domingo, 14 de outubro de 2012

Jornalista, sim! Querem encarar?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marli Gonçalves

Epa, epa, que não estamos gostando nadica de nada desses arroubos juvenis que estão acometendo os líderes petistas agora condenados pelos magistrados da mais Alta Corte de um país; por um acaso, o nosso país. Vamos discutir quem é "urubu", "torturador", ou se "jornalista bom é jornalista morto"?

Antes, até para saber onde estamos pisando de verdade, os riscos que corremos, precisaria fazer uma pergunta a esses líderes petistas que um dia respeitamos - eu respeitei - mas que jogam sem dó suas próprias histórias no lixo, alterados, com seus olhos cheios de sangue e ódio: como é que vocês pretendem reagir? Como vão fazer cumprir a ordem dada pelo subchefe Zé Dirceu, o número 2? Vão continuar pagando alguns outros jornalistas treinados para mandar, jogá-los uns contra os outros, até que realmente ocorra um confronto pessoal? E quanto à Justiça? Como é que se "reage" à maior instância da democracia? Podemos saber?

Dito isso, sou da paz. Não tenho lado, que esse tempo já foi. Só tenho questões, muitas. Mania de jornalista, entende?

Assim, antes que amigos ainda ligados ao PT - sim, os tenho - reajam, abro logo outro flanco, o mais rápido possível. Para dar um cascudo também no tal coronel tucano que andou tentando intimidar um repórter da Folha, pelo que consta. Aproveito para perguntar ao governador Alckmin qual teria sido o "crime" presenciado pelo atual secretário de Segurança, que é mantido no posto acima de tudo e de todos? Como assim processar o Fabio Pannunzio pela emissão de opiniões dele, no blog dele, pessoal, sem patrão, coisa de horas vagas?

Como assim tentar calar os blogs que, vários jornalistas, mantemos, com dificuldade, ou para desopilar o fígado ou para mostrar que pensamos além dos quadradinhos da tevê e das letras diagramadas nos jornais? Neles, a gente paga para trabalhar e se dedicar, cultivar os leitores. Não temos anúncios. Não lutamos contra o Poder. Apenas o criticamos. Isso é um direito. Aliás, um dever - o que esperam de nós, o que sempre fizemos quando éramos mais respeitados. Não sei se ainda acontece, mas quando consegui o registro profissional havia um juramento - não calar diante de ameaças a qualquer pessoa.

É guerra? Já não bastam bandidos atirando em helicópteros de reportagem? Traficantes matando cinegrafista nos morros? Fazendo churrasquinho de repórter, como fizeram com Tim Lopes? As emboscadas aos jornalistas nas esquinas da vida, que crivam de balas seus corpos? As mortes encomendadas e pagas a pistoleiros. Só neste ano foram oito mortes. O que nos pôs no topo da lista mundial, quarto lugar, com mais mortes de jornalistas do que nas guerras do Iraque e Afeganistão. Uma vergonha.

Precisa vir com gracinha tipo "jornalista bom é jornalista morto"? - depois dizendo que era "piada", "modo de dizer", "bom humor"? Foi o que fez um advogado, o do Delúbio. E você, Genoíno, como pode estar assim tão fora de si, tão desesperado, para chamar jornalistas de urubus? De torturadores? Você bem sabe o que é um torturador de verdade! Sabe o horror, o conheceu bem de perto. Não se xinga de torturador, se este não o for, nem o nosso pior inimigo.

Fica difícil agora defender você, Genoíno, por quem até há pouco jornalistas rendiam grandes amores; o procurávamos como fonte para tudo, e você respondia sempre gentil e sorridente. O que mudou? Mudamos nós, os jornalistas? Ou mudou você, que todo mundo sabe mesmo que é modesto, que não pegou dinheiro para gastar com luxinhos? Genoíno, está tão cheio de rancor, triste porque caiu numa teia partidária que talvez nem tenha visto ser armada? A gente não tem culpa dessa sua roubada. Fala isso também para a sua filha, que achei bem bonito quando ela buscou comover. Por meu pai, faria até mais. Mas, por favor, não a deixe pensando que foram jornalistas que o levaram a assinar aqueles documentos, fazer aqueles repasses, organizar as reuniões partidárias.

Deixe-a apenas fazer o senador Suplicy chorar. Nosso showman.

Parem vocês todos de ameaçar destruir a "mídia", palavra que agora quer dizer tudo o que faz cosquinha ou passa rasante a quem só quer mandar, não ouvir.

