quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Presidente do Clube Militar alega que não partiu do General Enzo a ordem para censurar Manifesto

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Católico fervoroso, o Comandante do Exército deflagrou uma ação de comunicação para se livrar da demonização pela suposta ordem que mandou censurar, inconstitucionalmente, o Manifesto Interclubes Militares que tanto desagradou a chefona-em-comando Dilma Rousseff e seus companheiros que promovem a permanente guerra psicológica contra as Forças Armadas. Sentindo o tamanho da crise político-militar, o General Enzo Perri pediu a oficiais que comuniquem que ele não deu qualquer ordem para que o documento tenha sido retirado do site do Clube Militar. Tomara que seja verdade!

Em defesa do companheiro-comandante de quatro estrelas, o General de Exército na reserva Renato Cesar Tibau da Costa, Presidente do Clube Militar, soltou um comunicado oficial a todos os associados, alegando que o General Enzo não interferiu na decisão de “desautorizar” a publicação do manifesto. Tibau lamentou que “estão sendo veiculadas opiniões, sentimentos e declarações que não retratam a realidade dos fatos, tentado criar a desarmonia e a divisão”. Só faltou o General Tibau lembrar que a petralhada faz isto o tempo todo.

Corajosa e politicamente, o General Tibau chamou para si a decisão de ter retirado o texto do site da entidade: “Não é verdadeiro que o presidente do Clube Militar tenha recebido ordens do Comandante do Exército para retirar a matéria do “site”, que em nenhum momento infringiu a hierarquia, a disciplina ou qualquer preceito da nossa constituição. Houve uma conversa sobre o assunto, sem pressões, como acontece entre camaradas unidos pelo mesmo ideal”.

O General Renato Tibau acrescentou: “A decisão foi pessoal do presidente, por entender ser o procedimento mais adequado naquele momento, uma vez que a discussão do assunto já tomara corpo na sociedade. A retirada do documento da página do Clube não significou recuo nem que se desistiu de lutar, mantendo as tradições de 125 anos da Casa da República, que jamais serão maculadas”.

Em Portugal, é meio diferente...

Os militares brasileiros acabam de perder o “direito” a veicular piadas de seus colegas portugueses.

O Tenente-General Piloto-Aviador Reformado Eduardo Eugênio Silvestre dos Santos enviou e liberou para divulgação uma dura carta ao General Chefe do Gabinete do Ministro da Defesa Nacional de Portugal.

No texto, O General roda a lusitana contra “a classe política que vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração: as Forças Armadas”.

Ainda bem que essas coisas horríveis só acontecem lá em Portugal...

Leia, na série de artigos abaixo desta edição, a carta do General Eduardo Eugênio Silvestre dos Santos.

Defesa da Anistia

Nesta quinta-feira, dia 1º de março, às 21h 5min, na Globonews, Mirian Leitão exibirá no seu programa Espaço Aberto um debate sobre desaparecidos políticos.

O General de Brigada da reserva do Exército, Luiz Eduardo da Rocha Paiva, que estará presente ao programa, terá a dura missão de se contrapor ao discurso canhotinha da mídia sobre o governo dos presidentes militares.

De cara, o programa que tem tudo para ser mais instrumento de malhação nas Forças Armadas.

Defesa Nacional

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança nesta quarta-feira, às 14h 30min, a terceira edição sobre Defesa Nacional do Sistema de Percepção Social (SIPS).

A pesquisa será divulgada pela chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Instituto, Luciana Acioly, e pelos técnicos em Planejamento e Pesquisa Rodrigo Moraes e Almir Oliveira Júnior, em Brasília.

O SIPS Defesa Nacional ouviu 3.796 pessoas, em todas as unidades da federação.

Lei de Anistia no meio...

As duas primeiras edições da pesquisa abordaram, respectivamente, em dezembro de 2011 (percepção de ameaças) e janeiro de 2012 (percepções sobre a Defesa Nacional e as Forças Armadas, o poder militar do Brasil e sua inserção internacional).

Este terceiro estudo trata do quarto eixo temático estudado, referente às relações entre as Forças Armadas e a sociedade.

A pesquisa buscou respostas em torno do grau de transparência das Forças Armadas; do seu papel no combate à criminalidade; do serviço e da carreira militar; do respeito dos militares à democracia; e da Lei da Anistia.

Manifestação Militar

Em Brasília, a Associação dos Militares da Reserva, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas convoca toda a família militar da Reserva para uma manifestação em favor do pagamento imediato de um reajuste de 28,86% nos vencimentos.

Militares na reserva, pensionistas, reformados e seus familiares estão convocados para o ato.

A concentração está marcada para 1º de Março, a partir das 13h30min, no no Ginásio Nilson Nelson.

Medinho

Será que podem vazar as conversinhas da bela advogada Christiane Araújo de Oliveira com os ministros Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal?

Tem petralha morrendo de medinho que isto aconteça.

Será que a Procuradoria Geral da República terá coragem de mandar investigar as acusações da sedutora Christiane, registradas há mais de um ano em um arquivo de vídeo e outro de áudio?

Ou é mais fácil um petralha passar pelo buraco de uma agulha?

Brincando de quebrar

A crise do Euro agora pode ser entendida através do jogo virtual “A Pequena Grande Crise 2: A Ameaça Agora é Outra”.

Desenvolvido pelo economista Richard Rytenband e pelo especialista em comportamento humano Felipe Okazaki, esse jogo é uma maneira divertida e atual de entender quais os principais motivos que levam um país quebrar financeiramente.

Para jogar é muito fácil, basta acessar o link www.apequenagrandecrise2.com.br, inserir o nome do jogador, conferir as dicas e começar a repensar nas atitudes que deverão ser tomadas para salvar a Europa da crise do Euro, além de entender mais sobre as taxas de juros, desemprego, entre outros problemas enfrentados por estas nações.

O joguinho seria um bom passatempo para a turma do ministro Guido Mantega.

Gol contra o Bispo

O Bispo Edir Macedo, proprietário da Rede Record de Televisão, sofreu mais uma derrota para a Rede Globo.

O presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, conseguiu fechar com a transnacional Fifa a prorrogação dos direitos de transmissão para Copas do Mundo seguintes à edição do Brasil, em 2014, cujos jogos serão exibidos por Globo e Band.

A Globo terá exclusividade em exibição via cabo, satélite, terrestre, móvel e por internet de banda larga para os Mundiais de 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Fevereiro de 2011.

"ELES QUE VENHAM. POR AQUI NÃO PASSARÃO!

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Vários Militares

Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.

Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro próximo passado, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo.

O Clube Militar é uma associação civil, não subordinada a quem quer que seja, a não ser a sua Diretoria, eleita por seu quadro social, tendo mais de cento e vinte anos de gloriosa existência. Anos de luta, determinação, conquistas, vitórias e de participação efetiva em casos relevantes da História Pátria.

A fundação do Clube, em si, constituiu-se em importante fato histórico, produzindo marcas sensíveis no contexto nacional, ação empreendida por homens determinados, gerada entre os episódios sócio-políticos e militares que marcaram o final do século XIX. Ao longo do tempo, foi partícipe de ocorrências importantes como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, a questão do petróleo e a Contra-revolução de 1964, apenas para citar alguns.

O Clube Militar não se intimida e continuará atento e vigilante, propugnando comportamento ético para nossos homens públicos, envolvidos em chocantes escândalos em série, defendendo a dignidade dos militares, hoje ferida e constrangida com salários aviltados e cortes orçamentários, estes últimos impedindo que tenhamos Forças Armadas (FFAA) a altura da necessária Segurança Externa e do perfil político-estratégico que o País já ostenta. FFAA que se mostram, em recente pesquisa, como Instituição da mais alta confiabilidade do Povo brasileiro (pesquisa da Escola de Direito da FGV-SP).

O Clube Militar, sem sombra de dúvida, incorpora nossos valores, nossos ideais, e tem como um de seus objetivos defender, sempre, os interesses maiores da Pátria.

Assim, esta foi a finalidade precípua do manifesto supracitado que reconhece na aprovação da Comissão da Verdade ato inconseqüente de revanchismo explícito e de afronta à lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo.

Assinam, abaixo, os Oficiais Generais por ordem de antiguidade e os Oficiais superiores por ordem de adesão.

OFICIAIS GENERAIS

Gen Gilberto Barbosa de Figueiredo

Gen Amaury Sá Freire de Lima

Gen Cássio Cunha

Gen Ulisses Lisboa Perazzo Lannes

Gen Marco Antonio Tilscher Saraiva

Gen Aricildes de Moraes Motta

Gen Tirteu Frota

Gen César Augusto Nicodemus de Souza

Gen Marco Antonio Felício da Silva

Gen Bda Newton Mousinho de Albuquerque

Gen Paulo César Lima de Siqueira

Gen Manoel Theóphilo Gaspar de Oliveira

Gen Elieser Girão Monteiro

OFICIAIS SUPERIORES

T Cel Carlos de Souza Scheliga

Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra

Cel Ronaldo Pêcego de Morais Coutinho

Capitão-de-Mar-e-Guerra Joannis Cristino Roidis

Cel Seixas Marques

Cel Pedro Moezia de Lima

Cel Cláudio Miguez

Cel Yvo Salvany

Cel Ernesto Caruso

Cel Juvêncio Saldanha Lemos

Cel Paulo Ricardo Paiva

Cel Raul Borges

Cel Rubens Del Nero

Cel Ronaldo Pimenta Carvalho

Cel Jarbas Guimarães Pontes

Cel Miguel Netto Armando

Cel Florimar Ferreira Coutinho

Cel Av Julio Cesar de Oliveira Medeiros

Cel.Av.Luís Mauro Ferreira Gomes

Cel Carlos Rodolfo Bopp

Cel Nilton Correa Lampert

Cel Horacio de Godoy

Cel Manuel Joaquim de Araujo Goes

Cel Luiz Veríssimo de Castro

Cel Sergio Marinho de Carvalho

Cel Antenor dos Santos Oliveira

Cel Josã de Mattos Medeiros

Cel Mario Monteiro Campos

Cel Armando Binari Wyatt

Cel Antonio Osvaldo Silvano

Cel Alédio P. Fernandes

Cel Francisco Zacarias

Cel Paulo Baciuk

Cel Julio da Cunha Fournier

Cel Arnaldo N. Fleury Curado

Cel Walter de Campos

Cel Silvério Mendes

Cel Luiz Carvalho Silva

Cel Reynaldo De Biasi Silva Rocha

Cel Wadir Abbês

Cel Flavio Bisch Fabres

Cel Flavio Acauan Souto

Cel Luiz Carlos Fortes Bustamante Sá

Cel Plotino Ladeira da Matta

Cel Jacob Cesar Ribas Filho

Cel Murilo Silva de Souza

Cel Gilson Fernandes

Cel José Leopoldino

Cel Evani Lima e Silva

Cel Antonio Medina Filho

Cel José Eymard Bonfim Borges

Cel Dirceu Wolmann Junior

Cel Sérgio Lobo Rodrigues

Cel Jones Amaral

Cel Moacyr Mansur de Carvalho

Cel Waine Canto

Cel Moacyr Guimarães de Oliveira

Cel Flavio Andre Teixeira

Cel Nelson Henrique Bonança de Almeida

Cel Roberto Fonseca

Cel Jose Antonio Barbosa

Cel Cav Ref Jomar Mendonça

Cel Nilo Cardoso Daltro

Cel Carlos Sergio Maia Mondaini

Cel Nilo Cardoso Daltro

Cel Vicente Deo

Cel Av Milton Mauro Mallet Aleixo

Cel José Roberto Marques Frazão

Cel Luiz Solano

Cel Flavio Andre Teixeira

Cel Jorge Luiz Kormann

Cel Aluísio Madruga de Moura e Souza

Cel Aer Edno Marcolino

Cel Paulo Cesar Romero Castelo Branco

Cel CARLOS LEGER SHERMAN PALMER

Capitão-de-Mar-e-Guerra Cesar Augusto Santos Azevedo

TCel Osmar José de Barros Ribeiro

T Cel Mayrseu Cople Bahia

TCel José Cláudio de Carvalho Vargas

TCel Aer Jorge Ruiz Gomes.

