sábado, 20 de outubro de 2012

PC DE LULA?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Diego Casagrande

O Brasil que lê jornais e freqüenta a internet começa aos poucos a conhecer uma figura que, embora agindo nos bastidores do poder central e pouco afeito aos holofotes da mídia, é peça-chave na administração de Lula.

Trata-se do senhor Delúbio Soares de Castro, tesoureiro nacional do PT e homem que administrou os R$ 33 milhões arrecadados pelo partido na última e vitoriosa campanha eleitoral à Presidência da República. Soares já é figurinha carimbada e conhecida nas entranhas de Brasília. Recentemente,descobriu-se que ele participa da composição da agenda de ministros,incluindo o dos Transportes, e defende a liberação de verbas para os políticos. Também mantém contato com empreiteiros dentro do Planalto. Mas não é só isso. Delúbio viaja no avião presidencial em comitivas oficiais,onde faz novos contatos e reforça outros tantos. Enfim, é um nome forte no coração do poder.

O curioso é que qualquer cidadão que tentar encontrar Delúbio Soares no Palácio do Planalto, perto de Lula ou José Dirceu, terá grandes dificuldades. Ele não está no index de nenhuma portaria oficial e muito menos no catálogo telefônico da Esplanada dos Ministérios. Delúbio não dá expediente de segunda a sexta e não ocupa nenhuma sala próxima ao Ministro José Dirceu.

E a razão é simples: Delúbio Soares não é funcionário do governo.

Há algo de muito curioso nessa relação de Delúbio com o governo. No ano passado, por exemplo, ele teve um breve encontro com o Ministro dos Transportes, Anderson Adauto, e com um empreiteiro, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Minas Gerais. Tudo no Palácio do Planalto, em uma sala ao lado da de José Dirceu. Os empreiteiros têm R$ 600 milhões a receber em contas atrasadas do governo federal. A pergunta é: o que Delúbio fazia num encontro desses?

Além de circular com a desenvoltura própria de quem tem poder,o tesoureiro é também conhecido por algumas frases de efeito do tipo: "Banqueiros são muquiranas" ou "doação grande é acima de R$ 100 mil". Ele fez tais afirmações em reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo no ano passado. Na mesma matéria jornalística, Delúbio é destacado como um sujeito cuja confiança é quase canina ao presidente Lula e ao Ministro José Dirceu. Um usineiro amigo dele que controla 9 usinas de álcool, movimentando R$ 500 milhões/ano, destacou duas características no caixa de Lula: "Humildade e lealdade". E depois de declarar que Delúbio foi fundamental no governo para fazer andar os interesses do setor sucroalcooleiro, completou afirmando que "o poder não lhe subiu à cabeça. E é muito leal ao Lula e ao José Dirceu".

E José Dirceu retribui a lealdade à altura. Em entrevista à Revista Veja, é o Ministro Chefe da Casa Civil quem sai em defesa do caixa da campanha de Lula. "Não vejo problema de o tesoureiro do PT participar de uma viagem do presidente da República. O Delúbio foi dirigente sindical, dirigente da CUT, militante do PT, é uma pessoa pública. Não está impedido por ser tesoureiro", sustenta ele. E continua: "A presença dele no Palácio do Planalto, na Casa Civil, é muito rara. Ele não vem aqui tratar comigo questões de tesouraria. Vem discutir política. São questões que até poderiam ser tratadas na sede do PT. Mas aqui se ganha em agilidade". Então está explicado e ponto final.

Durante os mais de 20 anos em que foi oposição, Dirceu teria execrado publicamente um tesoureiro partidário com ligações umbilicais no Palácio do Planalto. Foi assim durante o governo Collor. Naquela época, como deputado federal ele não apenas obteve informações sobre Paulo César Farias, o PC, como as distribuiu para autoridades e para a imprensa. Incluídos na documentação estavam extratos e cópias de cheques do tesoureiro de Collor e do PRN (Partido da Reconstrução Nacional). Como se sabe, Collor e PC eram uma coisa só, e foi difícil para o povo brasileiro engolir isso. Deu no impeachment.

Mas esses são outros tempos. Hoje, tesoureiro do presidente pode se encontrar às claras com empreiteiro e fazer lobby em prédio público que o governo acha normal. Taí uma semelhança entre Delúbio e PC Farias, além do fato de, em momentos históricos distintos, ambos serem tesoureiros do presidente: o poder lhes concedeu enorme influência em seus bastidores.

Já as diferenças, obviamente são oceânicas. Uma delas é a predileção de Delúbio por charutos cubanos Partagás e Cohiba. Ele mantém duas caixas que ganhou "de um amigo", e que custam R$ 1130 e R$ 2480 respectivamente.

PC Farias só fumava cigarros.

Diego Casagrande é Jornalista. Artigo originalmente publicado em 12 de março de 2004. Curiosamente, antes de ser denunciado o escândalo do mensalão que agora é julgado no STF. Site: www.diegocasagrande.com.br.

2 comentários:

Anônimo disse...

A terrorista vai emprestar ao caloteiro chavez, muitas centenas de US$ bilhões para que ele comprar aviões fabricados aqui pela Embraer.

Entretanto, lulla obriga o BNDES a emprestar dinheiro ao chavez para que ele pague à construtora Odebrecht o que deve e, por sua vez, a Odebrecht paga para que lulla se desloque à Argentina, Venezuela e ao raio que o parta, para proferir "conferências".

Entretanto a refinaria Abreu Lima em Pernambuco, está esperando pelos bilhões de US$ que chavez se compromoteu a pagar.

Mais uma vez questiono: Afinal quem governa o Brasil?

Como se pode dispôr do nosso dinheiro e roubar? Ninguém è investigado?

