sábado, 20 de outubro de 2012

Sobre a aprovação de Chávez

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gerhard Erich Boehme

Adolf Hitler igualmente era detentor de iguais índices de aprovação. Inúmeros déspotas tiveram igual índice de aceitação, inclusive o nosso peta. Isso não quer dizer absolutamente nada, ou se considerarmos a afirmativa, diz que é justamente o que se deve evitar, já que a história nos mostra que governantes que atingem altos índeces de popularidade são justamente os que deixaram um triste legado, como foi o caso de Peron e Kirchner.

Outro grave perigo, considerando que a forma de governo da Venezuela é a de uma república, e o sistema de governo é presidencialista, podemos concluir que não a possibilidade de mudanças, ao contrário do parlamentarismo, seja ele monárquico ou republicano, quando há uma base que o apoia ou não a cada novas eleições do paralmento.

Mas esta é uma das características das ditaduras, a permanência de “líderes” no poder, como Franco, Vargas, Castro, Salazar, Pinochet, Stalin, etc. Os artifícios usados para a permanência são os mais diversos, sempre com o discurso da alusão à democracia.

Elite é um termo que é usado indevidamente hoje no Brasil. Como o faz, não tem sentido, pois elite é o que há de melhor e se valoriza mais numa sociedade.

Fazer uso do termo francês élite, como o faz é uma ofensa a inteligência, pois somente está atinado a divisão da sociedade, o que é igualmente temerário.

Me desculpe, mas suas intervenções, como a que fez, não enriquecem o debate, mas o coloca num nível muito baixo, como é observado quando aceitamos a demagogia como uma alternativa, demagogia continua sendo e sempre será a manifestação mas vil de uma oclocracia em curso, como a verificada na Venezuela. Demagogia é o abuso da democracia, é quando temos a dominação tirânica das .fações populares, quando o discurso ou ação visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para conquista fácil de poder político.

E o mais grave, com Chávez a Venezuela se afasta da liberdade, seja da liberdade individual, que é própria dos liberais, que a trazem consigo com as suas limitações inerentes: a responsabilidade individual, o anseio pelo estado de direito, a valorização do mérito e a observação do princípio da subsidiariedade, da defesa do direito de propriedade e da democracia [fundamentais para uma nação se desenvolver assegurando uma melhor qualidade de vida a todos]. Ou seja da liberdade econômica, e a prova do que escrevi pode ser confrontada relacionando-se os indicadores de liberdade com quaisquer outros indicadores sociais e econômicos que desejar:

1. "Index of Economic Freedom World Rankings" The Heritage Foundation.

2. "Economic Freedom of the World: Annual Report" do The Cato Institute.

3. "Economic Freedom of the World: Annual Report" do Fraser Institute.

Veja também:

Como enriquecemos: http://www.youtube.com/watch?v=Qe9Lw_nlFQU

Como crescemos: http://www.mdig.com.br/imagens/relogio.swf

Como nos escravizamos: http://www.impostometro.com.br/

No mais lhe recomendo a leitura atenta ao que lhe escrevi, pois é o que em debate. Aguardo bons e inteligentes argumentos que venham a refutar o que escrevi.

Gerhard Erich Boehme é Engenheiro. E-mail: gerhard@boehme.com.br

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