TCel Aer Paulo Cezar Dockorn

Cap de Fragata Rafael Lopes Matos

Maj Paulo Roberto Dias da Cunha

OFICIAIS SUBALTERNOS

2º Ten José Vargas Jiménez

Novas adesões serão acrescidas ao serem solicitadas pelo e-mail : marco.felicio@yahoo.com

Carta de um General Português ao Ministro da Defesa de seu País

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Eduardo Eugênio Silvestre dos Santos

Ex..º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada: Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos. Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1º de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.

Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.

Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lou-renço no seu livro, “os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…”

Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política

vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração.

Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente!

As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal.

Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”?

Não são seguramente os militares que estão no sítio errado!

Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro.

Com respeitosos cumprimentos de camaradagem.

P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto.

Eduardo Eugênio Silvestre dos Santos é Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B. Carta enviada em 15 de fevereiro de 2012. Originalmente publicada no site do Clube de Jornalistas de Portugal - http://www.clubedejornalistas.pt/?p=5413

Ser Comandante

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Valdesio Guilherme de Figueiredo

Realmente, as coisas não vão bem, mas fruto da eterna desunião que existe entre os componentes do EB. Começa com a separação estatutária entre oficiais e praças, hoje bastante acirrada, inclusive com a tentativa de organização de sindicatos. Tudo, falta de capacidade de comando e de medo da idéia errada de que deva existir ampla defesa e contraditório em tudo.

É interessante que se faça uma reflexão sobre o que é ser comandante na Infantaria de Sampaio. Existem comandantes de diversos níveis, a começar pelo “cabo”, que pode ser comandante de esquadra, ou de peça, após realização de curso; o terceiro sargento exerce um comando mais importante, o de comandante de Grupo de Combate, ou de seção, preparado na Escola de Sargento das Armas; o tenente comanda pelotão, habilitado pelo curso da Academia Militar das Agulhas Negras; o capitão comanda a subunidade, já com um efetivo de mais de uma centena de militares; o coronel comanda a unidade, após um curso de aperfeiçoamento realizado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e o general comanda as Grande Unidades, ou Grandes Comandos, após ter realizado curso na Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

No caso dos oficiais, considere-se que a evolução processa-se ao longo de anos, não só pelo preparo adquirido em cursos, mas, também, pela observação dos diversos comandantes que passam pela nossa vida profissional, alguns dando bons exemplos e outros, nem tanto, mas sempre acatando a decisão do comandante – isto é básico, ou pelo menos foi!

Não se pode aceitar passivamente que um qualquer que caia de pára-quedas na estrutura de comando, seja aceito como preparado para integrá-la. A Constituição Federal e Lei Complementar deram ao Presidente da República o título de Comandante em Chefe das Forças Armadas. Isto poderia funcionar quando o mesmo dispunha, junto de si, os ministros militares a assessorá-lo; o Ministro da Defesa, que tem até vestido farda e criou insígnias que o definam como militar, não tem nenhum preparo de comando e o faz intuitivamente, contando, ou não, com a assessoria militar, ou “genuinamente” civil.

Tudo é cópia mal feita da estrutura de defesa dos Estados Unidos, onde a Secretaria de Defesa é um órgão essencialmente político, assim como os secretários das cinco forças armadas americanas são civis e tratam, apenas, do aspecto político das forças. A estrutura militar está ligada ao chefe do estado maior conjunto e os comandantes de teatros de operações ligam-se diretamente ao presidente da república.

A criação do ministério da defesa no Brasil deu-se por pressão americana. Quando fui chefe da Delegação do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, por várias vezes, recebi convite para eventos internacionais dirigido ao ministro da defesa do Brasil. Em todas elas restituí o convite informando que se desejassem a presença do estamento militar brasileiro, deveriam enviar quatro convites: ao Chefe do EMFA, ao Cmt da Marinha, ao Cmt do Exército e ao Cmt da Aeronáutica. Isto se passou no governo do Presidente Itamar Franco. A partir daí, prevaleceu a vontade yankee.

É de estranhar o episódio recente atribuído aos Clubes Militares e a estrutura política do poder executivo brasileiro. O Clube Militar, que nem é destinado aos militares do Exército, mas sim aos das três forças e a civis, é um entidade civil, pessoa jurídica que não é vinculada a nenhuma das três Forças Armadas e não recebe nenhum valor do orçamento da União para sustentar-se. Logo, por que deveria receber ordem do presidente da república, do ministro da defesa, ou mesmo, do Comandante do Exército. Admito que pudesse ter havido um acordo entre amigos, pois o Presidente do Clube Militar e o Comandante do Exército são generais da mesma safra, quase companheiros de turma.

Também sou amigo e admirador do Comandante do Exército, mas nem por isso eu deixaria de discutir com ele a conveniência da tomada da atitude de recuar. Não haveria cabimento para tal. Se a nota dos clubes militares desagradou ao presidente da república e a seu ministro da defesa, também são inúmeras as atitudes, o descaso, a legislação revanchista por eles levada adiante, sem que os clubes militares impusessem um recuo.

Costumo dizer que quem muito abaixa as calças mostra a cueca, ou a calcinha. Não posso admitir que a alta estrutura de comando do Exército deixe de lado a disciplina, ou a hierarquia, mas permitir que qualquer civil de passado não muito recomendável, venha humilhar o Exército, empregando-o como polícia militar, fazendo com que a Força Armada agora passe a ser força auxiliar das polícias militares estaduais, ou que inverta a hierarquia permitindo que os soldos de determinados militares estaduais sejam infinitamente superiores aos dos militares do Exército.

Não quero revolução, mas exijo respeito, ainda que tenha de impô-lo pela força. Não me acusem de estar falando por estar imune às sanções disciplinares, de acordo com lei de 1986. Posso falar de política, posso combater ideologias e posso e devo defender a minha Instituição e meus antigos subordinados. Não me acusem de covardia, porque nunca me apeguei a cargos e sempre coloquei minha cabeça a prêmio na Extinta Diretoria Patrimonial de Brasília, no comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, no comando da Guarnição da Vila Militar, no Departamento Geral do Pessoal e no Comando Militar da Amazônia. No Superior Tribunal Militar, do qual fui ministro, sempre julguei à luz da Lei do Serviço Militar e de seu regulamento, visando guardar a Instituição dos maus militares. Se falhei algumas vezes, faz parte da minha condição de ser humano.

Diz-se que vingança é um prato que se come frio. Se há espírito de vingança de um lado, por que não partir também para a vingança em igual ou maior intensidade. Quem tem o telhado mais vulnerável?

Insisto que devamos nos unir, se possível, oficiais e praças, da ativa e da reserva, mesmo da reserva de segunda classe, não para derrubar nenhum governo que o povo quis para si, mas para prestigiar a estrutura de comando militar e fazer sentir que atacado o comandante, atacados estaremos todos.

Não permitamos que os militares sejam tratados como cidadãos de segunda classe, que só são valorizados quando há que se construir estradas onde não seja compensador para as empreiteiras, ou para levar desaforo de bandidos ocupantes dos morros cariocas, ou ainda, para ocupar o subalterno lugar de grevistas impunes.

Valdesio Guilherme de Figueiredo é General de Exército Reformado e Ministro do STM aposentado.

Tempestade em Copo d’Água

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Luís Mauro Ferreira Gomes

A ditadura petista continua a praticar de forma paroxística o assédio moral contra os Presidentes dos Clubes Militares e contra todos nós militares de uma forma geral.

Quem não conhece as manhas dos terroristas travestidos de governantes pode estranhar reação tão violenta, arbitrária, desproporcional, ilegal e, talvez, criminosa, como também muito arriscada, em torno de uma nota simples, quase ingênua e conciliadora, que preserva a presidenta – como ela gosta de ser chamada, e o fazem os bajuladores – sobre a pessoa de quem, nada foi dito, limitando-se os pequenos reparos a algumas de suas ações incoerentes e irresponsáveis de governo.

Como sempre acontece nesses casos, são implantadas enxurradas de boatos e notícias falsas por maus jornalistas que fingem estar bem informados, mas só querem confundir os leitores. Assim, é que tem sido dito, com a finalidade de desmoralizar os Clubes Militares e seus Presidentes, que os Comandantes das Forças deram ordem para que a nota da Comissão Interclubes Militares fosse retirada das páginas dessas instituições na Internet. É evidente que eles jamais o fariam, por extrapolar-lhes inteiramente a competência legal e funcional.

Também, tem sido dito que houve precipitação, que os Presidentes dos Clubes não autorizaram a divulgação da nota e outras baboseiras. Nada mais ridículo. Quem julgaria possível que os assessores dos três Clubes cometessem, simultaneamente, o mesmo “erro” primitivo de colocar, nos respectivos sites, a matéria “apócrifa”, como tem sido chamada algumas vezes.

Esta notícia é contraditada por outra, que dá conta de que os Presidentes dos Clubes concordaram em que a nota fosse retirada, porque já tinha sido difundida e, portanto, já havia produzido o efeito desejado. Mas não se tratava de uma nota apócrifa, espúria, sem paternidade? Como podaria, então, ter produzido os efeitos desejados pelos Presidentes dos Clubes? Burlesco!

Finalmente, muito mais grave é a insistência com que tem sido propalado que a presidente ficou indignada com a nota e chamou um de seus comissários a quem incumbiu de convocar os Comandantes das três Forças Armadas para que coagissem os presidentes dos Clubes a se retratarem, inclusive com uma risível ameaça de prisão. Risível, não fora “chorável”, por duas razões principais.

