terça-feira, 31 de julho de 2012

Omissão do nome de Lulinha na CPI dos Correios e blindagem ao sigilo da Gamecorp salvaram Lula de ser denunciado no rol dos mensaleiros

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Por Jorge Serrão

É sintomática da permanente onda de impunidade tupiniquim a pouca repercussão midiática da gravíssima e tardia revelação de que a CPI dos Correios recebeu pressão política e suprimiu, em seu texto final, qualquer menção ao filho de Luiz Inácio Lula da Silva. Eram públicas as ligações privadas dele com uma grande empresa de telefonia que tinha recebido aportes do BNDES e que tinha dois fundos de pensão investigados entre seus acionistas. Mas a omissão proposital no relatório final da CPI tinha o objetivo tático de blindar Lula de uma eventual denúncia no escândalo do mensalão.

A aliviada de barra para Lulinha, na ação de bastidores que evitou qualquer investigação sobre os recursos financeiros da família Silva, foi fundamental para que o Papai e Chefão Lula tivesse seu santo nome providencial e milagrosamente excluído dos réus do mensalão. A CPI tinha como uma das missões apurar o caminho do dinheiro do mensalão. Como não quebrou o sigilo da Gamecorp, empresa de jogos eletrônicos de Lulinha, toda a família acabou salva de qualquer suspeita.

Fábio Luís da Silva foi investigado na CPI dos Correios, que cuidou do tema “Fundos de Pensão”, pelo fato de a Telemar (atual Oi) ter investido R$ 5 milhões na Gamecorp. Criada por Lulinha em 2004, com capital de R$ 10 mil, um ano depois, a empresa recebeu o aporte milionário da tele. Mas o fato acabou no dito pelo não dito, como um mero investimento de uma quase estatal em uma promissora empresa de um jovem empreendedor. Puro capimunismo tupiniquim.

Nessa mesma onda, o julgamento do mensalão, que começa na quinta-feira no Supremo Tribunal Federal, tem tudo para dar em nada ou em pouca coisa. A previsão é de penas brandas ou nenhuma pena para os principais autores dos comprovados crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e os crimes fiscal e financeiro. Apesar da impunidade programada, a petralhada ainda teme que algo diferente possa acontecer e o julgamento se transforme em um ponto de inflexão na História do Brasil.

O medinho é tão sintomático que um dos mais famosos réus do esquema, o deputado federal petista João Paulo Cunha, foi taticamente orientado a não comparecer à sessão pública de fotos de campanha que Luiz Inácio Lula da Silva promoveu ontem com 118 candidatos a prefeito e vereador do partido, em São Paulo. Cunha, que é candidato a prefeito de Osasco (cidade paulista estratégica para os esquemas petistas) preferiu faltar ao encontro para não ficar mal na foto, com exposição negativa na imprensa, na véspera do julgamento da Ação Penal 470 no STF.

Antes do esperado evento jurídico-político começar, o PT será alvo indireto de mais um desgaste. O ministro Antonio Dias Toffoli pode ser acionado e ser impedido de participar do julgamento. Motivo: em 2007, a namorada dele, Roberta Gurgel, fez sustentação oral para um dos réus no STF: o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP). O MPF tem tudo para pedir impedimento dele, já que o marido (ou companheiro) não pode decidir causas em que a esposa tenha sido advogada ou parte. Além disso, Toffoli é tido como “amigo” de José Dirceu, um dos réus.

Ontem, o advogado Paulo Magalhães Araújo enviou petição ao STF para que Toffoli seja impedido de participar do julgamento. Mas a Corte não deve considerar o documento, porque Araújo não é advogado de nenhum réu. O pedido contra Toffoli só seria válido se viesse da defesa ou do procurador-geral. Por isso, o presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, reafirmou que o ministro Dias Toffoli tem plena capacidade para decidir se deve ou não participar do julgamento do mensalão.

Agosto, mês do desgosto que começa amanhã, tem tudo para ser inesquecível para os membros do Governo do Crime Organizado...

Caso Lulinha

Foram meramente políticos os motivos para que tenham diso suprimidos do texto final da CPI trechos que citavam Lulinha ou eram críticos a ele e a Lula.

O recado que vinha dos bastidores era: se o nome dele entrar no papel, o relatório final não seria aprovado.

O caso é apenas mais uma demonstração de como funcionou a operação abafa para impedir que Lula acabasse relacionado a qualquer denúncia em torno do esquema mensaleiro que agora vai a julgamento no STF.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2012.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dirceu já teme prejuízos com artimanha petralha de vazar que Valerioduto irrigou bolso de Gilmar Mendes

Edição do Alerta Total- www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Na tática diversionista para tirar um pouco o foco da opinião pública sobre o julgamento do mensalão, a desesperada petralhada comete um erro que pode custar muito caro a sua cúpula de acusados. Misturar o ministro Gilmar Mendes com o Valerioduto tucano, veiculando em sua mídia hidrófoba informação de que o ministro do Supremo levou grana dos esquemas do publicitário-mor do mensalão, tem tudo para tirar um voto provavelmente favorável à absolvição dos políticos mensaleiros. Gilmar era um dos que tenderia a alegar a suposta falta de provas técnicas para não condenar.

Até o poderoso José Dirceu está com o dele na seringa por causa de um provável desarranjo gerado a partir dos ataques a Gilmar. Dirceu já teme acabar prejudicado pela manobra desesperada de alguns estrategistas do PT, trazendo para a mídia um grave assunto de corrupção, mas que nada tem a ver diretamente com o caso a ser julgado agora. Mesmo assim, a petralhada festeja e reverbera a informação divulgada pela revista Carta Capital de que o valerioduto da campanha do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas, em 1998, beneficou, com grana, a alta cúpula da oposição ao PT.

Pela denúncia da Carta Capital, a Superintendência da Polícia Federal, em Minas Gerais, já estaria com documentos assinados por Marcos Valério, comprovando um repasse de R$ 573 mil ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu filho Paulo Henrique Cardoso. Pela mesma denúncia, o ministro Gilmar Mendes teria levado R$ 185 mil do Valerioduto. E, na mesma versão, a Editora Abril – que publica a Veja – teria recebido R$ 50 do valerioduto mineiro de Azeredo. Verdade ou mentira, não é isto que o STJ começa a julgar a partir de quinta-feira... O mensalão petista movimentou uns R$ 101 milhões, mas como Lula jura que isto nunca existiu, o dinheiro deve ter sido tão falso quanto muitos depoimentos à Justiça...

Além de FHC e Gilmar, a denúncia inclui no esquema de Valério outros ilustres inimigos do PT. Os ex-senadores Artur Virgílio (PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), o senadorJosé Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM), ambos do Distrito Federal, entre outros. Também aparecem figuras de ponta do processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau, Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga. Até o senador petista Delcídio Amaral (PT-MS) é acusado de fazer parte do esquema.

Fim de papo

Um fato concreto diante de tantas denúncias, verdadeiras ou falsas, é: haja aplicação de Lei da Ficha Limpa, de Acesso à Informação, e de Improbidade Administrativa para se passar a limpo um Brasil ilhado por tanta corrupção.

A classe política já conseguiu se desmoralizar completamente.

Resta esperar se o Judiciário vai na mesma toada.

Se for, nem o Diabo terá condições morais de gerir o nosso Quinto dos Infernos Tupiniquim.

Cheio de Medinho

Só vale para pirotecnia com o público externo a imagem de um José Dirceu despreocupado e que aposta em sua inocência no julgamento do mensalão.

Em seu íntimo, e para parceiros muito chegados, o Zé adverte que ainda corre algum risco de condenação, se surgir alguma “pressão diferente”.

Por isso, não passa de jogo de cena a distribuição midiática de um texto de defesa, com 11 páginas, desmontando todos os argumentos usados pelo Procurador-Geral da República que o denunciou como “chefe de uma organização criminosa”.

Outro perigo

A petralhada ainda teme que possa sofrer alguma surpresa de última hora com o surgiumento de alguma revelação bombástica sobre contas em paraísos fiscais movimentadas pelo publicitário Duda Mendonça.

Até agora, o baiano só se viu obrigado a assumir a existência da conta 10012977, em nome da Dusseldorf Company, nas Bahamas, na qual o valerioduto teria depositado R$ 10,8 milhões.

O medinho-mor é que Duda tenha de explicar o quanto também passou por outras duas contas: a Jose Eduardo Mendonça 61122642; e Pirulito Company 10017249.

Gastou com quem?

Outro medão é que Duda Mendonça resolva se lembrar como, onde e com quem gastou a bolada que entrou na conta Dusseldorf Company 10012977.

Laudo pericial comprovou que os US$ 3,6 milhões (R$ 10,8 milhões na época) que a conta da Dusseldorf recebeu entre fevereiro de 2003 e janeiro de 2004 não permaneceram na conta.

O saldo final encontrado pelos peritos na conta de Duda foi de apenas US$ 175,10.

“Data Venha”

Engraçado como funcionou a cabeça jurídica do ex-procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza.

Ele não teve peito de incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os réus do mensalão de 2005 – até porque isso teria gerado um impeachment automático dele, o que não interessou aos esquemas políticos-financeiros na época da denúncia do mensalão.

Mas o mesmo procurador denunciou o senador Eduardo Azeredo como implicado em um esquema montado pelo mesmo Marcos Valério em 1998 para beneficiar os tucanos.

Aposta pesada

Já tem tucano agourento e malvado, no alto ninho, apostando que José Serra chega em terceiro lugar na disputa pela cadeira de Gilberto Kassab.

Na avaliação do maldoso previsor, a disputa paulistana será travada entre Gabriel Chalita (do PMDB, apoiado pela Igreja Católica) e Celso Russomano (do PRB, apoiado pelos seus patrões da Record Igreja Universal do Reino de Deus).

Na mesma visão, o candidato de Lula, Ferrnando Haddad, vai apenas cumprir tabela na competição.

Nota Espiritual

Pais-de-santo baianos justificam a gafe cometida pela jornalista Ana Paula Padrão que colocou o Jornal da Globo, sem direito, na Olimpíada de Londres.

A bela teria sido influenciada pelo espírito revanchista do colequinha Roberto Marinho.

O falecido dono da Globo teria usado os lábios de Ana Paula para se vingar da turma do Ruppert Murdoch e da Oligarquia britânica.

