quinta-feira, 31 de maio de 2012

Investigação contra Lula na Justiça Federal deve ter o mesmo destino da calçola perdida na Câmara

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

O Brasil é mesmo o País da piada pronta onde tudo acaba na famosa pizza da impunidade. A CPI do Cachoeira tende a desaguar em nada. Também já foi rapidamente abafada a gravíssima crise institucional – agravada pelas revelações da indiscreta conversa entre o ex-Presidente Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Agora, para completar o caldo, só falta o julgamento do mensalão, assim que for agendado, manter a rotina de punir ninguém. Assim caminha a Nação que incinera a calcinha gigante, branca e vermelha, com babadinhos nas bordas, misteriosamente abandonada no plenário da Câmara dos Deputados, quinze dias atrás, por algum parlamentar despudorado – como a maioria da classe política tupiniquim.

Ontem, nos bastidores do Judiciário, já circulava a informação segura de que deve ser rejeitado pedido de investigação feito pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, para investigar como Lula promoveu tráfico de influência e tentativa de extorsão contra Gilmar Mendes, para tentar postergar o julgamento do Mensalão. O despudorado escândalo foi parar nas mãos da procuradora-chefe da Procuradoria da República do Distrito Federal, Ana Paula Mantovani. A Central de Previsões Escatológicas do Detrito Federal já avisava ontem que deve ter o mesmo destino da calcinha do Congresso aquele eventual inquérito que apuraria o evidente crime tráfico de influência, corrupção ativa e coação no curso do processo judicial mensaleiro cometido por Lula.

O sempre eficiente poder de mobilização da petralhada já entrou em ação, a todo vapor, para blindar e prestigiar o Presidente paralelo do Brazil. Lula até aproveitou sua palestra ontem, no 5º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, com dirigentes de dezenas de nações de países africanos e latinos americanos, para fazer sua tradicional ameaçazinha velada, sempre que o tempo fecha contra ele, igual nos tempos da denúncia do mensalão, no primeiro mandato. Teatralizou Lula, posando de forte e inexpugnável: “Eu vou falar de pé porque senão podem dizer que estou doente, então é para evitar esses pequenos dissabores. Vocês sabem que tem muita gente que gosta de mim, mas tem outras que não gostam e eu tenho que tomar cuidado com essas. Elas são minoria, mas estão aí no pedaço”.

Mais cedo, na linha de blindagem pró-Lula, a fiel Presidenta Dilma Rousseff já tinha aproveitado a entrega do 4º Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil, no Palácio do Planalto, para homenagear seu Chefão: “Processos e pessoas têm uma ligação íntima. As pessoas nos lugares certos e na hora certa mudam os processos e transformam a realidade. Por isso, eu queria, de fato, aqui, fazer uma homenagem especial ao presidente Lula”. Resultado: durante longos 43 segundos, a plateia aclamou o homenageado com o tradicional refrão: "Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula".

Só faltou algum fã-puxa-saco atirando no bem amado $talinácio aquela calçola abandonada no plenário da Câmara. A homenagem no melhor estilo do falecido Wando só não foi possível porque a misteriosa lingerie acabou queimada – como muitos arquivos que podem comprometer nossa politicalha. A calçola perdida – fetiche de algum deputado que a deixou cair do bolso durante uma Ordem do Dia do Legislativo Federal – se transforma em mais um símbolo (nada sexual) do despudor que infesta nossa perdida Ilha da Fantasia no Planalto Central.

Fica a lição de sempre: Perde-se a calcinha, os políticos ficam com o rabo de fora, e os verdadeiros bundões - que assistem aos atos despudorados – permanecem incapazes de reagir para mudar o Brasil para melhor.

Solução tradicional

Diante da inutilidade da CPI do Cachoeira, na qual os convocados se aproveitam da regra constitucional do direito ao silêncio para nada revelar, surge uma solução mágica para punir algum inocente:

Que tal jogar a culpa de tudo no mordomo do Papa?

Assim, o Governo do Crime Organizado ainda tem a chance de pedir um perdão divino para seus permanentes pecados contra a Nação...

Outra piada séria

Tática defensiva para o caso do santo nome do Cabral aparecer citado na degravação de alguma conversa captada pelo quebrado sigilo telefônico da empreiteira Delta.

A citação será o resultado criminoso de alguma plantação nominal feita por algum maldoso torcedor rubro-negro interessado em manchar a imagem de Pedro Alvares Cabral - aquele famoso navegador português que fundou o DEM assim que encontrou com os índios de Porto Seguro.

A CPI concluirá que o difamador flamenguista envolve o nome do Cabral com a Delta apenas para esconder a simpatia dele pelo Vasco da Gama - outro famoso navegante lusitano que tempos atrás era subjugado pelo inesquecível Eurico Miranda.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Maio de 2012.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Novo ataque de Gilmar, inquérito federal e quebra de sigilo da Delta transformam Chefão Lula em vidraça

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Por Jorge Serrão

O casebre do Doutor Chefão $talinácio começa a desabar. Primeiro, porque o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, resolveu declarar guerra total à Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo, porque o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir a abertura de um inquérito para investigar como Lula promoveu tráfico de influência e tentativa de extorsão contra Gilmar Mendes, para tentar postergar o julgamento do Mensalão. Terceiro, porque a CPI do Cachoeira acabou quebrando o sigilo financeiro da matriz da Delta – o que pode envolver Lula com negócios da empreiteira que faturava alto com o PAC (Programa de Aceleração da Corrupção).

O primeiro tiro contra Lula é pesado demais. Em entrevista a O Globo, Gilmar Mendes denunciou que Lula promove uma “sórdida ação orquestrada para enfraquecer o Supremo, levar o tribunal para a vala comum, fragilizar a instituição e estabelecer a nulidade da Corte”. Gilmar também criticou e provocou um desgaste que pode ser fatal para Nelson Jobim, o promotor do encontro entre ele e Lula: “O Jobim disse que o relato era falso. Eu disse: “Não, o relato não é falso”. A Veja compôs aquilo como uma colcha de retalhos, a partir de informações de várias pessoas, depois me procuraram. Óbvio que ela tem a interpretação. O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira”.

O segundo tiro contra Lula também pode ter sérias conseqüências, já que ele não tem mais imunidade e nem foro privilegiado. Judicialmente, está frágil como alguém que se pensa um Deus, mas é acometido de um virulento câncer. DEM, PSDB, PPS e PSOL entraram com uma representação na Procuradoria Geral da República para denunciar que Lula cometeu três crimes - tráfico de influência, corrupção ativa e coação no curso do processo judicial -, na reunião em que pediu a Gilmar Mendes o adiamento do mensalão. O procurador-geral Roberto Gurgel já avisou que encaminhará o caso para a procuradora-chefe da Procuradoria da República do Distrito Federal, Ana Paula Mantovani.

O terceiro tiro contra Lula já está programado, se a petralhada não conseguir desarmar, A quebra de sigilo do escritório central da Delta Construções, no Rio de Janeiro, pode revelar alguns documentos que comprometam Lula e seu parceirão, o governador Sérgio Cabral. A oposição aposta que uma rigorosa investigação sobre o presidente licenciado da construtora, Fernando Cavendish, também atingirá Cabral e, por extensão, Lula. Ontem, na votação sobre a quebra do sigilo da Delta, ficou claro um racha na base alugada (ops, aliada). O PMDB foi contra, acompanhado do blindador-mor de Lula e Cabral, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Já os petistas apoiaram a quebra, que seria inevitável, já pensando em usar politicamente, em futuro próximo, as valiosas informações que possam ser obtidas.

No íntimo, é a Presidenta Dilma Rousseff quem deve estar gostando desse tríplice ataque contra Lula. Embora ainda lhe pareça fiel, Dilma corta dobrados com as ações políticas de bastidores do “presidente paralelo” da República Sindicalista do Brazil. Para sorte dela, além de desgastado pelo tratamento pesado contra o câncer de laringe e as seqüelas da quimio e radioterapias, Lula tem cometido erros táticos primários – como a pressão para criar uma CPI que agora pode se voltar contra ele e as articulações no Judiciário para postergar e tentar sair vencedor no julgamento do Mensalão – onde só não entrou como réu por um milagre inexplicável.

De pedra e cara de pau, Lula agora é uma frágil vidraça, com fortes indicações de que acabará quebrada. Como não conta mais com o foro privilegiado, terá de responder por suas marcadas nos tribunais. Embora tenha maioria no STF, para onde indicou seis dos atuais 11 ministros, Lula terá enfrentar a ira de outro inimigo, além de Gilmar Mendes.

Por ironia, o maior desafeto interno de Gilmar na Corte também espera a hora de dar o troco em Lula. Joaquim Barbosa até hoje não engole a arapuca que identifica ter sido armada pelo Palhaço (ops, Palácio) do Planalto para desestabilizá-lo, naquele episódio da fotografia do chopp em um bar de Brasília, quando estava de licença médica.

Além de se cuidar contra si mesmo, Lula deve se preparar para as pedradas nunca antes levadas na história deste País... Lula hoje dará uma palestra bem remunerada em Brasília e deve aproveitar para botar mais fogo na polêmica...

Motivo da revelação

Gilmar Mendes revelou ontem o motivo de relatar o encontro com Lula.

Recebeu informação "de pessoas confiáveis" de que notícias contra ele estavam "sendo plantadas e divulgadas, inclusive com participação do Presidente".

Gilmar também interpretou por que Lula embarcou na tese de tentar envolvê-lo com o esquema de Carlinhos Cachoeira, por conta de uma amizade com o desgastado senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO):

"O objetivo era melar o julgamento do mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de corrupção. Era isso. Tentaram fazer isso com o Gurgel e estão tentando fazer isso agora".

Lula sendo usado?

Na entrevista a O Globo, Gilmar dá uma interessante interpretação ao comportamento de Lula:

O Globo - Um ex-presidente empenhado em pressionar o STF não mostra alto grau de desespero com a possibilidade de condenação no mensalão?

GILMAR: É difícil classificar. A minha indignação vem de que o próprio presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos. E a partir de desinformação, esse que é o problema.

O Globo - Ele pode ter sido usado?

GILMAR: Sim, a sobrecarga... Ele não está tendo tempo de trabalhar essas questões, está tratando da saúde. Alguém está levando esse tipo de informação. Fui a Berlim em viagem oficial. Por conta do STF. Pra que ficar cultivando esse tipo de mito? São historietas irresponsáveis. Qualquer agente administrativo saberia esclarecer isso.

O Globo - Esses ataques não atingem o STF?

GILMAR: Claro, evidente. O intuito, obviamente, não é só me atingir, é afetar a própria instituição, trazê-la para essa vala comum.