A primeira: qualquer punição aos emissores da nota é impossível dentro do ordenamento jurídico do País. Alguém poderia dizer que tal ordenamento nunca serviu de limite para as ações da já citada ditadura petista. É verdade, mas aí vem a segunda razão: há prisões que dignificam as suas vítimas, e láureas que as desmoralizam. Nessas condições, ser punido por esse governo, tornando-se seus presos políticos e demolindo de vez qualquer maquiagem de democracia que ele ainda tivesse, seria uma honraria desejável por qualquer cidadão honesto e por qualquer militar heróico.

Mas tal não deveria surpreender a ninguém. Afinal, em uma escala inversa de valores, ser terrorista, assaltante, sequestrador, assassino, há muito tempo, vem sendo usado como condição de grande valor e destaque nos currículos de integrantes do grupo que se apossou do poder no País.

Caso se sentisse incomodada com a nota, o máximo que a chefe de governo poderia fazer dentro da lei seria processar os Presidentes dos Clubes por injúria, o que muito provavelmente seria inócuo, pois o referido documento apenas critica atos de governo por ela praticados, não havendo nenhuma referência sequer a ela que possa ser considerada ofensiva ou injuriosa.

Se, como visto, os Presidentes dos Clubes Militares não eram obrigados a retirar a nota, nem nada lhes aconteceria se a mantivessem; se ela traduz o pensamento dos sócios dos Clubes e da maioria dos militares; se é autêntica, como estamos convencidos de que é; se expressa o que pensam os Presidentes, afirmação fundada no que deles conhecemos, então, por que não mais figura nos portais dos Clubes?

Só encontramos uma resposta para isso: o desejo de atender a uma solicitação de velhos companheiros de armas – camaradas aos quais, no convívio próximo, aprendemos a admirar e respeitar – desejo materializado por extraordinária demonstração de compreensão, consideração e amizade. Não obstante, é imperativo que haja a reciprocidade desses sentimentos, sob pena de comprometimento das relações em longo prazo.

Mas, no início deste texto, deixamos uma questão em aberto: por que tamanha “tempestade em copo d’água”? É mais do que evidente. Três possíveis causas saltam aos olhos:

- O governo está envolvido por sucessivos e intermináveis escândalos de corrupção que lhe contaminam todas as instâncias e antevê as sérias dificuldades econômicas que se delineiam no horizonte, assim, procuram, a todo custo, neutralizar as Forças Armadas – únicas instituições que ainda não controlam totalmente – para impedir que elas garantam ações moralizadoras e redemocratizantes que venham a ressurgir em outros poderes;

- Não somente como consequência de possíveis dificuldades econômica e políticas, como também, em consonância com os seus objetivos ideológicos, quase certamente levarão avante o processo de consolidação da ditadura, com o incremento dos meios de controle social, a censura aos meios de comunicação e a aprovação de legislação que aumente a concentração de poder nas mãos do governo, a exemplo do que aconteceu na Venezuela do tirano Hugo Chávez, agora um tanto enfraquecido. Também, aqui, não hão de quer que as Forças Armadas possam respaldar reações institucionais contra a progressão rumo ao totalitarismo programático.

- Finalmente, e mais imediato, brevemente, serão nomeados os membros da “comissão da revanche”, que logo iniciará os trabalhos, levando a limites mais inaceitáveis, ainda, o assédio moral aos militares e às Forças Armadas. Uma vez mais, o leitor já deve ter adivinhado: não querem, nem de longe, que as Forças Armadas se defendam desse ataque brutal a que serão submetidas. Para isso, nada melhor do que deixá-las desmoralizadas, desunidas, acuadas na defensiva, descrentes do seu próprio poder de reação.

Apesar do aparente sucesso da tentativa de nos desagregar, intrigando os Comandantes das Forças com os Presidentes dos Clubes Militares, e estes com os seus quadros sociais, novamente, graças ao bom Deus, “o tiro saiu pela culatra”. Percebe-se, da reação quase unânime dos militares ao ataque covarde, que o governo conseguiu, apenas, aumentar a nossa coesão e o nosso desejo de enfrentá-lo.

Nesse sentido, exortamos os nossos companheiros militares a assinar o manifesto de desagravo que está sendo organizado.

Tomamos, ainda, a liberdade de propor que se reúnam os membros do Conselho Diretor do Clube Naval, do Conselho de Administração do Clube Militar e do Conselho Deliberativo do Clube de Aeronáutica, para apoiar os seus respectivos Presidentes, prestando-lhes solidariedade e respaldo nas reações futuras contra novas censuras, ameaças e restrições ao direito de livre expressão do pensamento dos militares que, sem duvida, voltarão a sofrer, preferencialmente, com a determinação da imediata reinclusão da nota da Comissão Interclubes Militares nos sites dos três Clubes, como forma de recuperar a independência e a dignidade feridas.

Somente unidos sobreviveremos!

Luís Mauro Ferreira Gomes é Coronel-Aviador, atualmente, Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

Os Antibrasileiros (VIII)

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Março chega às portas e, com ele, a preocupação dos que têm em mira, de imediato, livrar-se da penosa tarefa de cumprir as exigências da Receita Federal. Penosa tarefa, sim, salário é o pagamento devido pelo empregador a seu funcionário, público ou privado, por serviços prestados, portanto, não é renda.

É na visão do montante que se tem de transferir ao tesouro que os muitos pensamentos de repúdio à gastança irracional do governo, recrudescem, mais violentos, mais encorpados de revolta, por terem os contribuintes certeza de que os ratos, de todos os naipes do poder, já estão à espera na boca da toca.

Aguardam, ansiosos, o momento da locupletação desbragada, com a nova fornada de dinheiro público para as trocas de favores de todos os calibres e conchavos de gabinetes. Isto não é leviandade, a diversidade de formas de corrupção é matéria constante de uma revista semanal.

É a Receita Federal que diz, aqui sintetizado, que em 2012, somente com as arrecadações, que batizaram de “atípicas”, serão recolhidos uns simplórios R$ 16 bilhões. O total de impostos arrecadados no mês de janeiro bateu o recorde com a bagatela de R$ 102,57 bilhões. Os números não param de crescer e a notícia complementa que com o recolhimento atrasado do IPI e o crescimento do IOF, “os recolhimentos aos cofres da União chegaram a quase R$ 500 milhões.” [1]

Tudo isso entrou nos cofres públicos, sem contabilizar, ainda, o imposto de renda que fará gargalhar as hienas insaciáveis da ZEE governamental (Zona da Esquerda Escatológica).

A secretária-adjunta da Receita, Zayda Bastos Manatta, informa que o crescimento ficará entre 4,5% e 5%. Segundo outras fontes que alimentam o noticiário sobre o assunto será mais de um trilhão de reais que engordará o erário, de acordo com uma prévia contabilidade dos entendidos, amantes dos números. Mais de um trilhão que irá percorrer os caminhos da maquinação política para a compra de ‘fidelidade’, fabricação de dossiês, ou favorecimento de amigos.

Esta é a época, de a parte responsável da sociedade, que sustenta a nação, reabastecer a cornucópia furada para mais molecagem fazerem com os impostos retirados dos espremidos salários do verdadeiro povo brasileiro. Se toda essa dinheirama recolhida redundasse em melhorias à nação, os contribuintes sentir-se-iam recompensados, por estarem vivendo num país civilizado.

Ao contrário, sabem, de antemão, que da arrecadação dos 27,5% de sua “renda”, parte irá abastecer os cofres dos irmãos Castro, em Cuba, a fundo perdido, como benesses a velhos irmãos de ‘lutas democráticas’. O que o Brasil tem a ver com esse porto de Mariel, só a “companheira de armas” sabe. Longe vai o tempo que, de Havana, só chegava aos ouvidos brasileiros o melodioso som dos “Românticos de Cuba”!

Somos ferrenhos adversários do regime gramscista de governo, dos desvalores como norma de conduta, da ausência de estudos desses desclassificados, incapacitados, portanto, de administrarem a nação. Contudo, continuamos a sustentá-los e, agora, também as burras castristas, pelas mãos escorregadias da búlgara de origem, cubana de ideologia e, para grande infelicidade do país, brasileira de nascimento.

Esse tríplice hibridismo étnico-ideológico despersonaliza e desorienta essa presidente que, numa atitude gêmea à do corsário Lula, quando de sua visita ao decrépito Fidel, na sua ilha infelicitada, prometeu conceder ao ditador infame os suados reais dos contribuintes brasileiros. E o pior, falam, sem autorização, em nome dos surrupiados contribuintes que já sustentam os seus alienados eleitores. Ambos são veros representantes da velha politicagem brasileira.

Enquanto isso, o país sem defesa, as Forças Armadas sem armamentos, desmotivadas, sem soldos dignos, ficam à mercê da histérica ideologia do atraso e do rosário de estupidez que alimenta a insânia da Maria dos direitos desumanos.

Gonçalves Dias, não o do bolo de aniversário, mas o poeta maranhense, muito antes da Era Sarney, no seu poema I-Juca-Pirama, pôs na voz do velho Tupi uma imprecação contra o próprio filho, considerado covarde, por ter o jovem guerreiro sido aprisionado pelos Timbiras, seus figadais inimigos.

As palavras do pai, por achar-se desonrado com a suposta fraqueza do filho, são tidas, na literatura universal, como as mais contundentes em matéria de execração humana, só comparáveis às lançadas por Jesus a Ahsverus, o “Judeu Errante”, conforme conta a lenda.

A sugestão é que o deletério Congresso, a população de murídeos que convive com a chefe de estado(?) e seus mentores atocaiados em sorrateiros aposentos de hotéis, suspendam, por instantes, a contagem das cédulas e busquem a obra do grande poeta indianista e fiquem conhecedores da terrível maldição do Tupi indignado. Só assim ficarão sabendo o que, certamente, a parte que sustenta as vorazes goelas governamentais, com sobras para os frios criminosos da Ilha do Caribe, deseja aos que assaltam o dinheiro público.

Como são ateus, não se preocuparão com o mítico judeu da história cristã, que continua a vagar pelo mundo, indefinidamente, provação por ausência total de sentimento de solidariedade.

Lembrem-se os tripulantes da nau “Brasília”, encalhada no infecto pântano planaltino, que praga de contribuintes fulos da vida, por verem o dinheiro de seu trabalho ir pelos ralos fétidos da república, não é coisa que se deva desprezar.

[1] Dados da Receita Federal retirados em: http://jmonline.com.br/novo/?noticias,1,GERAL,58040

Aileda de Mattos Oliveira é Professora Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de Defesa.

Conta outra, Zé Dirceu!

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Mara Montezuma Assaf

Artigo de José Dirceu (Operação pró-Serra (des)organiza as oposições)publicado em jornais deixa evidente a preocupação do petista quanto à entrada de Serra na disputa paulistana. Começa afirmando que com Serra nas prévias os tucanos perderam a argumentação contra a escolha consensual de Haddad. Mas acontece que Haddad foi escolhido por vontade soberana de Lula contra a vontade dos petistas em geral...