Eles fizeram a Globo perder o direito de transmissão dos jogos londrinos, como retaliação a Marinho que se recusou a lhes vender parte da Rede Globo, em tempos passados.

Descarrego

Tal história, sobre um suposto contrato de gaveta entre os ingleses e a Globo, que nunca foi cumprido, foi contada por um poderoso baiano, amigão de Marinho, que também já foi desta para outra.

Aliás, pela malvadeza da cena, o caboclo deve ter ajudado o espectro de Marinho a assombrar sua sua antiga funcionária.

Depois dessa, o Bispo Macedo, que sempre anda bem com os ingleses, é quem devia usar toda sua tecnologia da IURD para promover uma sessão de descarrego para evitar que sua equipe seja abduzida por espíritos concorrentes...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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A Indiferença do MP ao Genocídio dos Brasileiros

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antonio Ribas Paiva

Desde a suposta redemocratização do Brasil em 1985, foram assassinados 2 milhões de brasileiros, por falta de política – decisão do que fazer – de combate ao crime, competência dos Governos Estaduais e, subsidiária do Governo Federal.

Sem a política, não se estabelecem estratégias e o combate ao crime se restringe ao nível tático. As polícias limitam-se a combater criminosos, pontualmente e, consequentemente, o crime prevalece e se organiza, com a participação de agentes públicos.

A esterilização do exercício da cidadania, pelo controle social, forma sutil de ditadura, inviabiliza a consecução dos objetivos nacionais permanentes, comprometendo o futuro da nação e do país e propiciando o morticínio de inocentes.

O Ministério Público, a instituição que deveria exigir do Poder Executivo a adoção de Políticas de combate ao crime, não toma essa iniciativa, mostrando-se indiferente ao genocídio de 2 milhões de brasileiros, nos últimos 20 anos.

Ao invés disso, uma parcela significativa dos quadros do Ministério Público, Federal e Estadual, dedica-se a tentar esclarecer como tombaram os cerca de 300 brasileiros, de ambos os lados, durante a guerra revolucionária dos anos 60/70.

Essa tertúlia, revela evidente subversão do interesse público, porque, enquanto se perde tempo revolvendo o passado, pacificado pela lei de anistia, centenas de brasileiros estão sendo assassinados diariamente, em todo o Brasil, pelo crime organizado, em razão de inexistência de Políticas claras de combate ao crime.

Essa distorção dos objetivos do Ministério Público, insensível aos milhões de assassinatos, que continuam a vitimar a sociedade, contraria a razoabilidade constitucional, resvalando para a ilegalidade. É imperioso o cumprimento do dever de ofício! A sociedade, dona das instituições, necessita da proteção do seu Ministério Público; que tem ao seu alcance os instrumentos legais, para tanto.

Onde está você, Ministério Público?

Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é Presidente da Associação dos Usuários de Serviços Públicos.

domingo, 29 de julho de 2012

Certeza da Lucrativa Impunidade

Edição do Alerta Total- www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Uma das dimagens mais sinistras da semana foi a andaça de José Dirceu por Brasília, tirando onda na orelha dos jornalistas amigos dele com o triunfal recado de que já se sente livre de qualquer condenação no julgamento do Mensalão. Como prova do triunfo de sua vontade, o Poderoso Josef distribuiu um texto de 11 páginas, desmontando todos os argumentos usados pelo Procurador-Geral da República que o denunciou como “chefe de uma organização criminosa”.

A razão cinica – baseada na espertaza, na malandragem e no oportunismo político- tem obtido consistentes vitórias no Brasil comandado pelo sistema do Governo do Crime Organizado. Neste regime de cinismo racional, com finos toques pragmáticos de ideologia esquerdista, a verdade verdadeira de pouco serve. O que vale e rende é a versão de ilusionismo político propagada pelos detentores dos podres poderes. O crime acontece, mas se eles dizem que nada ocorreu, então todos devem sair perdoados nos arranjos ocultos para o julgamento final.

O julgamento do mensalão tem tudo para seguir o roteiro do filminho que termina conforme o previsto: julga-se para aplicar alguma condenação a alguém, sem que a punição real recaia sobre os verdadeiros operadores da máquina criminosa. Além disso, pelo longo tempo decorrido entre a descoberta do crime e a sentença final para os criminosos, o sistema de roubalheira já lucrou tudo ou mais que podia. O fato concreto é que o mensalão desviou e movimentou uns R$ 101 milhões de reais. Certamente, para alguém ou muitos alguns, tal crime compensou. E muito!

A Polícia Federal confirma que o esquema usou dinheiro público, originário do Banco do Brasil. Por isso, são grandes as chances de serem condenados (como bode expiatórios?) aqueles que participaram diretamente das operações financeiras do mensalão. A cúpula política que gerenciou o corrupto sistema deve se salvar, ou, no máximo, sofrer alguma puniçãozinha para efeito de opinião pública. Noves fora nada, ficam com o lucro que obtiveram com a grana e o poder de que usufruíram.

Algum peixe grande pode sair chamuscado ao final do julgamento do mensalão? Sim! Milagres acontecem. Mas a chance da tradicional impunidade é muito maior. O PT sairá queimado do processo? Sim, mas queimadura será leve. Assim, conspurcado pelo STF, o partido fica com sua cúpula livre, leve e solta para preparar a continuidade para além de 2014.

O Capuminismo Tupiniquim segue em frente. E o Brasil segue do jeito que a Oligarquia Financeira Transnacional permite e a maioria omissa do povo permite. Qualquer mudança mais profunda, só por puro acidente da história.

PS - Pensando melhor, tudo pode acontecer. Se a Ana Paula Padrão conseguiu o milagre de colocar a Globo na Olimpíada de Londres, sem ter direito, tudo é possível...

PS 2 - Ou: Se Ana Paula Padrão fez o milagre de botar a Globo na Olimpíada de Londres, Deus pode cometer a gafe de eleger o Bispo Macedo para Papa!

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Julho de 2012.

A Incapacidade do Coletivismo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

As pessoas se juntam para formar famílias. Organizam-se para produzir alimentos, bens e serviços; organizam-se para o estudo, a pesquisa e busca do conhecimento. Avaliam-se na prática o desempenho e interesses dos indivíduos, suas habilidades, persistência e dedicação. Estes são alguns dos fundamentos para o desenvolvimento da auto-estima e confiança entre qs que se orientam para atingir objetivos afins.

Por outro lado surgem os movimentos de ativistas políticos, um tipo de atividade que junta como massa de manobra, pessoas insatisfeitas, que buscam livrar-se de situações ou ambientes indesejados. É o porto seguro dos menos capazes, que renunciam à auto estima, ao conhecimento e à disciplina do auto desenvolvimento.

As referências motivacionais são externas e exploradas pelos comandos anônimos ou por líderes fabricados. Quando os mais destacados assumem os postos de poder, em qualquer nível hierárquico, mudam o discurso. As promessas de um mundo bem melhor continuam presentes, mas a prática é sentar em cima da carne seca, preservar o comando totalitário, custe o que custar e doa a quem doer. Vale a doutrinação da fé no mito ideológico, que substitui a fé de cada um em si mesmo e se transfigura em fé na força da boiada coletivista.

Como são incapazes de tomar decisões individuais multiplicam as assembléias, reuniões, encontros. Os mecanismos da discussão expõem os interesses de membros que desejam aparecer. Mas nenhum ouve as razões do outro ou a voz da própria consciência. Instala-se o conflito e a organização de massa atua no sentido autofágico, eliminando ou isolando seus próprios membros. As soluções para calar os dissidentes se multiplicam. Semeiam-se “palavras de ordem”.

No governo, as leis vigentes “para todos” não se aplicam para uns poucos, que avaliam o ambiente e agem de modo repreensível em benefício pessoal, sejam vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores, ministros. As provas da corrupção que floresce no terreno coletivista são ignoradas ou varridas para debaixo do tapete, por ordem dos agentes do Estado, com justificativas irracionais.

Os infratores obtém altos lucros imediatos e continuados. Sentem-se seguros como bandidos associados para chupar o sangue da nação. As perdas se espalham e os custos ficam para os que produzem, para os que não tem como se queixar ou exigir moderação aos bandos do crime organizado que atuam controlando os mecanismos institucionais do governo.

A saúde, a segurança, o trânsito, a educação ou qualquer outro setor, vão apodrecendo e a propaganda torna impossível reconhecer um padrão de normalidade satisfatório para os que produzem sem descanso. Os mais velhos começam a perceber que o “normal” de hoje são condições de violência que há décadas ninguém imaginaria.

Na economia, no instrumental jurídico, em tudo quanto depende do arcabouço político, as decisões ficam para o futuro. As frágeis reformas deixam intactos os espaços e portas abertas para a multiplicação dos controles que submetem a nação ao silêncio e conformismo. Anunciam investimentos que desaparecem como mágica na contabilidade viciada. As conseqüências ficam para as futuras gerações, para os que nem podem votar ainda e são enganados desde o berço.

Lenin e os bolcheviques atreveram-se a mergulhar no caos da criação de uma nova ordem, com a fé cega na onipotência da doutrina marxista. Os nazistas não contavam com nada mais poderoso que a fé em seu infalível líder e na tecnologia. Ambos contavam com polícia e propaganda. Os resultados foram desastrosos.

Os nossos governantes, que atuam na linha de defesa dos códigos da nova ordem mundial, parecem seguir o mesmo caminho. Mas é possível constatar uma enorme incongruência entre as nobres promessas e a ação destes governantes tão imaturos. A palavra de ordem é a crise permanente.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

A falência do ensino da matemática

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

Em meados de 2011, recebi um telefonema de uma mãe, desesperada, perguntando quanto eu cobraria para dar aulas particulares de matemática para seu filho.

Ela tinha ouvido a entrevista por mim dada ao Programa Adilson Ribeiro, na Rádio Itaperuna. Em tal entrevista, eu havia me oferecido para ensinar matemática básica, gratuitamente, a grupos de alunos de escolas públicas. Além disso, na entrevista, eu havia afirmado que não dava aulas particulares em razão de um inconciliável conflito de interesses: a aula particular é cara para o aluno e barata para o professor.

Dona Gisele, a mãe do menino, disse que resolveu me procurar pelo fato de eu ter afirmado que os pais nunca devem culpar os filhos antes de verificarem as razões que levaram a criança a detestar a matemática, pois, na maioria das vezes, a culpa não é da criança, e, sim, de algum professor, o atual, ou um ex-professor.

