quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Boatos sobre o inexorável

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por francisco Vianna

Novos boatos recrudescem na Internet sobre a inexorável morte do déspota e oligarca comunista de Cuba, Fidel Castro, e tais boatos começam dentro da própria ilha, como se o evento estivesse sendo avidamente esperado por todos para que o povo cubano trate de ter uma nova vida, um reencontro com o progresso e o desenvolvimento, que só o capitalismo privado é capaz de proporcionar.

Na verdade, o comandante, que ultimamente vem sendo referido como “Coma Andante”, já deveria ter parado de andar a muito tempo, se levarmos em consideração a sua idade provecta e as severas enfermidades que o têm vitimado nos últimos anos.

Ultimamente, mais em Cuba do que fora da ilha cárcere dos Castros, se tem cogitado que o ditador já está morto há mais de duas semanas, embora o politiburo de Havana nada tenha dito a respeito, nem para confirmar, nem para refutar a boataria.

Há quem diga, inclusive, que tais boatos são verdadeiras fábulas criadas pela própria cúpula do Partido Comunista de Cuba, PCC, que, coincidentemente tem a mesma sigla de um conhecido bando do crime organizado de São Paulo (o Primeiro Comando da Capital).

Não duvido que, mais algumas semanas e o Coma Andante resurgirá num novo discurso trêmulo e exaltado. Como dizem alguns admiradores dos ditadores, “Fidel é uma sujeito que inspira pânico até à morte. Vai acabar acontecendo, é claro, mas como demora em pegar um sujeito carne de pescoço como ele”!

A cada onda desses boatos, ou fábulas da cúpula castrista, milhões de cubanos na ilha e fora dela renovam as esperanças de que, desta vez, depois de tantas outras farsas e factoides, finalmente a morte da fera do Caribe se confirme como fato consumado. É engraçado como a morte de ditadores provoca uma alegria tão intensa, embora bem escondida, no seio de seus povos, suas únicas vítimas.

No caso de Cuba, mesmo quando esse fato natural vier a acontecer, haverá ainda por algum tempo uma incredulidade residual no ar o tempo suficiente para que as autoridades tirem todas as bebidas alcoólicas dos bares, para impedir um porre geral da população em comemoração por tão ditoso acontecimento...

Com a prática desses boatos, o regime comunista da ilha cárcere dos Castros tem habitualmente tirado vantagem dessas pseudomortes de seu ditador, reforçando, destarte, a imagem do “grande líder”, ridicularizando os que festejam a falsa notícia, e desviando a atenção do público dos problemas reais que são decorrentes do rosário de fracassos do governo socialista.

Essa “necessidade” de fazer o ‘Coma Andante’ ressuscitar, vez por outra qual “fênix da revolução” e, a cada vez, faz o miserável e ignaro povo cubano renovar sua atenção nas promessas ocas que Havana já recita de cor há muitos anos, abusando da boa fé dos menos favorecidos.

Motivos para novos boatos sempre os há, como, por exemplo, apoiar Chávez em seu novo mandato – que venceu (?!) pela primeira vez tendo pelo menos a metade do eleitorado contra si – e tentar esconder as agudas dissidências internas e mostrar ao povo, sobretudo o venezuelano e o cubano, que “a revolução não morreu e está mais forte do que nunca”, assacando suas tiradas ideológicas com as quais os caudilhos ainda hipnotizam a mente popular dos que não leem jornal, mas se limpam com eles.

A segurança do regime tem como maior preocupação a segurança de Hugo Chávez – de onde provém o petróleo da revolução cubana doado, de mão beijada, à custa da pobreza venezuelana – que jamais deixaria de tirar proveito de tais boatos para dar alento a ambos os países e à ilusão socialista que se apossou de seus governos e que infelizmente, como uma epidemia dessa reconhecida sociopatia, se alastra através das ‘medidas sociais’ adotadas pela maioria dos povos da América latina.

Assim como Fidel Castro explorou ao máximo a morte do facínora e frio assassino Che Guevara, os regimes de Caracas e de Havana, estão tirando o máximo proveito da boataria em torno da morte e ressurreição repetidas do Carrasco do Caribe, pois a norma principal da propaganda comunista é transformar assassinos mortos em símbolos, bem como derrotas e fracassos em vitórias.

Ainda que muitos acreditem que os boatos atuais são mais do mesmo, outros acham que dessa vez a coisa é pra valer, tendo em vista a avançada senectude e a pouca saúde do ditador. O fato de ele não ter aparecido ou nada falado na noite da reeleição chavezista, ou sequer nos dias que se seguiram, para elogiar ou simplesmente comemorar a permanência de seu pupilo no poder, lhes aumenta a certeza. Outro fator reforçador do boato consiste na medida adotada pelo regime de dispensar a autorização do governo para quem quiser viajar para o exterior por até 24 meses.

Caso sua morte tenha sido real, tal fato não poderia ser anunciado antes das eleições na Venezuela, o que seria um grave obstáculo para Chávez se reeleger. Se Fidel Castro já passou dessa para melhor (ou pior!) em breve saberemos, pois mesmo que o fato naturalmente aguardado tenha realmente ocorrido, o politiburo de Havana, precisa de um tempo útil para armar em torno do evento todo o circo pomposo para tirar ainda o máximo proveito propagandístico da morte de um dos piores facínoras que a humanidade já conheceu e que atrasou o desenvolvimento de Cuba e quase um século.

Francisco Vianna é Articulista. A foto acima é mais recente de Fidel liberada pelo regime cubano.

Um comentário:

Anônimo disse...

Já passaram da hora de ir(pro colo do capeta): Fidel Castro, Lulla, Hugo Chavez, Rafael Correa, Evo Morales, a piriguete- idosa de bueno aires(vulgo cristina kirschner), Jose Mujica, Fernando Lugo!
Em suma: que tenham uma boa e bem sofrida morte e desapareçam com esse cancro que é e sempre foi o socialismo- comunismo!!
Gililiu