Ao contrário de Serra, que foi solicitado pela militância e pelos filiados e só em virtude disso é que dois pré-candidatos já abdicaram da disputa eleitoral, por entenderem que, contra o PT e por São Paulo, tudo vale a pena, pois a causa não é pequena.

Dirceu aposta também na desarmonia tucana alegando que Alckmin aposta mesmo é no Chalita...Só rindo...quem está apavorado de ver Chalita na campanha do PMDB é Dirceu...pois os votos dos eleitores não tucanos estarão divididos.

Quanto a alegar que Serra não terminará o mandato...só me resta dizer que da outra vez em que foi Prefeito ele deixou muita saudade pela excelência de sua administração. Antes assim, pois dos " extraordinários governos de Erundina e Marta" que ele cita me fica a lembrança da proposta da primeira de se fazer banheiros e lavanderias públicas debaixo do Minhocão para os moradores de rua...

Ao invés de sugerir plano de moradia para os mesmos (claro,a proposta foi rejeitada!) e a segunda , dona marta Suplicy, esta foi especialista em terminar obras de péssima qualidade ( padrão PT de qualidade) que tiveram que ser totalmente refeitas na administração seguinte...

Dirceu finaliza dizendo que "diante do quadro" o PT está obrigado a uma linha de ação nacional, que significa trabalhar em torno de coligações "com nossos aliados tradicionais"...Ora, ele quer dizer que só agora, por causa do Serra o PT vai dar preferência às alianças? Pois se há oito anos o PT tem maioria no Congresso graças às estas tais coligações! Contra outra, Dirceu!

Fonte: artigo de Dirceu publicado no Brasil Econômico e no Diário da Manhã (GO) , em 23 de fevereiro de 2012

Mara Montezuma Assaf é Professora aposentada.

Último suspiro grego

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Reginaldo Gonçalves

A moratória da Grécia já foi assumida, apesar dos países da zona do euro continuarem tentando resgatar o país através do acordo firmado em Bruxelas, que aprovou, a toque de caixa, um empréstimo de 130 bilhões de euros até 2014 para rolagem de suas dívidas. É fato que somente este tipo de ajuda não acarretará uma melhoria do PIB do país e nem um fortalecimento das finançaspara, assim, gerar sustentabilidade econômica.

Os bancos privados foram, de certa forma, forçados a rever a dívida dos títulos gregos, o que gerou uma redução de 53,5% do valor nominal e perdas reais de 74%. Com todas essas ajudas, espera-se que a participação das dívidas no PIB caia de 160% para 120,5 % até 2020.

Para que fosse aceito o segundo empréstimo, exigiu-se de Atenas que cedesse parte de sua soberania, por conta da supervisão permanente chamada "troika" (trio formado por Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). Mesmo diante dessa situação, a agência de risco Fitch cortou os ratings de longo prazo, reconhecendo que a possibilidade de um calote é grande.

Os países que formam a zona do euro, principalmente em virtude da manutenção do euro como moeda forte e de um bloco fortalecido, pagam muito caro e, com isso, sacrificam vários países da região, colaborando com um endividamento que não foi causado pelo seu país. Assim, passam a sacrificar todos os membros por conta de sucessivos erros que aconteceram e que envolvem países que não deveriam participar do grupo e que poderão levar ao fracasso todo o sistema, como a própria Grécia, Portugal, Espanha e Itália.

Não adianta fomentar empréstimo para países que estão altamente endividados e que ainda acreditam que podem ter os mesmos privilégios. A Grécia vive hoje como um hospedeiro, tirando sangue de outros que não tem nada a ver com a falta de controle econômico, gestão política complexa, descontrole dos gastos públicos e falta de uma política de estímulo à empregabilidade.

Talvez a melhor alternativa seria a não aprovação do empréstimo e a retirada da Grécia da zona do euro, o que permitiria, embora em situação de moratória, uma maturidade maior com a população colaborando com os programas de recuperação politica e econômica. A luz no fim do túnel somente existirá se houver uma mudança cultural.

Continuar com a ajuda eterna à Grécia prejudicará a democracia na região e levará a uma crise sem precedentes. Às vezes, somente medidas radicais criam o ambiente propício para que governo e população se unam e lutem para gerir melhor a crise.

Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Estranho Silêncio sobre Lula



Vídeos no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Pouca gente deu bola para este vídeo em HD de Luiz Inácio Lula da Silva justificando por que não poderia desfilar pela Escola de Samba Gaviões da Fiel, no recente carnaval. Curioso também é o silêncio midiático sobre a evolução do estado de saúde do ex-Presidente, submetido a torturantes e violentas Químio e radioterapias para acabar com o imenso tumor maligno na laringe. É tão ou mais inquietante que o silêncio sobre o escândalo denunciado pela revista Veja, ligando uma advogada implicada com a Máfia do Distrito Federal ao poderoso ministro Gilberto Carvalho e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, José Dias Toffoli. A petralhada continua fazendo seu carnaval. Até quando?

Tudo pela Pátria

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Antonio Sepulveda

Parcela consciente da opinião pública aguarda, apreensiva, o desenrolar da melancólica situação do nosso Programa Antártico. O PROANTAR começa a fazer água, por conta do descaso e da irresponsabilidade da cúpula federal que parece ignorar que o primeiro passo para o delineamento de uma grande estratégia está na aquisição de conhecimento sensível, única fonte verdadeira de poder em qualquer cenário geopolítico.

O Brasil aderiu ao Tratado da Antártida em 1975, assim firmando os propósitos de ocupar aquele território com fins pacíficos e de cooperar com a comunidade internacional para o desenvolvimento de pesquisas no extremo sul do planeta. Uma das exigências para a participação de qualquer país como parte consultiva do tratado é a realização de substanciais atividades científicas.

Para esse fim, o PROANTAR é elaborado e implementado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, em consonância com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. A sustentação logística dos projetos decorrentes é, com o apoio precioso da Força Aérea, provida pela Marinha que, com a costumeira abnegação do seu eterno lema, Tudo pela Pátria, vê-se obrigada a lançar mão das migalhas que recebe de um orçamento malversado pelos politiqueiros de Brasília.

Pois é; poderia até ser coisa de país sério, de governo preocupado com a inserção do Brasil no cenário político-estratégico internacional no papel de ator, em vez da triste figura de coadjuvante que vem desempenhando através dos séculos. Infelizmente, a realidade atual do PROANTAR é outra. O orçamento vem decaindo sensivelmente desde 1990. Sem recursos – para isso, o governo não tem verbas – o Ary Rongel carece de reparos estruturais indispensáveis, em termos de salvaguarda da vida humana; e que fique este alerta aqui registrado, dedo apontado para o Planalto, caso – Deus não permita - sejamos alcançados por uma tragédia no traiçoeiro Mar de Weddell ou na própria Estação.

A Estação está degradada por falta de uma manutenção aceitável. Recentemente, durante uma faina de reabastecimento de combustível, três tanques desabaram de suas bases apodrecidas, o que poderia ter ocasionado um acidente ecológico grave decorrente do derramamento de óleo. Alguns sistemas vitais se encontram comprometidos: aguada, rede de esgoto, proteção contra incêndios e transferência de energia elétrica. Os módulos estão comidos pela ferrugem; equipamentos inoperantes ou funcionando naquela velha e brasileira base do jeitinho; escadas perigosamente corroídas; anteparas em péssimo estado de conservação; os forros caindo aos pedaços.

Os laboratórios precisam ser reformulados, porquanto não atendem às necessidades atuais. A cozinha tem a idade da Estação e precisa ser modernizada. O auditório e a sala de refeições não comportam mais todos os integrantes da Estação no período de inverno. A frigorífica não tem capacidade para receber todos os gêneros que o navio leva, ocasionando perdas de alimentos. O incinerador tornou-se ineficaz.

Os paióis não atendem ao volume de sobressalentes e de alimentos. As infiltrações são generalizadas. Equipamentos de pesquisa, como motos de neve, botes, lancha oceanográfica e quadriciclos não operam em condições seguras. Tratores e escavadeiras estão avariados. Os riscos se agravam, porque as comunicações em alta freqüência, que permitem monitorar os pesquisadores que trabalham mais afastados, não são confiáveis.

É preciso recuperar a Estação para o Ano Polar Internacional (2007/2008), o evento de maior relevância para a pesquisa mundial dos últimos 40 anos. O Brasil, a persistir esta inércia, poderá até mesmo perder sua posição de membro consultivo do Tratado da Antártida, privilégio de apenas 28 países, os quais decidirão sobre o futuro daquele continente. Pelo jeito, vamos, mais uma vez, perder o bonde da História.

Antonio Sepulveda é Almirante na Reserva - tony.sepulveda@gmail.com – Artigo originalmente publicado no Jornal do Commercio no distante 17 de fevereiro de 2006. Mais uma prova de que, na Gestão petralha e seu esquema criminoso de desmonte das Forças Armadas, o que parece ruim pode ficar ainda pior.

O “Manifesto” dos Clubes Militares: ABD se manifesta

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Ivan Frota

Temos todos que lamentar o triste espetáculo protagonizado pelos mais elevados escalões militares, ativos e inativos, do País no acontecimento do excelente e controvertido manifesto que “teria sido” elaborado e divulgado pelas, historicamente, dignas associações de oficiais das Forças Armadas, posteriormente alegado como apócrifo em inexplicável recuo dos seus atuais presidentes.

Vazado em sensata, oportuna e inquestionável argumentação, o referido documento expõe a respeitável figura da Presidente da República a uma delicada posição de inegável incoerência e de faltas à palavra empenhada, “vis-à-vis” às declarações feitas em época de campanha e no seu discurso de posse.

Consta pela imprensa, que a deplorável mudança de posição dos seus autores teria sido feita sob pressão, ante a ameaça de punição por transgressões regulamentares contra superiores hierárquicos.

Talvez não soubessem os envolvidos, Governo e Clubes, que a Lei nº 7.524 de 17/Jul/1986, de maneira cristalina, confere aos militares inativos (reserva ou reformado) o direito de externarem opiniões políticas individuais ou em grupos.

Assim, as ameaças de sanções disciplinares (se as houve) foram absolutamente inócuas, ingênuas e, mesmo, ridículas, desprovidas de qualquer respaldo regulamentar, em face do diploma legal que confere aos autores do pronunciamento público, confortável garantia de legalidade.

De qualquer forma, as alegações constantes do documento não significam desrespeito à autoridade presidencial e, sim, implicam a constatação

do desvio de conduta do Supremo Magistrado da Nação, o que comprome-te, inapelavelmente, os nomes do País e da própria sociedade nacional co-mo sua garantidora.