Então, ela explicou-me que estava à espera do resultado do eletro encefalograma que havia mandado fazer no filho para saber se o menino tinha algum problema neurológico. Falou-me que já havia levado o filho ao oftalmologista, e o mesmo constatou não haver problema de vista. Informou-me, ainda, que mandou fazer tais exames no filho porque a professora havia afirmado que o menino, de apenas oito anos, tinha alguma deficiência que o incapacitava para a matemática.

Resolvi ajudar, sensibilizado pela perturbação que as “deficiências matemáticas” estavam causando na vida da família (a mãe já estava à beira de um colapso nervoso, e o filho já não mais agüentava a pressão a que estava sendo submetido).

Ao final, o problema foi resolvido a contento, e, como esperado, o resultado do eletro encefalograma também não detectou nenhuma anomalia. O menino é sadio. Como em outros casos semelhantes, quem precisa de médico é a professora.

O caso acima relatado me remete ao objetivo deste artigo, que é falar das deficiências do ensino da matemática. Tratarei, aqui, de dois aspectos do complexo problema: a qualidade dos livros distribuídos pelo MEC e o nível de capacitação dos alunos de escolas públicas.

Qualidade dos livros do MEC

Falarei do livro didático adotado para o 3° ano da Escola Chequer Jorge, de Itaperuna-RJ. Tomei conhecimento dele por ser o livro utilizado pelo jovenzinho de oito anos, que foi julgado incapaz de seguir os ensinamentos.

Tomei um susto com o livro de – pasmem! – 264 páginas. Repleto de figuras, desenhos e gráficos, o livro distribuído pelo MEC contém palavras e expressões que atemorizam os alunos. A seguir, darei alguns exemplos.

Na página 5, o livro apresenta os “ícones utilizados” para indicar “trabalhos com temas transversais” como “formação cidadã” e “pluralidade cultural”.

Na página 7, o livro indica o que será visto na unidade referente à “localização e simetria”. Coisas como “trajetos em malhas quadriculadas”, “simétrica de uma figura”, “padrões” e “mosaicos”.

Na página 41, é pedido para encontrar o resultado de uma adição usando a “reta numérica”.

Nas páginas 80 e 81, nossos pequeninos fazem uma viagem ao mundo dos “pictogramas”.

As páginas 204 e 205 são dedicadas a um estudo da “árvore de possibilidades”. Francamente, temi que o livro fizesse uma iniciação à análise combinatória. Meu temor não foi confirmado; no entanto, na página 260, o autor não resiste, e propõe o seguinte problema para a garotada de oito anos: “Com 2 blusas e 3 saias, quantas são as possibilidades de combinação para a escolha de 1 blusa e de 1 saia?”.

Após farta utilização de termos não familiares aos iniciantes – “ábaco”, “algoritmo usual da divisão”, “tempo de gestação dos animais”, “estratégia”, “simetria”, “polígono”, “vértice”, “gráficos”, etc. – o autor se supera, e, das páginas 250 a 255, leva a galera à loucura, ao apresentar coisas como “planificação de um prisma de base pentagonal”, “planificação de uma pirâmide de base hexagonal” e “planificação de um cilindro”.

Feito esses breves comentários sobre o livro que o MEC está distribuindo para nossos garotos de 8 anos, passo ao outro aspecto da questão.

Nível de capacitação dos alunos de escolas públicas

Em meados de 2011, me ofereci para aplicar, gratuitamente, um cursinho de matemática básica aos alunos que estivessem cursando o 8° e 9° período em dois determinados colégios municipais (Ligiéro e Nossa Senhora das Graças) localizados em Itaperuna-RJ.

A proposta era estudar toda a álgebra (equação de primeiro grau, sistema de equações e equação de segundo grau) e as ferramentas necessárias à resolução de problemas da matéria (frações, números relativos, potências, raízes, etc.), atentando para uma verdade incontestável: a principal razão das dificuldades encontradas no aprendizado de matemática é o fato de – para se entender determinada parte da matéria – ser necessário o conhecimento anterior de assuntos a ela interligados.

Resumidamente, dois foram os princípios obedecidos no planejamento do curso. Primeiro: a única maneira de uma pessoa se capacitar em matemática é “entendendo” a matéria, o que significa que não existem “métodos milagrosos”. Segundo: para que se “entenda” matemática de maneira rápida e eficiente, o estudo tem que ser feito “a partir do zero”, selecionando o que, de fato, é importante.

Para concretizar a proposta, escrevi todo o material didático na ordem que achei mais conveniente ao completo entendimento da matéria; além de trocar a ordem normalmente usada nas grades escolares, tirei todo o “lixo” do caminho.

Como os pré-requisitos para participar do cursinho eram o domínio das quatro operações e a capacidade de ler e interpretar pequenos textos (para saber o que um problema dá, e o que ele pede), os candidatos tiveram que se submeter a uma prova por mim preparada e corrigida. Em consonância com seu objetivo, a prova de seleção constou de vinte pequenos problemas a serem resolvidos em vinte minutos

Trezentos jovens, na faixa de 13 a 15 anos de idade, participaram da prova. 14 alunos foram selecionados, por terem acertado as 20 questões propostas. Por outro lado, uma preocupante situação ficou exposta: 197 dos 300 alunos que competiram não conseguiram acertar mais que 14, das 20 questões da prova.

Tal fato demonstra que 2 em cada 3 alunos não têm a mínima condição de entender as aulas de matemática que estão sendo dadas nos citados colégios, por melhor que sejam seus atuais professores.

Incontestavelmente, a culpa não é dos alunos, nem dos atuais professores, mas sim do sistema, que facilitou, em anos anteriores, a aprovação de alunos despreparados.

Pior: com toda a certeza, tais despreparados alunos serão “empurrados” para frente até fazerem jus às vagas reservadas no nível superior pelo sistema de cotas. Tudo, sob as vistas complacentes de nossas autoridades da área de educação.

Conclusão

Por certo, o problema que foi comprovado com essa pesquisa prática realizada junto aos jovens de escola pública de Itaperuna-RJ se repete por todo o país, formando uma geração prejudicada.

Diante desse cenário desolador, válido torna-se concluir: é impossível resgatar esses alunos – que, hoje, circulam como autênticos zumbis dentro das salas de aula – sem a disponibilização de um curso básico de matemática que seja rápido e eficiente. Contudo, uma coisa deve ser ressaltada: em nenhum momento, o “entendimento”, aspecto indispensável ao domínio da Matemática, pode ser prejudicado pela busca da rapidez e da eficiência. E, devido ao fato de existir uma interligação entre diversas partes da matemática, tal curso deve capacitar seus participantes a partir dos conhecimentos mais elementares da matéria.
João Vinhosa é Engenheiro - joaovinhosa@hotmail.com

Saúde Financeira: faça seu balanço do semestre

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Dora Ramos

O mês de férias está acabando e chega a hora de nos perguntarmos: você contraiu alguma dívida nesse período? O fim das férias de julho nos faz reparar que já estamos rumo ao final de ano e que esse é o momento ideal para ser feita uma análise de como andam as finanças pessoais e concluir se está ou não no vermelho.

Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2012 atingiu-se a maior taxa de cheques sem fundos desde 2009, chegando a 2,07%. Esses dados revelam que nem tudo está fluindo corretamente no quesito planejamento para algumas pessoas e, por isso, agora é a hora de colocar as contas em dia para que os próximos seis meses sejam tranquilos.

O balanço financeiro pode ser feito através de uma planilha que contenha os principais gastos obtidos desde o início do ano. Dessa forma, deve ser analisado quanto de bens supérfluos você adquiriu para não repetir a dose no próximo semestre. Outra dica é que, para as dívidas contraídas em longo prazo, especialmente em cheques, carnês e cartões de crédito, recomenda-se checar até quando vencerão esses débitos, impedindo ao máximo que fiquem contas para os últimos meses de 2012.

Vital no nosso dia a dia, a saúde financeira pode influenciar na vida social e emocional do individuo. Portanto, é indispensável que seja realizada essa avaliação, evitando, desse modo, o acúmulo de dívidas para o final de ano, época que sempre queremos um dinheiro extra para gastar.

Dora Ramos atua no mercado contábil administrativo há mais de 21 anos. É fundadora e diretora da Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse www.fharos.com.br

sábado, 28 de julho de 2012

PRÉ-CONCEITO da OAB ou de Damous?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Clóvis Puper Bandeira

O jornal O Globo de 19 de julho publica coluna assinada pelo advogado Wadih Damous, presidente da OAB – Rio, sob o título “A Herança da Ditadura nos Quartéis”.

Começa por citar suposta música cantada por soldados do 1º Batalhão de Polícia do Exército, enquanto se exercitavam realizando corrida pelas ruas da Tijuca. Apesar de tal fato não ser confirmado pelos vizinhos do Batalhão, que ouvem diariamente as cantorias dos soldados em exercícios, o fato já provoca reações “indignadas”, como a Dr. Wadih Damous, antes de qualquer investigação da veracidade da notícia. Não seria esta a primeira ocasião em que uma notícia negativa para a imagem do Exército é plantada e orquestrada na imprensa.

Um detalhe que chama atenção na suposta música é a alegação de que os militares gritariam que quem faria as barbaridades descritas seria um “Esquadrão Caveira”. Ora, o BPE, sendo uma unidade de Infantaria, não está organizado em esquadrões, mas, sim, em companhias. É muito estranho que os militares não conhecessem o nome das subunidades onde servem.

Mas o que se segue no artigo é que mais surpreende. A partir da notícia duvidosa, o articulista saca várias conclusões que nada têm a ver com o fato, insinuando ou afirmando claramente que o Exército está “fora dos eixos” na formação de seus oficiais e soldados, que se reservam o direito de dar a última palavra nas questões que lhes dizem respeito diretamente, como a formação de quadros nas Forças Armadas. Quem deveria formular os currículos das escolas militares? O MEC? A OAB? O PT? Quem sabe Carlinhos Cachoeira?

Por aí segue a coluna opinativa, declarando que a influência militar negativa teria levado o STF a “estender os benefícios da Lei da Anistia a torturadores e assassinos de presos”.