Não tentem matar- nos nem com balas, nem com palavras, nem tentando arrancar de nossas cabeças pensamentos ou posições políticas antagônicas. Esqueçam, porque nunca nos controlarão a todos.

Morre um jornalista, nasce outro. Fecha um jornal, abre outro. A internet é infinita.

E a imprensa, imortal.

São Paulo, centro do reator, 2012

Marli Gonçalves é jornalista - Sem dúvida. E-mail: marli@brickmann.com.br

4 comentários:

Gretzitz disse...

Só tenho a parabenizar o nobre jornalista, que sabiamente expressa uma opinião que deve ser a da maioria do povo sensato e ordeiro, cumpridor das leis e que paga impostos! Parabéns!

RESERVATIVA disse...

Prezada Jornalista Marly Gonzalves, meus parabens pela materia que valoriza o trabalho dos jronaçistas e blogueiros.
quanto a trecho sobre Genuino ( Geraldo) a seguir "Genoíno, como pode estar assim tão fora de si, tão desesperado, para chamar jornalistas de urubus? De torturadores? Você bem sabe o que é um torturador de verdade! Sabe o horror, o conheceu bem de perto. "
Lhe afirmo como testemunha ocular da história que "Geraldo" nunca foi tortutado. Preso por uma equipe de informação da qual eu fazia parte, depois de desmascarado pois se dizia trabalhador rural, mas tinha em sua mochila encondifo dentro de um pequenotubo um mapa de localização dos tres grupos de guerrilha, A,B e C. Mesmo algemado Genuino tentoufucir correndo mato a dentro , foi perseguido e alcançado. A reação da equipe e nenhum momento foi de usar arma, pois Genuino era o segundo e únicos presos que tinhamos.
Levado para Belem onde foi processado pela Justiça militar, ficou em plena liberdade vgiada inclusive trabalhando na sargenteação. Geral era apenas um jovem enganado, com medo e assustado, não precisou de tortura contou tudo que sabia, desenhou mapas e deu nomes, por isso fou bem tratado. Sobre tortura posso lhe garantir que 98% são armações para receber indenizações. Um grupo de tres erroristas servem de testemunh para um quarto ser indenizado por tortura, e assim se vão revesndo.
O Grupo (deles) tortura nunca mais, apntava 149 pessoas "vitimas" da FFAA, Após a criaçãode organismo "presidencial" esse numero subiu para 20000 já inenizado e uma lista de mais 15000 em estudo. A demora se dá por escaces da foração de grupos de "testemunhas". Não se iluda com Genuino ele voltoua ser "Geraldo"
Leia o ORVIL ou o Verdadesufocada .
Seu admirador
Jose Conegunde Nascimento

BRAGA disse...

Parabéns Marly. Tenho 71 anos de idade. Sinto-me traído.
Perdi muitos "amigos" por ter votado no Lula de 1989 até 2002. Houve o PT até 2002 e após 2002.
O PT pós 2002 adotou a "cartilha" do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadoes Alemães. Tem o "Goebels", os grupos SA e SS, para detonar os opositores, a ditadura econômica, usada contra a "mídia", que passa a usar jornalistas no lugar de Jornalistas como você.
A "solução final" para a pobreza, etc.
O Alto Comando da Wermatch cabocla prestando vassalagem ao(a) Comandante Supremo(a) dessa pindorama de araque. Na ditadura militar, a mesma tática (eu te amo meu Brasil)só que de 4 em 4 anos, havia troca de generais e menos entreguismo (hoje, privatizações).
Exemplo? A Petrobrás, que de brás tem muito pouco. É Marly, tá feia a coisa.
Saudações fraternas,
Braga

BRAGA disse...

Parabéns Marly. Tenho 71 anos de idade. Sinto-me traído.
Perdi muitos "amigos" por ter votado no Lula de 1989 até 2002. Houve o PT até 2002 e após 2002.
O PT pós 2002 adotou a "cartilha" do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadoes Alemães. Tem o "Goebels", os grupos SA e SS, para detonar os opositores, a ditadura econômica, usada contra a "mídia", que passa a usar jornalistas no lugar de Jornalistas como você.
A "solução final" para a pobreza, etc.
O Alto Comando da Wermatch cabocla prestando vassalagem ao(a) Comandante Supremo(a) dessa pindorama de araque. Na ditadura militar, a mesma tática (eu te amo meu Brasil)só que de 4 em 4 anos, havia troca de generais e menos entreguismo (hoje, privatizações).
Exemplo? A Petrobrás, que de brás tem muito pouco. É Marly, tá feia a coisa.
Saudações fraternas,
Braga