sábado, 17 de novembro de 2012

A Amazônia e a Imigração Judaica

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Meraldo Zisman

Em um período em que os olhos do mundo estão voltados para a cobiça da nossa Amazônia tive como atual Delegado da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra/Delegacia em Pernambuco, conjuntamente com a Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de Pernambuco(FECOMERCIO/PE) saudado pelo seu presidente Dr. Josias Albuquerque, no dia 27 de agosto de 2010, a conferência do General de Exército Maynard Marques de Santa Rosa, considerado um dos mais conceituados estudiosos sobre esta riqueza tão desejada por todos.

O General Maynard nos brindou com a palestra Segurança Geopolítica da Amazônia, brilhante como sempre, tendo citado com freqüência os estudos constantes nos livros de Samuel Benchimol (conferir com o livro do citado autor - Os Judeus na Amazônia, Vale Ed.) o qual me levou como descendente destes marranos as observações descritas a seguir.

Em época recente os judeus chegaram a Amazônia entre 1810- 1910, procedentes de Tanger, Tetuan, Fez, Marrakech, Marrocos e Turquia, locais onde se homiziaram fugidos da Inquisição Ibérica (Espanha e Portugal). Imigrantes cultos, filósofos, letrados, que logo se destacaram nas cortes e sultanatos muçulmanos.

A subida do trono do Sultão Mulay Yazidy, em 1790, que teve um empréstimo recusado pelos banqueiros judeus, fez desencadear, em suas terras uma onda de perseguições antijudaicas. Naquele tempo a Amazônia e suas lendas passaram a ser uma nova Canaã.

Calcula-se que no “boom” da borracha, cerca de mil famílias judaicas - sefaradim migraram para a selva em busca da borracha. Ali se cruzaram com os índios, dando origem a tipo étnico único: O Judeu Caboclo. Alguns estudiosos calculam em mais de 16 milhões de descendentes diretos e indiretos que se espalharam pelo Pará, Maranhão, Rio de janeiro, São Paulo, após o “débâcle” da borracha. Fato que tornou o Brasil de maior população mestiça marrana do Mundo.

Gostaria de lembrar ao leitor que Sefarad (península ibérica em hebraico) local mencionado na história judaica, desde os tempos do rei Salomão, muito antes de Espanha e Portugal existirem, que os israelitas habitavam aquelas terras.

O vocábulo marrano é um neologismo que vem do castelhano marrano. Designa Judeu Convertido durante a inquisição. Também é sinônimo de cristão novo ou Gente de nação.

Quando uma Nação busca as suas verdadeiras origens é sinal de desenvolvimento.

Meraldo Zisman, Psicoterapeuta, é Delegado da ADESG- PE.

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