sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Brasil: Que futuro, com este passado?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

No clássico samba Chão de Estrelas, de Orestes Barbosa, o verso fala em “palhaço de perdidas ilusões”. No tango Mano a Mano, de Carlos Gardel, este diz à que o deixa por um ricaço: “tenés el mate lleno (a cabeça cheia) de infelices ilusiones” .

Mais infelizes são as ilusões em que o sistema de poder concentrador enreda o nosso povo, depois de montar bombas-relógio que têm causado enormes estragos antes mesmo de detonarem.

Entre outras, a dívida interna federal, que atingiu, no final de 2011, R$ 2.536.065.586.017,68 (mais de dois trilhões e meio de reais), e a dívida externa, US$ 402.385.102.828,23 (mais de quatrocentos bilhões de dólares). Esta, em parte privada, acaba virando toda pública em situações como a de 1982.

A soma passa de três trilhões e seiscentos bilhões de reais e corresponde a 83% do PIB: o valor da produção interna de bens e serviços nos doze meses do ano.

Cerca de 30% dos títulos da dívida interna figuram como “em poder do Banco Central”, mas este os repassa aos bancos nas "Operações de Mercado Aberto". Aplicadores do exterior vendem dólares para comprar desses títulos.

O Banco Central fica com parte dos títulos para cobrir, com o rendimento, o prejuízo de R$ 100 bilhões anuais (2011), diferença entre os juros pagos pelos títulos do Tesouro e os juros auferidos com as reservas brasileiras no exterior.

E a tragédia da dívida pública não está só no tamanho dela e no gasto que causa: R$ 708 de juros e amortizações em 2011.

O pior é que mais de 90% provêm de juros, taxas e comissões incorporados ao principal (capitalizados), ao longo do tempo, desde antes de grande parte da dívida externa se ter convertido em interna, nos anos 80, mesmo após o Brasil ter feito enormes desembolsos em dólar.

Há mais. Conforme dados da Auditoria Cidadã da Dívida, as despesas de juros e amortizações (serviço da dívida) totalizaram R$ 2 trilhões durante os mandatos de FHC (1995-2002) e R$ 4,7 trilhões, durante os de Lula (2003-2010).

Com as taxas de juros mais altas do mundo e a dinâmica dos juros compostos, a dívida cresce através da emissão de novos títulos em valor maior que os liquidados, porquanto os juros e encargos estipulados ultrapassam o que a União consegue saldar.

Nos últimos 17 anos, o serviço da dívida custou R$ 7,4 trilhões. Nos 7 anos anteriores, de 1988 a 1994, ele somou R$ 2,84 trilhões, já aproveitando o dispositivo inserido na Constituição, através de fraude, o qual privilegia o serviço da dívida no Orçamento.

O montante da dívida não equivalia então nem a 10% do presente, mas o “governo brasileiro”, aceitando o vergonhoso Plano Baker, emitiu títulos e fez pagamentos em volume espantoso, para cobrir dívidas atrasadas e abusivamente infladas.

De fato, em 1989 e 1990 o serviço da dívida custou R$ 1,57 trilhão. Essa média anual, R$ 785 bilhões, em cifras atualizadas a preços de 2011, supera o custo atual, embora o principal fosse naquela época dez vezes menor que hoje.

O serviço da dívida, correspondendo atualmente a 45% do total das despesas federais, equivale a 17% do PIB. Nem tudo isso é desembolsado, mas o que não o é, vai elevando o montante da dívida.

Seria bem melhor criar moeda e crédito em bancos próprios, para investir produtivamente, que endividar-se para rolar dívidas financeiras e, de resto, nunca auditadas. Portanto, o Brasil poderia quase dobrar os investimentos (19% do PIB), chegando ao patamar dos países de maior poupança, como China, Taiwan e Coreia.

Imagine-se o progresso, se não se despendessem - há mais de 35 anos - verbas absurdas com a dívida. Mormente, se se investisse certo, em vez de subsidiar as transnacionais, como o Brasil faz há 58 anos, desde 24 de agosto de 1954.

Os países citados, com potencial menor que o do Brasil, tiveram resultados incomparavelmente melhores, porque fizeram investimentos estatais, com crescente autonomia tecnológica, e ajudaram as empresas nacionais, não as transnacionais. Essa política econômica levou-os a tornarem-se credores, enquanto o Brasil ficou refém da dívida.

Chegamos aqui à verdadeira origem da dívida. Esta resulta da acumulação dos déficits nas transações correntes com o exterior, os quais, por sua vez, decorrem das remessas oficiais e disfarçadas dos lucros que as empresas transnacionais auferem no mercado brasileiro, que lhes foi entregue a partir de 1954.

Além da ocupação do mercado por carteis transnacionais, contribuíram para a explosão da dívida:

a) o financiamento externo dos investimentos na infra-estrutura e nas indústrias de base, realizados em apoio à indústria “nacional”, cada vez menos nacional;

b) os choques dos preços de petróleo (1973 e 1979), quando o Brasil era importador;

c) a elevação dos juros em dólar pelo FED, em agosto de 1979, de menos de 10% para mais de 20% aa.

A desnacionalização da economia - causa primordial da dívida e da desestruturação do País - ganhou corpo a partir de 1954, quando agentes da oligarquia, Eugênio Gudin e Otávio Gouvêa de Bulhões, assumiram o comando da política econômica.

Baixaram a Instrução nº 113 da SUMOC, que permitiu às transnacionais (ETNs) importar máquinas e equipamentos usados, registrando-os como se fosse investimento em moeda. Assim, as ETNs puderam produzir a custo zero de capital e tecnologia, pois tais bens de capital estavam mais que amortizados com as vendas no exterior.

Evidentemente, as transnacionais não declaravam valor zero. De 1957 a 1960, sob JK - que manteve os subsídios e ainda lhes deu maiores facilidades – as montadoras e outras transnacionais registraram quase US$ 400 milhões (US$ 3,3 bilhões, atualizando, conforme a variação, brutalmente subestimada, do IPC dos EUA).

Não bastasse, as transnacionais favorecidas por aquela Instrução contabilizavam à taxa de câmbio livre o equivalente, em moeda nacional, ao investimento registrado e convertiam lucros e repatriações de capital à taxa preferencial, quando das remessas ao exterior. Isso significava mais que dobrar o valor transferido.

Florescentes indústrias de capital nacional surgiram em grande número, na primeira metade do Século XX, principalmente na Era Vargas. Depois de 1954, em vez de serem protegidas, foram prejudicadas pela política econômica.

Em 1964, Roberto Campos tornou-se czar da economia. Bulhões, ministro da Fazenda. Que fizeram? Pretextando combater a inflação, em alta com a desestabilização anterior ao golpe patrocinado pelos serviços secretos estrangeiros, reduziram os investimentos, elevaram os juros e restringiram o crédito: o suficiente para eliminar do mercado grande número de empresas nacionais.

Costa e Silva e Médici reeditaram o falso milagre de JK, e Geisel tentou o mesmo. A ressaca foi ainda mais dolorida. Em 1960, o endividamento externo quase levou à inadimplência. No final dos anos 70, ela já era inevitável e aconteceu em 1982, juntamente com a moratória do México e a da Argentina.

Delfim Neto, em 1969-1970, instituíra vultosos subsídios às exportações industriais, mais um maná para as transnacionais. Em 1982, de volta ao governo, sob Figueiredo, mostrou-se arredio a qualquer atitude que lembrasse soberania, e desprezou a tentativa argentina de formar o cartel dos devedores.

Daí por diante, não cessaram as capitulações, em notável continuidade entre o governo militar e os governos instalados após a Constituição de 1988.

Advêm nesse ponto os colossais dispêndios com o serviço da dívida de 1989/1990, ditados pela mágica dos banqueiros mundiais: não deixar acabar a dívida externa – apesar dos vultosos pagamentos – e ainda extrair dela a dívida interna, que cresceu exponencialmente a partir dos anos 80.

Entretanto, a coisa não parou aí. Num processo de retro-alimentação perene: a estrutura de mercado, em poder de empresas estrangeiras, causando déficits externos e endividamento, e este gerando ocupação ainda maior do mercado por essas empresas.

Isso culminou, a partir de 1990, com:

1) as “privatizações”: entrega de estatais, de valor incalculável, em troca de títulos sem valor (moedas podres), com desnacionalização imediata ou a médio prazo, em razão da dinâmica do modelo concentrador;

2) a desestruturação do próprio Estado, tornando-o desprovido de instituições capazes de guiar o desenvolvimento econômico e social, e fazendo-o substituir servidores comprometidos com o País por agentes externos.

Com a estagnação, acentuada após a crise de 1982, a taxa de investimento ficou baixa, e os investimentos continuaram mal direcionados.

Mesmo sem crescimento econômico, os fatores do endividamento continuaram operando, até, em 1999, final do primeiro mandato de FHC, eclodir outra crise externa, ocultada até o desenlace, após a reeleição viabilizada pela corrupção para a emenda à Constituição.

Nos mandatos de Lula e no de Dilma, elevaram-se as taxas de crescimento do PIB, com a expansão do crédito, especialmente público, e navegando sobre preços mais altos nas exportações primárias.

Então se formaram bolhas e, a cada sinal de exaustão, o governo reage com pacotes que intensificam a deterioração estrutural da economia, em curso desde 1954 e agravada desde 1990. De fato, em 1970 oligopólios de transnacionais já controlavam o grosso da indústria, e depois foi quase todo o restante.

Os expedientes para o “crescimento” subordinam-se aos dogmas do Consenso de Washington, tais como parcerias público-privadas, nas quais o dinheiro público financia os empreendimentos e assume o risco, cabendo a gestão e lucro garantido a concentradores privados. Na mesma linha, os créditos subsidiados do BNDES às transnacionais - e novas isenções fiscais e doações em favor destas - refletem o estado patológico das relações de poder.

FHC fez desnacionalizar como ninguém, mas, segundo a Consultoria KPMG, de 2004 a junho de 2012, mais 1.167 empresas brasileiras passaram para controle estrangeiro.

Mais do que as fusões e aquisições, os investimentos estrangeiros diretos (IEDs) – onde se computa também o reinvestimento de lucros - são o principal mecanismo da desnacionalização.

O estoque de IEDs acumulado de 1947 a 2005 montou a US$ 180 bilhões, e só os de 2006 a 2011 superam esse montante, com US$ 192,7 bilhões.

No mesmo período, os déficits de “serviços” e “rendas” aumentaram 114%. Somaram US$ 345,4 bilhões nesses seis anos, quantia equivalente a 93% do estoque de IEDs até 2011.

