônimo disse...

DESTAQUE DA SEMANA - O Aparelhamento da AGU.
O projeto de lei complementar que abre caminho para o aparelhamento da AGU é a primeira tentativa efetiva do PT de interferir no universo jurídico, esvaziando sua independência e atrelando-o aos interesses do partido.
Mais, aqui: http://rplib.com.br/