"Sob inspiração de Lula, BNDES tira Odebrecht do sufoco emprestando dinheiro ao caloteiro Chávez

Com a queda do petróleo, Venezuela negocia com banco de fomento brasileiro financiamento de projetos de até US$ 10 bi. Financiamentos do BNDES sob análise se encaixam na modalidade de exportação de bens e serviços de empresas brasileiras. O que Lula tem a ver com isso?

Com dificuldades de caixa após a queda no preço do petróleo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, recebeu a visita do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que foi negociar os financiamentos de projetos em andamento na Venezuela que contam com a participação de empresas brasileiras.

"O BNDES tem uma carteira potencial de projetos com a Venezuela que ascende a US$ 10 bilhões e financiamentos potenciais na escala, por parte do banco, de US$ 4,3 bilhões", disse Coutinho, a Folha.

Na verdade a reunião foi só para formalizar a aprovação da liberação dos recursos, que serão oficialmente repassados para o governo Cháavez, com assinatura de contrato durante a viagem do presidente venezuelano à Bahia, na próxima terça-feira.

As negociações mais avançadas envolvem duas linhas de metrô em Caracas, no total de US$ 732 milhões. Por trás de tudo isso está mais um socorro a Odebrecht a empresa responsável pelas duas obras, que está em dificuldades na Venezuela, pela permanente inadimplência do governo Chávez, em cumprir os compromissos com a empreiteira brasileira.

A Folha diz que "nos últimos meses, a Odebrecht -assim como várias outras empresas prestadoras de serviço ao Estado -vem sofrendo com o atraso no repasse de verbas, provocando a redução no ritmo de algumas obras".

Mas, há um ano, o jornal El Universal já registrava que os projetos de construção do metrô de Caracas executados pela Odebrecht estavam com quatro anos de atraso, segundo o cronograma inicial, devido a inadimplência do governo para com a empreiteira brasileira, que teve que reduzir o ritmo de construção e até paralisar algumas dessas obras, por falta de recursos."

Continua

Anônimo disse...

Continuação

"De acordo com versões não oficiais, disse El Universal, em junho de 2011, a dívida que a Venezuela tem com a empresa brasileira é de 1,5 bilhões de dólares entre todos os projetos em execução no país.

Segundo a Folha de São Paulo, agora, também está em tramitação no BNDES a concessão de empréstimo de até US$ 300 milhões para a Propilsul, empresa produtora de polipropileno que tem como sócias a Braskem (braço petroquímico da Odebrecht) e a estatal venezuela Pequiven.

Os projetos que podem ter envolvimento do BNDES incluem ainda a construção de um estaleiro e uma siderúrgica, ambos a cargo da construtora Andrade Gutierrez, e outras duas fábricas com participação da Braskem.

Com a receita do petróleo reduzida à metade e num cenário de pouco crédito mundial, o BNDES é visto por Chávez como opção viável de financiamento externo, principalmente pelo bom relacionamento político com o presidente Lula.

De acordo com Coutinho, o encontro com Chávez serviu para discutir mecanismos para que esses financiamentos sejam feitos no âmbito do CCR (Convênio de Pagamentos e Créditos Recíproco), uma câmara de compensação de crédito e débitos da Aladi (Associação Latino Americana de Integração), da qual Brasil e Venezuela fazem parte.

Pelo sistema CCR, os bancos centrais fazem periodicamente um acerto de contas. Se o devedor deixa de pagar, o BC desse país assume o débito -na prática, um seguro de pagamento.

Do lado brasileiro, um dos obstáculos para a ampliação das linhas de financiamento é o aumento do teto atual para o financiamento de exportação de bens e serviços à Venezuela.

A revisão precisa ser aprovada pelo Ministério da Fazenda e pelo Cofig (Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações), no qual apenas representantes de ministérios têm direito a voto.

"Mesmo dentro do limite anterior, como a Venezuela honrou todas as dívidas (?), e o saldo devedor é muito baixo, existe limite para fazer mesmo dentro do que estava vigente. Então não há um grande problema imediato", disse Coutinho.

Por essas e por outras, é que se explica porque tanto a Odebrecht quanto a Andrade Gutierrez, paga até R$ 200 mil reais para o ex-presidente Lula fazer palestras em diversos países, com todas as despesas pagas.

Em junho do ano passado, Augusto Nunes, no seu Blog na Veja, registrou que Lula havia feito no Panamá uma palestra para executivos da Odebrecht e visitado Cuba, com todas as despesas pagas pela Odebrecht para visitar ao lado do ditador Raúl Castro as obras do porto de Mariel, construído pela Odebrecht ao preço de 200 milhões de dólares bancados pelo BNDES. Estava acompanhado na ocasião pelo mensaleiro José Dirceu, Franklin Martins e Paulo Okamoto.

Na mesma tirada, junto com os companheiros foi para Caracas, para fazer outra palestra, paga pela Odebrecht, na Venezuela. Em Caracas, foi “recepcionado por Emilio Odebrecht, presidente do Conselho Administrativo da construtora, e Marcelo Odebrecht, diretor-presidente”.

Com mais de um ano de atraso, o presidente Hugo Chávez ordenou, na véspera da chegada de Lula, o pagamento dos R$ 996 milhões que o governo venezuelano devia à Odebrecht, premiada com a construção do metrô de Caracas e da terceira ponte sobre o Rio Orinoco. Quase 1 bilhão de reais, parcialmente financiados pelo BNDES. Os diretores da Odebrecht garantem que foi só uma agradabilíssima coincidência, diz Augusto Nunes.

Em todo caso, no encontro com o amigo Chávez, Lula agradeceu a gentileza. Em seu nome e em nome da Odebrecht, enquanto embolsava uma propina legal em torno de R$ 600 mil, por uma semana de palestras."

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