Os IEDs e outras modalidades de capital estrangeiro têm equilibrado o Balanço de Pagamentos, como o uso acrescido de drogas alivia o toxicômano, i.e., agravando a doença estrutural da economia.

Assim, se não forem revertidas as regras que o Brasil vem obedecendo cegamente, as transferências das transnacionais levarão a uma crise externa incontornável, a qual, se tratada como as anteriores, fará elevar os juros e tornará a dívida pública ainda menos suportável.

Está presente também, em função da provável desvalorização do real, a perspectiva de avultar ainda mais a já desbragada venda – por nada - de empresas, títulos públicos e terras brasileiras.

De fato, por imposição imperial, acatada por países submissos, o dólar continua valendo como moeda internacional, não obstante ser moeda falsa, aviltada por emissões às dezenas de trilhões, passados aos bancos da oligarquia. O Brasil entrega tudo para ficar com depósitos em dólares, fadados não só a perder valor, mas também a sumir de repente quando se desencadear a fuga de capitais.

Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento, editora Escrituras SP.

Dá - lhe Toffoli

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

E o Ministro Toffoli, conhecido como “aquele que é, mas que nunca deveria ter sido”, votou a favor da absolvição do Deputado João Paulo Cunha.

- “Então um ar de espanto percorreu o semblante de todos no recinto”.

Infantil e sem graça o nosso chiste, quase idiota, dizem os descrentes.

Sabemos quem é o Ministro, as suas origens, os seus apegos, os seus amores, as suas pretensões, e o quanto paga, e está disposto a pagar para chegar aonde chegou, e lá manter- se doa a quem doer.

André Comte – Sponville, conhecido filosofo francês, legou – nos de seu livro “Pequeno Tratado das Grandes Virtudes”, lapidares lições sobre as virtudes, entre elas, a FIDELIDADE.

Aparentemente, Tofolli é fiel aos seus princípios basilares, sentimentos impalpáveis, objetos aleatórios, quimeras viscosas e fugidias e tão etéreas, que dizem as más linguas, nem ele as conhece; outras afirmam, que ele nem as tem.

Mas é fiel. É um virtuoso. Como os mais crápulas Generais de Hitler foram para o seu amado chefe. Fieis inclusive na perpetração do holocausto.

De uma fidelidade fora – de – série e, desse modo, acima dos questionamentos de reles mortais.

Toffoli reconhece os seus amos e os venera. É fidelíssimo.

O seu apego a algo ou a alguém ao extremo é um sinal de que ele possui a virtude da fidelidade, e por eles é capaz de morder a própria mãe, o que dirá dar um chute na verdade, ou virar as costas para o que é justo.

Logo, é preciso reconhecer que estamos diante de um expoente. Por fidelidade é capaz de qualquer coisa, inclusive absolver um crápula e condenar à morte um inocente.

Homens como o Ministro alçaram - se aos píncaros tão altos na sua posição exponencial que comandam a própria consciência, agora subordinada aos seus destemperos, portanto exclui - se das virtudes e valores incomensuráveis do restante da ralé, que é assolada por uma vozinha impertinente que lhe sussurra “não faz isto irmão, está errado”.

Assim, sem lenço e sem documento, e o melhor, sem consciência, e sem freios, lá vai o Ministro.

Mesmo os mais cretinos, também podem ser fieis aos seus ódios, aos seus vícios, aos seus despudores.

Questionado se não estaria impedido de julgar os réus do Mensalão por suas conhecidas e inquestionáveis ligações com o lado dos mensaleiros, peremptoriamente, e sem um rubor, asseverou, “NÃO”.

Portanto, ao sabermos dos votos do Ministro Toffoli, tiremos o chapéu e admitamos, “o cabra é fiel até na falta de vergonha”.

Toffoli deve ter dado a sua palavra a alguém, “não acusarei nenhum réu do mensalão”. E firme como uma rocha e, exemplarmente fiel absolveu e absolverá a quem quer que seja até a “bruxa malvada que azucrinou a Cinderela”.

Que ninguém ouse acusá – lo de não dedicar fidelidade absoluta ao seu dono. Pois cometerá uma lapidar injustiça. E mais: com o seu "notório saber jurídico" (não conseguiu aprovação para o cargo de Juiz de primeira instância, nem nunca escreveu uma obra jurídica) e "ilibada conduta moral" (??), aos 41 anos, será, logo, logo, o decano do STF, pois lá permanecerá até os 70 anos...

Por conseguinte, dá-lhe Ministro, e vai fundo que “nóis guenta”.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Volkswagen, GM, Fiat e Ford, com a conivência do consumidor otário e do governo, se beneficiam de IPI menor para a venda de carros caríssimos e sem qualidade



Edição do Alerta Totalwww.alertatotal.net
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Por Jorge Serrãoserrao@alertatotal.net  

Precisou a revista norte-americana Forbes – especializada em falar de assuntos para o público de alto padrão de renda e consumo – para que a mídia tipiniquim caísse na real sobre um dos maiores abusos econômicos a que somos submetidos: o estratosférico preço dos carros (sem qualidade). O brasileiro – que deveria ser chamado de otário – chega a pagar aqui o dobro ou o triplo do valor de um veículo idêntico (ou com menos itens) vendido no em outros países.

O assumto merece ser discutido no momento em que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com ar de quem faz um grande favor, prorroga por mais dois meses o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. As transnacionais Volkswagen, General Motors, Fiat e Ford — que respondem por 81,8% dos 2,825 bilhões de carros vendidos no país em 2011 – são os grandes beneficiados e culpados pelo verdadeiro assalto ao bolso de quem compra carros. Mas o maior irresponsável mesmo é o otário consumidor tupiniquim, um verdadeiro otário que ajuda a alimentar os abusos cometidos pela indústria automobilística.

Todo mundo sabe que os impostos elevados e os altos custos de mão de obra, logística, infraestrutura e matéria-prima são tradicionalmente apontados como os vilões para justificar os carros caríssimos. Mas a falta de competitividade – gerada por um protecionismo estatal que encarece a importação de veículos – e a gananciosa margem de lucro da indústria e seus revendedores são os reais culpados pelo preço elevadamente irreal dos carros. Pior que isso só a visão consumista de otários fortalecem a demanda por veículos carríssimos, geralmente aproveitando a facilidade de financiamentos (a juros elevadíssimos), sem se preocuparem com o custo final do que foi comprado em infinitas prestações mensais.

O preço de um veículo no Brasil tem uma perversa divisão. Os impostos extorsivos aqui oneram a compra em 32%, enquando lá fora a carga tributária responde por 16% em média. As montadoras operam com margens de lucros absurdas de 10% (o dobro do padrão médio mundial de 5%). O custo de produção e distribuição respondem por 58% do preço final. Lá fora, este mesmo custo com mão de obra, matéria-prima, logística de distribuição e publicidade é responsável por 79% do valor do carro. Para piorar, a qualidade do veiculo feito aqui é muito inferior aos vendidos a preço bem inferior lá fora.

Por isso, são muito bem vindas campanhas de marketing de guerrilha (ou anti-marketing) promovidas por cidadãos conscientes - como o gaiato que criou o “Canal do Otário”, no YouTube, para demonstrar indignação contra os abusos, desrespeitos e verdadeiros assaltos ao consumidor (otário) no Brasil. O vídeo acima (com grandes chances de ser censurado em breve) é uma abordagem bem criativa e dramática da situação. O triste é que, no final das contas, prevalece a dura constatação do imortal comentarista esportivo João Saldanha: “Quem reclama já perdeu”...

Bela saideira do Peluso

O ministro Cezar Peluso se aposentou ontem do Supremo Tribunal Federal com chave de ouro, ao propor pena de 6 anos de prisão, em regime semi-aberto, e 100 dias multa, além da perda de mandato para o deputado federal João Paulo Cunha:

“Antes de eu encerrar este meu voto, quero dizer o seguinte: este não é apenas o último voto que dou nesta Casa, onde tive a honra de servir por quase 11 anos. Devo dizer que nenhum juiz ciente da sua vocação condena alguém por ódio. Nada mais constrange o magistrado em ter que condenar o réu em uma ação penal. E recorro a Santo Agostinho: "Há uma misericórdia que pune". O magistrado condena, primeiro, por exigência de Justiça e, segundo, porque reverencia a Lei e a salvaguarda e a garantia da própria sociedade em que vivemos. E também em respeito aos próprios réus. Porque uma condenação é um chamado para que se reconcilie com a sociedade.

Peluzo também recomendou pena de 16 anos de prisão e 240 dias multa, em regime fechado para Marcos Valério, mais dez anos e oito meses de prisão e 240 dias multa cada, em regime fechado para Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, outros 8,4 anos de prisão e um salário mínimo de multa para Henrique Pizzolato.

Lamentou bem...

O decano do STF, Celso de Mello, prestou uma justa homenagem a Peluso, colocando o dedo na precocidade de sua aposentadoria:

“Quero fazer um registro, observar que os grandes juízes do STF, como o eminente ministro, não partem jamais, permanecem eternos na memória e na história deste grande tribunal. Justamente pela independência, altivez e integridade com que esse notável magistrado exerceu sua função na mais elevada corte do Brasil. Lamento que o constituinte de 1988 tenha estabelecido essa restrição de idade”.

Boa lembrança de impunidade

Na internet, voltam a circular ataques pesados ao ministro José Antônio Dias Toffoli.

Um deles lembra que, quando estava no comando da Advocacia Geral da União, na gestão Lula da Silva, Toffoli ignorou um pedido do Ministério Público Federal para entrar como co-autor em ação de improbidade administrativa contra José Dirceu e outros 20 réus do Mensalão do PT.

Daí cabe perguntar o que se pode esperar do ministro que levou o colega Luiz Fux a dar uma risada, por não saber que as provas em um processo devem ser apresentadas tanto pela defesa quanto pela acusação...

Agente merecemos!

Por isso Lula foi muito feliz em indicar – e o nosso Senado mais ainda em aceitar - o jovem José Antônio Dias Toffoli, aos 41 anos de idade, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Como só precisa se aposentar aos 70 anos de idade, o ex-advogado do PT, ex-assessor da Casa Civil nos áureos tempos do “chefe” José Dirceu, e ex-Advogado Geral da União terá 29 anos para ganhar toda a experiência (cobrada por seus críticos) para ser membro do STF.

