sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Invasão de Gaza parece iminente

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Francisco Vianna (com mídia internacional)

Dois projéteis, que se acredita serem mísseis Fajr-5 devido ao seu alcance, atingiram os arredores de Tel Aviv -- um ao sul do limite urbano e outros que caiu na água fora do subúrbio de Bat Yam, ao sul da capital israelense. Não houve danos relatados. Um porta-voz da Força de Defesa de Israel negou que um foguete tenha atingido a cidade de Tel Aviv, muito embora tal afirmação conflita com relatos de testemunhas oculares e pode estar a refletir o fato de que tais projéteis tenham de fato caído em áreas ao sul dos subúrbios da cidade.

Tanto o Hamas como a Jihad Islâmica Palestina assumiram a responsabilidade pelo ataque. Tal ataque é o mais demorado que o Hamas já efetuou conta o territporio israelense e sinaliza uma grande escalada. O Hamas foi além de uma simples retaliação pelos ataques aéreos a Cidade de Gaza de anteontem para matar seletivamente líderes da organização terrorista seguiu relamente, mas ainda sem se engajar em uma guerra aberta. Agora, uma ofensiva terrestre israelense contra a Faixa de Gaza é praticamente certa. Contudo, não se espera uma declaração de guerra formal, oelo fato da Palestina não ser ainda um Estado formal.

A região central de Israel está agora sob fogo de foguetes pela primeira vez sepois que Saddam Hussein lançou mísseis Scud em Tel Aviv durante a primeira Guerra do Golfo. Tal escalada ocorre em sequência a uma série de ataques aéreos sobre a Faixa de Gaza, de onde os palestinos tem lançado com frequencia crescente seus misseis contra as cidades do sul do país, nas três últimas semanas.

Apesar da "Operação Pilar de Defesa" ter neutralizado a maioria dos foguetes em voo, alguns deles já causaram duas mortes de civis me Israel. Com isso a Força Aérea de Israel já atingiu mais de 200 alvos e as mortes do lado palestino já a quinze e dezenas de feridos. A possibilidade de os maiores centros populacionais de Israel serem atingidos, aumenta o espectro de uma ampla operação de solo onde o npumero de baixas poderá ser muito alto do lado palestino.

Enquanto o fogo de foguetes estava limitado às pequenas povoações israelenses ao longo da fronteira com a Faixa de Gaza, Israel se limitou a procurar destruir tais foguetes em voo, o que nde maioria dos casos o sistema antimísseis judeu conseguiu fazer. No entanto, hoje houve a convocação de 30 mil reservistas para serviço imediato, o que pressupõe que Israel não vai se limitar a uma atitude apenas defensiva e que a invasão de Gaza pode ser executada a qualquer momento, por mais que isso tenha um custo imenso em termos de vidas humanas, o que leva a pensar que a ameaça ao estado judeu tenha se tornado intolerável.

Independentemente de onde os foguetes palestinos possam atingir, o quadro mostra que Gaza tem ainda foguetes iranianos Fajr-5, apesar do esforço de Israel em eliminar seus estoques e de todo o controle para evitar que eles cheguem do Irã à Gaza. Isso mostra que, por um lado, os ataques aéreos de anteontem não conseguiu destruí-los todos e foi incompleto, e por outro lado sugere que pode estar a haver contrabando desses misseis com a facilitação secreta de outros países, entre os quais se acreditam figurar o Egito, o Libano e a Síria.

A inteligência militar de Israel, uma das mais eficientes do mundo, está colecionando informação sobre os pontos de disparo desses mísseis e pode-se esperar novos ataques aéreos para eliminar a ameaçam muito embora o sacrifício de civis deva ser grande, uma vez que faz parte da estratégia do Hamas, manter esses estoques prócimos a escolas, hospitais e áreas residenciais da cidade de Gaza, justamente com o propósito de criar mártires e sensibilizar a opinião mundial contra os israelenses.

As Forças de Defesa de Israel já estão dispostas e fortemente armadas ao longo da fronteira com a Faixa de Gaza, aguardando apenas a ordem superior de proceder a invasão, por terra, ar e mar. Enquanto isso não acontece, a invasion por terra da Faixa de Gaza é iminente, e o fogo na área Central de Israel agora a torna mais provável. Entretanto, Tel Aviv parece aguardar que os ataques aéreos destruam os estoques dos mísseis de maior alcance, procurando agir de forma mais metódica para eliminar tal ameaça.

Francisco Vianna é Articulista.

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