Resumo da Ópera

Do administrador Gil Cordeiro Dias Ferreira, em carta aos jornais, um belo resumo da novela Lula x Gilmar:

O kafkiano episódio Gilmar – Jobim – Lula evoca afamado filme de André Cayatte, lançado em 1963 - “Le glaive et la balance” (“O gládio e a balança”, instrumentos portados por Têmis, deusa da Justiça, cuja estátua adorna a entrada do STF, já presidido por Gilmar e Jobim), lançado no Brasil com o nome de “Dois são culpados” e tendo como principal ator Anthony Perkins, o Norman Bates de “Psicose”. Trata-se de uma história de julgamento. Três suspeitos são presos pelo sequestro e assassinato de um garoto. Os relatos das testemunhas demonstram que o crime foi cometido por dois deles. O terceiro apenas se encontrava próximo à cena, mas torna-se impossível identificar qual deles é o inocente, pelas argumentações rebuscadas dos advogados de defesa, que buscam convencer o júri a absolver seus clientes por insuficiência de provas. A estratégia dá certo - os jurados, receando condenar à morte um inocente, absolvem o trio. Todavia, uma turba aglomerada do lado de fora do tribunal, aguardando o veredicto, enfurece-se. Sobrevém um grande tumulto. A polícia tenta proteger os suspeitos, retirando-os dentro de um camburão, mas a multidão descobre e depreda o veículo, que é incendiado, e seus três ocupantes – os dois culpados e o inocente – morrem carbonizados.

Talvez a novel Comissão da Verdade, tão decantada pelos seguidores de Lula como capaz de trazer à luz todos os episódios obscuros transcorridos no Brasil, possa deslindar esse dilema, pelo princípio da Navalha de Okham, ou seja, a explicação mais simples é a verdadeira, antes que vejamos em Brasília o mesmo desfecho do filme.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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terça-feira, 29 de maio de 2012

Base alugada fará de tudo para que CPI blinde a Delta e não convoque governadores, para salvar Lula

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Por Jorge Serrão

Hoje é o dia D para a Comissão Paralamentar a Impunidade do Cachoeira. Lula da Silva, que agora precisa de um tratamento contra ele mesmo, está com o dele na reta e apertadinho. Se a CPI votar a quebra de sigilo do escritório central da Delta Construções, no Rio de Janeiro, alguns documentos têm tudo para mostrar que a relação entre o Doutor Chefão Lula e o governador Sérgio Cabral vai muito além da amizade política. Mas tudo indica que a base alugada (ops, aliada) deve blindar a Delta e ainda recusar a convocação dos governadores Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e Cabralzinho.

Apesar de todas as evidências em contrário, o presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), alegou ontem que não há motivos para pedir explicações do Presidente Lula sobre a tentativa de tráfico de influência e extorsão contra o ex-Presidente e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Sem se expor publicamente (porque mesmo quem tem rêgo de aliado tem medo), Lula usou o instituto com nome dele para lançar uma nota (oficial) negando toda história e chamando Gilmar de mentiroso. Já o ministro voltou ontem a confirmar a postura nada republicana de Lula no encontro deles, dia 26 de abril, no escritório de Nelson Jobim, em Brasília.

Até um bebê de colo sabe que Lula cometeu crime ao propor ao ministro Gilmar Mendes o adiamento do julgamento do Mensalão em troca de eventual "blindagem" do magistrado na CPI do Cachoeira. Por isso, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, tem o dever legal de pedir a abertura de um inquérito para investigar a revelada tentativa de crime de tráfico de influência e até de extorsão praticadas pelo ex-Presidente da República contra um ministro titular e ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal. Será que o povão vai ter de perguntar: “Cadê você, MP?”

Do jeito que a coisa vai, a CPI terá de pedir ao pessoal do Casseta, com urgência, que convoque para lá o solucionador de problemas retrofurinculares, Doutor Jacinto Leite no Rego. Aliás, um País que não se indigna com mais uma atitude despudorada do ex-Presidente Lula tem duas opções. Ou recorre ao famoso médico do Agamenon Mendes Pedreira, ou convoca o também famoso Marechal Oriental Massarikonoku para curar tanta apatia generalizada (no sentido denotativo e no conotativo do termo).

Viagem Blue

Tomara que a fusão Azul-Trip seja mesmo uma concorrente para combater o duopólio da Gol-TAM na aviação brasileira – caríssima e carente de vôos regionais.

O novo grupo, com um grupo com receita de R$ 4,2 bilhões este ano, já detém 14,2% do mercado.

O conselho da holding Azul Trip será presidido por David Neeleman, fundador da Azul.

For estudantes

Estão abertas as inscrições para a 8ª edição dos Prêmios Santander Universidades.

Após distribuir mais de R$ 3,9 milhões em prêmios, a edição 2012 traz novidades.

Uma nova categoria foi criada: dentre as categorias do Prêmio Santander de Empreendedorismo, que contemplam: Economia Criativa, Empresas de Base Tecnológica, Setores Tradicionais, Biotecnologia e Saúde, será reconhecido o Jovem Empreendedor Comunitário – autor do projeto da modalidade empreendedor, que seja universitário residente, ou que comprove ser oriundo de uma comunidade carente.

Conheça as premiações – detalhes, regulamento e inscrições: www.santander.com.br/universidades

Let´s estudar outside

A Amcham (Câmara Americana de Comércio) firmou recentemente uma parceria com o CNPq em prol de apoio ao Programa Ciência Sem Fronteiras.

O objetivo é garantir estágios em empresas norte-americanas durante o período em que os estudantes do programa realizam intercâmbio nos Estados Unidos.

Assim, o jovem poderá absorver não apenas aspectos culturais, mas também profissionais do país.

Good ideias

A Amcham acaba de assinar um acordo (Memorando de Entendimento) com o CNPq e se prepara para celebrar acordo semelhante com a Capes.

O CEO da Amcham, Gabriel Rico, explica a essência do programa:

O papel da Amcham é fomentar estágios dos estudantes que vão ao exterior, orquestrar uma ponte entre os alunos e as companhias. O Brasil tem grande capacidade de produção estudos, mas ainda é pobre em criação de patentes. Vivenciar um ambiente de produtividade crescente, de melhoria de processos que resulte em patentes é essencial e, nesse aspecto, as empresas americanas são campeãs”.

Skal Brasil on Sarneyland

Nesta quarta-feira começa o 42º Congresso Nacional do Skal Internacional do Brasil, que será realizado até 3 de junho em São Luís, Barreirinhas e São José de Ribamar, no Maranhão.

O evento, que registra recorde de pré-inscritos (285 congressistas), passou a ser considerado um dos mais importantes eventos do calendário turístico mundial, pois reunirá autoridades e lideranças nacionais e internacionais para debater questões de interesse setorial, promovendo o relacionamento e o network entre profissionais dos diferentes segmentos do trade turístico.

O assunto de destaque do evento será os princípios do desenvolvimento sustentável, compreendido sob a ótica ambiental, social e econômica.

Visiting Reuters

Mais de 50 CEOs e executivos das principais empresas latino-americanas, bem como presidentes, governadores dos bancos centrais, ministros, reguladores e oficiais do governo, irão visitar os escritórios da Reuters, em São Paulo, Rio de Janeiro, Cidade do México, Brasília, Santiago, Bogotá, Buenos Aires, Lima, Quito, Assunção, Medellín e Nova York.

As visitas acontecem de ontem até 1º de junho para discutir as perspectivas para os negócios e os investimentos na América Latina, além do impacto dos eventos econômicos mundiais em uma série de entrevistas exclusivas.

As histórias e vídeos dessas sessões do Reuters Latin America Investment Summit serão publicados on-line no endereço http://www.reuters.com/summit/LatinAmericanInvestment12

Aposta na reciclagem

Nos próximos três meses, São Paulo vai ganhar 50 Eco Pontos do Projeto Gira Brasil, que desenvolve uma eficiente logística de reciclagem de lixo, e promete mudar o comportamento do brasileiro em relação ao tema.

A população poderá depositar os resíduos separados em papel, plástico, metal e longa vida; vidro; celular

Nos Eco Pontos, criados pelos artistas plásticos Alê Jordão, Alexandre Iódice, Kobra, Thais Beltrame e Zezão, haverá um Boa Kids, em menor altura, para que as crianças também possam participar ativamente.

Adriane Galisteu, Reinaldo Gianechinni, Paola de Oliveira, Paulinho Vilhena, Rodrigo Faro, Marcelo Faria e Marisa Orth são algumas das personalidades que divulgam o projeto que tem patrocínio da Oi e da Bombril.

The cachaça is nossa?

O grupo britânico Diageo pagou R$ 900 milhões para ficar com a cearense Ypióca.

Líder global de bebidas alcóolicas, dona das marcas Johnnie Walker, Buchanan's, Guiness e Smirnoff, a Diageo pretende lançar no mercado internacional a cachaça premium brasileira, que vem embalada em palhinha e é produzida desde 1846.

Os brasileiros que se cuidem porque o próximo alvo dos ingleses é a cachaça mineira Germana – que tem até uma versão especial que é exportada apenas para a Inglaterra...

Super Helinho again...

A Olympikus está mais tensa que o Lula, porque a Adidas pretende fazer do Flamengo uma marca mundial como o Bayern de Munique, o Chelsea, o Milan e o Real Madrid.

Para isso, a Adidas propôs ao Flamengo um contrato de R$ 350 milhões em dez anos.

A empresa alemã oferece R$ 35 milhões anuais ao Mengão, enquanto a Olympikus paga R$ 18 milhões.

Já pensou se o $talinácio tivesse oferecido algo parecido ao Gilmar para ele trocar de camisa no STF?

News verry Boa

Cacau Olivier informa que a belíssima Lorena Bueri, a Gata do Paulistão 2012, é a nova apresentadora da TV FPF.

A boa repórter até já fez sua primeira matéria para o canal de notícias da federação paulista de futebol pela internet:

Confiram a boa notícia em: http://www.futebolpaulista.com.br/tvfpf/2012/05/28/Brasil

Justification

A edição de hoje do Alerta Total teve a consultoria espiritual do poliglota Joel Santana, nos pequenos títulos.

Lula deveria recorrer a este nazareno linguista na hora que precisar falar, publicamente, sobre o escandaloso papo dele para cima do Gilmar Mendes.

Quem sabe, Lula até possa alegar que falou com Gilmar na língua “ingleza” do Joel e acabou mal compreendido em suas boas intenções...

The Little Old Women of Taubaté vai acreditar nele, como de costume…

Life que go on... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


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Circo Parlamentar de Inquérito

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Célio Pezza

Esta semana assistimos a mais um espetáculo do circo montado no Senado chamado CPI do Carlos Cachoeira. Lá compareceu o réu, empresário e contraventor Carlinhos Cachoeira, para explicar sua relação de corrupção ativa com parlamentares, empresários e órgãos da imprensa. Ele entrou mudo e saiu calado, num claro deboche a todos os presentes que fizeram perguntas ao vento. Ao seu lado, o poderoso advogado de defesa Márcio Thomaz Bastos que já foi presidente da OAB, Ministro da Justiça no governo Lula e acostumado a defesas polêmicas, orientava seu cliente a como debochar da justiça dentro da lei.