E, em 2014, ainda seremos brindados com Toffoli (que aprende mais a cada dia) ocupando a presidência do Tribunal Superior Eleitoral para comandar a eleição presidencial de 2014 – aquela que Lula jura apoiar a reeleição de Dilma...

Maçom Russomano

A Maçonaria está ganhando mais um membro ilustríssimo e midiático para seus quadros.

Tendo como padrinho o advogado Luiz D´Urso (que concorre à vice-prefeito de São Paulo), o Grande Oriente Paulista vai iniciar em uma de suas lojas maçônicas o deputado Celso Russomano, do PRB – partido que é um dos braços da Igreja Universal do Reino de Deus.

D´Urso vai transformar em “irmão aprendiz maçom” o líder isolado na pesquisa do Ibope (com 31% de intenções de voto) na pesquisa pela cadeira de Gilberto Kassab.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2012.

Legalização do porte de drogas não tem como tramitar no Congresso

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Cesar Maia

Mais uma vez o mesmo grupo de idealistas do consumo de drogas foi ao Congresso apresentar um projeto de lei para legalizar o uso de drogas, descriminalizando o usuário. Dessa vez não se trata apenas da maconha, mas a cocaína, heroína, ecstasy, crack, vem tudo junto nessa proposta, nesse pacote.

Qualquer manual de economia de início de curso dirá que se aumenta o consumo, ou aumenta a oferta ou aumenta o preço. De um lado, perde a sociedade com a expansão do mercado de drogas e dos usuários. Do outro, perde o usuário que tem que pagar mais para os traficantes.

Mas essa proposta não tem como tramitar no Congresso. Todas as pesquisas de opinião, nacionais e locais mostram que –dependendo do momento e do lugar- entre 85% a 95% são contra. Mesmo em bairros mais ricos das grandes cidades e nos níveis de renda maiores, esse número só é menor quando se trata exclusivamente de maconha. Quanto menor o nível de renda maior a rejeição a qualquer tipo de legalização da maconha, que dirá de um pacote com todas as drogas. As Igrejas –todas- são contra.

Dessa forma, é impossível que o Congresso Nacional aprove uma lei sobre um tema que 90% da população rejeita. Nenhum Deputado ou Senador vai colocar o dedinho no botão e deixar seu nome registrado como responsável pela legalização do consumo de drogas no Brasil. E os poucos que estariam dispostos a colocar, vão fazer força para essa matéria ficar passeando nas comissões, audiências..., e não ir a plenário nunca.

Cesar Maia é Economista. Publicado no ex-Blog de 27 de agosto de 2012.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Coisas da dita-dura da mulher objeto?

Edição de saliências fotográficas do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Robualdo Probo Filho

A turma dos Direitos dos Manos tem todo direito em reclamar desta foto de divulgação da revista Playboy de setembro. Nela aparece a ex-assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na comissão que investiga o Bem Amado Carlinhos Cachoeira. A advogada Denise Leitão Rocha, de 28 anos, foi demitida (perdão, exonerada) apósa divulgação criminosa, nas redes sociais, de um vídeo em que aparece fazendo sexo com um colega de trabalho do Senado.

Apenas de sutiã, Denise foi imortalizada pela mágica luz fotográfica segurando uma corrente. O curioso é que dá a impressão de estar presa a ela, como se estivesse subjugada pelo sensual desejo. Mas também parece que a bela foi clicada enquanto vítima de tortura. Já que a foto é em preto&branco e com ares de envelhecida, ninguém estranhe se, daqui a pouco, algum gaiato revanchista da dita-dura acusar o Coronel Brilhante Ustra de ter botado a inocente moça para tomar um pau no duríssimo regime da dita-dura da mulher objeto.

PS – Queira o Grande Empreiteiro do Universo que a revista gay G Magazine não tente fazer um ensaio com o deputado João Paulo Cunha, na mesma pose da Denise acorrentada, em função do pau que ele está tomando do STF no julgamento do Mensalão.

Robualdo Probo Filho é Presidente globalitário do Pintho – Partido Internacional dos Trabalhadores Honestos. A partir de setembro, pagando uma propininha para a mulher de nosso editor-chefe, com direito a saque no BB, ela vai publicar uns textos aqui neste Alerta Total.

Petralhas temem condenação de políticos do mensalão e vingança de Marcos Valério e Duda Mendonça

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrãoserrao@alertatotal.net

O destino pós-mensalão é um tema desagradavelmente discutido pelo chefão Luiz Inácio Lula da Silva e sua eterna sombra de poder José Dirceu de Oliveira e Silva. Quando não se encontram, reservadamente, como agora, Lula e Dirceu sempre se falam por celulares criptografados de última geração ou por telefones via satélite. Como os dois nunca deixaram de se falar quase que diariamente, desde que Dirceu foi forçado a deixar a Casa Civil no primeiro mandato de Lula, caso o famoso "consultor de empresas" acabe condenado no julgamento do Mensalão, a petralhada já teme que alguma “armadilha golpista” prejudique Lula – até agora blindado e preservado. O termo"golpe" sempre é usado pelos caciques do PT, a boca pequena, quando seus esquemas ou negócios secretos vêm à tona...

A petralhada já se apavora com a “reviravolta” entre a otimista previsão inicial de votos de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (que seriam favoráveis aos petistas). O novo cenário agora é de quase certa condenação aos principais políticos do esquema mensaleiro. Logo mais, com o voto-saideira do ministro Cezar Peluso – que se aposenta na questionável expulsória dos 70 anos de idade -, tem tudo para ser condenado o deputado federal João Paulo Cunha, candidato a Prefeito de Osasco (cidade estratégica para os esquemas petralhas). Já se especula em uma pena mínima para ele de nove anos de reclusão – pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Ou pena máxima de 46 de prisão.

Se João Paulo for para a cadeia – o que parecia impensável semanas atrás -, torna-se enorme também o risco de condenação para José Dirceu - denunciado, injustamente, pelo ministério público como o chefe da organização criminosa do mensalão. Todo mundo sabe que o poderoso chefão era outro, mas este até agora continua poupado). Diante deste risco concreto, a cúpula petralha (Lula á frente) já joga para Dirceu desistir da ideia de se candidatar à Presidência do PT. Dirceu será obrigado a apoiar, muito a contragosto, a reeleição do companheiro Rui Falcão.

O negócio anda tão tenso que até mexe com o psicológico de Lula. Milagrosamente curado de um câncer na laringe – na versão dos médicos -, o ex-Presidente agora corta um dobrado com um edema na garganta que causa dor e lhe atrapalha falar. Lula só deseja que o dele continue fora da reta do mensalão. Mas o desejo pode ser atrapalhado por algumas condenações. Temor máximo é que, condenado e preso, Marcos Valério resolva romper o silêncio mantido até agora e se vingue dos parceiros petralhas. Temor gigante também com uma condenação a Duda Mendonça – que é o maior arquivo vivo e testemunhal de como a máfia petralha promoveu um jogo sujo com políticos, na super lavanderia de dinheiro do mensalão.

A coisa está muito feia porque o STF já abriu uma brecha para condenar os réus com base em testemunhos e no contexto da acusação. O tal “julgamento técnico” – que facilitaria uma eventual impunidade – já não funciona como o previsto pela petralhada. E o cagaço aumenta com o risco real de mensaleiros condenados se vingarem com a eventual condenação e prisão. Se isto acontecer, o barraco vai cair.

Festa da impunidade?

A Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça farão logo mais um anúncio festivo da repatriação de US$ 1.080.000,00 (uns R$ 2 milihões) desviados durante o escândalo do Banestado, na distante décade de 90 do século passado.

O caso, que levou ninguém para cadeia apesar de uma CPI do Congresso que os petistas manipularam em 2003, envolveu remessas ilegais e divisas para o exterior.

A grana só volta para cá graças ao empenho da Corte Distrital de Justiça de Nova York que confirmou a tese de que os ativos depositados em nome de brasileiros nos EUA eram produto de crimes praticados aqui no Brasil.

Inflação prevista

A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) prevê uma queda de 10% na produção de carne de frango este ano – o que deve encarecer o preço do produto.

A culpa é da alta dos preços do milho e do farelo de soja, principais ingredientes da ração para os pintinhos e também para os porquinhos.

Em função do encarecimento ou falta de frango e carne suína para o mercado interno – já que a prioridade é exportar os produtos - a previsão também é de aumento do preço da carne bovina.

Ou seja, o risco de uma perigosa alta de inflação após a eleição é muito grande – e pode ficar ainda maior se o governo liberar o aumento nos preços dos combustíveis desejado pela Petrobrás.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Agosto de 2012.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PT, PMDB e PSDB já receberam este ano R$ 63,3 milhões de recursos públicos do Fundo Partidário

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Por Jorge Serrãoserrao@alertatotal.net  

Grana farta para a politicagem nunca falta no Brasil dominado pelo Governo do Crime Organizado. O site Contas Abertas revela que os 27 partidos políticos do Brasil receberam, até agosto deste ano, do Tribunal Superior Eleitoral, nada memos que R$ 201,1 milhões. Pior ainda: Até o final do ano, as legendas devem receber um total de R$ 326,1 milhões. País Capimunista é assim mesmo. O Estado banca tudo, exceto aquilo que é realmente relevante.

Os partidos fazem a festa com a grana oriunda do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos. Mais conhecido como Fundo Partidário, serve para a “manutenção das agremiações”. O problema é que, em sua maior parte, a verba deste fundo vem do Orçamento da União. Trocando em miúdos, o dinheiro público do “FP” viabiliza os partidos em suas operações “FDP” de corrupção e tráfico de influência, no jogo sujo do governo do crime organizado contra o interesse público.

Problema gravíssimo: Não há fiscalização nem transparência sobre a aplicação dos recursos públicos dados aos partidos – que são associações de direito privado. A legislação partidária prega que 20% do valor destinado do “FP” devem ser aplicados na criação e manutenção de institutos ou fundações de pesquisa, doutrinação e educação política. Na prática, dificilmente isto acontece. Os partidos só ficam sem a grana salvadora caso não seja feita a prestação de contas anual pelo partido ou esta seja reprovada pela Justiça Eleitoral, conforme artigo 37 da Lei n° 9.096/95.

PT, PMDB e PSDB são os maiores beneficiários este ano. Até julho, o Partido dos Trabalhadores havia recebido R$ 24,1 milhões. O PMDB, no mesmo período, recebeu R$ 22,2 milhões. O PSDB, terceiro colocado, R$ 17 milhões. Contas Abertas compara que, em 2011, o PT recebeu R$ 51,1 milhões do fundo partidário nos 12 meses do exercício, paralelamente a R$ 50,7 milhões em doações de campanha. A receita total do partido foi de R$ 109,9 milhões). O PMDB embolsou R$ 39,6 milhões do fundo. Só que não consta na respectiva prestação de contas qualquer natureza de doações, sendo os repasses 98,5% da receita total do partido no ano. O PSDB teve repasses de R$ 35,9 milhões em 2011, somado a doações que totalizaram R$ 2,4 milhões.