Portanto, como Presidente da Academia Brasileira de Defesa, com respaldo em suas disposições estatutárias e, em seu nome, manifesto intenso pesar pelos prejuízos morais causados a todos os entes envolvidos em tais fatos.

Da Comandante-em-Chefe até a integralidade da Instituição castrense, todos, foram envolvidos em tal pantomima, que acarretou enorme desrespeito ao Povo Brasileiro e um indesejável enfraquecimento estratégico do Brasil, ante os olhos atentos da comunidade internacional.

Ivan Frota é Presidente da ABD (Academia Brasileira de Defesa).

Negação de Direitos Humanos aos militares!

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Tive, por intermédio da Rádio CBN, contato com a opinião do Sr Paulo Moreira Leite, jornalista da revista ÉPOCA e ex redator chefe da VEJA, a respeito da curiosidade de alguns de seus colegas sobre a opinião de militares no tocante à nomeação do Embaixador Celso Amorim para a pasta da Defesa.

Ao chamar a “pesquisa” de “debate surrealista”, o senhor Moreira Leite demonstra desconhecimento dos procedimentos mais elementares que envolvem as relações de comando nas Forças Armadas e, mais grave, revela preconceituoso sectarismo acerca dos militares brasileiros, considerando-os, ou tentando fazer com que sejam considerados, cidadãos de segunda classe, sem direito a ter opinião, como, aliás, é o procedimento da grande maioria dos intelectuais orgânicos a serviço da construção do pensamento hegemônico.

É incrível que na defesa dos “direitos humanos”, pedra fundamental do seu pronunciamento, negue direito de opinião a toda uma classe de servidores do estado, comprometida, por dever de ofício, com a defesa da pátria, sua liberdade e sua soberania!

Se o Sr Moreira Leite fosse minimamente informado sobre as práticas militares, concluiria que a decisão da Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, não será, nem poderia ser, contestada, como não são, perante seus subordinados, as decisões dos Sargentos, dos Tenentes, dos Capitães, dos Coronéis ou dos Generais, o que não os exime de terem e de poderem emitir suas opiniões sobre a decisão que, mesmo considerando equivocada, cumprirão, por força do que chamam de “disciplina intelectual”!

Entre os soldados, tanto quanto cumprir pronta e corretamente uma ordem dada, é obrigação ter opiniões e pareceres com que contribuir para a tomada de decisão do Chefe, bem como é obrigação alertá-lo para as possíveis conseqüências que dela poderão surgir, caso não tenha havido participação no processo que levou à sua adoção.

Faz todo o sentido, portanto, saber o que pensam os militares sobre a decisão tomada pela Comandante Supremo. Os militares, no Brasil, não são, realmente, um “poder autônomo”, nunca foram nem pretendem ser, mas têm direito e dever de ter posições. O dever de obediência às ordens corretas não lhes exclui o direito de opinar.

Os militares não fazem “manifestação política”, não questionam a nomeação do ministro ou a eleição da Presidente, mas, como quaisquer cidadãos brasileiros, com direito a voto e participação na vida pública, têm direito a opinar.

Se ninguém foi perguntar aos professores das universidades federais o que eles acham do ministro Fernando Haddad na Educação, quando a Presidente Dilma resolveu, desgraçadamente, mantê-lo na pasta, ou a opinião dos médicos que prestam serviços ao SUS sobre o ministro Padilha, isto deve ser colocado para os jornalistas que consideraram os fatos irrelevantes e indignos de nota ou pesquisa!

Na caserna, os coronéis que não dizem o que pensam das decisões dos Generais estão descumprindo suas obrigações funcionais e falhando na prática da lealdade!

Não é, portanto, “vício” ouvir a “opinião” dos militares é uma prática sadia, democrática e republicana. As heranças da “ditadura” são outras e não são malditas como as que o Sr Lula da Silva deixou à Presidente Dilma, porquanto entre elas está o direito dos jornalistas como o Sr Paulo Moreira Leite de ter opinião, mesmo que esta seja completamente equivocada, preconceituosa ou mal-intencionada!

Paulo Cesar Chagas é General na Reserva do EB.

A polícia que cega e os seletivos direitos humanos do PT

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Mauro Pereira

Ao longo dos últimos nove anos, o PT nos proporcionou a oportunidade ímpar de testemunharmos a introdução de uma renovada visão democrática. E nos impôs a democracia dele, parida no solo árido da egolatria em cuja seara só vicejam as sementes contaminadas da perfídia, da manipulação e do desmesurado apego ao poder.

Proprietários dessa democracia canhestra, suas lideranças agem como se a descoberta do Brasil se deu em 1.º de janeiro de 2003 e que em pouco menos de uma década tiraram o País das trevas do atraso e fizeram luzir o brilho magistral do desenvolvimento que o transformou, num passe de mágica, na 6.ª maior potência econômica do planeta, além de implantar uma política econômica genial, implementar um dos sistemas bancários mais sólidos do mundo, modernizar as telecomunicações garantindo o acesso de praticamente todo brasileiro a uma linha telefônica, entre outras intervenções miraculosas.

É óbvio que nenhuma das ações de governo acima elencadas foram geradas na aptidão dos petistas. Apenas se deram ao trabalho de rapinar as realizações de governos anteriores. A forja petista mostrou-se competente na produção em série de ministros corruptos. Quase vinte em menos de dez anos. Por muito menos, fizeram soar pela vastidão da oposição oportunista que praticavam o sotaque gauchesco e covarde de um gutural fora FHC!

Latifundiários da política e da justiça nacionais, exercitam um perverso modelo seletivo de defesa dos direitos humanos, indignando-se apenas quando os direitos presumidamente ultrajados dos humanos ocorrem nas hostes inimigas. Porém, a presunção que a justificaria não esconde o desprezível apelo eleitoral que a reveste.

Quando os excessos acontecem nos seus quintais dão às costas aos direitos e não conseguem definir como humanas as pessoas que padecem sob a violência do gás de efeito desmoralizante e da bala de borracha imoral de sua polícia que fere e cega. Assim se deu por ocasião da desocupação do Bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior paulista, administrado pelo PSDB e na desmobilização de protestos em cidades nordestinas dirigidas pelo PT & Associados.

No Pinheirinho, sob os holofotes e os microfones sempre disponíveis da mídia companheira colocaram em campo seu time titular recheado de virtuosos craques, verdadeiros gênios da malandragem que são a garantia do mais requintado espetáculo de sordidez com o padrão PT de qualidade aguardado avidamente por sua entusiasmada e fiel torcida que superlota as arquibancadas da esgotosfera.

Com a ressonância garantida, partiram para o ataque. A partir daí, o cerco ao adversário foi feroz e implacável e a mentira prevaleceu como a principal tática a ser executada. A baixaria ultrapassou o limite do sustentável e a vileza se fez plena ao publicarem a notícia de que moradores haviam sido assassinados pela PM paulista. A presidente classificou a ação policial como barbárie e seu séquito de bajuladores não deixou por menos e comparou aquele cenário a uma praça de guerra.

Seria louvável a manifestação do governo federal em defesa dos direitos humanos se ela fosse acompanhada do mesmo rigor quando se trata de atrocidades cometidas pela polícia petista. A extrema violência usada pelo aparelho repressor dos Estados do Piaui (PSB/PT), do Acre e da Bahia, ambos governados pelo PT, deixando um saldo estarrecedor de três pessoas cegas de um olho e um considerável contingente de crianças e donas de casa feridas por balas de borracha, não foi capaz de indignar nem a presidente, nem seus aduladores, nem, muito menos, o falastrão senador Eduardo Suplicy.

Da mídia servil, o mais sepulcral dos silêncios. Convenientemente, o senador preferiu ignorar o espancamento generalizado ocorrido em paragens nordestinas protagonizado pela polícia do PT para demonizar a do PSDB e encarnou um de seus personagens favoritos, o de intrépido paladino da justiça, tentando provar aos berros a espontaneidade de sua indignação. Teve quem acreditou na sua performance e até aplaudiu. Eu ainda acho que ele é menos medíocre quando recita versos de Wando ou canta músicas de Bob Dylan.

Até hoje eu ainda não vi nenhuma foto do Pinheirinho estampando crianças feridas à bala nem, muito menos, algum manifestante cego, ao passo que nos Estados governados pelo PT e pelo PSB, respectivamente, a documentação comprovando a barbárie é farta e a brutalidade revelada é tão chocante que custei a acreditar na veracidade daquelas cenas deploráveis, mas o vermelho que vertia dos corpos perfurados pelos projéteis e os depoimentos das vítimas me convenceram daquela realidade incontestável.

E para azar daqueles piauienses, acreanos e baianos massacrados eles não tinham por perto quem se escandalizasse com a barbárie, quem pacificasse aquela praça de guerra, nem quem ousasse cantar ao menos um despretensioso blues capaz de lhes aplacar a dor da carne e o flagelo da alma.

Se comparado a programas populares apresentados pelas emissoras de televisão, a política de direitos humanos do PT se equivaleria no conteúdo paupérrimo ao BBB da Globo, na vulgaridade oca às Mulheres Ricas da Band e no propósito indecente ao O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, urdido nos porões da ética agradecida do SBT.

Mauro Pereira é Representante Comercial.

A entrega das armas de joelhos e sem luta

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Geraldo Almendra

É muito mais grave do que aparentemente estão sendo percebidas pela sociedade, as consequências diretas do lamentável incidente envolvendo os clubes militares e o desgoverno petista.

Os Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, após publicarem um manifesto se posicionando sobre as sórdidas e públicas agressões contra as Forças Armadas contidas nos discursos das Ministras Eleonora e Maria do Rosário, foram obrigados, por ordem direta da presidente da República ao Comandante do Exército, conforme divulgado na mídia, a desautorizarem seu próprio manifesto através de uma nota covardemente sucinta, além de retirarem seu manifesto de suas páginas na internet.

Com este evento justificam-se os pejorativos que o submundo lesa-pátria do PT qualifica os militares, especialmente os herdeiros históricos do Regime Militar: “milicos de merda”. Todos os que não merecem serem assim designados estão com seus uniformes impregnados do cheiro apodrecido dos outros.

Temos sido testemunhas da criminosa, sistemática e covarde perseguição, especialmente durante as gestões de desgovernos petistas, que são imputadas às Forças Armadas, tudo sendo feito com a inexplicável e espúria omissão da geração de comandantes pós-regime militar e, mais grave ainda, sem qualquer manifestação de contrariedade dos grupos sociais organizados, que assistem as Forças Armadas serem humilhadas, depauperadas, aviltadas e perseguidas com o claro objetivo de validar perante a opinião pública a covarde criminalização de todos os que lutaram contra o sórdido comunismo que, a pedido da própria sociedade, foi combatido pelo Regime Militar.