Quem lê atentamente – e não seletivamente – a Lei de Anistia, não pode ter dúvidas de que ela abrange os dois lados envolvidos, não apenas a esquerda. Foi isso que o STF concluiu, não tendo “estendido” os benefícios da lei a ninguém, como insinua maldosamente o autor. Como pouca gente leu a Lei, a palavra do Presidente da OAB – Rio é suficiente, e todos passam a acreditar que o STF agiu parcialmente, estendendo aos agentes da lei os benefícios que só deveriam atingir os angelicais e indefesos guerrilheiros e terroristas – afinal, eles lutavam, de armas na mão, para implantar uma ditadura comunista no Brasil, como pode alguém discordar desse ideal?

Concluindo, insinua que os militares são educados com base em concepções antidemocráticas, “para o desrespeito aos direitos humanos, mesmo em períodos de paz”. Baseado em que o ilustre advogado afirma isso?

Por acaso conhece, leu alguma vez, estudou os currículos das escolas militares de formação? Sabe que elas são símbolo de excelência no ensino brasileiro? Sabe o resultado da participação dos alunos de nossos Colégios Militares nas testes de avaliação do MEC?

Ouviu falar que dois alunos do Instituto Militar de Engenharia, entidade respeitadíssima nos meios acadêmicos e científicos do país, após passarem um ano estudando na Academia Militar de West Point (EUA), num programa de intercâmbio, foram os primeiros colocados em todas as provas de final de ano realizadas no ano escolar 2011-2012?

Desconfia de que a formação que desconhece, mas abomina e quer reformar, provocou a vinda ao Brasil, em 2011, de professor da prestigiada Universidade de Harvard, dos EUA, para conhecer os Colégios Militares brasileiros, cujos alunos têm conseguido várias matrículas naquele educandário pelo seu desempenho escolar?

Será que o informado autor acredita que nos currículos de nossas escolas de formação de oficiais e de sargentos existe a matéria “Tortura e Desrespeito aos Direitos Humanos”? Quem sabe haverá aulas práticas, ministradas à noite, em porões escuros e úmidos…

Como fecho de ouro em tão precioso artigo, o Dr. Wadih Damous afirma que “é preciso reformar e adequar as Forças Armadas à democracia”. Discordando frontalmente de tal absurdo, retruco: é preciso reformar e adequar a OAB – Rio à democracia. Ou o seu Presidente…

Clóvis Puper Bandeira é General de Divisão na Reserva.

Não cutuque a Onça

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Primeiro foi o Jobim. Abraçou a onça do CIGS para mostrar ser tão fera quanto a fera. Acredito que o felino estivesse sonolento com o odor petista que devia exalar do arrogante chefão. Daí, aguentar tirar uma foto com o falso ‘quatro estrelas’, sem lhe arreganhar os caninos.

A situação é outra, de seriíssimas consequências. Mas a presidente não quer copiar o seu antigo ministro e abraçar a onça. Ao contrário, vem de cutucá-la com o canetaço guerrilheiro, substituto das armas pesadas de outrora. Mas essa onça é de outra categoria, portanto, cautela com as disparatadas assinaturas apostas em Medidas Provisórias, que na concepção estranha dos ocupantes do poder, são sempre definitivas, já que o Poder Legislativo faz vista grossa quanto às suas validades, pois, esta Casa regulada pelo Executivo, é mera ficção.

Dar um salário mais alto a um agente penitenciário ou de polícia em início de carreira do que recebe um coronel com vinte e cinco anos de serviço, e equiparar o salário de um carcereiro ao de um general é abusar demais do poder de desenhar seu nome búlgaro nos documentos oficiais brasileiros.

Se a presidente é Comandante em Chefe das Forças Armadas, e é com horror que escrevo isto, deve saber que se algo acontecer ao país será a única acusada de crime de lesa-pátria. Será a única acusada de displicência com as coisas do Estado e com a sua defesa. Será a única acusada de responsabilidade pelo desaparelhamento das Forças. Será a única acusada de ter negado o aumento justo àqueles que são realmente os únicos que pensam o Brasil, mas também pensam nas suas famílias e têm filhos para criar e educar.

Carlos Lacerda, o melhor, o mais empreendedor governador do então Estado da Guanabara, agora espoliado Estado do Rio de Janeiro, sempre dava aos servidores (policiais, bombeiros, professores) o mesmo índice salarial que o governo federal. Assim eliminava as distorções, tão aberrantes nos dias de hoje. Mas Lacerda era inteligente e sabia governar.

Infelizmente, essas Forças, na hora em que a presidente estiver em aperto, sairão em seu socorro. Infelizmente, repito. Como advogo pela Pena de Talião, deveriam deixar acontecer, já que a comandante nada faz em benefício dos seus comandados, nada faz em benefício das que são consideradas as mais respeitáveis instituições nacionais. Nada faz, por medo. MEDO!

Paradoxalmente, ao final de mais um ano de desgoverno, o rancho presidencial com a trupe familiar começa a se movimentar em direção a uma das Organizações Militares, que tem de gastar o que não lhe dão para satisfazer a truculenta e os seus graciosos descendentes, nas felizes férias de verão.

Expressando-se mal, organizando pior as ideias que brigam entre si, foi galgando os degraus da política pelos acordos e não pelo saber. Para ser presidente da república, atualmente, basta comprar votos e aliados de ocasião, não precisando, em absoluto, ser alfabetizado. Mas para se atingir o generalato, a cara senhora desconhece que é preciso viver com os livros, fazer cursos, aprimorar-se continuamente, acumular conhecimentos específicos à sua área de atuação, sem os quais o militar não chegará ao último estágio de sua carreira, aos quarenta anos ou mais de serviço.

A insensatez dessa senhora é tão grande que a impede de ter um raciocínio lógico, de enxergar as evidências de que provocar o desequilíbrio do país pela desmoralização dos membros das Forças, ao equipará-los ao abridor e fechador de portas da carceragem, é brincar com a sorte que AINDA está do seu lado. Mas não se iluda a eterna guerrilheira: apesar de esta onça não ser pintada (ou por esta mesma razão) quando acuada, adquire uma força extraordinária que a sua bisonha imaginação não pode supor.

É chegado o tempo. O tempo kairós, como diziam os gregos. É o momento exato de se tomar a decisão correta. Se essa pequena presidente tivesse coragem, não fosse dominada pelos seus retrógrados parceiros, não ouvisse a voz rouquenha de um Lula ignorante e ultrapassado, transformaria as Forças Armadas no sustentáculo do desenvolvimento do país, de sua defesa, levantando o moral de seu medíocre governo e reintroduzindo a moral que não existe nele.

Mas falta-lhe coragem, falta-lhe coragem de romper com o passado, falta-lhe coragem de ver que os tempos mudaram, falta-lhe coragem de reescrever o futuro do país com clarividência, falta-lhe coragem de dar às costas aos parceiros internos e aos da periferia latina, desequilibrados detentores do poder. Falta-lhe coragem porque lhe falta personalidade. Mas sobra-lhe medo, o medo das Forças. Medo de aliar-se a elas para dignificar o país, para elevar a nação à posição de potência atlântica. Por isso, tropeça seguidamente como chefe de Estado, por isso, fracassa continuamente como comandante em chefe.

Quanto à onça, está quieta além do desejável, parecendo frouxa, como já disseram alguns, mas está alerta, felinamente alerta. É bom não cutucá-la com o canetaço do poder, instrumento mais adequado ao demagógico assistencialismo, corrosivo meio de submeter o povo, já de natureza, servil.

Aileda de Mattos Oliveira é Professora Dr.ª em Língua Portuguesa. Membro da Academia Brasileira de Defesa.

Absurdos inexplicáveis

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marcos Coimbra

A Voz do Brasil, noticiário de rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que vai ao ar todas as noites em rede nacional, destacou, no dia 10.07.12, o acordo de cooperação técnica firmada entre a Codevasf e o Corpo de Engenheiros do Exército Americano (USACE) para consultoria, visando ao desenvolvimento da hidrovia do São Francisco.

Na matéria, o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, explica o andamento dos trabalhos no campo de provas em Barra, na Bahia, e o gerente de Concessões e Projetos Especiais da Codevasf, Roberto Strazer, destaca que o transporte de mercadorias pela hidrovia irá reduzir os custos dos produtores da região, além de ter baixo impacto ambiental e ser menos poluente que o transporte terrestre.

Com a parceria firmada com o USACE, em 2011, espera-se o desenvolvimento da hidrovia do São Francisco mediante o controle de processos erosivos, melhoria de navegabilidade e contenção de margens. Isto foi discutido com a comitiva do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Commander of US Southern Command), liderada pelo comandante Douglas Fraser, tenente-brigadeiro da Força Aérea daquele país, na reunião naquela data em Brasília.

O secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária do Estado da Bahia, Carlos Costa, também participou, além de diretores e técnicos da Codevasf.

Em seu pronunciamento, o tenente-brigadeiro Fraser falou da importância do trabalho conjunto com a Codevasf. "É um privilégio vir ao Brasil para conhecer melhor esse projeto. Esperamos que haja um fortalecimento dessa parceria com novas ações a partir dessa cooperação com a Codevasf", afirmou.

Para o primeiro ano, até agora foram identificados os projetos de avaliação do campo de provas, em Barra (BA), e a aplicação dos tubos de geotêxtil, na Ilha Sambaíba, e Curralinho.

O monitoramento do projeto pelo USACE envolve também investigação geológica, avaliação geotécnica, análise da qualidade da construção, análise hidrológica e outros estudos.

De fato, trata-se de um absurdo inexplicável e imperdoável, em especial por tratar-se de um acordo entre um órgão do ministério da Integração Nacional e um organismo estrangeiro, a USACE, representada por um oficial general da mais alta patente das FFAA dos EUA.

De início, não acreditamos na veracidade da mesma. Contudo, verificamos sua procedência, infelizmente.

Cabe a primeira pergunta:

Esta aberração está sendo concretizada com o conhecimento da Presidência da República?

E, a seguir, o Congresso Nacional apreciou o assunto?

E o Exército Brasileiro foi ignorado?

Os (ir)responsáveis autores por acaso sabem que na região de Barra existe uma rica região mineral?

Qual a justificativa de investigação geológica por estrangeiros na área?

É revelador o fato, ainda mais ocorrendo na Bahia, onde o governador é do PT, Jacques Wagner.

Os absurdos prosseguem com a informação prestada em relatório de entidade britânica ao afirmar que brasileiros têm US$ 520 bi em contas em paraísos fiscais.

O valor só é menor do que teriam chineses, russos e sul-coreanos e representa mais de um quinto do PIB nacional.