Nesta mesma semana, li uma publicação da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, sobre uma pesquisa chamada ICJ (Índice de Confiança na Justiça) – Brasil – 1º. Trimestre de 2012. A crise no sistema de Justiça no Brasil não é recente e esta pesquisa mostra como o cidadão brasileiro enxerga algumas importantes instituições democráticas. Vale salientar que é uma pesquisa nacional feita de acordo com métodos aprovados pelo IBGE, com um universo de 1550 cidadãos acima de 18 anos de idade e de acordo com a proporção da população de cada estado brasileiro. Ela mostra algumas conclusões interessantes, que tem muito a ver com o Circo Cachoeira.

No item Confiança nas Instituições, aparece em primeiro lugar as Forças Armadas, com 73% de aprovação do povo brasileiro. A Igreja Católica vem em segundo lugar, com 56%. O Ministério Público aparece em terceiro, com 55%, seguido das Grandes Empresas com 45% e da Imprensa Escrita, com 45%. O Poder Judiciário aparece com 42%, o Governo Federal com 40%, a Polícia com 38%, as Emissoras de TV com 33%, o Congresso Nacional com 22% e em último lugar da lista, os Partidos Políticos, com 5%.

Esta pesquisa mostra bem a desilusão do cidadão brasileiro com algumas importantes instituições e sua confiança clara nas Forças Armadas, como organismo menos corrompido, em comparação aos demais. É a tradução simples de que o cidadão de bem não aguenta mais ver o mesmo espetáculo político circense onde mudam os artistas, mas a história é sempre a mesma. Fica claro que a plateia de palhaços não suporta mais assistir este tipo de espetáculo.

Temos que exigir dentro da lei para acabar com os circos e os artistas de quinta categoria que não sabem fazer espetáculos com um mínimo de decência. Recém foi criada uma Comissão da Verdade para apurar crimes do passado, mas onde está a Comissão da Verdade para crimes do presente? A nossa História está sendo construída hoje e cheia de crimes! Esta é a grande verdade.

Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, e o seu mais recente A Palavra Perdida. Saiba mais em www.celiopezza.com / Blog: celiopezza.com/wordpress

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Procurador Gurgel pode mandar investigar Lula por tráfico de influência e extorsão contra ministro do STF

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Quem procura acha... As inconfidências de Gilmar Mendes podem render problemas judiciais para o Doutor Chefão Luiz Inácio Lula da Silva. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, tem tudo para pedir a abertura de um inquérito para investigar a revelada tentativa de crime de tráfico de influência e até de extorsão praticadas pelo ex-Presidente da República contra um ministro titular e ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal. Gurgel tem o dever de agir com rigor neste caso que envolve pelo menos uma autoridade com foro privilegiado: Gilmar. Lula perdeu o privilégio dele.

Não dá para ignorar a gravidade da revelação feita por Gilmar Mendes à revista Veja. O ex-Presidente da República, veladamente, fez ameaça ao ministro do STF. Gilmar Mendes confirmou que Lula lhe pediu para tentar adiar o julgamento do mensalão. Ofereceu, em troca, uma blindagem a Gilmar na CPI do Cachoeira. A clara tentativa de tráfico de influência, com extorsão, aconteceu em Brasília, no dia 26 de abril. O picadeiro da proposta indecente feita pelo eterno sindicalista de resultados foi o escritório de Nelson Jobim - ex-ministro da Justiça e ex-presidente do STF.

Lula teria recomendado a Gilmar que o mais correto seria julgar o mensalão após as eleições municipais de outubro. O companheiro $talinácio também teria dito a Gilmar: “o Zé Dirceu está desesperado”. Gilmar Mendes reagiu com indignação: “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do Presidente Lula”. Outro membro do STF, não indicado por Lula, Celso de Mello, ainda tirou uma lição do escândalo: “"Um episódio negativo e espantoso em todos os aspectos. Mas que servirá para dar relevo à correção com que o STF aplica os princípios constitucionais contra qualquer réu, sem importar-se com a sua origem social e que o tribunal exerce sua jurisdição com absoluta isenção e plena independência".

Agora, de nada adianta o anfitrião do encontro Lula-Gilmar, o Genérico sem estrelas Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa, tentar defender Luiz Inácio, alegando que "nada do que foi relatado pela Veja aconteceu". Pior ainda foi o que Jobim comentou com a reportagem do jornal gaúcho Zero Hora: "Estranho que o encontro tenha acontecido há um mês e só agora Gilmar venha se dizer indignado com o que ouviu de Lula. O encontro foi cordial. Lula queria agradecer a colaboração de Gilmar com o seu governo".

Gilmar Mendes ouviu de Lula e tornou pública a estratégia que usaria para influenciar os demais ministros do STF. Lula escalaria o amigo Sepúlveda Pertence, ministro aposentado do STF e chefe da Comissão de Ética Pública da Presidência, para conversar sobre o processo do mensalão com a ministra Cármen Lúcia. Sepúlveda é padrinho da indicação da ministra ao tribunal. Lula também comprometeu o ministro José Dias Toffoli – também indicado por ele: “Eu já disse ao Toffoli que ele tem que participar do julgamento”. Lula não liga que a namorada dele seja advogada de Roberta Rangel, que atuou na defesa de três réus do mensalão. Lula também conta que, em 2013, os ministros Ayres Britto e Cesar Peluso, propensos à condenação dos réus, estarão aposentados.

Quem procura acha...

Lula cometeu uma de suas maiores besteiras dos últimos tempos.

A bobagem anterior foi investir na abertura da CPI do Cachoeira – onde ele agora de passar de pedra à vidraça.

A “oposição” já pensa em convocá-lo para que explique a tentativa de chantagem contra um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Interpelável

O PSDB já avalia qual será a melhor forma jurídica e política de interpelar o ex-presidente Lula.

A revelação de Gilmar Mendes à Veja apenas explicitou o que se comentava nos bastidores.

Diretamente ou com ajuda de interlocutores, Lula vinha forçando ministros do Supremo Tribunal Federal a se esforçar pelo adiamento do julgamento do Mensalão.

Lula sabe muito bem que postergar o mensalão para o ano que vem pode significar a prescrição de vários crimes do processo.

CPI em chamas

Por causa da trapalhada de Lula, nesta terça-feira, a CPI do Cachoeira corre até o risco de aprovar os requerimentos de convocação dos governadores Sérgio Cabral Filho (RJ), Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF).

O grande temor da petralhada e seus companheiros peemedebistas é que a desgraça da corrupção de Cachoeira deságüe em quem recebia, de verdade e de forma indireta, a grana desviada de grandes obras públicas.

A Delta era a principal empresa do PAC, cuja mãe é a Presidenta Dilma e o padrasto, lógico, era Luiz Inácio Lula da Silva.

Cadeia alimentar

Da lavra da leitora Helena Rodarte Costa Valente, do Rio de Janeiro:

Em 2011, a Braskem do grupo Odebrecht doou R$ 4 milhões ao PT e a JBS, R$ 2,85 milhões. Agregadas à primeira, a Petrobras e sua subsidiária Petroquisa têm 30% do capital votante e 25% do capital total do grupo. Associado à segunda, o BNDES detém cerca de 30% do capital da JBS. Essas uniões sustentam o Partido dos Trabalhadores.

Em 2011, que não foi um ano eleitoral, o Partido dos Trabalhadores conseguiu o milagre de obter R$ 50,7 milhões em doações.

Curioso é que os filiados entraram com apenas R$ 7 milhões do bolo, enquanto a maior parte (R$ 43,7 milhões) foi “doada” por grandes empresas que têm contratos com o Governo...

Torturômetro

O site do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo criou um “torturômetro”.

O contador virtual é a parte mais visível da estratégia para combater o crime de tortura (Lei 9.455/97).

Um clique no banner do torturômetro abre um formulário em que a denúncia pode ser feita até de forma anônima.

Quem preside a Comissão de Enfrentamento e Combate à Tortura é o desembargador Willian Silva.

Prêmio Jabuti

Editores, autores, ilustradores, tradutores e produtores gráficos brasileiros já podem concorrer ao mais tradicional prêmio literário do País, o 54º Prêmio Jabuti.

As inscrições estão abertas, e podem ser feitas pelo site www.premiojabuti.org.br até o dia 30 de junho.

Nesta edição, serão aceitas apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2011, inscritas no ISBN e que apresentem ficha catalográfica.

Homenagem justa

O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo, Luiz Fernando Nóbrega, será homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, nesta segunda-feira.

Motivo justo: sua firme posição a favor da redução dos impostos e da desburocratização do setor.

Aos 38 anos, Luiz Fernando é um dos mais jovens presidentes da história do CRC SP.

Além do Judiciário

Antes da Cúpula dos Chefes de Estado para o Desenvolvimento Sustentável - Rio+20 -, o Rio de Janeiro vai sediar a Conferência Mundial de Direito e Governança para o Desenvolvimento Sustentável.

Será entre os dias 17 e 20 de junho, reunindo Cortes de Justiça de todo o mundo, Ministérios Públicos e Tribunais de Contas, para produzir um documento produzido coletivamente para ser entregue à cúpula dos chefes de Estado da Rio + 20, entre 20 e 21 de junho.

O evento tem apoio da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) e a FGV Projetos (Fundação Getúlio Vargas – Projetos) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Rio+20 simulada

Alunos de escolas do ensino médio dos Estados de São Paulo e Espírito Santo já possuem a agenda reservada para o feriado de Corpus Christi.

Entre os dias 06 e 09 de junho, eles experimentarão a carreira diplomática na VIII Edição do Fórum FAAP de Discussão Estudantil.

As 40 instituições participarão do projeto de simulação de organismos internacionais promovido pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

Educar para crescer

Quatro especiais multimídia incríveis, desenvolvidos pelo movimento Educar para Crescer, podem ser incorporados gratuitamente a sites de escolas, organizações sem fins lucrativos e blogs da área de Educação.

Basta entrar na página http://educarparacrescer.abril.com.br/embed, copiar o código referente ao conteúdo desejado e colar dentro do código html de seu site.

O movimento Educar para Crescer incentiva a leitura e o envolvimento dos pais na educação de seus filhos.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Maio de 2012.

Quem governa?

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

Quem governa? Aqueles em que votamos? Que elegemos para dirigir os destinos do País e, portanto, o nosso? Parece que não é tão simples assim.

Dilma Rousseff ganhou a eleição presidencial, contudo, é o ex-presidente Lula da Silva que em larga medida ainda governa. Mesmo porque, volta e meia ele se reúne com sua afilhada para orientá-la e teve o cuidado de indicar a maioria dos ministros que compuseram o ministério de Rousseff. Não deu certo porque muitos ministros caíram, não porque foram faxinados pela presidente, mas porque se tornou inviável mantê-los depois da enxurrada de provas de corrupção que circularam pela imprensa. Não é à-toa que Lula sempre atacou a mídia e o PT sonha há tempos em acabar com a liberdade de expressão, algo recentemente ostentado claramente pelo presidente do partido, Rui Falcão.

