sábado, 15 de dezembro de 2012

Queima de arquivo? Só se vier da esquerda

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Alberto Brilhante Ustra

Como vocês podem ver nas matérias abaixo , extraída do Jornal Zero Hora , de Porto Alegre, o caso do assassinato de cel Molinas continua obscuro:

"Abordado no caminho entre o bairro Petrópolis, onde mora uma das filhas, e a casa, localizada na Rua Professor Ulisses Cabral, o coronel reformado do Exército Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, foi assassinado, na noite de 1 º de novembro.

- Molinas Dias teria entrado em luta corporal com um bandido, que estaria no banco do carona. Ao descer, o militar foi atingido por três tiros. No local do crime, foram realizados 15 disparados.

- O militar era o comandante do Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna ( DOI- Codi), no Rio de Janeiro, Caso Riocentro, em 1981.

- O coronel reformado do Exército Julio Miguel Molinas Dias, assassinado em Porto Alegre na noite de 1º de novembro, mantinha em casa dossiês sobre sua atividade dos tempos de caserna. Uma série de arquivos de papelão contendo folhas datilografadas com dados sobre o funcionamento dos serviços de contraespionagem da ditadura militar foram encontrados na sua residência.

- Dois assessores técnicos da Comissão Nacional da Verdade estão em Porto Alegre para colher informações sobre o coronel, que há 30 anos chefiou o Destacamento de Operações de Informações — Centro de operações de Defesa Interna (DOI- Codi), órgão de informações e repressão do Exército. - Conforme um dos assessores, Wagner Gonçalves, o coronel Molinas não constava da lista de pessoas a serem chamadas para depor, até por ter participação discreta no aparato militar repressivo.— Muitas vezes o sujeito chefiava uma repartição, mas não sabia tudo que seus subordinados faziam. O nome do coronel Molinas não constava dos possíveis testemunhos da comissão."

O passado do Cel Molinas era muito pouco conhecido. Era bastante discreto e poucos sabiam que comandara o DOI/CODI/I EX. Eu que havia pertencido a comunidade de informações e que comandara o DOI/CODI de São Paulo, entre 29/09/1970 e 13/12/1973, nunca tinha ouvido falar no seu nome, assim como muitos colegas que trabalharam em informações. Entretanto, quando o jornal Zero Hora publicou o seu assassinato, a manchete já anunciava que ele comandara aquele DOI, durante o Caso Rio Centro. Quem, com tanta presteza, teria informado ao jornal estas particularidades?

Um assalto com 15 tiros?. É dificil acreditar, embora seja possível, apesar de fugir à normalidade.

A polícia, ao que parece, esteve mais empenhada em procurar documentos na residência de Molinas do que sair em campo para prender os assassinos que, até hoje, 42 dias depois, não foram identificados.

Num assalto comum, sem que os ladrões entrem em casa, creio que a polícia não costume dar busca na residência da vítima. Não foi o caso do Cel Molinas. A busca foi feita e, segundo a polícia, na casa foram encontrados documentos comprometedores, como o caso Rubens Paiva e a bomba no Rio Centro.

Segundo aimprensa, o Exército montou uma operação. Interditou a rua em que o Cel Molinas residia, apreendeu armas na sua casa e não viu nenhum documento comprometedor?

- O chefe da Polícia Civil gaúcha, delegado Ranolfo Vieira Junior, e também o delegado Luís Fernando Martins de Oliveira, da 14ª Delegacia de Polícia Civil (bairro Vila Jardim) da Capital e responsável por investigar a morte do coronel, entregaram nas mãos do governador Tarso Genro os documentos apreendidos.

O governador fez a entrega solene dos documentos, no Palácio Piratini, sede do governo, à Comissão Nacional da Verdade. Tudo publicado com destaque pela imprensa.

Hipóteses foram levantadas:

Primeiro, claro, segundo a esquerda, só poderia ser queima de arquivo da direita. Jamais , segundo as organizações de esquerda , poderia ter sido justiçamento, pois o cel não era conhecido e nem constava em lista de torturadores.