É coerente com as estimativas da avaliação do montante da economia subterrânea no Brasil, em torno de R$ 663,4 bilhões, o que equivale a 18,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011.

Contudo, há especialistas no assunto especulando ser o percentual bem maior.

A pergunta lógica é: qual a ação das autoridades econômicas em relação a esta situação?

São recursos vultosos capazes de, se corretamente recuperados e aplicados, minorar necessidades básicas (saúde, educação, segurança) da população brasileira tão desassistida, apesar da elevada carga tributária paga (quase 40 % do PIB).

E culmina com a sucessão de crimes de alto nível de periculosidade cometidos por "menores" de 18 anos, em todo o país.

Fica clara a utilização de menores por marginais maiores de idade, para livrarem-se da responsabilidade, imputando-a aos ditos "menores", pois é sabido que não serão devidamente punidos.

Um dos episódios apresentado pelas emissoras de televisão mostra um marginal com 20 anos e um menor, este com um revólver na mão, sequestrando uma professora em seu automóvel.

A seguir entram no veículo, algumas moças também "menores" que, com certeza da impunidade, não somente torturam a vítima psicologicamente, como gravaram as cenas, através do celular da mesma.

Quando eles foram presos, elas, ao serem interrogadas, afirmaram que teriam sido forçadas por eles, sendo liberadas.

Apenas agora, com a descoberta do celular é que foram denunciadas.

O que nossos congressistas estão esperando para acabar com a indecente impunidade destes marginais, os quais são menores para serem punidos, mas mais cruéis do que os maiores, ao cometerem seus crimes?

Em torno de 66 % dos brasileiros anseiam por esta ação, segundo pesquisas recentes.

Ao invés de ficarem debatendo coisas menores, de interesses externos, como descriminalização da droga ou criminalização da "homofobia", deveriam discutir se é mais correto diminuir a idade para limites inferiores a dezoito anos ou se é mais correto aumentar o tempo de internação dos menores apenados.

Marcos Coimbra, Professor, é Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano. Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br Página: www.brasilsoberano.com.br

Mensalão do PT

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

A arca que não é de Noé — do tesouro? — desliza na calmaria do esquecimento, dando tempo ao tempo, mas, de leve navega no canal da impunidade como soe acontecer. De 2005 a 2012. Agosto do fato, agosto do julgamento. É o que parece, mas não o que sociedade espera.

Rolam notícias de “cantadas” aos ministros abafadas pelas caudalosas cachoeiras e clarinadas dos telejornais em alvos compensadores da oposição.

Ações secundárias e ataques diretos conjugados. A decisão do Tribunal de Contas da União, baseada em voto da ministra Ana Arraes, mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), base do governo considerou regular o contrato da agência de Marcos Valério com o Banco do Brasil. Bombástica e oportuna na tentativa de anular o ilícito já apontado no desvio de recursos públicos.

Mas, não há como esconder as evidências diante do depoimento de Lula (Ago/2005): “Eu me sinto traído, traído por práticas inaceitáveis,... nós temos de pedir desculpas. O PT tem de pedir desculpas. O governo, onde errou, tem de pedir desculpas”. Desculpas que não substituem julgamentos e penas judiciais; confessadas irregularidades.

Como causa, a refletir sobre impunidades, algumas amarras estão presentes nos tribunais, a criar fragilidades nos julgamentos pelas nomeações políticas e não técnicas, mas de acordo com a Constituição. Ao abordar o Poder Judiciário nos princípios básicos do Estatuto da Magistratura, impõe que o ingresso na carreira, será como juiz substituto e através concurso público.

O Supremo Tribunal Federal, a quem compete processar e julgar o Presidente da República, os membros do Congresso Nacional, etc, tem os seus Ministros escolhidos dentre cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República.

O STJ conta com um terço, em partes iguais, dentre advogados do notório saber e reputação ilibada, indicados pelos órgãos de classe e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, nomeados pelo Presidente da República. Idem relativamente aos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, com um quinto dos seus lugares preenchido por membros de carreira do Ministério Público, e de advogados do notório saber e reputação ilibada, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes, enviada ao Poder Executivo para nomeação e, no Tribunal Superior do Trabalho, 1/5 dos seus membros de advogados/MPT, do notório saber e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente.

O Tribunal Superior Eleitoral tem, além dos três do STF, mais dois advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo próprio STF e, nomeados pelo Presidente da República. Tribunal com poder elevado nas questões políticas, pois são irrecorríveis as suas decisões, com poucas exceções.

Os Tribunais Regionais Eleitorais contam com dois dos seus juízes, oriundos de indicação do Tribunal de Justiça, advogados do notável saber e idoneidade moral, por nomeação do Presidente da República. O Superior Tribunal Militar tem três Ministros civis, advogados “com os mesmos atributos”, escolhidos pelo Presidente da República.

O Congresso Nacional, para exercer o controle externo dispõe do Tribunal de Contas da União, com dois terços dos seus Ministros escolhidos pelo próprio CN, possuidores de idoneidade moral, reputação ilibada, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública. .

Não se pode aferir o conhecimento ou o caráter dos nomeados, por imposição legal e por incapacidade de aferir-se o conteúdo das consciências. Entretanto, a exigência do concurso público, como um dos fundamentos para o exercício da atividade com independência difere dos critérios da indicação. Nesse caso, a gratidão dos nomeados pode pesar na decisão que os verdadeiros independentes repugnam. O normal é o da ascensão na carreira, aperfeiçoamento, experiência por muitos anos e filtros, dedicação e mérito. Imperfeitos, mas, os melhores.

Nem podem os tribunais içar a bandeira de partido político.

Ernesto Caruso é Coronel Reformado do EB.

O Garantismo e o Mensalão

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Waldo Luís Viana

Já matei, já furtei, já menti, mas Deus é um juiz garantista. Cobicei, já roubei, já traí, mas Deus é um juiz garantista. Cometi todos os crimes das nossas leis penais e os sete pecados capitais, mas estou calmo, tudo isso é irrisório, Deus garante ampla defesa e contraditório, além do devido processo legal, também chamado de "due process of law". Já invejei, já enganei, seduzi, mas Deus é um juiz garantista, prevariquei, esbulhei e fraudei, mas Deus é um juiz garantista. Contra os costumes e a ordem pública atentei e os dez mandamentos eu quebrei, mas estou calmo, para mim não há problema, Ele defende a humanidade da pena, eu falo sério, não pense que sou cínico, no céu vigora o Direito Penal Mínimo.” (Deus é um juiz garantista) - Hugo Bickel

Decidir e sentenciar ao estrito lume da lei – eis aí a melhor definição para o garantismo legal. O juiz torna-se técnico, asséptico, um escravo do texto que lhe empresta a jurisdição e lhe paga o salário.

O juiz garantista acredita (ou finge acreditar) que o edifício legal é eficiente, que a prisão cura o crime e ressocializa o preso, que o rol dos culpados é sempre povoado por delinquentes e a dosimetria da pena um castigo normal, que deve ser aplicado sem peias para fazer retornar um dia, ao seio da sociedade limpa, o seu filho ou filha, momentaneamente degenerado.

Essa figura togada e metida povoa todas as instâncias de nossos tribunais e como se protege sob o biombo dos autos pode prescindir de qualquer preocupação social ou histórica. O Direito que ele ama e compreende é o direito parado no tempo, aquém do processo social.

O cipoal de leis, muitas delas pleonásticas ou risíveis, serve bem a esse personagem burguês, machadiano, que se vale de palavras obscuras para demonstrar erudição. O juiz garantista esconde-se na técnica, na filigrana, para desvencilhar-se do processo – como o diabo da cruz.

Quem não ouviu as máximas populares sobre o juiz que pensa que é Deus e o desembargador que, com certeza, o é? Quem não sabe que, sob o guante da lei da transparência, a classe desses especiais monarcas está lutando para não divulgar os polpudos salários, muitos deles bem acima do teto legal?

Muito sintonizada à percepção dos garantistas, a elite jurídica do partido no governo vem procurando saídas legais e elegantes para os suspeitos do caso Mensalão (se não transitados em julgado, ainda são apenas suspeitos!). A última armadilha foi assacar uma lei de 2010, de autoria do então deputado José Eduardo Cardozo (hoje ministro da Justiça), que “tornou legais” os repasses e bonificações às agências de publicidade especializadas em anúncios institucionais. Um dos tópicos da citada lei atribui-lhe ainda caráter retroativo, isto é, isenta de culpa aqueles que perceberam comissões por “bônus de volume” em campanhas pagas por estatais, ministérios e autarquias.

Imaginem as agências contratadas (“caixa 2”), municiando dezenas de fornecedores indiretos, não auditados pela empresa-cliente porque escolhidos a dedo pelas agências, pagando gordas comissões e “bônus de volume” – aquela fortuna em dinheiro que não passa por qualquer controle e forma o melhor “caixa 3” do mundo (dinheiro que vai limpinho para o exterior e depois retorna, lubrificado por nossos estupendos juros de mercado)?

O rastreamento desses bônus é muito difícil e já permitiu a formação de diversas empresas paralelas, dirigidas por parentes de ex-integrantes do “núcleo duro” do governo (2002-2012), cujo objetivo seria tão somente administrar as gigantescas boladas que se formaram na prática de exploração publicitária das estatais. A dinheirama “quase não deixa rastros” e os indícios dessas práticas foram palidamente tocados pela CPI que investigou os Correios e que não chegou a qualquer conclusão relevante, muito pelo contrário!

Com esse mostrengo legal, então, ficariam referendadas as tais “despesas eleitorais não contabilizadas”, surgidas através do sacrossanto recolhimento dos bônus de volume, recolhidos pelas agências de publicidade envolvidas no caso Mensalão.

A manobra já começou a surtir efeito porque recente decisão do Tribunal de Contas da União, órgão auxiliar do Poder Legislativo, tenta esvaziar uma evidência contundente das manobras da quadrilha ora a ser julgada.

O “parecer” descabelado e delirante de uma conselheira daquela Colenda Corte de Contas (CCC) tenta vestir de legalidade as indecentes manobras das agências de publicidade do operador-chefe do Mensalão, contrariando anterior e minucioso relatório técnico preparado por especialistas do próprio TCU! Assim, os famosos contratos-fantasmas de publicidade, que permitiram o escoamento sistemático de dinheiro público para o caixa do partido no governo, acabaram, por assim dizer, “legalizados”.