A farra

A grana farta do Fundo Partidário beneficia a existência de partidos que funcional como meras legendas de aluguel – sem ideiologia definida e nenhum compromisso real em fazer Política de verdade.

Os recursos do Fundo Partidário vêm de quatro fontes: multas e penalidades pecuniárias aplicadas nos termos do Código Eleitoral e leis conexas; recursos financeiros que lhe forem destinados por lei, em caráter permanente ou eventual; doações de pessoa física ou jurídica, efetuadas por intermédio de depósitos bancários diretamente na conta do Fundo Partidário;

E dotações orçamentárias da União em valor nunca inferior, cada ano, ao número de eleitores inscritos em 31 de dezembro do ano anterior ao da proposta orçamentária, multiplicados por trinta e cinco centavos de real, em valores de agosto de 1995.

Fique de Olho

A seção Transparência, no site do Tribunal Superior Eleitoral na internet, publica os dados referentes aos repasses de duodécimos e multas efetuados aos partidos políticos por exercício.

As informações incluem os valores mensais por partido e ainda os percentuais com que cada agremiação foi contemplada, tendo por base o montante até então distribuído.

Repasses de recursos por partido político:

http://www.tse.jus.br/transparencia/relatorio-cnj/fundo-partidario

Dados mensais consolidados:

http://www.tse.jus.br/partidos/fundo-partidario

http://intranet.tse.gov.br/partidos/fundo_partidario/distribuicao.html

Palestragem eleitoreira

Lula deu um destino familiar-eleitoral para milhares de reais que arrecadadou com as caríssimas palestras que deu após deixar a Presidência da República.

Parte do dinheiro vai financiar a campanha do filho mais velho, Marcos Claudio, a vereador em São Bernardo.

É assim que um zeloso pai e generoso doador de campanha lava a sua alma...

Politicagem salarial

“Políticos ganham mais 81 euros por mês de ordenado”.

Em função de tamanho descaladro salarial, que virou manchete escandalosa do jornal Correio da Manhã, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pediu moderação salarial em 2012

Ainda bem que essas coisas só acontecem em Portugal, onde o povo ainda se indigna com a merreca paga aos seus políticos...

Mensaleiros aloprando

A Petralhada está aloprada, e já sentindo o deles apertadinho e na reta, com a visão surpreendentemente condenatória, no julgamento do Mensalão, de ministros por eles indicados para o cargo quase vitalício de ministro do Supremo Tribunal Federal.

O susto e o medinho se materializaram porque, até agora, pelo placar de 6 a zero, já estão condenados, pelos crimes de corrupção ativa e peculato, os réus Marcos Valérios, seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, na propriedade das agências de publicidade SMP&B e DNA.

Também já foi para o saco, pelos crimes de corrupção passiva e peculato, o ex-direitor de Marketing do Banco do Brasil, o petista "aloprado" Henrique Pizzolatto.

Cinco estrelas

O Globo noticia que os os irmãos François-Xavier Dussol e Jacques Dussol — proprietários dos hotéis La Suíte, na Joatinga, e La Maison, na Gávea, da rede By Dussol – vão investir R$ 10 milhões na compra, reforma e transformação em padrão cinco estrelas do Hotel Paris, na Praça Tiradentes.

A velha construção neoclássica de 1902 tinha a má fama de servir de espaço para prostituição.

Agora, já pensou se algum estrangeiro resolve fazer a mesma coisa com os palácios de poder no Brasil?

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Agosto de 2012.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Católicos lançam na internet campanha para que Lula devolva crucifixo levado como “presente” da Presidência

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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Santa Sé já foi comunicada, e os Bispos brasileiros não ligados ao PT, támbém. Católicos resolveram lançar na internet a campanha “Devolve, Lula!”. O movimento de protesto exige que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva devolva a o crucifixo que ficava pendurado no gabinete presidencial, no Palácio do Planalto, como mostra a fotografia em que aparece o falecido Presidente Itamar Franco.

Na versão oficial e mentirosa do governo, a representação de Jesus Cristo morrendo por nós na cruz foi levada por Lula “porque foi um dos 11 caminhões de presentes que ele ganhou durante seu governo”. Os revoltados católicos derrubam a informação mentirosa com uma pergunta objetiva: “Se o crucifixo era presente recebido por Lula, como o objeto poderia estar presente nesta foto de Itamar tirada no gabinete presidencial há dezoito anos atrás?”. Por isso resolveram lançar esta “campanha de recuperação do patrimônio público nacional”.

Mesmo que o crucifixo fosse um presente ganho por Lula (o que não é verdade), a legislação brasileira e de vários outros países civilizados determina que os presentes ganhos pelo Presidente da República, no exercício da função, sejam incorporados ao patrimônio público, por serem considerados propriedade do Estado. Se acampanha virtual obtiver grande repercussão, o caso pode até virar um incidente diplomático entre o Vaticano e o governo brasileiro.

Mentirinha oficial

Logo no começo da gestão Dilma Rousseff, a Folha de S. Paulo publicou a informação de que a presidenta, em sua primeira semana de trabalho, tinha mandado retirar o crucifixo da parede de seu gabinete e a bíblia de sua mesa.

Helena Chagas, Ministra Chefe da Secretaria de Comunicação Social, através de seu twitter, contradisse a informação divulgada pela Folha.

Segundo a jornalista, “a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança. Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo no início do governo, é de origem portuguesa”.

Cabralzinho, o dragão da maldade?

Devotos de São Jorge no Rio de Janeiro e na Bahia começam hoje na internet uma batalha virtual contra o governador Sérginho Cabral Filho.

Querem impedir que Cabralzinho cumpra a intenção de desapropriar a maior parte da Igreja do santo guerreiro, no campo de Santana.

O governador deseja construir no local que hoje serve para filantropia da igreja uma pracinha e um bicicletário (que seria patrocinado por um grande banco privado).

Ninguém se surpreenda com charges de Cabral na figura do famoso dragão da maldade que São Jorge tão bem combateu e venceu...

Mancada do revisor

Na sua 15ª sessão no Supremo Tribunal Federal do julgamento do Mensalão, o tempo promete fechar na réplica e tréplica dos ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowiski sobre a condenação e o perdão ao deputado federal João Paulo Cunha.

Barbosa vai mostrar que Lewandowski cometeu pelo menos um erro no voto que leu na quinta-feira passada.

O ministro de São Bernaerdo do Campo atribuiu a um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) uma conclusão que não é dele nem do tribunal, mas de um personagem que foi alvo de uma auditoria do órgão, o ex-diretor-geral da Câmara Sérgio Sampaio.

A falha

Na salvação a JP, Lewandowski pregou que o ministro do TCU relator da apuração sobre o contrato de Valério com a Câmara afirmara que uma apuração da Secretaria de Controle Interno da Câmara fora "maculada por vícios que a nulificam (sic)".

O ministro até mencionou a página e o volume do processo do mensalão em que estaria a conclusão do TCU.

Probleminha é que a tal afirmação sobre "mácula", "vícios" e "inimizade" não partiu do TCU, mas do próprio Sampaio, e Barbosa vai aproveitar a falha para jogar aquele foguinho amigo no colega de STF.

Amigos para sempre...

A petralhada ficou PT da vida com a revista Época desta semana que mostrou como é fortíssima a amizade entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e o ministro do STF e morador do condomínio de alto luxo Swiss Park, naquela cidade, Ricardo Lewandowiski.

A publicação das Organizações Globo veiculou que “os três – Marinho, Lewandowski e o próprio Lula – são frequentadores do restaurante São Judas Tadeu e amigos do dono, Laerte Demarchi, um são-bernardense da gema”.

Ainda segundo a revista, “Laerte se orgulha de ter assistido, no estabelecimento famoso pelo frango com polenta, ao nascimento do partido político que há dez anos governa o Brasil”.

E mais: “Marinho, Lewandowski, Demarchi e Lula pertencem a um mesmo círculo de amigos – e o relacionamento dos quatro vem se estreitando nos últimos tempos”.

Aos amigos, um emprego quase vitalício

Época revelou que Lewandowski ingressou na vida pública pelas mãos dos irmãos Demarchi:

“Quando Walter Demarchi, irmão de Laerte, era vice-prefeito de São Bernardo, entre 1983 e 1988, ele convidou o então advogado a ocupar a Secretaria de Assuntos Jurídicos. O então prefeito, Aron Galante, mal conhecia Lewandowski. Ele recorda: “Foi a família Demarchi que indicou o secretário jurídico. Disseram: ‘Nós temos o Lewandowski’. Eu respondi: ‘Traz ele aqui’. Nem o conhecia direito”.

“A família Demarchi se orgulha de ter sugerido o nome de Lewandowski quando surgiu uma vaga no Supremo. “O único favor que pedimos ao Lula, que foi meu irmão Laerte quem pediu, foi para que ele colocasse o Ricardo como ministro, porque não sei que ministro ia se aposentar (era Carlos Velloso). O Lula falou: ‘Tudo bem’”, afirmou Walter Demarchi a ÉPOCA”

Capimunismo cultural

Em 2011, a cada R$ 100 investidos via Lei Rouanet, a lei de incentivo à cultura lançada no governo Collor e adotada até hoje, apenas R$ 7,52 não saíram de cofres públicos.

Nada menos que 67% dos recursos foram para o Sudeste em 20 anos de vigência da lei.

Para piorar, o capumunismo petralha, sob a desculpa de tenta reduzir a concentração regional de recursos, pretende trocar a Rouanet pela Procultura – projeto que aumenta ainda mais o poder de definir para onde serão destinados os recursos culturais.

Aos amigos tudo...

Em 2011, as captações via Lei Rouanet alcançaram R$ 1,3 bilhão.

Em 20 anos de vigência, foram captados R$ 9,1 bilhões para 31.125 projetos.

O problema é que o Estado sempre privilegiou para aprovar as captações os “amiguinhos do Rei”...

Proteger o órgão é preciso...

Duas gatoras de programa norte-americanas querem vender aos tabloides e revistas sensacionalistas mais fotos com o Príncipe Harry como Lady Di o botou no mundo, na agradável companhia de algumas “primas”, numa noitada de sexo selvagem em Las Vegas, nos EUA.