Com esse recuo definitivo das Forças Armadas diante da transformação do Brasil em um Paraíso de Patifes, e o poder público em um covil de bandidos que têm como meta principal ficarem milionários com a contumaz prática do ilícito e humilhar as Forças Armadas para evitar uma quase impossível reação, a mensagem clara e inequívoca que a sociedade civil recebe é a de que o PT pode continuar fazendo o que bem entender durante seu projeto de poder, que terá a retaguarda das “novas” Forças Armadas como protetoras em segundo plano das quadrilhas organizadas que assumiram o poder público do país.

Esse inequívoco ato de covardia, de falta de dignidade, de honra e de patriotismo, representado pela obediência a uma ordem de desautorização de um justo e legal manifesto, fará da “Comissão da Verdade” as portas de entrada de um Tribunal Petista para criminalizar, julgar, mandar prender e condenar todos os que, por ordens superiores, defenderam o país durante o Regime Militar.

Muito em breve seremos testemunhas da colocação em prisões federais na condição de bandidos os militares e civis condenados pela “Comissão da Verdade”, enquanto milhares de terroristas assassinos e seus cúmplices curtem suas milionárias indenizações e pensões vitalícias, e centenas de escândalos de corrupção denunciados e provados durante os desgovernos petistas vão para o limbo do esquecimento “jurídico” de uma sociedade que cada vez mais se mostra omissa, hipócrita, prostituída, covarde, leviana e corrupta, uma sociedade dominada pelo Regime Fascista do PT com a cumplicidade de milhares de esclarecidos canalhas de todas as classes sociais, tudo fruto da criminosa deformação cultural e educacional promovida pelos sórdidos fraudadores da Abertura Democrática.

Está escancarado o Regime Fascista Civil que comanda o país, dominado por uma corruptocracia “democrática”, em que é possível fazer apenas o que a presidente da República permitir.

Bem antes de 2014 a “primeira parte” do projeto de poder do PT acaba de tomar forma, com o Poder Executivo comandando os outros poderes da nova República da Corruptocracia com a salvaguarda das Forças Armadas, agora prontas para defender o mais sórdido poder público de nossa história, com suas armas, se for necessário, apontadas para quem quiser lutar contra a hegemonia dos covis de bandidos que dominam o poder público.

Temos certeza que o PT nunca previu que fosse tão fácil transformar o Estado de um país continental, com seus poderes “federativos” totalmente aparelhados em natural habitat de Covis de Bandidos, e seus Tribunais Superiores em fiadores da máfia da corrupção petista dentro do poder público, em um Paraíso de Patifes.

O que resta aos Clubes Militares? – Terem a dignidade e a honra – se ainda restarem alguma – de fecharem suas portas ou entregarem suas estruturas administrativas para também servirem de aparelhamento do empreguismo petista, com seus atuais ocupantes retirando-se para suas vidas privadas de aposentados, pois se mostraram incapazes de dignificar e proteger o ideário dos militares que honram as fardas que vestem, mesmo que simbolizado apenas nas suas “medalhas” presas nas suas vestes eventuais que disfarçam suas almas e corpos agora serviçais ou lacaios do Regime Fascista Civil que comanda o país.

Geraldo Almendra é Articulista.

Luto na alma

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Sergio Tasso Vásquez de Aquino

Estou de luto, pela tristeza profunda causada pela morte do genro querido em 31 de dezembro passado, dura e irreparável perda para minha filha, seus filhos e todos nós, que tanto o amávamos! Mas estou de luto, também, pela destruição corrente e acelerada do nosso País, sem que alguém se apresente, para reagir com eficácia.

Executivo, legislativo e judiciário, os pilares políticos de uma democracia, estão completamente comprometidos entre nós, mortalmente infiltrados pela corrupção que em seu seio se espraia como câncer maldito, à luz do sol, sem qualquer pudor, vergonha ou remorso de seus cada vez mais numerosos praticantes. Pelo contrário, felizes, cevados e satisfeitos, os desviadores de recursos públicos, hoje apelidados de meros “praticantes de malfeitos” e adrede absolvidos de todas as culpas e considerados e aplaudidos pelos donos do poder, continuam na crista da onda, com grande influência política e econômica e gozando, tranqüilamente, do produto infame da rapinagem, do butim e das falcatruas cometidos.

Além do mais, a incrível corrupção que nos assola e esmaga vem sendo utilizada como “arma política”, justamente para desmoralizar o regime democrático e para induzir, no povo, a convicção de que ele deva ser substituído por outro, necessariamente totalitário e de cunho esquerdista radical, de acordo com a inclinação e fidelidade públicas e sempre reafirmadas, por gestos e atitudes, dos senhores atuais do Brasil.

A propaganda esquerdizóide, amplamente difundida e apoiada em mentiras e promessas vazias, tem encontrado grande aceitação na maioria do povo, de propósito mantido na ignorância, na incultura, para mais facilmente ser manipulado e assegurar a perpetuação no poder dos algozes da nação.

O uso perverso dos meios e recursos de comunicação ainda mais contribui para a alienação e o abastardamento da opinião pública e o rebaixamento do seu nível e das exigências ético-morais. Basta citar o conteúdo amplamente difundido do lixo tipo “Big Brother Brasil”, novelas e programas televisivos e radiofônicos de grande popularidade, revistas, jornais e tablóides que só exploram futilidades, pornografia e ignorância. A tudo isso, somando-se o mau exemplo, conhecido e reconhecido, de governantes, legisladores, magistrados, pessoas públicas notórias, empresários, de generalizada circulação na mídia, elementos que se fazem adorados, invejados e endeusados por seguidores e admiradores cada vez mais abundantes em números, desprovidos de qualquer senso moral crítico e só interessados em seguirem-lhes os passos, onde e quando possível, para darem-se bem!

A permissividade e a perversão assimiladas pelo público, graças à “escola do mal” que diuturnamente freqüenta e de onde extrai “lições” rotas e tortuosas para a vida, tornam cada vez mais difícil a vida dos justos e dos bons, enganados e explorados em todos os aspectos e transações do existir quotidiano pelos “espertos“ e sem caráter. Quem é honesto, cumpridor dos deveres e obrigações, sério, respeitador da lei, do semelhante e dos seus direitos, está sempre sujeito a ser “passado para trás” e, o que é pior, sem ter a quem apelar, tamanhos a demora, o custo e a injustiça comprovados da “Justiça”!

A última punhalada em meu velho coração militar, tive-a na recente greve da Polícia Militar da Bahia, que se havia amotinado em busca de melhores salários. Nos meus tempos de Aspirante, na Escola Naval, aprendi, e pratiquei, por toda a vida, os Princípios de que “O primeiro dever do Chefe Militar é o cumprimento da Missão; o segundo, que só perde em importância para o primeiro, é a obrigação para com os comandados”.

Premidos pelos ditames básicos e fundamentais de hierarquia e disciplina, os militares e assemelhados (policiais e bombeiros militares) não se podem manifestar publicamente em defesa dos seus direitos e interesses, mas necessitam e têm que esperar e confiar que os Chefes e Comandantes, que são os responsáveis por disciplina, aparelhamento, aprestamento, operacionalidade, eficácia, eficiência, cumprimento dos deveres e obrigações das forças sob seu comando e bem-estar da tropa, o façam.

Não podem, nem devem os de alta hierarquia quedar mudos e indiferentes à sorte e às agruras dos comandados, máxime numa situação como a brasileira atual, antiga de muitos anos (desde 1990), em que o Estado tem sido padrasto dos militares, relegando-os deliberadamente, há longo tempo, a uma situação de .deserdados nas sucessivas atualizações salariais processadas, tão pródigas para tantas outras categoriais funcionais, pagas pelo mesmo erário, porque favoritas dos sucessivos governos e importantes para os seus desígnios! De acordo com a imprensa, não são incomuns super-salários de R$25.000,00 (bem maior que o percebido por oficial-general de quatro estrelas, no topo da carreira), R$ 30.000,00, R$ 50.000,00, R$ 100.000,00, até de centenas de milhares de reais ao mês, pagos pelos cofres públicos!

Certa ocasião, em 22 de abril de 1992, na primeira reunião dos Três Poderes da República para tratar do assunto, como Vice-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e lutando, como era do meu dever funcional, pela isonomia de remuneração no serviço público, ante a informação de que o governo não tinha recursos para remunerar adequadamente os militares e os civis do Executivo pertencentes ao Plano de Classificação de Cargos, propus que a máxima remuneração a ser paga pelo Estado fosse a percebida pelos Oficiais-Generais de quatro estrelas, porque, mercê de Deus, nunca nos havíamos locupletado da Nação, nem mesmo no período dos chamados “governos militares”. Acrescentei que, se necessidade de sacrifício havia, que todos os que servissem ao Estado, indistintamente, o fizessem!

Diante da gravíssima situação vivida no passado recente e nos tempos correntes pelo Brasil, com todas as perceptíveis e visíveis ameaças que sobre ele pairam em todas as Expressões do Poder Nacional, agem as Forças Armadas, cada vez mais, como o “Grande Mudo”, apenas observando o e assistindo ao desenrolar dos fatos. Mas houve o acréscimo tenebroso de uma grande nota dissonante diante de tudo o que sou, fui e aprendi na longa carreira dedicada à garantia das instituições e à defesa da Pátria,, que me feriu mortalmente o coração de militar encanecido no serviço da nossa Terra Amada e apaixonado pelo Brasil.

A inaceitável confraternização, o forte, amistoso, emocionado e demorado abraço entre o general encarregado de restabelecer a ordem, na Bahia, e o policial militar amotinado e entrincheirado na Assembléia Legislativa invadida, rosto escondido por um pano, a exemplo do modelo seguido pelos marginais. O Brasil todo viu a insólita cena, mostrada pelos meios de comunicação, à saciedade.

Eu também, e muito sofri. E me perguntei: O QUE SERÀ DA LEI E DA ORDEM? O QUE SERÀ DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA? O QUE SERÀ DO FUTURO DAS FORÇAS ARMADAS? O QUE SERÀ DA MINHA PÀTRIA QUERIDA?

PS. Por seu gesto aqui focalizado, segundo a imprensa, o general do abraço, antigo encarregado da segurança do Presidente Lula por oito anos, função em que teria sido aquinhoado com suas duas promoções no generalato, teria sido alvo de indicação para “Cidadão Baiano”, por iniciativa de deputado local, além de haver sido comparado a Caxias, o Pacificador, por professor da UFBA e juiz de Direito!!!

Igualmente, está em andamento projeto governamental, a ser gerido e coordenado pelo Ministério da Defesa, visando à reformulação da orientação do ensino nas Escolas e centros de formação das Forças Armadas. Estarão sendo programadas as bases para mudança radical na mentalidade, visão de vida e conceitos fundamentais dos futuros integrantes do estamento militar, numa ruptura com os valores, crenças, convicções e motivações do passado, da História e de sempre, para substituí-los por outros, consentâneos com a visão “revolucionária” vermelha e destinados a permitir ou facilitar o advento das Forças Armadas Bolivarianas ou do Exército Popular de Libertação do Brasil?