Nesse ritmo, o Brasil ainda descobrirá o melhor de tudo, ou seja, que através dessa lavagem técnica e asséptica, poderemos chegar à conclusão de que o Mensalão nunca existiu e foi mesmo um “truque da mídia golpista” – como querem solenemente os arautos do governo.

Agora com o pano de fundo soerguido e a platéia atenta, basta convocarmos os ministros garantistas do Supremo a participar da ópera-bufa de agosto. Como no Olimpo vigora o direito penal mínimo (denominado pomposamente “foro privilegiado”) – porque os deuses também são garantistas –, veremos a maior luta das elites depois do processo de impeachment.

Réus soberbos e governistas, pagando os advogados mais caros do Universo, diante de uma Corte técnica, ciosa dos textos das leis e dos princípios a elas adjudicados por um Congresso limpo e sem pecado, que irá proferir os habituais votos doutos e vaidosos, de uma hora e meia ou mais, para as câmeras de televisão.

São esses “pesos e contrapesos” que garantem a ampla defesa dos réus e o sono tranquilo dos cidadãos. Não vivemos, enfim, numa Pátria livre e resguardada, pelo véu inefável do Estado Democrático de Direito?

Pois então, podem esperar que todos sairão satisfeitos. O julgamento pra constar libertará os inocentes e nós, como sempre, atônitos, ficaremos chupando os dedos.

Depois, toquemos para a próxima atração, as eleições municipais, porque depois do fechamento das urnas virá a realidade. E que realidade! Não saberemos, desta vez, se estamos mesmo garantidos...

Waldo Luís Viana é Escritor, Economista, Poeta e um dos poucos brasileiros que não é advogado.

Caso Carandiru – Justiça feita ao Coronel Ubiratan

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Francisco Torres de Mello

VOCÊ SABIA que para poder julgar alguém ou mesmo uma situação é necessário que se conheça a fundo as condições e o andamento do processo?

VOCÊ SABIA que lá nos "autos do processo" tem o depoimento de um dos presos onde afirma que: "Nós preparamos uma emboscada para a Tropa de Choque"?

VOCÊ SABIA que os jurados que julgaram o Coronel Ubiratan da primeira vez concluíram que ele agiu no "Estrito Cumprimento do Dever" e mesmo assim ele foi condenado?

VOCÊ SABIA que se a Tropa de Choque não interviesse e os amotinados se matassem entre si, eles teriam que responder na justiça por não terem cumprido o seu dever?

VOCÊ SABIA que nos "autos do processo" está a declaração de um perito que à época afirmou que:

"Caso a Tropa de Choque não tivesse invadido o pavilhão 9, provavelmente a maioria dos presos ou em sua totalidade poderia morrer pelo fogo ou asfixiados" ?

VOCÊ SABIA que naquele pavilhão 9 estavam quase 2200 (dois mil e duzentos) presos e que quando a Tropa de Choque estava chegando ao terceiro andar (andar onde ocorreu a confusão), já tinham mortos pelas escadarias, além de óleo e sangue para os policiais escorregarem?

VOCÊ SABIA que o Coronel Ubiratan não deu um tiro sequer e muito menos ordenou à sua tropa que matassem alguém? Que o que aconteceu foi uma fatalidade?

VOCÊ SABIA que o Coronel Ubiratan, ainda nas escadas abrindo caminho para os bombeiros, foi atingido pela explosão de um botijão de gás, motivo pelo qual foi imediatamente tirado dali e conduzido ao pronto-socorro?

VOCÊ SABIA que na primeira barricada montada pelos presos na entrada do pavilhão já tinha um dos presos degolado pendurado de cabeça para baixo?

VOCÊ SABIA que em mais barricadas os policiais se depararam com presos já totalmente mutilados pelos demais. As fotos estão nos autos!

VOCÊ SABIA que os presos tinham armas de fogo, estiletes, barras de ferro, facas?

VOCÊ SABIA que para fazer o filme do Carandiru, Hector Babenco não fez qualquer consulta ou mesmo contato com nenhum dos policiais e muito menos com o Cel Ubiratan?

Que este filme que tanto mexeu com a opinião pública foi baseado somente no depoimento de presos?

Que na verdade ali tinha mais ficção do que realidade?

VOCÊ SABIA que as verdades que coloco aqui não são veiculadas pela grande mídia porque os interesses pela proteção dos criminosos no Brasil são muito maiores?

Que a inversão de valores está tomando espaço cada vez mais do nosso dia-a-dia e na maioria das vezes não nos damos conta disso?

Todas as informações aqui contidas fazem parte dos "autos do processo" do Coronel Ubiratan Guimarães, que por muitos anos foi acusado pelo que ficou conhecido como "Massacre do Carandiru".

São informações públicas e então no Tribunal de Justiça de São Paulo, à disposição de todos aqueles que tiverem dúvidas sobre o que ocorreu de verdade.

E foi nestes autos que os 24 Desembargadores se basearam para inocentar o acusado.

E a Justiça foi feita!

Francisco Torres de Mello, General de Divisão Reformado do EB, é Presidente do Grupo Guararapes.

Carta ao Povo de São Paulo e do Brasil

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Roberval Ferreira França

A Polícia Militar defende e protege 42 milhões de pessoas que residem no estado de São Paulo. Para quem pergunta se a população confia na Polícia, os números falam por si: no último ano, atendemos a mais de 43 milhões de chamados de pessoas pedindo ajuda, socorro e proteção; realizamos 35 milhões de intervenções policiais, 12 milhões de abordagens, 310 mil resgates e remoções de feridos e 128 mil prisões em flagrante (89 mil adultos e 39 mil “adolescentes infratores”); apreendemos 70 toneladas de drogas e mais de 12 mil armas ilegais; recuperamos 60 mil veículos roubados e furtados. De janeiro a junho, a população carcerária do estado cresceu de 180 mil para 190 mil presos, o que representa 40% de todos os presos do Brasil.

O estado de São Paulo ocupa o 25º lugar no Mapa da Violência 2012, publicado em maio pelo Instituto Sangari e registra hoje uma taxa de 10 homicídios/100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. Só para ilustrar, o Rio de Janeiro registra a taxa de 30 homicídios/100 mil habitantes, e Alagoas chegou à impressionante taxa de 73 homicídios/100 mil habitantes. Tudo isso parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam, por várias medidas, atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades. Neste ano, tivemos mais de 50 policiais militares assassinados covardemente e temos hoje mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime.

Mesmo assim, não iremos nos acovardar. A Polícia Militar de São Paulo continuará sendo a força e a proteção das pessoas de bem que vivem em nosso Estado. Como policial, tenho orgulho de fazer parte dessa grande instituição e, como comandante, tenho orgulho dos 100 mil profissionais que trabalham comigo na luta contra o crime.

Peço a todas a pessoas de bem que acreditam em nosso trabalho que divulguem essa carta.

Muito obrigado!!!

Roberval Ferreira França, Coronel, é Comandante Geral da PM de São Paulo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Arnaldo Malheiros, defensor de Delúbio, pode perder indicação para o STF por contrariar cúpula petralha

Edição do Alerta Total- www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alertawww.fiquealerta.net  
Por Jorge Serrão

A perda de uma sonhada indicação a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Este pode ser o elevado preço a ser pago pelo criminalista Arnaldo Malheiros Filho. A cúpula petralha amaldiçoou a postura correta, ética e verdadeira dele na defesa do tesoureiro Delúbio Soares – um dos políticos com mais chance ter o desgosto de sair condenado no técnico julgamento da Ação Penal 470 – mais conhecida nos basfonds da politicagem como escândalo do mensalão. Uma leve pressão de bastidores da petralhada levou o defensor de Delúbio a aliviar, publicamente, a barra do partido, jogando toda a culpa apenas no tesoureiro.

O advogado acabou forçado a soltar ontem uma nota de imprensa para consertar o que claramente havia dito em entrevista ao jornal O Globo. Arnaldo Malheiros Filho antecipou que sustentaria que o tesoureiro do PT fez tudo de acordo com as ordens e decisões da Executiva do partido. Como a versão aloprou a petralhada, Malheiros teve de reparar sua sinceridade jurídica, poupando a cúpula do PT. Na nova versão, Malheiros corrigiu que “a decisão de usar empréstimos contraídos por Marcos Valério em nome do PT foi de Delúbio, seu cliente. Malheiros agora sustenta que partiu da direção do PT a ordem para que fossem saldadas dívidas de campanha do próprio partido e também de aliados nas campanhas de 2003 e 2004.

Na polêmica entrevista a O Globo, que encheu mais ainda de ódio a petralhada, Arnaldo Malheiros Filho foiu claro e objetivo: “Delúbio não tomava decisões. Era o executor das decisões da Executiva nacional do PT”. Em sua versão revisada, Malheiros aliviou os companheiros de seu cliente Delúbio: “Eu deveria ter sido mais claro e explicar que a “decisão” a que me referi é a decisão de saldar os débitos dos diretórios locais do PT e dos partidos da base aliada, tomada em colegiado. Já com “execução” dessa decisão, referi-me ao levantamento dos recursos e seu repasse para os beneficiários, função de um tesoureiro”.

Um dos mais notáveis e conceituados criminalistas do País, Malheiros tentou esclarecer o que ocorreu em sua polêmica entrevista: “A versão que apresentei é, como não poderia deixar de ser, a de meu cliente. Eu quis prestigiar a concisão e prejudiquei a clareza”.

Azar para o Supremo Tribuinal Federal – que agora tem tudo para não ganhar um criminalista de peso entre seus membros. Atualmente, embora tenham de julgar os crimes do mensalão, nenhum dos 11 ministros do STF é especialista em Direito Criminal, em sua formação profissional ou acadêmica. Malheiros teria chances deixar sua banca para se tornar ministro, com as vagas que serão abertas com as aposentadorias de dois ministros ainda este ano. Depois destas declarações que contrariaram o PT, a cúpula vai pressionar a Presidenta Dilma Rousseff a não indicar o competente Malheiros – cujo padrinho é o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos.

Piada séria

Defensores de Marcos Valério pretendem usar o argumento de que os contratos firmados pelas empresas dele com a Caixa e o Banco do Brasil foram considerados legais pelo Tribunal de Contas da União, para tentar aliviar a barra do publicitário em uma das acusações do mensalão.

O probleminha é a eficácia jurídica de tal “aprovação”, já que o Tribunal de Contas, apesar do termo “tribunal”, não faz parte do Poder Judiciário, pois lá nada é julgado por magistrado (juiz ou desembargador).