Lula da Silva manda tanto que tem maquinado acertos eleitorais e, contrariando a presidente Rousseff que deve ter lá seus motivos para não ter querido a CPI do Cachoeira, ordenou que a Comissão fosse criada. Seu intuito segundo jornais e revistas seria o de salvar companheiros envolvidos no escândalo do “mensalão”, especialmente o chamado chefe da quadrilha, José Dirceu; desmoralizar o PSDB por conta do suposto envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo, com o bicheiro; desmerecer o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que denunciou os quadrilheiros do esquema e, de quebra; conseguir ganhar em São Paulo elegendo o desastrado ex-ministro da Educação, Fernando Haddad.

Entretanto, se Lula é tido como um gênio da política a jogada da CPI do Cachoeira não está dando certo. A ida de Carlos Augusto de Almeida Ramos ao Congresso foi desmoralizante. Afinal, os parlamentares sabiam de antemão que Cachoeira ficaria em silêncio por direito constitucional e por orientação de seu advogado, Márcio Thomaz Bastos que, curiosamente, foi ministro da Justiça de Lula da Silva. Mesmo assim, senadores e deputados aproveitaram a oportunidade para fazer da pantomima seu palanque com performances de indignação que não existiram, por exemplo, diante do silêncio de Delúbio Soares e Silvinho Land Rover em outra CPI que, como as demais, resultou em nada.

A senadora Kátia Abreu, outrora DEM agora PSB, portanto, da base aliada do governo, foi cortante: “Isso é ridículo. Estamos aqui perguntando para uma múmia. Não vou ficar aqui dando ouro para um bandido. Não vamos fazer papel de bobo para um chefe de quadrilha com cara de cínico”.

O deputado do PR-DF, Ronaldo da Fonseca, saiu-se com essa: “O senhor está com vontade de responder, seu Cachoeira, mas não responda agora não”.

A senadora bem que poderia ter pedido o encerramento não apenas da sessão, mas da grotesca CPI. Afinal, se continuarem blindando a empreiteira Delta e seu dono, Fernando Cavendish, além de governadores e demais políticos envolvidos, a CPI não terá a menor serventia. Culpem, então, a senhora que serve cafezinho na Delta, o office-boy da Veja e apressem o que já se sabe irá acontecer: o impeachment do senador Demóstenes. Feito isso, desmontem o picadeiro.

Quanto ao deputado Ronaldo, foi impróprio para maiorais. Imagine-se se Cachoeira resolvesse falar. Não ia sobrar muito gente.

Na verdade, a CPI ficou desmoralizada quando o deputado petista, Cândido Vaccarezza, enviou um SMS para o governador peemedebista do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, grande amigo de Lula da Silva e de Fernando Cavendish, com os seguintes dizeres na mais pura versão da “Flor do Lácio”: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe. Você é nosso e nós somos teu”.

Aqui se volta à pergunta inicial: Quem governa? Além daqueles que elegemos para cargos do Executivo e do Legislativo, tudo indica que fomos governados também por Carlinhos Cachoeira tal seu poder de influência. Ele possuía uma impressionante rede de relações no Judiciário, na Polícia, no Ministério Público, no Executivo, no Legislativo, no mundo dos negócios. Cavendish, dono da empreiteira mais agraciada com obras pelo governo federal, pelo governo do Rio de Janeiro e de outros Estados, foi chamado de “sócio oculto” do contraventor. Além disso, Cachoeira nomeava pessoas, influía nas emendas ao Orçamento da União. Se isso não é governar não sei mais o que é.

Esse imenso poder paralelo não impede o imperial comando de Lula da Silva. O processo do “mensalão” que se arrasta há quase sete anos corre o risco de não dar em nada se Lula insistir na tese de que o “mensalão” não existe. Se isso acontecer será a pá de cal no Estado Democrático de Direito e o PT continuará a reinar junto com os que também mandam no País: os Cachoeiras e o poder paralelo dos traficantes e de outros tipos de bandidos que afrontam impunemente a população. Afinal, sem o cumprimento das leis um país não é civilizado. Prevalece o “estado de natureza” de que falou Hobbes, “onde não há teu nem meu, mas o que eu puder tomar, pelo tempo que puder conservar”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga - mlucia@sercomtel.com.br - www.maluvibar.blogspot.com

domingo, 27 de maio de 2012

Nelson Jobim está em todas... Lula, também...

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

O ex-Presidente, Doutor Chefão Luiz Inácio Lula da Silva procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes para tentar adiar o julgamento do mensalão, oferecendo em troca uma blindagem a ele na CPI do Cachoeira. O próprio Gilmar Mendes confirma que a estranha conversa aconteceu,em Brasília, no dia 26 de abril. O palco da proposta indecente foi o escritório de Nelson Jobim - ex-ministro da Justiça e ex-presidente do STF. Gilmar Mendes detonou: “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do Presidente Lula”.

Lula teria recomendado a Gilmar que o mais correto seria julgar o mensalão após as eleições municipais de outubro. O companheiro $talinácio também teria dito a Gilmar: “o Zé Dirceu está desesperado”. Lula sabe que um adiamento do julgamento do mensalão para o ano que vem pode significar a prescrição de vários crimes do processo. Para facilitar, em 2013, os ministros Ayres Britto e Cesar Peluso, propensos à condenação dos réus, estarão aposentados. Lula jura que o mensalão é uma ficção...

Um furo de reportagem da Veja, que merecia mais destaque na capa da revista, apenas confirmou como Lula ainda trabalha como um velho sindicalista de resultados. A tentativa de Lula em seduzir Gilmar Mendes é mais uma prova de que o mensalão apavora a petralhada. Só não assusta mais que uma improvável revelação do verdadeiro mandante do hediondo assassinato (com seqüestro, tortura e servícias) do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Como Lula foi responsável pela indicação de seis dos onze atuais ministros do Supremo, acha que pode muito... Neste caso com Gilmar, Lula se phodeu...

Gilmar Mendes ouviu de Lula a estratégia que usaria para influenciar os demais ministros do STF. Lula escalaria o amigo Sepúlveda Pertence, chefe da Comissão de Ética Pública da Presidência, para conversar sobre o processo do mensalão com a ministra Cármen Lúcia. Sepúlveda é padrinho da indicação da ministra ao tribunal. Lula também comprometeu o ministro José Dias Toffoli: “Eu já disse ao Toffoli que ele tem que participar do julgamento”. Lula não liga que a namorada dele seja advogada de Roberta Rangel, que atuou na defesa de três réus do mensalão.

Ontem, o mega-articulador Nelson Jobim fez o que pode para alegar que não era verdade o que a Veja relata que Lula conversou com Gilmar Mendes. Jobim até tentou despistar: Quem tocou no assunto mensalão fui eu, no meio da conversa, fazendo a seguinte pergunta: ´Vem cá, essa coisa do mensalão vai ser votada quando?`. No mais, a conversa girou sobre assuntos diversos da atualidade. O Gilmar e eu estamos envolvidos num projeto sobre a Constituição de 88 e temos nos reunidos sistematicamente para tratar do assunto. Por coincidência, o Gilmar estava no meu escritório, quando o presidente Lula apareceu para a visita. Conversaram cerca de uma hora, mas só amenidades. Em nenhum momento, Lula e Gilmar conversaram na cozinha. Aliás, Lula não esteve na cozinha do escritório".

Gilmar Mendes relatou o teor da conversa com Lula ao presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto. Deve ter sido por isso que Britto declarou, na sexta-feira, passada, que os membros do STF são “vacinados” contra todo o tipo de pressão, como vem ocorrendo às vésperas do julgamento do mensalão. Ayres Britto garantiu que os ministros estarão imunes a uma eventual tentativa de “faca no pescoço” para julgar o caso:

“Não que sejamos indiferentes a legítimos reclames sociais, populares, mas, por mais emocional, passional, até política que seja a ambiência de um determinado processo, o nosso dever é julgá-lo com isenção, imparcialidade, observando as normas técnicas regentes do tema. Para nós do Judiciário, nenhuma faca no pescoço significará perda do foco, da objetividade, da tecnicalidade no nosso julgamento. Ainda está para aparecer alguém que ponha uma faca no pescoço dos ministros do STF para eles julguem com isenção”.

O PT não quer julgamento este ano. O presidente do STF gostaria que o início do julgamento fosse em 5 de junho, terminando entre o final de junho e meados de agosto. Mas Ayres Brito até admite avançar em setembro, mesmo concomitante ao processo eleitoral. Tudo dependerá da velocidade do ministro-revisor do Mensalão. Ricardo Lewandowski precisa liberar o processo para entrar na pauta de julgamento. Ricardo Lewandowski é outro grande amigo de Lula. Vai liberar a tempo? Eis a questão...

Tão ou mais grave que as manobras protelatórias de Lula é a milagrosa arrecadação do PT fora de um ano eleitoral. Em 2011, o Partido dos Trabalhadores conseguiu obter R$ 50,7 milhões em doações. Nem igrejas têm um desempenho tão maravilhoso. Curioso é que os filiados entraram com apenas R$ 7 milhões do bolo. A maior parte (R$ 43,7 milhões) foi “doada” por grandes empresas. Apenas por mera coincidência aquelas que têm milionários contratos com o governo. Tudo dentro da lei... Mensalão, Cachoeira e etc... Tudo ficção...

Voltando ao mundo real, o Alerta Total revelou domingo passado: “Nelson Jobim é a carta na manga do colete dos donos do Brasil para ocupar o poder, caso desande o pirão institucional. Eis a previsão mais manjada da meteorologia para possíveis tempos de instabilidade política na sempre frágil democradura brazileira. Ex-tudo (deputado constituinte, ministro da Justiça, Ministro do Supremo Tribunal Federal e Ministro da Defesa), Jobim é o favorito do chamado Núcleo (que atua ocultamente nas Forças Armadas, a serviço dos esquemas globalitários e contra nossa soberania). Jobim está pronto para segurar qualquer “onda”, caso um “tsunami” resolva fazer uma pseudo-faxina em nossos três poderes”.

Portanto, não foi à toa que Nelson Jobim ajudou a promover e participou do encontrão Lula-Gilmar. Aliás, o escândalo Cachoeira-Delta preocupa Lula – tanto ou mais que o mensalão. Quem tem... Sempre tem medo. O mensalão é fichinha perto deste escândalo atual. Infelizmente, é mais um que tende a acabar em impunidade. Alguém duvida? Só a Velhinha de Taubaté acredita que o chefão do esquema e seus sócios serão exemplarmente punidos.

Enquanto o Governo do Crime Organizado amplia sua metástase, sem direito a tratamento de luxo em Hospital, o brasileiro vai se ferrando. Só este ano, já trabalhamos 150 dias apenas para pagar impostos. Em 2011, foram 149... Na década de 70, tínhamos de trabalhar 76 dias para ficar quites com as mordidas dos fiscos federal, estadual e municipal. Dólar sobe... Inadimplência cresce... A inflação dá repiques não captados pelas estatísticas, porém sentidos pelas donas de casa... A classe mérdia cada vez mais apela ao cheque especial...