São estes os tempos em que vivemos...

Sergio Tasso Vásquez de Aquino é Vice-Almirante Reformado.

1 9 8 4 é Agora!

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Marcos Coimbra

O genial escritor Eric Blair, sobre o pseudônimo de George Orwell, produziu várias obras geniais, dentre elas além do “1984”, a “Revolução dos Bichos” e “Lutando na Espanha”. Quando foi escrito, em 1948, projetava um mundo imaginário a ser tornado realidade em 1984. As idéias de Grande Irmão, teletela, ministério da Verdade, crimidéia (crime de idéia em novilíngua), são impressionantes e pareciam distantes da realidade, quando foi lançado. Porém, hoje em dia mostram-se perturbadoramente verdadeiras. O livro mostra a transformação da realidade praticada na fictícia Oceania (onde a Inglaterra era parte dela, como Pista de Pouso número 1), disfarçada de democracia, onde existe um totalitarismo, dominado pelo IngSoc (o Partido), sob o comando do onipresente Grande Irmão (Big Brother).

O livro conta a história de Winston Smith, membro do partido externo, funcionário do ministério da Verdade. A missão era reescrever e alterar dados de acordo com o interesse dos “detentores do poder político”, tal como foi feito por Stalin na URSS. Na realidade, bastante semelhante à tarefa atual de jornalistas ou historiadores desviados de seus respectivos ideais. Se alguém pensasse diferente seria capturado pela Polícia do Pensamento e seria destruído, passando antes pela sala 101. Nesta sala os insubordinados eram submetidos a pior das torturas, de acordo com as vulnerabilidades de cada um.

No caso de Winston era o pavor de roedores. Foi ajustada a seu rosto uma máscara contendo várias ratazanas famintas, separadas por duas grades de seu rosto. O torturador, ao abrir a primeira delas, conseguiu dele a rendição total.

Observando-se o mundo atual, verificamos o grau de clarividência do gênio. A teletela está presente em países ditos democráticos, sob a justificativa de garantia de segurança, através de milhares de câmeras de transmissão de imagens. Falta apenas transmitir imagens, o que não é impossível. O crimidéia é praticado às escancaras principalmente em países próximos a nós geograficamente, do grupo bolivariano, em nome da “democracia plebiscitária”, que exige mobilização popular permanente, manipulada por aqueles que estão no poder. As Instituições são erodidas, aproveitando-se o baixo nível de educação da massa de eleitores, bem como a formidável máquina de pressão daqueles que, aproveitando-se das fragilidades do regime democrático, vão progressivamente implantando o totalitarismo no país.

Quem se opõe a eles vai sendo destruído, passo a passo, inexoravelmente, sem piedade. De início, dominam o Executivo, apossando-se de milhares de cargos de confiança. A seguir, cooptam o Legislativo, eliminando a oposição porventura existente. O Judiciário vai sendo paulatinamente controlado, por intermédio da nomeação dos principais integrantes dos Tribunais Superiores. Aos empresários são permitidos lucros vultosos, através de concessões indecentes, licitações dirigidas e ausência de regulação e fiscalização. A massa do eleitorado é enganada por ações eminentemente eleitorais, com bolsas de diversos tipos, com a finalidade de ganhar eleições.

Vão obtendo vitórias progressivas, aumentando seu poder real. Inicialmente, fazem alianças espúrias com partidos sem ideal ou filosofia, eminentemente fisiológicos, para manter a maioria no Congresso, viabilizando o chamado “presidencialismo de coalizão”, origem dos maiores escândalos da República. À medida que vão se fortalecendo, iniciam o processo de descarte dos eventuais aliados. Exemplo flagrante disto é o desigual tratamento oferecido quanto a denúncias de corrupção no ministério. Os ministros pertencentes aos partidos dos eventuais aliados são demitidos ou forçados a solicitar demissão enquanto os “companheiros”, acusados de delitos tão ou mais graves continuam em seus postos. Alguns partidos são humilhados publicamente e continuam a apoiar seus algozes, na esperança de voltar a usufruir das benesses do poder.

A mídia amestrada exerce seu nefasto papel, praticando o visualizado por George Orwell, confundindo e desvirtuando os acontecimentos. A corrupção passa a ser regra. As distorções de gênero são incentivadas. A coesão social é destruída. A Família e a Escola sofrem tenaz campanha de desmoralização. A última Instituição Nacional (Forças Armadas) capaz de reagir contra a implantação do totalitarismo é minada por ações subreptícias, através do desvio de suas funções constitucionais e via seu constante enfraquecimento. Começam a surgir os “generais do povo” e a anomia se espalha. Os cúmplices de hoje serão as vítimas de amanhã.

O brutal exemplo das últimas ações praticadas contra a liberdade de imprensa e o livre pensamento na Argentina, Venezuela e Equador é preocupante e esclarecedor. Neste último país até com a cumplicidade do famoso juiz espanhol Baltasar Garzón e do assessor de assuntos internacionais do Brasil, Sr. Marco Aurélio Garcia (MAG), no que concerne à criação de uma Corte Institucional superior, denominada de Tribunal Nacional de Justiça, subordinada ao presidente daquele país. Parece que 1984 é a bíblia de leitura obrigatória deles.

As Instituições Nacionais do Brasil estão extremamente frágeis. Como evitar a ditadura constitucional?

Marcos Coimbra é Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano. Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br  - Página: http://www.brasilsoberano.com.br/  

Lições a levar em conta

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Osmar José de Barros Ribeiro

Atribuem a Bismarck, o Chanceler de Ferro, haver afirmado que só os tolos aprendem à sua própria custa; eu sempre preferi aprender a custa da experiência alheia. Sendo ou não verdadeira, trata-se de uma assertiva por demais óbvia e, louvando-nos nela, podemos afirmar que nossos políticos, tanto os governistas quanto os da oposição conformam, na melhor das hipóteses, uma plêiade de tolos e, na pior, um conjunto de irresponsáveis, para os quais as lições dos fatos pouco ou nada representam.

Desde que a demagógica Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que institui salário único para as Polícias Militares deixou de ser votada na Câmara dos Deputados, era por demais óbvio que, como conseqüência, aconteceriam atos de protesto por parte dos indisciplinados.

Nos dois primeiros meses do corrente ano de 2012, eclodiram dois movimentos “grevistas”, um em janeiro, no Ceará e outro, em fevereiro, na Bahia, levando o governo Federal a empregar efetivos na manutenção da ordem pública, correndo o risco de enfrentamento com os amotinados. Sim, amotinados, pois não é admissível, seja pela razão que for, que efetivos militarizados, dispondo de armas e equipamentos bélicos, insurjam-se contra a autoridade à qual estão subordinados.

O sistemático emprego do Exército em Operações Policiais (vide o Complexo do Alemão no Rio de Janeiro
) e de Segurança Pública em diferentes Estados da Federação quando da ocorrência de motins policiais, não só revela a incompetência dos governos locais para manter a ordem, como a disciplina frouxa que impera em suas polícias.

De toda sorte, quando caberia uma Intervenção Federal ou a decretação do Estado de Defesa, apela-se para uma política de panos quentes, revelando que o Executivo Federal também carece de coragem. E o Exército, até hoje uma Instituição respeitada e considerada pelo povo, sofre com tal desvio de missão ao qual é submetido e vê serem criados antagonismos desnecessários naquelas áreas onde, por tortas interpretações constitucionais, é levado a atuar.

Marcos Coimbra, em artigo datado do dia de 7 de fevereiro do ano em curso (Esquizofrenia Geral, publicado em www.brasilsoberano.com.br), muito acertadamente assinala que Exército não é polícia! Afinal, para que criaram a pomposa “força nacional de segurança”? Ontem o Ceará. Hoje o motim da Bahia. E o pior. Um dos líderes da atual rebelião afirma que em 2001 a greve teria sido apoiada e financiada por membros petistas, inclusive pelo atual governador, que chamou o Exército. ... Quando houver conflito com mortes, o que acontecerá? Quem é o responsável?

Hoje, com ou sem o auxílio da União, prejudicando ou não a saúde e a educação dos seus habitantes, os Estados estão reajustando ou se preparando para fazê-lo, os vencimentos das suas Polícias, tanto a Civil quanto a Militar.

Enquanto isso, a Arma cujos efetivos são os mais diretamente empenhados no controle de amotinados, vive um perigoso sucateamento; os proventos dos seus integrantes estão abaixo da crítica, seja qual for o parâmetro utilizado na comparação com outras carreiras do Executivo Federal e mesmo de alguns estaduais; cresce o nível de evasão dos seus quadros mais capacitados e aumenta o desinteresse pela profissão das armas.

Os nossos atuais dirigentes, em sua esmagadora maioria egressos da vida sindical, por certo desconhecem o afirmado pelo Barão do Rio Branco, de que Os povos que desdenham as virtudes militares e não se preparam para eficaz defesa do seu território, dos seus direitos e de sua honra, expõem-se às investidas dos mais fortes e aos danos e humilhação conseqüentes da derrota. Ou será que eles preferem aprender à sua própria custa, levando-nos de cambulhada na sua ignorância?

Osmar José de Barros Ribeiro é Tenente Coronel na Reserva do EB.

A Terra, os recursos naturais e a Guerra

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Gelio Fregapani

Todos os países, sem exceção, obtiveram seu território atual por lutas, ao menos originalmente. Certamente nenhum seja autóctone das terras que hoje ocupa, nem mesmo os índios, que tudo indica terem exterminado habitantes anteriores, os quais também devem ter vindo de outro lugar.

Sendo impossível reparar o mal já feito que se estende por séculos até tempos imemoriais, a justiça seria manter o status quo? É difícil concodar. Vejamos exemplos: no caso Israel/Palestina; quem tem direito? - Todos, é claro!

Nas Malvinas a guerra não é por uma questão de “Honra Nacional”. É pelo controle dos reservatórios de petróleo e gás existentes nas bacias submarinas das ilhas. Kirchner prepara documentos demonstrando a pertinência das reivindicações de sua nação sobre as ilhas. Com quem está o Direito? No caso com quem melhor se preparou.

A Argentina destruiu suas Forças Armadas. Ela esbraveja, mas acredita mais em seus direitos do que em seus soldados Não tem direito ao que não pode defender, por mais papéis que apresente.

No nosso caso, territorialmente interessaria a manutenção do status quo; economicamente não. È certo que pelo atual consenso internacional temos direito ao território que os bandeirantes conquistaram para nós, seus descendentes, e para os imigrantes que convidamos a compartilhar conosco, mas quem liga para o “Direito”? – O Direito reside na força, e a guerra é o tribunal superior. Riquezas e debilidade militar sempre será um convite aos rapaces.

Ainda outro dia Tio Sam experimentou, cheio de razão, uma “bomba supersônica”.