Tribunal de Contas da União é inapropriadamente chamado de tribunal: é apenas um órgão auxiliar do Poder Legislativo.

MPF x PM SP

O governador Geraldo Alckmin classificou de “descabida” a intenção do procurador da República Matheus Baraldi Magnani de entrar, na próxima semana, com uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo a troca do comando da Polícia Militar de São Paulo.

“É uma medida totalmente descabida. Acho que o Ministério Público Federal deveria investigar, primeiro, o tráfico de drogas. Produzimos laranja, cana, café, soja e milho, mas não produzimos cocaína. Por onde entra essa cocaína toda? Entra pela fronteira. E onde está a polícia de fronteira?”

Alckmin aconselha que o MPF cuide melhor daquilo que é, de fato, sua atribuição legal...

Comandante contra-ataca

Geraldo Alckmin nem pensa em mexer com o comandante geral da PM paulista, Coronel Roberval Ferreira França.

Tanto que o Coronel divulgou uma “carta ao povo de São Paulo” em sua página do Facebook para, indiretamente, responder ao procurador.

“Tudo isso parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam por várias medidas atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades. Neste ano tivemos mais de 50 policiais militares assassinados covardemente e temos hoje mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime. Mesmo assim não iremos nos acovardar. A Polícia Militar de São Paulo continuará sendo a força e a proteção das pessoas de bem que vivem em nosso estado”.

Soberania judiciária da ONU e OEA?

O problema é que Matheus Baraldi Magnani se torna mais um que embarca nas perigosas e questionáveis teses globalistas de que os tribunais da ONU e companhia têm mais força que a Justiça e as leis do Brasil.

Tanto que Magnani pretende basear sua ação na suposta violação de direitos humanos prevista em tratados e convenções internacionais das quais o Brasil é signatário.

Em audiência pública realizada no MPF, na capital paulista, o procurador reclamou que os oficiais da PM de SP perderam o controle sobre os “praças (soldados, cabos e sargentos) absolutamente desequilibrados”.

Na visão do procurador, esta é uma das causas de haver tantos acusados de violência policial.

Os Bem na Foto

A presidenta Dilma Rousseff ficou muito fofa na mais recente foto tirada ao lado do proprietário da Rede Record, Edir Macedo Bezerra, Bispo e líder máximo da Igreja Universal do Reino de Deus.

Os dois posaram no centro olímpico de Londres para reforçar a força da Record, frente à Globo, que perdeu o evento para a rival, em função de uma sabotagem provocada pelos contrariados ingleses que tentaram, mas não conseguiram, entrar no capital social das Organizações Globo, na década passada.

Essa segunda foto pública de Dilma com Macedo só tem menos importância simbólica que a tirada, no Palácio do Planalto, no dia da posse dela...

Se o Doutor Roberto Marinho fosse vivo, ele tiraria uma foto com Bento 16 e mandava publicar em O Globo, só pra dar uma contra-provocada...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Julho de 2012.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Estratégias de advogados de defesa transformam o PT em “réu honorário” no processo do mensalão

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Por Jorge Serrão

Agosto tem tudo para ser o mês do desgosto para o Partido dos Trabalhadores. Será praticamente impossível evitar que o julgamento do mensalão não repercuta, negativamente, sobre a legenda. Por mais que, nos bastidores, o criminalista Márcio Thomaz Bastos tente criar uma estratégia comum de defesa para os mensaleiros, a jogada é atrapalhada pelos interesses individuais de cada réu, que sonham se salvar de qualquer condenação. Além disso, a maioria das táticas dos defensores, direta ou indiretamente, jogam a culpa no PT – ente que se transforma no réu honorário do mensalão. Era tudo que os petistas não queriam às vésperas da eleição municipal de outubro.

O termo “mensalão” parece amaldiçoado no Executivo e no Judiciário. A presidenta Dilma Rousseff já teria ordenado aos seus ministros que não teçam comentários públicos sobre o maldito tema que prejudica, justamente, o partido político no poder. Na tentativa de impedir que o mensalão monopolize a pauta política, o governo se prepara para plantar notícias positivas na mídia amestrada e anestesiada pela verba de publicidade oficial (principalmente das estatais). O anúncio de medidas econômicas de impacto também atende à tática indireta de turbinar a imagem do PT (que será arrasada pelo mensalão) para a eleição de prefeitos e vereadores.

No Supremo Tribunal Federal, a palavra mensalão também é alvo de uma higienização midiática, não devendo ser pronunciada publicamente por nenhum dos ministros. A ordem geral é que o julgamento seja tratado sem o emprego do pejorativo termo popular. Para este malabarismo político-linguístico, a comunicação togada usará a expressão técnica “Ação Penal 470”. A intenção é não melindrar os advogados de defesa – alguns deles que até sonham em ser indicados pela presidenta Dilma para o STF, nas duas vagas que se abrem até o final do ano. Os defensores tentarão provar que o tal “mensalão” nunca existiu – como sempre pregou o chefão Lula da Silva. Assim, ninguém poderia ser condenado por um crime inexistente.

O julgamento do mensalão, de qualquer forma, será ruim para o governo e para o PT. O primeiro será alvo das denúncias de manipulação de verbas estatais de publicidade, que transitaram pelo Banco do Brasil – conforme tese dos advogados do Banco Rural, com base nas acusações feitas pelo Ministério Público. O segundo ficará mal na fita com a tese do defensor de Delúbio Soares. O advogado Arnaldo Malheiros Filho (um dos cotados para uma futura vaga no STF) sustentará que o tesoureiro do PT fez tudo de acordo com as ordens e decisões da Executiva do partido. Se tal tese vencer, Delúbio pode até ser condenado, mas não o será sozinho.

Por tantas contradições e visões diferenciadas nas estratégias de defesa de 38 réus, o mensalão pode até acabar resultando em grande impunidade – só punindo alguns. Mas o PT, mais diretamente, e o governo Lula (que faz parte do passado) devem sair com a imagem seriamente desgastada do julgamento da “Ação Penal 470”.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Julho de 2012.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Defesa do Banco Rural vai sustentar que publicidade estatal e dinheiro público irrigavam o Mensalão do PT

Edição do Alerta Total- www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alertawww.fiquealerta.net  
Por Jorge Serrão

O julgamento do Mensalão, a partir de 2 de agosto no Supremo Tribunal Federal, tem tudo para dar em nada, ou, no máximo, em pouca coisa. Mas as alegações finais de defesa dos 38 réus, divulgadas a conta-gota, já expõem as contradições entre várias versões dos acusados – o que pode complicar um pouco a já armada estratégia de impunidade para a maioria dos envolvidos, enquanto se pune uma minoria ligada ao setor financeiro, e sem notabilidade política.

Advogados do Banco Rural pretendem comprovar a tese de que ecursos públicos abasteceram as contas da empresa de publicidade SMP&B, de Marcos Valério Fernandes de Souza – ajudando a pagar o (ainda incomprovado e famoso) mensalão a políticos aliados do governo Lula. A defesa do Rural – cujos dirigentes Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinicius Samarane e Ayanna Tenório - temem ser os judas do processo – contradiz as alegações de Marcos Valério e de Delúbio Soares, o tesoureiro do PT. A informação mais grave é que o Banco do Brasil seria a principal fonte de recursos para o sistema.

O próprio Ministério Público Federal denunciou que os recursos que viajavam da conta da SMP&B no Banco do Brasil para o Rural eram originários,principalmente, de órgãos públicos. Mas havia também empresas privadas. Abasteciam Valério o Ministério do Esporte, o governo de Minas, Usiminas, Cosipa, BMG, Amazônia Celular, Telemig Celular, prefeitura de Contagem (MG) e Assembleia Legislativa de Minas.

Advogados do Rural pretendem comprovar que todo dinheiro que entrou no banco veio de outras instituições, principalmente do Banco do Brasil. Segundo eles, a agência de Marcos Valério recebia de instituições públicas. Por indução, era Valério quem fazia a distrubição do dinheiro a políticos e parceiros. Ficará difícil para os advogados do PT sustenrarem a maquiada tese de que os recursos vinham apenas de empréstimos feitos pelo PT.

A defesa do Rural indica o mapa da mina do mensalão: ““A movimentação financeira da empresa (SMP&B) decorria de significativos contratos de publicidade com as mais variadas empresas e órgãos públicos, o que se presumia lícito a tudo e a todos, mormente porque, até onde se sabe, todos os pagamentos eram efetuados mediante emissão de nota fiscal. Seria inimaginável que se pudesse desconfiar da origem lícita de pagamentos efetuados por uma empresa do porte da Cosipa, por exemplo”

Advogados do banco expõem a ferida: “O Banco Rural, obviamente, não tomava parte de negociações da empresa SMP&B com seus clientes, de modo a poder ter ciência de que em algum contrato pudesse haver superfaturamento e, consequentemente, proveito indevido. Seria inimaginável exigir de um banco tamanha prevenção junto ao cliente. A fiscalização sobre regularidade de contratos públicos compete a órgãos da administração pública, não às instituições financeiras”.

Se a fonte do mensalão for realmente comprovada pelos advogados do Banco Rural, provavelmente na segunda semana do julgamento no STF, será ainda maior o descontentamento da opinião pública se o caso acabar impune – como desejam e trabalham os principais réus da politicagem.

Dúvida cruel

Será que os advogados dos dirigentes do Banco Rural vão mesmo chutar o balde no STF, comprometendo o PT?

A pergunta é cabível porque o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos é um dos defensores do dirigente do Rural José Roberto Salgado.

O  advogado de Kátia Rabello é José Carlos Dias - também ex-ministro da Justiça e membro da Comissão da Verdade.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Julho de 2012.

Uma placa, ou melhor, “A PLACA”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Breve, não sabemos quando, na ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS, no seu Portão Monumental, talvez, ou em qualquer de suas imponentes pérgulas de mármore será encravada uma placa, ou melhor, “A PLACA”.

Não interessam os dizeres nela inscritos, importa sim é o seu significado, o símbolo de um achincalhe e o apogeu de uma pusilanimidade.

Para os canalhas, para os incautos e para os inocentes úteis uma lembrança, o resgate das muitas injustiças que foram perpetradas naquela outrora e imaculada Academia.

Aquela onde aprendemos, “Cadetes! ides comandar, aprendei a obedecer”, e que “Não cora o livro de ombrear co’ o a sabre e nem cora o sabre de chamá – lo irmão”?