O perdido Guido Mantega, Ministro da Fazenda, alega que a restrição ao crédito foi quem freou a economia... Dilma Dynamite brigou com os bancos, e eles fingiram que baixaram os juros... Em meio ao ilusionismo, o sábio Delfim Netto, conselheiro informal do governo na Era Lula, ensina o obvio ululante: “sem equilíbrio entre consumo e investimento, a economia perde funcionalidade no longo prazo”... O BC do B avalia que a economia vai demorar a reagir... Logo...

Calma, pessoal... A propaganda oficial nos jura que está tudo bem... Bem perto do fim... Com ou sem Nelson Jobim... Ele, sim... Está em todas... E espera sua hora... Coisas de Genérico... E tem 4 estrelas de verdade que acredita nele... Definitivamente, Papai Noel existe... Veste o vermelho do PT... Mas é filiado ao PMDB... E ainda usa uns viadinhos tucanos para animar a festança... Todos se merecem... Nós é que não merecemos eles...

PS – O Flamengo está igual ao Lula... Só me dá alegria...


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Maio de 2012.

A Comissão da Verdade e a verdade histórica

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Ives Gandra da Silva Martins

Depois de muita expectativa - e com grande exposição na mídia -, foi constituída comissão para "resgatar a verdade histórica" de um período de 42 anos da vida política nacional, objetivando, fundamentalmente, detectar os casos de tortura na luta pelo poder. A História é contada por historiadores, que têm postura imparcial ao examinar os fatos que a conformaram, visto serem cientistas dedicados à análise do passado. Os que ambicionam o poder fazem a História, mas, por dela participarem, não têm a imparcialidade necessária para a reproduzir.

A Comissão da Verdade não conta, em sua composição, com nenhum historiador capaz de apurar, com rigor científico, a verdade histórica da tortura no Brasil, de 1946 a 1988. O primeiro reparo, portanto, que faço à sua constituição é o de que "não historiadores" foram encarregados de contar a História daquele período. Conheço seis dos sete membros da comissão e tenho por eles grande respeito, além de amizade com alguns. Não possuem, no entanto, a qualificação científica para o trabalho que lhes foi atribuído.

O segundo reparo é que estiveram envolvidos com os acontecimentos daquele período. Em debate com o ex-deputado Ayrton Soares, em programa de Mônica Waldvogel, perguntou-me o amigo e colega - que defendia a constituição de comissão para essa finalidade, enquanto eu não via necessidade de sua criação - se eu participaria dela, se fosse convidado. Disse-lhe que não, pois, apesar de ser membro da Academia Paulista de História, estive envolvido nos acontecimentos. Inicialmente, dando apoio ao movimento para evitar a ameaça de ditadura e garantir as eleições de 1965, como, de resto, fizeram todos os jornais da época. No dia 2 de setembro de 1964, o jornal O Globo, em seu editorial, escrevia: "Vive a nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial à democracia, a lei, a ordem".

A partir do Ato Institucional n.º 2/65, que suprimiu as eleições daquele ano, opus-me a ele, o ponto de, em 13 de fevereiro de 1969, ter sido pedido o confisco de meus bens e a abertura de um inquérito policial militar sobre minhas atividades de advogado, por defender empresa que não agradava ao regime. O mais curioso é que continuei como advogado, tendo derrubado a prisão de seus diretores, no Supremo Tribunal Federal, em 1971, por 5 a 3, à época em que os magistrados não se curvavam ao poder da mídia ou dos detentores do poder. Embora arquivados os dois pedidos, o fato de ter sido anunciada a abertura do processo contra mim, pelos jornais, com grande sensacionalismo, tive minha advocacia abalada por alguns anos. Nem por isso pedi indenizações milionárias ao governo atual, nem pedirei. À época apoiei a Anistia Internacional, tendo entrado para seus quadros sob a presidência de Rodolfo Konder, e fui conselheiro da OAB-SP por seis anos, antes da redemocratização. À evidência, faltar-me-ia, por mais que quisesse ser imparcial, a tranquilidade necessária para examinar os fatos com isenção. Envolvidos da época não podem adotar uma postura neutra ao contar os fatos históricos de que participaram.

O terceiro reparo é que alguns de seus membros pretendem que a verdade seja seletiva. Tortura praticada por guerrilheiro não será apurada, só a que tenha sido levada a efeito por militares e agentes públicos. O que vale dizer: lança-se a imparcialidade para o espaço, dando a impressão que guerrilheiro, quando tortura, pratica um ato sagrado; já os militares, um ato demoníaco. Bem disse o vice-presidente da República, professor Michel Temer, em São Paulo, no último dia 17, que os trabalhos da comissão devem ser abrangentes e procurar descobrir os torturadores dos dois lados.

O quarto reparo é que muitos guerrilheiros foram treinados em Cuba, pela mais sangrenta ditadura das Américas no século 20. Assassinaram-se, sem direito a defesa, nos paredões de Fidel Castro mais pessoas do que na ditadura de Pinochet, em que também houve muitas mortes sem julgamento adequado. Um bom número de guerrilheiros não queria, pois, a democracia, mas uma ditadura à moda cubana. Radicalizaram o processo de redemocratização a tal ponto que a imprensa passou a ser permanentemente censurada. Estou convencido de que esse radicalismo e os ideais da ditadura cubana que o inspiraram apenas atrasaram o processo de redemocratização e dificultaram uma solução acordada e não sangrenta.

O quinto aspecto que me parece importante destacar é que, a meu ver, a redemocratização se deveu ao trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que se tornou a voz e os pulmões da sociedade. Liderada por um brasileiro da grandeza de Raimundo Faoro, conseguiu, inclusive, em pleno período de exceção, com apoio dos próprios guerrilheiros, aprovar a Lei da Anistia (1979), permitindo, pois, que todos voltassem à atividade política. Substituindo as armas de fogo pela arma da palavra, a OAB deu início à verdadeira redemocratização do País.

Por fim, num país que deveria olhar para o futuro, em vez de remoer o passado - tese que levou guerrilheiros, advogados e o próprio governo militar a acordarem a Lei da Anistia, colocando uma pedra sobre aqueles tempos conturbados -, a comissão é inoportuna. Parafraseando Vicente Rao, esta volta ao pretérito parece ser contra o "sistema da natureza, pois para o tempo que já se foi, fará reviver as nossas dores, sem nos restituir nossas esperanças" (O Direito e a Vida dos Direitos, Ed. Revista dos Tribunais, 2004, página 389).

Estou convencido de que tudo o que ocorreu no passado será, no futuro, contado com imparcialidade, não pela comissão, mas por historiadores, que saberão conformar para a posteridade a verdade histórica de uma época.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do CIEE-SP, da ESG e da ECEME; fundador e presidente honorário do CEU/IICS; é autor de "Uma Breve Teoria do Poder". Originalmente publicado no Estado de São Paulo de 26 de maio de 2012.

Valores Catastróficos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net  
Por Arlindo Montenegro

Se os cálculos estão corretos, neste momento, a República Popular da China conta com mais de 20% da população do planeta. Menos de 1/3 da população está arregimentada para alcançar os níveis e comodidades do que se denomina mundo desenvolvido: casa própria, eletro domésticos, comida industrializada, carro em vez de bicicleta ou andar a pé, shoppings e supermercados.

A maioria esmagadora vive em condições miseráveis. Mesmo os que trabalham nas modernas fábricas de marcas famosas, em condições precárias e por salários tão aviltantes, que nem mesmo podem adquirir o que fabricam para despejar nos mercados do mundo globalizado. Para a maioria a roupa ainda é feita à mão, em casa e os médicos e dentistas são insuficientes como a própria comida.

A economia é centralizada e o Estado totalitário é o proprietário das terras e do que se planta e colhe, ditando o que pensar e como fazer. Isto não impede que aqueles os que habitam na China agrária, sem contar ao menos com uma latrina e um banheiro, já sabem que estas coisas existem e valorizam alguns dos itens do estilo de vida, que nem grande parte dos brasileiros ainda aspira.

Este mundão de carentes, lá e cá, tem trabalhado duro, para alcançar o mundo desenvolvido. Os desenvolvidos exploram e carregam minérios específicos necessários às fábricas-laboratórios de alta tecnologia. Pior é que o lixo gerado no mundo desenvolvido é tão volumoso, que encontraram a solução: reciclagem para os pobres.

Grande parte das montanhas de lixo chegam por aqui e também vão para a China, como matéria prima para a manufatura do que chega às nossas lojas de 1.99. São rejeitos sujos e tóxicos, como 400 toneladas que chegaram de uma só vez na província de Zhejiang, em 2002: tvs a cores, monitores, teclados de computador e fotocopiadoras quebradas.

A China recicla até novidades inusitadas, únicas, sensacionais! Estão fabricando e exportando cápsulas “medicinais”, contendo restos desidratados e triturados de bebês e fetos. Ainda não chegamos a tanto. Por enquanto só temos notícia do tráfico de recém nascidos, que dizem vão ser criados por famílias nos países ricos. Famílias que pagam para renovar as populações de países onde desistiram de procriar.

Neste momento, milhões de miseráveis estão pensando o que fazer para comer no dia seguinte: estão em cenários de guerra, estão nas grandes metrópoles ou em condições extremas nos biomas comprometidos pelo avanço do progresso. Muitas fogem de ditaduras ou de economias corrompidas, para sobreviver longe da família e da terra natal.

Associando erros da insensatez comunista aos erros da insensatez capitalista, a China adota valores que também são incutidos nas mentes dos brasileiros. Resta saber se, na moita, algumas autoridades pensam em a forma de governo dos chineses. Guardando as proporções, o nosso sistema nacional de educação foi desmantelado e ideologizado.de modo análogo à Revolução Cultural de Mao Tsé Tung.

A celeridade com que foi feita a revolução cultural e educacional entre nós, vai ser entendida no futuro. No momento somos reféns de padrões que privilegiem os desastres morais. Continuamos patinando com a dificuldade de planejar e executar um complexo projeto nacional de longo prazo.

Colhemos agora as conseqüências de erros repetitivos que se acumulam, sem solução. A modelagem institucional nos moldes próximos ao que há de pior na China, ou na adoção dos valores gerados na ONU, parece o caminho para fixar a condição de servidores do mundo desenvolvido.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Komitet Правда?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Heitor de Paola

Então, pois, aconteceu: o que Graça Salgueiro, incansável estudiosa dos lances revolucionários do Foro de São Paulo – que obviamente, não existe, segundo a sapiência de alguns próceres liberais ligados ao Instituto Millenium – vinha advertindo, sem resultados, aos militares brasileiros – a destruição das Forças Armadas nos países da Iberoamérica - aí está: criado e instalado o Komitet Правда [1] para investigar os “crimes da ditadura”.

Não só Graça, mas Olavo de Carvalho, eu mesmo e Alejandro Peña Esclusa em sua última viagem ao Brasil, quando pediu subsídios dos militares brasileiros para o livro El plan del Foro de Sao Paulo para destruir las Fuerzas Armadas, para o qual nada recebeu aqui, numa atitude que foi vista como arrogante pelos colegas fardados de outros países.

O livro foi editado com as contribuições de militares de Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela. Na Introdução diz o livro: “As Forças Armadas da América Latina são objeto de um ataque sem precedentes. A ofensiva se realiza em todas as nações – para lograr um único fim: a destruição definitiva das instituições armadas”.