O terceiro na linha de sucessão do trono britânico, e piloto de helicóptero do Exército britânico, Harry deve levar hoje uma chamada do seu comandante, com os seguintes dizeres:

"Oficiais não devem nunca machar a reputação do órgão."

A dúvida se o órgão é o exposto pelos príncipe nas fotos indiscretas das prostitutas...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Agosto de 2012.

domingo, 26 de agosto de 2012

Quem rouba Jesus merece perdão?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alertawww.fiquealerta.net  
Por Jorge Serrão

A prática do Mensalão não tem data para terminar no Brasil dos corruptos. Se o mensalão deixar de existir, automaticamente, também se extingue o Governo do Crime Organizado – definido como a associação entre bandidos e servidores públicos para usurpar a máquina estatal nos âmbitos municipal, estadual e federal. Em parcerias com maus políticos profissionais (que redundância), as quadrilhas aprimoram os mecanismos de assalto à coisa pública, apesar das constantes denúncias que terminam majoritariamente impunes, transmitindo a impressão de que o “crime compensa”.

O polêmico julgamento do Mensalão tem passado justamente tal imagem de impunidade à cada vez mais cética opinião pública. As pergunta mais simples feitas entre os incrédulos na Justiça são: o julgamento do mensalão é o único importante? E os outros assaltos aos cofres públicos,como ficam? Será que o Supremo Tribunal Federal vai mesmo condenar a maioria dos mensaleiros? Por que e como, se houve mensalão, como sustenta a Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente Lula da Silva foi poupado nas denúncias de crimes cometidos por seus auxiliares de governo, inferiores hierárquicos que obedeciam às suas ordens e liderança?

Além do risco de impunidade, pois o STF está claramente dividido entre seis que desejam condenar e outros cinco que preferem poupar a maioria dos réus, agora surge o perigo de tal julgamento da Ação Penal 470 se prolongar muito além do previsto. Um dos ministros da corte suprema que cultiva o hábito de expressar sua opinião “na lata”, Marco Aurélio de Mello, já advertiu seu receio de que o julgamento “não termine até o final do ano." Tudo que a petralhada deseja é que o caso seja empurrado com a suprema toga...

O temor de Marco Aurélio pode se tornar realidade a partir de segunda-feira, quando o ministro-relator do processo, Joaquim Barbosa, tentará replicar o voto do ministro-revisor Ricardo Lewandowiski favorável à absolvição do deputado federal João Paulo Cunha – um dos principais cardeais da cúpula petista. Lewandowiski já prepara uma tréplica. A guerra entre os dois pode se prolongar tanto que existe o risco real de nem sobrar tempo para o ministro Cesar Peluzo ter a chance de apresentar seu voto, antes da aposentadoria forçada na quinta-feira que vem.

Marco Aurélio chamou a atenção para o risco de um confronto interminável entre Barbosa e Lewandowiski: "Pelo visto as discussões tomarão um tempo substancial. Elas se mostram praticamente sem baliza. Precisamos, como eu disse, racionalizar os trabalhos e deixar que os demais integrantes se pronunciem. Vence, num colegiado, a maioria".

O tempo perdido, a impunidade programada, o desgaste de imagem do Supremo (que não era o lugar ideal para julgar o mensalão, e sim a Justiça Fdderal em primeira instância) – tudo isto joga em favor dos mensaleiros. Tudo que a maioria deles roubou está bem guardada e investida – parte, inclusive, no cassino eleitoral municipal, onde os cidadãos-eleitores-contribuintes continuarão apostando seu voto para perder cada vez mais com novos bandidos eleitos para o Governo do Crime Organizado.

Triste sina de um País no qual ignorantes legitimam ignóbeis ladrões da demo-cracia (que só pode ser mesmo o “governo do demônio”). Aliás, só um verdadeiro cramulhãopara roubar o crucifixo fixado na parede da sala do Presidente da República, no Palácio do Planalto, desde a gestão de Itamar Franco. Quem rouba Jesus Cristo merece perdão?

Se existe mesmo Justiça Divina, que a mão de Deus seja menos leve que a do chefão impune dos mensaleiros que afanou o crucifixo. Amém!

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Agosto de 2012.

Quero aprender a votar

Poesia no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Pedro Ernesto Filho

Faz muitos anos que eu voto
e nunca acertei uma vez,
se eu tivesse dezesseis
não arriscava meu voto, )
como de Deus sou devoto
espero um dia acertar,
não pude ainda enxergar
homem público sem mistério

- Aponte um político sério
que eu quero aprender votar.

Pretendendo um Brasil lindo
pesquisei os candidatos,
descobri pelos retratos
que eles nos olham sorrindo,
como estivessem sentindo
prazer de nos enganar,
falando um só linguajar
e ilustrando o mesmo império

- Aponte um político sério
que eu quero aprender votar.

Em poucos dias enricam
com destaques sociais,
quando o titular não faz
seus assessores praticam,
mas depressa justificam
para se candidatar
e de novo angariar
mansões e transporte aéreo

- Aponte um político sério
que eu quero aprender votar.

Pedro Ernesto Filho é Poeta.

O QUE MAIS DÓI

Poesia no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Patativa do Assaré

O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.
Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.
O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.
É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.

Patativa do Assaré é Poeta.

No Labirinto

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Nos últimos cinco anos, o blog Alerta Total vem publicando este registro como testemunho de quem tenta entender o que acontece no Brasil e no mundo. É uma percepção infinitesimal, apenas como retoque, dos vôos livres de uma mente que vaga no cosmos, envolvida pelas vagas turbulentas deste planeta, minúscula partícula da impenetrável grandeza do universo.

O propósito é deixar correr a memória do vivido e apreendido dos livros e variadas formas de expressão cultural. Um desabafo ou testemunho para as novas gerações. Ora memória, ora observação de fatos que afirmam a esperança de vida em ambiente humano e amoroso, em mais de meio século de romantismo utópico, tentativas lógicas e racionalismo.

É necessário muito equilíbrio individual em meio ao caos, tragédias e superação. No ambiente que envolve famílias, pessoas, nações que fazem a história e ao mesmo tempo são premidas por fatos históricos, configurados nas formas de Estado, condução dos negócios econômicos, crenças e ideologias propagadas como verdade absoluta, dominando decisões de governantes, cujo personalismo conduz às guerras, controles e imposição de mudanças comportamentais.

Milênios de história. Civilizações ditas obscuras, outras iluminadas. Avanços no conhecimento técnico e científico. Gente que nem formiga na China. Impérios empresariais controlando governantes serviçais, controlando os pensamentos palavras e ações dos homens comuns nas frentes de trabalho, onde são exigidas obrigações e atribuídos parcos direitos.

Migrações estritamente vigiadas, em mão dupla, entre países ricos ou pobres. Onde os relacionamentos democráticos e as garantias de liberdade individual vigentes durante largo tempo, assim como a livre expressão do pensamento, agora são vistas como inoportunas.

A nova ordem mundial que se impõe à força, pelo terror ao banditismo que serve ao Estado, tanto quanto pela colonização cultural que empurrou as gentes para o labirinto da alienação, mostra sua cara de crueldade: martela dia e noite as sugestões e palavras de ordem que se convertem em confusão mental.

O propósito que reside na mente dos profissionais da política e dos que manipulam a opinião inconsciente e irracional é desviar a atenção do cérebro dos ouvintes, distraindo-os com a oratória variada e conceitos desconexos, insinuando caminhos que impedem o pensamento e a reflexão.

Neste labirinto, os terminais da percepção sensorial estão conectados aos difusores de informações repetitivas: sobre a violência assustadora; o desemprego que anula o esforço individual e conduz ao desespero; os salário insuficientes para a sobrevivência digna; drogas e banditismo impunes em campo aberto; instituições de educação, segurança e saúde pública desamparadas...

A difusão de idéias apenas úteis à propaganda intensiva de opiniões preconcebidas, subordinadas ao terror espalhado pelas ruas, ativado por ideólogos e militantes que fingem ocupar-se no controle de finanças e negociações garantidoras do poder inclemente, sem retoques. Uns poucos decidem onde aplicar os recursos, submeter as nações, financiar guerras, prestigiar governos obedientes.

Aqueles poucos propagam a união entre opostos, o sincretismo religioso e a variedade de crenças que desviam a percepção humana de si mesmo. Querem fazer crer que o Cristo e o anti-Cristo, o virtuoso e o bandido, as verdades e as mentiras podem conviver no mesmo espaço e dançar a mesma música. Única música.

Na propaganda relacionam os fatos seguindo a metodologia desenvolvida pelo Instituto Tavistock, Bernays e algumas escolas da psicologia aplicada às relações do Estado com o público. Assegurando-se que o cérebro da audiência desinformada, concorde com as três primeiras afirmações, passam às sugestões de venda das “soluções” milagrosas, sabendo o tempo inteiro que a mente ouvinte, em estado de relaxamento, foi ativada para aceitar as armadilhas e meias verdades, sem perceber os “comandos embutidos” na entonação de palavras chave e gestos, que atingem o inconsciente.

São profissionais que atuam para o grande público. Como profissionais estão imunes aos resultados. E utilizam o escudo das tais ciências econômicas para justificar o poder supremo de investimento, pesquisa e planejamento das mega-empresas que controlam as políticas do Estado.

Em todo o tecido social, com raras exceções a ditadura do Estado divide as rações dos feudos culturais e direciona o público para agir aceitando a inversão de valores como progresso. O objetivo é aceitar as políticas salariais e as mudanças eventuais no sistema da economia globalizada, como se fossem constantes determinadas pelo poder global, sem face conhecida e com propósitos obscuros.

Pode-se fazer uma analogia dos nossos políticos com aqueles fariseus talmúdicos que Jesus denunciou como “filhos do pai das mentiras” (João, 8-43,44). Eles não entendem a linguagem dos filhos de Deus. São filhos das trevas e inimigos da verdade. Na qualidade de satanistas, usam todos os disfarces para enredar e enganar a gente, para controlar a riqueza das nações.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Em Defesa da Privacidade

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

Julian Assange, fundador do site Wikileaks, apareceu na sacada da Embaixada do Equador em Londres e proferiu um discurso para a plateia de fãs, jornalistas e policiais que o aguardavam. Era a figura de Narciso em pessoa. Somente dirigentes políticos muito poderosos se amam tanto quanto o ególatra Assange.