Não foi de lá que um tal de Médici, no dia 31 de março de 1964, deslocou seus Cadetes para barrar na Rio –São Paulo o avanço das tropas que vinham do Rio, e que eram favoráveis ao descalabro liderado pelo desgoverno da época?

Justo reparo regozijam - se marxistas, leninistas, lulistas, petistas e demais sociopatas, para os quais “A PLACA” representa uma esperada revanche, uma merecida a vendeta.

No seu frontispício, palavras de perdão aos Cadetes que lá morreram vitimados pelos seus algozes instrutores; no seu verso, por certo algo do tipo “nós falamos que um dia vocês iam pagar com juros seus milicos fdp”.

Alguns podem julgar que, assim a dívida está paga; ledo engano, nem quando a Comissão da Verdade sacramentar seu veredicto final, pois quando isto ocorrer, será a debandada geral, e muitos lá estarão como na derrubada do Muro de Berlim, com foices e martelos para derrubar aquele monumento, outrora de honra e orgulho, mas agora, promovido a um ignóbil antro de formação de celerados.

Sim, afirmamos que não será uma placa, mas “A PLACA”. Ela representará o fim dos sonhos, a morte dos anseios, a descrença na caserna, o desrespeito pelos superiores, o funeral da disciplina e do caráter.

Haverá o Toque de Silencio, e os velhos defensores da Pátria verterão pungentes lagrimas, porém a fanfarra contratada pelo desgoverno desandará uma furiosa marcha, e um tresloucado oba - oba assinalará mais uma retumbante vitoria da canalha.

Dizem que se morre de vergonha. É o que dizem, mas na verdade, não se morre, prossegue – se vegetando, lamuriando, praguejando, sem moral nem para levantar os olhos.

Nós, mais antigos, mais experientes, que respeitamos ou respeitávamos as tradições militares, que nos orgulhávamos de nossos próceres, só nos resta esperar que a morte venha, e nos poupe de mais um golpe em nosso velho e combalido orgulho de Soldado.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

Carta Aberta a Wadih Damous (Presidente da OAB-RJ)

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Alberto Forrer


Como sua opinião "A herança da ditadura nos quartéis" foi publicada em "O GLOBO" e na Internet em 19 de julho de 2012, e como o jornal não aceitaria termos politicamente incorretos que vou usar, estou me valendo só da Internet. Como se trata da sua opinião, resolvi responder-lhe com a minha, apenas, minha opinião.

Sr. Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Rio de Janeiro.

Se o senhor ficou estarrecido, e outras pessoas, como você diz, com o refrão repetido pelos soldados em exercício de corrida pela via pública, é porque não conhecem nada da rotina militar em tempo de paz.

Os cânticos e refrãos (se aceita "refrães") para marcha e corrida são uma das mais antigas tradições militares mundiais, existindo uns para o "passo ordinário" (a marcha comum) e outros para o "passo acelerado". E o instrutor da tropa não "retruca", como você diz. O instrutor responde ou motiva. Não é o caso de um instrutor "retrucar".

Associar o refrão cantado pelos soldados a um determinado quartel do Exército, sem apresentar qualquer prova de que os soldados tivessem alguma coisa a ver com a instalação citada em seu artigo, deixa-nos todos no campo do "ouvir dizer".

Pois é. O fato, quando chegou a seus ouvidos, serviu-lhe como uma luva ideológica. Ora vejam! O presidente de uma entidade de classe atacando uma instituição tida como permanente pela Constituição Brasileira.

Aproveitar-se da oportunidade que um conceituadíssimo jornal lhe oferece para difundir ideias denegridoras, não é algo que deva se permitir um presidente de entidade de classe, nem ver segundas intenções num refrão que nada tem de conspirativo. Esses refrãos muitas vezes já são de há anos conhecidos ou são adaptações de outros, ou se pede para os soldados comporem os próprios, para seus pelotões. Nem usar isso como argumento para a dita "Justiça de Transição", que poucos brasileiros sabem o que é. Eu, por exemplo, entendo que a justiça de transição é uma forma de violentar, aos pouquinhos, com "jeitinho", como se não o percebêssemos... – as instituições militares permanentes, que combateram a subversão e o terrorismo e venceram àqueles que queriam implantar o comunismo no Brasil.

No dizer de suas próprias palavras, "As Forças Armadas são uma instituição nacional, devendo servir para defender o país contra agressões externas; e, no plano interno, garantir a ordem democrática e o estado de direito". E não foi isso que as Forças Armadas fizeram em março de 1964, a fim de que fosse garantida a ordem democrática, tendo em vista a quebra do estado de direito que estava sendo gestada dentro do próprio governo, com a subversão da ordem e a implantação de um regime socialista/comunista? Lembra-se do dizer de Prestes : "...já temos o governo, só nos falta o poder...", ou, ainda "...já temos o poder, só nos falta exercê-lo...

Quanto ao Presidente Emílio Garrastazu Médici ter sido recentemente paraninfo de uma turma de oficiais do Exército, eu – falo por mim - que sou de outra turma, acho que foi uma belíssima escolha. Afinal, foi Médici quem pegou o "pião na unha" e derrotou a subversão e, ainda mais, há quem diga, com muito bons argumentos, que se ele tivesse sido candidato a eleição direta para presidente da república naquela época, teria sido eleito com facilidade, tal a admiração que tinha da massa (a boa massa, é claro. Não essa manipulável).

Comparar o Direito Brasileiro com os direitos de cada um dos países vizinhos? Tem gente que não vai gostar. Creio não se tratar de uma boa comparação. É a minha opinião, por favor aceite que posso externa-la. Quem conhece um pouco da história, saberia que os brasileiros pensam diferentemente de seus irmãos sul-americanos. A tal da "hispanidad" que vem da formação histórica de nossos vizinhos de colonização espanhola, é um exemplo de como somos diferentes.

Sobre os arquivos ou decretos secretos do regime militar saiba que eles são muito bem conhecidos... por quem a eles deve ter acesso, não a qualquer um. E, depois de muitas negaceadas, quem acabou proibindo o acesso a mais documentos desse tipo foi o próprio poder executivo, com o apoio de ex-presidentes que teriam algo o que perder, se os documentos viessem à tona. Não seria o caso de se retomar essa questão com a ajuda da OAB-Rio?

Ao contrário do opinado por esse presidente de entidade, não há nada fora dos eixos no Exército nem na formação de seus oficiais e soldados. Sabemos fazer isso muito bem. Muitas vezes outras instituições nacionais vieram até o Exército para aprender como é que atua o ensino militar. Sugeriria a V. Sa. que estudasse o que a ONU pensa de nossos militares. Verá que somos considerados muito bem preparados. O que nos atrapalha é essa canalha movida à ideologia e a dinheiro, que nos arrosta diuturnamente, querendo que mudemos o foco na nossa Academia Militar e tenhamos – no final – uma tropa de "cordeirinhos" e não de leões.

Nos objetivos da Comissão da Verdade, que li e reli, não me pareceu que ela tivesse sido criada para imiscuir-se na condução das Forças Armadas. Qual seria a sua opinião se os militares deitassem falação sobre como devem ser formados os advogados no Brasil? Qual seria sua reação se os militares viessem a público opinar sobre a conveniência ou não da existência do "Exame da Ordem"?

Agora o senhor entendeu, não é mesmo, senhor doutor advogado, a provocação que lhe fiz? Um militar da Reserva falando de coisas da advocacia. Que é isso? Pois não é bem o que o senhor fez em seu artigo? Um advogado querendo dar lições aos militares sobre como preparar os seus recursos humanos?

Regra básica do Direito que qualquer soldado aprende no quartel é aquela que diz: "decisão da justiça não se discute, cumpre-se..." Qualquer soldado sabe disso, principalmente quando volta do "Capa Preta" (justiça militar). Mas essa lição o senhor, com toda a sua arrogância de presidente de entidade de classe, parece não ter aprendido, pois, ao emitir sua opinião, desacredita até uma decisão do Supremo Tribunal Federal a respeito da Lei da Anistia. O senhor acha que os militares não percebem, mas nesse seu texto fica nítida a "campanha" para – mais adiante – reformar aquela lei. É o que eu disse anteriormente: "vão nos botando, devagarinho..."

Em outras palavras, fica proposto um questionamento seu: Quem é que vai educar os militares?

O senhor acha que está falando com crianças? Com que autoridade moral fala assim para com os militares? Quem lhe reveste de autoridade para falar em nome da sociedade brasileira? Você pode – quando muito – estar falando pela sua entidade profissional e se, por isso, o senhor goza de alguma regalia constitucional, os militares tem, também na Constituição, a prerrogativa de constituírem uma Instituição Permanente, com base na hierarquia e na disciplina. Entenda-se bem: disciplina...e não subserviência! Os que pensam que essa guerra ideológica está ganha, lembrem-se de um conhecido preceito militar: não convém espezinhar o adversário tido como vencido.

Ao final, quanto à "...a formação dos militares [...] não deve(r) ser monopólio de viúvas de uma era tenebrosa que os brasileiros não querem mais de volta', respondo. Foram essas "viúvas" que impediram que hoje fôssemos um país comunista. Admita. Seus próprios companheiros de ideologia já o admitiram. Veja o que diz Aarão Reis Filho, ex-integrante da organização subversivo-terrorista denominada Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), hoje professor universitário, em seu livro a Revolução Faltou ao Encontro: "As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no País, por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra."

Não é preciso se reformar e adequar as Forças Armadas à democracia. No dizer de um amigo, as Forças Armadas sabem que não podem ter estatura maior que a do País a que servem. A menos que, por "reformar" se possa entender reaparelhar e por "adequar" se entenda adequar os salários. Quem sabe se possa – no que diz respeito ao salário dos militares – finalmente cumprir o que diz a Lei? Se não nos atrapalharem, é claro...

"Não chores meu filho...

Não chores que a vida...

É luta renhida que aos fracos abate...

E aos bravos e aos fortes só faz exaltar!!!

(Refrão adaptado por um tenente dos versos de I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, cantado nos momentos mais difíceis da vida militar)

Confira o texto publicado em O Globo que motivou o artigo acima:

http://oglobo.globo.com/opiniao/a-heranca-da-ditadura-nos-quarteis-5516320#ixzz21Uwm8Y

Jorge Alberto Forrer Garcia é Coronel Reformado.