É exatamente esta compreensão que me faz insistir com amigos militares da reserva que me honram com convites, como o último, para integrar o Painel “1964 – A Verdade” em 29 de março passado, que não se deixem iludir pela idéia de que as investigações terão caráter revanchista. Como já se enganaram acreditando que os processos indenizatórios das “vítimas dos crimes da ditadura” tinham o caráter de investimento, como se o interesse fosse apenas pecuniário. É bem verdade, que pilantras safados como Ziraldo, Carlos Cony e outros intelectualóides estejam vivendo à larga com as indenizações, assim como o maior beneficiário, o causídico chapa branca Márcio Thomaz Bastos. Mas estes são side effects de um plano maior, como o demonstra o livro de UNOAMÉRICA.

Possivelmente a idéia de destruir as Forças Armadas de nosso Continente começou já em 1964, pela pronta reação contrarrevolucionária no Brasil. Khrushchev e Fidel se deixaram levar mais uma vez pelo incompetente Prestes e pensaram que seria um “passeio” tomar o Brasil. Não foi. Quando Brezhnev, mais agressivo, substituiu Khrushchev em outubro de 64 nada mais restava a fazer, o movimento contrarrevolucionário já se consolidara.

A primeira reação partiu dois anos depois por parte de Salvador Allende, então Presidente do Chile, fundando juntamente com Fidel Castro, a OLAS, Organización Latino-Americana de Solidariedad, uma organização de poder paralelo à OEA, de onde Cuba havia sido expulsa em 1962.

Em 1990 o mundo mudou. Já em 1988 tomara posse em Washington D.C. George Bush Sr que oficializara a preparação de uma Nova Ordem Mundial. Com a farsa chamada Perestroika a “guerra fria” acabou, o comunismo assumia o caminho gramscista detalhadamente planejado desde a década de 80, a atração pelas esquerdas tradicionais diminui e há uma retração do envolvimento estratégico dos EUA na Iberoamérica. As Forças Armadas e a Igreja Católica foram sempre vistas como os sustentáculos das elites no nosso Continente e com o fim da necessidade de enfrentar o poder soviético o interesse americano mudou [2].

Passou a ser necessário diminuir o poder político das FFAA e dar a elas uma nova destinação: forças de segurança regional submetidas paulatinamente ao comando da ONU como “forças de paz” internacional. Finalmente a fundação por Lula e Fidel do Foro de São Paulo, cuja história é bem conhecida. Em 1994 a esquerda retoma o poder perdido trinta anos antes, FHC acaba com os Ministérios Militares submetendo-os a um Ministério da Defesa desenhado para retirar-lhes o que resta de poder de opinar sobre a política nacional e diplomática.

Não se enganem com as pesquisas que indicam alto índice de aprovação das Forças Armadas. A Igreja Católica também tem altos índices, num país cuja maioria segue rituais africanos, orientais ou coisa nenhuma. Por inércia, dão nota alta à Igreja. Mas pergunte: e quanto à pedofilia? Ah, bom aí a Igreja é culpada, os padres deveriam casar para resolver seus problemas sexuais! Já ouvi esta barbaridade de pessoas que se dizem católicas, até de blogueiros famosos! Ora, os casos de pedofilia na Igreja sequer atingem 3% do total, o restante é distribuído uniformemente pelos grupos gays – os mesmos que têm ojeriza à Igreja, à Bíblia e aos Mandamentos. E o celibato não é causa de nada patológico, se assumido integral e sinceramente.

O que se vislumbra, afastada as cortinas de fumaça dos ganhos pecuniários e da revanche, são julgamentos stalinistas ao estilo dos famosos julgamentos de Moscou da década de 30. Não nos enganemos, pois como o demonstrou Jonah Goldberg: quando o novo fascismo chegar não haverá botas atropelando pessoas nem balas matando, mas belas palavras de amor e proteção contra as quais quem se insurgir é um mal agradecido e rancoroso. Tudo será feito por e com amor ao próximo. Pois, não estão tentando convencer os próprios milicos de que é melhor para eles mesmos esclarecer estas coisas de forma catártica? Quanta generosidade!

Estamos em via de, em pleno século XXI revertermos a ciência jurídica aos primórdios superados há 2.500 anos pela Grécia: até então as armas dos processos eram os testemunhos e juramentos, pessoal e solidário, que possuíam valor decisório. Mas, como o nascimento da Pólis o juiz passou a representar o corpo cívico, a comunidade em seu conjunto, julgando baseado não mais em testemunhos, mas em provas objetivas, não mais juramentos, mas relato de evidências. O processo passou a empregar uma técnica de demonstração, de reconstrução do plausível e do provável, de dedução a partir de indícios e sinais, isto é, instalava-se a noção de verdade objetiva que o processo antigo, num quadro pré-jurídico, ignorava [3].

É a este quadro pré-jurídico que o Komitet Правда nos conduzirá! É nisto que dá acrescentar a palavra “Democrático” ao conceito tradicional de Estado de Direito: a justiça deixa de se basear nas Leis e passa a ser controlada pelo sistema “democrático” do Direito Alternativo, “subordinado servilmente a todas as ciências sociais: à economia e, especialmente, à política, cuja prática propicia os ‘golpes decisivos da luta de classes’ (...) típico da redução materialista do direito a instrumento nas mãos de poucos teóricos que procuram impor à maioria neutra uma nova atitude mental” [4].

É o império do relativismo jurídico, que segundo Jacy de Souza Mendonça, é filho do ceticismo, da “dúvida sobre a capacidade da inteligência humana, a partir dos fenômenos, apreender, com objetividade, a natureza das coisas” [5].

Os militares que tendem a testemunhar deveriam pensar muito no massacre pré-jurídico que ocorrerá inevitavelmente no Komitet Правда: bastarão os testemunhos das supostas vítimas, sem adução de provas objetivas para inculpá-los e, como anuncia no Globo (24/05/12) o Beto, que de Frei não tem nada: os resultados apurados pela Comissão servirão de base para futuros processos legais.

[1] Está em alfabeto cirílico para os “kamaradas” (Това́рищ) que o organizaram entenderem. Lê-se kâmitiet právda e numa tradução livre: Comissão da Verdade.

[2] Este assunto é bem estudado por Samuel P. Huntington no artigo As Mudanças nos Interesses Estratégicoa Americanos, Revista Política Externa, vol. 1, 1992, além do meu O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, É Realizações, 2008

[3] Cf. Luis Gernet, Droit et societé dans la Grece Ancienne, Paris, 1955, citado por Jean-Pierre Vernant, Les origines de la pensée grecque, Presses Universitaires de France.

[4] Cf. Gilberto Callado de Oliveira, A Veradeira Face do Direito Alternativo – A Influência do Gramscismo, Ed. Juruá, Curitiba, 2006

[5] Curso de Filosofia do Direito – O Homem e o Direito, Quartier Latin, SP, 2006

Heitor de Paola é é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e Membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. Publicado no Jornal Inconfidência, Belo Horizonte, MG (versão ampliada) - http://www.heitordepaola.com/

Rumo à Rio+20

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marilda Oliveira

Rumo a Rio+20 ocasião em que no Brasil estarão reunidas autoridades de todo o mundo, além de debaterem o Assunto: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, sugiro para completar o objetivo do projeto, que seja exposto também o Assunto: HAARP- ECO ARMAS OU ARMAS DO CLIMA.

Pela minha luta incessante solicitando às governanças, a ONU, a OMS ponderação para os problemas que afligem a humanidade, SEI HOJE, como prevalece a omissão e conivência aos interesses do imperialismo-sionistas, que agem sem respeito, com a finalidade de tomarem o controle do planeta e seus recursos, agredindo os povos do mundo, utilizando também a HAARP que além de arma para modificar o clima, utilizam programas desenhados para remover a inteligência das pessoas, retrogredir o povo; submetendo a humanidade à escravidão.

Para camuflarem seus intentos criminosos, usaram como farsa o Slogan: Aquecimento Global.

Alguém a quem Tesla ensinou a tecnologia para o Bem, usou a mesma tecnologia para o Mal, na construção de máquinas para destruição da humanidade. http://ondastesla.blogspot.com.br/2011/02/quem-controla-armamentos-escalares.html

O que se passa no mundo hoje: um ataque à classe média, para normalizar a sociedade no modelo desejado pelo imperialismo: um povo uniforme e ignorante. Vemos também que a maior preocupação dos imperialistas é evitar que o povo adquira os meios que está a usar para reduzir a humanidade a escravidão.

http://ondastesla.blogspot.com.br/2011/10/armas-silenciosas-de-controle-global-o.html

As normas federais brasileiras, obrigam a observância das posturas estaduais bem como a constitucionalidade da Lei N.10995/01 a preservação da saúde e a aplicação do princípio de precaução. Assegurando a população, o direito de viver com dignidade.

http://radiacaoquecuramata.blogspot.com.br/2012/05/parte-da-populacao-brasileira-esta.html

Não podemos esquecer que a radiação que cura, também mata.

http://radiacaoquecuramata.blogspot.com.br/2010/07/vitor-baranauskas-radiacoes.html

A OMS, a Organização Mundial de Saúde, anunciou que a radiação dos telefones celulares pode causar câncer cerebral em seres humanos. Assusta mesmo! Segundo os estudos, o uso do celular por mais de 30 minutos por dia, durante dez anos, aumenta em até 40% o risco de uma pessoa desenvolver um tumor cerebral. "Nos últimos 10/15 anos, o volume de radiação eletromagnética que o ser humano está sofrendo, vindo de fontes diversas, não tem precedente na história da humanidade", afirma Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP.

Em resposta à OMS, os fabricantes de celulares disseram que os aparelhos não causam câncer por produzirem ondas de radiação “não-ionizada”, ou seja, fracas demais para causar danos a um DNA. Confirmado danos mentais na população das megacidades. Só o tempo dirá quem tem razão? Prevalece a opinião dos fabricantes? NO BRASIL A ANATEL É OMISSA, E A ONU NADA FAZ PARA INIBIR À AÇÃO DESTRUIDORA DOS IMPERIALISTAS DO CAPITALISMO. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22348135

Solicito da Excelentíssima Ministra Izabella Mônica Vieira Teixeira, em nome do desenvolvimento sustentável, que seja incluída como pauta no Rio+20 os destaques acima, cobrando dos representantes mundiais presentes, interessados no Desenvolvimento Sustentável do planeta, solução para os problemas criados pelos imperialistas dos países desenvolvidos, sem gestão ou normas eficientes, afetando o prosseguir da humanidade.

Marilda Oliveira é cidadã brasileira. oliveira.marilda@terra.com.br – Texto endereçado à Ministra do Meio Ambiente Izabella Mônica Vieira Teixeira.

NÃO CHOREM POR MIM...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Cabisbaixo, lá ia o antigo defensor da lei e da ordem.

Era pobre, tinha família, mulher e filhos, coitados com curto dinheiro, muitos dias e muitas noites sem o marido e sem o pai.