Mas, de onde vem tanta arrogância e vaidade que se estampam no rosto do australiano de 41 anos, um janota enfatuado que parece ter como diversão predileta atacar os Estados Unidos? Vem do fato de que ele se sente o grande hacker da atualidade, o fofoqueiro global da típica imprensa “marrom” dos escândalos, enfim, o cyber terrorista desse admirável mundo novo que pretende controlar como um deus cibernético.

Em Assange há muitas contradições. Ele fala em direitos humanos, em liberdade de expressão, lança frases de efeito como a contida na acusação de que os Estados Unidos realizam ‘”caça às bruxas”, ou seja, a ele, uma vitimazinha inocente que arrombou e expôs documentos secretos ou correspondências íntimas de diplomatas norte-americanos para achincalha-los.

Não sei se fez o mesmo com documentos iranianos relativos à bomba atômica que Ahmadinejad fabrica, se revelou ao mundo as barbaridades praticadas contra direitos humanos na China, na Coreia do Norte, em países do Oriente Médio, em países africanos, em Cuba. Tampouco desconheço se o ciberjornalista levantou documentação e espalhou aos quatro ventos o cerceamento da mídia na Venezuela, na Bolívia, na Argentina. Ele até louva, incluindo o Brasil, a Venezuela e a Argentina por terem levado seu caso à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Quanto ao Equador, onde pediu asilo e cujo governo não é nada favorável à liberdade de expressão, o hacker chamou de “corajosa nação latino-americana que tomou o partido da justiça”. Entretanto, segundo Assange, compete aos Estados Unidos parar com a “campanha ao redor do mundo contra jornalistas que iluminam os segredos dos poderosos”. Os países ideologicamente afins Assange prefere manter à sombra seus segredos militares e diplomáticos.

Julian Assange conquistou muitos adeptos. Primeiro, porque na atualidade medíocre e vulgar convém odiar tudo que é bom, evoluído, competente, o que inclui países como os Estados Unidos e Israel. Esse tipo de xenofobia é muito comum, inclusive, na América Latina que tem como porta-voz mais destacado o boquirroto venezuelano Hugo Chávez. Segundo, porque a exposição da privacidade se tornou uma constante em redes sociais, programas de TV, performances individuais ou grupais, o que combina com o hacker “iluminador de segredos”.

Nada, porém, acontece por acaso. Tudo é processo. Do moralismo hipócrita, que no passado escondia comportamentos socialmente indesejáveis, passou-se paulatinamente ao amoralismo escancarado. Do modo de vida onde existiam valores como dignidade, respeito ao próximo, honestidade chegou-se ao vale-tudo dos anti-valores.

Desse modo, a civilização foi se transformando em barbárie. Não há mais distinção entre certo e errado. Desapareceram os pudores e no mundo massificado a ânsia de romper com o igualitarismo cultural leva ao exibicionismo, não de formas evoluídas da mente, mas de modos mais assemelhados aos dos animais.

Nesse contexto Assange é o grande líder que rompe com a privacidade, o carteiro que viola a correspondência das nações, o bisbilhoteiro mor que “ilumina” intimidades. Ele desnuda segredos como os adolescentes se desnudam em redes sociais ou mulheres distribuem suas fotos pela Internet em que aparecem nuas. Julian Assange faz parte do tempo dos vídeos pornográficos onde relações sexuais são exibidas para o mundo.

Nessa época a educação das crianças se torna algo difícil. Na família, como mostrou Carlos Alberto Di Franco em excelente artigo (O Estado de S. Paulo – 20/08/2012) faltam muitas vezes o carinho e o diálogo e “os jovens crescem sem referências morais e afetivas”. “A ausência de limites e a crise de autoridade” atestam também a desagregação familiar.

A escola, que mal sabe ensinar o bê-á-bá, não forja mais o caráter dos alunos através de valores. Droga e violência se fazem presentes e, para culminar é estimulada precocemente a atividade sexual desde a mais tenra idade, enquanto a escolha da sexualidade é praticamente imposta em mentes ainda não prontas para assimilar tais comportamentos. Atualmente só falta apontar o incesto, o estupro e a pedofilia como direitos humanos e incentivar tais condutas.

A interferência estatal maléfica na educação mostra o rompimento da privacidade, enquanto individualmente os “bárbaros modernos” violam por vontade própria sua intimidade.

Tais comportamentos conduzem ao aviltamento da personalidade, à perplexidade moral, à confusão de sentimentos, à decadência social. É preciso, pois, resgatar a privacidade, espaço único e inviolável onde se é realmente livre. É preciso dizer não ao Big Brother.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. www.maluvibar.com.br - mlucia@sercomtel.com.br

sábado, 25 de agosto de 2012

Vingança com capa de julgamento

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net  
Por Ernesto Caruso

A Lei da Anistia (6.683/79), debatida que foi, e o foco de conciliar na inspirada expressão de que “lugar de brasileiro é no Brasil”, estabeleceu em seu Art. 1º:] “É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, ... § 1º Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.” Dizia mais no Art. 11, “Esta Lei, além dos direitos nela expressos, não gera quaisquer outros, inclusive indenizações...”

Bem mais tarde, a Lei nº 10.559/2002 regulamentou a reparação econômica assumida pelo Estado. Assim, aqueles envolvidos na luta armada, dos sequestros, terrorismo e guerrilha foram anistiados e indenizados, diga-se muito bem indenizados e de forma administrativa.

Os crimes de tortura e terrorismo estão no mesmo nível da CF/88, Art. 5º XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá los, se omitirem;...

A anistia tem por fundamento fazer desaparecer todas consequências penais. Se o agente do Estado praticou a tortura é tão anistiado como o terrorista que colocou a bomba no Aeroporto dos Guararapes em 1966, ou o carro-bomba no QG do II Ex que fez em pedaços o corpo do Soldado Mario Kozel Filho, que estava de sentinela cumprindo o serviço militar.

Se o agente do Estado for condenado a indenizar possível vítima por independência entre as esferas criminal e cível, o terrorista da bomba, do carro-bomba ou que sequestrou o embaixador americano também tem que ser condenado. Se não vale a prescrição de 3, 10 ou 20 anos pelo CC para reparações devidas pelo agente torturador não vale para o comunista terrorista.

Há quem, já indenizado pelo Tesouro Nacional por prejuízos de vária natureza, quer lucrar mais na incontrolável sanha de se vingar ao condenar o agente e ser por ele também indenizado. O agente que cumpria os deveres sob o Estado, agora tira do seu salário e da sua família para premiar criminosos anistiados. E no poente da vida, idoso que é. Violência maior só se vê nas saídas dos estádios onde vestir a camisa de outro time significa a pena de morte. Dois casos demonstram a diferença de tratamento.

O do cabo Anselmo, tido como agente infiltrado nas organizações marxistas-trotskistas, ao que consta, estando preso denunciou os comparsas, como outros, até hoje não anistiado e sem uma identidade que o defina como pessoa e o do coronel Carlos Alberto Ustra condenado a pagar 100 mil reais de indenização a familiares de Luiz Merlino que morreu em 1971 quando estava preso. Não seria duplicidade por ter recebido do próprio Estado através da Comissão Especial de Anistia do Ministério da Justiça reparação econômica de caráter indenizatório em função da anistia? E agora receber do agente cuja responsabilidade foi devidamente assumida pelo Estado e quitada.

Ora, se a causa, que é o suposto crime, foi esquecida pelo poder público, o efeito não subsiste, ainda que em outra esfera após mais de quarenta anos. Só pode ser ódio a quem um dia cumpriu com as suas obrigações de militar e presunção de punir quem o derrotou e se considerar justo.

Ernesto Caruso é Coronel Reformado do EB.

Leia no site Fique Alerta o artigo de Manoel Soriano Neto: Para um Grande Exército, um Grande Patrono!

O Preço do Futuro Almejado

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Estou fortemente convencido de que não é do interesse da Força ou de qualquer de seus integrantes e muito menos dos nossos Chefes de hoje e de ontem a divisão do Exército em “da ativa” e “da reserva”, muito embora tenha identificado atitudes pontuais, de ambos os “lados”, que, mesmo sem querer, fomentam a divisão.

São arroubos de indignação, na maioria das vezes motivados por desconhecimento, desinformação ou precipitação, dos companheiros inativos que, no dizer do Gen Octávio Costa, “têm a farda como outra pele, aderida à alma, irreversivelmente, para sempre”, o que pode não justificar determinadas atitudes e interpretações, mas as explica sobejamente!

São as mágoas e incompreensões dos camaradas da ativa que, por estarem em dia e em ordem com os acontecimentos, decisões, planos, projetos e circunstâncias não aceitam as críticas, devidas ou indevidas, dos que, mesmo errados ou enganados, só pensam e agem em favor do bem da Força e que merecem a complacência e a consideração de uma explicação que, na maioria das vezes, “está no site”, o que é sabidamente insuficiente!

Por outro lado, vivendo em Brasília e estando, portanto, mais próximo do que está a ocorrer no Exército, estou também convencido de que há bons motivos para acreditar que os dirigentes políticos, por piores que sejam, finalmente entenderam que as Forças Armadas são fundamentais e imprescindíveis para dar suporte e garantia aos compromissos internacionais e à conquista do espaço que o Brasil pretende e deve ter no concerto das nações.

Este entendimento, mesmo que não se respalde na lógica do estudo geoestratégico, fartamente conhecido por gerações de militares, se deve à conclusão, também lógica, de que, neste momento, as Forças Armadas são as únicas instituições sérias e confiáveis do País e que, portanto, precisam estar preparadas e equipadas de acordo com a importância das suas missões constitucionais.

A organização e a segurança dos grandes eventos assumidos pelo Brasil para os próximos anos, Copas e Olimpíadas, impõem seriedade e competência e, por isto mesmo, não poderão ser entregues a outras instituições que não às Forças Armadas, em particular ao Exército Brasileiro.

Seja por razões estratégicas ou por necessidade de garantia de sucesso nos eventos esportivos mundiais, a verdade é que as Forças Armadas nunca estiveram tão perto de conquistar as capacidades que sempre almejaram e que farão com que tenham, no momento oportuno e decisivo, o poder e a estatura compatíveis com as dimensões, as responsabilidades, a importância e as riquezas do Brasil.

Por outro lado, infelizmente, também constato que há um preço a pagar por esta perspectiva de conquista do futuro almejado, qual seja o esquecimento de uma parte importante e fundamental da história recente do País, na qual a Forças Armadas, em especial o Exército, desempenharam papel preponderante e asseguraram a preservação dos valores e dos pressupostos que sempre nortearam a evolução da nacionalidade e o amadurecimento político da Nação.