A polícia e os órgãos de segurança do governo do Governador Tarso Genro - todos já conhecem a ideologia e o revanchismo doentio do governador-, partiram para ser mais provavel um suposto assalto.

Esta hipótese de um suposto assalto, com a Comissão da Verdade investigando a vida do cel Molinas, ao invés de tranquilizar a chamada Comunidade de Informações , nos deixa mais alertas quanto a possíveis tramóias de membros de organizações subversivo-terroristas para nos incriminar.

Por este motivo, eu quero deixar público, como sempre afirmei, que não tenho em meu poder nenhum documento comprometedor. Jamais guardei em casa documentos sigilosos, fruto das operações de inteligência, mesmo porque eles eram encaminhados aos órgãos competentes na época, para conhecimento dosnossos superiores

O meu arquivo é o meu livro "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça" que já está na 8ª edição e à venda ao público.

Escrevi este livro porque na época - 2004 - falava-se tanto em dar busca nas casas para procurar documentos guardados por civis e militares, que, antes que viessem procurá-los em minha residência, resolvi abrir os meus, alguns arquivados na memória, outros na memória de companheiros de luta, outros pesquisados em jornais, livros escritos por ex-militantes, revistas, na Internet, onde, também, pouca coisa existia sobre as atrocidades cometidas pelos terroristas e no ORVIL. Eu e minha mulher iniciamos as pesquisas para escrever o meu primeiro livro, Rompendo o Silêncio, em 1985 e continuamos a fazê-las no curso dos últimos vinte e cinco anos

Possivelmente, nada de novo foi escrito por mim. Os dados pesquisados foram reunidos e ordenados para facilitar a leitura e o entendimento da mensagem que transmito no livro.

Quero deixar bem claro que a direita não tem nenhum motivo para me eliminar. Não tenho nenhum documento comprometedor que possa incriminar algum companheiro ou subordinado.

Portanto, se eu for eliminado, não acreditem que foi queima de arquivo da direita .

Se acontecer, algo ruim comigo, podem ter certeza que ele terá vindo da esquerda revanchista.

Também, não acreditem em documentos comprometedores que teriam sido apreendidos em minha casa. Se eles aparecerem, tenham a certeza de que não são meus e foram "plantados" para que, em caso de busca, sejam encontrados.

Companheiros de luta em defesa da liberdade e da democracia, fiquem alertas! O caso do cel Molinas está bastante nebuloso e desde o primeiro dia, imaginei que terminaria assim.

De vítima, pois perdeu a vida, estão tentando torná-lo, capitão, ainda, - AMAN 1956 - , num homem com poderes até para "na década de 1960, o coronel foi recrutado para fazer a logística da comunicação entre os grupos de oficiais que estavam articulando o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente João Goulart. O recrutamento obedecia a uma rotina: o militar era indicado e passava por uma rigorosa investigação, que incluía suas ligações políticas.

Os Anos de Chumbo

Assim, o coronel Molinas entrou para a comunidade de informações, um grupo de pessoas que teve um papel fundamental na consolidação da tomada do poder pelos militares. " Zero Hora

Repito, fiquem alertas, companheiros! A bruxa está solta !

Quem tiver conhecimento do pronunciamento oficial do Exército a respeito do caso Molinas, pois, até agora, não vi nada divulgado a respeito, gostaria que me enviasse para esclarecer melhor o tão nebuloso caso!

Carlos Alberto Brilhante Ustra é Coronel Reformado do EB. Matéria publicada no site www.averdadesufocada.com

Um comentário:

Anônimo disse...

Só o que falta agora é a dita "esquerda", voltar às práticas condenáveis de ambos os lados de 64 aos 30 anos seguintes.
Creio que a inteligência do exercíto deveria colaborar nos dias de hoje para o expurgo de políticos corruptos, visando se chegar à uma democrácia de verdade, através do municiamento de informações aos órgãos de nossa imprensa livre, inclusive objetivando mantê-la livre e atuante. Pois só a liberdade de expressão é capaz de democratizar uma nação.