Ossos do ofício, juramentos de lealdade, de amor à Nação.

Quantos dias e quantas noites, uma lida dura para coibir assaltos, atentados, seqüestros, isto sem conhecer os bandidos.

Cumprira com sacrifício todas as missões e, seguindo o seu caminho, por orgulho, atreveu - se a levantar um pouco o queixo.

Sim, foi dureza, mas graças aos companheiros de lutas, no ardor das operações, apesar das perdas, em que pese as operações fracassadas, tivera sucesso em muitas e difíceis jornadas.

Com tais pensamentos, prosseguiu mais confiante.

E depois, ao término das lutas, com a vitória sobre a subversão, o reconhecimento, muitos abraços e elogios. Muitas loas ao seu trabalho e dos outros, que como ele haviam se subordinado às ordens superiores, com afinco, com determinação.

Sim, quantos subversivos prenderam? Quantas ações impediram? Quantos assaltos frustraram? Ninguém sabe e nunca saberá.

Alguns “guerrilheiros” (na realidade, sórdidos terroristas) de reconhecida importância na hierarquia do comunismo foram presos. E também outros, famosos pela crueldade e merecedores de um “tratamento especial”. Mas qual, a missão era entregá - los para um julgamento justo.

Depois, leria que o preso acusava – o de tortura. É duro, mas é a verdade.

Imerso em seus pensamentos segue o ex - agente. Agora com a fronte mais erguida, pois agiu com lealdade; portanto, nada do que se envergonhar.

Após anos de sacrifício, dispensado da missão retornou para o seu antigo dia –a –dia.

Finalmente, a merecida aposentadoria, uma pena que seguida do esquecimento, pois violentamente atacado pelos antigos subversivos, vira – se abandonado e esquecido pelos seus antigos chefes.

A sua velha e Impoluta instituição, nem sabia mais quem ele era.

O pobre teve uma breve recaída ao lembrar – se do abandono, e seu olhar voltou - se para o chão.

Porém, nos últimos sofridos anos, só com sua família e poucos amigos, fora capaz de suportar, com dificuldade, tantas virulências e ataques.

Nos derradeiros anos fora tomado por uma amargura indescritível, perseguido, enxovalhado, visto e acusado como o mais crápula dos homens.

Mas apesar de tudo, por ter resistido, voltou a levantar a cabeça, com orgulho pela sua capacidade de afrontar de pé e com honra tantas adversidades.

Eis de volta o antigo e honrado cidadão.

E assim, o intrépido ex - agente, orgulhoso do dever cumprido, foi em direção à armadilha preparada pela Comissão da Verdade.

Chegara diante do seu último sacrifício.

E como último pedido, bradou para os amigos, inimigos, carrascos, desinteressados, para todos enfim, “não chorem por mim”.

In extremis, apenas pensou, “mas cuidado, pois a sua vez ainda chegará”.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

Coesão Sul-Americana: um objetivo colimado

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Manuel Cambeses Júnior

Transcorreram apenas vinte e três anos da queda do malfadado Muro de Berlim e a ingênua e efêmera euforia dessa época converteu-se em um passado remoto. A "Nova Ordem Mundial", embasada na unipolaridade e na "Pax Americana", que despertou as ilusões de significativa parcela da Humanidade, encontra-se profundamente desgastada e esquecida, juntamente com os jornais e revistas da época da Guerra do Golfo.

O prestigioso e controvertido economista estadunidense Samuel Huntington, em um instigante artigo publicado na Revista Foreign Affairs intitulado "A superpotência solitária", afirma que estamos vivendo um sistema internacional de transição, ou seja, um estranho híbrido a que ele batizou de "unimultipolar". Em sua ótica, o momento unipolar já expirou e, dentro de duas décadas, ingressaremos em um verdadeiro sistema multipolar. Segundo o cientista político americano, de origem polonesa, Zbigniew Kazimierz Brzezinski, os Estados Unidos serão a primeira, última e única superpotência global. Nesse período transitório, esse país continuará sendo o único com preeminência em todas as dimensões do poder, em suas diversas expressões: política, econômica, psicossocial, ideológica, militar, tecnológica e cultural, com o alcance e a capacidade de promover os seus interesses, em nível global.

Entretanto, a solução dos problemas fundamentais do sistema requer, necessariamente, a ação conjunta da superpotência e de alguma combinação com outras grandes megapotências. Os Estados Unidos mantêm, no momento, através do Conselho de Segurança da ONU, o direito de veto nos assuntos de maior relevância internacional. Várias potências regionais estão fortalecendo suas posições em suas esferas de atuação geopolítica. A China e, potencialmente, o Japão, na Ásia Oriental; a União Européia, liderada, em minha opinião, pela Alemanha, ainda quando encontramos quem advogue a liderança de um condomínio franco-alemão. A Rússia, na Eurásia; a India, no Sul da Ásia; o Irã, na Ásia Sul-Ocidental; a África do Sul e a Nigéria, no continente africano, e o Brasil, na América do Sul.

Estamos, portanto, vivendo um período de transição e, como sói acontecer, toda mudança sempre implica em contradições e riscos. A globalização econômica e o cosmopolitismo cultural ocorrem, conjuntamente, com um extraordinário ressurgimento do medo e da desconfiança com o diferente, com o estranho e com o desconhecido.

Assistimos, em nível mundial, ao retorno dos etnicismos, da xenofobia, dos racismos, dos tribalismos, e dos fundamentalismos religiosos. Estas forças desintegraram a União Soviética, pulverizaram a antiga Iugoslávia, dividiram a Checoslováquia e converteram em Estados fracassados alguns países como Congo, Afeganistão, Libéria, Somália, Ruanda e Serra Leoa, entre outros. A Indonésia e vários países da Ásia Central correm o risco de cair no mesmo despenhadeiro. As forças da desagregação assolam, também, a países avançados como Canadá, Bélgica e Espanha. A América do Sul, felizmente, até o presente momento, não tem sofrido, de forma avassaladora, a pressão dessas forças centrífugas, ainda que alguns Estados com grande proporção de populações indígenas descuram-se em prevenir-se contra potenciais explosões raciais e étnicas.

Estamos vivendo em um mundo perigoso, na qual a soberania, já bastante limitada, dos pequenos e médios Estados, vê-se cada vez mais ameaçada, não somente pela presença das grandes potências e pelas forças secessionistas mas, também, pelo crescente poder globalizado das máfias, da criminalidade organizada, dos grupos terroristas de cunho fundamentalista e pelas seitas apocalípticas. Para reduzir nossa vulnerabilidade frente a essas ameaças é necessário, em primeiro lugar, que nos fortaleçamos internacionalmente, aumentando a capacidade da sociedade e o potencial do Estado brasileiro. Isto implica, fundamentalmente, num verdadeiro Estado de Direito. Sem o império da lei, sem segurança jurídica, sem regras econômicas bastante claras e estáveis, não existirá criação de riqueza, somente distribuição desigual da miséria.

Certamente não haverá um projeto histórico mais ou menos autônomo para a América do Sul, neste alvorecer do terceiro milênio, sem unidade e coesão dos Estados-Membros. Ademais, é urgente e imprescindível que transformemos a integração sul-americana em um imperativo geopolítico, se desejamos deixar de ser considerados exóticos e marginais espectadores no cenário internacional.

Manuel Cambeses Júnior é membro emérito do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, conselheiro do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e conferencista especial da Escola Superior de Guerra. Originalmente publicado no Monitor Mercantil de 25 de maio de 2012. http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=113379

sábado, 26 de maio de 2012

Nem tudo que reluz é ouro

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net  
Por Arlindo Montenegro

Na segunda metade do século passado, toda a América Central e do Sul, incluindo o Brasil, sofreu com a presença de movimentos guerrilheiros similares, cometendo crimes em série. Assaltos a bancos, seqüestros de pessoas e de aeronaves, roubos de carros, de armas dos quartéis e dinamite das pedreiras, homicídios causados por tiros, execuções sumárias e bombas ativadas em locais públicos.

A ideologia do comunismo internacionalista combatendo a cultura cristã e o sistema de produção capitalista focava como inimigo o imperialismo dos EUA. Os guerrilheiros provocavam a guerra civil para tomar o poder e submeter nações deste hemisfério, transformando-as em ditaduras satélites do imperialismo da Rússia soviética, tomada como exemplo e propagada como humana, solidária, que acabaria com a pobreza e a ignorância.

Quem tiver oportunidade e tempo de se debruçar sobre os documentos que sobraram das tais “organizações da esquerda”, conhecerá a intenção explícita da violência revolucionária, que as movia. Tudo emoldurado por citações de Lênin, Stalin, Trotsky, Guevara, Marx, Engels, Ho Chi Minh, Mao Tse Tung, Enver Hoxha, Kim Il Sung e até de Rosa de Luxemburgo, expurgada pelos idealistas do comunismo. Tudo pela “ditadura do proletariado”, nada de democracia no modelo ocidental cristão.

O que ninguém revelava ou pensava é que a vontade e cultura dos povos os atos dos que dirigiam aquelas operações de guerra. Marx, Engels, Lênin, Stalin, já havia manifestado em seus escritos o mais profundo desprezo pelo Zé Povinho. Para eles, o povo era apenas um ente utilitário obediente e submetido ao Estado, cujo poder totalitário, além da posse de todos os bens, como proprietário único, também ditava os pensamentos, contrariando a liberdade de opinião, criatividade,iniciativas individuais e práticas religiosas.

Hoje, nossa história oficial retoca os reais propósitos dos guerrilheiros e seus simpatizantes no poder, jurando de pé junto que lutavam por democracia e contra as ditaduras militares que, naquele momento, barravam as intenções dos internacionalistas fiéis às vertentes do comunismo internacional em toda a América Latina. Militares e guerrilheiros, executavam o script do mesmo projeto estratégico a serviço da nova ordem econômica mundial.

A propaganda oficial tenta apagar as idéias, ideologias e ideocracias gestadas há séculos, que perseguem o modelo coletivista e forma de governo centralizado. A nova autoridade supranacional utiliza força bruta, mobilizando exércitos para interferir como “forças de paz” ou “força armada” a serviço da ONU ou de nações imperialistas. Exterminam vidas, interferem sobre hábitos, comportamentos, religiões e culturas tradicionais.

Os intermináveis, esotéricos e inacabáveis diálogos dos governantes são mantidos na direção de interesses pessoais, convenções entre partidos e nações. Tudo passando distante de verdades razoáveis. Tudo ignorando as liberdades conquistadas, os ensinamentos morais, políticos e filosóficos que apontam o caminho para solucionar parte do sofrimento e insatisfação que caracterizam os humanos.

Deste modo as nações são separadas e as pessoas que ocupam os postos de decisão agem em consonância com os rituais de poder global. Aplicam teorias apreendidas pensando fazer o melhor, sem consultar as populações, sem tolerância diante da variedade de ser e pensar em ambientes heterogêneos. É possível uma simples medida de distribuição de renda para concretizar direitos iguais, garantindo a cada pessoa uma educação decente, uma casa decente, um sistema de saúde decente.