É triste ver velhos camaradas, apontados, até há pouco, como exemplos, que arriscaram suas vidas e expuseram suas famílias às ameaças de fanáticos terroristas, no estrito cumprimento do dever e das ordens recebidas, serem abandonados à própria sorte como se esse tempo, essas ordens, seus feitos e suas vitórias nunca tivessem existido e seu sangue nunca tivesse sido derramado!

Não existem, com certeza, dois Exércitos, mas, aparentemente, uma parte dele está sendo deixada para trás, sua lembrança e seus feitos estão sendo extirpados como se fossem cânceres da história e da memória ou como condição imposta para que o Exército tenha a dimensão e as capacidades que o Brasil precisa e o futuro exige.

Torço e rogo a Deus para que o que interpreto e lamento como fato seja mais um arroubo de indignação, motivado por desconhecimento, desinformação ou precipitação e que eu, mais uma vez, esteja errado!

Paulo Chagas é General de Brigada na reserva.

DAZIBAO

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Clovis Purper Bandeira

Na China antiga, os jornais não circulavam nas cidades e aldeias distantes, onde o pequeno número de alfabetizados não justificava a despesa da distribuição dos periódicos. Nesses locais, existiam – existem? – painéis colocados em locais públicos, onde eram dispostos os avisos, editais, proclamas, notícias etc. Eram os dazibaos.

Diariamente, ao passar pelo extinto Canecão, em franca decadência e correndo perigo de ruir, pois agora é “do povo”, ou seja, não será usado nem sofrerá manutenção até cair, leio meu dazibao sobre a interminável greve das universidades federais.

Dois cartazes, em especial, chamam minha atenção.

O primeiro, muito bem feito, trabalho de profissionais, anuncia: “A Universidade está viva! A Universidade está em greve!”.

Vejam que preciosa afirmação, que contrassenso bem colocado, que atrai pelo aparente paralelismo entre “ vida” e “greve”. No entanto, nada mais enganoso. Uma Universidade viva está em ebulição por outros motivos: pelas aulas, palestras, discussões, debates, pesquisas, monografias, publicações; seus corredores fervilham de pessoas indo e vindo, dirigindo-se às aulas, bibliotecas, laboratórios, áreas de lazer, centros de tecnologia e de informática, produzindo e difundindo conhecimento, arte, ciência, dúvidas, soluções...

Uma Universidade em greve, e em greve há mais de dois meses, é o oposto da vida: nada produz, a não ser confronto e radicalismo ideológico. Ainda não morreu, mas está moribunda.

E, por incrível que possa parecer, as principais vítimas da greve, os alunos que perdem seu ano letivo, um ano precioso de sua juventude e de sua vida, aplaudem e justificam o movimento intransigente, que alega querer negociar mas não aceita nenhuma proposta diferente de suas exigências e impede, até de forma violenta, o acesso às instalações das faculdades por aqueles que não concordam com a greve. Por certo a conduta suicida dos alunos é resultado de anos de doutrinação socialista e da verdadeira lavagem cerebral que nossos estudantes sofrem desde o ensino fundamental.

Abaixo da frase, vejo os logotipos das várias associações de classe, sindicatos e centrais pelegas que organizaram e impõem a greve.

O segundo cartaz não tem a beleza plástica do primeiro. Escrito a mão livre, com letra irregular, numa faixa de plástico amarela, exige: “Dilma e Reitor, negociem já!”. Além de não admitirem nenhuma contraproposta, os grevistas ainda jogam no colo das autoridades a responsabilidade pelo fracasso das discussões, como se as mesmas é que não quisessem negociar. Por negociar entendem ceder, submeter-se à vontade dos todo poderosos sindicalistas, donos da verdade, enviados divinos para estabelecer sua justiça entre os homens.

As autoridades, porém, merecem o impasse pelo qual são também responsáveis. Enquanto esteve na oposição, o partido da Presidente estimulou e defendeu o grevismo radical sempre que pode. No poder, fortaleceu e encheu de privilégios os sindicatos e associações de classe, pensando, com certeza, em usá-los como companheiros de viagem em sua intenção de perpetuar-se no poder. Mas os sindicalistas têm agenda própria, e caminham a passos largos para estabelecer a República Sindicalista do Brasil. Logo veremos quem usou ou quem foi usado.

O governo, agora, toma um pouco do remédio amargo que produziu para os outros.

Como diz o velho ditado, “quem semeia ventos, colhe tempestades”.

Clovis Purper Bandeira é General de Divisão na Reserva.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Barbosa deve enxaguar a alma de João Paulo Cunha com réplica ao voto salvador de Lewandowiski

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

O ministro-relator do processo do Mensalão, Joaquim Barbosa, tentará enxaguar, na próxima segunda-feira, a alma do réu João Paulo Cunha “lavada” ontem pelo ministro-revisor Ricardo Lewandowiski. A previsão é de pancadaria verbal no quadradinho de UFC do STF. Barbosa já programou uma réplica ao voto do ministro de São Bernardo do Campo. E Lewandowiski – que não aceita levar desaforos de Barbosa para a vizinhança de Lula da Silva – já se prepara para uma tréplica.

Apesar da “lavagem de alma” dada ontem pelos votos salvadores de Ricardo Lewandowiski, o deputado federal João Paulo Cunha ainda corre o sério risco de ser condenado no processo do mensalão – problema que legalmente irá impedi-lo de assumir a Prefeitura de Osasco, caso vença a eleição. Se o ministro Cesar Peluso tiver a chance de votar, a previsão é de que Cunha saia derrotado do STF pelo apertado placar de 6 x 5. Nos bastidores, a petralhada promete fazer de tudo para salvar o futuro gestor do mais importante e estratégico esquema político e de negócios do PT.

Lewandowiski cumpriu ontem o script esperado pela petralhada. Primeiro, votou pela absolvição do publicitário Marcos Valério no que se refere a favorecimento da agência SMP&B no contrato de publicidade institucional da Câmara dos Deputados. Em seguida, inocentou João Paulo Cunha, então presidente da Casa, do crime de peculato, por ter autorizado à agência SMP&B subcontratar quase a integralidade dos serviços publicitários prestados. No gran finale, também livrou JP da acusação de corrupção passiva.

Comemorando o voto do ministro-revisor, que na sua visão “lavou a alma” de seu cliente, o advogado Alberto Toron, sem querer (ou querendo), deu uma dica do que vai acontecer nos próximos votos de Lewandowiski. O advogado Toron acredita que os argumentos do revisor a favor do réu petista podem se estender a outros acusados: “Abre uma perspectiva para os que mantiveram relações com a SMPB. E para os diretores da agência”.

Na verdade, nem previsava o advogado de JP dizer isto. Aquilo que a petralhava esperava – e a oposição também – começa a se desenhar: Lewandowiski tentará derrubar as teses de acusação do Procurador-Geral da República para livrar de condenação, principalmente, os réus petistas. O mesmo movimento deve ser seguido por pelo menos mais quatro ministros do STF nomeados para o cargo quase vitalício pelos presidentes da república petistas.

Por isso, os votos de Cezar Peluso – que se aposenta quinta-feira que vem – podem fazer muita falta para condenar os mensaleiros.

"Data Venha"

A triste realidade da politicagem adora imitar o humorismo da ficção no Brasil.

Esse negócio de "alma lavada" (ou enxaguada) é uma velha expressão do imortal personagem criado por Dias Gomes, o prefeito corrupto e sem vergonha de Sucupira, Odorico Paraguassu.

Será que, ao usar tal expressão, por efeito do subconsciente, o advogado de João Paulo não estaria vislumbrando uma futura gestão Odoriquenha para Osasco - onde a petralhada já adota o modelo sucupirano de mal governar?

Poligamia estável

Um homem, acompanhado de duas mulheres, conseguiu registrar a união estável dos três no Tabelionato de Notas de Tupã, interior de São Paulo.

Moradores do Rio de Janeiro, com aproximadamente 40 anos de idade e sem filhos, os três tentaram, sem sucesso, o mesmo registro em vários cartórios.

A criativa escritura pública de União Poliafetiva, feita para garantir os direitos iguais a todos os cônjuges, foi publicada no Diário Oficial da última quarta-feira.

Não chega a ser a “legalização da suruba” – como alguns comentários pela internet protestaram -, mas, tecnicamente, é uma espécie de poligamia burocraticamente consentida, sem a necessidade de os parceiros se converterem à religião muçulmana.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Agosto de 2012.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sarney vai obrar e andar para representação do Endireita Brasil que pede impedimento de Toffoli no Mensalão

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Além da polêmica sobre se haverá ou não tempo para um voto parcial ou completo do ministro Cezar Peluso – que se aposenta na questionável expulsória dos 70 anos de idade no próximo dia 3 de setembro -, o julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal tem tudo para sofrer mais uma baixa. Os advogados Guilherme Abdalla e Ricardo Salles, do Movimento Endireita Brasil, tiveram a ousadia de apresentar ao Senado uma denúncia contra o jovem ministro José Antônio Dias Toffoli por crime de responsabilidade.

O objetivo é impedir que Toffoli continue participando do julgamento do mensalão – do qual já devia ter se considerado impedido. Fazendo o que o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel preferiu não fazer, os advogados paulistas questionam a competência de Toffoli para julgar a Ação Penal 470. Abdalla e Salles alegam, na representação ao Senado, que Toffoli é “advogado do PT e do ex-ministro José Dirceu, réu no caso”,

Os advogados invocam a Constituição e o regimento interno do Senado para justificar a representação. Segundo eles, compete privativamente ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, notadamente quando o denunciado “proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa". A tendência é que o Senado – presidido por José Sarney - obre e ande para a representação. Mas, ao menos, vale a intenção ética e cidadã de se fazer cumprir a Lei no Brasil.

Caso Toffoli fosse considerado impedido, não haveria o risco de o julgamento terminar em um perigoso empate de 5 a 5 - gerado com a aposentadoria de Peluso. A Ação Penal 470 só seria julgada, no final das contas, por 9 dos 11 ministros do Supremo. Como é pouco provável que o Senado aceite a representação, alguns mensaleiros, mesmo condenados, terão a brecha jurídica esperada para recorrer a algum tribunal internacional contra a sentença do STF – mais uma vez, claramente, atentando contra a soberania jurídica do Brasil.

Dia D de João Paulo

O ministro revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski vai julgar o envolvimento do deputado João Paulo Cunha com o esquema do mensalão, durante a gestão dele na presidência da Câmara dos Deputados.

