domingo, 7 de outubro de 2012

Indagações eleitorais aos jornalistas

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Nilvo Genova

Srs. Jornalistas, eleições, a titulo de troca de figurinhas cidadão x midia, permitam-me pequeno excesso de linhas. Nos anos 60, 70 e parte de 80 fomos privados de votar em eleições mais importantes. Com a restauração democrática m 1989 o que se esperava?

Que o processo democrático de escolha dos candidatos em todas as eleições, sonho de consumo à época, fosse contribuir com melhorias demais da conta, era o que se prometia e se cantava: "liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós"....

E que aconteceu? E veio a liberdade, criação de partidos politicos de todas as cores, muitos com cores iguais (excesso de zelo democrático?), de inicio 6/7 partidos, subiu pra 10, 15, 20, hoje estamos nos 30, que fartura, hein? De 2 pulamos para 30, chegaremos aos 50?

Se 90% eleitores/dirigentes politicos bancadas estivessem concentrados em 2/3 partidos seria até aceitável. Após 1985 tivemos uma legislação no sistema politico que começou séria mas tornou-se "brincadeira de roda"! Estes dias foi fundado um novo partido, e um jornalista perguntou sobre qual seria a posição do partido. O dirigente respondeu: "não somos nem da direita nem da esquerda e nem do centro" (acho que estava querendo dizer: ocuparemos a roda toda)... Hahaha, embora seja meio trágico, tem que rir mesmo, ainda mais que a piada é contada com seriedade, bem interpretada, né não?

E nesta confusão de 30 partidos, com coligações nacionais/estaduais/municipais conflitantes, aparecem os discursos pra explicar tim-tim por tim-tim as contradições, que nem o novo partido que está em todas as direções, ( fica mais fácil explicar espúrias coligações). Com isto o ambiente fica mais complexo e o eleitor perplexo. Estou nesta!!!

Acho que está na hora de se perguntar: "o que fizemos , como cidadão brasileiro, para merecer essa esbórnia no sistema politico partidário brasileiro? Que tipo de pecado cometemos?"

Para os politicos está ótimo, a realidade contribui/contribuiu para facilitar o fatiamento (ironia: de tanto fatiar, alguns foram fatiados.. hahah). Enumeremos politicos que brigam/lutam sistematicamente contra a esbornia? Zero? 10?

Então está bom demais (pra eles). E quando mudam alguma coisa, se não for pra piorar, é sempre pontual com criação de salvaguardas para não complicar o reinado. Era isto que nós em 1970 esperávamos vivenciar como cidadão nos anos 2000?

Grande maioria esta descontente, é o resultado que sempre se vê em pesquisas populares sobre o conceito dos politicos perante o eleitorado. Ninguem fala disto nas campanhas, né? Já viu candidato falar: "é uma vergonha esta falta de confiança nos politicos brasileiros, quero restaurar a respeitabilidade perdida, serei um Indiana Jones em busca da "arca da virtude"!!!"

Piada, né? E por ser piada, dentro do contexto, que tal melhorar a coisa. Ja que temos 30 partidos por que não fundar mais um? Por ex.: PAV - partido da arca da virtude, que tal? Pode soar como bobagem, maluquice, piada, claro, mas isto pouco desabona, em princípio, porque no cenário politico muito temos de comédia, comicidade, ou não? Não sei se é tipo pastelão, dramática, burlesca, isto não sei se alguem souber me informe que agradeço.

De outra parte, se alguns ou muitos de vocês entendem que está tudo bem, que está melhor do que se poderia imaginar, ou até menos, respeito, claro, sinceramente, é imperativo da democracia, e peço desculpas no meu pessimismo hilariante, existe isto? Pessimismo triste sei que tem, deste tô fora...

José Nilvo Genova é Cidadão.

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