Em qualquer forma teórica de governo o conflito de interesses está presente e os governantes comprometidos decidem por trás de uma barreira de proteção institucional que blinda seus atos. Por mais brutais e corrosivos, por mais contrários às realidades locais, valem as ditas “razões de estado”, em benefício das minorias que nem se incomodam com o prejuízo que causam às maiorias.

Através da história, imperadores, reis, chefes e políticos revelam seu egocentrismo, motivando crises, guerras e colapsos que afetam a humanidade. Como varrer das mentes os comportamentos de milênios de construção cultural, de crenças e relacionamentos, milênios de sobrevivência em biomas diversos afetando costumes?

São insuficientes as voltas que o pluralismo tem dado no decorrer dos tempos em busca da filosofia, dos valores e princípios morais suficientes para dar resposta à pergunta acima. Uma proposta parece aflorar dos estudos científicos que adotam o “quociente da inteligência espiritual”. Segundo a Dra. Dana Zohar, física da Universidade de Oxford com pos graduação no MIT, “ Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas.”

Resta aos cientistas, mestres, líderes religiosos, professores e treinadores de pessoal, contribuir disseminando o velho ensinamento de respeito e aplicação das Leis Cósmicas, como padrão referencial de cada pensamento e ação. Quem sabe algum dia estas Leis vão orientar as decisões políticas. Quem sabe algum dia os direitos humanos vão ser respeitados pelos governantes.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Já temos a nossa Receita Federal, porque agora a americana também?

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Thomas Korontai

Quando um Estado se diz forte para controlar os que são menores do que ele, no caso, cidadãos e empresas, mesmo as maiores de um país, e foge da raia quando tem que medir forças com outro igual – outro Estado/Nação – então esse Estado é covarde. Bater em fracos e vangloriar-se e fugir quando a briga é com fortes, essa é a tradução popular para esse preâmbulo.

A questão é sobre a armação de uma enorme agressão estrangeira à nossa soberania, não apenas do País/Nação, mas de milhões de brasileiros que podem ser taxados indiscriminadamente – e absurdamente – pelos Estados Unidos. Explica-se: o atual governo do Sr. Barack Obama baixou uma lei denominada HIRE que instituiu o FATCA – Foreign Account Tax Complience Act – que pretende taxar em 30% todas as pessoas consideradas U.S. Person, ou seja, de alguma forma relacionada à aquele país. Até mesmo quem tem investimentos lá, ou mesmo, um simples endereço, ou ainda, um certo número de dias de estada nos EUA será considerado U.S. Person e todos os seus valores disponíveis em instituições financeiras, mesmo brasileiras, terão retenção de 30% de seus valores.

Vista de um ângulo, a lei parece complexa, mas na prática pretende mesmo, taxar todos que têm relações com os EUA, norte-americanos ou não e pior, obrigando as instituições financeiras a obedecerem e repassarem informações confidenciais tais como valores em conta, dados completos, aplicações, tudo, mesmo em seu próprio território, no caso, brasileiro, para o IRS – Internal Revenue Service – a Secretaria da Receita Federal americana. O inacreditável é que se uma instituição financeira que tem operações nos EUA se recusar a repassar os dados, ou seja, não “aderir” ao FATCA, esta mesma terá retido 30% de seus depósitos!

A justificativa é que os EUA deixam de arrecadar em impostos mais de US$ 345 bilhões em dinheiro que está no exterior, e esse dinheiro deve voltar para financiar a geração e empregos, segundo declarações do Sr. Obama. O importante centro de análises Thinking America já denominou o Hire Act que deu base ao FATCA como “Fire Act”, ou seja, vai espantar investimentos ainda mais nessa delicada fase em que aquele país tanto precisa. A polvorosa está tomando conta dos mercados financeiros asiáticos e europeus, mas no Brasil, muito afetado também, faz-se um sepulcral silêncio, com um ou outro seminário promovido pela Febraban e IBEF. O Governo Brasileiro, ao que parece, ainda não se manifestou. Mas esperamos que o faça e com total indignação.

Por que? Empresas financeiras brasileiras terão que prestar contas à receita americana, violando a Constituição Brasileira, e terão até mesmo que se sujeitar àquela entidade estrangeira, passando por cima do Código Tributário Nacional e de toda a legislação pertinente. Os termos do FATCA deixam bem claro que todas as “determinações” independem de tratados e acordos internacionais, o que está gerando escândalo em vários países. O Canadá foi até agora, o único pais que já rejeitou completamente qualquer ingerência nesse sentido. Japão e Taiwan já anunciaram que vão deixar de investir nos EUA e vários investidores e empreendedores europeus já anunciaram a retirada de seus negócios do território americano. O que pretende Obama? Destruir os EUA, como denunciaram seus detratores durante a campanha presidencial? Se for essa a intenção será bem sucedido.

Quanto ao Governo Brasileiro, a vista do que se expôs, e do muito que existe na “determinação americana” que entra em vigor em 2014, mas já com efeitos a partir de junho de 2012, espera-se uma firme posição de “não!” – vocês não podem! Se brasileiros que lá trabalham, lá investem e lucram em território americano forem taxados não há problema nenhum, o Brasil faz o mesmo em relação a estrangeiros em território nacional, mas é inaceitável que tais normas avancem sobre a soberania brasileira e nosso ordenamento jurídico. É nessa hora que o Estado tem que ser forte! Ou não?

Thomas Korontai é empresário e presidente do Partido Federalista (em formação – www.federalista.org.br)

Socialismo e Nacionalismo

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net  
Por João Baptista Herkenhoff

Este texto relembra dois vultos da história brasileira: João Mangabeira e Francisco Mangabeira.

Ambos souberam fundir, no amálgama da vida, a militância política e a militância pedagógica.

Sem deixar de apresentar, no primeiro plano de seus perfis, a condição de homens públicos, tiveram sempre também a preocupação de ensinar, de transmitir lições: lições práticas (exemplo, coerência, luta constante) e lições teóricas (todo um arcabouço de ideias, pregadas diuturnamente, com humildade).

Os homens públicos não podem olvidar sua influência no corpo social:

se dignificam a própria conduta, - educam;

se traem seus compromissos, - exercem um papel deletério, deseducam, desencorajam ações éticas e cívicas por parte do cidadão comum.

João Mangabeira e Francisco Mangabeira foram educadores politicos, foram éticos.

Com o pacto celebrado entre as grandes potências, pretende-se que certos temas tenham desaparecido da preocupação dos mortais.

Dentre estes estariam o Socialismo e o Nacionalismo.

Já não teria razão de ser um projeto socialista de mundo. Já se teria chegado ao fim da História. Nenhuma forma de organização da sociedade existiria para contrastar com a que o Capitalismo impõe.

Também ultrapassado seria o Nacionalismo. Num mundo multinacional, de fronteiras abertas, a ideia nacionalista seria anacrônica.

Os meios de comunicação (ou, às vezes, de uniformização do pensamento) desfrutam hoje de um poder tão grande que é preciso ser muito teimoso para remar contra a maré das verdades decretadas.

Francisco Mangabeira teve do ser humano uma concepção integral e transcendente. Na linha dos grandes humanistas contemporâneos, viu que só poderia florescer a plena humanidade da pessoa nas sociedades que privilegiassem o coletivo.

Sem ter se filiado ao Partido Socialista Brasileiro, do qual João Mangabeira, seu pai, foi um dos fundadores, Francisco esposou as grandes teses do Socialismo democrático. Foi um dos líderes da campanha "o petróleo é nosso", que veio a garantir o monopólio estatal do petróleo através da criação da Petrobrás. Ulteriormente, no governo de João Goulart, veio a ser presidente dessa empresa estatal. Na Petrobrás, foi uma precursor. Graças a ele, a empresa foi a primeira do Brasil que pagou décimo terceiro salário aos empregados. Essa medida, de elevado cunho social, veio a ser posteriormente adotada pelo Direito brasileiro.

Em razão de suas posições políticas, Francisco foi perseguido pelas duas grandes ditaduras do Brasil contemporâneo: a de 1930 a a de 1964.

A ditadura de 30 colocou-o dentro das grades de uma prisão, onde conviveu com Graciliano Ramos.

A de 64 cassou seus direitos políticos e o aposentou da cátedra que conquistara em concurso público, na antiga Universidade do Brasil.

Homem de profundas convicções cristãs, participou de todos os grandes movimentos do Cristianismo Social. Teve presença ativa na Ação Católica. Foi grande amigo de Dom Távora e de Tristão de Athayde.

João, o pai, foi candidato à Presidência da República em 1946. Embora sem chance de vitória, a candidatura de João Mangabeira representou uma afirmação de princípios ideológicos e de compostura moral na vida política brasileira de então.

Francisco e João Mangabeira remetem-nos à atualidade, tanto do Socialismo, quanto do Nacionalismo.

O Socialismo é atual, como projeto alternativo de mundo. Um mundo que se funde na solidariedade e na cooperação, em oposição ao mundo do Capitalismo. Neste, a ideia-força é o individualismo, a competição.

O Nacionalismo também é atual, sobretudo nos seus aspectos econômicos, que eram os que preocupavam Francisco Mangabeira.

Há atividades que devem ser desempenhadas pelo Estado porque, nas mãos da chamada "livre iniciativa", desembocam no domínio explícito ou velado dos potentatos internacionais. Estes, pela via econômica, passam a ser donos dos povos. Outras iniciativas devem caber ao Estado justamente para possibilitar o ideal distributivo, a partilha da riqueza social, a democratização da economia, e não sua concentração e os abusos da concentração.

Quanto a atividades econômicas que não se justifique sejam entregues ao Estado, a privatização não é uma palavra mágica, acima da Ética. Não será nunca ético entregar a grupos econômicos particulares bens do Estado, a preço de banana. E também nunca será ético promover privatizações, sem que o povo saiba para onde vai o dinheiro que delas resulta. Seria razoável que o povo soubesse: tal empresa foi privatizada; com o dinheiro respectivo construíram-se tantos hospitais e tantas escolas. Mas se o dinheiro das privatizações vira fumaça, o povo está sendo logrado.

A suposta eficiência onipresente do setor privado e ineficiência congênita do setor público é falsa e preconceituosa. Quer no âmbito da iniciativa privada, quer no âmbito da iniciativa pública, há instituições de boa e de má qualidade. Não é preciso teorizar para constatar esta realidade, que está diante de nossos olhos.

Não se pode aceitar o lucro como critério para julgar a eficiência de instituições. O lucro é muitas vezes "logro", como a etimologia revela. E o mercado, por si só, não salvaguarda, estimula e protege tudo aquilo que é socialmente útil.

Por todas estas razões e pelos debates que estão aí, a respeito de estatais, dívida externa, desemprego, fome, suposto fim do Socialismo, vê-se que o ideário de João Mangabeira e Francisco Mangabeira permanece vivo.

João Baptista Herkenhoff é professor da Faculdade Estácio de Sá do Espírito Santo, palestrante Brasil afora e escritor. E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage: www.jbherkenhoff.com.br