O relator Joaquim Barbosa já tinha pedido a condenação de JP pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e por dois crimes de peculato.

Cunha teria permitido a realização de contratação de serviços terceirizados com objetivo de lavagem de dinheiro.

Sinal de alerta

O pedido de condenação – seguindo ou não o relator Joaquim Barbosa – será uma espécie de senha para saber se Lewandowski pegará ou não pesado com a petralhada mensaleira.

A petralhada ficou meio assustadinha desde ontem com Lewandowski – tido como “amigão” do ex-presidente Lula.

Lewandowski votou pela condenação do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e duas vezes por peculato, além de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato (também duas vezes).

Raínha Xuxa contra o Reino de Deus
A apresentadora global e a emissora do Bispo Macedo têm uma audiência de conciliação marcada para o dia 13 de setembro, às 16h15min, na 7ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio Rio de Janeiro.

Xuxa moveu uma ação por danos morais contra a TV Record porque o Programa do Gugu exibiu, sem autorização dela, uma velha foto dos tempos em que era apenas uma jovem modelo e posava nua para revistas masculinas – passado que a Raínha dos Baixinhos gostaria de apagar de sua biografia.

A juíza Cíntia Guedes já impôs à Record uma multa de R$ 1 milhão caso veicule qualquer imagem de Xuxa sem autorização.

Aviso aos desempregáveis

A partir de novembro, todas as rescisões de contrato de trabalho deverão utilizar o novo modelo do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) instituído pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A partir de 1º de novembro, rescisões feitas em outros modelos não serão aceitas pela Caixa Econômica Federal para liberação de Seguro Desemprego e da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O novo TRCT detalha as parcelas e deixa mais claro para o trabalhador o valor das verbas rescisórias.

Na informação sobre o pagamento de férias, por exemplo, são discriminadas férias vencidas e as em período de aquisição, facilitando a conferência dos valores pagos.

Vaga para acadêmico

O poeta Walderlino Teixeira Leite Netto divulga que estarão abertas, de 5 a 26 de setembro, inscrições para a Cadeira 36 da Academia Niteroiense de Letras, patronímica de Luís Gomes Filho, vaga pelo falecimento de Maria da Conceição Pires de Mello (Manita).

Os candidatos devem residir em Niterói ou, não sendo assim, ter prarticipação ativa no movimento literário da cidade.

Os interessados deverão cumprir as seguintes exigências: a) envio à ANL de correspondência candidatando-se à referida vaga, anexando currículo e comprovantes de atuação literária (livros editados, artigos publicados em jornais e revistas, etc.); b) pagamento de taxa no valor de R$100,00.

Atenção para o horário: as inscriçoes devem ser feitas às quartas-feiras, entre 17h e 18 horas, na sede da ANL (Rua Visconde do Uruguai, 456).

Piadinha Cubana

Anedota, com ares engraçados de triste realidade, veiculada pelo site Gente Decente:

Em Cuba, um menino chega da escola faminto e pergunta à sua mãe:

- "Mamãe, o que vamos comer?"

- "Nada, filhinho."

O menino vê o papagaio da casa e diz:

- "Nem papagaio com arroz?"

- "Não temos arroz, filhinho."

- "E papagaio assado?"

- "Não temos gás."

- "Assa na churrasqueira elétrica!"

- "Não temos eletricidade, filho."

- "Que tal papagaio frito?"

- "Não temos óleo, querido."

Grita o papagaio:

- "VIVA FIDEL!!! VIVA FIDEL!!!"

Piadinha brasileira

Outra anedota circula na internet – campo fértil para as galhofas contra os podres poderes:

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem

decidiu dar-lhes apenas duas virtudes. Assim:

- Aos Suíços os fez estudiosos e respeitadores da lei.

- Aos Ingleses, organizados e pontuais.

- Aos argentinos, chatos e arrogantes.

- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.

- Aos Italianos, alegres e românticos.

- Aos Franceses, cultos e finos.

- Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.

O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:

- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos brasileiros foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?

O Senhor exclamou:

- Muito bem observado, bom anjo!

- Isto é verdade!

- Façamos então uma correção! De agora em diante, os brasileiros, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os demais povos!

- Assim, o que for petista e honesto, não pode ser inteligente.

- O que for petista e inteligente, não pode ser honesto.

- E o que for inteligente e honesto, não pode ser petista.!!!!!!

Palavras do Senhor !!!...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Agosto de 2012.

Ser Comandante

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valdesio Guilherme de Figueiredo

Realmente, as coisas não vão bem, mas fruto da eterna desunião que existe entre os componentes do EB. Começa com a separação estatutária entre oficiais e praças, hoje bastante acirrada, inclusive com a tentativa de organização de sindicatos. Tudo, falta de capacidade de comando e de medo da idéia errada de que deva existir ampla defesa e contraditório em tudo.

É interessante que se faça uma reflexão sobre o que é ser comandante na Infantaria de Sampaio. Existem comandantes de diversos níveis, a começar pelo “cabo”, que pode ser comandante de esquadra, ou de peça, após realização de curso; o terceiro sargento exerce um comando mais importante, o de comandante de Grupo de Combate, ou de seção, preparado na Escola de Sargento das Armas; o tenente comanda pelotão, habilitado pelo curso da Academia Militar das Agulhas Negras; o capitão comanda a subunidade, já com um efetivo de mais de uma centena de militares; o coronel comanda a unidade, após um curso de aperfeiçoamento realizado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e o general comanda as Grande Unidades, ou Grandes Comandos, após ter realizado curso na Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

No caso dos oficiais, considere-se que a evolução processa-se ao longo de anos, não só pelo preparo adquirido em cursos, mas, também, pela observação dos diversos comandantes que passam pela nossa vida profissional, alguns dando bons exemplos e outros, nem tanto, mas sempre acatando a decisão do comandante – isto é básico, ou pelo menos foi! Não se pode aceitar passivamente que um qualquer que caia de pára-quedas na estrutura de comando, seja aceito como preparado para integrá-la. A Constituição Federal e Lei Complementar deram ao Presidente da República o título de Comandante em Chefe das Forças Armadas. Isto poderia funcionar quando o mesmo dispunha, junto de si, os ministros militares a assessorá-lo; o Ministro da Defesa, que tem até vestido farda e criou insígnias que o definam como militar, não tem nenhum preparo de comando e o faz intuitivamente, contando, ou não, com a assessoria militar, ou “genuinamente” civil.

Tudo é cópia mal feita da estrutura de defesa dos Estados Unidos, onde a Secretaria de Defesa é um órgão essencialmente político, assim como os secretários das cinco forças armadas americanas são civis e tratam, apenas, do aspecto político das forças. A estrutura militar está ligada ao chefe do estado maior conjunto e os comandantes de teatros de operações ligam-se diretamente ao presidente da república.

A criação do ministério da defesa no Brasil deu-se por pressão americana. Quando fui chefe da Delegação do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, por várias vezes, recebi convite para eventos internacionais dirigido ao ministro da defesa do Brasil. Em todas elas restituí o convite informando que se desejassem a presença do estamento militar brasileiro, deveriam enviar quatro convites: ao Chefe do EMFA, ao Cmt da Marinha, ao Cmt do Exército e ao Cmt da Aeronáutica. Isto se passou no governo do Presidente Itamar Franco. A partir daí, prevaleceu a vontade yankee.

É de estranhar o episódio recente atribuído aos Clubes Militares e a estrutura política do poder executivo brasileiro. O Clube Militar, que nem é destinado aos militares do Exército, mas sim aos das três forças e a civis, é um entidade civil, pessoa jurídica que não é vinculada a nenhuma das três Forças Armadas e não recebe nenhum valor do orçamento da União para sustentar-se. Logo, por que deveria receber ordem do presidente da república, do ministro da defesa, ou mesmo, do Comandante do Exército. Admito que pudesse ter havido um acordo entre amigos, pois o Presidente do Clube Militar e o Comandante do Exército são generais da mesma safra, quase companheiros de turma.

Também sou amigo e admirador do Comandante do Exército, mas nem por isso eu deixaria de discutir com ele a conveniência da tomada da atitude de recuar. Não haveria cabimento para tal. Se a nota dos clubes militares desagradou ao presidente da república e a seu ministro da defesa, também são inúmeras as atitudes, o descaso, a legislação revanchista por eles levada adiante, sem que os clubes militares impusessem um recuo.

Costumo dizer que quem muito abaixa as calças mostra a cueca, ou a calcinha. Não posso admitir que a alta estrutura de comando do Exército deixe de lado a disciplina, ou a hierarquia, mas permitir que qualquer civil de passado não muito recomendável, venha humilhar o Exército, empregando-o como polícia militar, fazendo com que a Força Armada agora passe a ser força auxiliar das polícias militares estaduais, ou que inverta a hierarquia permitindo que os soldos de determinados militares estaduais sejam infinitamente superiores aos dos militares do Exército.

Não quero revolução, mas exijo respeito, ainda que tenha de impô-lo pela força. Não me acusem de estar falando por estar imune às sanções disciplinares, de acordo com lei de 1986. Posso falar de política, posso combater ideologias e posso e devo defender a minha Instituição e meus antigos subordinados. Não me acusem de covardia, porque nunca me apeguei a cargos e sempre coloquei minha cabeça a prêmio na Extinta Diretoria Patrimonial de Brasília, no comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, no comando da Guarnição da Vila Militar, no Departamento Geral do Pessoal e no Comando Militar da Amazônia. No Superior Tribunal Militar, do qual fui ministro, sempre julguei à luz da Lei do Serviço Militar e de seu regulamento, visando guardar a Instituição dos maus militares.

Se falhei algumas vezes, faz parte da minha condição de ser humano. Diz-se que vingança é um prato que se come frio. Se há espírito de vingança de um lado, por que não partir também para a vingança em igual ou maior intensidade. Quem tem o telhado mais vulnerável?

Insisto que devamos nos unir, se possível, oficiais e praças, da ativa e da reserva, mesmo da reserva de segunda classe, não para derrubar nenhum governo que o povo quis para si, mas para prestigiar a estrutura de comando militar e fazer sentir que atacado o comandante, atacados estaremos todos.

Não permitamos que os militares sejam tratados como cidadãos de segunda classe, que só são valorizados quando há que se construir estradas onde não seja compensador para as empreiteiras, ou para levar desaforo de bandidos ocupantes dos morros cariocas, ou ainda, para ocupar o subalterno lugar de grevistas impunes.

Valdesio Guilherme de Figueiredo é General de Exército Reformado e Ministro do STM aposentado.