Os ex-presidentes Collor e FHC impediram o desenvolvimento de um artefato nacional, sem contrapartida e dizem que promoveram a paz....” Ledo engano. Ou são traidores ou não enxergaram um palmo à frente do nariz

Brasil, desperta! A nação que confiar mais em seu direito do que em seus soldados, engana a si mesma e termina por perder o que tem.

Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Impostura criminosa: Brasileiro dobra o volume pago ao Leão do Imposto de Renda, só nos últimos 10 anos

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Leia mais artigos no site Fique Alertawww.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão

Enquanto pratica a criminosa política de lesa-pátria, mantendo os orçamentos militares abaixo do necessário (o que agrava a conseqüência de “tragédias” como o incêndio que destruiu 70% da base brasileira na Antártida), o governo cobra cada vez mais impostos do cidadão. Só nos últimos dez anos, o brasileiro dobrou o volume pago ao Leão do Imposto de Renda. A fatia dos impostos de pessoas físicas frente ao total arrecadado subiu de 11% para 13%, entre os anos 2002 e 2011 – conforme estudo da consultoria Ernst & Young Terço para o jornal O Globo.

Um outro estudo, do economista Ricardo Bergamini, revela que, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff (2011) as receitas tributarias da União cresceram 8,36% do `Produto Interno Bruto (tudo que a economia brasileira produz em um ano). Houve real em relação ao PIB de 22,22% em relação ao período do governo FHC. No governo Lula (2003/2010) foi de 7,45% do PIB. Crescimento real de 8,92% em relação ao governo FHC. O professor Bergamini fez os cálculos em sobre os seguintes valores: PIB – 1995/2002 (R$ 8.492,4 bilhões); PIB – 2003/2010 (R$ 20.707,4 bilhões); PIB 2011 – Previsão – (R$ 4.050,9 bilhões).

O estudo da consultoria Ernst & Young Terco, com base em dados da Receita Federal, retrata bem a impostura tupiniquim. Apesar de o governo ter conseguido ampliar o volume de recursos arrecadados, deixou para trás uma oportunidade de reduzir a carga tributária para o brasileiro. Prova disto é que o reajuste do salário mínimo foi de 386,61% nos últimos 15 anos, enquanto a tabela do IR foi reajustada em 73,95%, uma diferença de 179,73%.

Reportagem de O Globo mostra que, no ano passado, a arrecadação com Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que inclui venda de imóveis, veículos e outros rendimentos de trabalho, foi de R$ 90,798 bilhões. Em 2002, o montante tinha sido de R$ 44,953 bilhões, considerando os valores ajustados pela inflação. Já a arrecadação total saltou de R$ 405,486 bilhões (em 2002) para R$ 698,320 bilhões. Com isso, a fatia dos impostos de pessoas físicas frente ao total arrecadado chegou a 13% entre 2002 e 2011.

A evolução na arrecadação de impostos confirma que é intencional a política de manter as Forças Armadas sob constante sufoco orçamentário. Dinheiro tem. Não se investe no Exército, Marinha e Aeronáutica para cumprir a criminosa estratégia de enfraquecer o Poder Real Brasileiro. Com os guardiães da Defesa Nacional operando na míngua de recursos, fica facilitada a política globalitária de manter o Brasil como mera colônia de exploração, sem capacidade real de desenvolvimento.

O curioso é que os cidadãos é quem ajudam a financiar, via impostos extorsivos, o crime de lesa-pátria praticado por integrantes do Governo do Crime Organizado contra o Brasil.

Marinha numa gelada

O programa brasileiro na Antártica teve apenas metade de seu orçamento efetivamente gasto no ano passado.

O Proantar, o programa na Antártica, tinha recursos da ordem de R$ 18,3 milhões.

Mas apenas R$ 9,2 milhões foram efetivamente pagos em 2010 – segundo levantamento do Senado.

Com um orçamento assim, motivo de piada, o Proantar vai acabar mudando de nome para "Proanta" - o que seria uma alteração poética perfeita, se estivéssemos sob o governo de uma "Presidanta" e não de uma Presidenta...

Promessa não é dívida

O orçamento em pesquisa do Proantar caiu de R$ 15 milhões (em 2009) para R$ 1,9 milhão (em 2011).

Cientistas já advertem que poderá ocorrer atraso em pesquisas a partir de 2013, caso o orçamento científico não seja reforçado.

Agora, com a quase destruição Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e das suas pesquisas, resta acreditar na promessinha oficial de que haverá investimentos para a reconstrução de tudo que se perdeu com o fogo.

Mais impostura

O brasileiro paga um dos litros de gasolina mais caros do mundo, e pouca gente reclama de forma consistente.

Os impostos cobrados sobre o produto nas bombas são os responsáveis pela distorção.

A gasolina comum vendida nos postos do país (R$ 2,90 por litro) custa 40% a mais do que em Buenos Aires (R$ 2,08) e 70% acima do comercializado em Nova York (R$ 1,71).

Mole não

O preço do combustível ao consumidor é atualmente composto por 39% de carga tributária (ICMS, Cide, PIS/Pasep e Cofins).

Outros 18% são a margem da distribuidora e revendedora; 9% são o custo do álcool anidro (que é adicionado à gasolina) e mais 34% referem-se ao custo da refinaria.

A Petrobras recebe sem impostos R$ 1,02 para cada litro de gasolina comum vendida nos postos, considerando um valor de R$ 3 por litro.

Aumento por aí?

A Petrobrás deixou de arrecadar R$ 7,8 bilhões em 2011 para “subsidiar” o preço dos combustíveis.

Na gasolina, a empresa alega que não tem ingerência sobre o valor restante (R$ 1,98) onde os impostos fazem a festa sobre o preço final pago pelo consumidor.

Por isso, como aumento internacional do preço do barril de petróleo, é bom que os brasileiros já preparem o bolso para aumentos dos combustíveis, muito em breve...

Por falar nisso...

É preciso denunciar os assaltos diários aos postos de gasolina em quase todo o país, causando prejuízos materiais e ceifando a vida de clientes e funcionários.

Leia o artigo do engenheiro químico Antônio Antunes no site Fique Alerta:

http://www.fiquealerta.net/2012/02/farsa-do-teste-nos-combustiveis.html

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Fevereiro de 2011.

Mulheres estranhas!

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

A ideologia que alimenta esses pobres espíritos é tal uma fôrma que molda o caráter de cada uma dentro de uma mesma linha de fabricação. Daí, a produção em série. Excetuando-se a apagada Ana de Hollanda, as demais assemelham-se às chefes de disciplina em orfanatos de crianças, na Inglaterra do século XIX.

O azedume que se estampa nas faces dessas mulheres, o voltarem-se para a negação do ser e não para a sobrevivência dele são sinais indicadores de que a obsessão doutrinária, a lavagem cerebral, a despersonalização de si mesmas são os fatores que as levaram a abraçar causas tortas que se opõem à natureza das coisas.

Declararem-se a favor de desvios morais, a fim de fazer crer que a igualdade de natureza sexual é idêntica à igualdade de direitos e deveres como cidadãos, é manipularem a letra da lei; é afrontarem os sentimentos da sociedade, é desvirtuarem as naturais tendências de cada pessoa, é levarem-na à degradação. Aproveita-se essa gente da ignorância e da alienação, estados deploráveis em que, infelizmente, a sociedade teima em permanecer.

Não tenho simpatias por padres nem por nenhuma das alas da Igreja, principalmente a CNBB, contudo, não posso deixar de reproduzir as palavras do bispo de Assis (SP), D. José Benedito Simão, presidente da Comissão da Vida, deste mesmo segmento da Igreja. Sendo ele lutador em prol da vida, revidou as palavras da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para Mulheres, já que é defensora da prática do aborto, logo, da morte.

Diz o bispo, segundo o ESTADÃO.COM.BR (Política), em 13/2/2012: A ministra “é uma pessoa infeliz, mal-amada, e irresponsável” que “adotou uma postura contra o povo e a favor da morte”.

A escolha dessa ministra foi um dos muitos erros de dona Dilma por manter-se arraigadamente com um pé no passado, o que justifica ser o seu governo retrógrado, por congregar à sua volta elementos incapazes, de uma época que não deseja considerar ultrapassada.

Injetou no seu pensar, ter a obrigação de trazer de volta a escória de seus antigos “aparelhos”, para tirar uma lasca do poder e, com ele, do dinheiro público.

O que se estranha é que a Secretaria destinada a uma política para as mulheres seja dirigida por estranha mulher, com estranha filosofia de vida (ou de morte). Aliás, traz desconfiança qualquer entidade, departamento, ministério, instituição que tenham, na sua designação, uma identificação especificadora de sexo, etnia ou religião.

Uma Secretaria destinada a mulheres, também não é uma discriminação?

Não é a maneira dissimulada de considerar as mulheres dependentes do Estado e, portanto, peças maleáveis nas mãos ásperas do governo?

Não é uma forma de manipular as de baixa renda e obrigarem-nas a abortarem ou a outro ato abominável qualquer?

Toda a atenção será pouca em relação às atividades desta Secretaria, e acompanhar quais ações vão ser postas em prática é um dever e, como tal, não se pode relegar.

Afinal, a própria ministra declarou ter aprendido a prática de fazer aborto, em 2004, sem ser médica.

Ainda a mesma fonte anterior (ESTADÃO.COM.BR), em 14/2/2012, informa que “a ministra afirma que foi para a Colômbia aprender a fazer aborto pelo método Amiu (Aspiração Manual Intrauterina).

O mais grave nesta informação é que “Segundo ela, (continua o jornal virtual) a entidade feminista da qual participava tinha como objetivo "autocapacitar" mulheres para "lidar com o aborto", mesmo sem conhecimentos de medicina.” Isto faz lembrar o nazismo.

O que pretende esta Secretaria fazer com as mulheres, de pouco ou nenhum conhecimento sobre as consequências que recairão no seu próprio corpo? Que sanha é esta de destruição da vida humana?

Quais argumentos terão as autoridades para fechar clínicas clandestinas, os chamados “açougues”, se a própria ministra agiu (ou age) clandestinamente? Quem tem poder, pode? Quem não tem, dane-se? Afinal, a lei é ou não aplicável a todos?

Será possível que essa presidente atabalhoada não acerte a mão, pelo menos uma vez?

É imperioso que busque em centros de inteligência alguém mais equipado intelectualmente e de mãos limpas, já que dentro de suas hostes a qualidade de recursos humanos é precária.

É igualmente imperioso que reconheça, o quanto antes, a pobreza de espírito dos que a rodeiam, o que lhe concede, e ao Lula, o galardão de governantes que reuniram o maior número de ministros e assessores incompetentes e corruptos, na história política brasileira, tanto no campo do desvio do dinheiro público, quanto no desvio dos mais caros valores da dignidade humana.

Neste, então...

Como o Brasil aguenta, não se sabe.

Aileda de Mattos Oliveira é Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de Defesa.